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	<title>cronica-irreversivel &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/cronica-irreversivel/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "cronica-irreversivel"</description>
	<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 19:47:09 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[O apelo a estética]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=240</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:57:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andréa Menezes</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/09/08/o-apelo-a-estetica/</guid>
<description><![CDATA[
Estava eu no meu horário de almoço, nada convencional para o habitual, já passava das 14:00 hora]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&#34;"><img src="http://img.terra.com.br/i/2007/10/08/610852-9137-cp.jpg" alt="" /></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Estava eu no meu horário de almoço, nada convencional para o habitual, já passava das 14:00 horas, intertida com o colorido que via no meu prato e com a fome que já estava quase ultrapassada, quando os meus ouvidos começaram a ser, literalmente, bombardeados pelas falas apressadas da mesa ao lado - cinco mulheres, cada qual defendendo a sua eloquente idéia feminina e tudo começava assim: »vocês sabem que meu sonho sempre foi ter um centro de estética, não sabem? Todas as minhas amigas sabem disso. Estética para mim é tudo!! Como disse outro dia uma dessas famosas em uma entrevista na Caras, que eu já nem me lembro quem foi, se me aparecer um assaltante digo a ele - « leve tudo, só não leve meu blash!!!« </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Outra escolha não me restou que não olhar a mesa do lado para descobrir quem era a dona de tamanho sonho, e, confesso, não houve muita surpresa da minha parte – cinco mulheres juntas, estilos muito parecidos e iguais, uma apenas destoava daquele mesmo padrão. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">A maioria delas mais pareciam sair da mesma forma, vestidas quase do mesmo modo, muito blash, calças extremamente justas, cabelos ultra escovados, possivelmente submetidos a uma das inúmeras  variações das escovas que começam por definitiva, circulam pela progressiva e aí seguem seu curso... bolsas quase iguais, modelos quase iguais, tudo “quase igual”, digo isso porque, certamente elas devem achar que possuem estilos diferentes e que <span> </span>vestem-se diferente uma das outras, mas a verdade é que pareciam saídas de uma mesma forma, todas de um mesmo bolo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Não me restava outra opção, como estava na mesa ao lado, não havia como não ser espectadora daquela “nobre” conversa que travavam. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">O assunto seguinte foi a fixação por marcas e brilhos. Marcas para tudo: calças, óculos, sapatos, maquiagem, bolsas - a fixação pela etiqueta! O brilho, sempre e para quase tudo, mais uma vez o “quase”, pois uma delas confessava que até para uma praia ela quase veste algo que brilha mais que o sol, na variação do oncinha ao pink brilhoso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Uma delas dizia: »Deus não dá mesmo asas a cobra, pois se ele me desse eu voava por aí comprando tudo! Ah, se eu tivesse dinheiro para tudo que quero!«</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">A<span style="font-family:&#34;"> que destoava e fazia a linha <span> consciente ou tipo </span>“inquisitora- provocadora”, me dou o direito de assim chama-la ( afinal fui eu a espectadora da conversa), dizia a outra em tom de provocação: »mas essa coisa de você dizer aí que só compra a calça ou os óculos de marca pela durabilidade, fala a verdade, você só quer a calça de marca para sair exibindo a etiqueta, não é mesmo? Não engulo essa de durabilidade não pô!!!«<span>  </span>A "estético-maníaca-declarada" respondia: «bem, penso nas duas coisas, mas é claro que é mais pela marca do que pela durabilidade, eu gosto mesmo é da marca, quero mesmo o que é caro, e daí? Desde pequena, sempre fui assim, quando minha mãe queria me dar mais de uma boneca que não estava na moda, eu preferia ter apenas uma, mas ter aquela que estava na moda e era a mais cara, e se não fosse assim eu não queria«</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Me vi ali, presenciando o relato daquelas mulheres – escravas das marcas e da estética. Pensei sobre a fala delas. Não queria entrar no julgamento, mas foi inevitável para mim, como não pensar para aonde foram os valores delas. Em que momento perderam o trem da vida, o percurso natural das coisas? Será que no mundo que as cerca existe algo além da aclamada estética? Para além das roupas, dos quilos de maquiagem, para aonde estarão essas pessoas na apelação da moda, da beleza, do que o seu consumismo pode comprar? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Sinceramente, a comida foi quase indigesta, já que foi impossível para mim não refletir sobre essas coisas, pois também sou mulher, estou no mesmo <span> </span>mundo que elas, e estava na mesa ao lado, embora sentisse que um oceano imenso nos separava naquele instante, os valores que vivemos também, e me bateu um sentimento nostálgico, pois imaginei as mulheres da década de 60, aquelas que tanto lutaram e clamaram pela liberdade feminina queimando os seus sutiãs em praça pública, frente as câmaras de televisão, e hoje nos podem ver assim, mulheres, reféns da estética que o dinheiro pode consumir em questão de segundos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Uma mulher pode ser elegante, vestir-se bem, ter cuidado com a sua aparência, mas com fluência, sem ser escrava do que é ditado como padrão de beleza, pois o que a diferenciará será exatamente a sua postura frente aos tais "padrões", não sofrer para acompanha-los, não tornar-se obsessiva por eles, pois cada uma de nós tem o seu próprio "que" individual que nos faz destinguir uma das outras, já que cada ser é único, não existe ninguém igual a ninguém, existem apenas pessoas querendo tornar-se o que não são e insatisfeitas porque não conseguirão essa meta, exatamente porque cada uma de nós somos - ÚNICAS!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">As mulheres de hoje pensam que andam livre e mal sabem o quanto refém estão da imagem que necessitam exibir como realização do belo. Escravas da beleza e protagonistas de novos modelos e exigências que elas mesmas submetem-se sem saber a razão, e enquanto isso não pensam, não expõem idéias, ajudam a propagar o mundo do “eu quero” distanciando-se do mundo do “eu sinto”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">As mulheres andam levando a sério </span><span style="font-family:&#34;">e para outros caminhos a frase do “poetinha camarada” – Vinícius de Moraes - “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">Vivemos o tempo das revistas como “Caras”, “Quem”, e todas as suas derivações... vivemos o tempo de tudo que vai sendo ditado pela moda, pelo o <em>jet set</em> que anda ditando padrões de beleza e consumismo, pelos rostos novos que surgem e que como relâmpago desaparecem. O tempo é de muito brilho e holofotes, e quem não o acompanha parece ficar para trás, talvez como alienígena do seu próprio tempo, mas que tempo é esse que nos mantém sempre na ansia de acompanha-lo? Que mulheres são essas, quase clones umas das outras, a perder seu estilo próprio em prol de um padrão de beleza ? Que mundo é esse<span> </span>que nos empurra para frente enquanto damos tantos passos para trás?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">O que será de nós, mulheres?  Quem somos nós hoje?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> Vale uma reflexão!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;">p.s.: Desculpe-me pela ausência no blog, mas o acúmulo de </span><span style="font-family:&#34;">trabalho e as aulas para ministrar me deixaram fora do ar por esse tempo - estou de volta! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:&#34;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Liberdade]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=226</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 15:07:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/06/25/a-liberdade/</guid>
<description><![CDATA[ 
 A Liberdade
De quem está preso à vontade, 
De alguém que perdeu a dignidade,
ou espera pela ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> <img class="aligncenter size-medium wp-image-227" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/06/diadeliberdadedeexpressaoonlinecartoon.png?w=300" alt="" width="300" height="231" /></p>
<p> <span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A Liberdade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">De quem está preso à vontade, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">De alguém que perdeu a dignidade,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">ou espera pela sua verdade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A Liberdade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Pode ser uma eternidade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Num segundo, num minuto,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">num momento derradeiro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">que escapa com intensidade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A Liberdade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O que é esta palavra?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Ócio? Preguiça? Leviandade?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Para dizer a verdade, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Nem eu sei o que pensar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Muitos vivem sem ela,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Outros nem nunca ouviram falar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Poucos têm e não aproveitam</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Outros procuram e hão-de achar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A Liberdade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Eu tenha-a no pensamento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">e invento formas de estar,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">sem ela se tenho medo,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">com ela para arriscar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A Liberdade </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Para escrever o que quiser</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Sem me preocupar,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">com análises estudiosas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">com as rimas emparelhadas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">com estrofes milagrosas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">com críticos sapientes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Apenas, porque a liberdade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">é aquilo que eu quiser, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">sem nada para me ditar,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">regras, normas em questão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Escrever porque tenho vontade,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">e se me dão permissão...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">mostro aqui  o que faço,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">não aguardo opinião, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">mas se quiserem, porque não?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Padrões Sociais...]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=222</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 02:22:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andréa Menezes</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/06/03/222/</guid>
