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	<title>ecos-da-aldeia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ecos-da-aldeia"</description>
	<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 19:33:04 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Capeia da «Casa» em 6 de Junho de 2009]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=9708</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 00:16:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tal como anunciado esta semana, está já em marcha, a Capeia Arraiana do ano de 2009, a largos mese]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Tal como anunciado esta semana, está já em marcha, a Capeia Arraiana do ano de 2009, a largos meses de distância, a ter lugar no Campo Pequeno, a 2.ª desta nova era e a XXXI, desde o seu dealbar.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Será cedo, estranharão alguns, mas como diriam os antigos, é de manhã que se começa o dia, permitindo uma melhor preparação, havendo tempo suficiente para se estudarem algumas eventuais surpresas agradáveis para esta data, que se deseja de festa rija do Concelho de Sabugal, cá para estes lados.<br />
A esta distância, também vai permitir dissecar alguns pormenores da anterior, levando a que se possa corrigir o que de menos bom aconteceu no ano passado, se bem que, para retorno ao Campo Pequeno, até correu de maneira bem satisfatória, melhor talvez do que muitos esperariam, dentro da bitola de tantas outras organizadas anteriormente, mas agora com outras condições, que a principal Praça do País proporciona.<br />
As Capeias de Lisboa, noutros tempos, começavam a delinear-se por altura de Janeiro ou Fevereiro, decorrendo as reuniões com a Câmara de Lisboa, de modo a serem integradas nas Festas da Cidade a decorrer em Junho, como é bem conhecido, dando uma maior visibilidade tanto à Casa, como ao Concelho de Sabugal, pois o programa das festas era consultado por milhares de lisboetas, aportando ao Campo Pequeno outras pessoas, a acrescentar aos aficionados do Forcão.<br />
Tão importante como a publicidade, que se vai desenvolver, será o passa-palavra, «falando-se» desta Capeia, havendo assim tempo para todos poderem programar este dia. Iremos mantendo viva esta notícia, ao longo dos meses, para não acontecer como nesta última, em que muitos outros não chegaram a saber.<br />
Uma visita inesperada aos sites, pode proporcionar a leitura desta notícia, ocasionando a que muitos mais possam estar presentes neste espectacular acontecimento anual.<br />
Na nova era de Capeias no Campo Pequeno, todos temos uma palavra importante, de modo a fazermos jus a uma tradição que é só nossa, constituindo uma bela oportunidade de a preservarmos, engrandecermos e tornarmos mais atractiva, acrescentando mais visibilidade ao Concelho de Sabugal na Capital, pelo menos nesta época, à falta de outros acontecimentos, que levem a nossa terra a ser badalada em tudo o que é sítio, com destaque para a impressa falada e escrita, publicitando, um pouco mais, o interior, já de si votado ao esquecimento por muitas circunstâncias conhecidas, mas isto, são contas de outro rosário.<br />
Desde o ano de 1978, a Capeia de Lisboa, com uma ou outra dificuldade pontual, é certo, foi cumprindo a sua missão, trazendo uma mais valia para o nosso Concelho, levando a que de outras regiões nos visitem, nas tradicionais festas e Capeias de Agosto, que pela raia sabugalense vão tendo lugar todos os anos.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Festival do Forcão – Soito 2008]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=9407</link>
<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 08:05:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt.wordpress.com/2008/10/03/festival-do-forcao-%e2%80%93-soito-2008/</guid>
<description><![CDATA[Decorreu no dia 16 de Agosto de 2008, o XXIII Festival do Forcão, realizado na Praça Municipal, lo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Decorreu no dia 16 de Agosto de 2008, o XXIII Festival do Forcão, realizado na Praça Municipal, localizada na Vila do Soito.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Como é habitual acontecer, todas as equipas participantes das Freguesias compareceram ao desfile inicial na arena, antes das palavras da praxe do Vice-Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. Dr. Manuel Corte, que deu as boas vindas, saudando as equipas, bem como todos os arraianos presentes.<br />
A Organização esteve a cargo de Aldeia do Bispo e Foios, com as formações a desfilar pela ordem do sorteio, como sempre, debaixo dos aplausos da assistência, principalmente das suas claques, incentivando os seus representantes na espera do touro ao Forcão.<br />
Também aqui, tal como referi no artigo sobre as Capeias de 2008, é subjectivo designar algum vencedor, embora seja de somenos importância este aspecto, há muitos anos a esta parte, pois o que se pretende com este espectáculo é uma jornada de propaganda, acrescido de um convívio alargado entre as Aldeias, reforçando o Festival com esta tradição bem característica da região arraiana do Concelho de Sabugal.<br />
Calhou em sorte à equipa dos Forcalhos abrir a faena, seguindo-se Alfaiates, Lageosa, Aldeia Velha, Soito, Ozendo, Aldeia do Bispo, Foios, cabendo no final, à equipa de Aldeia da Ponte o encerramento deste Festival.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/10/ff-soito2008.gif" alt="Festival «Ó Forcão Rapazes-2008" align='right' hspace='1' width="240" height="180" class="wp-image-9409" />De um modo geral, todas as equipas estiveram à altura do acontecimento, esperando bem os touros, que foram marrando ao Forcão, cumprindo a sua parte no Festival, fornecidos para esta Capeia pelo amigo Romeu de Aldeia Velha, destacando-se nas restantes lides, as equipas do Soito e Aldeia da Ponte, culminando ambas, com o agarrar do seu touro em plena arena, debaixo dos fartos aplausos da assistência.<br />
Outras habilidades nas lides aconteceram, com os habituais especialistas destes momentos, a darem nas vistas, recortando bem os touros, arrancando, também eles, algum merecido aplauso das bancadas.<br />
Para o ano, mais outro Festival estará na calha, como vem sendo hábito, ao longo destes últimos 23 anos, colorindo a raia, com mais esta manifestação genuína da «espera» dos touros ao Forcão.<br />
Terminado o Festival, foi a hora do convívio continuar nas imediações da Praça, seguindo-se o merecido jantar das diferentes equipas participantes, comentando-se, como não podia deixar de ser, as incidências do Forcão e das lides, cientes do dever cumprido em mais uma jornada de boa disposição, que todos os momentos das Capeias sempre proporcionaram, ao longo dos tempos.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Capeias na Raia – Agosto de 2008]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=9100</link>
<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 11:54:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tal como sempre acontece, o mês de Agosto ganha o encanto especial com o regresso de uma grande mai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Tal como sempre acontece, o mês de Agosto ganha o encanto especial com o regresso de uma grande maioria dos arraianos às suas terras de origem, cujas, proporcionam todo o tipo de divertimentos e actividades, sejam sociais, desportivas bem como as festas tradicionais, complementadas com as Capeias, que irrompem por toda a nossa região, bem cedo, vindo a terminar próximo do final do mês, despedindo-se até ao ano seguinte, onde a espera é interminável. Como custa a passar o tempo…</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />De uma maneira geral, as Capeias decorreram dentro da normalidade esperada em toda a raia, com belíssimos Encerros, acrescidos com as esperas ao Forcão e outras tantas lides dos touros, pelos rapazes, bem acolitados pelos mais velhos, cuja experiência e saber, são sempre de ter em consideração.<br />
Um ou outro susto também aconteceram, sem consequências de maior, como é hábito, ou não fossem as Capeias espectáculos de risco.<br />
Será sempre, um pouco, subjectivo destacar uma ou outra Capeia, devido à dimensão das Praças nas diferentes Aldeias. Nas mais pequenas proporciona-se, eventualmente, mais marradas ao Forcão, pois os touros quase são «obrigados» a bater, não têm grande alternativa de espaço, enquanto nas praças mais espaçosas com uma arena ampla, por vezes, acontece os rapazes do Forcão serem obrigados a ir à procura do touro, quando este não está pelos ajustes, obrigando a um maior desgaste da rapaziada, mas nada que os perturbe, por aí além.<br />
Como se costuma dizer, a Capeia da nossa terra é sempre melhor que a das outras, servindo isto para reavivar uma discussão saudável, em torno de um acontecimento que mexe com todos nós.<br />
Em suma, nas diferentes Aldeias cumpriu-se a tradição ancestral das festas, abrilhantadas com os espectaculares Encerros, seguidos pelas Capeias a condizer, para gáudio dos que tiveram a fortuna de poder estar presentes, convivendo e bebendo muitos copos, pois então, nada que não seja, também, da ordem e obrigatório, em dias de Capeia.<br />
Para o ano, outras mais haverá em Agosto, se bem que, pelo Ano Novo, Carnaval, Páscoa e, eventualmente, Junho, outros espectáculos semelhantes aconteçam na raia Sabugalense.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Festas de Santo António – Aldeia da Ponte – 2008]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=6123</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 00:11:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Aí está o mês de Agosto, mesmo à nossa frente, onde de tudo um pouco vai acontecer, com as reali]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Aí está o mês de Agosto, mesmo à nossa frente, onde de tudo um pouco vai acontecer, com as realizações características deste mês, onde as festas de cada Aldeia são dedicadas, principalmente aos emigrantes, que lá longe anseiam pela chegada deste pequeno período de férias.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='10' width='75' height='100' />Os Mordomos de Santo António de Aldeia da Ponte divulgaram já o seu Programa das festas, que promete uns momentos bem animados, incluídos na festa profana, complementados com a festa religiosa em honra do nosso Santo, merecendo de todos, uma enorme devoção, que já teve uma primeira, na sua data de origem, ou seja em 13 de Junho, a que também já nos reportamos na devida altura.<br />
Como se pode observar pelo Programa, vamos ter uns dias bem cheios, onde a variedade de realizações está bem contemplada.<br />
Para além das outras programações desde o início do mês, contemplando essencialmente a juventude com as actividades desportivas e outras, já divulgadas, que se esperam sejam do agrado de todos os que antecipam a sua vinda para a nossa Aldeia.<br />
Os destaques vão, inteirinhos, para os dias fortes das festas, como não podia deixar de ser, culminado no dia 15 com a tradicional Capeia, antecedida do Encerro a cavalo na Praça de Touros, encerrando-se deste modo os festejos em honra de Santo António-2008.<br />
