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	<title>goncalo-m-tavares &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/goncalo-m-tavares/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "goncalo-m-tavares"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 09:32:12 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[ENERGIA E ÉTICA]]></title>
<link>http://tagus.wordpress.com/?p=509</link>
<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 04:14:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tpglourenco Forcella</dc:creator>
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<description><![CDATA[
ENERGIA E ÉTICA
Sei isto: a minha energia está canalizada
Para a palavra fazer, gosto da ideia da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.br.inter.net/blog/guerreirodaluz/blog.br.inter.net/images/luz2.jpg" alt="" /><strong></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>ENERGIA E ÉTICA</strong></p>
<p style="text-align:left;">Sei isto: a minha energia está canalizada</p>
<p>Para a palavra fazer, gosto da ideia da construção</p>
<p>E o que dela existe nos movimentos normais.</p>
<p>Agrada-me a palavra engenharia e o que ela</p>
<p>Representa: não saias de um sítio sem deixares algo</p>
<p>Atrás de ti. Dirijo-me apenas às coisas que me excitam</p>
<p>Positivamente e me levam a fazer outras coisas, dirijo-me</p>
<p>Às pessoas de que gosto, nunca às de que não gosto;</p>
<p>Sempre me pareceu insensato que se pare,</p>
<p>Nem que por um momento, de admirar, há</p>
<p>Sempre actos e coisas que nos ajudam</p>
<p>neste cálculo infernal da distância entre o dia de hoje</p>
<p>e a nossa morte. E qualquer pessoa dar um passo que seja</p>
<p>em direcção ao que não aprecia, para insultar, ou derrubar,</p>
<p>parece-me brutal perda de tempo, uma falha grave</p>
<p>no órgão de admirar o mundo</p>
<p>(deves combater uma ou duas vezes na vida,</p>
<p>se combateres duzentas vezes</p>
<p>é porque os combates são fracos).</p>
<p>Não sei pois como viver. O que li e vi</p>
<p>Serve-me apenas para ser mais lúcido, não</p>
<p>Para ser melhor pessoa. Adquiri esta regra (ou nasci com ela):</p>
<p>- e é talvez uma moral -</p>
<p>mover-me apenas em direcção ao que gosto.</p>
<p>Se o prédio alto, escuro, feio</p>
<p>me impede de ver o sol, não fico a insultá-lo, não</p>
<p>moverei um dedo para o deitar abaixo:</p>
<p>contorno sim os edifícios necessários</p>
<p>até chegar ao espaço de onde possa receber aquilo que</p>
<p>quero. Se chegar lá de noite, montarei acampamento.</p>
<p><strong>Gonçalo M. Tavares- 1. Edição: Relógio D'Água, 2004 </strong></p>
<p style="text-align:left;">Obrigado Filipa por teres partilhado este poema comigo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GON&Ccedil;ALO M. TAVARES - UMA VIAGEM A P&Eacute;]]></title>
<link>http://fragmentosdetempo.wordpress.com/2008/04/12/gonalo-m-tavares-uma-viagem-a-p/</link>
<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 17:30:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://fragmentosdetempo.wordpress.com/2008/04/12/gonalo-m-tavares-uma-viagem-a-p/</guid>
<description><![CDATA[
O senhor Valéry andava sempre a pé. Muito rápido, com passinhos pequeninos. (Neste particular er]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://fragmentosdetempo.files.wordpress.com/2008/04/capa-sr-valry.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" height="208" alt="Capa Sr Val&#233;ry" src="http://fragmentosdetempo.files.wordpress.com/2008/04/capa-sr-valry-thumb.jpg" width="138" align="left" border="0"></a>
<p align="justify">O senhor Valéry andava sempre a pé. Muito rápido, com passinhos pequeninos. (Neste particular era parecido com o sr. Sommer, um vizinho).
<p align="justify">Um dia o senhor Valéry precisou de se deslocar a um ponto afastado da cidade.
<p align="justify">A pé demoraria dez horas. De comboio apenas vinte minutos.
