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	<title>criminalidade-economica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/criminalidade-economica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "criminalidade-economica"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 00:26:34 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[O fim da corrupção]]></title>
<link>http://uemeai.wordpress.com/2008/05/07/o-fim-da-corrupcao/</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 00:07:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>uemai</dc:creator>
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<description><![CDATA[
De acordo com um estudo feito em parceria pelo Departamento Central de Investigação e Acção Pen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://uemeai.files.wordpress.com/2008/05/des.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" src="http://uemeai.files.wordpress.com/2008/05/des-thumb.jpg" border="0" alt="des" width="252" height="192" /></a></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Verdana;">De acordo com um estudo feito em parceria pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal e pelo Instituto de Superior de Ciências do Trabalho (ISCTE), em 2002 e 2003, quase <strong>dois terços dos processos de corrupção foram arquivados em Portugal</strong>.<br />
O mesmo documento, divulgado durante as “Jornadas contra a Corrupção”, revela ainda que a carta anónima é método usado para denunciar a maioria dos casos.<br />
Segundo este estudo, apenas 7,3% dos processos foram julgados, estando 23,2% em investigação.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">Pinto Monteiro alertou para a necessidade de <strong>reforçar o combate ao enriquecimento ilícito</strong>, ao afirmar que vai ser preciso “obrigar quem tinha dez e que passa a ter 500, a explicar de onde vem essa diferença”. Estas são questões que preocupam o cidadão comum e que não têm resposta na lei actual sobre o enriquecimento ilícito. Pede, por isso, o <strong>alargamento do prazo de investigação nos casos de criminalidade económica</strong>.<br />
A procuradora Cândida Almeida, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, reconheceu que <strong>os casos mais complexos são difíceis de combater</strong>, porque normalmente têm atrás de si pessoas com muito poder e com inteligência para disfarçar os actos de corrupção.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-family:Verdana;">Página 1</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">Bem, os técnicos falaram, o diagnóstico está feito, haverá vontade política para seguir as recomendações e combater de facto a corrupção, ou limitamo-nos a continuar a ouvir sermões no deserto?</span></p>
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</item>
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<title><![CDATA[«Inquérito vai pôr à prova credibilidade do Bastonário»]]></title>
<link>http://fumusboniiuris.wordpress.com/?p=98</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 18:30:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marta Madalena Botelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[A iniciativa do Procurador-Geral da República de abrir um inquérito de averiguações vai ser um t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><i>A iniciativa do Procurador-Geral da República de abrir um inquérito de averiguações vai ser um teste à credibilidade de Marinho e Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados (OA), que, em entrevista à Antena 1, na sexta-feira, insinuou que existem políticos corruptos impunes.</p>
<p>O assunto está a ser levado muito a sério por Pinto Monteiro, que antecipou para domingo a reunião prevista para ontem com a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, a Procuradora encarregue de dirigir as investigações. "Ambos têm mantido contactos telefónicos", confirmou fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR). Uma antecipação que se deveu à abertura do ano judicial, que decorre hoje no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a PGR, não estão previstas novas reuniões para os próximos dias.</p>
<p>"Ou o Bastonário concretiza as insinuações levantadas ou, mais uma vez, se lança um falso alarme sobre a vinda do lobo". Esta afirmação de António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), é um desafio que os demais agentes da justiça partilham. Para o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, o bastonário deve concretizar, "sob pena de ser questionada a sua credibilidade". </p>
<p>Em causa estão as declarações do Bastonário, que acusa os membros do Governo de favorecerem interesses privados, para depois, quando abandonarem o Executivo, terem emprego assegurado. Para Marinho e Pinto, "existe em Portugal uma criminalidade nociva para o Estado e para a sociedade". O Bastonário frisou que "andam por aí impunemente alguns a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade e não há mecanismos para lhes tocar. Alguns até ostensivamente ocupam cargos relevantes no Estado português".</p>