Também as outras Aldeias vão divulgando os seus aliciantes programas, como é bem habitual na raia sabugalense, esperando pela visita dos que não perdem estas oportunidades.<br />
Com a chegada das férias, queria deixar uma palavra de agradecimento, para si, caro amigo leitor, que fez o obséquio de me «acompanhar» neste último ano, lendo os meus artigos, dedicados especialmente à minha Aldeia, incluindo outros, dedicados à nossa região, que se justificaram pela sua oportunidade. Tentámos, o melhor que pudemos e soubemos, promover a nossa Aldeia, bem como a grande região sabugalense, da qual fazemos parte.<br />
Bem-haja pelo seu tempo e pela paciência dispendidos na leitura. Espero que tenha sido do seu agrado, apesar de algumas eventuais falhas, que estão sempre à espreita, não me livrando de acontecer.<br />
Vamos interromper a escrita durante este período. Em Setembro tentaremos recomeçar com outros escritos, reportando mais algumas histórias.<br />
Faça o favor de ter umas boas e reconfortantes férias.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Os jovens da Raia]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5700</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 11:51:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Aproximam-se, a passos largos, as férias e as diversas festas anuais arraianas. Todo o Concelho, es]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Aproximam-se, a passos largos, as férias e as diversas festas anuais arraianas. Todo o Concelho, especialmente a Raia, onde nos inserimos, é invadido por uma juventude ansiosa e ávida de divertimentos e actividades proporcionadas pelas festas e Capeias, ponto alto das comemorações nas diferentes povoações.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='10' width='75' height='100' />À nossa Aldeia vai chegando, em primeiro lugar, toda uma imensa juventude, pois terminadas as aulas mais os exames, é vê-los regressar contentíssimos, antes dos pais, para a companhia dos avós ou outros familiares, libertando-se um pouco da rigidez de um ano de estudo, dando asas a uma liberdade quase total, que só as nossas terras sabem proporcionar.<br />
Há muitos anos a esta parte, as nossas Aldeias ganham cada vez mais, uma nova vida, com o bulício dos jovens, a vida que transportam, mais o gosto por este período de repouso, nas origens dos seus antepassados.<br />
A todos nós compete-nos, um pouco, acompanhá-los e, se possível, orientá-los o melhor que soubermos, proporcionando-lhes as diversões possíveis neste período, tendo os Mordomos das Festas um papel preponderante na organização das actividades, sejam desportivas ou outras, ajudando a concentrar a rapaziada jovem, mantendo-os ocupados com as diferentes programações das festas.<br />
Aldeia da Ponte tem sido fértil em actividades no Verão, conseguindo manter a grande maioria da juventude mais ou menos ocupada, com as inúmeras realizações neste mês de Agosto. O mesmo se passará nas outras aldeias, servindo bem estes objectivos.<br />
Estamos a lidar com muitos dos homens de amanhã, é importante que se realce e toda a juventude merece um pouco do nosso esforço.<br />
Por ali andaremos, como é bem habitual da nossa parte, convivendo, petiscando e bebendo um copo, jogando também alguma, muita, conversa fora.<br />
Bons divertimentos para a malta nova são os nossos desejos. Aproveitem bem as coisas boas, que as férias na nossa zona, a todos proporcionam.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Férias – só já falta um «carchinho»!]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5517</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 22:45:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando começo a escrever estas poucas linhas, encontramo-nos a pouco mais de um mês das ansiadas f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Quando começo a escrever estas poucas linhas, encontramo-nos a pouco mais de um mês das ansiadas férias, vacances ou vacaciones, na nossa região, o tal «carchinho» que falta, desfrutando o merecido descanso, ou talvez não, pois quando nos deslocamos para a raia, repousa um pouco o espírito, é certo, mas o corpo não descansa por aí além, ainda se cansa mais, tais são as actividades, todas de enfiada, com as festividades e Capeias jorrando todos os dias, não se resistindo muito às atracções dos divertimentos genuínos das nossas paragens.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='10' width='75' height='100' />Nas férias, nem pensar em escrever, não há grande tempo, nem disposição para a devida concentração, afinal de contas, férias são férias…<br />
Nesta altura do ano, com a ansiedade da abalada para a Aldeia, vamos fazer uma pequena pausa nos escritos, à semelhança do ano passado, podendo surgir, eventualmente, alguma novidade que se justifique, pois não se pense que é uma tarefa fácil, reescrever histórias da nossa Aldeia ou de outros assuntos, antes pelo contrário, exige um enorme esforço e consome inúmero tempo de que não dispomos muito, nesta altura, quando o pensamento já mora lá para os lados de cima, que todos bem sabem.<br />
Apenas um interregno breve, retomando depois das férias com mais alguns temas e mais tempo, para repensar outros escritos, pois matéria não deixará de aparecer.<br />
Os emigrantes amigos estão aí a chegar, tal como nós, também eles para o merecido repouso, depois de um árduo ano de trabalho, reencontrando o afecto de familiares e amigos, restabelecendo as energias e revivendo as tradições anuais, por que tanto anseiam, ao longo do ano, mais parecendo que o tempo nunca mais passa, acabando por chegar sempre o momento da partida, lá de bem longe, fazendo subir um pouco a adrenalina, tal é a pressa em iniciarem o caminho, rumo ás suas origens.<br />
Cá os esperamos, fazendo votos para que cheguem bem e de boa saúde, reeditando as conversas, interrompidas no ano passado.<br />
Neste mês, haverá tempo para um pouco tudo, apesar das férias passarem a correr, por demais, como se constata facilmente. Será melhor, nem sequer pensar nisso. Venham elas, que serão bem-vindas, principalmente, para os que estão mais longe, sofrendo um pouco mais, devido à distância. Nós, por aqui, temos outras facilidades, a começar pela redução desta última, bem como mais oportunidades de fins-de-semana alargados, ou outras ocasiões especiais, que justificam uma fugida à nossa origem.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Capeia de São Pedro em Aldeia da Ponte]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5463</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 00:15:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Capeia da Festa de São Pedro ainda tem uma vida curta, visto ter início apenas em 2004, quando o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>A Capeia da Festa de São Pedro ainda tem uma vida curta, visto ter início apenas em 2004, quando os Mordomos deste ano, resolveram implementar esta jovem tradição, regressando à velhinha praça, no centro da povoação.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />A antiga praça traz à memória inúmeras recordações de tempos que já lá vão, onde os Encerros e as Capeias eram dominados pelos touros do Natcho, vindos da Nave Atalaia, apresentando-se finos e corpulentos, de cornos bem afiados.<br />
Pelo quarto ano consecutivo vai assistir-se, a mais uma largada pelas ruas da Aldeia, desembocando na velha praça, tapada com reboques de tractores, juntamente com umas tantas cancelas, que lá no alto da nova Praça de Touros, dão vida aos diversos Encerros, nas restantes Capeias do ano.<br />
Encravada entre a de Junho e Agosto, organizadas estas, pelos Mordomos das Festas de Santo António, esta é uma realização especial, onde se revivem as emoções do passado, que não é assim tão distante como isso, atendendo a que a última de Agosto, ali realizada, foi há cerca de 29 anos.<br />
O programa é semelhante aos dos últimos anos, contemplando, no Sábado, dia 28, para além da Capeia, com os touros do Ganadeiro Romeu, a tradicional merenda depois da Capeia, oferecida pelos Mordomos, seguindo-se o baile pela noite dentro, como de costume.<br />
No Domingo, a festa culminará com a missa e procissão de São Pedro, como manda o figurino da tradição religiosa.<br />
A, sensivelmente, um mês do início dos tradicionais festejos de Agosto, a Capeia de São Pedro, tal como outras, que se realizam ao longo do ano, vai trazer mais uma animação, lá para as nossas bandas arraianas.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<item>
<title><![CDATA[Capeia de Junho em Aldeia da Ponte]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5394</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 23:16:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>jclages</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt.wordpress.com/2008/06/20/capeia-de-junho-em-aldeia-da-ponte-2/</guid>
<description><![CDATA[Englobada nas Festas em Honra de Santo António de 2008, em Aldeia da Ponte, decorreu com a normalid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Englobada nas Festas em Honra de Santo António de 2008, em Aldeia da Ponte, decorreu com a normalidade esperada, a Capeia de Junho, organizada pelos Mordomos, na Praça de Touros.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='10' width='75' height='100' />Pela manhã, como vem sendo habitual, a concentração dos cavaleiros nas imediações da Praça de Touros domina este momento, com um bocado bem passado, onde se destacam os cumprimentos efusivos, bem como os preparativos, mais as piadas características deste momento, só visto e vivido por quem madruga, bem entendido, dirigindo-se então, todos para as proximidades da raia, em direcção ao lameiro, onde os touros aguardam calmamente, a hora da partida.<br />
Servida a merenda, tem início a caminhada dos touros e cavaleiros, rumo à Praça, pelos caminhos habituais. Na saída do lameiro, uma correria louca dos touros animou este pedaço, parando, quando atingiram os arames da tapada, sossegando aqui um pouco e retomando o trajecto normal.<br />
Depois de atravessarem a estrada, um pouco mais à frente, foi então a vez de um deles fugir, sendo de imediato atalhado pelos cavaleiros, seguindo os outros, o seu curso até à Praça, recuperando-se o fugitivo, um pouco mais tarde, com a ajuda dos cabrestos que retornaram ao local onde ficou vigiado, consumando-se assim o Encerro.<br />
Exibidos os touros na arena, para a tarde, como mandam as normas, foi esperado o da prova, com a tranquilidade habitual.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/06/ap-capeiajunho2008.gif" alt="Capeia Arraiana de Junho de 2008 em Aldeia da Ponte" align='right' hspace='10' width="225" height="160" class="wp-image-5395" />Seguiu-se o almoço para os cavaleiros, mais os que foram convidados pelos Mordomos, nos Balneários da nossa Aldeia.<br />
Pela tarde, o tradicional Passeio e Pedido da Praça ao Sr. Presidente da Junta, Sr. José Nabais, com os Tamborileiros de Aldeia e os Mordomos de Santo António, numa manifestação, que tem acontecido, ao longo dos tempos, bem conhecida de todos.<br />
