<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>arte-educacao-cultura-livros-poesia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/arte-educacao-cultura-livros-poesia/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "arte-educacao-cultura-livros-poesia"</description>
	<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 07:53:24 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[O problema do mal - II]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3043</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 08:39:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3043</guid>
<description><![CDATA[
(Conclusão)
Antes de mais, nenhum teólogo ou rabino judaico considerou a hipótese do Pecado Or]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/04_3ce4c.jpg" alt="" width="351" height="353" /></p>
<p>(Conclusão)</p>
<p>Antes de mais, nenhum teólogo ou rabino judaico considerou a hipótese do Pecado Original enquanto fatalidade inerente à natureza humana, por via adâmica.<br />
Por outro lado, nenhum dos quatro Evangelhos relata qualquer ensino do Mestre da Galileia sobre a matéria, e nenhuma outra escritura bíblica o defende, tanto no Antigo Testamento como no Novo.<br />
Pelo contrário, quando os discípulos de Jesus lhe perguntaram sobre a razão de ser da deficiência física de um homem, baseados numa crença judaica, Ele explicou-lhes que a cegueira daquele homem não era provocada por algum pecado dele ou dos seus pais, “mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Evangelho de João 9:3). Ora este ensino contradiz a ideia de transmissão hereditária de pecado ou culpa, de pais para filhos, de uma geração a outra geração. De resto, muitos dos teólogos contemporâneos já abandonaram esta doutrina agostiniana.</p>
<p>Mas o principal problema levantado pela doutrina do pecado original, se reflectirmos um pouco, é ser profundamente desresponsabilizadora do indivíduo. Surge como uma fatalidade histórica, inerente à condição humana, e alheia ao domínio da minha consciência e carácter: os meus actos, palavras, pensamentos e omissões. Faça ou deixe de fazer, a culpa está sempre em mim, mas não é minha… é herdada dos meus pais. Que posso eu fazer? Infelicidade ter nascido humano… e ter tido um “pai” longínquo (ele sim, responsável) que me passou o ferrete do pecado.</p>
<p>Mas o meu próximo também não é melhor do que eu. Teve a mesma sina. Não me poderá servir de exemplo ou inspiração.</p>
<p>Nas sociedades antigas, organizadas por sistema de clãs, compreende-se melhor esta ideia de Agostinho. Neste tipo de organização social, a desonra de um homem seria a desonra da sua família e prole, da mesma forma como ainda hoje, em sociedades arcaizadas, lavar a honra com sangue, limpa toda uma família perante a sociedade.<br />
Mas a questão é que nas sociedades actuais, onde o primado do indivíduo e os direitos da pessoa humana se sobrepõem ao conjunto da família, revela-se inadequado e até incompreensível este tipo de automatismos mentais.</p>
<p>Como reinterpretar então a Epístola aos Romanos e a teologia paulina no que se refere à Queda? Terá o ser humano logo à nascença o inevitável ferrete de pecado, pessoal e incontornável, ou será à condição humana no seu todo que se refere o apóstolo nos seus escritos?</p>
<p>E o que será mais importante de tudo, afinal? O nosso sangue (natureza) ou o pecado de Adão? Termos sido criados por Deus, ou a falha de Adão? E o que será mais significativo para o nosso Criador? O facto de termos sido criados à sua imagem e semelhança, ou a desobediência de Adão? Parece que a fábula do lobo e do cordeiro, afinal, tem raízes bem antigas. Se não foste tu que sujaste a água foi o teu pai...</p>
<p>Como afirma Melancia, “Em vez do pecado original, valorizemos, isso sim, a imagem original – a Imago Dei – impressa em cada Homem e que faz de cada homem e mulher um filho de Deus; sem condições ou condicionalismos!”</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (139)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2870</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 08:37:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2870</guid>
<description><![CDATA[“Enquanto fores feliz contarás muitos amigos; quando o tempo se tornar nublado estarás só.”
