<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>literatura-fantastica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/literatura-fantastica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "literatura-fantastica"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 01:39:30 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Sociedades Secretas - O Submundo]]></title>
<link>http://cantodooraculo.wordpress.com/?p=250</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 18:10:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>spereirac</dc:creator>
<guid>http://cantodooraculo.pt.wordpress.com/2008/10/10/sociedades-secretas-o-submundo/</guid>
<description><![CDATA[



Capa do novo Sociedades Secretas - O Submundo
JÁ DISPONÍVEL NAS MELHORES BANCAS E LIVRARIAS DO]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><em><strong></strong></em></div>
<div><em><strong></strong></em></div>
<div><em><strong></strong></em></div>
<p><em><strong></p>
[caption id="attachment_251" align="alignleft" width="291" caption="Capa do novo Sociedades Secretas - O Submundo"]<a href="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2008/10/imagem2234.jpg"><img class="size-full wp-image-251" title="Sociedades Secretas - O Submundo 5.cdr" src="http://cantodooraculo.wordpress.com/files/2008/10/imagem2234.jpg" alt="Capa do novo  Sociedades Secretas - O Submundo" width="291" height="457" /></a>[/caption]
<p>JÁ DISPONÍVEL NAS MELHORES BANCAS E LIVRARIAS DO PAÍS!!!</p>
<p>A continuação do best-seller Sociedades Secretas</p>
<p> </p>
<p></strong></em>Este é o livro mais esperado por todos os leitores que se sentem instigados por sociedades secretas como <strong>Illuminati, Maçonaria, Golden Dawn, Skull and Bones</strong>, entre outras, mas não encontram fontes de informação que realmente satisfaçam suas curiosidades, e também para os fãs do best-seller Sociedades Secretas.<br />
Neste novo e misterioso enredo, o autor se encontra envolvido em mais um mistério envolvendo o passado, seus amigos e fatos não esclarecidos até então. Dessa vez, assassinatos são cometidos e, correndo risco de vida, ele entra de cabeça em mais uma trama envolvendo conspirações, rituais misteriosos e a luta pelo controle das sociedades secretas, que são os principais ingredientes desta história de prender o fôlego da primeira à última linha.0</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ANHANGÁ - A Fúria do Demônio]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2882</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 12:30:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Giz Editorial</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/10/anhanga-a-furia-do-demonio-2/</guid>
<description><![CDATA[



NOITE DE AUTÓGRAFO
A Livraria Martins Fontes, a Giz Editorial e o escritor J. Modesto têm o pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<hr size="1" />
<table style="width:679px;height:174px;" border="0" cellpadding="5">
<tbody>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong><a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/imagens/convite_anhanga_namartinsfontes.jpg" target="_blank">NOITE DE AUTÓGRAFO</a></strong></span><br />
<span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">A <a href="http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=283275" target="_blank">Livraria Martins Fontes</a>, a <a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/produto.asp?codcat=LIT000000&#38;codprod=1519" target="_blank">Giz Editorial</a> e o escritor <a href="http://www.gizeditorial.com.br/jmodesto" target="_blank">J. Modesto</a> têm o prazer de convidá-lo(a) para a noite de autógrafos do livro <strong><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>ANHANGÁ</strong></span></strong>. </span><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><br />
<a href="http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=283275" target="_blank"><img src="http://www.gizeditorial.com.br/site/gizonline/logotipolivrariamartinsfontes.jpg" border="0" alt="Martins Fontes" width="176" height="62" /></a></span></td>
<td width="60" valign="top"><a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/produto.asp?codcat=LIT000000&#38;codprod=1519" target="_blank"><img src="http://www.gizeditorial.com.br/site/imagens/capas/85-785-5004-2.jpg" border="0" alt="Vampirus Brasil" width="107" height="161" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellpadding="5">
<tbody>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>ANOTE NA SUA AGENDA</strong></span> <span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><br />
• Dia 16 de Outubro de 2008, quinta-feira, às 19h<br />
• Avenida Paulista, Nº 509, São Paulo, SP - Próximo à Estação Brigadeiro do Metrô<br />
Estacionamento na rua Manoel da Nóbrega, 95 (primeira hora gratuita)</span></p>
<hr size="1" /><a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/index.asp?pag=71" target="_blank"><img src="http://www.gizeditorial.com.br/site/imagens/chamaanhanga.jpg" border="0" alt="Anhangá - A Furia do Demônio" width="306" height="187" /></a><br />
<span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>300 anos antes do descobrimento, o<br />
mal já caminhava sobre terras brasileiras.</strong></span></p>
<div><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Nos primeiros dias após a fundação da vila de São Paulo de Piratininga, o jesuíta Padre José de Anchieta tenta acalmar um indiozinho aflito que se escondera no pequeno barracão do colégio. O medo do maléfico demônio Anhangá é o motivo do pavor do menino de pele avermelhada. Com todo o carisma que possuí, o jesuíta acolhe o pequenino enquanto a natureza, lá fora, demonstra toda a sua fúria numa tempestade que castiga impiedosamente a vila, sem saberem que o Mal está bem próximo. É deste cenário que acontece a partida para a fantástica história narrada por J. Modesto em <strong><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>ANHANGÁ</strong></span></strong>, seu novo livro publicado pela Giz Editorial. O leitor vislumbrará a maravilhosa narrativa acompanhando as aventuras e combates envolvendo tribos indígenas, feiticeiros, deuses e demônios numa terra ainda inexplorada.</span></div>
<p align="justify"><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>SOBRE O AUTOR</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">J. Modesto é o mais novo nome da Literatura Fantástica Nacional. Fã ardoroso deste gênero da literatura, formado Arquiteto e Urbanista pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, abandonou suas pranchetas para enveredar pela ficção. Dentre suas influencias está seu maior ídolo, H. P. Lovecraft, seguido de nomes importantes como Bram Stoker, Stephen King, Anne Rice, Mary Shelley e Edgar Allan Poe. Fã confesso de Histórias em Quadrinhos e literatura fantástica, J. Modesto vem agora presentear-nos com seu segundo romance, depois do sucesso de sua obra </span><a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/produto.asp?codcat=FIC015000&#38;codprod=1297"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">TREVAS</span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">. Em seu perfil, no </span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11248828513238684277" target="_blank"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">ORKUT</span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">, o escritor mantém contato com leitores interessados em trocar idéias sobre seus livros. O leitor interessado em suas obras poderá acessar sua </span><a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=26364751" target="_blank"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">comunidade</span></a> <span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">também no ORKUT. Sem sombra de dúvidas, J. Modesto é um nome que veio pra ficar.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"></p>
<p align="justify"><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>DADOS DO LIVRO</strong></span><br />
Título: ANHANGÁ - A Fúria do Demônio<br />
Autor: J. Modesto<br />
Páginas: 248<br />
ISBN: 978-85-785-5004-2<br />
Editora: Giz Editorial</p>
<div><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"></span></p>
<div></div>
<div><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"></span></div>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><font face="Verdana" size="2"></font><font face="Verdana" size="2"></font><font face="Verdana" size="2"></p>
<p align="justify"><span style="font-size:x-small;color:#003300;font-family:Verdana;"><strong>DOWNLOAD</strong></span><br />
• Baixe o <a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/releases/Press_Release_do_Livro_ANHANGA.pdf" target="_blank">PRESS-RELEASE</a> do livro ANHANGÁ.<br />
• Baixe o <a href="http://www.gizeditorial.com.br/site/releases/Primeiro_Capitulo_Anhanga.pdf" target="_blank">PRIMEIRO CAPÍTULO GRÁTIS</a> do livro ANHANGÁ</p>
<p></font></span><font face="Verdana" size="2"></font><font face="Verdana" size="2"></p>
<p align="justify"> </p>
<p></font></span><font face="Verdana" size="2"></p>
<p align="justify"> </p>
<p></font></span></p>
<p align="justify"> </p>
</div>
<p></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crepúsculo]]></title>
<link>http://esdll.wordpress.com/?p=293</link>
<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 20:40:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>elijahna</dc:creator>
<guid>http://esdll.pt.wordpress.com/2008/10/09/crepusculo/</guid>
<description><![CDATA[
Cuando Isabella Swan se muda a Forks, una pequeña localidad del estado de Washington en la que nun]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.redaccionjoven.com/monograficos/escena/alice/crepusculo1.jpg" alt="" width="179" height="249" /></p>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;">Cuando Isabella Swan se muda a Forks, una pequeña localidad del estado de Washington en la que nunca deja de llover, piensa que es lo más aburrido que le podía haber ocurrido en la vida. Pero su vida da un giro excitante y aterrador una vez que se encuentra con el misterioso y seductor Edward Cullen. Hasta ese momento, Edward se las ha arreglado para mantener en secreto su identidad vampírica, pero ahora nadie se encuentra a salvo, y sobre todo Isabella, la persona a quien más quiere Edward... <!--more--></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">..</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:center;"><img src="http://www.paritarios.cl/images/esp_senalitica21.gif" alt="" /></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:center;"><strong><span style="text-decoration:underline;">SILENCIO </span></strong></div>
<div class="libro_ficha_texto_texto" style="text-align:center;"><strong><span style="text-decoration:underline;">ESTAMOS LEYENDO</span></strong></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LIVRO DE FICÇÃO CIENTÍFICA É SELECIONADO PARA O PNBE (PLANO NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA)]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2819</link>
<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 12:00:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/09/livro-de-ficcao-cientifica-e-selecionado-para-o-pnbe-plano-nacional-biblioteca-da-escola/</guid>
<description><![CDATA[Neste volume estão onze histórias, de Machado de Assis, o maior nome da literatura nacional, até ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_2820" align="alignleft" width="250" caption="Neste volume estão onze histórias, de Machado de Assis, o maior nome da literatura nacional, até o desconhecido Ricardo Teixeira. De 1882 a 1997 — mais de cem anos de ficção científica feita por brasileiros, demonstrando que o gênero teve e tem um papel na representação da “experiência brasileira”, e merece um lugar no cenário das letras nacionais. "]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/fc_melhores-contos.jpg"><img class="size-full wp-image-2820" title="fc_melhores-contos" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/fc_melhores-contos.jpg" alt="" width="250" height="380" /></a>[/caption]
