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	<title>escuridao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/escuridao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "escuridao"</description>
	<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 03:21:07 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Dentro da Escuridão (microconto)]]></title>
<link>http://vandosquebrados.wordpress.com/?p=145</link>
<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 02:13:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ragas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Aquela escuridão era aterrorizante, e a dor que trazia, insuportável. Queria partir, mas todo es]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Aquela escuridão era aterrorizante, e a dor que trazia, insuportável. Queria partir, mas todo esforço era inócuo. Precisava de ajuda. Queria liberdade. Sentia anseios, mas não conseguia proferir as palavras. Uma delas em especial: Eutanásia.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sol e chuva]]></title>
<link>http://cainanan.wordpress.com/?p=158</link>
<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 20:05:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>cainanan</dc:creator>
<guid>http://cainanan.pt.wordpress.com/2008/09/28/sol-e-chuva/</guid>
<description><![CDATA[Olá pessoal!
Bom, mudei de idéia e vou parar por aqui a narrativa do ENUR haeuhae
Mesmo porque sem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Olá pessoal!</p>
<p>Bom, mudei de idéia e vou parar por aqui a narrativa do ENUR haeuhae<br />
Mesmo porque sem dúvida, o ápice pra mim foi a palestra do D. Azcona, lá eu chorei como uma criancinha, pois realmente o que ele disse é o que eu quero viver! Depois dessa palestra teve vários momentos muito bons, mas para mim foram muito mais formativos do que testemunhos que me fizeram querer mais a Deus.</p>
[caption id="attachment_160" align="alignright" width="300" caption="Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?"]<a href="http://cainanan.files.wordpress.com/2008/09/1024778_little_girl_playing_in_mud.jpg"><img class="size-full wp-image-160" title="ana e o mar" src="http://cainanan.wordpress.com/files/2008/09/1024778_little_girl_playing_in_mud.jpg" alt="Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?" width="300" height="217" /></a>[/caption]
<p>Mas nem só de alegrias é a vida do homem... há também momentos de angústia, e de intensa dúvida.<br />
Hoje, estou vivendo algo bastante difícil: cresci bastante em duas realidades na igreja, sem dúvida as duas muito inspiradas por Deus (por minhas forças eu não tinha crescido em nenhuma), porém, agora as duas realidades já não podem conviver mais: eu preciso escolher entre uma delas. Posso comparar como na música Ana e o Mar, do Teatro Mágico (<a href="http://letras.terra.com.br/rooney/361393/">letra </a>- <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/mp3PlayerW.jsp?id_musica=265053">música</a>): Uma menina que se apaixona pelo mar!</p>
<p>Isso angustia demais meu coração, tenho certeza que todos que já entregaram a vida a Deus já viveram isso, e o pior de tudo é não saber qual é o MELHOR caminho (não tenho dúvida que os dois caminhos são muito bons): o caminho de Deus.</p>
[caption id="attachment_161" align="alignleft" width="300" caption="&#39;A&#39; capela"]<a href="http://cainanan.files.wordpress.com/2008/09/foto006.jpg"><img class="size-medium wp-image-161" title="foto006" src="http://cainanan.wordpress.com/files/2008/09/foto006.jpg?w=300" alt="'A' capela" width="300" height="225" /></a>[/caption]
<p>Nessas horas, a gente até se pergunta... "Por quê o meu caminho é tão diferente do dos outros? Será que eu não podia ter um caminho simplesmente normal? Por quê tenho que escolher entre duas coisas tão boas para Deus?" (Por quê que o mar não se apaixona por uma lagoa???)</p>
<p>Hoje eu teria uma reunião na capela Bom Pastor. Fui até lá, tava bem chuvoso o tempo, bem feio mesmo, e fiquei orando enquanto o povo da reunião não chegava... e não chegou! Fiquei uns 40 minutos orando, pedindo a Deus que iluminasse o meu caminho, que mostrasse qual a vontade dEle. Mas é claro que eu não esperava uma resposta do além, meu coração estava angustiado demais, e Deus fala no silêncio!</p>
<p>No fim de tudo, fiz uma grande entrega da minha vida a Deus, como Maria "Eis aqui o servo do Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade", como Jesus "Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua", e fui embora.</p>
[caption id="attachment_159" align="alignright" width="300" caption="Sol e chuva... Alguma viúva casou hoje?"]<a href="http://cainanan.files.wordpress.com/2008/09/906053_raindrops.jpg"><img class="size-full wp-image-159" title="sol e chuva" src="http://cainanan.wordpress.com/files/2008/09/906053_raindrops.jpg" alt="Sol e chuva... Alguma viúva casou hoje?" width="300" height="144" /></a>[/caption]
<p>E aí, Deus se manifestou, em algo que para a física é corriqueiro, mas para a poesia é extraordinário: ao mesmo tempo que chovia, o céu se abriu e apareceu o sol! Como senti Deus naquele momento, dizendo: "Eu estou contigo, independente do que aconteça, eu estou contigo, fui eu quem te conduzi até essa encruzilhada: eu estou contigo!" Foi realmente incrível ver que o tempo lá fora estava como meu coração aqui dentro: totalmente louco e indeciso.</p>
<p>É muito simples: quando está sol, é hora de arregaçar as mangas e ir trabalhar. Quando chove, hora de ficar um pouco em casa, pensar em si mesmo. E quando faz sol e chuva ao mesmo tempo? Fico em casa? Saio de sunga e guarda-chuva?</p>
<p>Acho que vocês não devem ter entendido nada, mas por favor, orem por mim!<br />
Abração! Do irmão, servo e amigo,<br />
Cainan<br />
PS: Me perdoem os amigos do ENUR, ainda tenho que add os MSNs e orkuts da galera<br />
PS2: Cara, se você não tem um blog, faça um!!! Você não faz idéia de como é bom postar essas coisas que nos angustiam, e depois postar as alegrias que vem a seguir, e assim ver Deus agindo em nossas vidas!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ghost]]></title>
<link>http://consumindopalavras.wordpress.com/?p=63</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 20:34:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>yvone delpoio</dc:creator>
<guid>http://consumindopalavras.pt.wordpress.com/2008/09/08/poesia-ghost-yvone-delpoio/</guid>
<description><![CDATA[

À noite
Cada vez mais fria
Eu tenho andado
Ao lado de fantasmas
Como companhia
Venho fantasiado e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;color:#008000;font-family:Verdana;"><br />
À noite<br />
Cada vez mais fria<br />
Eu tenho andado<br />
Ao lado de fantasmas<br />
Como companhia<br />
Venho fantasiado estórias<br />
Que você não faz parte<br />
De romance e cor<br />
Estou mais perto<br />
De um cemitério escuro<br />
Pessoas vêm e vão<br />
Cruzando esquinas<br />
Nunca alcançam essa linha<br />
Nem mesmo sabem<br />
O caminho<br />
Daqui de dentro<br />
Você fez tão certo<br />
E criou um labirinto<br />
Eles tentam uma chance<br />
Que há tantos obstáculos<br />
Perdem-se e eu perco<br />
Outra vez<br />
A chance<br />
No jogo de xadrez<br />
Não ganha ninguém<br />
Você vôou livre<br />
Eu fingi criar asas<br />
Menti dizendo<br />
Nascer amantes<br />
Apenas<br />
Vultos e sombras<br />
Deslumbrantes<br />
No pensamento<br />
Companheiros fantasmas<br />
Eu coloquei no paraíso<br />
Prazer e orgasmo fingido<br />
Até lá nada era tão bonito<br />
Não chegava<br />
Nem perto da verdade<br />
Até no sonho<br />
Minha mão não alcança<br />
A realidade<br />
Estava mais clara<br />
Que a luz do sol<br />
Que ousa nascer agora<br />
É tão forte que me cega<br />
Ter que recomeçar<br />
Essa brincadeira<br />
Não tem mais graça<br />
Deveria parar de revirar<br />
A chama<br />
Cada vez mais perigosa<br />
Eu aprendo<br />
Com a curiosidade<br />
Mesmo já tendo<br />
Ferido com a brasa<br />
Não há problema<br />
Não há faísca<br />
Naquele fantasma.</span></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Yvone Delpoio</em></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Se o Senhor está conosco, por que... aconteceu tudo isto?]]></title>