(]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>“Enquanto fores feliz contarás muitos amigos; quando o tempo se tornar nublado estarás só.”</p>
<p>(Ovídio)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O problema do mal - I]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3041</link>
<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:35:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3041</guid>
<description><![CDATA[
O problema do mal é talvez a questão central na economia da Salvação e na relação do ser huma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/Michelangelo_Buonarroti_022.jpg" alt="" width="383" height="193" /></p>
<p>O problema do mal é talvez a questão central na economia da Salvação e na relação do ser humano com a transcendência. Problema esse que tanto a filosofia com a teologia e outras disciplinas do saber têm encontrado dificuldade em desvendar cabalmente.<br />
Enquanto a filosofia resolveu aparentemente a dificuldade através do optimismo antropológico exacerbado, criando o culto do ser humano, a exaltação humanista, a teologia cristã esbarra com a doutrina do chamado Pecado Original.</p>
<p>Considerado incontornável para explicar a universalização do mal, o Pecado Original também serve de base para a teologia do sacrifício, sendo que Cristo foi crucificado para aplacar a maldição de Deus que repousa sobre a raça humana desde o pecado de Adão. Coisa que constitui escândalo para Saramago, no seu “Evangelho de Jesus Cristo”, e para muitos outros intelectuais e pensadores que não se identificam com a área cristã.<br />
Foi o cristianismo ocidental que forjou inicialmente esta ideia, pela mão de Agostinho de Hipona, que lhe deu também o nome, que é extra-bíblico.</p>
<p>Segundo Gondim: “Quando Pelágio o enfrentou nessa questão, Agostinho  ganhou o duelo. Os debates que envolviam liberdade e depravação definiram a teologia desde então. Já ouvi alguém afirmar que depois de Santo Agostinho, tudo o que se escreveu sobre a antropologia cristã não passa de nota de rodapé. Não é preciso dizer que Pelágio desceu no ralo da história como herege e Agostinho virou santo.”</p>
<p>Santo Anselmo ajudou à festa, mais tarde, e o reformador alemão Martinho Lutero veio a inspirar-se no apóstolo Paulo, em especial na Epístola aos Romanos, para construir a sua teologia da graça.</p>
<p>Mas a coisa não ficou por aqui. Os puritanos ingleses e os calvinistas holandeses carregaram ainda mais nas tintas e levaram esta doutrina ao extremo, defendendo a ideia da dupla predestinação. Deus teria criado alguns para se perderem e caírem no inferno e outros para a salvação e as bem-aventuranças do céu. Profunda injustiça determinista…</p>
<p>Mas faz sentido questionar uma tradição teológica cristã tão firmemente estabelecida desde Agostinho? A meu ver não só faz sentido discutir o pressuposto, como entendo que deve mesmo ser discutido, por imperativo teológico, para o aprofundamento da fé, por algumas razões que podemos considerar suficientemente relevantes.</p>
<p><em>(Continua)</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (138)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2852</link>
<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:34:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2852</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O modo como os cidadãos cuidam, ou não, do património comum constitui um dos mais notório]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"O modo como os cidadãos cuidam, ou não, do património comum constitui um dos mais notórios padrões de cidadania."</p>
<p>(Vital Moreira)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Da próxima vez que vier]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3026</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 08:37:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3026</guid>
<description><![CDATA[
Da próxima vez que vier trago-te
um anel de esperança
para adornares esses dedos
frágeis
com um ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/1195091.jpg" alt="" width="408" height="272" /></p>
<p>Da próxima vez que vier trago-te<br />
um anel de esperança<br />
para adornares esses dedos<br />
frágeis<br />
com um pedaço de sonho<br />
e um bolo de chocolate<br />
para te avivar o prazer<br />
do paraíso<br />
quanto ao sabor a mar<br />
deixo-te apenas<br />
“A Mensagem” do Pessoa<br />
e uns poemas da Sofia<br />
com cheiro a maresia.</p>
<p>Palmela, Setembro de 2008</p>
<p>© Brissos Lino</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Opinião Pública: força e poder (nem sempre) exercidos]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3023</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 08:37:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3023</guid>
<description><![CDATA[
A opinião pública, que demarca e institui as grifes da moda, qual o artigo/produto que mais vai s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/VEROCam-pink003.jpg" alt="" width="291" height="218" /></p>