<p>Em portaria de 6 de outubro de 2008 (nº 1.225) publicada no Diário Oficial da União de 7 de outubro, o Ministério da Educação divulgou a lista dos livros selecionados para o PNBE/2009.<br />
Dos 599 títulos selecionados, um merece destaque: <strong>"Os Melhores Contos Brasileros de Ficção Científica"</strong> (<a href="http://www.devir.com.br/literatura/fc_contos_brasileiros.php">Devir, 200 páginas</a>).</p>
<p>Incentivar nas crianças e nos professores o gosto pela leitura e pelo saber é o principal objetivo do Ministério da Educação ao propor ações que componham uma Política de Formação de Leitores que democratize o acesso de alunos e professores à cultura e à informação, contribuindo, dessa forma, para o fomento à prática da leitura e para a formação de professores e alunos leitores.</p>
<p>Sobre a notícia, Roberto Causo, o organizador do livro comentou: "Uma notícia muito positiva. Reforça, certamente, o interesse do projeto e significa um passo para seduzir as novas gerações para a ficção científica brasileira, já que o livro irá para as bibliotecas escolares de todo o país. Também deve ajudar na viabilização da continuidade do projeto, com a publicação de um volume 2".</p>
<p>Em 1997 foi instituído, no MEC, o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), com o objetivo de democratizar o acesso de alunos e professores à cultura, à informação e aos conhecimentos socialmente produzidos ao longo da história da humanidade. Desde então são distribuídos acervos formados por obras de referência, de literatura e de apoio à formação de professores às escolas do ensino fundamental.</p>
<p>O Ministério da Educação ampliou o atendimento do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE. A educação infantil e o ensino médio, também, passaram a receber livros do PNBE. Com isso, cerca de 30 milhões de alunos brasileiros são beneficiados com os novos acervos literários, adquiridos em 2008 e distribuídos entre abril e maio de 2009.</p>
<p>Os acervos são distribuídos às escolas públicas de educação infantil, às que oferecem as séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª série ou 1º ao 5º ano) e às escolas do ensino médio das redes públicas municipais, estaduais, federal e do Distrito Federal. A distribuição dos acervos se dá conforme o número de alunos matriculados no estabelecimento de ensino.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA['CREPÚSCULO', FILME DE VAMPIROS, GANHA PRIMEIRAS FOTOS]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2814</link>
<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 11:59:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/09/crepusculo-filme-de-vampiros-ganha-primeiras-fotos/</guid>
<description><![CDATA[O filme de vampiros teens da diretora Catherine Hardwicke (&#8217;Aos Treze&#8217;) ganhou suas prim]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/crepusculo_capaa.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/crepusculo_capaa.jpg" alt="" title="crepusculo_capaa" width="280" height="299" class="alignleft size-full wp-image-2832" /></a>O filme de vampiros teens da diretora Catherine Hardwicke ('Aos Treze') ganhou suas primeiras imagens.</p>
<p>Baseado nos livros 'Twilight' (que receberam o título 'Crepúsculo' por aqui), que já venderam mais de 5 milhões de cópias no mundo, o filme chega ao Brasil e janeiro de 2009.</p>
<p>No filme, uma adolescente se apaixona por um vampiro e, quando o casal passa a ser perseguido por um clã inimigo, ela tem que decidir se deseja ou não a vida eterna.</p>
<p>O elenco conta com Nikki Reed, Kristen Stewart, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser e Robert Pattinson.<br />
<a href="http://www.cinepop.com.br/noticias2/crepusculo_1.htm" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">CINE POP</span></strong></a></p>
<p><strong>Crepúsculo</strong> marca a estréia da americana Stephenie Meyer na literatura como um fenômeno do mercado editorial. Ela assina uma saga de quatro livros que se tornou uma febre ao vender mais de cinco milhões de exemplares em todo o mundo</p>
<p><strong>Crepúsculo</strong> poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego — um romance repleto das angústias e incertezas da juventude — o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos.</p>
<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/crepusculo_foto1.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/crepusculo_foto1.jpg" alt="" title="crepusculo_foto1" width="450" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-2815" /></a></p>
<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/crepusculo_foto4.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/crepusculo_foto4.jpg" alt="" title="crepusculo_foto4" width="450" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-2816" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CRISTINA LASAITIS E SUAS FÁBULAS DO TEMPO E DA ETERNIDADE]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2730</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 20:40:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/08/cristina-lasaitis-e-suas-fabulas-do-tempo-e-da-eternidade-2/</guid>
<description><![CDATA[Às vezes, fico pensando nas pessoas que resenharam Asimov, Clarke, etc em seu começo de carreira. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/fabulas_capab.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/fabulas_capab.jpg" alt="" title="fabulas_capab" width="200" height="294" class="alignleft size-full wp-image-2732" /></a>Às vezes, fico pensando nas pessoas que resenharam Asimov, Clarke, etc em seu começo de carreira. Era evidente que eles teriam a popularidade e o reconhecimento que tiveram? Soube a crítica, os resenhistas de então, captar isso?</p>
<p>Eu tenho a sensação de que, sendo consistente o crescimento atual da Ficção Científica e da Fantasia nacionais, a Cristina com certeza terá um lugar entre os melhores escritores daqui. E resenhar o primeiro livro dela é uma responsabilidade <span style="font-style:italic;">e</span> uma aposta.</p>
<p>Prematuro? Não creio. Embora tenha começado a escrever recentemente - desde 2004 - a Cristina vem consistentemente emplacando contos em concursos e coletâneas, desde a polêmica "FC do B - Panorama 2006/2007" até a "Visões de São Paulo". Ter um prefácio de Fábio Fernandes em seu livro de estréia não é para qualquer um, com certeza, então creio sim que é uma aposta, mas mais devido ao risco - ou o potencial - de um mercado como o nacional para absorver e realmente recompensar uma escritora como ela.</p>
<p>"<a href="http://cristinalasaitis.wordpress.com/2008/07/17/como-adquirir-o-fabulas">Fábulas do Tempo e da Eternidade</a>" (Tarja Editorial, 176 páginas, R$ 23,00) é uma coletânea de contos, primariamente de ficção científica, mas com a fantasia aparecendo aqui e ali. É uma bem construída, inteligente e prazerosa colcha de retalhos. Alguns contos interligam-se e, ao final da leitura, a sensação é de que tudo faz parte de um mesmo "multi-verso", onde personagens tão díspares quanto um Inca medroso e sedento de poder, uma cientista inteligentíssima e otimista e um anjo "caído" podem fazer parte do mesmo universo - mas não do mesmo <span style="font-style:italic;">tempo</span>.</p>
<p>Durante todo o livro fica-se com a sensação de que cada conto é apenas um ensaio, uma pequena introdução a algo maior. Como se ela estivesse apresentando pequenas histórias, para nos acostumar com seus personagens, seus cenários... e depois virem os romances desenvolvendo melhor o povo que vive no deserto, tendo que "ressuscitar" o conhecimento perdido da humanidade em velhos computadores ou as aventuras da cientista que ousou tentar matar o tempo - a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Susan_Calvin"><span style="color:#993300;">Susan Calvin</span></a> da Cristina.</p>
<p>Alguns contos já eram conhecidos do site Nova Visões ou mesmo da coletânea FC do B, e aparecem com algumas modificações aqui. Não é algo ruim - ao contrário, para entender essa "colcha de retalhos" é preciso ler tudo do começo ao fim, identificando aqui e ali onde ela mudou os textos e os interligou.</p>
<p>Não cabe aqui - tanto para não estragar a surpresa do leitor como por não ser o meu objetivo - mapear essas interligações, mas é algo que vai dando prazer de acompanhar conforme o livro se desenvolve. Claro que, como qualquer coletânea, existem contos mais fracos e outros excelentes. Em minha opinião, por exemplo, "Meia-noite", o décimo-segundo conto, que fecha o livro, é um dos melhores textos que já li na minha vida. Mas isso pode ter a ver com a Cristina falar diretamente ao meu "universo" aqui, com personagens que adoram estar on-line, "hackeando" e brincando com os códigos que formam os programas, a rede e os web-sites - e, neste caso, as realidades virtuais também.</p>
<p>Já o conto "Caçadores de Anjos", embora interessante, não captou tanto minha atenção, bem como "Irmãos Siameses". Eles não são <span style="font-style:italic;">ruins</span>, que fique claro - apenas não alcançaram a expectativa que eu tinha antes de ler.</p>
<p>Há em todo o livro, como pode parecer óbvio, o questionamento do tempo, das marcas de sua passagem e de quanto realmente entendemos dele - cientificamente falando - e quanto o <span style="font-style:italic;">sentimos</span>. E talvez essa seja uma chave para entender o sucesso da Cristina - embora meticulosa com os detalhes, com a pesquisa, seus contos não estão focados na <span style="font-style:italic;">ciência</span>, nos mecanismos fantásticos e nem em questionamentos polêmicos. O foco é nas pessoas, em como elas vivem, sentem e reagem ao tempo, aos acontecimentos - frutos do acaso? Ou de um destino?</p>
<p>Algo que inicialmente me decepcionou foi o modo com o a Cristina, em basicamente todos os contos, dá por certo a existência do "Destino". Em "A Outra Metade", por exemplo, têm-se a sensação de uma entrega absurda a um destino sem divindades, sem justiça ou compensação, mas ainda assim pré-definido. Porém, com o correr do livro, vemos que não é bem assim e que há espaço para o livre-arbítrio nesses mundos, mesmo que ele jogue uma parte pequena da história e tenha aparência de ser mais esperança, ilusão dos personagens do que algo real. Bom esclarecer, esta é uma "decepção filosófica pessoal", pois a autora tem todo o direito de posicionar-se como quiser em relação aos seus temas.</p>
<p>Um ponto a criticar é o acabamento do livro, que não é muito durável. Pelo preço de venda da Tarja - R$ 23,00 ou 25, dependendo de onde você comprar - eu esperava um "pocket" melhor acabado ou um livro de "porte normal" com o acabamento que o "pocket" teve. Embora o formato seja um acerto por ser fácil de levar no metrô, ônibus e outros lugares, o acabamento é ruim: minha edição, comprada há apenas um mês e lida por apenas duas pessoas, já está bem desgastada, especialmente a capa. O valor do livro, portanto, deveria ser menor <span style="font-style:italic;">ou</span> o acabamento melhor, creio eu.</p>
<p>Se você leu esta resenha até aqui, deve ter notado que o livro me empolgou. A capacidade da Cristina de falar diretamente no imaginário, de criar descrições interessantes e ao mesmo tempo sem preciosismos desnecessários e de absorver os dramas humanos, tornando seus personagens reais, próximos, é viciante. <strong>Recomendadíssimo!</strong><br />
<a href="http://fernandotrevisan.com.br/leituras/2008/08/fbulas-do-tempo-e-da-eternidade.cfm" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">LEITURAS - por Fernando Trevisan</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El Espolón del Wyvern]]></title>