<link>http://pereiradarosi.wordpress.com/?p=71</link>
<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 11:53:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pr. José Pereira</dc:creator>
<guid>http://pereiradarosi.pt.wordpress.com/2008/09/03/se-o-senhor-esta-conosco-por-que-aconteceu-tudo-isto/</guid>
<description><![CDATA[Juízes 6.13
Há cem anos atrás, as exclusivas usinas têxteis alemãs possuiam salas especiais ded]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Juízes 6.13</p>
<p>Há cem anos atrás, as exclusivas usinas têxteis alemãs possuiam salas especiais dedicadas a tecer a melhor renda do mundo.  Essas salas eram totalmente escuras, exceto pela luz que saía de uma pequena janela e incidia diretamente sobre o trabalho do tecelão, isso porque a renda é mais bonita quando o tecelão está no escuro e seu trabalho está na luz.</p>
<p>Geralmente, os propósitos de Deus são revelados e Seu poder é manifesto nas nossas experiências mais sombrias, quando, como Gideão, você pergunta: "<em>Se o Senhor está comigo, por que ... aconteceu tudo isto?</em>" (Jz 6.13).  Quando nada parece fazer sentido, a promessa de Deus é "<em>Darei a você os tesouros das trevas, riquezas armazenadas em locais secretos, para que você saiba que Eu Sou o Senhor... que o convoca pelo nome</em>" (Is 45.3).</p>
<p>Qualquer pessoa pode ser fiel quando tudo vai bem, mas servir "de noite na casa do Senhor" (Sl 134.1) exige um compromisso verdadeiro.  O compositor sacro George Matheson escreveu: "permanecerei na casa do Senhor durante a noite... eu O amarei na noite que é só dEle... Como saber se desejo não o dom, mas o doador?  Quando eu puder servi-lo na sua casa durante a noite, então é porque eu O aceitei somente por aquilo que Ele é". </p>
<p>Quando os israelitas enfrentaram o seu maior desafio no Mar Vermelho, a Bíblia diz que "O Senhor afastou o mar e o tornou em terra seca, com forte vento oriental que soprou toda aquela noite" (Ex 14.21).  Anime-se, Deus está no comando da situação, ainda que você não possa vê-lo.</p>
<p>Afinal, como Deus pode de noite "fazer surgirem cânticos" (Jó 35.10) se o sol sempre brilhar?  Jesus disse: "<em>O que Eu lhes faço na escuridão, falem à luz do dia</em>" (Mt 10.27). </p>
<p>É nos lugares sombrios da vida que Deus fortalece você, e com isso encoraja aqueles que estão ao seu redor.</p>
<p>Rev. João Brilhante<br />
Capelão Hosp. Evangélico/RJ</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[II - Sombras]]></title>
<link>http://coletaneartesanal.wordpress.com/?p=129</link>
<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 01:41:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lunna</dc:creator>
<guid>http://coletaneartesanal.pt.wordpress.com/2008/08/31/ii-sombras/</guid>
<description><![CDATA[
violetas
lá fora chove
e nada do que digo
é o que queria dizer
: estou imóvel
e tenho a pressa d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coletaneartesanal.files.wordpress.com/2008/08/20060205184748_sombras.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-130" src="http://coletaneartesanal.wordpress.com/files/2008/08/20060205184748_sombras.jpg?w=300" alt="" width="300" height="287" /></a><br />
<strong>violetas</strong></p>
<p>lá fora chove<br />
e nada do que digo<br />
é o que queria dizer</p>
<p>: estou imóvel<br />
e tenho a pressa de uma presa sem saída<br />
ante o felino<br />
eternamente a preparar<br />
o bote sem desejo<br />
– e a agonia poreja das paredes</p>
<p>asas coladas<br />
voltamos ao casulo<br />
viscosos seres<br />
unidos no tormento<br />
de um antigo momento que não volta</p>
<p>além dessas janelas<br />
a vida comemora seus enigmas<br />
quatro estações e luas<br />
e o vento vibra<br />
por suas ruas e praças</p>
<p>cá dentro nosso espaço<br />
peso de carne no açougue<br />
sem mais surpresas<br />
repete o que não houve<br />
e nos reflete<br />
em duas dimensões<br />
– silêncio e chuva</p>
<p>em curva infiltração<br />
apodrecemos<br />
violetas<br />
o caule a desfazer-se</p>
<p><strong>Adelaide Amorin</strong></p>
<blockquote><p><strong>Breve</strong></p>
<p>Desde o meu começo sempre soube do meu fim. Os escuros entre um e outro, entre o nascer e o do pôr-do-sol, enigmáticos, sempre foram minhas margens. Rio ou mar, nascentes de água doce ou de sal, eu sempre recebi as sombras grisalhas das nuvens, quando a memória se transforma em noite e nela a névoa ao amanhecer sobrevive, como refúgio e resistente passado. O futuro há muito se desprendeu do horizonte e hoje é apenas uma tênue linha divisória entre os tempos.<br />
Desde o meu começo sempre soube do meu fim, o que nunca soube e jamais saberei é da palavra maturada no lume da Terra em permanente rotação no fundo de mim mesmo.</p>
<p>Fernando Rozano</p></blockquote>
<p><strong>Naus e véus…</strong></p>
<p>…A nau da alma singra…<br />
…a nau da alma sangra…<br />
…a nau da alma sonha…<br />
Entre véus e turbulências, voa<br />
viaja, espalhando poeira e poesia<br />
nas entrelinhas das vidas, vislumbra<br />
ilhas, vulcões, velas, transparências…</p>
<p><strong>…Sonhando…</strong></p>
<p>A nau da alma singra, sangra, sonha…<br />
A nau da alma chora<br />
enquanto deseja dançar…<br />
A nau da alma mergulha<br />
contudo deseja voar…</p>
<p>Ana Luisa Kaminski</p>
<blockquote><p><strong>Sempre Noite</strong></p>
<p>Não estou trancada dentro de mim, amor<br />
A porta está aberta<br />
Posso sair<br />
O coração na mão desprotegido<br />
Algo inseguro<br />
É noite, é sempre noite<br />
Por demais escura<br />
Piso o frio das calçadas<br />
com pés descalços<br />
Só, mas inteira<br />
A mudança de cores<br />
Anuncia o dia<br />
Viro sombra<br />
Deixo-me invadir, pisar</p>
<p>Abro as mãos, voam pássaros.</p>
<p><strong>Noite Urbana</strong></p>
<p>É noite e a cidade está cansada<br />
De homens e mulheres cansados<br />
A urbe impede-os de ver as estrelas<br />
Enquanto o universo é vasto.<br />
Durante a noite, a noite não dorme<br />
E é possível ouvir os gemidos<br />
Os sentimentos mudos<br />
A despeito do alarido.<br />
Na escuridão não se vê a fome<br />
E a fome não deixa dormir<br />
O olhar é um brilho úmido<br />
Na escuridão. Imagem<br />
Tão familiar, de desconhecidos<br />
Como córrego de águas escuras<br />
Acostumados a entorpecer<br />
Sobre a calçada pútrida.<br />
Os pulmões negros<br />
A aspirar a brisa<br />
Carregada de fumaça<br />
quente; a brisa fria.<br />
Fecham-se os olhos tristes<br />
dos velhos apartamentos<br />
A porta-língua não diz<br />
adeus aos companheiros.</p>
<p><strong>Adriana Costa</strong></p></blockquote>
<p><strong>Fumo do que sou ... ou fui</strong></p>
<p>Consumido numa vida de vícios … tentações<br />
Redes que se emaranham nos meus dedos<br />
Que trazem, cospem provocações<br />
Nas curvas rectas dos meus medos...</p>
<p>Na nuvem de nevoeiro do meu cigarro<br />
Visionei a tua figura...na escuridão imensa<br />
Branca nuvem a que me agarro<br />
Nesta forma de sentir tão intensa!</p>
<p>Olho para o fundo do copo…onde jaz o gelo quebrado<br />
Que voltar a preencher o vazio que assolou este espaço.<br />
Acreditar que sejas tu por quem aos céus brado<br />
Sentir de ti o calor daquele abraço!</p>
<p>Deixar-me cair na direcção da luz<br />
Fazer da tua linha o meu traço<br />
Esquecer que a salvação não está na cruz<br />
Mas sim na libertação, que encontrei no teu laço.</p>
<p>Apago o cigarro… dou o último sorvo<br />
Olho para o passado, escolho o destino<br />
Salto como Fénix no mundo do corvo<br />
Faço do teu canto o meu único hino!</p>
<p>Estou na senda da alma pura...liberta<br />
Estou no voo que há meses me espera!<br />
Vou para ti puro de alma aberta<br />
No sentir de quem não desespera.</p>
<p>Fui passado viciado … pecador…<br />
Uma entrelinha de estranho clamor<br />
Sou hoje por ti sonhador…<br />
Na força com que chamas por mim...amor</p>
<p>Sou Fénix passado… futuro e presente…<br />
Sou Fénix alado … no nosso destino ardente…</p>
<p><strong>Das Chamas do Fénix</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://coletaneartesanal.wordpress.com/2008/08/30/iii-noturno/"><strong>*** continua ***</strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Deixe essa luz brilhar dentro de você]]></title>
<link>http://pedraangular.wordpress.com/?p=61</link>
