Amanhã Esta noite tenho um poema a mastigar o vidro. E cavalgo a frase ainda na boca. As palavras cansam-se e eu não morro dentro delas. Os silêncios caíram de pé, exaustos. E amanhã o arrebatamento e… mais →
A Devida ComédiaMiguel wrote 1 week ago: Amanhã Esta noite tenho um poema a mastigar o vidro. E cavalgo a frase ainda na boca. As palavras ca … more →
Miguel wrote 2 weeks ago: Poema da mãe que virá Um dia, se puderes, leva-o pelos dedos à terra dos nossos segredos. Aí, afaga- … more →
Miguel wrote 3 weeks ago: Cidade, minha geografia de dentro Cidade. Mapa de nós, nela. Transfusão de poesia, dia-a-dia. Caminh … more →
Miguel wrote 1 month ago: Devíamos acordar mais vezes juntos I Primeiro, pensei comprar-te um postal. Desses lamechas que dize … more →
Miguel wrote 1 month ago: Juro Deixarei que escrevas o lugar onde se ausentam as palavras Só as tuas mãos habitam a pele, o go … more →
Miguel wrote 1 month ago: Estás lá? O telemóvel não vai dar sinal as vezes que eu quiser. Quando não lhe ligo, ele toca. E ago … more →
Miguel wrote 3 months ago: FICAR Quando parte uma parte Há no nós esse lugar de querer mais um instante. Por dentro do silêncio … more →
Miguel wrote 6 months ago: Anda para dentro que te molhas, disse ao coração. E ele veio. Chorar quentinho, abrigado do tempo. Q … more →
Miguel wrote 6 months ago: As mãos, no silêncio, escrevem em branco. Palavras bonitas. Que chegam ao destino. Para ler cegament … more →
Miguel wrote 7 months ago: Mesmo que um cavalo alado me levasse feito em asas, quereria regressos. Cavalgaria entre nuvens, bem … more →
Miguel wrote 7 months ago: Há tardes em que escreveria coisas simples sobre sonhos novamente despertos. Não precisaria da inspi … more →
Miguel wrote 8 months ago: GRAMÁTICA SENTIMENTAL DO CORAÇÃO Coração – Substantivo masculino, recorte à esquerda do meu pe … more →
Miguel wrote 8 months ago: Quando o coração se parte, as palavras já sairam do lugar. Quem parte leva tudo. Por um momento, por … more →
Miguel wrote 9 months ago: A noite habita todos os poemas. Todas as frases adormecidas se enroscam na dobra de um verso, no rev … more →
Miguel wrote 9 months ago: Ele queria lê-la como quem adia o fim de um livro. Demorava-se nas entrelinhas, buscava sentidos na … more →
Miguel wrote 10 months ago: Como deixaste todas as palavras ao frio E os sonhos no fundo do mar Não me podes pedir que tudo arda … more →
Miguel wrote 1 year ago: Casa, ainda e sempre Podemos partir se nunca tivermos vontade de sair. Volta-se sempre, mesmo não qu … more →
Miguel wrote 1 year ago: A rua Todos os caminhos deviam desaguar na rua da poesia. Em dias de chuva, faria sol. Em dias de nã … more →
Miguel wrote 1 year ago: Alentejo Come-se um pão pachorrento, lento, de cozeduras sábias. Como o tempo. O miolo dos dias é br … more →