<p>As insinuações de Marinho e Pinto põem em causa a capacidade de o MP investigar e de assegurar a legalidade. Em 2003, recorde-se, na qualidade de presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OA, foi ouvido no Parlamento. Fazendo jus ao seu estilo de 'enfant terrible', o causídico acusou então os magistrados de pretenderem "manter o poder e privilégios", e defendeu "a responsabilização destes pela prescrição dos processos". Disse ainda que a classe se organizou em torno de um "sindicato que quer mais dinheiro, mais regalias e menos trabalho".</p>
<p>O então Bastonário, José Miguel Júdice, demitiu-o imediatamente de presidente da Comissão e, mais tarde, foi convidado a abandonar o conselho geral da Ordem, onde regressou agora como Bastonário. Em declarações ontem proferidas, Júdice considerou "péssimo" que o bastonário atire "bocas vagas (...) e pazadas de lama para cima de toda a gente sem concretizar". </p>
<p>Para o antigo Bastonário da Ordem, Marinho e Pinto vai "continuar a tentar enlamear toda a gente" e a "dar cabo" da OA. Marinho e Pinto, entretanto, já esclareceu que falou como "provedor do cidadão" e não como Bastonário, aplaudindo a iniciativa do PGR. </p>
<p>Mas, para os agentes judiciários, esse inquérito é um teste à credibilidade das insinuações mediáticas e generalistas. E esperam que o Bastonário concretize.</i></p>
<p><a href="http://dn.sapo.pt/2008/01/29/sociedade/inquerito_por_a_prova_credibilidade_.html">Publicado no Diário de Notícias, em 29 de Janeiro de 2008, por Licínio Lima.</a></div>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[«Estado de Direito não pode ser refém»]]></title>
<link>http://fumusboniiuris.wordpress.com/?p=96</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 18:00:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marta Madalena Botelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[“O Estado de direito não pode ser refém daqueles que dispõem de maiores recursos”, esta é co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><i>“O Estado de direito não pode ser refém daqueles que dispõem de maiores recursos”, esta é convicção do Presidente da República, Cavaco Silva, que esta terça-feira, na abertura do ano judicial, considerou que a celeridade da justiça é “um imperativo de igualdade social”. Na cerimónia, no Supremo Tribunal de Justiça, o Bastonário da Ordem dos Advogados insistiu nas críticas à forma como o Estado gere os seus negócios.</p>
<p>Para o Chefe de Estado, “não é tolerável” que o desfecho de alguns processos se arraste durante anos nos tribunais portugueses, pelo que “a lentidão não pode ser uma prática instalada”. </p>
<p>Deste modo, a justiça “não deve estar à mercê daqueles que recorrem a todos os instrumentos processuais como meio dilatório para impedir ou retardar o trânsito em julgado das decisões judiciais”.</p>
<p>No seu discurso, Cavaco Silva deixou algumas perguntas no ar como se “os portugueses se revêem no aparelho judiciário e nas decisões dos magistrados, e se se orgulham da justiça do seu país”, ou “o nosso povo considera que a justiça que temos é verdadeiramente justa e igual para todos”.</p>
<p>Relativamente às reformas já introduzidas, o Chefe de Estado referiu que para um sistema ser eficaz é preciso reunir três condições essenciais: as reformas devem ser compreensíveis para os cidadãos, ouvir que tem experiência feita e conhece a vida judiciária e devem ser avaliadas, corrigidas e melhoradas.</p>
<p>Cavaco deixou ainda uma palavra à comunicação social, a quem pediu contenção, seriedade e rigor no tratamento de casos pendentes nos tribunais. </p>
<p>As deficiências do funcionamento do sistema judicial “perturbam a fluidez da actividade económica, afastam o investimento, contribuem para o aumento das tensões e dos conflitos sociais e potenciam o crescimento da insegurança”, alertou o Chefe de Estado.</p>
<p><b>Negócios "quase sempre" com os mesmos grupos</b></p>
<p>Depois da polémica que lançou, António Marinho voltou hoje a fazer declarações conturbadas, denunciando que se “fazem negócios de milhões com o Estado”, cujo objecto são bens do património público, “quase sempre com o mesmo restrito conjunto de pessoas e grupos económicos privilegiados”.</p>
<p>O Bastonário da Ordem dos Advogados (OA), afirmou que “muitas pessoas que actuam em nome do Estado e cuja principal função seria acautelar os interesses públicos acabam mais tarde por trabalhar para as empresas ou grupos que beneficiaram com esses negócios”.</p>