<p align="justify">Depois de muito pensar o senhor Valéry decidiu ir a pé. O senhor Valéry explicava:
<p align="justify">- Quem me garante que o sítio onde chego após dez horas é o mesmo do que aquele que chego em vinte minutos?
<p align="justify">E com mais convicção dizia:
<p align="justify">- É evidente que não é o mesmo sítio.
<p align="justify">E o senhor Valéry desenhou, então, duas setas de comprimento muito diferente
<p align="center"><a href="http://fragmentosdetempo.files.wordpress.com/2008/04/digitalizar00121.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" height="53" alt="Digitalizar0012" src="http://fragmentosdetempo.files.wordpress.com/2008/04/digitalizar0012-thumb1.jpg" width="240" border="0"></a> </p>
<p align="justify">E exclamou:
<p align="justify">- Só um louco diria que o ponto final das duas setas é o mesmo.
<p align="justify">Ganhando balanço o senhor Valéry continuou:
<p align="justify">- E mesmo se eu for de comboio e esperar parado, no destino, 9 horas e 40 minutos, esse meu destino não será o mesmo daquele a que eu chego em dez horas de caminho a pé; já que eu estive lá, nesse sítio, mesmo que parado, 9 horas e 40 minutos a modificá-lo.
<p align="justify">E começou, então, a andar, pois a decisão estava tomada.
<p align="justify">Ao fim de vinte minutos de caminhada o senhor Valéry olhou para o relógio e pensou, de modo algo confuso:
<p align="justify">- Se eu me encontrasse já no meu destino, este momento exacto seria o sítio onde eu chegaria.
<p align="justify">Olhou à sua volta e disse:
<p align="justify">- Porém, este não é ainda o meu destino.
<p align="justify">Continuou, assim, a andar.
<p align="justify">Mais tarde, contente, exclamou, ainda para si próprio:
<p align="justify">- Ainda não cheguei, mas eu vou para outro sítio.
<p align="justify">E como faltavam ainda cerca de 9 horas para chegar onde queria, o senhor Valéry continuou a andar, contente e feliz com os seus raciocínios, um pé a seguir ao outro, sempre ao mesmo ritmo, a andar em direcção ao seu destino.
<p align="justify">- A mim ninguém me engana - murmurava o senhor Valéry, já a suar muito.
<p align="justify"><b>(O Senhor Valéry – Gonçalo M. Tavares)</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[QUASE TUDO CERTO, MENOS...]]></title>
<link>http://jroldao.wordpress.com/2008/04/08/quase-tudo-certo-menos/</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 03:55:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://jroldao.wordpress.com/2008/04/08/quase-tudo-certo-menos/</guid>
<description><![CDATA[
Sonolento, chuvoso, chapiscado, andando, assim foi este dia. De outro lado, minha Internet retornou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://jroldao.files.wordpress.com/2008/04/chuvaeporta.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" src="http://jroldao.files.wordpress.com/2008/04/chuvaeporta-thumb.jpg" border="0" alt="chuvaeporta" width="180" height="198" /></a></p>
<p align="justify">Sonolento, chuvoso, chapiscado, andando, assim foi este dia. De outro lado, minha Internet retornou, chamei-a de volta. Também quase alcancei um estado alfa ou beta nos engarrafamentos pela manhã, cedinho. Corri para fugir dos banhos que os carros (aqueles monstrengos com olhos acesos e de pele metálica) tentaram me dar.</p>
<p align="justify">Eu, Quixote de guarda-chuva em punho! Porém, quando tinha por certo que os tinha vencido todos, eis que um, daqueles mais assombrosos (enorme! de muitas patas, e barriga cheia de gente já devorada de ponto em ponto) consegue esguichar um bocado do choro do céu que tinha se acumulado em uma pequena poça solitária, ao lado do meu caminho. Raios! Ele poderia ter desviado, mas monstros são monstros, eu sei.</p>
<p align="justify">Aula de Italiano? Oras! A professora não ia dar aulas hoje! Deu sim... Estava doente na sexta-feira, mas curou-se, assim, em um medicinal fim de semana... E eu, há pouco expelido da barriga de um dos monstrengos que me havia engolido à porta de casa, atrasado por estar lutando contra moinhos movidos à força de chuvas e trovões, saí perdendo com duas faltas a mais.</p>