<link>http://korranberg.wordpress.com/?p=79</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 20:36:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>kelemvor</dc:creator>
<guid>http://korranberg.pt.wordpress.com/2008/10/08/el-espolon-del-wyvern/</guid>
<description><![CDATA[SINOPSIS
&#8220;Quince generaciones de los Wyvernspur han custodiado el espolon de un wyve depositad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://korranberg.files.wordpress.com/2008/10/38.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-85" title="38" src="http://korranberg.wordpress.com/files/2008/10/38.jpg" alt="" width="281" height="480" /></a><strong>SINOPSIS</strong></p>
<p><em>"Quince generaciones de los Wyvernspur han custodiado el espolon de un wyve depositado en la cripta familiar. Segun la tradicion, la posesion de la reliquia garantiza la continuidad del linaje familiar, pero su perdida acarrearia grandes calamidades. </em></p>
<p><em>Amparado en las sombras de la noche, alguien ha entrado en la cripta y ha robado el espolon. El patriarca y hechicero, Drone Wyvernspur, es la primera victima de la maldicion de la reliquia encantada, y Giogi, a quien sus familiares consideran un necio, es el encargado de encontrarla. La halfling y afamada bardo Olive Ruskettle, junto con una misteriosa maga llamada Cat, colaboran con el joven noble en la busqueda. </em></p>
<p><em>La traicion y la magia negra entran en juego y Giogi se ve forzado a invocar el poder sobrecogedor del espolon o, de lo contrario se convertira en su siguiente victima"</em></p>
<p><strong>CRÍTICA</strong></p>
<p>La trilogía <em>Finder's Stone</em> (mal llamada "Trilogía Reinos Olvidados" en España) comenzó con el libro <a href="http://korranberg.wordpress.com/2008/09/21/el-tatuaje-azul/" target="_blank">"El Tatuaje Azul"</a>, donde se nos presentaba la historia de Alias y su padre, el Bardo Innominado.</p>
<p><strong>El Espolón del Wyvern</strong> no es una continuación directa del anterior libro, pero sí que se va construyendo una historia a cerca del Bardo Innominado y su misteriosa <strong>Piedra de Orientación</strong>. Asi pues, en este segundo volumen la historia se centra en la ciudad de <strong>Innmersea</strong>, donde el joven <strong>Giogi Wyvernspur </strong>(personaje anecdótico de "El Tatuaje Azul") cobra protagonismo junto a la entrañable halfling <strong>Olive Ruskettle.</strong></p>
<p>Los protagonistas se verán inmersos en una aventura que implicará de lleno al clan de los Wyvernspur y, como ya he dicho, a pesar de que es una aventura independiente en la trilogía, el desarrollo de la trama nos dará muchas explicaciones sobre <em>Mentor Wyvernspur</em> (o Innominado) y dará pie a la ultima entrega de la saga; <strong>"El Cántico de los Saurios"</strong>.</p>
<p>Suelo criticar los libros de Reinos Olvidados que se desarrollan en un único lugar y en los que la historia no abarca muchos ámbitos o personajes importantes de Faerun. Este es uno de esos libros, pero contra todo pronóstico, es un libro muy disfrutable, en parte gracais a unos personajes que te roban el corazón desde el primer momento.</p>
<p>La historia es bastante básica; aventureros se meten mazmorra en busca de un objeto poderoso y un mago maligno les hace la vida imposible. Hastá ahí nada del otro mundo, pero los tres personajes principales tienen unos rasgos muy bien definidos y será fácil hacerse con ellos. El buenazo de Giogi causará simpatías a la mayoría de los lectores, así como Olive alias "Pajarita" la cual se verá en una situación bastante "burra" que nos sacará más de una sonrisa. A ellos se les suma la maga Cat, para darle un poco de tensión a las relaciones entre personajes, lo cual acaba por completar estupendamente este aspecto tan importante de la narración; los diálogos.</p>
<p>Otro aspecto destacable de la novela es el extenso repaso y detalle del clan Wyvernspur, muy bien retratado y que servirá para conocer el trasfondo de la ciudad de Innmersea. Esto supone, además, un punto de intrigas palaciegas y problemas familiares que encuadra muy bien en la aventura, dotándola de riqueza y de cierta complejidad que otras novelas de este mundo no tienen.</p>
<p>En definitiva, es un libro MUY RECOMENDABLE, por lo alegre de su desarrollo, la facilidad de su lectura y la capacidad de congeniar con sus personajes. Además, es Reinos Olvidados, con lo cual no faltan la magia, las peleas y los bichos de todo tipo.</p>
<p><strong>Lo bueno:</strong> buenos personajes, fácil de leer, puede leerse de manera independiente a los otros. Pajarita y Giogi.</p>
<p><strong>Lo malo: </strong>no hay muchas referencias al trasfondo de Reinos Olivdados y a veces puede pecar de previsible.</p>
<p><strong>Nota: </strong>7.5/10</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[JANE AUSTEN, THIBAUDET E UM RETRATO DA BURGUESIA DO SÉCULO 18]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2775</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 16:56:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>ademirpascale</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/08/jane-austen-thibaudet-e-um-retrato-da-burguesia-do-seculo-18/</guid>
<description><![CDATA[








Jane Austen







Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen, foi uma das]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cinema.com.br/site/resources/multimidia/images/spacer.gif" alt="" width="10" height="5" /></p>
<div style="float:right;">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="200">
<tbody>
<tr>
<td class="credito" align="right"></td>
</tr>
<tr>
<td align="right">
<p>[caption id="attachment_2776" align="alignright" width="200" caption="Jane Austen"]<a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/1187915274_cl01.jpg"><img class="size-full wp-image-2776" title="1187915274_cl01" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/1187915274_cl01.jpg" alt="Jane Austen" width="200" height="208" /></a>[/caption]</td>
</tr>
<tr>
<td class="credito"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen, foi uma das figuras mais importantes da literatura inglesa, juntamente de William Shakespeare. Filha de um sacerdote, teve sete irmãos, destacando sua irmã mais velha "Cassandra", que foi a autora do único retrato conhecido de Jane (o quadro se encontra na galeria nacional de arte de Londres).</p>
<p>Jane foi a autora de celebres romances, dentre os quais “Razão e Sensibilidade” (1811); “Orgulho e Preconceito” (1813); “Emma” (1815) e “Persuasão” (1818). Não precisamos ter "olhos atentos" para identificarmos uma obra de Jane Austen, pois todas carregam incrível sensibilidade, além do retrato detalhado da burguesia da época.</p>
<p><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl02.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2777" title="cl02" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl02.jpg" alt="" width="200" height="138" /></a>Hoje discutiremos mais sobre as obras "Orgulho e Preconceito" (foto) e "Razão e Sensibilidade", que foram adaptadas para o cinema. Estes dois longas são incrivelmente semelhantes,  retratando a vida de meros camponeses e burgueses da época. A simplicidade é o destaque dos enredos, e as narrativas são absolutamente admiráveis.</p>
<p>Em "Orgulho e Preconceito", foi criada uma atmosfera para que o espectador fosse levado ao mundo da protagonista Elizabeth Bennet (Keira Knightley). O ambiente do longa é indescritível, minuciosamente trabalhado e rico em detalhes.</p>
<p>O filme inicia-se com a bagunça de uma casa com cinco garotas virgens não muito prendadas, algo para repulsa de qualquer família nobre, principalmente para os pretendentes. Naquela época, era imprescindível uma mulher saber bordar, tocar piano, cantar e pintar, além de outras tarefas do cotidiano, como escrever poesias e ler contos, algo que a protagonista, não dominava - Elizabeth Bennet era uma terrível pianista - e, falando em pianista, a música do enredo é interpretada por um dos maiores pianistas do mundo, Jean-Yves Thibaudet.</p>
<p>Agora relaxe um pouco e ouça Thibaudet <a class="link" href="http://www.youtube.com/watch?v=NRlF8Xr3fx0&#38;mode=related&#38;search" target="_blank">clicando aqui</a> (só não se esqueça de retornar e terminar a leitura).</p>
<p>Retornando ao longa-metragem "Orgulho e Preconceito", encontramos vários planos através de janelas,  significando os véus da percepção, uma espécie de mensagem subliminar (notamos as personagens através das janelas da sua própria percepção). A idéia do diretor Joe Wright foi de fazer um longa mais subjetível possível.</p>
<p>"A energia que você sente como diretor, filmando uma cena como essa, é a melhor sensação do mundo. A adrenalina é incrível.", disse o diretor Joe Wright ao filmar uma dança envolvendo quase todos os atores e dezenas de figurantes, sendo que a maioria eram realmente habitantes do local, sem nenhuma experiência em frente as câmeras.</p>
<p>Tanto os livros como os filmes baseados nas obras de Jane Austen são indicados nas universidades, principalmente para os cursos de Letras e História. <a class="link" href="http://www.cinema.com.br/site/opiniao-interna1.php?id=177" target="_blank">Meu primeiro texto para a coluna "Cinema &#38; Literatura" </a>do portal <span style="font-weight:bold;">Cinema.com.br</span> foi sobre as peripécias do cineasta Tim Burton, o qual acredito que selecionei muito bem como sendo o primeiro assunto para a coluna, mas para o segundo confesso que fiquei indeciso entre alguns temas, até que em uma cinzenta tarde de quinta-feira, ao ouvir Thibaudet, decidi-me por Jane Austen.</p>
<p>Conforme dito anteriormente, a autora também teve adaptado para as telas seu romance "Razão e Sensibilidade", em filme que carrega praticamente as mesmas características de "Orgulho e Preconceito". Ambos têm finais felizes, diferente da vida da autora, que morreu solitária em 28 de Julho de 1817. Acredito que um grande amor e uma vida feliz era tudo com que Jane Austen sonhava, deixando transparecer nitidamente, em suas obras, seu simples desejo.</p>
<p>Se um dia você for à Inglaterra, não se esqueça de visitar a casa-museu de Jane Austen, a qual foi sua última morada, tendo vivido no local entre 1809 e 1817 com sua irmã preferida, Cassandra, e com sua mãe.</p>
<p>Além de alguns contos, Jane deixou dois romances incompletos: "The Watsons” e “Sanditon".</p>
<p>Para encerrar, uma dica: assista aqui à incrível homenagem recebida pela autora Jane Austen, intitulada <a class="link" href="http://www.youtube.com/watch?v=AdG2AaqVdeU" target="_blank">Becoming Jane Austen</a>.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">FILME &#38; LIVROS - Para conhecer profundamente Jane Austen</span></p>
<p><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl04.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2779" title="cl04" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl04.jpg" alt="" width="200" height="145" /></a><span style="font-weight:bold;">Becoming Jane (2007)</span><br />
(Becoming Jane, EUA/ Reino Unido, 2007)<br />
Sinopse: Cinebiografia da escritora Jane Austen (Anne Hathaway) e seu romance com um jovem advogado irlandês Tom Lefroy, antes da fama. Seu relacionamento com ele a inspira na criação de personagens para seu mais famoso romance, Orgulho e Preconceito.<br />
Gênero: Drama<br />
Direção: Julian Jarrold<br />
Elenco: Joe Anderson, Jessica Ashworth, Maggie Smith, Julie Walters, Anne Hathaway, James Cromwell, Laurence Fox, Anna Maxwell Martin, James McAvoy, Chris McHallem, Lucy McKenna, Donald O'Farrell<br />
Site Oficial: http://becomingjane-themovie.com</p>