<p>Tal como já tinha afirmado na sexta-feira, Marinho insistiu que “há pessoas que acumularam grandes patrimónios pessoais no exercício de funções públicas ou em simultâneo com actividades privadas, sem que nunca se soubesse a verdadeira origem do enriquecimento”. Estas declarações levaram já Pinto Monteiro a abrir um inquérito.</p>
<p>O actual estado de coisas, entende o Bastonário, provoca “um sentimento generalizado na sociedade portuguesa de que o sistema judicial é forte e severo com os fracos, e fraco, muito fraco e permissivo com os fortes”. Há “uma criminalidade de colarinho branco que se pratica quase impunemente na sociedade portuguesa”, disse, apesar de Pinto Monteiro e Cavaco Silva terem direccionado o seu discurso para transmitir a ideia de que essa tendência é contrariada.</p>
<p>Continuando na mesma linha, António Marinho referiu que “nas empresas que prestam serviços públicos de grande relevância social, como nas comunicações postais, energias e telecomunicações, perdeu-se há muito o sentido de servir o público em benefício de estratégia que privilegiam vantagens para os accionistas”.</p>
<p>Na abertura do Ano Judicial, o Bastonário lembrou ainda que num “país de extremos”, os “titulares de alguns serviços e instituições públicas auferem, em Portugal, remunerações superiores às das suas congéneres de outros países bem mais ricos”.</p>
<p>“Existe na sociedade portuguesa um sentimento generalizado de que a corrupção e tráfico de influências se entranharam nas estruturas do Estado”, afirmou, denunciando que “não há obra pública, seja qual o seu valor, que seja paga, afinal, pelo preço que foi adjudicada”.</p>
<p>A Assembleia da República foi também alvo das críticas do bastonário recentemente eleito, ao considerar que a casa da democracia “degrada-se com a insuportável teatralização e a falta de autenticidade dos seus debates públicos”. </p>
<p>António Marinho mostrou-se também estupefacto com “a última lei da amnistia e perdão de penas” que “perdoou parte das penas por crimes de abuso sexual de menores e já não o fez em relação a outros delitos bem menos graves”. </p>
<p><b>Crimes "serão punidos independentemente da escala social"</b></p>
<p>Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República (PGR), colocou-se ao lado de Cavaco Silva no seu discurso ao considerar ser fundamental que “todos saibam” que os crimes serão punidos independentemente da escala social, da fortuna ou posição política”.</p>
<p>No discurso da abertura do Ano Judicial, o PGR reconheceu que “é evidente que a diferente fortuna pode dar origem a diferentes formas de defesa, mas isso são significa diverso tratamento por parte dos tribunais”. No entanto, Pinto Monteiro garantiu “tratamento igual para todos, ao nível do acatamento da lei”.</p>
<p>A análise às investigações e acusações relativas ao último ano permite o PGR concluir que “se caminha para uma melhoria significativa do sucesso no difícil combate contra a corrupção, o abuso de poder, o branqueamento de capitais.” No entanto, “necessário é que não seja dificultada a acção de quem investiga e acusa”, alertou.</p>
<p>Neste âmbito, Pinto Monteiro alertou para a necessidade de alguns prazos fixados no Código de Processo Penal serem “alterados ou clarificados”, sob pena de “matar a possibilidade de apuramento de ilícitos ligados ao grande capital”. </p>
<p>O PGR garantiu ainda que o Ministério Público tem combatido o sentimento de impunidade, lembrando que “nenhuma queixa ficou sem averiguação”, mas alertou que esta conduta “não significa a pretensão de conseguir o apuramento de todos os culpados e menos ainda a condenação dos mesmos”. </i></p>
<p><a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=275682&#38;idselect=10&#38;idCanal=10&#38;p=200">Publicado no Correio da Manhã, em 29 de Janeiro de 2008.</a></div>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[«Bastonário dos Advogados: grupos económicos restritos fazem negócios de milhões com o Estado»]]></title>
<link>http://fumusboniiuris.wordpress.com/?p=95</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 17:30:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marta Madalena Botelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Bastonário da Ordem dos Advogados disse hoje que se “fazem negócios de milhões com o Estado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><i>O Bastonário da Ordem dos Advogados disse hoje que se “fazem negócios de milhões com o Estado”, cujo objecto são bens do património público, “quase sempre com o mesmo restrito conjunto de pessoas e grupos económicos privilegiados”.</p>
<p>“Muitas pessoas que actuam em nome do Estado e cuja principal função seria acautelar os interesses públicos acabam mais tarde por trabalhar para as empresas ou grupos que beneficiaram com esses negócios”, afirmou António Marinho e Pinto no discurso de abertura do Ano Judicial, que decorreu no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa.</p>