<p align="justify">Aula seguinte? Aquela sobre produção de textos? Pois é, essa não teve... Inverteram-se, em meu desfavor, as ordens das faltas e presenças de professores. Custa-me um pouco pensar que tudo foi combinado, entre os professores e os monstrengos, mas hoje nada me parecia despropositado, ainda mais se o caso contasse contra mim.</p>
<p align="justify">A aula de Grego? Essa é a melhor aula que tenho! O que estraga é o grego, mas, tirando isso, é a que mais gosto.</p>
<p align="justify">Pronto! Findas as aulas, lá vou eu procurar a diretora da biblioteca da UFRJ para arrumar a autorização e poder pegar uns livros do Gonçalo M. Tavares, lá no Centro Cultural do Banco do Brasil. Só consegui encontrá-los por lá, fazer o que?</p>
<p align="justify">Tudo estava correndo tão bem! Consegui a papeleta me autorizando a pegar emprestados quatro livros do referido autor; consegui condução que me deixou na Candelária, do ladinho do Centro Cultural... Só faltou o Centro Cultural do BB funcionar às segundas-feiras... Só isso... Fui à toa mesmo, pode rir de minha desventura, caro leitor. É que você ainda não sabe: além disso, eu estava azul, verde, cinza, sei lá, pense numa cor que lembre alguém morrendo, morrendo não, sepultado já, de fome e (é... ainda tem mais uma...) descobre que aquele dinheirinho que deveria estar na conta bancária ainda não estava. Tudo bem, nem tudo foi perdido. Almocei às 17 horas. Nem era tão tarde assim... pra janta...</p>
<p align="justify">Tirando essas coisas que eu contei aí em cima, o resto até que correu mais ou menos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Interview mit Gonçalo M. Tavares]]></title>
<link>http://tfmonline.wordpress.com/?p=86</link>
<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 16:36:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>tfmonline</dc:creator>
<guid>http://tfmonline.wordpress.com/?p=86</guid>
<description><![CDATA[Als Nachtrag zum Beitrag von vor einigen Tagen zum neuen Buch von Gonçalo M. Tavares Aprender a rez]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Als Nachtrag zum <a href="http://tfmonline.wordpress.com/2008/01/18/neu-erschienen/" title="Gonçalo M. Tavares im TFM-Blog" target="_blank">Beitrag</a> von vor einigen Tagen zum neuen Buch von Gonçalo M. Tavares <i><a href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=12955" title="Aprender a rezar na era da técnica" target="_blank">Aprender a rezar na era da técnica</a> </i>möchte ich an dieser Stelle ein Interview mit dem Autor empfehlen (in portugiesischer Sprache), das Gonçalo Mira vom Blog <a href="http://orgialiteraria.com/2008/01/entrevista-gonalo-m-tavares.html" title="Entrevista com Gonçalo M. Tavares- Orgia Literária" target="_blank">Orgia Literária</a> mit <a href="http://www.goncalomtavares.com/" title="Webseite von Gonçalo M. Tavares" target="_blank">Gonçalo M. Tavares</a> geführt hat. Es gibt einen guten Einblick in das Konzept der <i>livros pretos </i>und auch in das sonstige, schon so umfangreiche literarische Werk.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Grãos alheios III]]></title>
<link>http://memoriasdeareia.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 20:59:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreia Pinto</dc:creator>
<guid>http://memoriasdeareia.wordpress.com/?p=10</guid>
<description><![CDATA[Ao contrário de Saramago, não me &#8220;dá vontade de lhe bater&#8221;. Simplesmente apetece cola]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#800080">Ao contrário de Saramago, não me "dá vontade de lhe bater". Simplesmente apetece colar aqui os "livros pretos" inteirinhos...</font></p>
<p align="justify">"Se continuarmos a gastar a nossa energia criativa em divertimentos inúteis, em prostitutas e anedotas fáceis, em breve surgirá uma outra espécie animal, mais circunspecta e inapta para o bom humor, que tomará conta, em pouco tempo, das nossas instituições principais. <b>A tendência para contar anedotas pode fazer cair uma cidade</b>, pensava Theodor com alguma ironia - uma espécie animal que se afaste do divertimento e do prazer terá grandes vantagens biológicas em relação aos seres humanos..."</p>
