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	<title>egas-moniz &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/egas-moniz/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "egas-moniz"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 15:05:45 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Semana Académica Egas Moniz - Campus Universitário - Monte da Caparica]]></title>
<link>http://programadefestas.wordpress.com/?p=1013</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 00:53:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>profestas</dc:creator>
<guid>http://programadefestas.pt.wordpress.com/2008/05/09/semana-academica-egas-moniz-campus-universitario-monte-da-caparica/</guid>
<description><![CDATA[
Site oficial: http://www.semanaacademicaegasmoniz.co.nr/
 
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<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2125/2477397180_f1538ace1c_o.jpg" alt="" width="731" height="1024" /></p>
<p style="text-align:left;">Site oficial: <a href="http://www.semanaacademicaegasmoniz.co.nr/" target="_blank">http://www.semanaacademicaegasmoniz.co.nr/</a></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
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<title><![CDATA[em que pensarão agora?]]></title>
<link>http://arramada.wordpress.com/2008/01/19/em-que-pensarao-agora/</link>
<pubDate>Sat, 19 Jan 2008 21:51:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui</dc:creator>
<guid>http://arramada.pt.wordpress.com/2008/01/19/em-que-pensarao-agora/</guid>
<description><![CDATA[
O Século Ilustrado, 20-9-1947, nº 507, p. 5
Mil novecentos e quarenta e nove é ano prolífico e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://arramada.wordpress.com/files/2008/01/2116364092_1e288f8d02_o.jpg" alt="2116364092_1e288f8d02_o.jpg" /></p>
<h6><a href="http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com/2007/12/o-sculo-ilustrado-no-507-setembro-20_21.html"><em>O Século Ilustrado</em>, 20-9-1947, nº 507, p. 5</a></h6>
<p>Mil novecentos e quarenta e nove é ano prolífico entre homens de farpela escura, de fecundos e brandos costumes. Portugal enfia-se na batalha mundial contra o marxismo ateu, aderindo à OTAN, enquanto Carmona mostra disso as melhores provas oferecendo saúdes a Francisco <em>caudillo</em>. Há chapelada nas urnas e há um prémio Nobel da medicina renitentemente entregue a Egas Moniz. Para lá de tudo isso, a vida corre costumadamente. Há fome, mas o povo pode, enfim, livrar-se das azias depois de jantar com <em>Magnésia Bisurada, digestão assegurada</em>. Canta-se o fado, dá-se aos prelos a bravura de um Manuel dos Santos, herói de <em>Sol e Touros</em>. Os protestos não saem debaixo do lápis azul e as rotinas podem subir e descer as ruas de Lisboa quase em paz. A Mouraria até tem nesse ano mercado novo e tudo, para evocar a ruralidade sem tempo de um país em sofrimento. Obra do Estado Novo.</p>
<p>Às portas de Santo Antão, no sábado de vinte e oito de Maio, a agitação é muito particular: há ajuntamento de homens para ouvir falar da <em>psicologia dos estados passionais</em>. Entre os cadeirões de tábuas nuas de uma das salas da S. acomodam-se os fatos de algodão (porque o calor já apertava) e os assentos de espíritos de rara cultura, enquanto o próprio Egas Moniz se preparava para anunciar um tema que lhe era tão caro. Para mais dito por um seu colega, Luís Navarro Soeiro, do serviço do Hospital Júlio de Matos. Como tema específico, o ciúme.</p>
<p>Tudo desculpas para falar de mulheres, pois claro. E, entre laivos de discurso médico, dar largas à misoginia latente entre as elites portuguesas dos anos quarenta, dirá quem aqui me ler. Estados passionais, ciúme, está-se mesmo a ver: mulheres. Os ciúmes das mulheres, sobretudo. Silêncio expectante na sala. E começava por explanar muito bem o professor Egas Moniz, que eram realmente as filhas de Eva os campos onde melhor crescia essa "erva daninha". Sem razão, em todo o caso: "pelo menos em Portugal, aqui o proclamo com certa convicção, a quase totalidade dos maridos tem comportamento irrepreensível".</p>
<p><img src="http://arramada.wordpress.com/files/2008/01/figuras.jpg" alt="figuras.jpg" /></p>
<p>Tido no senso comum como reacção mais ou menos previsível a uma potencial e indesejável quebra dos laços que nos unem aos outros, o ciúme parece inscrever-se de maneira diversa nas relações pessoais. Dependerá dos protagonistas, do risco assumido parte a parte, da intensidade, das respostas. É sinal de conflito, sobretudo, que tantas vezes lida com a imprevisibilidade. Coisa que o doutor Soeiro bem reconhecia, longe viria ainda a pílula como remédio social (miraculosa na liberdade das mulheres e na cabeça dos homens), tendo em conta que no caso das senhoras, "geralmente menos receosas das consequências sociais imediatas do que o homem, pode tomar um carácter mais extensivo e escandaloso, abrangendo rival e terceiros, ilustrando-se por cenas patéticas públicas ou privadas, por atitudes ostentativas ricas de repercussões familiares e sociais".</p>
<p>Vá lá, eram menos dada a impulsos agressivos, pelo menos sem vida ou mutilados não ficavam seus esposos. Mas isso era o menos, já que "com certa frequência opta antes por soluções masoquistas mais harmónicas com as tendências da sua personalidade, como o suicídio teatral ou simbólico geralmente falhado, é claro, ou embora mais raramente, pelo suicídio impulsivo ante a emoção-choque da revelação flagrante da infidelidade". Muito cuidado, então. Nome despejado na praça é que não, senão <em>irrepreensível</em> passa a ser tudo menos adjectivo para vida marital.</p>
<p>Por esta hora já a plateia se remexia. Recordam suas próprias existências domésticas, na rotina da saída nocturna e de um regresso idealizado <em>lição de Salazar style</em>, esposa dedicada à espera. Se possível já a dormir, criadas e tudo. Das vezes em que pareciam contar <em>tudo</em> às visitas de domingo, com olhares. E poderia ter sido muito pior. <em>Em que pensarão agora?</em> Lembram-se das respectivas mulheres, instantes em que elas até parecem ser agentes de alguma coisa. O doutor Soeiro não tardará em tirar-lhes o credo da boca, "permitimo-nos sublinhar que a mulher está particularmente exposta aos estados de ciúme devido (...) aos seus sentimentos de inferioridade social, à sua dependência biológica e económica". É da natureza, naturalmente.</p>
<p><img src="http://arramada.wordpress.com/files/2008/01/licao.jpg" alt="licao.jpg" /></p>
<p>Das mulheres ao ciúme, do ciúme aos homens, a exposição chegava ao fim com "demorados aplausos". Catarse avisadora, soube-se pôr o sujeito no seu devido lugar. Volta-se aos homens, os únicos que sempre <em>lá</em> estiveram. E assume-se que "é preferível o esquecimento ao sofrimento. Eis a conclusão a tirar".</p>
<h6>Devaneio inspirado em Soeiro, Luís Navarro (1949) - Psicologia dos estados passionais. In <em>A Medicina Contemporânea</em>, 6, p. 207-236.</h6>
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