<p><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl05.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2782" title="cl05" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl05.jpg" alt="" width="112" height="159" /></a><span style="font-weight:bold;">Orgulho e Preconceito</span><br />
Um retrato fiel, divertido e inteligente da sociedade inglesa do início do séc. XIX. Os costumes, o amor, a condição da mulher, os preconceitos e o casamento são abordados de maneira simples e engenhosa neste livro, considerado uma das primeiras comédias românticas da história e uma obra-prima da literatura universal. Tradução de Paulo Mendes Campos.<br />
Editora: Ediouro<br />
Ano: 2007<br />
Edição: 1<br />
Número de páginas: 156</p>
<p><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl06.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2780" title="cl06" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cl06.jpg" alt="" width="109" height="148" /></a><span style="font-weight:bold;">Razão e Sensibilidade</span><br />
Depois da morte do pai, as irmãs Marianne e Elinor Dashwood perdem toda a herança para um meio-irmão. Sem dote, têm poucas chances de fazer um bom casamento. Marianne (a sensibilidade) apaixona-se à primeira vista por um homem que não é tão leal quanto imagina. Elinor (a razão) gosta de alguém com quem não pode se casar.<br />
Editora: Best Seller<br />
Ano: 1997<br />
Edição: 1<br />
Número de páginas: 304</p>
<p><a href="http://cinema.com.br/site/opiniao-interna1.php?id=184" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">CINEMA - por Ademir Pascale</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GUILLERMO DEL TORO COMENTA "O HOBBIT" e "FRANKENSTEIN"]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2740</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 15:10:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/07/guillermo-del-toro-comenta-o-hobbit-e-frankenstein/</guid>
<description><![CDATA[
Diretor fala sobre influência para a adaptação de Tolkien e revela idéia geral de Frankenstein
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/smauga.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/smauga.jpg" alt="" title="smauga" width="400" height="296" class="aligncenter size-full wp-image-2741" /></a><br />
<em>Diretor fala sobre influência para a adaptação de Tolkien e revela idéia geral de Frankenstein</em></p>
<p>Durante uma palestra organizada pela New Yorker na Associação dos Diretores dos EUA em Manhattan, Guillermo del Toro falou sobre O Hobbit e Frankenstein. </p>
<p>O cineasta disse que disciplinou-se para escrever o roteiro da adaptação pelas manhãs. A tarde ele reserva para leituras e sessões de documentários que ele acredita que influenciarão o filme - como influenciaram Tolkien. "Por exemplo, tenho visto muitos documentários da Primeira Guerra Mundial. Parece estranho, mas acho que O Hobbit é um livro nascido das experiências da geração de Tolkien com a guerra, os campos de batalha e a decepção de ver o colapso de valores. Peter Jackson entende isso e tem verdadeira obsessão pelo período, ele coleciona aviões, tanques, canhões... até navios! Ele tem reproduções de uniformes de época para cerca de 120 soldados... cada exército! Então perguntei a ele quais filmes assistir, porque não quero ficar vendo filmes antigos de fantasia. Preciso encontrar minha própria maneira de contar a história".</p>
<p>Sobre o vilão do filme, o dragão Smaug, Del Toro explicou que tem verdadeiro fascínio com essas criaturas míticas. "É um símbolo poderoso e no contexto de O Hobbit ele é usado para lançar uma sombra sobre a narrativa toda. Essencialmente, Smaug representa muitas coisas... orgulho, ganância... ele é O Magnífico, afinal". O diretor explica ainda que será um personagem difícil, pois ele deve personificar fisicamente tudo isso, além de ter alguns dos diálogos mais belos de todas as cenas. "É o design mais difícil do filme, temos que esgotar todas as possibilidades antes de fechar em uma opção".</p>
<p>Os dois filmes baseados na obra de Tolkien seguirão até 2012. Depois disso, Del Toro tem sua agenda lotada até 2017, incluindo o novo filme de Frankenstein. Grande fã do monstro, ele voltou a dizer que não fará uma adaptação literal do livro de Mary Shelley, mas "uma aventura que envolve a criatura. Não posso dizer muito, mas a criação do monstro não será o foco do filme. Só posso dizer que, diferente de Kenneth Branagh [diretor e astro do filme de 1994], não vou aparecer sem camisa no filme!", brincou.<br />
<a href="http://www.omelete.com.br/cine/100015578/Guillermo_del_Toro_comenta_O_Hobbit_e_Frankenstein.aspx" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">OMELETE - por Érico Borgo</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[HORROR: DEFINIÇÕES]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2683</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 15:09:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/07/horror-definicoes/</guid>
<description><![CDATA[Aqui está a verdade final sobre os filmes de horror. Eles não amam a morte, como alguns tem propos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Aqui está a verdade final sobre os filmes de horror. Eles não amam a morte, como alguns tem proposto, eles amam a vida. Eles não celebram a deformidade, mas, habitando a deformidade, cantam a saúde e a energia. Eles são os purificadores da mente, tirando não rancor, mas ansiedade"<br />
</em><strong>Stephen King,</strong><em> "</em>Dança Macabra".</p></blockquote>
<blockquote><p><em>"A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos e a sua verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária"<br />
</em><strong>Howard Phillips Lovecraft,</strong><em> </em>"O Horror Sobrenatural na Literatura".</p></blockquote>
[caption id="attachment_2686" align="alignleft" width="186" caption="Edgar Allan Poe"]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/edgar-allan-poe_foto2.jpg"><img class="size-full wp-image-2686" title="edgar-allan-poe_foto2" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/edgar-allan-poe_foto2.jpg" alt="" width="186" height="243" /></a>[/caption]
<p>Mas o que é o verdadeiro horror? Ou melhor, o que é, em qualquer caso, o horror? O que é este sentimento um tanto quanto proibido, letal, desesperador, que seduz e atrai a humanidade a séculos? Como ele se propagou através dos tempos? Como cada época tem o seu horror pessoal? O que é o horror agora? O que foi o horror antes? E como era (e foi o horror) quando surgiu o cinema?</p>
<p>Desde os imemoriais tempos das cavernas o homem, seduzido pelo que não pode entender, retrata o que teme. Não eram raros os desenhos e rabiscos demonstrando o perigo das florestas e das caçadas. Trovões, relâmpagos, chuvas, erupções vulcânicas, terremotos, tufões, eclipses e toda sorte de manifestação das intempéries da natureza eram interpretados como sinais dos deuses (ou de demônios). Sinais vingativos, de aproximação do fim, punições, castigos místicos que o homem não conseguia entender. A floresta não passava de uma enorme ratoeira humana. Lá, na escuridão, entre as folhas, os sons dos animais sibilantes e os olhos vermelhos que observavam, vivia o verdadeiro mal. A floresta era em si um organismo vivo, que, ao anoitecer, tragava os que se aventuravam em suas entranhas. Assim também era o mar, um ambiente inóspito, turvo, escuro e incerto, povoado por estranhos animais. O mar, assim como a floresta, tragava o homem para sua profundeza interminável e assustadora. A morte, o fim da vida, o incerto, a dúvida. Essa sempre foi, e será, a base do horror.</p>
<p>Cada momento histórico teve seus horrores. Da mesma forma que em eras medievais temeu-se a própria encarnação do demônio (se pudessemos inalar o ar medieval ao observar uma linha temporal, com certeza sentiríamos em nossas narinas o inquietante aroma de carne queimada) e iniciou-se a maior onda (e desenvolvimento de mitos e lendas) de superstições a cerca da existência de seres malignos prontos a corromper e danar a raça humana. Esses demônios acabaram sendo a projeção dos próprios medos e antagonismos, paradoxos e incongruências humanas.</p>
<p>A Santa Inquisição, órgão católico criado para manter a hegemonia da igreja, espalha o terror com suas torturas e mortes. Acontecimentos e fatos históricos permeados pelo macabro não são novidade na história da humanidade. Mesmo contos infantis como os dos irmãos Grimm, Han Christian Andersen e outros continham lições mórbidas. Os irmãos Hansel e Gretel são deixados a mercê de uma bruxa canibal. Chapéuzinho Vermelho é molestada pelo primeiro lobo que se disfarça como um homem. Nossa cultura sempre esteve permeada pelo macabro.</p>
<p>O medo do novo, das novas teorias, dos cientistas, das descobertas, da possibilidade de estarem errados, levas esses clérigos medievais, bem posicionados socialmente, acomodados e satisfeitos com sua situação dominante a um sentimento de... Horror. O Horror é o que ainda não conseguimos explicar, o horror é aquilo que não entendemos, o horror é o que não conhecemos, é o que nos ataca, nos altera, nos mata, e deixa a nós acuados, sem saber o que fazer. O Horror é o que nos domina, sem que possamos fazer nada. Mas junto do misterioso, do fantástico, do sobrenatural, do aterrorizante, sempre há uma ligação, uma atração ao misterioso, pelo desconhecido, pelo inexplicável.</p>
<p>O cinema, por sua vez, sempre tentou retratar o horror, e a maneira que este nos atinge. Iniciando seu processo de exploração do indizível e desconhecido no horror gótico do século XIX (Drácula, Poe, Lovecraft - foto - , Carmilla, W.W. Jacobs, Maupassant, Bierce, etc) e chegando até o horror Cyberpunk dos anos noventa (Alien, Predador, Resident Evil), uma coisa foi constante na película: Medo.<br />
Vamos explorar o início do Horror nos filmes, suas causas, suas conseqüências, sua importância.<br />
<em>Venha, pegue na minha mão, está escuro mas você não deve ter medo. Eu vou lhe mostrar o verdadeiro horror...</em></p>
<p><strong>Princípios</strong><br />
Poucos contestarão a idéia de que o medo e o terror são estados ideais a serem retratados pelo cinema. Que outra mídia poderia captar os sons, as imagens, os climas e situações que compõe o genuíno terror de maneira mais fidedigna? O espectador senta-se em silêncio numa sala escura. Há um certo desligamento de consciência, um desprendimento, uma disposição a aceitação a fantasia. Neste estado de relaxamento, nosso subconsciente toma um pouco do controle, a espécie de "torpor" que o cinema nos leva propicia uma pequena janela, pela qual nossa irracionalidade pode tomar, mesmo que apenas um pouco, o controle.</p>
<p>Essas fantasias, aparentemente sem significado, passam a ser o nosso primeiro plano de percepção dentro da sala escura. O "censor" que age sobre o nosso subconsciente está adormecido, e nossos desejos, medos e anseios tem um acesso maior a nossa mente. De maneira geral, o cinema fantástico é visto como um entretenimento, algo superficial, um gênero de pouca importância, puro escapismo.<br />
Mas devemos perceber que se estamos escapando de algum lugar (de nossa realidade cotidiana) também estamos escapando para algum lugar, para nossos edos. Logo podemos ver, então, que o horror, assim como todo gênero fantástico, não é apenas "escapismo". O horror sempre retratou os medos, o proibido, o tabu de sua respectiva época, e se ele tem algum valor social que o redime de sua característica "escapista", com certeza ele consiste em sua habilidade de captar e reproduzir a patologia de seu tempo.</p>
[caption id="attachment_2687" align="alignright" width="205" caption="Howard Phillips Lovecraft"]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/lovecraft.jpg"><img class="size-full wp-image-2687" title="lovecraft" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/lovecraft.jpg" alt="" width="205" height="270" /></a>[/caption]