<description><![CDATA[
A vida é vista no cinema. Encantador o papel que um filme pode ter em nossas vidas, nos faz pensar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;"><img src="http://fabiocarmona.weblogger.com.br/img/supermercado.jpg" alt="" /></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">A vida é vista no cinema. Encantador o papel que um filme pode ter em nossas vidas, nos faz pensar, repensar, mergulhar com os nossos “botões”, criticar em nossa mente, aceitar, transporta-nos para aquela vida que nos é apresentada a sacudir algo em nós. É o que acontece comigo e, acredito eu, com muitas das pessoas que conheço, que também dizem sair do cinema assim, digamos com aquela vontade de filosofar sobre a vida consigo mesmas ou com o outro, ou de quem sabe tentar entendê-la ou melhor vivê-la…</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">Dessa vez ainda não lhes vou revelar o nome do filme que me traz aqui a escrever por esse tema, até porque, com a correria típica da segunda-feira, quase não conseguia chegar a tempo de trazer algo para o nosso blog, mas é certo que o tal filme me trouxe um tema vasto <em>– <strong>Padrões Socias</strong></em>, aqueles esperados senão por todos, mas pela maioria da sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">Será que a maioria das pessoas, como eu, questiona até onde são livres? Será que somos livres? Apesar de sabermos que temos o livre arbítrio para decidir sobre tudo aquilo que queremos fazer, acredito que nem sempre ele atua livre para o nosso desejo, porque vivemos em um mundo onde é necessário obedecer às regras, os padrões sociais que surgiram sabe-se lá a partir de quando e parecem terem sido criados para domar a liberdade do homem e muitas vezes frustra-lo pelas eminentes diferenças. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">Somos submissos aos padrões sociais?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">A sociedade espera que todos tenham filhos, constituam famílias, comprem a sua primeira casa e quem sabe acumulem o seu primeiro milhão. E se o indivíduo for feliz optando por não ter uma família, e se o casal não quiser filhos? Tudo isso pode ser muito bom, pode ser necessário para muitos dos humanos, mas não para todos - já pensaram nisso? Já pensaram numa publicidade que não mostra a família feliz ao redor da mesa a descobrir a margarina perfeita e ao invés disso anuncia um quarentão feliz, sozinho, tomando o seu café da manhã com um pão quentinho repleto da tal margarina, lendo o seu jornal na mesma mesa? Será que a apelação do padrão resiste a isso? rss</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">E se o casal padrão por acaso resolver tirar férias em separado? Talvez cada qual resolva aproveitar ao menos uma, dentre tantas férias que já tiveram juntos, para acompanhar um grande amigo ou amiga que há muito recorre aquela proposta de uma viagem cúmplice apenas entre amigos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">E se a aquela mulher resolve sair para dançar sozinha? <span> </span>E se aquele homem, num domingo qualquer, resolve ir ao cinema sozinho? E se um “senhor” ou “senhora”, acima dos 40 e poucos resolve mostrar as suas habilidades numa pista de dança? Será que tudo isso chegará a sociedade beirando o ridículo?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;">Aos 30 anos todos já devem ter uma família constituída, uma posição profissional de destaque, uma relação marital sólida e, talvez, dois lindos filhos concebidos? <span> </span>Eu sou eu e minhas necessidades? Ou eu sou eu, as minhas necessidades e aquelas que todos esperam que sejam as minhas necessidades?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">As vezes nos surge o renascer para um novo desejo, o da identidade de nós  mesmo, e nesse ciclo surge-nos o desejo de corresponder à imagem do "homem de bem" e da "mulher de bem", aquelas imagens criadas na nossa sociedade, para que a rejeição não ocorra, e nasce junto aquele medo de não ser como os outros, o medo de não parecer de acordo com o que é considerado "bem" dentro dos padrões sociais esperados e essa apelação em nós em tão forte.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">O medo da rejeição pelo grupo, do ostracismo,  da rejeição da sociedade por não seguir aquele padrão social esperarado, e surge o nosso conflito maior, pois muitas das vezes o homem se vê impelido á uma ação que não é propriamente a que queria, mas aquela que todos esperavam dele.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">Hoje, para completar as idéias que me surgiram quanto ao padrão social  um amigo telefonou, contou-me do seu conflito ao decidir que vai separar e confessou que casou para cumprir um padrão social, quando a chegada dos 30 era iminente e com ela as cobranças de todos: família, amigos, todos esperavam dele o padrão do “homem de bem” e ele seguiu exatamente o padrão, casou-se com o padrão, mas não com a mulher que amava, atendeu o clamor social e seguiu o roteiro esperado, agora a separação é o caminho a ser perseguido, a condução  para a libertação daquilo que ele não desejou á época, mas o padrão foi cumprido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">De todo modo, mais uma vez ele disse: “sabe, até que não estou tão fora do padrão, pois agora a sociedade também anda a espera que o casamento não dê certo e as pessoas se separem” Será que com essa nova idéia estamos a construir um novo padrão social? Ainda disse-me ele: “serei eu o antônimo do padrão do bem ou a versão moderna de um antigo padrão social? rss”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">De minha parte, continuarei a pensar sobre isso, quem sabe descobrir quais os padrões socias que almejo, sim, porque não estou aqui a dizer que eles nos sejam apenas daninhos - não! O que estou aqui a pôr em reflexão é o quanto a escravidão pelos padrões sociais pode ser negativa para um vida, pois se o roteiro da vida não seguir o padrão, homens e mulheres, todos terão mais uma razão para frustrar-se.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">Nunca é tarde para descobrir qual é mesmo aquela escolha que estamos perseguindo, afinal, não há uma vida para ensaiar e outro para viver, há a vida de agora, aquela que clama por ser vivida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">Abaixo o padrão social! Será? Seremos mais livres assim? Seremos mais felizes? E se não, e se tudo que quisermos for mesmo seguir ou experimentar um padrão social? Se for isso - ótimo, ao menos a resposta terá sido encontrada, se não for, descobriremos em nós qual o próprio padrão, aquele que nos conduzirá por uma vida bem vivida…</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">A propósito, em breve virei aqui a revelar o filme que me deixou um par de horas a pensar no tal padrão social, acho que devo dividir isso com vocês - aguardem! rs :)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fora de horas]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=220</link>
<pubDate>Wed, 28 May 2008 03:01:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/05/28/fora-de-horas/</guid>
<description><![CDATA[
 
 Ia eu fora de horas, como sempre, numa estrada que ultimamente frequento muito, ali para o lad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/05/raposa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-221" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/05/raposa.jpg?w=293" alt="" width="293" height="229" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>Ia eu fora de horas, como sempre, numa estrada que ultimamente frequento muito, ali para o lado de Santa Maria da Feira. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A chuva não parava de cair, impiedosa, persistente, chata, imprópria de um mês de Maio. Aquela chuva que chateia, mas não larga, não pára. O piso fica perigoso, os pneus fazem aquele estilhaçar próprio da areia e das pedrinhas que cobrem a calçada.  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Junto a uma quinta de traça antiga, meia abandonada, desconsertada e de ar agoirento. Tem do lado esquerdo uma vasta mata que se acentua num decline. No outro lado da estrada, em direcção a norte, o arvoredo continua até ao cume de uma pequena colina. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Ali só há estrada, as margens são valas cheias de lama.    </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> Só o luar ilumina aquele espaço, onde as árvores de grande copa se tocam nos extremos, como se entrelaçassem as mãos à nossa passagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Ali perdida e perto dos muros de betão que homem criou, e,  por vezes, devasta os habitats naturais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>Mesmo ao alcance de um passo, numa curva apertada, diante dos meus olhos surge uma raposa. Primeiro pensei que fosse um cão assustado, mas depois um olhar mais atento por entre as sombras do chão não deixaram dúvidas. Apavorada, como só a presença humana é capaz de o fazer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Parou no meio da estrada encandeada pelos faróis, desliguei as luzes rapidamente antes que outro carro avançasse. Sorrateira como uma raposa, corre pinhal abaixo. Eu permaneci quieta, sem fazer o mínimo barulho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A janela aberta deixou-me ouvir os galhos que se partem e o ruído das folhas secas à sua passagem. <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Aquela casa de quinta semi destruída guarda o último reduto de uma reserva natural, que em breve dará lugar a mais uns metros quadrados de betão com aquecimento, jacuzzi e aspiração central.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>A raposa*, essa, terá que procurar um novo espaço ou ficar com o que lhe resta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">*Normalmente a raposa vive</span><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> em grupos, formados por um macho adulto e várias fêmeas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Em Portugal, esta espécie pode ser caçada sem qualquer restrição durante o período estipulado. Não é favorecida com nenhuma protecção legal. A caça à raposa já foi proibida na Inglaterra por ser considerada cruel, e, Portugal, para variar, nada é feito a favor do bem-estar animal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Saliento que “a sua carne não tem qualquer aproveitamento, esta caça serve apenas como troféu para o caçador”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Mórbido, não é?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Ate quarta….pensem nisto!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O caso das águas com gás]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=217</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 07:00:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Oliveira</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/05/27/o-caso-das-aguas-com-gas/</guid>
<description><![CDATA[Interrompemos a emissão para dar conta das últimas evoluções no caso que tem escandalizado o pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Interrompemos a emissão para dar conta das últimas evoluções no caso que tem escandalizado o país, já conhecido como o "Caso das águas com gás".</p>
<p style="text-align:justify;">Já foi conhecido o acórdão do tribunal no processo instaurado a Joaquim Sousa, empregado de mesa de Viseu, que na passada sexta-feira terá inadvertidamente servido uma garrafa de água com gás fresca a Cristiano Ronaldo, quando o pedido da jovem estrela do futebol português terá sido por uma garrafa de água com gás, mas natural.</p>
<p style="text-align:justify;">O colectivo de juízes decidiu, tal como esperado por toda a comunidade, pela irradiação de Joaquim Sousa de qualquer actividade hoteleira, e por um pedido de desculpas formal a Cristiano Ronaldo, e a toda a população, em data e horário a anúnciar.</p>