<p>Gonçalo M. Tavares, in <i>Jerusalém</i></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Neu erschienen]]></title>
<link>http://tfmonline.wordpress.com/2008/01/18/neu-erschienen/</link>
<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 16:37:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>tfmonline</dc:creator>
<guid>http://tfmonline.wordpress.com/2008/01/18/neu-erschienen/</guid>
<description><![CDATA[Zum Wochenende noch eine Lektüreempfehlung. Eben erschienen und bei uns eingetroffen Aprender a rez]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Aprender a rezar na Era da Técnica" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=12955" target="_blank"><img src="http://tfmonline.wordpress.com/files/2008/01/9789722119580.thumbnail.jpg" alt="Aprender a rezar na Era da Técnica" align="left" /></a>Zum Wochenende noch eine Lektüreempfehlung. Eben erschienen und bei uns eingetroffen <a title="Aprender a rezar na Era da Técnica" href="http://www.tfmonline.de/tfm/htm/item.php?id=12955" target="_blank"><em>Aprender a rezar na Era da Técnica</em></a> (Beten lernen im Zeitalter der Technik) von Gonçalo M. Tavares - der vierte und abschließende Titel aus der Reihe der <em>schwarzen Bücher (livros pretos).</em></p>
<p>Bei einer Lesung in unserer Buchhandlung während der letztjährigen Buchmesse <a title="Gonçalo M. Tavares bei TFM" href="http://tfmonline.wordpress.com/files/2008/01/goncalomtavares-frankfurt2007.jpg"><img src="http://tfmonline.wordpress.com/files/2008/01/goncalomtavares-frankfurt2007.thumbnail.jpg" alt="Gonçalo M. Tavares bei TFM" align="middle" /></a>(siehe Foto, Copyright: TFM) hatte der Autor schon das Manuskript dabei. Das Buch reiht sich ein in die eher pessimistische Analyse der Welt, die den Büchern der schwarzen Serie eigen ist und die man deshalb - so  Gonçalo M. Tavares - besser mit guter Laune liest. Ausführliche Rezensionen in portugiesischer Sprache finden sich unter anderem <a title="Meia-noite todo dia - Gonçalo M. Tavares" href="http://meianoitetododia.blogspot.com/2007/12/moral-j-no-o-que-era-de-todos-os-novos.html" target="_blank">hier</a> und <a title="o que cai dos dias - Gonçalo M. Tavares" href="http://oquecaidosdias.wordpress.com/2008/01/14/da-banalidade-do-mal/" target="_blank">hier</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bilhete de Viagem]]></title>
<link>http://fragmentosdetempo.wordpress.com/2007/09/25/bilhete-de-viagem/</link>
<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 17:32:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://fragmentosdetempo.wordpress.com/2007/09/25/bilhete-de-viagem/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Um homem, entretanto, tinha um bilhete de viagem para a própria alma,
mas desconhecia o loca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Um homem, entretanto, tinha um bilhete de viagem para a própria alma,<br />
mas desconhecia o local de embarque"</p>
<p>[ <b><i>Gonçalo M. Tavares</i></b> ]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o bloqueio do escritor]]></title>
<link>http://absurdo.wordpress.com/2007/09/15/o-bloqueio-do-escritor/</link>
<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 13:52:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduarda Sousa</dc:creator>
<guid>http://absurdo.wordpress.com/2007/09/15/o-bloqueio-do-escritor/</guid>
<description><![CDATA[Embora já o tivesse revelado em inúmeras entrevistas, Gonçalo M. Tavares confirmou-me, em entrevi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Embora já o tivesse revelado em inúmeras entrevistas, Gonçalo M. Tavares <a href="http://absurdo.wordpress.com/2007/04/17/naquela-noite-embebedei-me-de-literatura/" target="_blank">confirmou-me</a>, em entrevista, que antes de começar a publicar já tinha a maior parte dos livros escritos:</p>