<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 12:34:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedraangular</dc:creator>
<guid>http://pedraangular.pt.wordpress.com/2008/08/29/deixe-essa-luz-brilhar-dentro-de-voce/</guid>
<description><![CDATA[“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="center">“<span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><em>Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”</em> (João 8:12)</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Essa é a luz que todo coração precisa e anseia. E sabe com o que isso tem haver? Com a alegria, paz, felicidade, amor, longanimidade em sua vida. Nós nascemos com um objetivo, e se não o entendemos, ou melhor, se não o alcançamos e o vivemos, tudo é escuridão, vazio, trevas. Mas então, <strong>qual o sentido da vida?</strong></span><!--more--></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Cristo Jesus veio ao mundo para mostrar isso e ainda mais, possibilitar isso!</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Em nossa vida, Deus mostrará aos seus filhos grandes revelações. E a primeira que todo homem receberá da parte de Deus é essa:</span></p>
<p class="western" style="margin-left:3.75cm;margin-right:0.42cm;margin-bottom:0.42cm;"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Mateus capítulo 16</span><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><br />
15  <em>Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?</em></span><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><br />
16  <em>E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.<br />
</em>17  <em>E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.</em></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">A primeira é saber que Jesus é Deus, é o messias aguardado, é aquEle que veio para nos levar novamente ao Deus Pai! É o que chamamos de salvação, salvação de nossas almas, e chave para a vida eterna na nova Jerusalém.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Mas depois disso, depois de saber para onde iremos, o que nos aguarda, continuamos precisando saber outra coisa: por que estou neste mundo? Para que a minha vida serve? Para que eu sirvo? Mais uma vez... Qual o sentido da vida?</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Esta é a segunda revelação que temos para nossa vida, para o nosso andar com Cristo, em Cristo, para Cristo!</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Na vida traçamos vários objetivos como nos capacitar e então ser um profissional de sucesso, formar uma família, ter filhos, construir um patrimônio seguro, uma casa, um carro, uma boa condição financeira, ter uma religião e ensiná-la ao nossos filhos, etc.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Porém nada disso preenche totalmente a razão de ser, a razão de existir. Estas coisas ocupam espaço, tempo ou o próprio exercício de amar e ser amado. Mas existe algo maior, e este algo muitas vezes nos incomoda, e passam-se os anos e continuamos perguntando, o que é, o que será?</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">E a primeira etapa é descobrir que fomos afastados de Deus e precisamos religar este elo através de Cristo Jesus. Bom, mas muitos podem estar se perguntando: Isso eu já fiz, mas parece que ainda falta algo. E é verdade, falta saber o que significa ter este elo restabelecido com Deus, e ainda, para que serve essa vida, tão insignificante e passageira perto de toda uma eternidade.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;">Mas a resposta é simples. Jesus disse: <em>Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo</em><span style="font-style:normal;"> (João 9:5). Mas e agora que ele subiu para o Pai, quem é esta luz? Ele mesmo nos responde: </span><em>Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte</em><span style="font-style:normal;"> (Mateus 5:14). Agora somos nós. É o mesmo Cristo, brilhando em nós.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Quando vamos a uma amostra de arte, para que ela serve? Quando vemos os quadros, encantadores, bonitos, exóticos, modernos? São criações que servem para adornar e decorar casas. Este é o óbvio. Mas servem também para indicar que existe um criador. E que se você quer sua casa assim, é necessário buscar aos criadores, ou em nosso caso, o criador.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Da mesma forma, nós somos criaturas de Deus. Ele nos fez. E para que nos fez? Para cultivarmos em nós aquilo que Ele nos dá, como o seu amor. Para que mais? Para que esse amor em nossas vidas chamem a atenção daqueles que necessitam de amor. Ainda mais? Sim, para levar esse amor àqueles que necessitam, ou seja, todos os homens. E por fim, com tudo isto, testificar que esse amor que está em nós, que desperta, que preenche, vem de um Deus de amor, que também te criou, que te ama, e que te chama. A fonte de luz, que dissipa toda treva, toda escuridão, toda morte que há em sua vida. Ainda no capítulo 5 de Mateus lemos:</span></span></p>
<p class="western" style="margin-left:3.75cm;margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">15 </span><em>Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.</em><span style="font-style:normal;"><br />
16 </span><em> Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.</em></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Essa luz que há em você precisa iluminar todos os cantos escuros que existem em sua própria vida, e na vida daqueles que estão ao seu redor. É necessário levar a mensagem das boas novas, a mesma que um dia transformou a sua vida! E isso não precisa ser feito em um templo, em um púlpito, não não. Isto é feito na sua casa, no seu prédio, no seu trabalho, na padaria, em qualquer lugar. Deve ser um farol que não se apaga, mas que por onde vai ilumina, inclusive nos lugares onde muitas vezes frequenta e se pergunta o que está fazendo ali? Hoje você já sabe a resposta.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Esse é o segundo motivo, esta é a razão da sua vida. Esta é a razão de uma vida plena. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse:</span></span></p>
<p class="western" style="margin-left:3.75cm;margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Mateus capítulo 6<br />
19 </span><em>Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;</em><span style="font-style:normal;"><br />
20 </span><em>Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.</em><span style="font-style:normal;"><br />
21 </span><em>Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.</em></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Hoje eu te pergunto, onde está o seu tesouro? Valorize o maior tesouro de sua vida. Deixe essa luz brilhar dentro de você!</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Ricardo de Magalhães Cruz (29/08/2008 )<br />
<a href="mailto:ricardo.dmc@gmail.com">ricardo.dmc@gmail.com</a></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.42cm;" align="left"><span style="font-family:Calibri,sans-serif;"><span style="font-style:normal;">Texto bíblico: Almeida – Corrigida e Fiel</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[I love you but i've chosen darkness...]]></title>
<link>http://thiagoclash.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 15:11:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>thiagoclash</dc:creator>
<guid>http://thiagoclash.pt.wordpress.com/2008/08/27/i-love-you-but-ive-chosen-darkness/</guid>
<description><![CDATA[Será que vai ser gótico o bastante, se eu disser que escolho a escuridão? Mesmo que eu não queir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Será que vai ser gótico o bastante, se eu disser que escolho a escuridão? Mesmo que eu não queira, tudo me leva a isso.</p>
<p> </p>
<p>Hahaha! Que vergonha, não vou passar esse blog pra ninguém.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Presente...]]></title>
<link>http://umanoitedepaixao.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 22:58:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>mohebius</dc:creator>
<guid>http://umanoitedepaixao.pt.wordpress.com/2008/08/25/presente/</guid>
<description><![CDATA[Como todas as coisas, o dia chega ao fim.
