…viveu em tanta pobreza, que se não tivera um jau, chamado António, que da Índia trouxe, que de noite pedia esmola para o ajudar a sustentar, não pudera aturar a vida. Como se viu, tanto que o jau mo… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 1 month ago: …viveu em tanta pobreza, que se não tivera um jau, chamado António, que da Índia trouxe, que de noit … more →
Raquel Agra wrote 2 months ago: De rosto em rosto a ti mesmo procuras e só encontras a noite por onde entraste finalmente nu – a lou … more →
Raquel Agra wrote 4 months ago: Chegam notícias do Brasil, o Chico Mendes foi assassinado, a morte enrola-se agora nos primeiros fri … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Atado ao silêncio, o coração ainda pesado de amor, jazes de perfil, escutando, por assim dizer, as á … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: O que dói não é um álamo. Não é a neve nem a raiz da alegria apodrecendo nas colinas. O que dói nã … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: Com as aves aprende-se a morrer. Também o frio de Janeiro enredado nos ramos não ensina outra coisa … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: No meio dos anjos desembarcados em Marselha, nas margens do Sena, ao ouvido de Marie, os olhos ardid … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: O outro sabia. Tinha uma certeza. Sou eterno, dizia. Eu não tenho nada. Amei o desejo com o corpo … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: Foram vários a partir, a deixar hábitos máscaras cobardias – o deserto sem lacuna dos dias. Lá onde … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Provavelmente já te encontrarás à vontade entre os anjos e, com esse sorriso onde a infância tomava … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Nesta cidade, onde agora me sinto mais estrangeiro do que um gato persa; nesta Lisboa, onde mansos e … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Era bonita mas tão provinciana a cidade. Dos seus muros pasmados a luz fina caía preguiçosa nas arei … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Dizem que foste tu a escolher a violência da tua morte, num acorde perfeito com os teus versos. Não … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Este país é o teu, este ardor apagado, este feixe de coisas tristes e lentas; para morrer não tens o … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Já estiveras na morte muita vez e sempre regressaras. Para a conheceres bastava-te afinal seres port … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Nesses dias era sílaba a sílaba que chegavas. Quem conheça o sul e a sua transparência também sabe q … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Vais crescendo, meu filho, com a difícil luz do mundo. Não foi um paraíso, que não é medida humana, … more →