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	<title>imagens-da-mulher &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "imagens-da-mulher"</description>
	<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 21:00:50 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Serviços &amp; Sumiços.]]></title>
<link>http://publicoeprivado.wordpress.com/?p=478</link>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 20:53:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>cris s</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tenho estado meio sumida do blog, mas não é descaso: o trabalho começou a todo vapor e eu, pela p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Tenho estado meio sumida do blog, mas não é descaso: o trabalho começou a todo vapor e eu, pela primeira vez na vida, tenho conciliado trabalho fora de casa com o doméstico. E, finalmente, acabo por entender o funcionamento de uma casa. Na cozinha, os cafés-da-manhã, os almoços, os lanches da tarde e os jantares -- temos fome o tempo todo, notaram? Na lavanderia, o fluxo ininterrupto de roupas: separe as coloridas, as pretas e escuras e as brancas; guarde as limpas porque dali um pouco já estarão de volta, sujas. A limpeza: varrer, tirar pó, aspirar, esfregar, esfregar até dizer chega. É realmente um trabalho ingrato. No entanto, admito que gostei de ser obrigada a criar uma rotina que acomodasse as duas coisas. Sem falar no companheirismo das meninas, que nunca se negam a ajudar. Durante o carnaval, desenterrei alguns livros de culinária -- além de contar com a ajuda de blogs feríssimos -- e cozinhamos refeições gostosas e saudáveis. Enquanto preparávamos os pratos, conversamos e nos divertimos muito. Mas não pense que eu me converti em dona-de-casa perfeita (que termo idiossincrático!), nada disso. Além de não ter a competência necessária, tenho um defeito horrível: sou muito perfeccionista. Se eu morasse em um país que facilitasse o serviço doméstico, seria tudo mais fácil. Imagino que o mercado brasileiro não tenha motivação para sofisticar os produtos domésticos porque não há demanda suficiente: as classes média e alta continuam contando com a ajuda de empregadas domésticas. Estas, há anos, ganharam todos os benefícios de trabalhadores, ainda que seja notório o abuso dos seus serviços. No momento, estou procurando uma faxineira que me ajude a ter uma vida menos enlouquecida. O serviço de uma faxineira, para mim, não preciso falar (mas sabe como é que é...), é algo precioso e valoroso. E então, somente então, talvez eu possa voltar a escrever algo decente aqui e alhures. Agora tenho que ir porque já é hora do jantar. Não disse que nunca, nunca pára?</p>
<p align="justify"><a rel="attachment wp-att-479" href="http://publicoeprivado.wordpress.com/2008/02/18/sumico-servicos/479/" title="vassoura.png"><img src="http://publicoeprivado.wordpress.com/files/2008/02/vassoura.png" alt="vassoura.png" /></a></p>
<p align="justify"><strong>Imagem</strong>: Google Image.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A mulher e as imagens.]]></title>
<link>http://publicoeprivado.wordpress.com/2007/03/08/a-mulher-e-as-imagens/</link>
<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 21:16:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>cris s</dc:creator>
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<description><![CDATA[A década de cinqüenta testemunha uma mudança radical na sociedade americana, especialmente se com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span><font face="Times New Roman"><a rel="attachment wp-att-232" href="http://publicoeprivado.wordpress.com/2007/03/08/a-mulher-e-as-imagens/womens-day1png-2/" title="womens-day1.png"></a>A década de cinqüenta testemunha uma mudança radical na sociedade americana, especialmente se comparada às décadas precedentes. Enquanto os anos trinta e quarenta limitaram os americanos à frugalidade e ao racionamento, os anos cinqüenta iniciam um processo de consumismo sem precedentes. Os americanos possuíam 75% de todos os carros e eletrodomésticos que se fabricava no planeta. Em busca de uma ‘vida normal’, a sociedade esquece muito rapidamente dos horrores da Segunda Guerra Mundial e tenta aplacar o pavor da Guerra Fria se transportando para um futuro maravilhoso anunciado na televisão, nas revistas e na publicidade. </font></span><span><font face="Times New Roman"><span>            </span></font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman"><span></span></font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">É neste contexto histórico que nasce a imagem da mulher como consumidora e como objeto de consumo. Pois, como observa Luisa Passerini, a mulher desempenha uma função-chave para a cultura de massa, “quer como lugar de afirmação dos valores definidos como puramente femininos, entre os quais a individualidade, o bem-estar, o amor, a felicidade, quer como amplificador de imagens de mulheres sedutoras [...]”.</font></span><span><font face="Times New Roman"> </font></span><span> </span><span><font face="Times New Roman"> </font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman"><a rel="attachment wp-att-232" href="http://publicoeprivado.wordpress.com/2007/03/08/a-mulher-e-as-imagens/womens-day1png-2/" title="womens-day1.png"><img src="http://publicoeprivado.files.wordpress.com/2007/03/womens-day1.png" alt="womens-day1.png" /></a></font></span></p>