<p>Desde cedo, portanto, passamos a ter manifestações do que era até então um rico gênero literário concretizadas na tela. O conceito vigente de horror em meados do século passado (XIX), quando os primeiros experimentos com sais de prata foram realizados, levando a descoberta da fotografia, e o aperfeiçoamento das técnicas de captação de imagem até o surgimento do cinema, era, naturalmente, o horror gótico.<br />
Analisemos pois, brevemente, esta tão cultuada vertente.</p>
<p><strong>O Horror Gótico</strong><br />
O termo "gótico" foi aplicado a este tipo de horror muito depois que sua importância se deu em matéria de produção constante. Trata-se do horror com "classe", "chique" , "estiloso" o antigo horror europeu, de cadeiras de couro, cortinas de veludo e mortes com pouco sangue. O Horror gótico, de maneira geral, centra-se em cenários típicos da Europa medieval: Castelos, afastadas mansões mal-assombradas, pequenos vilarejos no interior da Europa. Homens de cartolas e fraques, damas de longos vestidos e cabelos bem arrumados, velas com sua luz amarelada, afastando (mas não muito) a escuridão, carruagens, longas capas negras, teatros mal-assombrados, seqüestros, lutas de espada, festas a fantasia com máscaras aterrorizantes, fantasmas nos esgotos de Paris, assassinatos misteriosos e corvos negros que repetem "nunca mais" e sempre um pequeno filete de sangue rubro compõe o clima desse tipo de Horror. Temos como obra literária marcante do horror gótico (pouco antes da invenção do cinema) o conhecido Drácula, de Bram Stoker, que estabeleceu o padrão (mais tarde estereotipado) do gênero. Os escritos do americano Ambroise Bierce (desaparecido após ir para a guerra no México, no inicio do século vinte. Curiosamente, Bierce tem inúmeras histórias de horror que lidam com desaparecimentos) Edgar Alan Poe, Guy De Maupassant, Arthur Conan Doyle, Mary Shelley, Robert Louis Stevenson, Anatole France, M. G. Lewis, Charles Maturin e muitos outros deram a base para o surgimento dos primeiros fotogramas de terror.</p>
<p><strong>Surge o Cinema de Horror</strong><br />
De certa forma, a primeira exibição pública feita pelos irmãos Lumiére teve o efeito de um filme de terror. Quando "A chegada do trem a estação" foi exibido, causou-se frenesi e inquietação entre os presentes, pois muitos chegaram a proteger-se do trem, que parecia poder romper a tela e invadir o recinto. Esse elemento chocante sempre esteve presente no cinema, a função de supresa, de quebra com o tradicional, de emulação da realidade (com intensificação da catarse e da participação do público em seus momentos agradáveis... e no caso do horror, nos desagradáveis) é parte da própria definição de o que deve ser o cinema.</p>
<p>O primeiro filme de horror propriamente dito, é provavelmente "The Devil's Castle", de George Mélies, onde o demônio é representado (de maneira um tanto o quanto cômica) por um morcego. Mélies, um mágico e dono do Teatro Robert-Houdin em Paris, entrou em contato com o cinema logo na primeira exibição pública feita pelos irmãos Lumiére, em 28 de Dezembro de 1895. Em fevereiro do ano seguinte ele adquiriu sua primeira câmera, e começou a fazer seus filmes em Maio do mesmo ano.</p>
<p>A tecnologia no cinema estava sendo apenas desenvolvida, e Mélies inventou e estudou inúmeros mecanismos para criar os mais diversos efeitos. Seus estudos de múltipla exposição do filme são conhecidos (criavam o efeito de se ver objetos e pessoas aparecendo e desaparecendo a distanciam ou mudando de forma). Mélies foi o primeiro cineasta a tocar de maneira séria no cinema fantástico, e, com seus projetos e engenhos, conseguir resultados e efeitos interessantes. Sua abordagem dos mitos do monstro do pólo norte, vampiros, viagens espaciais e outras ficções improváveis permanecem como o exemplo clássico do tradicional cinema ousado e estabeleceram, a época, o conceito de "efeitos especiais". Entretanto, ele era muito mais um mágico que um cineasta em si, e com o paralelo desenvolvimento da narrativa cinematográfica por outros cineastas e a falta de uma política capitalisadora por parte de seu estúdio, Mélies tornou-se, lentamente, obsoleto diante de cineastas como Murnau, Edwin S. Porter e David W. Griffith, que investiram pesado na narrativa e montagem . Ele terminou seus dias (após ter sua produtora falida, em 1913) vendendo pequenos brinquedos e jogos de mágica em banquinhas nas ruas de Paris, vindo a morrer em 1938.</p>
<p>Entretanto, essas primeiras experiências de Mélies eram vagamente cômicas, onde o ponto principal era entreter com os efeitos e maquinarias inventadas para realizar seus filmes (cenários gigantescos, luas com rostos, foguetes voadores e etc.). Foi só com o passar do tempo que o terror pode amadurecer e alongar-se, sofisticando o gênero e dando-o mais espaço. Com o tempo, novas obras começaram a surgir, tanto nos EUA como na Europa. Em 1910, Edison faz a primeira versão cinematográfica de Frankestein, (muito inspirada nas inúmeras adaptações teatrais da época). Em Frankenstein temos um tema agregado ao próprio conceito de cinema: O Dr. Frankestein, obcecado com a idéia de manipular o poder sobre a vida, constrói um experimento que o levará a sua ruína.</p>
<p>O cinema também era um experimento tecnológico, o final do século XIX, com seu impressionante e vertiginoso avanço (alavancado pela revolução industrial, seguido do desenvolvimento de máquinas mais potentes, motores a explosão, etc) impressiona e assusta as pessoas que não estão preparadas para lidar com as consequências éticas e morais dessas novas descobertas. Recentemente, também vivemos uma situação análoga e semelhante.</p>
<p>Com o desenvolvimento da engenharia de gens, ganhamos o poder de manipular o mapa genético do ser humano, o DNA está a nossa mercê, para que possamos criar quantos "transgênicos" quisermos. Assim como o Dr. Frankenstein, temos a oportunidade de "brincar de Deus" em nossas mãos, de manipular a vida, e a forma como ela virá a ser. Ao monstro a vida é dada, mas ele não passa de um tubo de ensaio, um experimento bem-sucedido do Dr. Frankestein. Um experimento que sente, sofre e chora, e se vinga de seu criador por esquecer disso.<br />
O horror é visionário, e é o conto de terror que capturou de maneira consistente e expressou nossos medos e ansiedades coletivas. Filmes como Frankenstein mostram que, muitas vezes, o inimigo vem de dentro, e não do desconhecido. Essa é uma crítica a prepotência e arrogância do auto centrismo (característica tanto de pessoas como de organizações ou nações) que não admite questionamento ou reavaliação.</p>
<p>Um dos pontos marcantes do cinema de horror é o clássico "O Gabinete do Dr.Caligári", de Robert Wiene. Supostamente Wiene não teria passado de um diretor contratado (Fritz Lang - foto - que mais tarde faria, no gênero horror, o imortal "M - O vampiro de Dusseldorff" deveria ter dirigido o filme, mas não pode devido a obrigações previamente assumidas). "Caligári" expõe o mais latente e forte horror da primeira metade de nosso século. Mas uma vez, o horror que vem de dentro, o horror que está entre nós, o horror da mente.</p>
<p>Com os desenvolvimentos da pesquisa psicanalítica e a publicação dos primeiros trabalhos de Jung e Freud, abre-se um novo campo de estudos na ciência humana: o subconsciente. Mas o que é esse subconsciente? O que é este suposto "inimigo" que mora dentro de nós mesmos e, pasmem, pode controlar nossas ações? Estas questões, e muitas outras, são levantadas. Doenças de evidente origem mental como histeria e esquizofrenia agora são mostradas como resultados de distúrbios do cérebro, e não mais possessão por espíritos ou outras interpretações mitológicas. Mas isso levanta uma série de medos, pois se temos um subconsciente, temos uma parte de nossa psique que não está sob nosso controle, a mente é o nosso medo. Caligári então se passa em um asilo, onde dois internos conversam. Toda a perspectiva do filme é irregular e inconstante. Os artistas contratados para pintar os cenários (membros do grupo avant-garde Der Sturm), fizeram jus ao mais sóbrio estilo expressionista alemão. As próprias paredes curvas e suas perspectivas incongruentes nos levam a uma comparação com o caos e a insanidade interior.</p>
<p>Cada curva é um distúrbio mental, cada sombra, cada cenário irregular é uma alegoria as neuroses psíquicas de nossa mente. A história de um interno de asilo que, conta sua narrativa através de sua visão distorcida e fragmentada do mundo, tecendo uma bizarra trama sobre um sonâmbulo e seu mestre maligno, impressionou muitos. O medo, em Caligári, vem do advento da psicanálise, vem dessa estranha descoberta de que nosso inimigo pode estar dentro de nós mesmos, de que somos controlados por algo que mora dentro de nós e se chama subconsciente, e a situação de imponência a qual essa constatação leva. O que aterroriza o homem do início do século vinte é a constatação de que ele não tem dominio total sobre sua mente. O Dr. Caligári pode ser visto como uma metáfora de nosso inconsciente em ação nos dizendo o que realmente queremos fazer, e obrigando-nos a faze-lo (assim como Cesare simplesmente TEM que obedecer aos comandos de Caligári, não há escolha).</p>
<p>A Europa havia acabado de passar pela traumática experiência da primeira guerra mundial, e a Alemanha, particularmente sofrida no evento (e retalhada pelas nações vencedoras) passava pela época mais terrível desde a sua unificação. Podemos também ver no filme uma crítica a essa guerra, onde há a sugestão que as autoridades era criminosos insanos, que exigiam que milhares de assassinatos fossem cometidos por soldados cegamente obedientes. Ao mesmo tempo, o filme quebra com o realismo e naturalismo vigentes no cinema até então (exceção feita a Mélies), com o cinema transcendendo o realismo fotográfico e ousando com imagens abstratas e irreais da arte moderna. Esse tipo de cinema, de certa forma, continua pouco explorado até hoje. Conrad Veidt ficou assutador como Cesare, com sua fantasmagórica maquiagem branca e roupa preta. Wiene fez um excelente trabalho, apesar de nunca mais conseguir obter o mesmo sucesso. Caligári é um marco do cinema, e um dos pilares do horror psicológico.</p>
<p>O expressionismo alemão rendeu excelentes frutos ao cinema de horror. Filmes como "Der Golem" onde um Gólem (especie de gárgula) de pedra ganha vida e sai cometendo crimes, ou "O estudante de Praga", história onde um jovem estudante faz um pacto faustiano com um mago (uma encarnação, ou variação do demônio?) em troca da boa e velha fama e fortuna, apenas para mais tarde ter sua alma cobrada. Nos anos vinte já temos adaptações do clássicos como "O Corcunda de Notre-Dame", "Dr.Jeckyll e Mr.Hyde", "O Cão dos Baskervilles". Os anos vinte traçam a definição do gênero horror em duas vertentes: a americana e a européia. Nos EUA, o horror tinha um aspecto mais entretedor, enquanto que na Europa sua sutileza era usada para que fossem passadas mensagens mais comlplexas. Até Griffith fez filmes de horror, como "One Exciting Night," 1922, onde temos a exploração de uma casa mal-assombrada. Em Jeckyll e Hyde, produzido por Zukor (mais tarde dono da FOX) em 1920, podemos novamente ver o tema da psicanálise abordado através da investigação da dupla personalidade. O Doutor Henry Jekyll separa a o bem e o mal em sua personalidade, com um misteriosos experimento químico, criando assim a personalidade de um monstro. Em 1921, temos o lançamento de Nosferatu, de Murnau, o primeiro dos grandes filmes de Vampiro. Sendo uma adaptação não-oficial de Drácula, de Bram Stoker, Nosferatu causou grande polemica ao ser lançado nos cinemas. Logo processado pela família de Stoker, um juíz inglês ordenou que todas as cópias do filme fossem destruídas. Felizmente a maior parte das cópias alemãs sobreviveu, deixando o legado que prova sua reputação como um dos maiores feitos cinematográficos da história. Toda a sexualidade reprimida do início do século está presente em Nosferatu. Seu desejo por sangue chega a ser sexual, o frenesi que o vampiro atinge após dar sua mordida pode ser entendido como o ápice de sua excitação sexual. Como ele se alimenta de sangue, não importando muito de aonde vem, temos ainda o seu lado andrógino e de sexualidade não definida, o vampiro alimenta-se tanto de homens como de mulheres, com igual apetite. Sua libido esta diretamente conectada com a mordida, e mesmo quem é mordido também passa por um momento de catarse, aceitação e prazer. Não resistir a violência e na verdade, de forma masoquista, deleitar-se com ela. O conceito de vampiro é sensual, o seu elemento, a noite, é um ambiente sexual. Muitos chegam ao exagero de dizer que Max Schreck, com sua pesada maquiagem, careca, levantando-se de seu caixão na transilvania absolutamente ereto representaria em si uma ereção.</p>