<p>Na mesma linha das polémicas declarações proferidas sexta-feira e que levaram o Procurador-Geral da República a abrir um inquérito, o Bastonário insistiu que “há pessoas que acumularam grandes patrimónios pessoais no exercício de funções públicas ou em simultâneo com actividades privadas, sem que nunca se soubesse a verdadeira origem do enriquecimento”.</p>
<p>No entender de Marinho e Pinto, todos estes factos provocam “um sentimento generalizado na sociedade portuguesa de que o sistema judicial é forte e severo com os fracos, e fraco, muito fraco e permissivo com os fortes”.</p>
<p>Utilizando o exemplo das cadeias, onde a esmagadora maioria dos reclusos não tem recursos, o bastonário apresenta como contraponto “uma criminalidade de colarinho branco que se pratica quase impunemente na sociedade portuguesa”.</i></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318064&#38;idCanal=62">Publicado no PÚBLICO, em 29 de Janeiro de 2008.</a></div>
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<title><![CDATA[«Pinto Monteiro: crimes serão punidos independentemente da condição social ou posição política»]]></title>
<link>http://fumusboniiuris.wordpress.com/2008/01/29/%c2%abpinto-monteiro-crimes-serao-punidos-independentemente-da-condicao-social-ou-posicao-politica%c2%bb/</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 17:00:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marta Madalena Botelho</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, considerou hoje fundamental que “todos sai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><i>O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, considerou hoje fundamental que “todos saibam” que os crimes “serão punidos independentemente da escala social, da fortuna ou da posição política”.</p>
<p>Discursando na abertura do Ano Judicial, Pinto Monteiro garantiu “tratamento igual para todos, ao nível do acatamento da lei”.</p>
<p>“É evidente que a diferente fortuna pode dar origem a diferentes formas de defesa, mas isso não significa diverso tratamento por parte dos tribunais”, acrescentou.</p>
<p>Segundo o PGR, se forem analisadas as investigações e acusações relativas ao último ano, no que respeita aos “crimes de colarinho branco” verifica-se que “os resultados conseguidos, não sendo ainda os pretendidos, se revelam já de acentuada tendência positiva”.</p>
<p>“Acredito que se caminha para uma melhoria significativa do sucesso no difícil combate contra a corrupção, o abuso de poder, o branqueamento de capitais. Necessário é que não seja dificultada a acção de quem investiga e acusa”, alertou.</p>
<p><b>Necessário alterar prazos</b></p>
<p>Neste âmbito, Pinto Monteiro chamou a atenção para a necessidade de alguns prazos fixados (no Código de Processo Penal) serem “alterados ou clarificados”, pois caso contrário “vão matar a possibilidade de apuramento de ilícitos ligados ao grande capital”. </p>
<p>“Equilíbrio que não existe em algumas das recentes alterações ao Código de Processo Penal (CPP)”, considerou o PGR. “Não se pode sacrificar a investigação, que um prazo demasiado curto impede”, da mesma forma que “o cidadão não pode ser forçado a aguardar por um prazo longo ou até indeterminado a definição da sua situação processual”, sustentou.</p>
<p>Nas palavras de Pinto Monteiro, o Ministério Público tem combatido o sentimento de impunidade, lembrando que “nenhuma queixa ficou sem averiguação”.</p>
<p>“É evidente que combater o sentimento de impunidade não significa ter a pretensão de conseguir o apuramento de todos os culpados e menos ainda a condenação dos mesmos”, ressalvou.</p>
<p><b>À espera do mapa judiciário</b></p>
<p>Em matéria de política criminal, Pinto Monteiro disse ser importante constatar a eficácia das directivas emitidas”, onde se privilegiou o combate “à criminalidade violenta, à violência nas escolas e contra idosos”.</p>
<p>Quanto ao problema do processo de execução (cobrança de dívidas), o PGR referiu que a realidade dos tribunais mostra que “dificilmente terão existido em Portugal tantas decisões condenatórias cíveis por cumprir”. “Daqui advém, necessariamente, um factor de perturbação ao desenvolvimento económico e social do país”, frisou.</p>
<p>Pinto Monteiro aludiu também ao mapa judiciário, dizendo aguardar o projecto final para “uma análise cuidada e serena”.</p>
<p>Adiantou, desde já, que jamais concordará com “uma eventual diminuição da relevância do Ministério Público no processo judiciário”, pois isso “significaria sempre uma diminuição da defesa do cidadão”.</p>
<p>Pinto Monteiro realçou, ainda, que para se atingir uma melhor Justiça é “absolutamente fundamental a independência dos tribunais e a autonomia do Ministério Público”.</i></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318056">Publicado no PÚBLICO, em 29 de Janeiro de 2008.</a></div>
]]></content:encoded>
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