<p>A opinião pública, que demarca e institui as grifes da moda, qual o artigo/produto que mais vai sumir das prateleiras, onde as pessoas vão badalar e qual a marca de cerveja que será mais consumida no verão, é formada pela grande influência dos comerciais de TV –considerada a publicidade com maior poder de persuasão-, além dos anúncios de rádio, do impacto de frases de efeito em out-door, panfletos e impressos; outras formas de vender idéias, como sinônimo de produtos, que se transferem para o indivíduo, que por sua vez, responde a nível de comportamento.</p>
<p>A opinião pública que elogia, concorda, adere, dá retorno em cifras, também pratica o outro lado da história, onde o ser consciente da sua vontade e necessidade se rebela. Nem sempre o que entra pelos olhos e faz eco na mente e instaura como verdade e significa aceitação.</p>
<p>Necker disse que a opinião pública é um tribunal e que tem poder invisível. Dizemos que também é imprevisível, pois assim como a opinião pública pode ser um cordeiro que se deixa imolar em feed-back a uma estrutura montada, também pode romper com o ópio alienante do marketing, assumindo atitude outra que não a esperada.</p>
<p>De Tocqueville foi mais além, considerou a existência da tirania na opinião pública. Em verdade, a opinião pública, por representar a massa, enquanto maioria, detém poder para virar situações. Daí a tirania.</p>
<p>O que ocorre para que na prática não se viva verdadeira virada histórica</p>
<p>Em resposta a uma série de fatos, é  que por mais que haja uma alusão à opinião pública como formadora de controle social, como colocou Jeremy Benthan, na prática diária da sociedade,  a experiência diz que tudo depende da aglutinação em torno de um mesmo objetivo,  porquanto cada indivíduo a nível pessoal não conseguiria mudar o rumo e retomar a nau.</p>
<p>Uma coisa é agir e outra é reagir. Por isso, às vezes, percebe-se o troco dessa moeda que o tempo todo parece ter uma só face, quando a opinião pública mostra sua contrariedade e seu desassossego sobre um pensamento que seja partilhado por todos. Podemos citar como exemplo mudanças radicais/eleições políticas. E num “perpétuo entrelaçamento e perdido nesse tecido, o sujeito se faz e se desfaz, como uma aranha que se dissolve ela própria nas secreções construtivas”, como disse Barthes, ora agindo desta, ora agindo daquela forma e emitindo/respondendo/formando a opinião pública.</p>
<p><em>Veronica de Nazareth– Noic@ </em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (137)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2850</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 08:37:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2850</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Para os que crêem, nenhuma explicação é necessária; para os que não crêem, nenhuma exp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Para os que crêem, nenhuma explicação é necessária; para os que não crêem, nenhuma explicação é possível."</p>
<p>(Santo Inácio de Loyola)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (136)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2834</link>
<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 08:20:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2834</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Deus é conhecido à medida que é amado.&#8221;
(Bernardo de Claraval, 1090-1153)
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Deus é conhecido à medida que é amado."</p>
<p>(Bernardo de Claraval, 1090-1153)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Manhã]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3015</link>
<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 13:56:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3015</guid>
<description><![CDATA[
Uma pedra ainda fria do silêncio
expõe-se como um corpo
de mulher, franqueia o dorso
ao sol que o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/sparkle.jpg" alt="" width="424" height="322" /></p>
<p>Uma pedra ainda fria do silêncio<br />
expõe-se como um corpo<br />
de mulher, franqueia o dorso<br />
ao sol que o oriente lança<br />
com a sua longa mão<br />
Cada manhã ao começarem<br />
as linhas das casas, a copa<br />
das árvores, os telhados<br />
em cujo cume um gato<br />
sacode a sua sombra.</p>
<p>(a) João Tomaz Parreira</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (135)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2822</link>
<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 11:57:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2822</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Materialistas e loucos nunca têm dúvidas&#8230; A mística mantém os homens sãos.&#8221;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Materialistas e loucos nunca têm dúvidas... A mística mantém os homens sãos."</p>
<p>(G.K. Chesterton)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Maria Madalena: apenas devoção]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3006</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 08:36:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=3006</guid>
<description><![CDATA[
Novos estudos rechaçam a tese de que Maria Madalena teria sido mulher de Jesus.