<p>Além do pesado terror Europeu, tivemos o surgimento da escola americana de terror do entretenimento. Filmes com o ator Lon Chaney (ou o homem de mil faces) como o "Fantasma da ópera, 1924" e "O Corcunda de Notre-Dame" (1923), "The magician", (1926). E "London after midnight" (1927). Estes filmes pavimentaram o caminho para a escola de horror do estúdio Universal, que iria seguir. Um horror mais leve, despretensioso e divertido, acessível ao público médio e assistível pela tradicional família americana. Filmes como "Bride of Frankestein", "Frankestein meets the Wolf Man", "The Mummy" (recentemente refilmado e estrondoso sucesso de bilheteria) , "I walked with a Zombie", (1943) e etc. que não lidavam com temas muito contestadores ou ousados, mas sim repetiam uma fórmula segura de sucesso. Marcaram as décadas de trinta e quarenta. Assim, surgiram atores e grandes nomes como Boris Karloff (que fez o imortal e estereotipado Frankestein de James Whale) e Bela Lugosi, o eterno Drácula da versão clássica (a primeira cinematográfica oficial) de Todd Browning, outro mestre do macabro.</p>
<p>Ainda no tema vampiros, temos o excelente "Vampyr" (1931), de Carl Theodore Dreyer, sendo a história de um jovem chamado David Gray que se envolve com duas irmãs, Leone, que aparenta estar morrendo de alguma doença misteriosa, e Gisele, que parece estar sendo mantida presa. Estranhos acontecimentos envolvem o trio, quando Gray se da conta que elas estão sob o domínio de alguma estranha força. O filme é estranhamento contrastado, uma espécie de chiaroscuro, e novamente temos constante referências a sonhos e o inconsciente. David Gray, em certa cena, chega a sonhar com o seu próprio funeral, e nós espectadores podemos ver o mundo a partir de sua perspectiva enevoada dentro do caixão. Muitas outras sequências seguem essa linha abstrata e irregular de narrativa (aparentemente desconexas, existem diversas cenas que quebram o fio narrativo, como um sabá de bruxas, a visão curiosa de um homem de uma perna só e sua sombra, etc.) Novamente lidando com temas psicanalíticos em voga na época: sonhos reprimidos e desejos.</p>
<p>Em 1932 Todd Browning, o genial mestre do horror por trás de várias parcerias com o enigmático Lon Chaney e o Drácula de Lugosi, faz outro filme espetacular: "Freaks". Trata-se de uma colisão terrível da normalidade com a anormalidade. Em um circo, Baclanova, uma artista de trapézio, casa-se com um Anão, devido a sua riqueza, planejando envenena-lo com a ajuda de seu amante, o levantador de pesos Vitor. O anão faz parte da segregada seleção de anomalias do circo: a mulher barbada, gêmeos siameses, um hidrocéfalo, um homem completamente amputado que podia apenas usar a sua boca, uma mulher com o crânio subdesenvolvido. Enfim, os deformados, a seção de horrores do circo. Logo, entretanto, eles descobrem o plano de Baclanova, e mutilam-a com facas, numa dantesca cena de horror, lentamente transformando ela mesma (a mais bela das mulheres do circo) em uma aberração. O filme causou polêmica quando lançado (Browning usou aberrações, ou pessoas realmente deformadas) e foi proibido na Inglaterra por trinta anos. Browning apresenta uma visão humanista do mundo, usando o tradicional "julgar pelas aparências" como seu tema central. As aberrações são vistas como inocentes, vítimas de uma sociedade que não as tolera e as separa como um câncer. Nossa repulsa inicial torna-se lentamente, compreensão.</p>
<p>Na década de cinqüenta, após o fim da Segunda Guerra mundial, há o surgimento de um novo tipo de horror, e o terror gótico é levado ao esquecimento, nunca tendo ressurgido completamente (os livros e filme da escritora Anne Rice, "Entrevista com Vampiro" e suas seqüências são exceção). Com o uso das primeira bombas atômicas em seres humanos, temos um novo terror a ser explorado: monstros e mutações causadas pela radiação. Os Vampiros, Gólems, Sonâmbulos, Castelos mal assombrados e Demônios do passado são substituidos pelo medo da radiação, da ciência descontrolada, da tecnologia, fora de nosso domínio, imprevisível. Mas como justificou o diretor Dreyer, "quero criar um pesadelo acordado, e mostrar que o horrível não esta ao redor de nós mas em nossa própria mente inconsciente". Nosso medo dos cientistas loucos, vampiros, lobisomens e monstros não passa de medo de nós mesmos, da imprevisível mente humana. Revistas: Filmfax - Excelente publicação norte-americana sobre o cinema de horror, especializada em clássicos e filmes B. Fangoria - Tradicional revista norte americana, publicada desde o fim da décade de setenta. Cobre o cinema de horror mais comercial.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong><br />
Inúmeros Websites e resenhas de filmes de horror na internet. Alguns dos mais relevantes seriam:<br />
<a href="http://www.horrormovies.com/">http://www.horrormovies.com</a>&#62; - Site com muitos links, artigos, resenhas, histórias, sons e imagens ligadas ao cinema de horror<br />
<a href="http://www.houseofhorrors.com/">http://www.houseofhorrors.com</a>&#62; - Outro excelente site com muita informação no cinema de horror.<br />
<a href="http://www.imdb.com/">http://www.imdb.com</a>&#62;- Site com centenas de resenhas e links para os mais variados filmes (provavelmente o mais completo da Web, com links interessantes e boas resenhas dos clássicos de horror)<br />
<a href="http://www.drcasey.com/">http://www.drcasey.com</a>&#62; - Mais um site com inúmeros links e textos sobre a arte e o horror (pintura, escultura, filmes, literatura, música, teatro, etc)<br />
<a href="http://www.edhouse.clara.net/">http://www.edhouse.clara.net</a>&#62;- Ghoul Brittania, especializado em filmes de horror feitos no reino unido, desde o século passado até hoje.<br />
<strong>Revistas: </strong><br />
<strong>Filmfax</strong> - Excelente publicação norte-americana sobre o cinema de horror, especializada em clássicos e filmes B.<br />
<strong>Fangoria </strong>- Tradicional revista norte americana, publicada desde o fim da décade de setenta. Cobre o cinema de horror mais comercial.<br />
<strong>Psico Video</strong> - Publicação nacional que, infelizmente, durou apenas dois números. Muito bem escrita, com artigos relevantes ao tema e bem pesquisados, fez matérias profundas sobre o tema. Editora Nova Sampa, 1995.<br />
<strong>Chiller Theatre</strong> - Mais uma revista (com aspecto de fanzine) norte americana. Belas fotos em cerca de 100 páginas a cada número. Chiller Theater inc.</p>
<p><strong>Livros: </strong><br />
<strong>The Rise &#38; Fall of the Horror Film</strong> - Excelente livro do Dr. David Soren. Ligeiramente datado (foi originalmente publicado em 1977) mas com uma pesquisa muito interessante, comparando o gênero horror com a estética Dada, assim como o surrealismo e o simbolismo.<br />
<strong>Dança Macabra</strong> / (Dance Macabre, 1981, Editora Francisco Alves) - Livro do escritor Stephen King onde ele explora toda a influência do horror americano na sociedade, traçando um verdadeiro ensaio sobre a cultura "horrorísta" norte-americana e seu horror na literatura e cinema.<br />
<strong>O Horror Sobrenatural na Literatura </strong>(Supernatural Horror in Literature, Francisco Alves, 1987. Originalmente escrito e publicado em 1927, tendo sua edição atual publicada em 1945) - Livro escrito pelo mestre do horror "indizível", Howard Phillips Lovecraft. Uma das primeiras análises da literatura de horror mundial, este pequeno ensaio é um marco no que tange ao uso de uma abordagem sóbria e abrangente. Lovecraft entra em detalhes, falando desde desconhecidos autores do século VIII até finalmente discorrer sobre seu grande mestre, e, seguido de Lovecraft, provavelmente o maior escritor do sobrenatural americano, Edgar Alan Poe.<br />
<strong>The Overlook Film Encyclopedia </strong>- Horror. Overlook Press, 1992 editado por Phil Hardy. - Maciça coleção de dados sobre todos os tipos de filme de horror, desde o século passado, incluindo países pouco comuns no gênero como o Brasil (Zé do Caixão tem destaque em várias resenhas).<br />
<strong>Legendary Horror Films</strong>. Metrobooks, 1995 Peter Guttmacher - Belo livro ilustrado retratando o cinema de horror desde suas origens</p>
<p><a href="http://www.alanmoore.com.br/Artigo43.aspx" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">ALAN MOORE SENHOR DO CAOS - por Joaquim Ghirotti</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DE ROSWELL A VARGINHA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2744</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 14:06:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>ademirpascale</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/07/de-roswell-a-varginha/</guid>
<description><![CDATA[
&gt;&gt;Tarja Livros
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/convite_roswell1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2746" title="convite_roswell1" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/convite_roswell1.jpg" alt="" width="442" height="398" /></a></p>
<p><a href="http://www.tarjalivros.com.br" target="_blank">&#62;&#62;Tarja Livros</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DRÁCULA GANHA CONTINUAÇÃO NO CINEMA E LIVRARIAS]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2700</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:38:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/06/dracula-ganha-continuacao-no-cinema-e-livrarias/</guid>
<description><![CDATA[Uma aliança entre as editoras Dutton US, Harper UK e Penguin-Canada adquiriu os direitos de publica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/dracula_lugosi_poster.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/dracula_lugosi_poster.jpg" alt="" title="dracula_lugosi_poster" width="200" height="314" class="alignleft size-full wp-image-2701" /></a>Uma aliança entre as editoras Dutton US, Harper UK e Penguin-Canada adquiriu os direitos de publicação nos EUA e na Grã-Bretanha da seqüência de um dos maiores sucessos literários de todos os tempos, o romance Drácula, de Bram Stoker. A continuação, autorizada pela família do autor, foi vendida por uma módica quantia de sete dígitos. </p>
<p>A seqüência será escrita por Dacre Stoker, descedente direto de Bram Stoker, com a ajuda do historiador Ian Holt. O livro deve ser lançado nas livrarias em outubro de 2009.</p>
<p>Além do livro, um filme baseado nesta seqüência está sendo produzido, capitaneado por Jan de Bont (Twister, Minority Report: A Nova Lei, Alta Velocidade), cujas filmagens estão previstas para começar em junho de 2009. O roteiro do filme foi co-escrito por Ian Holt e Alexander Galant e já está inteiramente escrito.</p>
<p>Para a criação do novo livro, os escritores tiveram acesso às notas escritas à mão por Bram Stoker, na época da publicação do original. O novo romance se chamará The Un-Dead (algo como “O Morto-Vivo”), o nome original proposto por Stoker para Drácula, e que foi alterado pelo seu editor na época.</p>