Contemplando o ocaso, sinto o peso da vida esvoaçar para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como todas as coisas, o dia chega ao fim.<br />
Contemplando o ocaso, sinto o peso da vida esvoaçar para longe.<br />
A brisa acaricia-me como um ultimo sopro e carrega-me no seu colo...<br />
Tudo perde significado, tudo perde objectividade, tudo se perde...<br />
O dia funde-se com a noite, o passado com o futuro, luz com a escuridão, apenas um, uno...</p>
<p>Uno...</p>
<p>Fomos e seremos, mas o presente ilude-nos, afastando-nos.<br />
O brilho da centelha funde-se com a escuridão, reflectindo o vazio no teu olhar.<br />
Ontem a chuva ensurdecia os nossos actos, tentando adiar o presente...<br />
Mutuamente excluímos o passado e apagamos o futuro, juntos, uno...</p>
<p>Vazio.</p>
<p>Silencio sobrepõe palavras, lágrima sobrepõe raiva e o vazio sobrepõe...<br />
Vejo as pessoas aproximarem-se, cada vez mais perto, sinto-as...<br />
Fecho os olhos e a brisa murmura-me promessas.<br />
E num breve instante tudo termina.<br />
Não há mais som, luz, presente... Apenas vazio, uno...</p>
<p>Vazio.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Essas coisas que acontecem por aí, das quais agente fica à besta]]></title>
<link>http://garimponeural.wordpress.com/?p=22</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 19:27:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>garimponeural</dc:creator>
<guid>http://garimponeural.pt.wordpress.com/2008/08/25/essas-cosias-que-acontecem-por-ai-das-quais-agente-fica-besta/</guid>
<description><![CDATA[Outro dia, conversando com um colega ao telefone, percebi, depois de ouvir com atenção a algumas s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, conversando com um colega ao telefone, percebi, depois de ouvir com atenção a algumas sentenças proferidas por tal individuo, que o tal era uma pessoa de merecida categoria atribuída. Chamado vulgarmente pelos bares e pelos antros do lumpen da sociedade, de 'Bostinha de bosta'.</p>
<p>O nome já diz sobre a pessoa... Alguém que não importa o que faça ou o quanto se esforçe realmente, sempre irá redundar no mais puro esterco. Patinando e caindo, parecendo um suino em suas férias de verão num chiqueiro chique pago a prestação.</p>
<p>Após estas breves considerações sobre os diferentes status da lama e sobre a nova modalidade das olim-PIADAS: a patinação na merda, da qual um dos colaboradores deste <em>blog</em> esta se tornando um representante brasileiro de peso, gostaria de falar sobre um acontecimento.</p>
<p>Eis a cena :</p>
<p>A noite domina... o chão é de areia, o vemos de perto e ele se extende até o horizonte.</p>
<p>Um pequeno poste de luz, guarda sob seu dadivoso espectro um velho, com um chapéu e um cachimbo, sentado numa cadeira de balanço, numa bulcolica cena noturna.</p>
<p>O homem por um instante parece ouvir um galope vindo do deserto escuro à sua frente.</p>
<p>Ele levanta a sombrancelha, encolhe o pescoço e leva a mão devagar ao coldre com atenção ao som, enquanto procura por algo.</p>
<p>O trote aumenta e vem crescendo, o velho não entende... em um crescendo o galope fica proximo, e um touro negro salta das sombras, vindo como se do vácuo, que parece não existir nada por ser um deserto, e pelo pequeno alcançe da luz nas sombras da noite. O touro vinha em alta velocidade e saltando, seus chifres se direcionam mortalmente em direção ao velho. Que sem reação, puxa a arma velha e aponta para a cabeça do touro que se revela exposta graças à sua forma de ataque.</p>
<p>A cena se congela.</p>
<p>Um touro negro voando com os chifres em direção ao rosto do velho, que também congelado aponta ao animal selvagem a sua arma.</p>
<p>Ambos os golpes serão mortais. Cada qual à sua maneira e natureza... e um golpe não anula o golpe do adversário.</p>
<p>Moral da historia ?</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tIdIqbv7SPo" target="_blank"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/tIdIqbv7SPo'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/tIdIqbv7SPo&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
</a></p>
<p>eu t</p>
<p>Z   O    M    B    O</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escuridão como velha amiga]]></title>
<link>http://libelulaliteraria.wordpress.com/2008/08/23/the-sound-of-silence/</link>
<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 20:09:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jellybelly</dc:creator>
<guid>http://libelulaliteraria.pt.wordpress.com/2008/08/23/the-sound-of-silence/</guid>
<description><![CDATA[

&#8220;The Sound of Silence&#8221;,
upload feito originalmente por mellsjelly.

Saudade amarga que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float:left;text-align:center;margin-right:15px;margin-bottom:15px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/mellsjelly/2444158710/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3181/2444158710_5a827091e2_t.jpg" alt="&#34;The Sound of Silence&#34;" /></a><br />
<span style="font-size:0.8em;margin-top:0;"><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/mellsjelly/2444158710/">"The Sound of Silence"</a>,<br />
upload feito originalmente por <a href="http://www.flickr.com/people/mellsjelly/">mellsjelly</a>.<br />
</span></div>
<p>Saudade amarga que cai sobre minhas costas, trazendo a nostalgia de dias que passaram sem querer passar, não interrompa o que o silêncio tem a dizer.</p>
<p>Planto sementes que sussurram notas musicais em torno de um ambiente inóspito.<br />
Longos e novos dias estão por vir, nada é tão assustador quanto o amanhã e menos desesperador que o ontem.</p>
<p>O Castelo desaba, e o anfitrião não pode convidar mais ninguém para entrar. Seus olhos jocosos sublimam a síntese da sinfônia causada pelas gotas de orvalho das minhas flores frias.<br />
A Atração do mundo se perdeu enquanto ele tentava ser simpático. E o que para alguns era simpatia, para ela era mais uma antipatia.<br />
Ele grita para que ela volte. Ela hesita, mas logo se aproxima, encosta os lábios gelados sobre as orelhas dele e sussurra docemente: "Jamais".<br />
Vai embora como um vulto, escondendo sua fronte tétrica sem deixar rolar uma lágrima sequer.<br />
Seu adeus foi como um punhal que atravessou o peito e ressou em sua alma como o corvo sobre o umbral dizendo: "Nunca mais"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poema: Inocência e Poesia]]></title>
<link>http://florestadeconcreto.wordpress.com/?p=132</link>
<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 19:23:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo Dognani</dc:creator>
<guid>http://florestadeconcreto.pt.wordpress.com/2008/08/13/poema-inocencia-e-poesia/</guid>
<description><![CDATA[O Peregrino estava em cima de um prédio na cidade. Quando se deparou com dois antônimos, ou ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Peregrino estava em cima de um prédio na cidade. Quando se deparou com dois antônimos, ou "fases" como pensou propriamente. O primeiro: Uma criança brincando na Areia sem se importar com nada, criando seus próprios devaneios que pareciam ao certo maravilhosos, pois ela sorria em sua própria inocência. A outra ocorria num lado oposto, em um bordel não tão longe dali: Pessoas bêbadas e sujas e meretrizes para todos os lados. Duas realidades completamente diferentes, mas viu o Peregrino que não eram opostas, e sim, temporárias. A criança um dia estaria nesse antro próximo dali, e as pessoas do Bordel seriam outras. Então deveriam ser fases, e não realidades opostas, afinal, até mesmo o mais sujo dos humanos já viu o mundo com olhos de criança em meio a um devaneio angelical, para depois mergulhar de cabeça na realidade da Floresta de Concreto.</p>
<p>Então o Poeta mais uma vez fora avistado pelo Peregrino, só que dessa vez em cima de um prédio, com um papiro e pena nas mãos, olhando fixamente para a mesma situação que o Peregrino olhava. O Poeta escrevia dessa vez atuando não como um simples observador, mas como um Juiz da realidade, como uma macabra entidade da desgraça, consumindo o acaso e tramando o movimento da realidade.</p>
<p><a href="http://florestadeconcreto.files.wordpress.com/2008/08/980008.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-133" src="http://florestadeconcreto.wordpress.com/files/2008/08/980008.jpg?w=300" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>I<br />
Inocência</p>
<p>Uma Criança a brincar no parque<br />
Com seu sorriso a reluzir o dia,<br />
Inspiradora e linda a sua arte<br />
Que com vontade ela fazia.</p>
<p>Deslizava o dedo na suave areia<br />
Fazendo formas -Oh que virgindade!<br />
Desenhava sol, lua, estrela,<br />
-Explodia e ria de felicidade!</p>
<p>Criança bela de rara inocência<br />
Pare o mundo com sua veêmencia,<br />
Para olhar um único dia:</p>
<p>O seu sorriso e a sua verdade,<br />
Sua brincadeira e a sua arte,<br />
-Que em tudo enxerga a magia!</p>
<p><a href="http://florestadeconcreto.files.wordpress.com/2008/08/12x12-luxuria12.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-134" src="http://florestadeconcreto.wordpress.com/files/2008/08/12x12-luxuria12.jpg?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>II<br />
Poesia</p>
<p>Quando a treva cai no horizonte<br />
Trazendo um horror ao coração,<br />
Do lodo da vida surge então<br />
Os vermes sujos que nos beijam a fronte!</p>
<p>Companheiros nossos da dura vida<br />
Que nos mantém em estado são!<br />