Desde O código da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/josefa_madalena1.jpg" alt="" width="314" height="416" /></p>
<p>Novos estudos rechaçam a tese de que Maria Madalena teria sido mulher de Jesus.</p>
<p>Desde O código da Vinci, polêmico livro de Dan Brown lançado em 2004, a memória de Maria Madalena não teve mais sossego. Apontada como amante de Jesus Cristo na obra ficcional, a discípula, que era uma de suas mais próximas seguidoras – segundo o Novo Testamento, ela esteve com ele ao pé da cruz e foi uma das primeiras a testemunhar a ressurreição do Mestre – já “ganhou” até filhos no imaginário literário. E o pai, especulam, teria sido ninguém menos que o Filho de Deus. Embora não haja qualquer indício bíblico de que os dois tenham tido qualquer proximidade amorosa, tais suposições, que já vêm de muitos séculos, ganharam corpo nos últimos anos, através do estudo de textos apócrifos, e foram alimentadas por uma boa dose de imaginação, interesses e conflitos entre organizações religiosas.<br />
Pois agora especialistas nas Escrituras têm trazido a público novos elementos capazes de refutar definitivamente a tese do romance. “Os textos que mencionam esse tipo de envolvimento entre Madalena e Jesus foram escritos pelo menos 100 anos depois dos evangelhos bíblicos”, aponta Ben Witherington III, especialista em Novo Testamento do Seminário Teológico Asbury, nos Estados Unidos. E a intenção de tais autores seria justamente combater visões mais ortodoxas do Cristianismo, então em fase de franca expansão. A maioria dessas fontes foi escrita em grego ou em copta, língua egípcia falada durante o período romano.</p>
<p>Uma das mais conhecidas é o Evangelho de Filipe, escrito extra-bíblico provavelmente compilado no século 3 da Era Cristã – portanto, não escrito por nenhum contemporâneo de Jesus – e que fala até em beijos entre o suposto casal. Todos esses textos compartilham a teologia gnóstica, baseada numa espécie de revelação secreta e esotérica. Com isso, Maria Madalena passou a ser usada pelos gnósticos como um símbolo do “conhecimento verdadeiro” que teriam de Jesus, e como a verdadeira predileta de Cristo, da qual eles seriam seguidores. Esse aspecto polêmico e tardio de tais textos torna bastante improvável que haja em seu conteúdo alguma memória histórica envolvendo a Madalena real. Inclusive, o gnosticismo era combatido pela comunidade do Cristianismo, que seguia os ensinos de apóstolos como Pedro e Paulo.</p>
<p><strong>“Pesquisas sem seriedade” </strong></p>
<p>Mas quem foi Maria Madalena? Além do que se diz dela na Bíblia, particularmente no Evangelho de Lucas, a tradição afirma que, devido ao nome por que era conhecida (Magdalini, em grego), ela provinha de Magdala, vilarejo de pescadores a noroeste do Mar da Galiléia. Provavelmente, começou a seguir Jesus depois que ele expulsou dela sete demônios – fato que, segundo os historiadores, colaborou para disseminar sua imagem de “pecadora arrependida”. Ao contrário de muitos rabis de seu tempo, Jesus era seguido também por mulheres. “Duas das qualidades extraordinárias de Jesus são o fato de que ele recrutava seguidores de ambos os sexos”, continua Witherington. Além de Madalena, havia Maria, mãe de Jesus; outra Maria, mãe de Tiago; Maria de Betânia, irmã da Marta e Lázaro; além de Joana, Suzana e outras. Contudo, é fantasioso imaginar que alguma delas tenha tido papel de destaque em seu ministério.</p>