<p style="text-align:justify;">Em sua defesa, Joaquim Sousa apenas alegou ter ficado nervoso com a presença dos seus ídolos, o que o levou a baralhar o pedido e à consequente "indesculpável asneira". Acrescentou ainda que por pouco não serviu um Compal de alperce a Ricardo Quaresma, mas como viu que o treinador estava sentado ao lado dele, resolveu verificar o pedido, não fosse aquele acto ser considerado uma agressão. "Tivesse eu feito o mesmo com as águas", declarou por fim, quase em lágrimas.</p>
<p style="text-align:justify;">A pena, por muitos considerada de leve, foi atenuada pela intervenção do médico da selecção que afirmou que "como o Cristiano ainda não tinha começado a comer, a probabilidade de uma congestão era muito baixa". No entanto, Carlos Nobre, especialista mundial em gás, contactado pelo nosso órgão de informação, contraria este ponto de vista, indo ao ponto de afirmar que o médico da selecção ou não percebe nada sobre o efeito das águas com gás frescas, ou então se encontra em clara conivência com Joaquim Sousa.</p>
<p style="text-align:justify;">Alheio a todo este facto, e de perfeita saúde, Cristiano Ronaldo prefere manter-se afastado das câmaras, apenas comentando em mais uma das suas sessões de autógrafos "penso que a opinião pública e os juízes saberão como tratar este caso que pôs em risco a saúde do melhor jogador do mundo".</p>
<p style="text-align:justify;">Uma multidão enraivecida esperava a saída de Joaquim Sousa do tribunal, pelo que foi necessária uma escolta de polícias para o retirar. Neste momento, Joaquim Sousa espera na sua residência pela intimação para o pedido de desculpas, coisa que deverá acontecer nos próximos dias.</p>
<p style="text-align:justify;">E por agora é tudo. Não perca daqui a pouco a saída da selecção para o habitual banho de Sol. Que óculos levarão? Que protector? Calção ou fato de treino? Estas e outras respostas, já a seguir.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Terra Indigena Raposa Serra do Sol 3 anos depois....]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=216</link>
<pubDate>Wed, 21 May 2008 23:35:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/05/21/terra-indigena-raposa-serra-do-sol-3-anos-depois/</guid>
<description><![CDATA[Decorria o ano de 2005, no dia 15 de Abril, quando depois de uma dura “batalha” o Presidente Lul]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Decorria o ano de 2005, no dia 15 de Abril, quando depois de uma dura “batalha” o Presidente Lula da Silva </span><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">assinou o decreto de <span>homologação</span> da Terra Indígena (TI) <span>Raposa</span>-<span>Serra do Sol. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Desde aquela altura até agora, não tem sido fácil a luta destas comunidades contra os poderes instalados. Vale a pena relembrar um pouco da sua história. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A terra indígena Raposa/Serra do Sol fica no Nordeste do estado de Roraima, faz fronteira com a Guiana Inglesa e a Venezuela, tem uma área calculada em cerca de 1, 68 milhão de hectares. Onde vivem aproximadamente 15 mil índios das etnias macuxi, taurepang, wapixana, ingarikó e patamona, segundo o costumes dos seus ancestrais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>         </span>As primeiras invasões ao território indígena foram realizadas por colonizadores e podem ser divididas em três fases: a primeira, para captura de escravos; depois, para ampliar as áreas conquistada, ultrapassando os limites estabelecidos no tratado de Madrid (1750); por ultimo, para introduzir a criação de gado, para “abrir terreno” para permitir a instalação da população não nativa. Foram criadas várias fazendas nacionais, que pertenciam à corte portuguesa. No início do século XX, a maior parte dessas fazendas estabelecidas em terras públicas já não existiam, e a suas áreas foram apropriadas por fazendeiros para explorações privadas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A riqueza do subsolo atraiu os garimpeiros, que, na década de 1980, chegaram ao auge da sua actividade, criando inúmeros garimpos ilegais. O garimpo acabou por trazer problemas sócio ambientais graves, como a contaminação por mercúrio da água dos rios, prejudicando a saúde das comunidades locais, que se alimentavam à base de peixe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Com uma estrutura organizacional sólida, os índios desenvolveram projectos de sustentabilidade económica e cultural, tendo como base as suas tradições. Uma das preocupações mais prementes foi a organização e construção de um sistema de saúde adequado às suas necessidades. A assistência de saúde dos povos indígenas é tutelada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Leste de Roraima, a rede de cuidados básicos, atende de forma eficaz actualmente cerca de 235 aldeias, com a colaboração efectiva de técnicos de saúde indígena. Todo o programa promove a medicina tradicional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>         </span>As novas gerações dos nativos já possuem competências técnicas, e abertura para exercer diversas actividades profissionais, têm mais acesso à informação, educação e cultura. A manutenção da sua língua nativa é motivo de orgulho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>         </span>A auto-sustentação e o uso da terra para esse fim é primordial para o índio, – alguns defendem que pode ser até uma questão de sobrevivência étnica. Os povos de Raposa/Serra do Sol desenvolveram programas de subsistência – o manejo de 27 mil cabeças de gado é a principal fonte de segurança alimentar, aliado a pequenas roças comunitárias, onde a produção principal é a mandioca. O artesanato, também faz parte das suas actividades, no qual são usados diversos materiais, que resultam em peças de barro, cipós, palha, sementes e algodão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>         </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A homologação da terra indígena de forma contínua facilita a implementação de novos projectos e o desenvolvimento dos já existentes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Até Quarta....</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Enquanto Salazar Dormia...]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=208</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 17:29:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/05/14/enquanto-salazar-dormia/</guid>
<description><![CDATA[
 
Li-o sofregamente durante 6 horas, tempo que durou a viagem de ida e volta entre Porto e Lisboa.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/05/artigos-bin_imagem2_jpeg_0168140001147877875-211.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-209" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/05/artigos-bin_imagem2_jpeg_0168140001147877875-211.jpg?w=130" alt="" width="192" height="227" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Li-o sofregamente durante 6 horas, tempo que durou a viagem de ida e volta entre Porto e Lisboa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">É jornalista de profissão, este é o quarto livro de ficção e talvez o seu melhor. Domingos Amaral de seu nome. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Enquanto Salazar Dormia...</span></em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> É um enredo fantástico envolvido por uma escrita apelativa que nos absorve totalmente. Retrata o nosso país nos anos 40.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Quando tudo é comandado pela mão de ferro de um ditador, há sempre movimentos estranhos, o bulício dos inconformados que preparam o caminho na clandestinidade. Nos subterrâneos da sociedade nascem aqueles que angariam gente, divulgam os seus ideais, planeiam o “ataque”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Vou deixar vos a sinopse para “abrir o apetite”, para quem, como eu, não vive sem a companhia de um livro sempre por perto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">“<em>Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância. </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Boa Leitura e até quarta.</span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Porto de Liberdade]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=206</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 11:17:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/05/07/porto-de-liberdade/</guid>
<description><![CDATA[A luta pela jurisdição da cidade do Porto andou de “mão em mão” entre o poder clerical e a c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A luta pela jurisdição da cidade do Porto andou de “mão em mão” entre o poder clerical e a coroa. Mas os portuenses ciosos da sua independência, nunca aceitaram de bom grado o que lhes era imposto. </span><span> </span></em><span class="texto1"><span style="font-family:Verdana;"><em>De uma cidade rebelde e de um povo inconformado resulta a história do título:</em> </span></span></p>
<p></span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Desde de que D. Teresa doou o burgo portucalense ao bispo D. Hugo. Este e os seus sucessores tomaram posse da cidade de uma forma abusiva, aplicando foros aos burgueses que tinham bens e rendimentos na cidade, de modo a ampliar o património da igreja. Um deles consistia, por cada prédio urbano, recebiam outro do mesmo valor. Esta situação desagrada aos portuenses, que não vêem com bons olhos a ambição desmedida e o crescente património do clero.</p>
<p>Nem o rei consegue travar as imposições dos prelados, chegando mesmo a acontecer o corte de relações entre ambas as partes.<br />
Só no reinado de Afonso III é que as inquirições vem dar voz aos habitantes da cidade. O monarca mandou substituir o bispo, D. Julião Fernandes para refrear a autoridade do clero.</p>
<p>Os conflitos entre a coroa e a igreja acerca da jurisdição do burgo, só é apaziguada em 1406, quando o bispo D. Gil Alma mediante a promessa de 3000 libras desiste de toda a soberania exercida até á data - o contrato de posse só é assinado em 1503, e a quantia fixada pelo D. Manuel I é de 120 marcos de prata -, a governação do Porto é entregue por decisão de D. João I, ao alcaide-mor, Conde de Penaguião e Matosinhos, João Rodrigues de Sá ( Sá das Galés).</p>
<p>Amainados os ânimos das lutas pela independência, e a nossa soberania assegurada. Os portuenses levantam de novo a voz contra a tirania de Sá das Galés e seus descendentes, que herdaram do seu antepassado o título e a autoridade. A história demonstra que o povo do Porto nunca gostou de ser amordaçado, e sempre possuiu um espírito que anseia pela liberdade. </span><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Livres das "mãos" do clero, a nobreza tenta primeiro subtilmente depois de uma forma nociva tomar conta da cidade. Várias são os episódios de abuso de poder que os seus principais protagonistas são nobres, entre eles Álvaro Gonçalves Coutinho, senhor de Gaia, a cidade protestou contra as suas violências, neste caso pela forma desumana com que tratava os seus vizinhos. À ordem de D. João I foi-lhe retirada a quinta que possuía. Também D. Nuno Álvares Pereira foi-lhe retirado o seu domínio de Bouças e condenado a uma multa de 160 libras e 17 soldos por ter contestado sem razão. Os donatários das terras maltratavam os seus habitantes e empregados explorando-os e apropriando-se de terrenos que não lhes pertenciam.</p>
<p>É um foral de D. Manuel I que vem estabelecer direitos e deveres dos donatários, que invariavelmente se consideravam sempre donos absolutos de todas as propriedades. Apesar de não ser permitido aos fidalgos residirem no burgo, os resistentes eram castigados pela população que não via com optimismo a sua permanência na cidade.</p>