Os touros foram sendo esperados ao Forcão, tendo um deles vencido o desafio, ao passar para um dos lados da galha, obrigando a rapaziada a agarrá-lo em plena Praça, pois quando isto se verifica, raramente o touro se livra de ser engolido pela malta, lá tem que ser, não há outro remédio, para evitar algum mal colateral a este deslize da rapaziada, no manuseamento do Forcão. Por vezes acontece.<br />
Para além deste facto, que causa sempre alguma emoção nas bancadas, a Capeia decorreu com a habitual normalidade, sendo de destacar, ainda a pega de caras à bezerrita, com mortal à retaguarda, do nosso destemido e eterno candidato a tirar a «alternativa» a toureiro, Carlinhos Vasco, que não ganhou para o susto. Digamos que foi um belo momento de agitação, ao vivo e em directo, animando um pouco as bancadas e a malta da arena.<br />
Assistiu-se durante todo dia, a mais uma boa jornada de convivência, na nossa Aldeia, que tão bem sabe, às nossas gentes e a todos os que nos visitam, não resistindo a estas manifestações bem genuínas da raia Sabugalense.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Festas de Santo António em Aldeia da Ponte]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5155</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 01:00:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[É já neste fim-de-semana que têm lugar as Festas em Honra de Santo António, organizadas pelos Mo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>É já neste fim-de-semana que têm lugar as Festas em Honra de Santo António, organizadas pelos Mordomos de 2008.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Dia 12, quinta-feira, tem lugar a procissão nocturna de Santo António, da sua Capela para a Igreja.<br />
No dia 13, pela manhã, irrompe o Passeio dos Mordomos com os Tamborileiros, à semelhança de Agosto, seguindo-se a Missa solene. Terminada esta, a procissão de volta à Capela, com mais um espectacular Passeio, nas imediações da Capela e Ponte Romana.<br />
Tem sido assim, ao longo dos anos, em Junho, tal como antigamente, esta festa religiosa, depois de transferida para Agosto, em finais da década de sessenta, mais devido aos emigrantes, pois sem esta transferência, muitos deles, se não a maior parte, não teria grandes hipóteses de assistir à festa do seu Santo devoto.<br />
Logo no dia imediatamente a seguir, sábado, dia 14 de Junho, tem lugar a Capeia com Forcão, culminado estas festas, seguindo-se uma tradição, que se tem vindo a manter, há uns poucos de anos.<br />
Num ano ou noutro, esta Capeia não se efectua, devido à pouca disponibilidade dos Mordomos, quando acontece serem todos emigrantes. Nem sempre a vida o permite, também não é obrigatório assim acontecer, dependendo, bem entendido, de quem organiza os festejos.<br />
Nos primeiros anos da passagem das festas para Agosto, também isso não se verificou, pelos motivos acima apontados.<br />
Dado as principais festas serem em Agosto, como em quase todas as Aldeias, fica assim explicado esta, eventual, falha da Capeia em Junho, em alguns anos, nada que afecte, ou ponha em causa, a festa religiosa. Esta, sempre foi efectuada, ao longo dos tempos em Junho, venerando-se o nosso Santo, a duplicar, em todos os anos.<br />
Tenho como opinião, não passa disso mesmo, que as festas de Junho, por vezes, são mais especiais, calmas e acolhedoras, sem o reboliço de Agosto, não deslustrando, de maneira nenhuma, estas últimas. É apenas um sentir, sem qualquer significado por aí além, que muitos outros dos que cá moram, também partilham.<br />
Mas o que importa, é que a nossa Aldeia vai estar em festa durante estes dias, como vem sendo tradicional nesta época.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Capeia da Casa do Concelho do Sabugal - 2008]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5063</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 23:35:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Decorreu no passado sábado a XXX Capeia Arraiana, organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, no C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Decorreu no passado sábado a XXX Capeia Arraiana, organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, no Campo Pequeno, em Lisboa. Tal como previmos, este espectáculo teve a participação de muita gente, vinda de propósito do Sabugal, bem como, a maior parte da grande região lisboeta, que não quis deixar os seus créditos por mãos alheias, acorrendo, em grande número, à principal Praça de Touros do País.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='10' width='75' height='100' />Não é nada fácil descrever todas as incidências deste grande dia, que marcou o retorno a tão emblemático monumento.<br />
A azáfama começou pela manhã, com a montagem do Forcão em plena arena, pelos especialistas do costume, bem liderados pelo Ti Domingos de Vale de Espinho, aprontando o instrumento, que iria servir durante a tarde para esperar os touros.<br />
Ao longo de toda a manhã, foram chegando uns e outros, que deram uma primeira espreitadela à Praça de Touros, aumentando o movimento, mais para o final da manhã, com a chegada das seis camionetas da Viúva Monteiro transportando os arraianos, que não quiseram perder pitada, deste regresso ao Campo Pequeno.<br />
Quase todos estes amigos, por ali estacionaram, aconchegando o estômago no espaço do Clube Operário de Lisboa, cedido gentilmente à Casa, pelo seu Presidente, a quem a ficámos agradecidos, pois com este espaço, deu-se continuidade ao antigamente.<br />
Foi a grande festa inicial, prenunciando o que se iria passar pela tarde na Capeia.<br />
Chegados todos os principais intervenientes na Capeia, Bombeiros do Sabugal, <em>Tamborileiros de Aldeia da Ponte</em>, <em>Charanga La Mosca de Ciudad Rodrigo</em>, Cavaleiro Zé Manel do Soito e os touros do Ganadeiro Sr. José Dias, foi altura de todos rumarem em direcção à Casa, para o merecido almoço.<br />
Os Bombeiros do Soito não compareceram, apesar de convidados, não nos chegando nenhuma justificação para a sua ausência. Algo terá acontecido, que não lhes permitiu a sua presença, foi uma pena, pois a sua participação era tão importante, como as de todos os outros, no magnífico desfile inicial. Outro tanto, aconteceu com outras entidades importantes do Concelho, convidadas para o evento, que não compareceram, o que se lamenta. Como se costuma dizer, nestas coisas, só faz falta quem cá está.<br />
Contam-se pelos dedos de uma mão, ou nem tanto, os concelhos do País, que conseguem realizar eventos com esta envergadura na Capital. A Casa do Concelho do Sabugal há 30 anos que os realiza, mostrando a força da nossa gente, do antes quebrar que torcer, apesar deste ano, concorrer com o Rock in Rio, em Lisboa e o jogo de futebol da Selecção, no mesmo dia. Foram cerca de duas mil e quinhentas almas a vibrar com as incidências da Capeia no Campo Pequeno, podiam ser muitas mais, mas enfim, não tão poucos como isso, mas todos bons.<br />
Antes do espectáculo ter início, foi dada uma volta a todo o local, com a Charanga La Mosca, animando com as suas músicas, todos os que se concentravam à volta da Praça e no local onde os nossos amigos, vindos do Concelho reconfortaram o estômago com as suas merendas, bem como os enchidos da zona, que foram disponibilizados pela Casa, para ajudar no repasto.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/06/ca-pleitao.gif" alt="Capeia Arraiana no Campo Pequeno" align='left' hspace='10' width="225" height="160" class="wp-image-5103" />Aproximam-se as 17 horas e, como o movimento ainda era grande em redor das bilheteiras, retardámos em alguns minutos, o início do desfile, englobando a rapaziada, os Tamborileiros, os Bombeiros, bem como todos os que quiseram desfilar com as Bandeiras das Juntas e Associações do Concelho, pois foi aberto a quem quis participar.<br />
Foi um desfile espectacular, cheio de vida e cor, bem ritmado, ao som dos tambores, fartamente aplaudido por todos os espectadores, sendo estes compensados com uma grande salva de palmas pelos desfilantes, como retribuição pelo grande calor com que todos os da arena foram brindados.<br />
Pedida a Praça ao Ex.º Sr. Vice-Presidente da Câmara de Sabugal, Dr. Manuel Corte, que dirigiu umas amáveis palavras a todos, precedido pelo Sr. Presidente da Casa do Concelho do Sabugal, Sr. José Eduardo Lucas, que também fez uma breve mensagem, endereçando as boas-vindas a todos.<br />
Teve então início a Capeia, com a espera habitual de todos os touros, com uma compleição de meter respeito, um após outro, sendo bem esperados pela rapaziada das Aldeias, culminando as lides com o agarrar dos touros, em plena arena, como já nos habituaram ao longo dos tempos, com a excepção do último, que se desembolou numa marrada ao Forção, tendo de ser recolhido, após a espera, como mandam as leis, não há que arranjar desculpas estapafúrdias. Não estamos, propriamente, na raia sabugalense, mas sim no Campo Pequeno, principal Praça do País<br />
É assim, temos que o aceitar, não fosse o diabo tecê-las, pois um animal em pontas, poderia deitar abaixo todo o trabalho de quem tem responsabilidades, bem como consequências para a própria Praça. Quando outros tiverem o poder de decidir, decidam como lhes aprouver.<br />
O que, de facto, importa, é que passámos mais uma Capeia, sem ter nada a lamentar, como vem sendo habitual, há longos anos a esta parte, tirando um susto ou outro, mas que não passou disso mesmo.<br />
Um referência ainda, para a actuação do simpático casal Rute e Pedro, com as suas danças sevilhanas e a exibição do cavaleiro Zé Manel do Soito, que encantaram o vasto auditório, nos dois intervalos, fluindo o espectáculo muito bem, a uma cadência acertada, sem enfados dos presentes.<br />
Acabada a Capeia, deu-se início ao convívio das nossas gentes, com os assados no espaço do Clube Operário de Lisboa.<br />
Reeditámos mais uma jornada inesquecível, com um grande espectáculo cheio de vivacidade, a fazer lembrar os tempos de antigamente, no Campo Pequeno. Uma palavra simpática para a grande falange de apoio, vinda directamente do Concelho, na Viúva Monteiro.<br />
À boa maneira sabugalense, todos os elementos sociais da Casa do Concelho do Sabugal só têm uma palavra para todo o público magnífico do Campo Pequeno, bem como para todos os que ajudaram e colaboraram desinteressadamente. Obrigado!<br />
Bem-hajam pela vossa presença e apoio. Quem ficou a ganhar, foi, seguramente o Concelho de Sabugal.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Escolha dos touros para o Campo Pequeno]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4557</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 00:38:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[No passado dia 26 de Abril, uma comitiva de arraianos, liderados pelo Presidente da Casa do Concelho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>No passado dia 26 de Abril, uma comitiva de arraianos, liderados pelo Presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas, deslocou-se à herdade do Sr. José Dias, em Santo Estêvão, Benavente, para aferir a escolha dos Touros para a Capeia do dia 31 de Maio, como é bem sabido, na moderna e remodelada Praça de Touros do Campo Pequeno.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Para quem não saiba, a ligação entre a Casa do Concelho do Sabugal e o Sr. José Dias, já vem dos primórdios da Capeia em Lisboa, fornecendo os touros para a maioria das Capeias, fruto de velhas amizades, acrescido do trato e simpatia recíprocas, que a Casa manteve ao longo dos tempos com este Ganadeiro.<br />