Mostre a criança, se deseja então,<br />
A doença da mulher lasciva!</p>
<p>Mostre a prostituta e o vinho barato,<br />
Mostre o lodo, o gozo, os ratos,<br />
A piada esquizofrênica da vida!</p>
<p>O sorriso amarelo, a maldade,<br />
O açoite, a doença e a arte<br />
De matar o amor: Poesia!</p>
<p>Leonardo Dognani<br />
15/01/2006</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[escuridão]]></title>
<link>http://pinkbottles.wordpress.com/?p=190</link>
<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 11:47:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aline</dc:creator>
<guid>http://pinkbottles.pt.wordpress.com/2008/08/11/escuridao/</guid>
<description><![CDATA[Não sou boa em pedir ajuda. Talvez seja mais ou menos em oferecer meu ombro. Mas definitivamente qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;">Não sou boa em pedir ajuda. Talvez seja mais ou menos em oferecer meu ombro. Mas definitivamente quando mais preciso de alguém é quando me afasto. Não acho bonito isso. Não tenho prazer na solidão. Não encontro o belo ao chorar escondida trancada num banheiro. Mas é meu jeito. É a minha dor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;">Tenho medo do escuro. Mas em momentos assim eu o busco. Enfrento. E saio perdendo. Invariavelmente. Escuto seus gritos, seu choro e vejo suas lágrimas. Tudo isso no escuro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;">Repito que não me alegro de ser assim. Não mesmo. Talvez por ser assim que me machuco mais. Mas uma hora eu volto. Seja por inteira, seja somente um fragmento meu. Tenho a impressão de que quando for bem velinha, serei uma mínima parte de tudo que já fui, de tantas partes que perdi por aí.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;"><img class="aligncenter" src="http://tn3-2.deviantart.com/fs23/300W/f/2007/311/4/0/403041603da56de1.jpg" alt="" width="300" height="225" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;">"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros". (Clarice Lispector)</span></p>
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sjette Sans]]></title>
<link>http://soturnos.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 13:19:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>leoelivs</dc:creator>
<guid>http://soturnos.pt.wordpress.com/2008/08/08/sjette-sans/</guid>
<description><![CDATA[Tudo escuro. Silêncio. Onde estou? O que aconteceu? Não sinto meus braços. Nem minhas pernas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Tudo escuro. Silêncio. Onde estou? O que aconteceu? Não sinto meus braços. Nem minhas pernas...Posso movê-los, consigo sentir isso, mas não os vejo, nem sei se tocam alguma coisa. Que estranho. Será que morri? Não. Meu coração está batendo. Isso eu sei, apesar de não sentir. E estou respirando ar. Mas espere...Que cheiro é esse? Não...Não tem cheiro aqui...Como posso não estar sentindo cheiro nenhum? O que eu estava fazendo? Agora me lembro. Eu só queria...Eu só queria tirar essa dor no meu peito. Mas espere, não sinto mais a maldita dor. Será que fui curado? Isso aqui deve ser alguma câmara de recuperação. Deve ser isso. Estou me recuperando de alguma cirurgia e agora estou acordando e tudo deu certo...Só pode ser isso. Como posso não me lembrar de nada? Jorge. Meu nome é Jorge. Assistente de Produção! Lembrei...Não estou com amnésia pelo menos. E Júlia? Cadê Júlia? Se estou me recuperando de alguma cirurgia ela devia estar comigo agora. Vou gritar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">-Alguém está aí?</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Meu Deus. Sei que falei as palavras. Sei que o ar atravessou minha boca. Mas não ouvi nada. Estou surdo também! Meu deus...O que será de mim? Cego, surdo...Talvez esteja mudo também, pois não ouvi minhas próprias palavras. Nem o cheiro de hospital consigo sentir. Já senti cheiro de hospital muitas vezes...Sei muito bem como é, mas não estou sentindo nada. Será que isso é mesmo um hospital? Preciso sair daqui. Preciso falar com alguém. Mas como vou falar se não conseguirei ouvir a resposta. Nem mesmo ler os lábios de ninguém eu vou conseguir. Meu Deus...Preciso de ajuda. Melhor eu sair daqui agora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">-Ahhhh!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Acho que caí...Não...Sei que caí. Mas não senti o impacto com o chão. Sem dor. Apenas sei. Muito estranho. Agora ando como se estivesse voando. Não sinto meus pés no chão. Mas pelo menos, de uma incrível maneira sei que eles estão me levando para frente. Mas até aonde? Será que vou bater a testa em alguma parede?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">A porta está aberta. Engraçado...Como eu sabia que aqui havia uma porta se tudo está tão escuro? Nem precisei tatear. Apenas estendi a mão e cá ela estava. Devo ter lembrado de quando entrei na sala. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Droga. Não sei para onde abriu essa porta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">-Oi! Alguém está aí?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Ainda bem que sei como as palavras devem ser ditas. Será que falei corretamente? Que sala grande! Quem está vindo de lá? Espera...Não estou vendo absolutamente nada...Nem ouvindo...Como sei que está vindo alguém? O que é isso? Urgência! Tenho que sair daqui agora! Rápido...Abaixa!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">“VUUUUUSH”!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Que foi isso? Um tiro? Tem alguém atirando em mim! Está vindo dali. Minha Nossa! Eu me esquivei da bala? Sei que passou a milímetros do meu rosto. Como consegui perceber isso? Tenho que sair daqui. Tenho que sair daqui para descobrir! Uma janela...Vou pular. Não é tão alto!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:7.1pt;margin:0;"><span><span style="font-size:13px;font-family:Verdana;">Continua...</span> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sinto-me estranha.]]></title>
<link>http://leavemealonee.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 17:32:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>leavemealonee</dc:creator>
<guid>http://leavemealonee.pt.wordpress.com/2008/08/03/sinto-me-estranha/</guid>
<description><![CDATA[vários dias me levanto da cama sem vontade alguma, me sinto muito estranha, as vezes me desconheço]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>vários dias me levanto da cama sem vontade alguma, me sinto muito estranha, as vezes me desconheço.<br />
sinto a dor que não doi, vejo a luz da escuridão, ouço o barulho do silencio, não sei quem sou. os meus dias<br />
estão dificeis de encarar, o que outrora foi belo e confortante, tournou-se agora uma mera recordação boa.<br />
queria ter alguem a minha espera, queria apenas ser correspondida, queria ter um sorriso aberto para mim,<br />
queria que alguem tivesse sempre um olhar sobre mim. sinto-me um bocado de tudo, mas sou um bocado de nada, sinto um vazio, mas eu estou aqui, não quero que o mundo goste de mim, apenas queria que vissem que eu existo, não quero ficar pra tras, não quero chorar, não quero mais nada apenas o meu verdadeiro eu de volta.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escuridão Saudável]]></title>
<link>http://raphavideos.wordpress.com/?p=168</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:09:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>shares1</dc:creator>
<guid>http://raphavideos.pt.wordpress.com/2008/07/23/escuridao-saudavel/</guid>
<description><![CDATA[





Fonte:Frango Albino
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="post hentry"><a name="7339649972375832517"></a></p>
<div class="post-body entry-content"><a href="http://bp0.blogger.com/_lNRJFnX-0Lo/SHYK7EIUnCI/AAAAAAAAAl8/TmLngXpwhkI/s1600-h/cego01.gif"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp0.blogger.com/_lNRJFnX-0Lo/SHYK7EIUnCI/AAAAAAAAAl8/TmLngXpwhkI/s400/cego01.gif" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://bp3.blogger.com/_lNRJFnX-0Lo/SHYK7czmGNI/AAAAAAAAAmE/WBTENygZHYE/s1600-h/cego02.gif"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp3.blogger.com/_lNRJFnX-0Lo/SHYK7czmGNI/AAAAAAAAAmE/WBTENygZHYE/s400/cego02.gif" border="0" alt="" /></a></div>
<div class="post-body entry-content">
<a href="http://bp0.blogger.com/_lNRJFnX-0Lo/SHYK7jSaDDI/AAAAAAAAAmM/kY5F-pNuDyE/s1600-h/cego03.gif"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp0.blogger.com/_lNRJFnX-0Lo/SHYK7jSaDDI/AAAAAAAAAmM/kY5F-pNuDyE/s400/cego03.gif" border="0" alt="" /></a></div>
</div>
<p>Fonte:<a href="http://frangoalbino.blogspot.com/">Frango Albino</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Corações Agonizantes]]></title>
<link>http://bruno353.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 12:51:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>bruno353</dc:creator>
<guid>http://bruno353.pt.wordpress.com/2008/06/25/coracoes-agonizantes/</guid>
<description><![CDATA[O título formulado para causar impacto. Em portugues. Bom e claro. Sem delongas, explicita desde a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O título formulado para causar impacto. Em portugues. Bom e claro. Sem delongas, explicita desde a primeira leitura.</p>