<p>Todavia, a cultura judaica da época impedia que as mulheres ensinassem ou mesmo falassem em público. É certo que o grupo feminino acompanhava a comitiva para suprir necessidades básicas como alimentação e abrigo, inclusive com seus bens. O fato seria considerado escandaloso pelos judeus do século I, para quem as mulheres deveriam ficar em casa com seus maridos e, quando viajassem, teriam de ser acompanhadas por parentes do sexo masculino. Daí teriam surgido as insinuações de uma relação mais próxima entre Jesus e a mulher de Magdala – hipótese rechaçada pelo padre John P. Meier, professor da Universidade de Notre Dame, em Indiana (EUA) e autor dos livros da série "Um Judeu marginal": “Embora o Novo Testamento cite claramente a família de Jesus, como seus pais e irmãos, não há nenhuma referência de que ele tenha tido filhos ou mesmo se casado”, lembra, embora o casamento fosse considerado quase uma obrigação religiosa no primeiro século. Para Meier, Jesus manteve-se celibatário como sinal do compromisso exigido por sua missão.</p>
<p>A historiadora e arqueóloga Fernanda de Camargo-Moro, autora do livro Arqueologia de Madalena (Editora Record), lembra que as mulheres de então eram conhecidas pelo parentesco com alguma outra pessoa – normalmente, o marido, cujo nome era associado ao delas. “É possível até que ela nem tenha se casado com ninguém, já que sua alcunha é uma mera referência ao lugar onde nasceu”, opina. “Concluir que Maria Madalena era casada com Jesus é resultado de pesquisas superficiais e sem seriedade”, conclui.</p>
<p>Fonte:Cristianismo Hoje.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um David contemporâneo...]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2995</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 08:35:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2995</guid>
<description><![CDATA[
Fonte: Pavablog.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/cid_3302107034_1555695.jpg" alt="" width="338" height="372" /></p>
<p>Fonte: Pavablog.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (134)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2820</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 08:35:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2820</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Velhaco, diz o teu nome! Pois atacar, encapuçado e disfarçado, as pessoas que passeiam most]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Velhaco, diz o teu nome! Pois atacar, encapuçado e disfarçado, as pessoas que passeiam mostrando os seus rostos não é algo que um homem honrado faça: só os patifes e os canalhas agem assim. Portanto: velhaco, diz o teu nome!".</p>
<p>(Schopenhauer em "A arte de escrever")</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No princípio]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2966</link>
<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 12:35:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2966</guid>
<description><![CDATA[

“In Principio erat Verbum.”
(Evangelho S. João, 1:1, em Latim)
Todas as coisas acordam
no pri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/principio.jpg" alt="" width="355" height="303" /><br />
<em></em></p>
<p><em>“In Principio erat Verbum.”</em><br />
(Evangelho S. João, 1:1, em Latim)</p>
<p>Todas as coisas acordam<br />
no princípio<br />
mas a primeira foi o Verbo<br />
uma expressão de vontade<br />
um propósito puxado<br />
à realidade<br />
já nada será como aquele silêncio<br />
basáltico<br />
o Vazio anterior<br />
agora há uma Voz que chama as coisas<br />
à existência<br />
um sopro de vida<br />
um começar<br />
uma luz infinita<br />
que me atinge.</p>
<p><em><br />
Palmela, Agosto de 2008</em></p>
<p><em>© Brissos Lino</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (133)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2818</link>
<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 12:35:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2818</guid>
<description><![CDATA[“Frequentemente é a última chave do chaveiro que abre a porta.”