No regresso ao Campo Pequeno, achámos por bem, reencontrar o Sr. José Dias, depois de alguns anos de interregno.<br />
O ganadero José Dias recebeu-nos na sua herdade com toda a amizade e simpatia, habituais na sua pessoa, presenteando-nos com um almoço a condizer, depois da vistoria e escolha dos animais, que irão estar presentes na nossa Capeia de Lisboa.<br />
Tem sido habitual, na Casa, efectuar-se uma Festa Campera, mas devido ao adiantado do tempo, apenas um mês antes, não se reuniram as condições para se realizar, as tarefas são mais que muitas, não havendo tempo para se preparar convenientemente um encontro dos Sabugalense na Quinta dos touros em Benavente.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/05/ec-esctouros.gif" alt="Escolha dos touros para a Capeia do Campo Pequeno" align='right' hspace='1' width="225" height="160" class="wp-image-4563" />Para o próximo ano, com certeza, que se vai retomar este costume da Festa Campera, proporcionando a todos os interessados, um dia bem passado, à semelhança de muitos outros, que já vivemos, com mais tempo para se poder preparar condignamente, fazendo chegar a mensagem a todos os que não dispensam estas lides e queiram estar presentes. Apenas a falta de tempo o impediu, desta vez, este o motivo, que levou esta delegação reduzida a escolher os touros.<br />
Aqui deixamos as fotos possíveis da comitiva, bem como de alguns dos possantes animais, assim o esperamos, que irão estar presentes no dia 31 de Maio, no Campo Pequeno.<br />
Esperamos que proporcionem uma boa Capeia, lá corpo não lhes falta, resta esperar pela sua bravura ao Forcão.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Bala na perna durante 58 anos]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4485</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 23:15:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Abordámos no último escrito, a Ronda dos rapazes em 1923, num dia de pagamento do vinho, que deriv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Abordámos no último escrito, a Ronda dos rapazes em 1923, num dia de pagamento do vinho, que derivou em tragédia, conforme tivemos oportunidade de constatar. No tiroteio, para além das mortes, vários rapazes foram baleados, tendo um deles sido atingido numa perna, ficando a bala alojada na dita cuja, durante 58 anos.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />O jornal «A Ponte» publicou uma entrevista com o «jovem rapaz», que também lá esteve na Ronda dessa noite, sendo um dos bafejados pela sorte, ganhando uma bala na perna, que se conservou por ali, durante largos anos, sem que nesses anos todos incomodasse o portador.<br />
No seu dizer, à época, foi levado ao Hospital da Guarda, sentindo que a bala tinha entrado mas não tinha saído, pelo que lá continuaria. Nessa altura, a bala não foi detectada pelos médicos e, como não o incomodasse por aí além, lá a deixou repousar tranquilamente, sentindo sempre, que por lá se conservava.<br />
Passados estes largos anos, o organismo cedeu e começou a reparar que no local da perna onde a bala entrou, de repente, apareceu uma ferida. Os vários tratamentos não conseguiam cicatrizar a ferida, sendo enviado ao Hospital do Sabugal, para uma consulta, tendo os médicos detectado a bala na perna, com a ajuda de uma radiografia.<br />
Através de uma pequena cirurgia, facilmente lhe foi retirada, finalmente, a bala alojada na perna, já um pouco deteriorada, a qual foi, religiosamente, guardada em casa, embebida num frasco de álcool, para recordação.<br />
Como acabamos de constatar, este episódio da Ronda trouxe ao nosso «jovem rapaz» o inesperado presente, que só ao fim de todos estes anos foi detectado, quando já perfazia cerca de 80 anos de idade, fazendo relembrar a noite da morte dos rapazes, naquele longínquo ano de 1923.<br />
O Ti Manel Maria Sanches escapou da morte, nessa noite, «ganhando» uma lembrança na perna, mas antes isso, do que ter perecido no local, para sua sorte, que não acompanhou os que tombaram baleados, desafortunadamente, no Largo do Sagrado, mesmo ao lado da Igreja Matriz.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[A morte de cinco jovens na ronda]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4321</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 23:15:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt.wordpress.com/2008/05/02/a-morte-de-cinco-jovens-na-ronda/</guid>
<description><![CDATA[Na sequência do costume, que era o pagamento do vinho em Aldeia da Ponte, no ano já longínquo de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Na sequência do costume, que era o pagamento do vinho em Aldeia da Ponte, no ano já longínquo de 1923, aconteceu uma noite dramática, onde perderam a vida cinco jovens, abatidos com os tiros das autoridades, sedeadas mesmo atrás da Igreja, pois era aqui, que existia o antigo posto desta corporação na nossa Aldeia.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='10' width='75' height='100' />Animados com o pagamento do vinho de um abastado forasteiro, o Sr. Gata, que disponibilizou uma barrica deste néctar, muito apreciado pelos antigos, pois era a bebida dominante na época, lá foram os rapazes fazendo a Ronda pelas ruas habituais, com a algazarra própria de uma juventude, para quem estas manifestações eram uma tradição, durante a noite, nada de especial, apenas o barulho característico dos «aghigos», quiçá devido ao saboroso vinho, não sendo de descartar, por certo, algum grãozinho na asa.<br />
Ao chegarem em frente do posto da Guarda Republicana, esta fez-lhes frente, não os deixando passar, intimidando-os a seguirem por outro caminho. Os rondeiros não arredaram dali, fazendo finca-pé às autoridades, o trajecto normal era aquele, não viam motivo para irem por outro, numa teimosia, que viria de facto a tornar-se uma tragédia.<br />
Depois de algum diálogo, quiçá acalorado, entre o grupo da Ronda e a Guarda Republicana e, não conseguindo esta demovê-los a seguirem por outro caminho, ordenou o Comandante interino do posto, na altura, tiros para o ar, mas nem assim os rapazes desistiram de fazer o habitual caminho da ronda. Como não se intimidaram face a estes tiros, nova ordem, desta vez, em direcção ao grupo da ronda, caindo quatro rapazes, seguindo-se a debandada de todos os outros, em direcção às suas casas, com mais alguns feridos.<br />
No Largo do Sagrado amontoaram-se os corpos dos atingidos, verificando-se que três deles tiveram morte imediata, com um quarto a ser transportado mais tarde, ainda com vida, para o Hospital da Guarda, vindo aqui a falecer.<br />
Temendo a reacção do povo, as autoridades presentes, em número reduzido, tiveram que pedir reforços ao Soito e Sabugal. Chegados os primeiros reforços, toda a povoação foi vasculhada, no dizer de um dos rapazes, que relatou estes pormenores, procurando as autoridades, por tudo o que era sítio, palheiros, «paranhos» e até as «cortelhas» dos porcos foram vistoriadas, na tentativa de encontrar mais algum dos jovens da ronda.<br />
Ainda o sol não raiava, quando um inofensivo pastor, que nada tinha a ver com a ronda, nem era natural de Aldeia, mas que por lá trabalhava, fazia-se ao caminho, em direcção ao gado, sendo confundido, lamentavelmente, com os resistentes à autoridade, foi barbaramente abatido, contabilizando-se assim, a quinta vitima mortal, sem que para nada tivesse contribuído, apenas seguia apressado, para o seu dia normal de trabalho no campo, junto ao rebanho.<br />
Os que escaparam com vida foram chegando a suas casas amedrontados com este acontecimento, que deixou o povo consternado, temendo ser reconhecidos e receando sofrer ainda, alguma eventual represália.<br />
Com a chegada de mais reforços, verificou-se um grande aparato de militares a pé e a cavalo, o caso não era para menos, não deixando ninguém aproximar-se dos corpos, prostrados no chão, mantendo o povo a uma distância considerável, que tinha acorrido em peso, ao local da tragédia, pelo nascer daquele dia fatídico.<br />
Este longínquo episódio sangrento serve para aferir a importância das tradições na nossa Aldeia, para quem estes costumes eram demasiado caros, bem como a sua preservação, podendo levar a consequências extremas, como viria de facto a acontecer.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (9)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4119</link>
<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 23:15:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt.wordpress.com/2008/04/18/antigo-colegio-de-aldeia-da-ponte-9/</guid>
<description><![CDATA[– Considerações finais – Quando iniciei os escritos sobre o Colégio tive como primeira inten]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>– Considerações finais – Quando iniciei os escritos sobre o Colégio tive como primeira intenção, recordar alguns passos da sua história, ainda que superficial, como referi na altura.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='5' width='75' height='100' />À medida que fui avançando, também fiquei impressionado, ao recordar algumas das suas peripécias, passadas há muitos anos, muitas outras mais haverá, ainda com grande interesse, mas ficando com uma sensação de algum vazio, ao contemplar o Colégio, de cada vez que nos deslocamos a Aldeia da Ponte.<br />
Para além de todos os factos relatados, é com alguma pena, que verificamos o estado da Igreja, sendo um sentimento partilhado por muitos conterrâneos, que veriam com bons olhos a sua recuperação, cuja degradação poderá vir a constituir um perigo para as casas vizinhas, em caso de uma derrocada, que não se deseja, para bem do património do Colégio e da nossa Aldeia.<br />
Os monumentos, como todas as construções não são eternas, como é fácil perceber, precisam de manutenções ou reparações, que se impõem, devido ao desgaste, ao longo dos tempos. Se, se deixarem degradar e não se acudirem, um dia, poderão desabar. Está neste caso o telhado da Igreja, que ameaça vir abaixo. Quando isso acontecer, vamos contemplar, da nova estrada, uma imagem nada consentânea com a beleza da nossa Aldeia, tornando-a menos atractiva com esta vista menos boa.<br />
Nada nos move contra ninguém, nem podia ser de outro modo, a não ser deixar aqui o meu contributo, ainda que modesto, para um melhor conhecimento da história antiga e alguma mais recente do Colégio, no sentido de apelar a um esforço, dando visibilidade a este assunto, no sentido de se encontrar uma solução, que honre todas as partes envolvidas.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/04/ec-colegioap02a.jpg" alt="Antigo Colégio de Aldeia da Ponte" align='left' hspace='5' width="175" height="233" class="wp-image-4125" />O único interesse, como o de muitos outros, é meramente, chamar a atenção para a realidade do Colégio, sem subterfúgios de ordem nenhuma, tentando que estes escritos sirvam para sensibilizar as famílias que detêm a Igreja, caso tenham oportunidade de os ler, esperando algum eventual acolhimento ou abertura, que estará sempre dependente dos proprietários, como é bom de ver. Estes são a parte mais importante, pois são os detentores do espaço.<br />