<p><span> </span>Mas há um retrocesso em toda a política levada a cabo pelos seus antecessores, D. Manuel I precisava do apoio da nobreza, e oferece um “miminho” à fidalguia; em 1509, o rei autoriza que possam viver na cidade com a suas famílias e é-lhes permitido a aquisição ou aluguer casa.</p>
<p>Mas a sua teimosia pela luta da sua “independência” e por querer comandar o destino da sua cidade de uma forma tenaz e audaciosa, fez com que lhe fosse concedidos diversos títulos; pelo rei D. Afonso V, por Alvará emitido em 22 de Fevereiro de 1454, recebe o tratamento de «Leal Cidade», por alvará de 6 Julho de 1459, o de «Nossa Mui Nobre e Sempre Leal Cidade».<br />
Mais tarde, é a soberana D. Maria, que pela coragem que o povo demonstrou durante o cerco de 1832/33 , apoiando a causa liberal, oferece o título de «Invicta». Ficando assim designada com o extenso e lisonjeador nome de «Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto». </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Até Quarta!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crónicas de gente normal]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=195</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 18:51:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/30/cronicas-de-gente-normal/</guid>
<description><![CDATA[
Este é o dia mais complicado da minha semana. Sem dúvida, que a quarta-feira é contada ao cronom]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/caminhos.gif"><img class="alignnone size-medium wp-image-196" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/caminhos.gif?w=300" alt="" width="300" height="299" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Este é o dia mais complicado da minha semana. Sem dúvida, que a quarta-feira é contada ao cronometro e uma falha estraga-me os planos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Mas este é o dia do meu conto no nosso livro, Taxicidade. Como tal, hoje, cabe a mim escrever uma crónica no nosso blog. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Este exercício de esticar o tempo, quando ele é apertado deixa-me inquieta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>Penso sempre no que vem a seguir. Esgueiro-me por entre o ritmo dos ponteiros do relógio no seu compasso, para tentar realizar o que me falta. Ás vezes sem sucesso, ou apenas, parte dele. Sim, porque nestes dias sempre algo de imprevisível acontece. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Levantei-me mais cedo e vou escrevinhando num bloco gasto e riscado alguns gatafunhos para este espaço, por entre uns golos no café com leite e mordidelas no pão com manteiga. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Decidi rapidamente sobre o que ia escrever, porque a todos nos toca de perto: uns nos dias, outros noutros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>Apesar do cansaço, roubo ao meu sono o tempo que preciso para as tarefas inacabadas. Faço-o por mim, por uma forma de disciplina. Aprendi que sem método de trabalho, o talento de pouco vale. Sem determinação, força de vontade ou uma rota bem delineada, o querer não tem capacidade suficiente para chegar à meta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Às vezes, dizem que sou rigorosa demais, que amanhã também é dia. Mas eu sei, que se falhar uma vez é o início de muitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Então, nunca falho? Nunca esqueço? Nunca adio? Claro quem sim. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Neste amalgama de actividades diárias há sempre alguma que fica para depois. E depois?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Depois....tenho a roupa no estendal uma semana entre chuva e sol, quando vou por ela já tem teias de aranha. Volta para a máquina.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Ando com o pneu suplente na mala do carro, porque anteontem tive um furo na auto-estrada, eram 1 e 30 da madrugada, e se tenho o mesmo azar vou a pé para casa. <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">O meu afilhado, Gonçalo, já habituado às minhas hesitações temporais, espera pacientemente que lhe leve a prenda de aniversário desde dia 21. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A minha irmã está sobrecarregada com as minhas faltas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Ando desencontrada do Paulo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Nunca mais fui tomar café com o Rui, a Xana, a Nilce, a Tucha, o grupo Taxicidade, faltei aos anos do Carlos. Querem mais? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Até quarta! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Bom fim-de-semana e um excelente feriado. Aproveitem o 1 de Maio para reivindicar e mudar de vida.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Onde estava no 25 de Abril? ]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=187</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 19:42:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/23/onde-estava-no-25-de-abril/</guid>
<description><![CDATA[ 
 

 
 
Ficou celebre esta pergunta de Baptista Bastos. Herman José caricaturou vezes sem cont]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/republicap.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-188" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/republicap.jpg?w=215" alt="" width="215" height="300" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Ficou celebre esta pergunta de Baptista Bastos. Herman José caricaturou vezes sem conta num sketch televisivo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Agora, nas vésperas da comemoração dos 34 anos do 25 de Abril ou Revolução dos Cravos como também é designada, lembrei-me de perguntar a 3 pré adolescentes de doze anos, colegas do filho de uma amiga minha, seria ridículo fazer a pergunta do Baptista Bastos, mas avancei com a dúvida: O que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Dois deles meio esquivos, inventaram desculpas para sair dali. Insisti. Disseram que não eram nascidos, não se lembravam. – Não sei se devo ficar preocupada, tentei o outro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Mais folgazão, despreocupado, estava entretido a limpar o óleo da bicicleta quando lhe perguntei. Olhou para mim de cima a baixo, com aquele olhar critico típico de adolescente e diz pausadamente: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">- Sei que foi uma revolução de uma flor qualquer, mas não me lembro qual. E continuou nos seus afazeres. Eu tive que me segurar para não cair ali. E assim vai Portugal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Eu pela idade que tinha não poderia fazer muita coisa, a não ser observar a agitação ouvia à minha volta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>Lembro que estávamos no Porto contava 24 dias, ainda nos instalávamos. A minha irmã frequentava já a escola primária no Amial, o processo de transferência estava concluído. Tudo era novo, estranho, os amigos e família tinha ficado para trás, em Lisboa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A casa era demasiado grande em relação ao que tínhamos deixado. Existiam divisões que teriam que ficar nuas por mais algum tempo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>A rádio transmitia informação sempre actualizada, para mim era uma ladainha incompreensível. Mas minha avó “pregou-se” à telefonia; estava preocupada com os amigos e vizinhos que tinha deixado no Castelo. O cenário agigantava-se perigoso, derradeiro, dantesco, uma guerra, assim era descrito quando telefonámos para a mercearia para saber as boas novas da revolução: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">- D. Maria José, por aqui os mais velhos não saem de casa nem por um decreto. Sabe-se lá o que estas coisas podem dar. Não. Estamos velhos para “guerras”, queremos é sossego que a vida já nos dá demasiada luta. Os rapazes e raparigas foram todos. Há muito movimento lá para a baixa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">- Fazem bem. Só queria saber se estava tudo bem com todos. Sabe como é, agora aqui tão longe. Se houver novidades diga-me. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">(Não haviam auto-estradas, para os que não conheceram esta realidade, uma viagem Porto - Lisboa demorava em média 5 horas pela estrada nacional).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>No Porto também o movimento era intenso, lembro-me ainda que vagamente a minha mãe dizer que tinham tomado de assalto o aeroporto, a RTP e a Rádio Clube Português. Rapidamente o povo saiu à rua, nem todo, muitas pessoas tinham medo do que aquele movimento libertador poderia dar, a ditadura deixa as suas marcas colectivas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A revolução dos cravos não foi só naquele dia, houve consequências próprias de um país em convulsão que tenta encontrar o seu caminho. Aí sim, a minha mãe tornou-se uma activista. Mas essa história fica para outra altura. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O dia da Terra]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=185</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 17:48:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Oliveira</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/22/o-dia-da-terra/</guid>
<description><![CDATA[
Hoje, 22 de Abril, é dia da Terra. É o dia temático que nos lembra deste gigantesco sistema que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/earth.jpg"><img class="size-medium wp-image-186" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/earth.jpg?w=300" alt="Planeta Terra" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Hoje, 22 de Abril, é dia da Terra. É o dia temático que nos lembra deste gigantesco sistema que dá suporte à existência do fabuloso mundo vivo que nos envolve, e que está bem por baixo dos nossos pés. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Os dias temáticos têm dois propósitos: ou servem para chamar a atenção, ou servem para celebrar. Eu entendo que o dia da Terra deveria ser um dia de celebração. Vendo bem as coisas, se não existisse Terra era bem mais complicado que eu estivesse aqui a escrever esta entrada e que estivesse aí a lê-la. Mas, para grande pena minha, o dia da Terra serve para nos alertar do mal que estamos a inflingir ao equilibrado e intrincado ecossistema, construído ao longo de milhares de anos de evolução. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Os seres humanos são como que uns filhos mal-educados e mimados, com um umbigo maior que o da própria Terra, que não se importa muito em cuspir no prato em que comeu desde que esteja bem no momento. Ao contrário dos restantes animais, o respeito que mantêm pelo ecossistema e pelo equilibrio é inversamente proporcional à sua definição de bem-estar pessoal. Assim, contaminam-se rios e mares, abatem-se árvores de forma desmesurada, poluem-se os ares e contribui-se sempre que se pode para aumentar o efeito de estufa, tudo no bom nome do conforto e da qualidade de vida. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Acontece que se fizermos pender a balança do ecossitema que deu origem à vida para um dos lados, a última preocupação do ser-humano será a de ter o soalho em madeiras exóticas, coberto por uma espessa pele de urso pardo. Com temperaturas elevadas, sem água para beber e com pouco ou nenhum oxigénio para respirar, pode-se afirmar que o conforto não será de modo algum comparável com um hotel de 5 estrelas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Mas para quê estarmo-nos a preocupar para já? Os cientistas, esses gajos que gastam o nosso dinheiro dos impostos em sei-lá-o-quê, dizem que a colapsar, sim, porque tanto estudam e não são capazes de dar uma resposta definitiva, é só daqui a uns 50 a 100 anos. Ora, nessa altura nem eu, nem o leitor cá estaremos, por isso o importante é consumir! A próxima geração que se desenrasque com o que sobrar! Se não sobrar nada, paciência. Foi bom enquanto durou, não foi?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O MODO LATINO DE SER...]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=183</link>