(Jonathan Wood)
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>“Frequentemente é a última chave do chaveiro que abre a porta.”</p>
<p>(Jonathan Wood)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quando um homem sonha]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2988</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 20:35:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2988</guid>
<description><![CDATA[
Revisitando um dos discursos mais famosos da História, faz hoje 45 anos, em Washington, pelo pasto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/KingPhoto.jpg" alt="" width="421" height="318" /></p>
<p>Revisitando um dos discursos mais famosos da História, faz hoje 45 anos, em Washington, pelo pastor Martin Luther King, e que mudou a América. <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/3170387.stm">Aqui. </a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Penélope]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2975</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 09:21:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2975</guid>
<description><![CDATA[Um poema inédito com que nos honra o meu amigo João Tomaz Parreira:

Não embarcaste nas naus
de s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um poema inédito com que nos honra o meu amigo João Tomaz Parreira:</strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/Penelopeclassicimages.jpg" alt="" width="354" height="251" /></p>
<p>Não embarcaste nas naus<br />
de sólida madeira<br />
Nem foste à fortaleza<br />
de Tróia,<br />
ficaste em casa a dobar<br />
o tempo e a fiar<br />
a malha suave que teu corpo<br />
guarda,<br />
virtuosa rocha de Ítaca.<br />
E puseste véus brilhantes<br />
para esconder nos olhos<br />
os fios abundantes<br />
da saudade,<br />
pensavas que em Tróia perdeu<br />
Ulisses<br />
a nave do regresso.</p>
<p>(c) João Tomaz Parreira</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (132)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2816</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 09:20:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2816</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Todos os seres humanos são importantes. Você é importante. Eu sou importante. E esse é o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Todos os seres humanos são importantes. Você é importante. Eu sou importante. E esse é o aspecto da teologia mais difícil de acreditar."</p>
<p>(C. K. Chesterton)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (131)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2814</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 07:57:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2814</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.&#8221;
(Gandhi)
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte."</p>
<p>(Gandhi)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que viu a mulher de Lot]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2932</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 08:32:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2932</guid>
<description><![CDATA[A terra não acolheu
o repouso da mulher de Lot: de pé
ficou de pé a emergir
das ínfimas molécul]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A terra não acolheu<br />
o repouso da mulher de Lot: de pé<br />
ficou de pé a emergir<br />
das ínfimas moléculas de sal<br />
o sonho branco<br />
afundado no silêncio<br />
não houve manhã seguinte, nem<br />
o emergir da alva.</p>
<p><em>4-8-2007</em></p>
<p><em>João Tomaz Parreira, in Poeta Salutor</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Médicos italianos contra Dr.House]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2949</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 08:30:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2949</guid>
<description><![CDATA[Os médicos italianos estão contra a falta de rigor clínico nos guiões das séries de televisão ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os médicos italianos estão contra a falta de rigor clínico nos guiões das séries de televisão como 'Dr.House', 'Anatomia de Grey', 'Urgências' ou 'Scrubs' e apelaram ao fim da sua transmissão. <a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=106640">Aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (130)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2791</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 08:29:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2791</guid>