<p><span><span><font face="Times New Roman">A imagem é tudo. Vale mais que mil palavras. Aliás, vale muito mais que mil palavras. E a mulher é, sem dúvida nenhuma, ao mesmo tempo a protagonista e a vítima da indústria do olhar. Esta mulher-imagem-objeto irá influenciar a maneira como vemos, como nos vestimos, como pensamos, como nos comportamos. Somos, para usar uma palavra bem contemporânea, “domesticadas” pelas imagens.<span>  </span>E o corpo é o nosso santuário. </font></span><span><font face="Times New Roman">Como diz Baudrillard:</font></span></span><span> </span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span><span><span><font face="Times New Roman">"No universo da sociedade de consumo, há um objeto mais bonito, mais precioso, mais impressionante que qualquer outro – um objeto mais carregado de conotações do que o automóvel; este objeto é o corpo. A redescoberta do corpo depois da época do puritanismo sob o signo da liberação física e sexual; a onipresença do corpo – especialmente do corpo feminino – na propaganda, na moda na cultura de massa – os cultos higiênicos, dietéticos e terapêuticos que circundam o corpo, a obsessão com a juventude, com a elegância, com a feminilidade, com tratamentos, dietas e sacrifícios ligados a ele. O Mito do Prazer que envolve o corpo – tudo é evidência que hoje o corpo tornou-se um objeto sagrado. O corpo literalmente substituiu a alma na sua função ideológica."</font></span><span><font face="Times New Roman"> </font></span></span></p>
<p><span><span><span><font face="Times New Roman">Baudrillard tem toda razão: o corpo se tornou objeto último da obsessão narcisista, dos cuidados excessivos e de tratamentos cosméticos, muitas vezes, inescrupulosos. Nos dias de hoje, são estes os rituais de verdadeira adoração: os cultos religiosos dedicados ao “Corpo”, que o tornam “sacrossanto”.<span>  </span></font></span><span><font face="Times New Roman"> </font></span></span></span></p>
<p><span><span><span><font face="Times New Roman">Os estudos de gênero se empenham, entre outros assuntos, em especular criticamente sobre os processos culturais pelos quais somos todos subjetivamente e ideologicamente ‘moldados’ por meio de nossas interações com as imagens, ícones, e discursos que circulam na nossa sociedade.</font></span></span></span></p>
<p><span><span><span><font face="Times New Roman">A preocupação das feministas, em específico, é totalmente justificada quando vemos o crescente número de garotas e mulheres com distúrbios alimentares. A anorexia se tornou praticamente um culto em alguns meios e, quando aceitamos a premissa que as imagens nos possuem mais do que nós possuímos a elas, essa realidade não surpreende nem um pouco. A indústria da moda glorifica o corpo magro, esquelético e faces pálidas, com aspecto doentio. </font></span><span><font face="Times New Roman"><span>            </span></font></span></span></span></p>
<p><span><span><span><font face="Times New Roman"><span></span></font></span></span></span></p>
<p><span><span><span><font face="Times New Roman"><span></span></font></span></span></span><span><span><span><font face="Times New Roman"><span></span></font></span></span><span><span><font face="Times New Roman"><span></span>No entanto, na medida em que nos tornamos conscientes que as imagens são “construções sociais”, podemos criar um espaço crítico que nos permite articular os sentidos que elas emitem. O impacto positivo que o feminismo tem provocado, já pode ser presenciado em centros de moda como Milão e Madri, aonde se proibiu o desfile de modelos excessivamente magras.</font></span><span><font face="Times New Roman"><span> </span>Escolher, negar, aceitar ou resistir às imagens é prerrogativa de cada uma de nós. </font></span></span><span></span><span><span><font face="Times New Roman"><a rel="attachment wp-att-233" href="http://publicoeprivado.wordpress.com/2007/03/08/a-mulher-e-as-imagens/womens-day2png/" title="womens-day2.png"><img align="left" src="http://publicoeprivado.files.wordpress.com/2007/03/womens-day2.png" alt="womens-day2.png" /></a></font></span></span></span><span><span><span></span></span></span><span> </span><span><span><span></span></span><span><span></span></span></span><span></span><span><span><font face="Times New Roman">Mas respeitar e valorizar o próprio corpo é, sem dúvida nenhuma, uma das experiências mais liberadoras para a mulher nos dias de hoje.<span>   </span></font></span><strong><span><font face="Times New Roman"> </font></span></strong></span><span> </span><span><span><span></span></span></span><span><span><span></span></span></span><span></span><span><span><span></span></span></span><span><span><span></span></span></span><span><span><span></span></span></span><span><span><span></span></span></span><span><span><span></span></span></p>
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<p><span><span><font face="Times New Roman">Bibliografia:</font><font face="Times New Roman"> </font></span> </span></p>
<p><span><span style="font-size:12pt;"></span><span style="font-size:12pt;"><span><font face="Times New Roman">BAUDRILLARD, Jean. <em>Tela Total</em>. Mitos-ironias da era do virtual e da imagem. </font></span><span style="font-size:12pt;"><font face="Times New Roman"> </font></span></span></span></p>
<p><span><span style="font-size:12pt;"><span style="font-size:12pt;"></span><span style="font-size:12pt;"><font face="Times New Roman">PASSERINI, Luisa. “Mulheres, consumo e cultura de massas” in: DUBY, Georges e </font></span><span style="font-size:12pt;"><font face="Times New Roman">PERROT, Michelle (orgs.) <em>História das Mulheres</em>. O Século XX. Porto: Edições Afrontamento, 1991.</font></span><span><font face="Times New Roman"> </font></span></span></span></p>
<p><span><span style="font-size:12pt;"><span></span><span><span><font face="Times New Roman"><em>Esse post faz parte da blogagem coletiva para o Dia Internacional da Mulher, organizado pela Denise, do blog Síndrome de Estocolmo.</em></font></span></span></span></span></p>
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