<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 06:13:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andréa Menezes</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/21/o-modo-latino-de-ser/</guid>
<description><![CDATA[
Por que somos tão latinos? E qual seria o sentido da palavra “latino” que pretendo vos expor a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;"><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/modo-latino-de-ser.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-184" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/modo-latino-de-ser.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Por que somos tão latinos? E qual seria o sentido da palavra “latino” que pretendo vos expor aqui? Poderia até seguir uma linha de raciocínio exposta por </span><span style="font-size:13pt;color:#000000;line-height:115%;">Néstor García Canclini no seu livro “Latino-americanos à procura de um lugar nesse século”, que ganhou o</span><span style="font-size:10pt;color:#000000;line-height:115%;"> </span><span style="font-size:13pt;color:#000000;line-height:115%;">prêmio da Fundação Cardoza y Aragon em 2001,</span><span style="font-size:10pt;color:#000000;line-height:115%;"> </span><span style="font-size:13pt;color:#000000;line-height:115%;"><span> </span>mas o que pretendo dizer aqui é </span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">da <em>latinidade</em> no sentido mais comportamental da palavra, digamos, naquele sentido do que captamos quando percebemos o modo de ser e agir que ditam as veias latinas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;"><span> </span>A <em>latinidade</em> nasceu do Império Romano, conquistou a Grécia Antiga e depois vários outros povos. Evoluiu por meio da diversidade, da mistura de povos, raças e culturas. Por meio das conquistas, assimilavam-se e fundiam-se culturas diversas. A variedade, a diversidade e a tolerância são traços marcantes da latinidade, preservadas até hoje.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">O modo latino pensado aqui encontra lugar comum no comportamento das pessoas, objetivando o poder na conquista das coisas. É no TER que resume-se o SER. O carro que aparece primeiro que a pessoa, e quantos carros importados há na garagem? Na marca de roupa que vestem, na quantidade de equipamentos eletrônicos que portam e no quanto <em>raytec </em>se consegue ser – Do you Know? E como há “brinquedinhos” materiais a disposição do “<em>ser latino</em>”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Somos sociedades estratificadas, de desenvolvimento desigual, com pobreza e riqueza convivendo juntas, sendo esse um dos grandes fatores de propulsão do modo de ser latino. </span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">A forma com que a América Latina foi colonizada e as interferências de uma infinidade de elementos culturais importados desde os planos políticos institucionais até os planos dos objetos e imagens da cultura migrante, trazidas das mais diversas civilizações e misturados aos elementos naturais da América do Sul, trouxe-nos uma “salada de confluências”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;">O choque cultural traduz a alta complexidade com que se constituíram os sistemas sociais e também os sistemas de comunicações, influenciados, sobretudo, pelo calor cultural decorrente da confluência de elementos, que particularizam o Brasil em comparação a outros países que não tiveram em sua história estas características de organização. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;">Brasil deixará de ser conhecido apenas como exportador de <em>commodities</em>? Será? O Brasil não sabe vender. Só sabe ser comprado. Os nossos empresários nunca tiveram a necessidade de sair para vender, e retrato disto reflete-se no nosso povo e na <span> </span>maneira pela qual somos vistos lá fora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;">O modo latino avoluma-se em restaurantes caros, manobristas a porta, lojas de grifes, atendimento personalizado, sessões de massagem, muitos empregados a carregar as malas, muitas pessoas a servir. É para esse <em>grand conforto</em> que trabalha o povo, para conseguir o seu lugar ao sol, digo, o seu lugar aos topos do cômodo, do súperfluo e daí pode surgir uma pergunta: O que desejo é o que necessito? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;">Será que um dia seremos <em>open mind, </em>a exemplo<em> </em>dos holandeses? Será que um dia esqueceremos os importados na garagem de casa e iremos de bicicleta ao trabalho, porque, no caso do Brasil, também haverá um dia segurança suficiente no país? Será que deixaremos os manobristas a ver navios e os empregados domésticos a buscarem melhores trabalhos? Se tudo isso acontecer, será que haverá necessidade desse <em>falso poder</em> que os latinos compram com o suado dinheiro?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;">Um dia a latinidade deixará de precisar viver de fachada, e desculpe-me o trocadilho para aqueles que levam “FACHADA” como nome de família, mas o ar latino no seu ápice preza pela fachada, pelo modelo completo do que seria sobressair-se em meio a tantos que ainda não chegaram lá, nesse vasto mundo do TER, nesse vasto mundo do poder para SER, e nessa roda viva dos aprisionamentos materiais, não se pode dizer que Portugal esteja de fora, ao contrário, creio que anda de mãos dadas com o Brasil, afinal, tudo começou com os lusos em terras brasilis a explorar o <em>material</em> que lhes mostrava força e poder, o aprendizado então foi bem rico, e o pior, o Brasil não esqueceu do que serviu de exemplo, e com o passar dos anos aprendeu bem aprimorar – e como sabe bem pôr em prática!!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Manual Para Pais Exemplares]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=181</link>
<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 18:41:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/16/manual-para-pais-exemplares/</guid>
<description><![CDATA[
 
Depois do assunto preencher as páginas dos jornais, ecoar nas rádios e se difundir pelas telev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/figsemrelfam_e.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-182" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/figsemrelfam_e.jpg" alt="" width="279" height="300" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Depois do assunto preencher as páginas dos jornais, ecoar nas rádios e se difundir pelas televisões nacionais. Decidi debruçar-me sobre este tema: pais que agridem professores, professores que batem em alunos, estudantes que se espancam entre si e por ultimo, alunos que batem nos professores. Tudo isto tem o seu epicentro nos estudantes, são eles a causa desta luta de facções. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">E afinal, quem está errado? Talvez todos, mas cada um “briga” pela sua opinião. Eu tenho a minha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">E o que está mal? Muita coisa. Todos falham: pais, professores e alunos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Eu tenho a solução. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Depois de pensar elaboradamente no assunto. Finalmente, conclui um manual precioso destinado a todos que queiram ser pais exemplares. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>             </span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Manual Para Pais Exemplares</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>1<span style="font:7pt;">       </span></span></span><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Deixe que o seu filho desde do berço mande em si: que lhe imponha as horas em que o deve alimentar, de dormir, de diversão, entre outras. Quem sabe estará aqui um grande líder mundial</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>2<span style="font:7pt;">       </span></span></span></em><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Já maiorzinho deixe ser ele a ditar as regras, não lhe imponha limites: dê-lhe tudo o que lhe pedir, mesmo tudo. Se não tiver dinheiro para isso, arranje. Assim nasce um sonhador: <em>Pensa, logo existe!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>3<span style="font:7pt;">       </span></span></span></em><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Em relação à alimentação; a criança é que sabe o que lhe apetece. <em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Deseja batatas fritas, come só duas e não quer mais. Não faz mal, é sinal está a tentar encontrar o seu próprio caminho, mesmo que seja o de frustrado. Não se deve bloquear as emoções de um ser em crescimento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>4<span style="font:7pt;">       </span></span></span></em><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Arrume tudo o que seu filho desarrumar, desculpabilize todas as suas asneiras, culpe os outros por elas. Todos os pais sensatos fazem o mesmo, dá muito menos trabalho. Assim, ele crescerá com a noção de que é único no mundo e estamos aqui todos para o servir.<em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>5<span style="font:7pt;">       </span></span></span></em><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Nunca, mesmo nunca, se atreva a defender um colega da escola, um professor, um adulto, o seu marido em desfavor do seu filho. Uma criança desautorizada será um adulto inseguro. Incentivo-o contra as regras, viva a anarquia. Estudos científicos provam que estimula a criatividade. <em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></em><em><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>6<span style="font:7pt;">       </span></span></span></em><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Quando discutir com o seu companheiro (a) faça-o à frente dos filhos, se não estiverem presentes chame-os ou aguarde a sua chegada. E ai sim, inicie uma discussão acesa de preferência com palavrões e assuntos íntimos. Para dar mais realismo, poderá existir agressões físicas de ambos os lados, as crianças adoram interagir com os pais e actualmente passam tão pouco tempo juntos. Será uma boa forma de fazer actividades em família. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><span dir="ltr"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>      </span>7 Nunca dê ordens ao seu filho, isso é para militares em tempo de ditadura. Candidamente sugira-lhe, pergunte-lhe o que acha, ausculte o que pensa. <em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Mesmo que tenha 3,4,5 anos, não faz mal, é sinal que já tem uma forte personalidade… Se a criança disser não, sorria e faça você. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">8  Ensine ao seu filho desde de cedo, o significado da palavra “meu”. A avó e dele, o avô é dele, o cão é dele, o pai a mãe também. É tudo dele. Pode fazer o que lhe apetecer, o resto não interessa. Sentir-se-á amado.  :-)</span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Este filme não é para todos]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=179</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 15:49:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Oliveira</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/15/este-filme-nao-e-para-todos/</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Este país não é para velhos&#8221; (&#8221;No Country for old men&#8220;, no original), n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/full_movieimage_12526.