<description><![CDATA[“Geralmente o indivíduo de procedência humilde, sentindo-se colocado num plano superior, fica pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>“Geralmente o indivíduo de procedência humilde, sentindo-se colocado num plano superior, fica pretensioso, torna-se fátuo e pedante. Comigo dá-se exactamente o contrário; sempre que alguém elogia qualquer coisa que eu faço, julgo estar aquém do juízo feito a meu respeito. E daí tornar-me acanhado, tímido, medroso. Consequência talvez de educação, defeito orgânico, talvez.”</p>
<p>(Graciliano Ramos em "O Velho Graça - uma biografia de Graciliano Ramos" - José Olympio Editora. p. 24)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O filho de Apolo]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2957</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 19:16:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2957</guid>
<description><![CDATA[Primeiro de uma série de poemas de Brissos Lino sobre Mitologia. Em primeira mão no Poeta Salutor.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro de uma série de poemas de Brissos Lino sobre Mitologia. Em primeira mão no <a href="http://poetasalutor.blogspot.com/2008/08/mitologias.html">Poeta Salutor</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um olhar sobre Ezra Pound]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2916</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 07:46:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2916</guid>
<description><![CDATA[

Veronica de Nazareth-Noic@- Jornalista, Radialista, Historiadora e Escritora. Actua nos meios de C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em></em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/ep.jpg" alt="" width="280" height="264" /></p>
<p><em>Veronica de Nazareth-Noic@- Jornalista, Radialista, Historiadora e Escritora. Actua nos meios de Comunicação, em diversas cidades. Editora dos jornais Enfoque Rural e Della's News. Escreve poesia, crónicas, contos, romance e livros históricos. </em></p>
<p><em>A Verónica passa a colaborar com o "Ovelha" a partir de agora, valorizando assim cada vez mais este espaço de reflexão. </em></p>
<p><strong>Poesia Convicção e Loucura</strong></p>
<p>Pound concebeu o imagismo, iniciou sua trajetória de czar da poesia com ele e, em 1913, o abandonou. Fundou o vorticismo (uma arte carregada de intensidade). Chegou a poesia chinesa pela obra de Ernest Fenollosa. Influenciou a poesia de W.B. Yeats e ajudou na promoção e publicação de nomes da literatura moderna, como William Williams, Robert Frost e inclusive T.S.Eliot, além do romancista James Joyce. Pound era assim: descobridor de talentos –sem medo de concorrência-, original, revolucionário da percepção e da linguagem. Talentoso, Amigo fiel. Cuidou dos amigos mais do que a si mesmo.<br />
Desde cedo contou com o apoio dos pais que sempre acreditaram na capacidade de Ezra, mandando-o para a Europa. Com 23 anos Pound já estava em Veneza, que virou a grande paixão da sua vida, o lugar onde lançou seu primeiro livro. Lá também casou com Dorothy Shakespear (não Shakespeare), teve um filho chamado Omar. Amou Olga Rudge, uma violinista, e com ela teve uma filha de nome Mary. Tinha duas casas, duas famílias. Vivia um pouco aqui outro acolá. Sem conflitos, com aceitação plena de todos os envolvidos. Negou-se sempre a comentar a privacidade dos seus lares.<br />
Pound foi apaixonado pela literatura provençal e por Dante. Começou a crer na perda da tradição e a desejar uma renovação completa. Viu no século XIX a decadência da civilização. Estava presente no obscurantismo vitoriano. Depois de ter vivido intensamente o imagismo e o vorticismo, a leitura de Fenollosa, sentiu-se pronto e iniciou a escrita de Os Cantos, onde dizia: “Uma epopéia é um poema que inclui a História. Ninguém pode compreender a História, sem ter compreendido antes, o que é a Economia”.<br />
O primeiro tradutor dos Cantos Pisanos foi Denis Roche, em edição francesa (1986) e disse no prefácio: “É a língua em ação de um só homem. A polifonia universal por sua voz única”. O Renascimento se desenhava e Pound, dando vazão à sua obsessão pelo econômico, começou a acreditar em Mussolini. Foi avisado pelo amigo Hemingway que Mussolini era “um grande blefe”, mas estava cego. Chamava-o de O Chefe, O Patrão, e escreveu-lhe, tentando convertê-lo e fixá-lo com/de/para idéias do Crédito Social. À época, o anti-semitismo e o fascismo eram considerados as enfermidades. Pound considerava o anti-semitismo um estúpido preconceito. À cada dia seu julgamento contra Roosevelt e os Estados Unidos piorava.<br />