<p>Todos temos dias de agonia, mesmo que aparentemente sem haver problemas ou motivos para tal. Dias em que sentimos o coração saltar da boca ou que mal sentimos ele bater lá dentro. Dias em que tudo parece fora do lugar, as coisas parecem ter menos sentido de ser, as palavras não parecem nos alcançar, a cabeça fica longe e distante, pensando no vazio. Estamos presentes em corpo, não em mente. Mesmo que executando algo, conversando com alguém, escrevendo um relatório, respondendo a um email. A cabeça está distante dali. O pensamento habita outras esferas, seja pensando em alguem, em algo, em algum lugar, em alguma ocasião.</p>
<p>Para os incrédulos isso é pura distração, pura fantasia, falta do que fazer. Para aqueles que não acreditam em coincidências ou acaso, há motivo. Certos dias simplesmente acordamos diferente. Às vezes mesmo que o dia anterior tenha sido espetacular e diversas coisas tenham acontecido. O coração parece agonizante. Ele palpita por algo e não sabemos nem porque.</p>
<p>As vezes temos motivos de sobra para estar agonizante. Perdemos um amigo, uma briga com um familiar, a distancia de uma pessoa especial, o término de um relacionamento, um amigo doente, uma dificuldade financeira, uma situação sem solução, uma escolha dificil, uma prova pela frente. Tudo isso nos tira do nosso estado normal mas isso só até se resolver. O pior é quando estamos assim sem motivo algum, aparentemente.</p>
<p>Sentindo toda escuridão do mundo dentro de nós. As palavras ficam ríspidas e o sorriso custa a sair. Isso dura instantes, no momento seguinte estamos bem de novo e reconfortados. Para os incrédulos que não confiam na influencia invisível que sofremos todos os dias, estas são coisas que nunca serão explicadas. Mas para alguns poucos que sentem as influências externas que sofre, isso é algo que só passará o dia em que formos mais caridosos e bons uns com os outros.</p>
<p>Custará a chegar o dia em que nos trataremos como irmãos e não como inimigos. Mas esse dia se aproxima cada vez mais, e aqueles que se negam a aceitar isso, ficarão exclusos deste pequeno paraíso azul em que vivemos. E um dia lamentarão suas atitudes em que tomaram em vida, mas isso é parte do aprendizado.</p>
<p>Talvez só iremos parar de nos sentir mal e agonizantes quando esse dia chegar. Até lá iremos vender desgraças e tragédias para que as pessoas se sintam cada vez menos confiantes e mais medrosas, assim podemos controlá-las e fazê-las seguir o caminho que escolhemos para elas e não o que elas querem.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Odiando a escuridão]]></title>
<link>http://thingtoing.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 15:04:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>dailian</dc:creator>
<guid>http://thingtoing.pt.wordpress.com/2008/06/21/odiando-a-escuridao/</guid>
<description><![CDATA[Odiando a escuridão
Assim vagueio pela tarde
Odiando a escuridão
Caminho pelo sol k arde

E queima]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Odiando a escuridão</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Assim vagueio pela tarde</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Odiando a escuridão</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Caminho pelo sol k arde</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E queima...</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Queima o rosto e a minha pele</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E na areia que nos deitamos</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Lembraste? Escorrega o anel</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">A tarde esconde-se</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">O sol deita-se</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">A lua nasce</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E a escuridão aproveita-se</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Esqueço quem sou</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Meu nome, minha identidade</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Fico a pertencer</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">A um mundo de falsidade</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E assim...</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Entro no mundo da escuridão</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Odiando a escuridão!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Odiando tudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E esquecendo meu coração.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span> </span>2/ 10/ 2004</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[prisão.]]></title>
<link>http://uselessilence.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 00:21:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>.</dc:creator>
<guid>http://uselessilence.pt.wordpress.com/2008/05/20/prisao/</guid>
<description><![CDATA[ela grita por um conhecido. ou seria desconhecido?
ao menos conseguia andar agora&#8230; naquela ime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>ela grita por um conhecido. ou seria desconhecido?</p>
<p>ao menos conseguia andar agora... naquela imensa escuridão que a excitava.</p>
<p>ela assoviava smashing pumpkins...qual era o nome daquela música?</p>
<p>lembrara... the aeroplane flies high.</p>
<p>ela estava totalmente envolvida.</p>
<p>"I'm disconnected by your smile<br />
Disconnect a million miles..."</p>
<p>lalala.</p>
<p>pobre surto. ele só queria uma melhor interpretação sobre as coisas da vida.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lições da Escuridão.]]></title>
<link>http://nowloading.blogs.sapo.pt/2425.html</link>
<pubDate>Mon, 19 May 2008 23:28:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel Costa</dc:creator>
<guid>http://nowloadingblog.pt.wordpress.com/2008/05/19/licoes-da-escuridao/</guid>
<description><![CDATA[
Uma das principais atracções dos videojogos é a possibilidade de viver emoções alheias a qualq]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-color:black;" src="http://fotos.sapo.pt/4tLnKdBrz0lbdot4nV1b/" border="0" alt="" align="middle" /></p>
<p class="MsoNormal">Uma das principais atracções dos videojogos é a possibilidade de viver emoções alheias a qualquer outra forma de entretenimento. Ao ver um filme, por exemplo, ficamos receptivos a qualquer movimento ou expressão da personagem, na esperança de interpretar a mensagem e sentimento impressas em determinada linha de diálogo. Num jogo, a acção é quase sempre determinada pelo receptor, provocando uma ilusão de responsabilidade no mesmo, expandindo consideravelmente o leque de sentimentos e ligação pessoal ao que acontece no ecrã.</p>
<p class="MsoNormal">O medo é, provavelmente, o sentimento mais cabal e primitivo que nos distingue. A sensação de descarga de adrenalina, tem sido muitas vezes um trunfo de várias editoras para tentar vender conceitos a um público que procura experiências mais alternativas. Séries como Resident Evil ou Silent Hill conseguiram o feito irónico de elevar o género <em>survival horror</em> em qualidade, banalizando o terror como arma comercial.</p>
<p class="MsoNormal">Contudo, um selecto grupo de títulos destaca-se dos demais, pela originalidade, criatividade, direcção artística e capacidade de gerar real pavor na mente do jogador.</p>
<p class="MsoNormal">Entre eles, destaco o soberbo <span>Eternal Darkness: Sanity's Requiem, lançado para a GameCube em 2002. Como adepto incondicional do género, a obra da Silicon Knights representa um padrão brilhante e incontestável no reino dos <em>survivals</em> psicológicos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Lembro-me perfeitamente da primeira vez que joguei um <em>survival horror</em>. Corria o longínquo ano de 1996, ainda tinha todos os dentes de leite, quando forcei a compra de uma cópia de Resident Evil. Sem quaisquer referências ou expectativas, o jogo teve um impacto conceptual na minha estreita visão da multiplicidade ideológica nos videojogos. Assumo que as minhas sessões até então se resumiam a combates intermináveis no saudoso Last Bronx, ou a saltos desinteressantes em Sonic 3D. </span></p>
<div class="ljcut">
<p class="MsoNormal"><span>O leitor conseguirá imaginar o meu choque ao ver sangue <em>pixelizado</em> espalhado pela imagem, enquanto sou perseguido por uma <em>vara</em> de <em>mortos-vivos</em>, sem ter noções básicas de sobrevivência.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Em suma, Resident Evil abalou o meu mundo, mas acabou por ter o mérito de acelerar o meu processo de maturação, pelo menos no que aos videojogos diz respeito…</span> </p>