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-180" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/full_movieimage_12526.jpg" alt="Este pa�s não é para velhos" width="203" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">"Este país não é para velhos" ("<a href="http://www.imdb.com/title/tt0477348/" target="_blank">No Country for old men</a>", no original), não é um filme para todos. Tendo sido o grande vencedor dos Óscares deste ano, este brilhante filme dos irmãos Cohen transporta-nos para um jogo de gato e rato em passo lento, mas que nos cola ao ecrã sem vontade de pestanejar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Javier Bardem, vencedor do Óscar para melhor actor secundário, faz o papel do caçador com fortes problemas mentais, ou, pelo menos, com escolhas morais que não encaixam muito bem nos normais conceitos de vivência em sociedade. As suas atitudes, de uma naturalidade e calma sobre-humanas, deixam o espectador num limbo de incerteza inquietante, e perante as quais dificilmente alguém ficará indiferente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">O papel de rato é interpretado por Josh Brolin, que tem a (in)felicidade de encontrar uma mala cheia de dinheiro durante o que aparentava ser um normal dia de caça. Até onde é que ele será capaz de ir para proteger o seu achado, e como é que ele se irá safar, são as perguntas que nos assolam a cabeça desde o início.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Sem meios a medir, o nosso caçador vai deixando um longo rastro de sangue que vai sendo seguido pelo xerife de serviço, interpretado por Tommy Lee Jones. Velho e cansado, o xerife vê o mundo a que estava habituado transforma-se num pandemónio do qual já não sabe se quer fazer parte, ou se tem forças sequer para o combater. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Para "alegrar" ainda mais a caçada, aparecem os "amigos" mexicanos que trazem um pouco mais de cor (vermelha) ao enredo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Os sentimentos de urgência, demência e incapacidade estão muito bem retratados neste filme, que apenas aconselho a quem tenha estômago e coração resistente. Mas se for esse o caso, é um filme a não perder.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lojas do Mundo]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=174</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 13:10:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/09/lojas-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[

 
 
Defender uma economia mais justa, que respeite os direitos humanos, salvaguardando o meio am]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://taxicidade.files.wordpress.com/2008/04/revira_header04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-175" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/revira_header04.jpg?w=460" alt="" width="326" height="121" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Defender uma economia mais justa, que respeite os direitos humanos, salvaguardando o meio ambiente e aposte na solidariedade, estes são os critérios do comércio justo. Diminuir as diferenças entre os grandes e os pequenos produtores </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">O que se pode encontrar nas “Lojas do Mundo”? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Café, cacau, massa, biscoitos, especiarias, mel, arroz como bens alimentares. Bijutaria, objectos decorativos de fabrico artesanal e têxteis. As lojas do mundo estão presentes em toda a Europa. Estes são espaços de venda de produtos oriundos de áreas geográficas sensíveis, onde as condições de vida dos trabalhadores e artesãos são deficitárias, do ponto de vista, ambiental, social e económico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">As populações nativas são, frequentemente, exploradas por grandes empresas internacionais, que rentabilizam os seus lucros, optando por localizar estrategicamente, pontos de actividade fabril em países onde há mão-de-obra barata e as condições económicas são mais vantajosas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>A intenção é diminuir as desigualdades socio-económicas entre o Norte e o Sul do mundo, através de uma economia alternativa (de parceria entre consumidores e produtores) justa para todos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">O processo é simples: os produtores determinam um valor justo pelo seu trabalho, que englobe a mão-de-obra e a matéria-prima utilizada. Neste processo, há relações directas e contínuas entre quem produz e as organizações importadoras (na sua maioria, Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento - ONGD),<span style="color:#666666;"> </span>evitando assim, os intermediários. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Entre estes dois grupos estabelecem-se laços de cooperação, que resulta em programas de desenvolvimento por parte dos produtores, e na divulgação dos produtos efectuado pelos importadores. Os bens chegam aos consumidores através das Lojas do Mundo, que normalmente são geridas por organizações, sem fins lucrativos e a sua finalidade é difundir os princípios do comércio justo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Em Portugal, existem nove lojas: Barcelos, Braga, Amarante, Porto, Lisboa, Almada e Faro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Segundo os critérios do comércio justo é importante um consumo consciente, as pessoas tem sempre a última palavra, o poder de escolha no acto da compra. É essa arma definitiva, que dita o resultado de todo o procedimento. As organizações que defendem um comércio alternativo ao “tradicional”, tentam incrementar uma mudança de atitude na sociedade e elucidar sobre os efeitos negativos que o mercado internacional tem sobre os pequenos produtores. E como todos nós podemos exercer uma opção de um modo criterioso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Para mais informações sobre o Comércio Justo, <span style="color:#0000ff;">reviravolta.comercio-justo.org </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#0000ff;font-family:Verdana;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dias de chuva]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=173</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 21:25:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Oliveira</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/08/dias-de-chuva/</guid>
<description><![CDATA[E se há bem pouco, poucochinho tempo fomos prendados com o Sol e o seu calor, eis que voltam as man]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">E se há bem pouco, poucochinho tempo fomos prendados com o Sol e o seu calor, eis que voltam as manhãs frias e húmidas, que pouca vontade dão para sair da cama.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">O calor dos lençóis é bastante mais convidativo que o dia de cara carrancuda e sorumbática que o despertador nos apresenta. Estes dias são mais lentos, mais tristes. A chuva nas janelas marca o tempo, ora acompanhado de vento, ora acompanhado de granizo, se a temperatura assim o permitir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">As pessoas vestem-se como o tempo. De escuro, de triste. Deve ser complicado com tantas mudanças manter um guarda-roupa para as roupas alegres e outro para as roupas tristes. E nem me parece que se dêem muito bem. Falta-lhes assunto. Umas não conhecem senão o Sol, outras senão a chuva. Mas também as roupas escuras não devem ter muito que conversar. São como as pessoas nestes dias, a fala escorre com a chuva e não fica nada para dizer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">É neste dias que sabe mesmo, mesmo bem ficar em casa no quentinho, e deixar a imaginação correr no papel à procura de dias de Sol, de outros amigos, de novas experiências, ou ficar simplesmente a sonhar acordado a ver os intermináveis fios de chuva que fazem do vidro da janela uma pista de patinagem, e que para nós executam um longo e sempre belo espectáculo.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A ausência presente em Santarém...]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=171</link>
<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 03:36:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andréa Menezes</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/07/a-ausencia-presente-em-santarem/</guid>
<description><![CDATA[Estive presente sem presença, estive lá sem lá ir… Assim foi a sensação, uma ausência de mil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Estive presente sem presença, estive lá sem lá ir… Assim foi a sensação, uma ausência de milhares de quilomêtros de distância, um oceano pelo meio, e, no momento, sem haver um modo de, fisicamente, comparecer – SANTARÉM - uma barreira intransponível, mas que a imaginação em fração de segundos me levou como num conto até lá… </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Estive a criar personagens, a imaginar rostos e palavras, cheiros, sensações, gestos, “estares” e pude até visualizar o estilo “gótico” de Santarém, descrito pelo Carlos na sua história, e assim foi, assim se passou o dia de sábado, 05 de Abril, uma diferença de 04 horas nos manteve distantes, mas ao mesmo tempo lá estava eu, perto de novo – a nossa imaginação é incrível, ela nos faz percorrer distâncias jamais cumpridas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Um projecto não é realizável sem desejo, um desejo não é possível sem um sonho, e um dia não começa sem que estejamos nele, presentes, por isso, posso dizer a todos os meus caros colegas do “TAXICIDADE” – estive em Santarém, <span> </span>sem dúvida, pois assim o desejei!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Não sei como se passou essa terceira sessão de lançamento, não sei qual foi o sabor, mas conheço a primeira e a segunda sensação, aquele memorável dia de Porto, de Lisboa, e posso dizer, para aqueles que jamais passaram por esse momento, que é algo único na vida de quem escreve, na vida de quem algo publica, seja uma livro, seja um texto, não importa, o que vive-se nesses instantes jamais passa, jamais cessa, porque é o<span>  </span>nosso retrato, é o reflexo do que um dia capturamos na alma e expressamos em palavras, da ficção partilhada com os leitores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">A sintonia com Santarém  fez parte de mais um memorável momento de apresentação do nosso livro. Também não cabe na minha memória o quanto os imaginei em Santarém, cabe tão somente dizer que permaneceu a certeza de que lá estive entre todos vocês, como promessa de futuro, de um próximo encontro, não tão distante, em que estaremos juntos outra vez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;">Parabéns a todos os colegas do "Taxicidade"  por mais uma sessão de apresentação cumprida! Obrigado a NILSE, pela voz emprestada a minha “fala”, ao meu conto!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Da (minha) História]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/2008/04/04/da-minha-historia/</link>
<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 19:02:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosluisramalhao</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/04/da-minha-historia/</guid>