Quando estourou a guerra, Pound foi para a rádio, e de Roma, disse de tudo contra os E.U.A . Foi preso por traição, trancafiado numa jaula metálica em Pisa, transferido para Whashington. Ao ser encaminhado ao inferno psiquiátrico, passando por louco (há controvérsia sobre ele estar louco ou não naquele momento), teve sua vida poupada, garantida. Vários laudos médicos assim o declaravam, talvez por ele apresentar pensamentos desordenados e ficar afirmando que:”o cérebro é, na origem e em seu desenvolvimento, um grande coágulo de fluído genital”. Poeticamente falando, Pound disse:”A poesia é uma crítica da vida, quase tanto quanto um ferro ao rubro é uma crítica ao fogo”.<br />
<strong><br />
Detalhes e Obras </strong><br />
Pound reagiu ao calvinismo com o paganismo, e com ele tentou explicar muitas coisas. Declarou a Eliot que o cristianismo era “mérdico” e que a bíblia era um livro envenenado. Revoltado, chegou a dizer que os Cantos eram uma “confusão” ou “uma droga”. Entrou num estado de mutismo e assim permaneceu nos seus últimos anos de vida. Não falou mais, apenas escreveu: “Não entrei no silêncio, o silêncio é que se apoderou de mim”.<br />
Ao ser solto, em 1958, quando foi retirada a acusação de traição, Pound já estava com 72 anos. Buscou a cura para a sua loucura e ao não encontrá-la, refugiou-se no silêncio, passando a perambular pelos lugares conhecidos do passado. Se perguntassem onde ele vivia, mostrava o coração e dizia: “no inferno”.<br />
Durante o encarceramento em Pisa, Pound escreveu The Pisan Cantos e traduziu Confúcio. No departamento de loucos furiosos, no hospital St.Elizabeth, traduziu 350 odes selecionadas por Confúcio e a peça Traquínias, de Sófocles. Em 1949, apesar de acusado pelo governo, recebeu o prêmio Bollingen de melhor livro de poesia do ano –com Cantos -. Na libertação, em 58, sua custódia ficou com a mulher Dorothy. Retornou a Itália dizendo que os EUA era um País de loucos.<br />
Pound nunca veio ao Brasil, mas influenciou a poesia brasileira de 1950 a 1960, especialmente. Pound e os líderes do movimento concretista mantinham correspondência. Os irmãos Augusto de Campos e Haroldo de Campos, críticos literários e tradutores, através do grupo Noigrandes, desenvolveram um epistolário com Ezra Pound. O intercâmbio de idéias se intensificou. Pound foi convidado a transferir-se para o Brasil, em 21/12/57 enviou carta com resposta afirmativa e sugerindo que o grupo conseguisse sua vinda através do Ministério da Educação, para lecionar Literatura Chinesa ou qualquer outra em Universidades de São Paulo.<br />
Pound acabou não vindo para o Brasil, mas com Vladimir Maiakóvski e João Cabral de Melo Neto, formou a tríade do movimento poético. No pós-guerra, quando foi tecido o embrião do pós-modernismo na poesia, a influência de Pound, da sua genialidade, erudição e ecletismo cultural, foi sentida fortemente.<br />
Pound nasceu em Idaho, EUA, em 1885 e morreu em 1º de novembro (uns autores diziam dia três) de 1972, em Veneza, provavelmente num castelo de sua propriedade, onde viva desde a sua libertação. E como disse Auden: “Há poucos poetas vivos, ainda, que não sejam conscientes de terem sido influenciados por Pound, que podem dizer: minha obra seria a mesma, se Pound não houvesse existido?”...<br />
Meditatio<br />
“Quanto mais observo os hábitos incomuns dos cães, forçosamente chego a conclusão que o homem é um animal superior. Quanto mais observo os hábitos incomuns dos homens, confesso, meu amigo, minha perplexidade”.<br />
Um Objeto<br />
“Esta coisa, dotada de codificação e não de coração, pôs o conhecimento onde devia estar afetividade e agora nada lhe altera a meditação”.</p>
<p>“Pound foi para a poesia deste século o que Einstein foi para a Física” – E.E.Cummings.<br />
“Um homem que sobrepassa os séculos, como Pound, pode sempre pensar que, para um poeta, a verdadeira história é aquela ideal , a meta-história; e, nesse poço sem-fim, ele, entre nós, poderia abeberar-se a mãos-cheias, sem ser perturbado por enfermeiros ou inquisitores” – Eugênio Montale – 1955.</p>
<p>Veronica de Nazareth–Noic@</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conan O'Brien - ''Pilobolus'']]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2942</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 07:37:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2942</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/3n8gxEwLx0w'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/3n8gxEwLx0w&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