<p>Este novo livro é a primeira história de Drácula a ter total apoio do clã Stoker desde o filme de 1931, estrelado por Bela Lugosi.<br />
<a href="http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&#38;cod_noticia=17592" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">HQMANIACS - por Antonio Carlos F. Pontes Junior </span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O FILHO DO VAMPIRO", DE JÚLIO CORTÁZAR]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2695</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:37:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/06/o-filho-do-vampiro-de-julio-cortazar/</guid>
<description><![CDATA[
Publicado em La otra orilla, 1945, El hijo del vampiro é considerado o primeiro conto escrito por ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/cortazar_vampiro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2697" title="cortazar_vampiro" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/cortazar_vampiro.jpg" alt="" width="247" height="261" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>Publicado em <strong>La otra orilla</strong>, 1945, El hijo del vampiro é considerado o primeiro conto escrito por Cortázar, em 1937.<br />
Tradução de Cassiano Viana</em></p>
<p>Provavelmente todos os fantasmas sabiam que Duggu Van era um vampiro. Não o temiam, mas deixavam o caminho livre quando ele saia de sua tumba precisamente à meia-noite e entrava no antigo castelo à procura de seu alimento favorito.</p>
<p>O rosto de Duggu Van não era agradável, a quantidade de sangue ingerido desde sua suposta morte – no ano de 1060, pelas mãos de um menino, novo David armado de uma atiradeira-punhal – havia infiltrado em sua pele opaca a coloração mole das madeiras que ficam por muito tempo debaixo d’água. A única vida naquele rosto eram seus olhos. Olhos fixos na figura de Lady Vanda, adormecida como um bebê na cama que não conhecia mais que seu corpo leve.</p>
<p>Duggu Van caminhava sem fazer ruído, a mescla de vida e morte que formava seu coração se resolvia em qualidades inumanas. Vestido de azul escuro, acompanhado sempre por um silencioso séqüito de perfumes rançosos, o vampiro passeava pelas galerias do castelo buscando depósitos vivos de sangue. A indústria frigorífica o houvera indignado. Lady Vanda, adormecida com a mão sobre os olhos como em premonição do perigo, parecia um bibelô, um terreno propício ou uma cariátide(1).</p>
<p>Louvável costume de Duggu Van era o de nunca pensar antes da ação. Parado diante da cama, desnudando com a levíssima mão carcomida o corpo da rítmica escultura, a sede de sangue começou a ceder.</p>
<p>Se os vampiros de apaixonam é coisa que na estória permanece oculta. Se houvesse meditado, a condição tradicional haveria detido talvez à beira do amor, limitando-o ao sangue higiênico e vital, porém Lady Vanda não seria para ele uma mera vítima, destinada a uma série de coleções, a beleza irrompia de sua figura ausente lutando, exatamente no meio do espaço que separava ambos os corpos, com a fome.</p>
<p>Sem tempo para perplexidades, ingressou Duggu Van com voracidade estrepitosa no amor, o atroz despertar de Lady Vanda atrasando em um segundo as suas possibilidades de defesa e o falso sonho do desmaio houve de entregá-la, branca luz na noite, ao amante.</p>
<p>Fato é que, de madrugada e antes de ir embora, o vampiro não pode com sua vocação e fez uma pequena sangria no ombro da desvanecida castelhana. Mais tarde, ao pensar naquilo, Duggu Van sustentou para si que as sangrias resultavam muito recomendáveis para os desmaiados. Como em todos os seres, seu pensamento era menos nobre que o simples ato.</p>
<p>No castelo houve congresso de médicos, perícias pouco agradáveis, sessões conjuratórias e anátemas, e, além do mais uma enfermeira inglesa que se chamava Miss Wilkinson e que bebia genebra com uma naturalidade emocionante. Lady Vanda esteve longo tempo entre a vida e a morte (sic). A hipótese de um pesadelo demasiado verdadeiro foi abatida frente a determinadas comprovações oculares; e, além do mais, quando transcorreu um lapso razoável, a dama teve a certeza de que estava grávida.</p>
<p>Portas fechadas com Yale haviam detido as tentativas de Duggu Van. O vampiro tinha que alimentar-se de crianças, de ovelhas, até de – horror! – porcos, mas todo o sangue lhe parecia água ao lado daquele de Lady Vanda. Uma simples associação, da qual não o livrara seu caráter de vampiro, exaltava em sua lembrança o gosto de sangue onde havia nadado, guloso, o peixe de sua língua. Inflexível sua tumba na passagem diurna, era preciso aguardar o canto do galo para pular, desfigurado, louco de fome.</p>
<p>Não havia voltado a ver Lady Vanda, mas seus passos o levavam uma e outra vez à galeria terminada na redonda burla amarela de Yale. Duggu Van estava sensivelmente pior.</p>
<p>Pensava às vezes – horizontal e úmido em seu ninho de pedra – que talvez Lady Vanda teria um filho seu, o amor recrudescia então mais que a fome. Sonhava sua febre com violações de trincos, seqüestros, a construção de uma nova tumba matrimonial de ampla capacidade. O paludismo se escondia nele agora.</p>
<p>O filho crescia, quieto, em Lady Vanda. Uma tarde ouviu Miss Wilkinson gritar para sua senhora. A encontrou pálida, desolada, tocava o ventre coberto ao relento, e dizia:</p>
<p>- É tal qual o pai, é tal qual o pai.</p>
<p>Duggu Van, a ponto de morrer a morte dos vampiros (coisa que por razões compreensíveis o aterrorizava), tinha ainda a débil esperança de que seu filho, acaso possuidor de suas mesmas qualidades de sagacidade e destreza, maquinaria algo para trazer-lhe sua mãe algum dia. Lady Vanda ficava cada dia mais pálida e aérea. Os médicos maldiziam, os tônicos recuavam. E ela, repetindo sempre:</p>
<p>- É tal qual o pai, tal qual o pai.</p>
<p>Miss Wilkinson chegou à conclusão de que o pequeno vampiro sangrava a mãe com a mais refinada das crueldades. Quando os médicos se inteiraram da situação, falou-se de um abordo, plenamente justificável; porém Lady Vanda se negou, virando a cabeça como um ursinho de pelúcia, acariciando com a direita seu ventre ao relento.</p>
<p>- É tal qual o pai – disse-. Tal qual o pai.</p>
<p>O filho de Duggu Van crescia rapidamente. Não apenas ocupava a cavidade que a natureza lhe concedera, mas invadia o resto do corpo de Lady Vanda, que agora podia apenas falar, já não lhe restara sangue; e se havia algum, estava no corpo de seu filho. E quando veio o dia estabelecido para o alumbramento, os médicos disseram que aquele ia ser um parto estranho. Em número de quatro rodearam o leito da parturiente, aguardando que chegasse a meia-noite do trigésimo dia do nono mês do atentado de Duggu Van.</p>
<p>Na galeria, Miss Wilkinson viu aproximar-se uma sombra. Não gritou porque sabia que não ganharia nada com isso, o rosto de Duggu Van não era de provocar risos, a cor terrosa de seu rosto havia se transformando em um relevo uniforme e cardão, em vez de olhos, duas grandes interrogações lacrimejantes se balanceavam sob o cabelo endurecido.</p>
<p>- É absolutamente meu – disse o vampiro com a linguagem caprichosa de sua seita – e ninguém pode interpolar-se entre sua essência e meu carinho. Falava do filho; Miss Wilkinson acalmou-se.</p>
<p>Reunidos em um ângulo do leito, os médicos tratavam de demonstrar uns aos outros que não tinham medo. Passavam a admitir mudanças no corpo de Lady Vanda, sua pele repentinamente escura, as pernas que se enchiam de relevos musculares, o ventre que se achatava suavemente e, com uma naturalidade que parecia quase familiar, o sexo que se transformava no contrário, as mãos que não eram mais as de Lady Vanda. Os médicos sentiam um medo atroz.</p>
<p>Então, quando soaram as doze, o corpo que havia sido Lady Vanda e era agora seu filho se aprumou docemente no leito e estendeu os braços até a porta aberta. Duggu Van entrou no salão, passou frente os médicos sem vê-los e tocou as mãos de seu filho.</p>
<p>Os dois, olhando-se como se se conhecessem desde sempre, saíram pela janela, a cama ligeiramente desarrumada, os médicos balbuciando coisas em torno dela, contemplando sobre as mesas os instrumentos do ofício, a balança para pesar o recémnascido e Miss Wilkinson na porta retorcendo-se as mãos e perguntando, perguntando, perguntando.<br />
<em><strong>1</strong> Figura humana, geralmente feminina, esculpida em fachadas de edifícios da Grécia antiga.</em> (N. do T.)<br />
<a href="http://www.bestiario.com.br/26_arquivos/filhodovampiro.html" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">BESTIÁRIO - por Julio Cortázar, Buenos Aires, 1937.</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2673</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:35:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/06/so-nao-ve-quem-nao-quer-ensaio-sobre-a-cegueira/</guid>
<description><![CDATA[
Ensaio sobre a Cegueira, o último filme de Fernando Meirelles, dividiu a crítica e o público. Ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/ensaio-sobre-a-cegueira.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2675" title="ensaio-sobre-a-cegueira" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/ensaio-sobre-a-cegueira.jpg" alt="" width="268" height="400" /></a><br />
<a href="http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/"><strong>Ensaio sobre a Cegueira</strong></a>, o último filme de Fernando Meirelles, dividiu a crítica e o público. Cannes rejeitou o filme, que estreou no Brasil com modificações.</p>
<p>A co-produção Brasil-Japão-Canadá traz um elenco multinacional para contar uma estória tida como "infilmável", o romance de mesmo nome escrito pelo Nobel português José Saramago. De fato, Meirelles encarou um desafio nada tranqüilo: adaptar para uma mídia audiovisual uma narrativa sobre a incapacidade de ver. Paradoxal? Talvez nem tanto. Apesar dos pesares, não se pode chamar de fracasso o filme de Meirelles, por mais controverso que possa ser.</p>
<p>Julianne Moore parece ter bom faro para estrelar filmes de ficção científica. Atuou no interessante Filhos da Esperança (Children of Men, dir. Alfonso Cuarón, 2006), e em algumas produções menos inspiradas, porém válidas, como Os Esquecidos (The Forgotten, dir. Joseph Ruben, 2004). Em Ensaio, ela representa o papel da mulher de um oftalmologista que começa a receber pacientes queixosos de perda total e repentina da visão. Ao invés de ausência completa de luz, a cegueira é branca, misteriosa.</p>
<p>O filme abre com o primeiro caso de cegueira afetando um motorista. A partir daí, um a um vão ficando cegos os habitantes da cidade fictícia. A doença é contagiosa e avança em progressão geométrica. A população afetada é conduzida pelo exército a pontos de quarentena. Mas o isolamento não é suficiente para controlar o avanço da doença incurável. Até as próprias autoridades acabam sofrendo do mal. A civilização entra em colapso.</p>
<p>A personagem de Julianne é a única que não é afetada pela cegueira. Não há explicação para isso também, e ela decide fingir que está cega para poder acompanhar o marido médico na quarentena. Nesse microcosmo de caos que se tornou o isolamento, ela é portadora de uma dádiva fundamental. Por ser a única a enxergar, dedica-se a minorar a degradação vertiginosa que atinge todos os personagens. Mas nem sempre "em terra de cego quem tem um olho é rei".</p>
<p>Embora seja a única a enxergar perfeitamente, "uma andorinha só não faz verão". Em sua missão de manter alguma ordem e dignidade entre os seres humanos que a rodeiam, a personagem de Moore se transforma. Ela passa de uma frágil dona de casa à condição de justiceira. Com isso, sua própria humanidade também é profundamente transformada - senão em parte perdida.</p>