Em 2002, com a construção dos Balneários no Vale, existindo aqui um amplo espaço, onde muitas realizações festivas e convívios se efectuam ao longo de todo o ano, talvez se tenham arrefecido os anseios da recuperação da Igreja do Colégio, a manter-se os factores anteriormente descritos, entre os quais, o preço solicitado, considerado demasiado alto, pela Junta de Freguesia.<br />
Aldeia da Ponte já demonstrou, por todas as obras novas e outras recuperações efectuadas, que é bem capaz de levar a bom porto, mais uma recuperação, que face à sua grandiosidade, poderá exigir um esforço hercúleo, nada que não se possa resolver ou amedronte a nossa Aldeia, caso se proporcione a oportunidade, haja alguma boa vontade e permissão de quem de direito.<br />
Depois de várias dissertações sobre o Colégio, aqui expostas, damos por findo, por agora, esta viagem em torno de um emblemático monumento de Aldeia da Ponte e do Concelho de Sabugal, que mexeu um pouco com toda a nossa região, já lá vão mais de cem anos.<br />
As gerações futuras, dificilmente entenderão, como não houve capacidade para se encontrar uma solução para o Colégio, ao longo do século passado, podendo acontecer uma catástrofe, mais ano menos ano, com uma eventual derrocada, fazendo desaparecer uma parte importante da história da nossa Aldeia.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[A Capeia Arraiana em Lisboa]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4004</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 23:43:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt.wordpress.com/2008/04/11/a-capeia-arraiana-em-lisboa/</guid>
<description><![CDATA[Decorria o ano de 1978, quando teve lugar a primeira Capeia Arraiana em Lisboa, mais concretamente, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Decorria o ano de 1978, quando teve lugar a primeira Capeia Arraiana em Lisboa, mais concretamente, na Praça de Touros do Campo Pequeno, sedeada em plena Capital.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Nunca antes se tinha feito algo no género, isto é, transportar a Capeia para fora do seu habitat natural, que é a região arraiana, nas terras de Riba Côa.<br />
Entre a primeira Capeia e a XXIX, realizada em 2006, em Sobral de Monte Agraço, passaram longos 30 anos, plenos de muitas recordações com magnificas Capeias realizadas, a maior parte delas no Campo Pequeno, com incursões por Cascais, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Moita e Paio Pires, não esquecendo algumas exibições do Forcão em Arruda dos Vinhos e Santarém, fora das realizações da tradicional Capeia Arraiana anual, que a Casa do Concelho de Sabugal levou a efeito.<br />
O Campo Pequeno tornou-se assim o palco privilegiado, ano após ano, onde decorriam grandes espectáculos do Forcão, precedidos do passear da Praça com os rapazes bem aprumados, acompanhados por algumas Bandas Filarmónicas, Grupos de Ranchos e os Bombeiros Voluntários do Sabugal e Soito, previamente convidados para a Capeia, pedindo-se a Praça a Sua Ex.ª o Sr. Presidente da Câmara do Sabugal, ou outra personalidade, na sua ausência.<br />
A azáfama começava pela manhã bem cedo, com os preparativos do Campo Pequeno, a montagem do Forcão, a chegada dos Touros, os convidados, os Bombeiros, o Rancho Folclórico e a Banda de Música, seguindo-se o almoço na Casa, ou nas imediações do Praça de Touros.<br />
Alguns anos, foram incluídos Passeios, acompanhados pela rapaziada em fila, Banda de Música, Rancho Folclórico e os Bombeiros, numa manifestação espectacular ao longo da Avenida João XXI, saindo da sede da Casa, no Areeiro, até ao Campo Pequeno, fazendo parar o trânsito, seguindo-se uma volta exterior na Praça de Touros, entrando todo o cortejo de seguida na dita, num ambiente indescritível de grande fervor arraiano. Só visto e vivido, pois as palavras são curtas para esta manifestação.<br />
O pessoal arraiano, residindo na grande Lisboa, acrescido de muitos que se deslocavam do Concelho, de propósito para este grande acontecimento, dava seguimento assim à Capeia, oriunda da Raia, dando outro colorido à Festa que iria decorrer pela tarde, logo após o Passeio e o Pedido da Praça, tal e qual como acontecia na Raia, em qualquer povoação, com o pormenor de nunca se ter efectuado a cavalo, pois também não havia «Encerro», seguindo-se brilhantes faenas, que culminavam com o agarrar os touros em plena arena, numa demonstração de valentia e coragem, já por demais reconhecida e elogiada, sendo os nossos jovens e menos jovens, merecedores de fortes aplausos, de assistências consideráveis.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/04/ec-capeialisboa.gif" align='right' hspace='1' width='225' height='160' class="wp-image-4005" />Pela noite, acabada a Capeia, a festa continuava nas imediações da Praça, num grande ambiente, nada ficando a dever à Raia, antes pelo contrário, numa animação com baile também, acrescido de muitos petiscos e bebidas, principalmente as morcelas e chouriças, que vinham lá do Concelho, desembocando no Campo Pequeno, proporcionando a Casa os assadores, para todos se refastelarem com estes pitéus inigualáveis. Ai que saudades!...<br />
Francisco Engrácia, natural de Vila Boa, falecido em Junho de 2003, foi um dos principais impulsionadores do lançamento da Capeia em Lisboa, deixando um vácuo difícil de preencher, por tudo o que representou na divulgação da cultura da Raia, ao introduzir a Capeia Arraiana na grande região de Lisboa há, sensivelmente, 30 anos.<br />
A sua ligação à Casa do Concelho de Sabugal, desde a sua fundação, aliado aos múltiplos conhecimentos, que dispunha nos diversos círculos da sociedade Lisboeta, sendo bem secundado por alguns arraianos, levou a que se efectuasse a Capeia no Campo Pequeno, coisa impensável nos tempos que corriam. Mas o Chico, era assim que o tratávamos, não desarmou e, derivado à sua capacidade e perseverança, conseguiu os seus intentos, tornando a Capeia do Campo Pequeno, todos os anos, num dos principais pontos de convergência da nossa gente da Raia, residindo na grande Lisboa.<br />
É mais que justo e merecido reconhecer os seus méritos, por todo o seu contributo desinteressado, tanto no arranque, como ao longo dos muitos anos, cuja ligação à Casa e ao Concelho de Sabugal é por demais conhecido, contribuindo para resolver inúmeros problemas, que surgiam numa altura, em que a Casa dava os primeiros passos na Capital, acolhendo mais uma Associação, que continua a prestigiar o Concelho de Sabugal e a Raia, ao longo de mais de três décadas, onde as actividades foram consideráveis e diversificadas.<br />
No regresso à espectacular Praça de Touros do Campo Pequeno, «o Chico vai estar presente em pensamento», pois ficará sempre ligado à história da Capeia em Lisboa, numa moderna e magnificamente renovada, principal Praça de Touros do País. Para muitos, será uma oportunidade de conhecer as novas instalações da Praça.<br />
A Capeia em Lisboa tem servido, assim, ao longo dos tempos, para promover a cultura e tradição do Concelho de Sabugal, levando a nossa região a ser falada e escrita em diversos jornais e inclusive a ser tema de reportagem televisiva nos diversos noticiários.<br />
Marque já na sua agenda: Capeia Arraiana no dia 31 de Maio de 2008, às 17 horas, na renovada Praça de Touros do Campo Pequeno.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (8)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=3947</link>
<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 23:15:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Aqui há uns anos atrás, Aldeia da Ponte não tinha um espaço, digno deste nome, para a realizaç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Aqui há uns anos atrás, Aldeia da Ponte não tinha um espaço, digno deste nome, para a realização de algumas actividades, sejam culturais, festivas ou outras, de modo a poder corresponder aos anseios de toda uma população, sendo que a criação de um grande salão amplo, permitiria uma resposta condigna ao desenvolvimento de todos estes eventos.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Devido à existência da Igreja do Colégio, ainda que privada, por força da arrematação, seria, porventura, este o sitio ideal para a concretização deste anseio da população, alicerçado na sua grandiosidade, aproveitando-se, ao mesmo tempo, para revitalizar este templo, que foi querido, há muitos anos, para a nossa Aldeia.<br />
Em tempos, relativamente recentes, foram feitas algumas abordagens, no sentido apenas da recuperação da Igreja do Colégio, pela anterior Junta de Freguesia.<br />
Segundo consta, a Igreja do Colégio é pertença de três famílias, tendo duas destas, manifestado a intenção de doar a sua parte à Junta de Freguesia. Com a restante família, ainda não houve oportunidade de se chegar a um acordo, apesar de alguns contactos, bem como de um grupo de pessoas da nossa Aldeia, que manteve uma reunião com um dos representantes da família, propondo este, no ano de 2000, a venda dos bens do Colégio, onde se inclui a casa, bem como a sua parte na Igreja, por um valor de 125.000 euros, o equivalente a 25.000 contos na moeda antiga, considerando a Junta de Freguesia, este valor incomportável para as suas possibilidades.<br />
Segundo informações recolhidas, de referir ainda, que dos cinco membros da família, apenas um deles, terá já manifestado a sua vontade, em doar a sua parte na Igreja à Junta de Freguesia, tal como as duas famílias, acima mencionadas.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/04/ap-colegio11a.jpg' alt='Colégio de Aldeia da Ponte' align='right' hspace='1' width='225' height='125' />O ideal seria conseguir-se um acordo semelhante com os restantes quatro membros desta família, apelando à sua boa vontade, no sentido de se poder recuperar e preservar este monumento histórico da Igreja do Colégio, que aos antigos, encheu de orgulho, há mais de um século, muito contribuindo para isso também, todo o povo, com a ajuda e entusiasmo, despendidos na sua construção, naquela época, conforme referimos num escrito anterior.<br />
Seria um gesto nobre e gratificante, que honraria, seguramente, os detentores da Igreja e os nossos antepassados, orgulhosos da grandiosa obra, permitindo a recuperação deste belo e altivo monumento, contribuindo para o enriquecimento da historia de Aldeia da Ponte.<br />
Para a Junta de Freguesia, seja ela qual for, face às suas parcas receitas, será uma dificuldade acrescida, conseguir o financiamento para a compra, restando ainda toda a recuperação, que atingirá, por certo, valores bem altos e difíceis, face à sua capacidade financeira, a qual só será possível, mediante uma candidatura a fundos oficiais, através da Câmara Municipal, ou outros Organismos, que à partida, poderá não se afigurar fácil, de todo.<br />
De salientar, que desde a sua arrematação por particulares em 1922, foram as casas do Colégio habitadas por várias famílias, que para o efeito, as foram adquirindo, mantendo-se hoje, em estado de ser habitadas, depois de alguns melhoramentos efectuados pelas mesmas, com a excepção da casa acima referida, que a família detentora propôs vender, mantendo-se há largos anos desabitada.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (7)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/03/21/antigo-colegio-de-aldeia-da-ponte-7-2/</link>