<p align="justify"><em>«Escrevo com muita intensidade desde os 19 ou 20 anos mas o primeiro livro só foi publicado aos 31. Quase todos os livros foram sendo escritos antes de o primeiro ser editado. Decidi publicar tarde para me defender de várias coisas. <strong>Pior do que ser muito mal recebido é ser muito bem recebido</strong>. Há aliás histórias de escritores que são muito bem recebidos com o primeiro livro e depois não conseguem escrever o seguinte, ficam paralisados. Como eu já tinha os livros escritos, essa questão não se colocou.» </em><em>(15.04.07)</em></p>
<p align="justify">Isto vem a propósito de quê? Nos últimos tempos, tenho recebido sinceros elogios ao que vou escrevendo por aqui e por ali. E agora, sinto-me paralisada. É um pseudo-bloqueio de uma pseudo-escritora. Ou mais especificamente: tem estado muito calor, o sono aperta, o ócio convida, as pestanas fraquejam e o corpo rende-se à evidência de uma existência absurda que nada tem para dizer ou contar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ Gonçalo M. Tavares honrado por receber prémio com o nome de Camilo Castelo Branco ]]></title>
<link>http://fragmentosdetempo.wordpress.com/2007/07/17/goncalo-m-tavares-honrado-por-receber-premio-com-o-nome-de-camilo-castelo-branco/</link>
<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 04:18:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://fragmentosdetempo.wordpress.com/2007/07/17/goncalo-m-tavares-honrado-por-receber-premio-com-o-nome-de-camilo-castelo-branco/</guid>
<description><![CDATA[

Ficamos assim a saber das novidades(?) literárias da terrinha. Gonçalo M. Tavares traz algo de a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fragmentosdetempo.wordpress.com/files/2007/07/tavares.jpg" title="tavares.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://fragmentosdetempo.wordpress.com/files/2007/07/tavares.jpg" alt="tavares.jpg" /></p>
<p align="justify">Ficamos assim a saber das novidades(?) literárias da <i>terrinha</i>. Gonçalo M. Tavares traz algo de antigo, e o veste de novo. Poderíamos assinalar que na escrita dele nada há de revolucionário, mas quem está em busca de revoluções literárias? Prezo a arte, não aquela técnica e gêneros novos(?) que esperam um dia venha a acontecer. Na verdade, a arte que mais interessa não é aquela que se vê nas folhas de um novo livro, mas aquela que acontece no imaginário de quem lê.</p>
<p align="justify">Abaixo colo a notícia; créditos e fonte ao fim da mesma.</p>
<p align="justify"><font color="#99ccff"><b>.................................................</b></font></p>
<p align="justify"><i><b>O escritor Gonçalo M. Tavares considerou, em S. Miguel de Seide, Famalicão, uma "honra" receber um prémio com o nome de Camilo Castelo Branco.</b></i></p>
<p align="justify"><i>Gonçalo Tavares falava no Centro de Estudos Camilianos, na cerimónia de entrega do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2006, de cinco mil euros, que conquistou com o texto "Água, Cão, Cavalo, Cabeça".</i></p>
<p align="justify"><i>O presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, considerou Gonçalo Tavares "um dos escritores mais originais da literatura portuguesa contemporânea", sublinhando que "os críticos literários já o definem como um dos grandes poetas do século XXI".</i></p>
<p align="justify"><i>"Gonçalo Tavares é, acima de tudo, um homem da comunicação, da literatura, da escrita. Felicito-o pela sua obra literária, que divulga e dignifica a língua portuguesa, a língua de Camões, de Pessoa e de Camilo", salientou Armindo Costa.</i></p>
<p align="justify"><i>O autarca realçou que o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, patrocinado pela Câmara de Famalicão, é fruto de uma parceria com a Associação Portuguesa de Escritores (APE) que "já dura há 16 anos".</i></p>
<p align="justify"><i>Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo e Paulo Kellerman foram os vencedores das primeiras 15 edições do prémio.</i></p>
<p align="justify"><i>Nascido em 1970, Gonçalo M. Tavares é um dos escritores portugueses com maior ritmo de publicação de livros, desde Dezembro de 2001, data da sua primeira obra, "Livro da Dança".</i></p>