<p class="MsoNormal"><span><img style="border-color:black;" src="http://fotos.sapo.pt/CGqQgtiyT8KUbYe5c0Zd/" border="0" alt="" align="middle" /></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span>Quando encontrei o dito, já o homem estava azul. Típico em Resident Evil...</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span>Já na era <em>128bits</em>, redescobri o medo com Resident Evil: Code Veronica. O título resumia de maneira perfeita o ambiente sentido em todos os episódios anteriores da série, para além de subir consideravelmente o padrão ético da época. Se no desanimador RE3, o jogador experimentava todo o <em>gore</em> num mundo <em>3D</em>, pouco associável á fabulação com <em>zombies</em> fora do ecrã, Code Veronica tirou partido do poderoso motor da Dreamcast para tornar tudo mais credível, e consequentemente, mais assustador. Contudo, mesmo depois de testar o <em>Messias</em> do género, Silent Hill 2, ainda não estava totalmente convencido pelos <em>survival horrors</em>. Grande parte dos títulos enquadrados no género partia de uma premissa inicial muito previsível e redundante até certo ponto: uma experiência efémera de dez ou quinze horas, elementos de <em>jogabilidade</em> clássicos e extremamente conservadores no caso das obras da Capcom, adicionava-se meia chávena de momentos de terror ocasional mas glorioso, e tinha-mos uma aventura pronta a consumir.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Com a possível excepção do ultra descriminado Deep Fear para a defunta Sega Saturn, as grandes propostas vinham dos estúdios da Konami e Capcom. As duas gigantes nipónicas geriam o monopólio do terror digital, gerando uma rivalidade saudável e despropositada entre Resident Evil e Silent Hill. O leitor reconhecerá a minha tentativa em sublinhar as palavras e considerações com um toque de racionalidade, mas recorrendo a uma análise emocional e descaradamente uni partidária, visto, com orgulho, a camisola de Resident Evil (ou Biohazard, como é reconhecido no Japão). </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Se Silent Hill, da<strong> </strong>Konami, assenta bases, seguras e envolventes, num ambiente de claustrofobia e constante pavor, a série da Capcom sempre foi condensada em <em>sustos mais popcorn</em>, inteligentemente importados do cinema norte-americano. Se nunca desfrutou de nenhum título da saga, imagine o recorrente recurso a sustos primários mas eficientes, como o ataque inesperado de <em>zombies caninos</em> (!), ou a mudança repentina da camera, acompanhada de um trovejar sinistro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Estilos á parte, a Nintendo acabou por ser a grande prejudicada. Durante o curto círculo de vida da Nintendo 64, apenas uma adaptação de Resident Evil 2 (originalmente na Playstation), com méritos discutíveis, viu a luz do dia. Os <em>dinossauros </em>do meio, diriam que a empresa de Quioto não apostou no desenvolvimento interno de <em>survival horrors</em>, por pura opção estratégica, leia-se desinteresse em relação ao público-alvo. Mas foi em 2002, já com a simpática GameCube no mercado, que a Nintendo uniu esforços com a canadiana Silicon Knights, para a realização do projecto Eternal Darkness (que ironicamente, tinha sido pensado para a N64). Curiosidade tragicómica, tinha adquirido um cubo púrpura por altura do lançamento europeu da obra.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Com o disco na máquina, concentro todas as minhas atenções no ecrã, tendo propositado o tremor que iria sentir. Mas não. Eternal Darkness não propõe sustos baratos ou nevoeiro banal para cativar o jogador. A cuidada apresentação do título é iniciada com um excerto belíssimo da obra de Edgar Allan Poe, a saber:</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-GB">Deep into that Darkness peering,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-GB">Long I stood there,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-GB">Wondering…</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-GB">Fearing…</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-GB">Doubting</span></em><span lang="EN-GB">…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Uma referência literária muito apropriada, inteligente e também rara nos videojogos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O prelúdio era perfeito e motivador para continuar. Na abertura, há uma introdução enigmática á história, resumida na apresentação das duas personagens centrais da trama. <em>Alexandra Roivas</em>, estudante universitária, é chamada a uma mansão de <em>Rhode Island</em>, onde descobre que o seu avô, <em>Edward Roivas</em>, foi vítima de um brutal homicídio. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Após cinco minutos a vaguear pela casa com <em>Alex</em>, senti-me completamente tomado por uma avalancha de fina qualidade artística, em todos os parâmetros. A selecção de cores, a sonoplastia ambiente excepcional e os pequenos detalhes, agarram o jogador ao comando com uma personalidade ímpar. Nesse departamento, apresento a minha admiração vergonhosamente atrasada, por Denis Dyack, designer dos quadros da Silicon Knights, que imaginou Eternal Darkness.</span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span><img style="border-color:black;" src="http://fotos.sapo.pt/z44gbooA7maSnZWj1N74/" border="0" alt="" align="middle" /></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span>O mais simpático membro no elenco de Eternal Darkness. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span>Com a esperança de ter levantado alguma curiosidade ao leitor, não vou estender muito mais o comentário á <em>plot </em>da obra, mas considero justo o apoio em algumas personagens de relevo, presentes no elenco.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Em determinado ponto, <em>Alex </em>descobre um livro com características sobrenaturais, que permite ao jogador uma aventura episódica no passado. Eternal Darkness acaba por ser um honrado representante da história da Humanidade, listando um total de treze indivíduos em espaços temporais fragmentados. Desde um centurião romano, um nobre persa, um monge franciscano, um artista renascentista e uma arqueóloga actual, o jogo propõe uma exploração transcendental e um ambiente nas diferentes épocas. A genialidade conceptual de Eternal Darkness está no verdadeiro terror psicológico que provoca, com um sentido de elegância e subtileza distantes de qualquer outra experiência, nos videojogos ou em qualquer outra forma de entretenimento.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Tendo em atenção que todos os contos periódicos, ligam-se entre si através de um fio condutor entre todas as personagens, a morte de Edward Roivas, são esses mesmos elementos de ligação que sugerem medo, carregadamente psicológico, ao jogador. Imagine passear pela mansão, ou outra localização no jogo, vendo a mesma vegetação, parede ou amuleto no <em>século XIII</em>, e de seguida no presente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Foi também implementada uma mecânica que faz a gestão da <em>insanidade</em> da personagem. Não raras vezes, o jogador ouve gritos indiscriminados, literalmente vindos do nada, acompanhados por um uma imagem azulada, dando a ideia, credível, que há algum problema com o televisor, ou apresentando o modelo da personagem sem cabeça, a esvair-se em sangue. São momentos indescritíveis em palavras e, o leitor perdoará o chavão, impróprio para cardíacos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>É logicamente impossível dissecar as camadas de um sentimento humano tão complexo, como o medo. Eternal Darkness tenta uma abordagem discreta, pormenorizada, sem qualquer referência passada, no catálogo do género.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><img style="border-color:black;" src="http://fotos.sapo.pt/iROCI0lCnquKKUW38WCe/" border="0" alt="" align="middle" /></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span>Num outro survival, roubaria a arma ao defunto. E as calças.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span>Eternal Darkness é uma obra inspirada de um grupo de génios visionários. Numa industria em que o mérito é muitas vezes dividido por equipas que alcançam feitos medianos com orçamentos inflamados, parece-me importante realçar o trabalho da Silicon Knights, que ofereceu aos jogadores um verdadeiro diamante, embora permaneça na sombra de rochas banais e sobrevalorizas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>No entanto, a Nintendo e a Silicon Knights devem ao público uma segunda oportunidade. Sim, rogo por uma possível versão de Eternal Darkness para a Wii. Não por mim, mas por todos os hereges que se desviaram da obra.</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A tapeçaria]]></title>
<link>http://jornaldepoeta.wordpress.com/?p=65</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 20:17:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>contemporaneando</dc:creator>
<guid>http://jornaldepoeta.pt.wordpress.com/2008/05/17/a-tapecaria/</guid>