<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 00:15:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Reportada que foi, nestes escritos, uma grande parte da vida do Colégio, com a sua actividade inten]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Reportada que foi, nestes escritos, uma grande parte da vida do Colégio, com a sua actividade intensa, no final e inicio dos últimos dois séculos, apenas mais umas poucas considerações sobre a sua utilidade, depois do encerramento.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='5' width='75' height='100' />Para quem viveu na rua do Colégio, enquanto foi totalmente habitado pelas famílias que o arremataram, ou outras posteriores, com a sua altaneira e imponente Igreja transformada em palheiro, servindo para as famílias detentoras deste espaço arrecadarem os animais, a palha ou outras alfaias agrícolas, enfim tudo o que era necessário, pois espaço era coisa que abundava numa Igreja com aquele tamanho todo.<br />
Franqueámos, inúmeras vezes, as suas grandiosas e trabalhadas portas de madeira, na nossa juventude, pois vivemos mesmo na sua frente, pertencendo a um número de privilegiados, que mantivemos alguma facilidade na sua entrada, devido às relações de amizade, boa vizinhança e contacto diário com a família, detentora da maior parte da Igreja.<br />
Muitos serões passámos no quentinho da Igreja, seja em amena cavaqueira típica das noites, seja no ajudar a arrumar as «fachas» de palha ou feno para os animais, bem como outras tarefas que por lá ocorriam, como a feitura de aguardente caseira na Alquitarra, durante a noite, acompanhando com alguns petiscos, que tivemos oportunidade de saborear, assados na brasa, enquanto a aguardente se ia formando.<br />
Aquele edifício, com a sua altivez, exercia um fascínio difícil de explicar na pequenada, que por ali morava, não sendo muito perceptível para todos nós, enquanto canalha miúda, compreender como foi possível o aparecimento deste monumento, que apesar de ter sido encerrado na primeira década de 1900, registou ainda alguma utilidade e vida, depois da arrematação em hasta pública em 1922, servindo os últimos moradores com pertença da Igreja, que a foram mantendo activa para as suas necessidades, embora com uma tarefa bem diferente, para a qual foi erigida.<br />
<img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/04/ec-colegioap01a.jpg" alt="Colégio de Aldeia da Ponte" align='left' hspace='10' width="175" height="219" class="wp-image-4124" />Como o telhado nunca teve uma grande reparação, apenas um ou outro retoque e, devido às infiltrações, era visível, nos dois cantos da frente, a deterioração que na década de 50 já existia na Igreja, ainda sem perigo aparente, para quem lá entrasse, pois estes dois cantos estiveram sempre protegidos, não fosse alguma telha ou madeira vir por ali abaixo, causando algum dissabor.<br />
Antes de abordar algumas considerações sobre uma eventual recuperação, dependendo da vontade dos detentores da Igreja, num artigo próximo, uma referência para a imensa vida no grande forro do telhado, servindo de refúgio a várias aves, pois aqui tiveram protecção e sossego, principalmente as pombas, fazendo neste local um autêntico pombal com os seus ninhos, por muitos anos, complementada com o altaneiro ninho das cegonhas, chegando a existir dois.<br />
Todas as Primaveras, as cegonhas ali arribavam para a criação, frequentando as «charcas» das redondezas, onde recolhiam os alimentos para criar os filhotes cegonhos.<br />
Deduzidas as novas atribuições agrícolas e, à falta de melhor, o edifício da Igreja também serviu, como acabamos de referir, de poiso para muitas aves, transmitindo-lhe alguma visibilidade no regresso das cegonhas, com o matraquear característico e inconfundível dos seus longos bicos.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (6)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=3690</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 00:15:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Com a fundação do Colégio e a passagem de todos os Frades por Aldeia da Ponte e por toda esta vas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Com a fundação do Colégio e a passagem de todos os Frades por Aldeia da Ponte e por toda esta vasta região, ficaram lançadas as sementes, redundando em algum aproveitamento para as Ordens Religiosas, pois daqui nasceram muitas vocações para a missionação e a religião, iniciando-se com o envio de cerca de 12 pessoas, no ano de 1900, para Segóvia, um dos centros da Ordem dos Claretianos, em Espanha.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Derivado às acções e ensinamentos dos Frades, durante os anos seguintes ao encerramento do Colégio, as vocações religiosas multiplicaram-se, levando inúmeras pessoas a frequentar as diversas casas das Ordens, dedicando muita da sua vida ao serviço pastoral e bem-estar dos outros, formando-se inúmeros Padres, Irmãos e Freiras, de que Aldeia da Ponte é exemplo, demandando por esse país fora, sempre que solicitados, não só para a evangelização, como para socorrer os necessitados, onde quer que fosse preciso.<br />
Abundam por demais os exemplos, que se podem apontar, pelas aldeias arraianas, em que nas últimas cinco ou seis décadas era usual, os jovens seguirem a sua vida escolar no seminário, à procura da vocação, fruto também da falta de recursos. As nossas terras não eram ricas por aí além, sempre foi muito difícil para os nossos antepassados, criando famílias numerosas, mesmo assim, concluindo, alguns deles, a ordenação sacerdotal, enquanto muitos outros saíram beneficiados pelos estudos, preparando-os e ajudando-os a enfrentar melhor o futuro.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/03/ap-colegio09.jpg' alt='Colégio de Aldeia da Ponte' align='right' hspace='1' width='150' height='235' />Quem viveu na longínqua época do Colégio de Aldeia da Ponte beneficiou, seguramente, de uma aprendizagem, inacessível a tantos outros, pois estabelecimentos de ensino não existiam muitos nesta região, sendo a sua criação uma tarefa complicada, bem como a disponibilidade financeira das famílias para dar formação aos filhos, como constatámos ao longo destes escritos.<br />
Contando com uma história rica e bem mais vasta, sucintamente, fica retratado, ainda que um pouco superficialmente, o encerramento prematuro do Colégio, bem como a passagem dos Frades por Aldeia da Ponte, penalizando toda uma imensa região das Beiras, com o final destas acções e os seus ensinamentos, cujos prejuízos nunca poderão ser avaliados nem quantificados.<br />
Apesar das muitas vicissitudes e outras tantas histórias reportadas aos Frades e ao Colégio, algo de extraordinário, emotivo e benéfico, aconteceu na nossa terra, naquela época, que deve ser relevado e recordado como merece.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (5)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=3604</link>
<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 00:10:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[O ensino escolar, nesta nova fase, funcionou desde 1901 até ao ano lectivo de 1906/07, quando foram]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>O ensino escolar, nesta nova fase, funcionou desde 1901 até ao ano lectivo de 1906/07, quando foram extintos o ensino oficial e o Seminário no Colégio.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='5' width='75' height='100' />A partir daqui começaram os problemas no Colégio, derivado à situação politica instável, agravando-se mais tarde, com o assassinato do Rei D. Carlos em 1 de Fevereiro de 1908, tornando-se difícil às Ordens religiosas exercerem a sua actividade, sendo inspeccionadas, várias vezes, pelos serviços do Reino, no sentido de verificar os seus registos e respectivos livros de contas.<br />
Pairou por muitos anos a informação, que o Colégio teria cessado a actividade com a implantação da República, mas o que é um facto, é que foi encerrado, definitivamente, em 12 de Setembro de 1910, por ordem do Governo do Reino, um mês antes da proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 e depois da realização de dois inquéritos. O primeiro no ano de 1908, acrescido de um outro, já próximo do encerramento, chegando os inquiridores à conclusão, que se desviou dos objectivos e dos fins legais para que tinha sido criado, deixando de cumprir as suas obrigações, consignadas nos Estatutos, ficando reduzido a uma casa de missionários espanhóis da Companhia de Jesus, não tendo existência legal no País.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/03/ap-colegio01a.jpg' alt='Colégio de Aldeia da Ponte' align='left' hspace='8' width='225' height='200' />A má vontade contra o Colégio e os Frades já se pressentia no ar por demais, nesta altura de grande instabilidade, anterior à Republica, sofrendo uma campanha terrível na imprensa, apelidada até de miserável, levando ao resultado que se conhece, o fecho das suas portas.<br />
Para esta situação extrema de conflito, envolvendo o Colégio, contribuíram alguns jornais nacionais, destacando-se neste papel, o antigo jornal «O Século», publicando vários artigos ofensivos, alguns na primeira página, reportando toda a actividade dos Frades espanhóis em Aldeia da Ponte, acusando-os de vários ilícitos, entre os quais, o contrabando, a caça de missas, bem como negociatas duvidosas e os diversos peditórios por tudo e por nada, abusando da boa vontade do povo, sobrecarregando-o com estas praticas.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/03/ap-colegio02a.jpg' alt='Colégio de Aldeia da Ponte' align='left' hspace='8' width='200' height='264' />Consumada a expulsão dos Frades espanhóis do Colégio, foi este confiscado e selado pelas autoridades, tendo o novo poder delegado ao Governo Civil, o arrolamento geral de todos os bens, até que se decidisse o seu destino futuro, procedendo-se a uma arrematação em hasta pública, anos mais tarde, por altura do ano de 1922, durando até aos nossos dias, com vários proprietários, como é sabido.<br />
A despedida dos Frades de Aldeia da Ponte causou desconforto e lágrimas, misturadas com alguma mágoa e dor em todo o povo, pois por todos eram benquistos, apesar de tudo o que se publicava nos jornais da época, sendo preciso forças de segurança reforçadas, para levarem a efeito esta medida, verificando-se uma resistência assinalável, com algumas prisões, como consequência deste destemido acto, dos habitantes da nossa terra.<br />
Perdeu Aldeia da Ponte e toda a comunidade das Beiras, depois do abastado trabalho dos seus mentores e de toda a ajuda do povo na construção deste monumento, que foi fundamental e útil a muitos antepassados, durante quase duas dezenas de anos, de 1892 até 1910, contribuindo para uma melhor formação, que sem a existência do Colégio, não seria possível, como se pode facilmente depreender.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (4)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/02/29/antigo-colegio-de-aldeia-da-ponte-4/</link>