<p align="justify"><i>O autor já venceu também o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com a obra "O Senhor Valéry", o Prémio Revelação de Poesia da APE, com "Investigações Novalis", e o Prémio Literário Ler Millenium/BCP 2004, com o romance "Jerusalém".</i></p>
<p align="center">FONTE: <a href="http://www.rtp.pt/index.php?article=290011&#38;visual=16&#38;rss=0">http://www.rtp.pt/index.php?article=290011&#38;visual=16&#38;rss=0</a></p>
<p align="center"><b>© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.<br />
2007-07-09 19:10:01</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Popurrí de fuá]]></title>
<link>http://cuadernosecreto.wordpress.com/2006/11/07/popurri-de-fua/</link>
<pubDate>Tue, 07 Nov 2006 17:22:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Javier Luján</dc:creator>
<guid>http://cuadernosecreto.wordpress.com/2006/11/07/popurri-de-fua/</guid>
<description><![CDATA[
 Voy a empezar mi popurrí de fuá a las finas hierbas, o cosas varias, con un grupo que después d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/5896/4222/1600/Mad.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:hand;margin:0 auto 10px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5896/4222/320/Mad.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
 <span style="font-family:verdana;">Voy a empezar mi popurrí de fuá a las finas hierbas, o cosas varias, con un grupo que después de beberme una botella de cava siempre me apetece escuchar. Se trata de Madredeus, ese quinteto portugués que tantas noches me ha dejado sin dormir, con cava o sin él, tratando de navegar entre tanto sentimiento bravío, sin cesar de desprender una gran dosis de saudade existencial.  Voy con dos títulos: </span><span style="font-style:italic;font-family:verdana;"><span style="font-weight:bold;">"Ven amor infinito"</span> </span><span style="font-family:verdana;">y </span><span style="font-style:italic;font-family:verdana;"><span style="font-weight:bold;">"Faluas do Tejo"</span>, </span><span style="font-family:verdana;">aunque advierto que cualquier título de su discografía es igualmente válido, con cava o sin él.<span style="color:rgb(0, 0, 0);"><span><br />
<span style="text-decoration:underline;"></span><span style="color:rgb(51, 51, 51);">Enlace a la página oficial de Madredeus: <a href="http://beta.blogger.com/www.madredeus.com">www.madredeus.com</a> , nada más abrirla suenan sus canciones, así que se puede dejar de fondo.</span></span></span></p>
<p></span><span style="font-family:verdana;">Y ya que estamos en el mundo lusitano, un par de libros de un autor portugués, nacido en Ángola, Gonçalo M. Tavares: </span><span style="font-style:italic;font-family:verdana;"><span style="font-weight:bold;">"Un hombre: Klaus Kump"</span> </span><span style="font-family:verdana;">y </span><span style="font-style:italic;font-family:verdana;"><span style="font-weight:bold;">"El señor Válery"</span>.</p>
<p></span><span style="font-family:verdana;">Una película para hoy mismo: </span><span style="font-style:italic;font-weight:bold;font-family:verdana;">"El ilusionista".<br />
</span><span style="font-family:verdana;">Por último, una entrevista de Mª Luisa Páramo a Alfredo Bryce Echenique (1996), por qué todas las vidas se entrecruzan, aunque no sepan que lo están haciendo:</span><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:rgb(255, 0, 0);"><br />
<a href="http://groups.google.com/group/Melina-Alfaro/browse_thread/thread/ddc03177fafa1787/56b2078c6b76d3f9?q=%22alfredo+bryce+echenique%22&#38;rnum=5#56b2078c6b76d3f9"><span style="font-style:italic;font-weight:bold;">Entrevista a Alfredo Bryce Echenique</span></a><br />
<span style="font-style:italic;font-family:verdana;"><br />
<blockquote></blockquote>
<p></span><span style="font-style:italic;font-family:verdana;"><span style="color:rgb(0, 0, 0);"><span style="font-style:italic;"></span></span></span><br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
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