<description><![CDATA[Aproveitando esse grande acontecimento que é o lançamento do Taxicidade em Santarém, amanhã, par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Aproveitando esse grande acontecimento que é o lançamento do Taxicidade em Santarém, amanhã, pareceu-me pertinente utilizar este espaço para vos falar do significado que a capital do gótico (nota: refere-se a um estilo arquitectónico e não musical, portanto, não, não é uma terra onde se ouve muito Bauhaus e todos se vestem de preto) tem para mim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Alguém me disse, há dias, que eu era uma espécie de “anfitrião” nesta apresentação… Aceito apenas por aproximação porque, acreditem, é melhor não aceitar todas as “nacionalidades” que me querem atribuir, senão, não há espaço Schengen que me valha ou ainda desconfiam da validade dos meus documentos. No entanto, a aproximação a esta cidade que me surge sempre seca, semi-deserta, quente e familiar, é inegável. É a terra dos meus avós maternos. E para mim, basta. É que, quando me refiro a esse casal risonho, com quem ainda partilho as grandes alegrias, ainda que apenas olhando-os nos olhos de papel fotográfico, refiro-me, acima de tudo, aos meus melhores amigos dos tempos da infância. Refiro-me a exemplos para a vida. Refiro-me a humildade com classe; a seriedade com riso; a respeito com palhaçadas; a muitas outras coisas…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Em Santarém, acompanhei-os inúmeras vezes à praça, puxado pela trela da Faia, esse espelho da personalidade dos donos. Íamos buscar o peixe para as caldeiradas, e demorávamos horas a percorrer alguns metros porque, a cada pessoa que se aproximava, eu sabia que era mais uma amiga da minha avó; mais um amigo do meu avô. Passeávamos pelos Jardins da República em noites de calor insuportável, com as bandas soando e suando no coreto. Comíamos pampilhos, esse pecado que ainda hoje não dispenso. Passávamos tardes à sombra na Portas do Sol, procurando no Tejo lá em baixo, um pouco da sua frescura, aos comboios que passavam a caminho de Lisboa boleia para os abraços com destino ao resto da família… Não cabe neste pequeno texto a memória de Santarém na minha História. E já nem vos falo da conquista aos mouros, do Bernardo Santareno ou de um capitão deste mês que saiu de lá de madrugada com uma revolução de flores debaixo do braço…</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Merchadising para todos os gostos]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=168</link>
<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 17:59:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/02/merchadising-para-todos-os-gostos/</guid>
<description><![CDATA[



Depois de longas semanas em que assistimos por inúmeras vezes e em vários canais de comunica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><a href="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/ng1044521.jpg" title="ng1044521.jpg"><img width="233" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/04/ng1044521.thumbnail.jpg" alt="ng1044521.jpg" height="128" style="width:218px;height:183px;" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Depois de longas semanas em que assistimos por inúmeras vezes e em vários canais de comunicação, a um duelo de “gigantes” pela posse de um aparelho que cabe na palma da minha mão. Um telemóvel.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">E de assistirmos a uma inversão de autoridade e de papéis dentro de uma sala de aula com uma plateia episodicamente, esperemos, enlouquecida. Isto tudo com direito a debate.</span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span> <span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Eis que, de repente, surge uma coisa magnífica que os políticos usam imenso em campanha eleitoral, que é, O <i>Merchadising. </i></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Para quem não sabe eu passo a explicar. Não vou tentar encontrar culpados ou soluções. Esse tema já foi amplamente debatido na nossa sociedade por todos os <i>expert</i> da psicologia, sociologia, pedagogia, “opinadores<i>” </i>da direita à esquerda e até, imagine, por quem não percebe nada do assunto a não ser aquilo que o bom-senso lhe confere, como eu.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Como vos digo, depois do triste episódio da aluna a agredir uma professora na Escola Carolina </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Michaelis. E quando pensávamos que o acontecimento ia ficar por aqui. Surge outro fenómeno, este sim, surpreendente: a banda sonora e respectivo teledisco para o filme, <i>Dá-me o telemóbel já. </i></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A música em versão remix inclui frases míticas do filme e de eloquência ímpar como: “Olha que vai velha vai cair!”, “Sai da frente ó gorda!”, Sai da frente ó peixona!” e ainda risos sarcásticos. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span> <span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Para completar esta panóplia de artigos publicitários, acabaram de entrar no mercado t-shirts para homem e tops para senhora, exibindo orgulhosamente a frase mais famosa estampada no peito, prometendo desde já ser um sucesso de vendas. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span> </p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Com esta imaginação e criatividade para o negócio, custa-me a aceitar como Portugal está na cauda da EU. Pergunto-me como a nossa economia não progride e estamos submersos nesta crise. Imaginativos como somos, já deveríamos ter arquitectado uma solução para o problema. Estou errada?</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span> <span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span> </p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">P.s. A propósito, o meu colega Bruno deu aqui em primeira-mão a notícia e cito: “que o livro vai para a 5ª edição e que uma editora espanhola está interessada em introduzir o livro no mercado espanhol”. Era uma justa homenagem ao dia 1 de Abril. Mas estamos perto. Acreditem! Para ajudar, não se esqueçam, comprem o livro. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estou de molho]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=166</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 16:28:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Oliveira</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/04/01/estou-de-molho/</guid>
<description><![CDATA[Pois é, estou, como se diz na gíria popular, de molho, encafuado entre os lençóis, a aumentar e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Pois é, estou, como se diz na gíria popular, de molho, encafuado entre os lençóis, a aumentar e a diminuir de temperatura à vontade do vírus ou bactéria que decidiu que eu era um hospedeiro interessante para passar umas férias, ou até estabelecer residência permanente. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Tivesse eu os dons fabulosos do sr. <a href="http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/" title="Há vida em Markl">Nuno Markl</a>, e transformaria este estado latente em que me encontro numa sátira desconcertante sobre as mil e uma baboseiras com que somos prendados pela televisão, ou sobre a emoção que é ora estar a tremer como se tivéssemos perdido todo e qualquer controlo sobre as funções motoras, ora acordar todo suado, mas agradecido pela febre ter baixado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Despojado de qualquer energia mental para escrever fosse o que fosse, não quis, no entanto, deixar de o vir cumprimentar, nesta altura em que os medicamentos me conferem um certo grau de lucidez e controlo sobre mim próprio.  Até já. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">P.S. Já me esquecia, soubemos hoje, os autores, que o livro vai para a 5ª edição e que uma editora espanhola está interessada em introduzir o livro no mercado espanhol</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ei, miúdos, deixem os "profes" em paz!]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/2008/03/28/ei-miudos-deixem-os-profes-em-paz/</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 19:47:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosluisramalhao</dc:creator>
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<description><![CDATA[E pronto. De repente, vivemos num país de vândalos, sendo que os piores exemplares da temida espé]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">E pronto. De repente, vivemos num país de vândalos, sendo que os piores exemplares da temida espécie são, precisamente, os mais novos… É a miúda que rebenta com os ouvidos da professora, exigindo-lhe o telemóvel e tratando-a por “tu”, – onde é que já se viu tamanha ousadia, exceptuando a Faculdade de Belas-Artes? – são os bateristas de mesa, herdeiros dos irritantes djambés dos festivais de Verão, ou ainda o miúdo que chama “lésbica” à professora e leva uma “lapada”, “lambada” ou lá qual é o nome que ela lhe deu… Tudo casos condenáveis, sem a mais pequena dúvida. E daí? Qual deles é novidade? Só o é para quem o único tempo que conta é o tempo de antena da televisão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Primeiro, é preciso entender a natureza de um adolescente. É uma idade complicada, todos sabemos, a diferença é que alguns já se esqueceram de que passaram por ela. Não podemos julgar a miúda que exige o telemóvel como se julga um indivíduo que violou alguém ou os autores de um assalto. Algo vai mal, mas será que a responsabilidade é mesmo dos alunos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Não foi há muito tempo que deixei de ser estudante. Tenho a memória fresca de casos semelhantes, todos eles condenáveis, faço questão de sublinhar, </span><u><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">condenáveis</span></u><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">. Todavia, também me vejo obrigado a reflectir acerca da qualidade dos meus professores (aqueles que, de um momento para o outro, são vítimas de toda a gente, da ministra aos alunos). Ainda hoje mantenho uma forte amizade por alguns dos meus educadores, mas esses correspondem a uma minoria muito pequena, que merece todo o meu respeito e admiração. A maioria dos meus professores era totalmente desinteressada, gente que fazia o frete de dar aulas. Alguns eram mal-educados, outros tinham tendências pedófilas (lembro a minha professora de Educação Física que gostava de passar pelos balneários para nos ver no chuveiro; ah, tínhamos 9 anos). Gostaria de ver discutidas não só as situações em que apontam o dedo aos alunos, mas também as outras, do outro lado, onde a adolescência já não serve de desculpa.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Genialmente loucos]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=160</link>
<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 17:23:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/03/26/genialmente-loucos/</guid>
<description><![CDATA[  Será a genialidade sinónimo de loucura? A criatividade será um estádio de “alucinação”]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span> <span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Será a genialidade sinónimo de loucura? A criatividade será um estádio de “alucinação”, ou ao contrário, uma personalidade com traços patológicos desencadeia uma imaginação genial.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Ao longo da nossa história, escritores, pintores, pensadores e artistas notáveis foram considerados “loucos” na sua época e internados em unidades de psiquiatria. Hoje, são reconhecidos como uns supra – sumo. Mas afinal, o que se separa a loucura da normalidade? </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 -20.75pt 0 0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Antonin Artaud, conhecido escritor e dramaturgo, influência correntes do pensamento critico e criadores da área teatral, programas experimentais, poesia, linguística, cultura e contracultura. Reconhecido como criador genial, iluminado e saudavelmente louco. Passou os seus últimos dias no no manicómio, este é um trecho da carta enviada do artista aos médicos do hospital psiquiátrico onde se encontrava.</span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p> <span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span><span>‘‘Os loucos são as vítimas individuais por excelência da ditadura social; em nome dessa individualidade intrínseca ao homem, exigimos que sejam soltos esses encarcerados da sensibilidade, pois não está ao alcance das leis prender todos os homens que pensam e agem. Sem insistir no carácter perfeitamente genial das manifestações de certos loucos, na medida da nossa capacidade de avaliá-las, afirmamos a legitimidade absoluta de sua concepção de realidade e de todos os actos que dela decorrem. Que tudo isso seja lembrado amanhã pela manhã, na hora da visita, quando tentarem conversar sem dicionário com esses homens</span><i> sobre os quais, reconheçam, os senhores só têm a superioridade da força.”