<description><![CDATA[As mãos trabalhavam furiosamente. Dedos febris movimentavam-se para cima e para baixo, ora lembrand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">As mãos trabalhavam furiosamente. Dedos febris movimentavam-se para cima e para baixo, ora lembrando os de um pianista, deslizando sobre as teclas do instrumento, ora lembrando as pernas de uma tarântula, ágeis e perigosas. Estavam enredados no que parecia ser um confuso emaranhados de fios, linhas de cores um tanto distintas. Assim, pelas costas, ficava difícil ver com clareza do que se tratava. A luz difusa e branca que penetrava através da porta lateral espalhava muitas sombras pelo aposento, com suas paredes de pedra, desnudas. O lugar todo causava uma sensação de abandono, de frio... Mas nada disso parecia atrapalhar o trabalho misterioso que estava sendo feito ali, com tanto afinco. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">De súbito, a sua atenção voltou-se para algum ponto além da porta. Erguendo rapidamente a cabeça, deixou-se ficar à escuta, o olhar alerta. Pensei que tivesse pressentido a minha presença, mas não. De alguma forma estranha, eu sabia que ninguém podia me ver, não mais... Vez por outra um distante ruído de vozes ou de passos chegava aos ouvidos, e mais nada. Ao cabo de alguns poucos minutos de ansiosa expectativa, o trabalho recomeçou. Começava a ficar monótono, exasperante, quase, observar o movimento contínuo daquelas mãos, sem compreender o que de fato estavam tramando. A luz foi se tornando mais fraca, anunciando o crepúsculo, em algum lugar lá fora, e, de alguma forma, fazia crescer o desejo de respirar ao ar livre, sair dali, ver o que se desenrolava do outro lado daquelas paredes. Mas o estranho passeio dos dedos por entre os fios, como que hipnotizante, mantinha tal desejo amarrado ao pequeno aposento. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Apenas quando a luz natural se extinguiu por completo, a chama de uma vela acendeu-se, espalhando uma nova claridade pela mesa e pela figura tensa, persistente, curvada de maneira vagamente graciosa sobre o emaranhado de fios. E só então se revelaram, com nitidez, os traços delicados de uma jovem mulher, coberta, do pescoço até onde era possível ver, com trajes quase irreconhecíveis. Uma mulher... Por um momento, livrou uma das mãos para afastar da testa a mecha de cabelo que teimava em cair, deixando entrever alguns traços do rosto suave e belo. Contudo, o gesto ficou suspenso no ar. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Dessa vez foi um barulho forte, bastante claro, que chamou a sua atenção. E, embora não olhasse para a porta, manteve a cabeça erguida, ouvidos atentos a cada palavra que se dizia lá fora. Eram muitas vozes, de pessoas que estavam bem próximas dali, falando ao mesmo tempo, numa algaravia excitada. Discutiam, em sua língua, algo indefinido e estranhamente familiar, sobre a punição do homem que tentara matar o rei, jurando livrar a terra amada do seu governo maléfico. Sob a chama de archotes que se moviam de um lado a outro, marcando o aposento com um facho de luz oscilante que ia da porta à parede oposta, clamavam por justiça, vingança. E então a luz dos archotes distanciou-se dali, mergulhando outra vez o lugar numa quase escuridão, e os passos e vozes que exalavam a terrível ânsia de sangue sumiram pouco a pouco no silêncio, levando o prisioneiro. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Iam arrastar o criminoso para o cais e amarrá-lo no barco cerimonial já à sua espera. Ele seria a oferenda enviada aos deuses no ritual daquela noite, transformado, com a embarcação, numa pira encandescente, flutuando sobre as águas do mar rumo ao Mundo das Sombras. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Mesmo na quietude vazia do aposento, os ecos das palavras ditas, de tudo o que acabara de acontecer, continuaram a reverberar, tornando a atmosfera ali mais densa e angustiante. Ao mesmo tempo, tudo ali soava extraordinariamente irreal, despropositado... E, embora as mãos ágeis voltassem a trabalhar, com surpreendente energia, e fosse impossível ver por completo o rosto da misteriosa figura, toda a sua postura, cada músculo retesado do seu corpo denunciava que tentava a custo reprimir as lágrimas. Ela continuou ali, diligente na tarefa que se impusera, anulando todo o impulso de sair daquela sala, correr para o cais e ver o que se passava, tentar talvez fazer alguma coisa... Até que a chama da vela também se extinguiu. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Exausta, ela se levantou devagar, mirando por um momento o produto de seu longo trabalho. A luz mansa da manhã que surgia inundava a mesa, e finalmente ele se tornou visível, real. Uma tapeçaria de parede, finamente bordada, com o desenho de um homem em seu barco, altivo, flutuando sobre a imensidão azul, avistando uma terra fantástica. Mas o que havia ali, naquela tapeçaria, naquela paisagem, naquele rosto masculino... Era sem dúvida o rosto do criminoso lançado ao mar, não em chamas, mas em liberdade, como sempre desejara. E era mais que isso. O súbito reconhecimento me trespassou como um fogo insuportável que tomava até a alma, impelindo-me, sem mais amarras, para fora da sala. Antes, porém, ao passar pela mulher, julguei que seus olhos me encaravam, por mais que soubesse que nem ela poderia ver-me. Era impossível, e, mesmo assim - ou seria impressão? - seu olhar fixou-se em mim. Um olhar impossível de descrever ou esquecer, e que levei comigo quando atravessei aquela porta e a luz da manhã me ofuscou para tudo o mais...</span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify">
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify">*********</p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Quando a mulher entrou na sala, à procura do marido, encontrou-o numa das poltronas, cabeça inclinada para um lado, os olhos fechados, uma expressão tranquila no rosto. Mas ainda assim, por algum motivo que não sabia explicar, teve a sensação de que ele não estava só dormindo. Assustada, aproximou-se um pouco e, de repente, sua atenção foi atraída para o objeto que o homem tinha entre as mãos. </span></p>
<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 0.0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Era uma pequena peça de tapeçaria de parede, algo que o encantara no dia anterior, deixando-o quase perturbado, fazendo-o insistir com a esposa em que o comprassem e decorassem com ele o apartamento recém-alugado. Naquela peça, tão antiga que mal se conseguia precisar a data, estava bordado o desenho de um homem dentro de um barco, seguindo para uma terra exuberante. Só isso. Mas, prestando atenção ao rosto do homem ali desenhado, com tamanha riqueza de detalhes, reconheceu nele o retrato, impossível, de seu marido. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Solidão]]></title>
<link>http://caisdopensamento.wordpress.com/?p=96</link>
<pubDate>Sat, 10 May 2008 19:48:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>martacosta</dc:creator>
<guid>http://caisdopensamento.com/2008/05/10/solidao/</guid>
<description><![CDATA[No decorrer da nossa passagem nesta vida, vamos encontrando momentos de alegria mas também, de tris]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://caisdopensamento.wordpress.com/files/2008/05/honestidade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-93" src="http://caisdopensamento.wordpress.com/files/2008/05/honestidade.jpg" alt="solidão" width="400" height="266" /></a>No decorrer da nossa passagem nesta vida, vamos encontrando momentos de alegria mas também, de tristeza e desânimo.</p>
<p>Quando contamos a alguém os momentos de alegria que tivemos, sempre incluímos outras pessoas, pois são essas mesmas pessoas que nos ajudam a construir os tais momentos de felicidade.</p>
<p>Mas, em contrário, já os momentos de tristeza e desânimo, são preenchidos somente por nós, e pelas nossas horas de pranto. Raros são os casos em que envolve pessoas.</p>
<p>Isto tudo tem a sua razão de ser.. Razão essa, que na minha opinião não faz sentido algum..</p>
<p>Muitos dos nossos momentos de tristeza acontecem porque nos chateamos com alguém, ou porque perdemos alguém que nos era querido, porque a vida não nos corre bem, ou porque simplesmente não temos ninguém para falar, desabafar... ninguém mesmo.</p>
<p>A realidade disso é que, infelizmente, as pessoas só estão unidas para o bem.. pois quando o «mal» afecta uma dessas pessoas, as outras afastam-se sem lhes prestar o apoio que deveriam.</p>
<p>Desse modo, quem vê essas pessoas a afastarem-se, acaba por cair na solidão. Solidão que ninguém merece e que ninguém deveria saber e/ou sentir o seu significado.</p>
<p>Sentir-se na solidão é sentir que o elo que nos une a alguém se quebrou e que dificilmente nos unirá ao mundo.</p>
<p>É perdemo-nos de nós mesmos, é estarmos na escuridão e vermos a nossa imagem, como filhos naturais da escuridão.</p>
<p>Solidão é perdemos a nossa alma e procurá-la em vão.</p>
<p>Solidão é vivermos num mundo que é nosso, só nosso e feito à nossa imagem, só para nós.</p>
<p>Mundo esse que ninguém ousa a entrar e que dificilmente nos conseguimos libertar. Libertação essa, deveras dificil, que se deve ao facto de a solidão se tornar a única companheira, e fiel, daqueles que um dia caíram nesse mundo.. o mundo da solidão.</p>
<p>Tudo isto acontece porque somos «abandonados» por aqueles que sempre nos rodearam, mas que naquele momento, em que algo de mal corre nas nossas vidas, essas mesmas pessoas recolhem as suas mãos e deixam-nos cair no abismo da solidão.</p>
<p>Deve ser triste viver em plena solidão, sem alegria de viver, somente com nós mesmos e com a nossa dor.</p>
<p>Nada disto existiria se olhassemos com olhos de esperança e interajuda para quem tem problemas, pois amanhã poderemos ser nós a passar pelo mesmo e a precisar de uma mão amiga...</p>
<p>Deveríamos ser uns para os outros em todos os momentos das nossas vidas..  Nos bons momentos, como também nos maus momentos.. Pois é nos momentos menos bons das nossas vidas, que vemos realmente o carácter das pessoas que nos rodeiam..</p>
<p>Nada é mais inconstante nesta vida do que a própria vida, mas devemos olhar os problemas como provas, e tentar encontrar a solução desses mesmos problemas. Mas, isto só será possível com o factor «união», pois sozinhos não somos nada, ninguém.</p>
<p>Sempre que alguém estiver em baixo, triste ou desanimado, vamos estender sempre as nossas mãos, para assim ajudarmos o próximo.</p>
<p>E desse modo, evitaremos que a solidão se propague por este mundo, e que afecte muitas pessoas que têm o mesmo direito que todos nós.. sermos felizes em união com o mundo e com as pessoas!</p>
<p><em>Marta Costa</em></p>
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