<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 02:31:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[A actividade da Ordem dos Frades Claretianos centralizava-se, fundamentalmente, na evangelização e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>A actividade da Ordem dos Frades Claretianos centralizava-se, fundamentalmente, na evangelização e no ensino, considerado muito importante, conseguindo-se assim angariar vocações para a Ordem, ao contrário da anterior Ordem Hospitaleira de S. João de Deus.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='5' width='75' height='100' />Como referimos no escrito anterior, a actividade dos Frades Claretianos, também conhecidos por Marianos, iniciou-se no princípio do ano de 1898, devido à intermediação de Bento Menni contactando os Irmãos desta Ordem que já exerciam a sua actividade nesta zona espanhola, bem próximo da fronteira.<br />
Iniciadas as negociações para a passagem do Colégio para esta Ordem, chegou-se a um entendimento em relação aos bens móveis e ao edifício, comprometendo-se a nova Ordem, a ficar com as dívidas já existentes, formalizando-se a escritura no início de Janeiro deste ano, embora a sua chegada a Aldeia da Ponte para tomar conta do Colégio tenha sido em Maio.<br />
Depois de cumpridas todas as formalidades, os novos Frades, todos espanhóis, foram recebidos de braços abertos e em clima de festa pelo povo, ao som da Banda de Música de Aldeia da Ponte, composta por cerca de vinte e dois elementos, que ao tempo já existia, conforme abordei num escrito recente.<br />
Devido à situação politica actual e, como a vida não era nada fácil para as Ordens Religiosas em Portugal, foram aconselhados a serem moderados e a usarem os mesmos hábitos dos demais religiosos. A entrada dos novos Frades contou também com o apoio do Sr. Bispo da Guarda, D. Tomás de Almeida, que já autorizara a ida dos Irmãos de S. João de Deus para o Colégio.<br />
Em 1901, as Congregações Religiosas que se dedicavam ao ensino, beneficência ou outras, foram obrigadas a legalizar-se, constituindo estatutos apropriados, sendo encerradas as que não obedecessem ao decreto-lei, que assim o determinava.<br />
Os Frades espanhóis assim o fizeram, apresentando em Abril, uns primeiros estatutos improvisados, tentando convencer as autoridades, respondendo estas, com uma reacção demasiado enérgica, que poderia ter sido fatal para a Ordem, sendo todos expulsos para Espanha.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/02/ec-colegioap01.gif' alt='Antigo Colégio de Aldeia da Ponte' align='left' hspace='5' width='225' height='160' />Passado pouco tempo, surgiram mudanças no Concelho de Sabugal e, contando com o apoio do Governador Civil da Guarda, nesta situação mais favorável, foram apresentados novos Estatutos da Associação do Colégio, contendo 18 artigos, que viriam a ser aprovados meses mais tarde, em Outubro desse ano. O Colégio conseguiu, com este passo, ficar assim dentro da lei, continuando a sua missão em Aldeia da Ponte, com novos Frades espanhóis, condição imposta pelo Governo Civil, não permitindo o regresso dos anteriores, sendo todos substituídos, prosseguindo e alargando a sua acção por toda esta região.<br />
Com a morte de D. Tomás de Almeida em 1903, sucede-lhe como novo Bispo da Guarda, D. Manuel Vieira de Matos, que igualmente, lhe concede a sua protecção e apoio, ao mesmo tempo que estabelece ali uma extensão do Seminário da Guarda.<br />
Conforme determinavam os estatutos, o Colégio passa a funcionar como estabelecimento escolar, contemplando o ensino oficial, primário e secundário, aproveitando os Frades para ministrar também o apostolado, chegando a ser frequentada por cerca de 200 alunos, onde se estudavam as diferentes disciplinas, como o Latim, Português, Francês, Literatura, Filosofia, Matemática e Ciências Naturais, recorrendo-se também a aulas nocturnas. Mediante o ensino destas disciplinas e com bons professores, alguns até da nossa região, o Colégio foi determinante para o grau de conhecimentos adquiridos, contribuindo para a elevação do nível cultural de quem teve a oportunidade de passar por Aldeia da Ponte, naquela época longínqua.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<item>
<title><![CDATA[III Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/02/22/3499/</link>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 00:15:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt.wordpress.com/2008/02/22/3499/</guid>
<description><![CDATA[Este é o terceiro ano consecutivo que a A.J.P. – Associação da Juventude Pontense leva a efeito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Este é o terceiro ano consecutivo que a A.J.P. – Associação da Juventude Pontense leva a efeito a organização na Páscoa da Capeia com Encerro, na Praça de Touros de Aldeia da Ponte.  A festa está marcada para o sábado de Páscoa, que este ano calha a 22 de Março, com touros do amigo Romeu de Aldeia Velha.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Como é habitual, as Capeias da Páscoa vão dando seguimento à tradição, que teve início há uns poucos de anos, as mais antigas com os objectivos de todos conhecidos.<br />
As organizadas pela A.J.P.–Associação Juventude Pontense vão mantendo viva a tradição, mas é preciso que todos se consciencializem, que não basta os jovens quererem, é preciso algo mais, que é a nossa compreensão e ajuda, pois os trabalhos e as canseiras são mais que muitas, para se levar o barco a bom porto, como soi dizer-se.<br />
A festa é bem bonita e o convívio entre a nossa malta, bem como dos que nos visitam, é merecedor de todo este espectáculo, em redor da Capeia.<br />
A Capeia da Páscoa já ganhou um lugar nas realizações da raia sabugalense, por mérito próprio, sendo merecedora da presença dos arraianos e muitos outros a quem o bichinho morde, quando se aproximam estas faenas.<br />
Lá mais para a noitinha, a continuação da festa, jogando mais alguma conversa fora, como de costume, acompanhado de um copo, como é bem normal na nossa malta, comentando-se, mais uma vez, as peripécias da Capeia e do Encerro.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/02/ap-capeiapascoa.gif' alt='Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte' align='right' hspace='1' width='225' height='160' />A Associação dos Jovens de Aldeia da Ponte vai calcorreando o seu caminho, apesar de algumas criticas de quem nada faz, mas é sempre assim, os que nada fazem, o único prazer que têm é deitar abaixo os outros. Vale mais fazer algo, ainda que com erros ou algumas insuficiências, ninguém é perfeito, mas que vai contribuindo para que a nossa Aldeia vá tendo algum movimento, que bem preciso é, em certas e determinadas alturas do ano, pelo menos nessas, já que em outras alturas não se proporciona tanto, em que é necessário dar algum reboliço nas nossas gentes e nos amigos das outras Aldeias, que também já não dispensam esta realização, também eles contribuindo para animar esta época, assim como muitos de nós não dispensamos os espectáculos nas suas Aldeias. Está entranhado no sangue, pouco ou nada haverá a fazer. O pessoal da raia, a grande maioria, felizmente, é assim que convive mais assiduamente, avivando cada vez mais as nossas tradições antigas.<br />
A Páscoa de 2008 promete mais algumas sensações bem especiais na Raia, especialmente na nossa Aldeia.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (2)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/02/08/3361/</link>
<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 00:15:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Colégio foi mandado construir pelo Dr. Francisco Grainha, da Covilhã, antes de 1891, com a ajuda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>O Colégio foi mandado construir pelo Dr. Francisco Grainha, da Covilhã, antes de 1891, com a ajuda de um benemérito de Castelo Branco, o Sr. Pedro Pina, que lhe disponibilizou cerca de 80 contos de reis, com a grande ajuda e colaboração do povo de Aldeia da Ponte despendendo muito trabalho, doando materiais, como madeira, carretos de pedra, essenciais para a sua construção, acrescido de tudo o que o Colégio necessitou, nada foi regateado pela população, que se prestou com o que pode, para a construção do magnífico edifício.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='5' width='75' height='100' />A Ordem Hospitaleira de S. João de Deus iniciou a sua actividade em Granada, Espanha, em 1538, tendo origem na acção e exemplo de vida do seu fundador, implementando uma nova maneira de tratar e acolher os pobres, os doentes e os necessitados. Em Portugal, tem início pelo ano de 1606, em Montemor-o-Novo, precisamente a terra natal do seu fundador, tendo comemorado em 2006, os seus 400 anos de presença no nosso país. Devido a questões políticas, com algumas perseguições pelo meio, fez com que a Ordem fosse obrigada a algumas interrupções, tanto em Espanha como em Portugal.<br />
O Papa Pio IX pediu então ao Padre Bento Menni para restabelecer a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus na Península Ibérica, iniciando estas funções em Espanha, por altura de 1867, vindo mais tarde para o nosso país, em 1890, começando por tomar conta do Hospício de Santa Marta, em Lisboa.<br />
Passado algum tempo e, devido à boa aceitação que a Ordem Hospitaleira estava a ter em Lisboa, Bento Menni pensou em criar novas fundações, mas os recursos eram diminutos, acrescido do facto de ainda ter poucos Irmãos portugueses.<br />
Numa passagem pela Covilhã, o Reverendo Dr. Francisco Grainha desta localidade, propôs a Bento Menni para se encarregar de uma casa de beneficência, que pretendia criar em Aldeia da Ponte, comprometendo-se, ainda, a entregar-lhe uma importância, em dinheiro, no valor de 40 libras anuais, para as despesas desta casa, que seria doada à Ordem Hospitaleira, para recolher e cuidar de meninos desamparados, órfãos e aleijados pobres.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/02/ap-colegio1.gif' alt='Colégio de Aldeia da Ponte' align='left' hspace='8' width='200' height='150' />Em função desta generosa oferta, Bento Menni escreve uma carta ao Sr. Bispo da Guarda, D. Tomás Gomes de Almeida, em Janeiro de 1892, solicitando a sua autorização para instalar uma comunidade desta Ordem Hospitaleira em Aldeia da Ponte.<br />
D. Tomás de Almeida respondeu que apoiava a iniciativa e concedia a sua autorização com muito gosto e de viva voz, não a dando por escrito, atendendo às circunstâncias dos tempos actuais. Alguma contestação já existia, à época, contra as Ordens religiosas e a situação do Reino não era propicia a grandes comprometimentos.<br />
Segue-se um período de troca de correspondência entre Bento Menni e o Dr. Francisco Grainha, cedendo este, a quinta de Aldeia da Ponte à Ordem, pronta a funcionar, faltando apenas a conclusão da Igreja, que já existia, ainda em construção, com o fim exclusivo de ser destinada a obra de benemerência.<br />