</i></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>          </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span>  </span>Que conceito é este de ser normal, já que esta ideia é unicamente social. Este, o louco, pode ser aquele que foge às regras de conduta comuns, do estereótipo, tem um comportamento sem limitações, longe dos padrões ditos normais. Qual é a ténue fronteira que delimita os dois estados? </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>“</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A “loucura” é um tipo de comportamento, uma alteração mental passageira, geralmente reactiva, que pode estar presente em diversas situações. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span>As designadas doenças mentais são transtornos de saúde que podem afectar sentimentos, pensamentos e comportamentos. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">A noção</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> de “loucura”pode ser em um indivíduo dito “normal” a intensificação máxima das emoções. Muitas vezes estes dois estados se interligam, mas nunca actuam simultaneamente.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span></span>“Um ser humano considerado normal, diante de um estado de tensão ou pressão profissional ou social pode transitar rapidamente para um estado considerado como “loucura”, já que a linha limítrofe entre os dois estados é algo muito ténue e pode romper-se subjectivamente, fugindo ao controlo daquele ser humano. Retirado esse estímulo forte que causa tensão, o ser humano pode voltar ao estado anterior”.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span></span><span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Sendo assim, as fronteiras entre a sanidade e insanidade mental estão mais esbatidas. É comum passarmos por situações de perturbação que nos incapacitam ou nos motivam à criação. Grandes vultos, génios, tiveram comportamentos que apelidamos de “loucos”. De qualquer forma, são reconhecidos como homens e mulheres inteligentíssimos e <span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">precursores para o seu tempo. </span> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Genialidade? Loucura? Criação? Quem sabe…. </span></p>
<p style="text-indent:44.4pt;margin:0 -20.75pt 0 -9pt;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Piercings só com autorização governamental ]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=152</link>
<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 20:09:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>elsasemedo</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/03/19/piercings-so-com-autorizacao-governamental/</guid>
<description><![CDATA[


Não deixa de ser curioso, com tantas situações urgentes que carecem de medidas legislativas, a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><a href="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/03/piercings.jpg" title="piercings.jpg"><img width="179" src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/03/piercings.thumbnail.jpg" alt="piercings.jpg" height="102" style="width:213px;height:136px;" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Não deixa de ser curioso, com tantas situações urgentes que carecem de medidas legislativas, alguém se lembrar de apresentar um projecto de lei que proíbe a colocação de</span><span style="font-size:11pt;"><font face="Times New Roman"> </font></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">«piercings» na língua e no </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">pavimento da cavidade oral</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">. Isto tudo pela questão de saúde pública. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Agora, não sei quem iria fiscalizar? </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Imaginemos que a lei é aprovada e a ASAE, com ampla experiência em passar multas, é a entidade fiscalizadora.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Os inspectores da ASAE saem à rua e simpaticamente abordam as pessoas e perguntam:</span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">- Posso ver a sua língua?</span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">- Pode ssssim. Responde o transeunte desprevenido, enquanto fala com uma exagerada acentuação de ssss por causa do piercing recém colocado. </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">É um transgressor. Ousa passear com um piercing bem na ponta da língua, a roçar perigosamente nos dentes e a desgastar-lhes o esmalte. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Por isso, é automaticamente autuado e com uma guia terá de se apresentar dentro do prazo estipulado no “ferrador” para retirar tão malicioso instrumento</span><font face="Times New Roman">.<span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></font><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">De forma a controlar e a quantificar os utilizadores de piercings, todos devem registar-se nas autarquias, de modo, a serem notificados para que lhe seja extraído o dito instrumento. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">As coimas para quem não comparecer vão de 500 a 1500 euros. Ainda está contemplado na lei que quem se recuse a cumpri-la, o juiz poderá decretar a sua remoção compulsiva.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Mas existe uma salvaguarda, quando for provado que a extracção do apetrecho pode afectar psicologicamente o seu utilizador.</span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span></span>Nesse caso, uma comissão de acompanhamento constituída por uma equipa multidisciplinar incluindo: “ferrador”, psicólogos com a especialidade em piercingterapia e técnicos forenses avaliará caso a caso. Existindo um acompanhamento personalizado do individuo até estar preparado para o doloroso momento da separação. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Assim dentro em breve se erradicará esse inimigo público da sociedade, corruptor de jovens e destruidor de famílias. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Até para a semana. Boa Páscoa! </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AS ESCOLHAS]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/?p=146</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 22:01:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andréa Menezes</dc:creator>
<guid>http://taxicidade.pt.wordpress.com/2008/03/17/as-escolhas/</guid>
<description><![CDATA[
 
Somos feitos de escolhas, fazemos escolhas desde quando nascemos, sem perceber, no útero matern]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"><a rel="attachment wp-att-147" href="http://taxicidade.wordpress.com/2008/03/17/as-escolhas/147/" title="foto-das-escolhas.jpg"><img src="http://taxicidade.wordpress.com/files/2008/03/foto-das-escolhas.jpg" alt="foto-das-escolhas.jpg" /></a> </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Somos feitos de escolhas, fazemos escolhas desde quando nascemos, sem perceber, no útero materno, estamos escolhendo, com auxilio da nossa fonte espiritual maior, escolhemos a nossa posição confortável mergulhados no líquido aminiótico, e alguns, escolhem até pregar um susto na mãe e adotam posições complicadas, talvez um tanto perigosas para vir ao mundo, isso em desagravo aos médicos que estão ali a espera do momento de trazer-nos aos braços da nossa mãe contrariando as peripécias que fizemos pelo caminho.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Podemos imaginar com isso que nascemos livres, aptos as nossas escolhas, mas com o passar dos anos, com as influências externas que vão desenhando um cenário próprio na nossa <i>pisique,</i> acabamos por nós distanciarmos da nossa missão precípua, aquela que cada qual tem, uma missão que nos é conferida, certamente, num plano maior desde o nascimento com vida e que vai revelando ao longo dos anos a</span><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"> <i>dimensão inconsciente do <span>indivíduo</span></i><span>, aquela que Freud no passado já nos apresentou.</span></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"><span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Escolhemos quem seremos como pessoa, como indíviduo único nesse mundo tão imensurável que vamos construindo em <span> </span>nossas mentes, e isso envolve o caráter, a postura ativa ou passiva para tomar decisões, o que denuncia desde cedo como seremos frente a vida, se seremos aquele que espera, passivamente, que a vida escolha, que o acaso surja à frente e resolva, ou aquele que, ativamente, determina-se a algo e escolhe seguindo adiante…</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Nós somos as nossas escolhas, as escolhas são o ámago de nós mesmos, aquilo que emerge do fundo da alma, e na grande dança da vida, posta diante dos nosso olhos, descobrimos que inobstante as escolhas que façamos haverá um momento em que o barco segue um rumo diferente, que o porto não é mais aquele que pensavámos ser, o destino de chegada muda, algo nos foge ao controle, embora todas as escolhas feitas, o <i>script</i> pronto, tudo teima seguir a nossa revelia, algo nos acontece, somos tomados, arrebatados por um instante, e nessa fração de tempo o imponderável acontece.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">A propósito de tudo isso, assistam: "Stranger Than Fiction", com Will Ferrell, Dustin Hoffman e Emma Thompson.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">O avião pode partir sem que tenhamos chegado para o embarque, isso porque o pneu do carro furou, o trânsito trouxe uma surpresa, mesmo saindo horas antes, e essa não foi uma escolha nossa, previsível. A saúde parecia contralada, o prognóstico feito, mas repentinamente, de um modo surpreendente, um novo exame acusa uma nova doença. A oportunidade aparentemente almejada profissionalmente aparece, o desempenho máximo na entrevista, mas no momento de definição algo acontece e descobrimos que há uma outra pessoa por ocupar aquele lugar, e tudo foge mais uma vez ao nosso controle. </span></p>
<p><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Controle? Não estamos sob o controle, e é isso que a vida vem nos dizer em muitos momentos. </span></p>
<p><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Hoje acordei e descobri que não tenho o controle, que a reunião atrasou, que não havia como partir naquele avião marcado, que tudo aquilo que pensei ter escolhido se perdeu por meros segundos. Tive que voltar para trás novamente e repensar o dia, reinventar a vida, descobri que eu não sou apenas eu e minhas escolhas - sou eu, minhas escolhas e o imponderável da vida, e para este, só nos resta um grau de abertura - para cada escolha, há sempre tantas outras renúncias e sem fazê-las não chegaremos muito longe.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Não poderemos nunca ter tudo, mas tomando um caminho chegaremos a algum lugar, ao menos certos que uma decisão foi tomada, uma escolha sempre será feita, seja pelo imponderável da vida, seja por nós mesmos, mas é preciso sentirmos-nos como um <i>passageiro,</i> sempre pronto a reinventar a vida, certos de que algumas das escolhas será a vida, com a sua força motriz, que fará por nós, e não adianta nos debatermos como um peixe no aquário, se aceitarmos a condição, certamente, a vida nos será apresentada de uma outra maneira. Hoje a vida me tomou por uma das suas voluntariosas escolhas!</span></p>
<p></span></p>
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<title><![CDATA[O charro de Moisés e a lata da Ministra (e o bigode de Chalana e o talento de Ellen Page)]]></title>
<link>http://taxicidade.wordpress.com/2008/03/14/o-charro-de-moises-e-a-lata-da-ministra-e-o-bigode-de-chalana-e-