Em meados desse mesmo ano de 1892 teve início a actividade dos irmãos de S. João de Deus em Aldeia da Ponte, mas passado pouco tempo, o Colégio sofreu um revés, que foi uma multa de 1 conto de reis aplicada devido ao sub-avaliamento do edifício do Colégio, multa essa que viria a ser perdoada, pagando-se apenas os 10% desse valor, como determinava a lei, a pedido do padre Bento Menni, que para isso se deslocou a Lisboa, apelando aos bons serviços da Rainha D. Amélia, que confiava e reconhecia as boas causas da Ordem de S. João de Deus, no apoio aos pobres e desamparados.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Antigo Colégio de Aldeia da Ponte (1)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=3328</link>
<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 00:08:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>estevescarreirinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ao abordar este tema do Colégio, não é minha intenção criar problemas ou situações do género]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Ao abordar este tema do Colégio, não é minha intenção criar problemas ou situações do género, antes facultar alguma informação, ainda que superficial do Colégio, reforçando o conhecimento de uma instituição que foi merecedora de algum crédito, presumindo que não tenha sido muito fácil a sua criação, com estatutos próprios e aprovados em 1901, com a designação de Estatutos do Colégio de Aldeia da Ponte.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />O Colégio de Aldeia da Ponte desenvolveu um meritório trabalho, especialmente na recolha de crianças órfãs e desamparadas, bem como na educação e saber da nossa região, proporcionada pelos frades portugueses e espanhóis.<br />
Nasci e cresci mesmo em frente ao Colégio antigo de Aldeia da Ponte, hoje com algumas casas em ruínas, outras recuperadas e habitadas, bem como a sua bela e altiva Igreja, transformada em palheiro depois do encerramento, na rua com o mesmo nome.<br />
Toda a minha meninice e juventude foi passada paredes-meias com o Colégio, ainda era totalmente habitado por várias famílias.<br />
Em Aldeia da Ponte há alguns especialistas na pesquisa de todo o historial desta instituição, construída há dois séculos atrás, servindo também como um centro escolar, onde os Frades espanhóis ministravam um ensino de qualidade.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/02/ap-colegio.gif' alt='Colégio de Aldeia da Ponte' align='right' hspace='1' width='150' height='238' />Segundo relatos de quem conheceu a realidade do Colégio, começou por ser uma casa de acolhimento de meninos abandonados, necessitados e pobres, sendo transformado também em estabelecimento escolar, onde muitos adquiriram conhecimentos que lhes foram úteis e favoráveis para a vida.<br />
Tal como acima referi, não serei a pessoa mais habilitada a escrever sobre a história do Colégio, que é muito rica, apenas referirei alguns aspectos gerais, que poderão conter algumas imprecisões, de que me penitencio.<br />
A estrutura do Colégio englobava todo o casario em torno da Igreja, bem como as terras situadas atrás, passando do alto da Santa Bárbara, denominada a Costa, onde os Frades cuidavam das suas culturas, entre as quais um afamado vinho, em que a Costa ou Encosta era, e ainda se mantém, como um dos melhores locais para a cultura da vinha e muitas outras, na nossa Aldeia, que os Frades cultivavam para consumo de todos os seus utentes.<br />
Hoje em dia, a Costa está a ficar apinhada de casas, expandindo-se a povoação para este local, com muitas casas de emigrantes, que apenas visitam a Aldeia por altura das férias.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Banda de música de Aldeia da Ponte]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/01/18/banda-de-musica-de-aldeia-da-ponte/</link>
<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 00:10:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>jclages</dc:creator>
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<description><![CDATA[No final do século XIX, aí por volta dos anos de 1890-1895, existiu em Aldeia da Ponte uma Banda d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>No final do século XIX, aí por volta dos anos de 1890-1895, existiu em Aldeia da Ponte uma Banda de Música, que percorria as redondezas, actuando nas festas religiosas, inclusive, com algumas incursões em Espanha.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='right' hspace='1' width='75' height='100' />Aldeia da Ponte teve a fortuna de ser dotada de variados artistas, que cultivavam a música, formando a tal banda, bastante conceituada e solicitada. Estamos em crer que não seria fácil, à época, mas o que é certo, é que a carolice, a vontade e a arte de uns quantos, levou por diante este agrupamento de artistas, representando a nossa Aldeia por tudo o que era sítio.<br />
Quando se deslocavam um pouco mais longe, sempre a pé, não havia carros, tinham que sair um ou dois dias antes, afim de chegarem a tempo de honrar o compromisso assumido. Pelo caminho, era uma paródia daquelas e, lá iam entrando nas tascas, petiscando e bebendo o seu copito, para ajudar a retemperar as energias, que bem precisas eram, pois alguns instrumentos exigiam grande esforço, como é bem sabido. Os músicos que o digam.<br />
Acontece que num belo dia de festa em Casillas de Flores, lá foram os nossos músicos, calcorreando o longo caminho de terra batida, para se apresentarem na tal dita cuja.<br />
Segundo relato dos mais antigos, a banda começou a tocar uma música religiosa, na igreja, mas depressa se desviou para uma outra música portuguesa, as Carvoeiras, muito em voga nessa altura, mandando às malvas a orientação do Maestro, para espanto dos espanhóis, que não queriam acreditar no que estavam a ouvir e a presenciar. O Maestro bem tentou corrigir este «desvio», mas qual quê, os músicos estavam embalados e, só a muito custo, lá os conseguiu parar. Furioso com este incidente e, para castigo, apenas escolheu uns poucos, para acompanharem a procissão religiosa.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/01/ec-bandamusica01a.jpg' alt='Banda de Música' align='right' hspace='1' width='225' height='150' />Decorria muito bem a procissão por «el pueblo de Casillas», quando já próximo da igreja, numa rua a descer, azar dos azares, um dos nossos amigos músicos da retaguarda tropeçou, caiu e, com a sua queda, arrastou quase todos os outros, fazendo perder a paciência aos espanhóis, que já tinham suportado a troca de músicas, no início da cerimónia, entornando-se o caldo e, foi um ver se te avias, toca de afugentar os nossos músicos em direcção a Portugal, à nossa Aldeia.<br />
Com mais um ou outro pormenor, assim ficou retratada a actuação da nossa Banda de Música, na ida a Casilhas de Flores.<br />
Esta é uma deliciosa história que aconteceu, fruto da irreverência dos jovens músicos, que para além da sua arte e sabedoria a tocar, eram danados para as brincadeiras, juntando farras e outras partidas, pese embora os nossos amigos espanhóis tenham ficado furiosos pois, nestas ocasiões de desventura onde algo não corre como o esperado, as más novas propagam-se depressa, como é habitual nos infortúnios.<br />
Este desgraçado episódio não serviu para manchar muitas outras actuações brilhantes dos afamados músicos de outrora, por onde tiveram a oportunidade de passear a sua arte de manusear os instrumentos. De contrário, logo se saberia, se mais alguma outra manifesta «desgraça» lhes tinha acontecido, o que abona, por demais, em favor da Banda de Música de Aldeia da Ponte de há dois séculos atrás.<br />
Tentaremos, caso seja possível, se mais lembranças dos nossos antigos surgirem, voltar à nossa Banda de Música com mais algum eventual episódio.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Raul da Casaca Azul – Alferes Piloto Aviador (2)]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/01/11/raul-da-casaca-azul-%e2%80%93-alferes-piloto-aviador-2/</link>
<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 10:20:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>jclages</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois de um primeiro escrito sobre o Alferes Piloto Aviador Raul Fernandes, que viria a falecer mui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Depois de um primeiro escrito sobre o Alferes Piloto Aviador Raul Fernandes, que viria a falecer muito jovem, devido à queda da avioneta que pilotava, damos à estampa, desta vez, mais alguns factos recolhidos recentemente.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.files.wordpress.com/2007/03/estevescarreirinha01b.jpg' alt='Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia' align='left' hspace='5' width='75' height='100' />Em 1956 aterrou no Vale de Aldeia da Ponte, juntamente com um amigo, cada um em sua avioneta, dando a primazia ao convidado, tendo este estacionado a sua avioneta junto à estrada para Albergaria, seguindo-se a aterragem do nosso piloto, para gáudio de um Vale repleto de gente.<br />
A cada vinda do Raul da Casaca Azul, até da escola se fugia, para assistir às aterragens das avionetas, pois não era todos os dias, que se podia contemplar este espectáculo.<br />
Quando chegava ao Vale, acabadinho de aterrar, as forças da ordem de Aldeia, neste caso, a Guarda Fiscal, perfilavam-se à sua frente, em sinal de respeito, fazendo-lhe a continência, pois o nosso amigo aviador possuía a graduação de Alferes. Imobilizado o aparelho, em chão firme, dirigia-se ao seu encontro, cumprimentava-os, um a um, retirando a sua mão da continência, num gesto de grande humildade e simpatia, como que significando, que ali, na Aldeia, eram todos iguais, não interessando a patente de cada um, o que cativava tanto as autoridades, como os populares, que assistiam a esta, digamos assim, pequena cerimónia de cortesia e boas-vindas.<br />
<img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/01/ec-raul01a.jpg' alt='Raul da casaca azul - Foto retirada do livro «O passeio dos moços da Raia» de José Prata' align='left' hspace='5' width='175' height='247' />No dia do funeral, quando a urna saía de sua casa, para a última viagem em direcção ao cemitério, os céus de Aldeia da Ponte foram sobrevoados por umas quantas avionetas, alinhadas em formação, largando milhares de pétalas de rosas, em singela homenagem dos seus companheiros, despedindo-se, deste modo, do seu amigo Raul Fernandes, que por certo, estimavam e consideravam. Há quem me tenha confidenciado, que das avionetas foi lançada, ainda, uma carta, seria, porventura, uma missiva de condolências dos seus amigos aviadores, que se quiseram solidarizar com a família na sua dor.<br />
Passado algum tempo, uma bela donzela, presume-se a sua noiva, visitou o seu túmulo, derramando fartas lágrimas por um amor, abruptamente interrompido na plenitude de uma juventude, que ficou por viver pelo aviador Raul Fernandes.<br />
Para situarmos melhor a história do nosso Piloto Aviador, recordamos que tinha como irmãos a D. Branquinha, D. Belmira e Joaquim Fernandes, com a sua casa situada em frente ao antigo Colégio de A. Ponte, na rua de São Brás, mesmo ao lado da Capela deste Santo, conservando ainda a traça antiga depois de recuperada recentemente.<br />
<strong><em>«Ecos da Aldeia»,</strong> opinião de <strong>Esteves Carreirinha</em></strong></font><br><a href='mailto:estevescarreirinha@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>estevescarreirinha@gmail.com</font></a></p>
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