<p>Em sua parábola do colapso da civilização, Ensaio lembra um pouco uma das obras-primas de Luis Buñuel, O Anjo Exterminador (El Ángel exterminador, 1962). Neste filme, pessoas finas e "de bem" vêem-se impossibilitadas de deixar uma sala, sem nenhuma razão aparente. A situação insólita conduz ao isolamento do grupo que, por conseguinte, vai gradativamente despindo-se das boas maneiras. Não tarda para que se instale a barbárie.</p>
<p>Essa oposição entre civilização e barbárie também está no cerne da fábula de Ensaio, que em sua ausência de explicações sobre o fenômeno da cegueira lembra também filmes como Invasión (1969), de Hugo Santiago, Os Pássaros (The Birds, 1963), de Alfred Hitchcock, Filhos da Esperança (Children of Men, 2006), de Alfonso Cuarón, e Fim dos Tempos (The Happening, 2008), de M. Night Shyamalan. Podemos agrupar estes e outros títulos numa vertente narrativa da ficção científica pouco ou nada preocupada em explicar ou justificar suas fábulas, o que geralmente resulta em filmes no mínimo instigantes.</p>
<p>Ensaio foi rodado em três cidades diferentes: São Paulo, Montevidéu e Toronto. Talvez um dos aspectos mais interessantes do filme seja a manipulação do espaço, a criação de uma cidade fictícia por meio da montagem, a exemplo de Invasión (1969), de Hugo Santiago, La Sonâmbula (1998), de Fernando Spiner, ou ainda Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard. Todos esses filmes criaram suas cidades futuristas, utópicas ou distópicas, por meio da retórica do deslocamento propiciada pelo dispositivo cinematográfico.</p>
<p>Nesse sentido, Ensaio é uma grata surpresa, confirmando uma suspeita que sempre alimentei: a de que São Paulo, bem como diversas outras metrópoles do terceiro mundo, podem render excelentes cenários para narrativas de ficção científica. É o que pode ser verificado em algumas cenas memoráveis, como aquelas em que o grupo principal de personagens vaga a esmo pela cidade abandonada, passando pela Ponte Otávio Frias de Oliveira (Ponte do Brooklyn) ou pelo Minhocão.</p>
<p>É possível que Fernando Meirelles pudesse ser mais ousado e inspirado em Ensaio. Por outro lado, bem que a fotografia de César Charlone, a câmera e o som tentam simular uma experiência audiovisual um tanto quanto diferenciada em relação ao trivial do cinema. Essa estética, porém, parece cativa da responsabilidade para com os investidores do filme e expectativas de bilheteria, conforme se pôde notar em depoimentos do diretor à imprensa, por ocasião da estréia do filme no Brasil.</p>
<p>De toda maneira, Ensaio sobre a Cegueira é capaz de clarear alguns aspectos concernentes ao debate sobre o cinema de ficção científica no Brasil. Em primeiro lugar, surpreende positivamente por se tratar de uma narrativa fantástica, dirigida por um diretor que se consagrou com filmes sobre temática social (Cidade de Deus ou mesmo O Jardineiro Fiel). Nesse sentido, Ensaio prova que a temática fantástica ou de ficção científica pode ser trabalhada em audiovisual por qualquer diretor brasileiro que conheça bem seu ofício.</p>
<p>Meirelles tem pelo menos três qualidades: conta bem estórias, escolhe bem seus colegas de trabalho e domina a linguagem cinematográfica. Nas mãos de um diretor como ele, São Paulo pode se tornar uma metrópole futurista sem o menor constrangimento, cenário de fenômenos insólitos ou sobrenaturais. Independente da qualidade de Ensaio (certamente não é inferior a uma enxurrada de filmes que estréiam toda semana), que essa última empreitada de Meirelles sirva de inspiração para outros diretores brasileiros, interessados em realizar um cinema fantástico ou de ficção científica.<br />
Nada de sobrenatural impede isso. Só não vê quem não quer.<br />
<a href="http://terramagazine.terra.com.br:80/interna/0,,OI3231534-EI6622,00-So+nao+ve+quem+nao+quer.html" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">TERRA MAGAZINE - por Alfredo Luiz Suppia</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AMC PREPARA SÉRIE COM "RED MARS", DE KIM STANLEY ROBINSON]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2665</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:34:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/06/amc-prepara-serie-com-red-mars-de-kim-stanley-robinson/</guid>
<description><![CDATA[A trilogia marciana (Red Mars, Green Mars e Blue Mars), do escritor Kim Stanley Robinson é centrada]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_2666" align="aligncenter" width="299" caption="A trilogia marciana (Red Mars, Green Mars e Blue Mars), do escritor Kim Stanley Robinson é centrada na história da exploração, colonização e terraformação de Marte, reflete sobre os mais justos modelos futuros de economia, sociedade e vida política, projetando-os num planeta que recebe, ao longo dos próximos 200 anos, toda uma população desejosa de não repetir alguns erros cometidos na Terra de onde partiu."]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/kim-stanley-robinson_red-mars.jpg"><img class="size-full wp-image-2666 " title="kim-stanley-robinson_red-mars" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/kim-stanley-robinson_red-mars.jpg" alt="" width="299" height="490" /></a>[/caption]
<p>O AMC aprovou a produção de "Red Mars", com base no livro de Kim Stanley Robinson, publicado em 1992 e dividido em três volumes. A história é situada no ano de 2026 quando ocorre a primeira expedição para a colonização do planeta Marte. Esta, enfrenta a oposição de grupos que se revoltam contra a ambição de multinacionais envolvidas do projeto. Com isso, se desenvolve uma crise econômica, que leva a uma revolução e à sabotagem. O roteiro está a cargo de Jonathan Hensleigh, do filme "Armageddon", que também será o produtor executivo ao lado de Michael Jaffe e Howard Braustein.</p>
<p>A idéia do canal é investir em propostas de séries com uma estética cinematográfica e "Red Mars" seria um dos projetos que se encaixam no perfil. Apesar do gênero ficção científica, a série irá focar no desenvolvimento dos personagens, como têm ocorrido com as demais produções, "Mad Men" e "Breaking Bad".<br />
<a href="http://revistatvseries.blogspot.com/" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">TV SÉRIES - por Fernanda Furquim</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SAIU A 2ª EDIÇÃO DO TERRORZINE - MINICONTOS DE TERROR]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2717</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:37:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>ademirpascale</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/06/saiu-a-2%c2%aa-edicao-do-terrorzine-minicontos-de-terror/</guid>
<description><![CDATA[Já está disponível para download a 2ª edição do zine TerrorZine - Minicontos de terror. Nesta ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/1010016_black_sun_dead_tree.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2719" title="1010016_black_sun_dead_tree" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/1010016_black_sun_dead_tree.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Já está disponível para download a 2ª edição do zine <em>TerrorZine</em> - <em>Minicontos de terror</em>. Nesta edição, os escritores Ademir Pascale e Elenir Alves selecionaram 33 minicontos com participação especial de escritores do Brasil, Argentina e Portugal. Você ainda encontrará entrevistas com os escritores Roberto Causo e Giulia Moon, além de excelentes dicas de livros e alguns assuntos relevantes no editorial, como o evento <em>Invisibilidades II</em>, Augusto Monterroso, Ernest Hemingway e a verdadeira essência do miniconto.</p>
<p><strong>Faça o download gratuitamente:</strong> <a href="http://www.cranik.com/terrorzine2.pdf" target="_blank">www.cranik.com/terrorzine2.pdf</a></p>
<p><a href="http://www.cranik.com/terrorzine.html" target="_blank">&#62;&#62; CRANIK</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EDITORA BRASILEIRA PROCURA ARTISTAS PARA GIBI TEMÁTICO]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2706</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:03:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/06/editora-brasileira-procura-artistas-para-gibi-tematico/</guid>
<description><![CDATA[
A Não Editora, de Porto Alegre/RS, está à procura de roteiristas, desenhistas e coloristas para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/nao-editoraa.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/nao-editoraa.jpg" alt="" title="nao-editoraa" width="300" height="98" class="aligncenter size-full wp-image-2711" /></a><br />
A <a href="http://www.naoeditora.com.br/" target="_blank"><strong>Não Editora</strong></a>, de Porto Alegre/RS, está à procura de roteiristas, desenhistas e coloristas para desenvolver a revista em quadrinhos intitulada <em>Vire a Página e Aperte Start!</em>, uma coletânea que apresentará apenas histórias sobre videogames, fliperamas e jogos eletrônicos afins.</p>
<p>Os interessados devem seguir as orientações reproduzidas abaixo, originalmente divulgadas pela editora em <em>press release</em>:</p>
<p><strong>a) Seleção de histórias</strong><br />
Podem ser enviadas histórias para utilização na antologia. Os escritores devem enviar textos com no máximo 200 linhas, fonte Times New Roman, tamanho 12 (formato miniconto, conto ou roteiro que será posteriormente adaptado à linguagem dos quadrinhos). Para roteiros de HQs, serão aceitas no máximo 10 páginas de quadrinhos.</p>
<p><strong>b) Seleção de artistas</strong><br />
Para avaliar o estilo dos artistas, podem ser enviadas cinco imagens de desenhos em JPG, coloridas ou P&#38;B, de preferência páginas de quadrinhos.</p>
<p><strong>c) Adaptação</strong><br />
A última etapa será a adaptação dos roteiros escolhidos pelos artistas selecionados.</p>
<p>Os autores e artistas escolhidos não receberão remuneração pela publicação dos contos/artes, assinando uma cessão não exclusiva dos direitos para a coletânea. Em contrapartida, cada um receberá cinco exemplares do livro. Dos revisores aos diagramadores, todos trabalham em prol de viabilizar o projeto a baixo custo, tornando-o atraente ao público consumidor em geral.</p>
<p>Os materiais de escritores e artistas devem ser encaminhados para o e-mail <a href="mailto:contato@naoeditora.com.br">contato@naoeditora.com.br</a>. O prazo máximo para o envio é 20 de novembro de 2008. O lançamento da coletânea <em>Vire a Página e Aperte Start!</em> está programado para o segundo semestre de 2009.<br />
<a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n06102008_01.cfm" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">UNIVERSO HQ - por Marcus Ramone </span></strong></a></p>
<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/nao-editora_vire-e-aperte.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/nao-editora_vire-e-aperte.jpg" alt="" title="nao-editora_vire-e-aperte" width="350" height="525" class="aligncenter size-full wp-image-2709" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[JEDICON 2008: CONVENÇÃO DE STAR WARS EM SÃO PAULO]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2606</link>
<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 14:10:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/05/jedicon-2008-convencao-de-star-wars-em-sao-paulo/</guid>
<description><![CDATA[
O Conselho Jedi São Paulo – CJSP, fã-clube de Star Wars (Guerra nas Estrelas) criado em 1999, r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/jedicon2008_compromisso.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/jedicon2008_compromisso.jpg?w=450" alt="" title="jedicon2008_compromisso" width="450" height="210" class="aligncenter size-large wp-image-2680" /></a><br />
O <a href="http://www.conselhosp.com.br/">Conselho Jedi São Paulo – CJSP,</a> fã-clube de Star Wars (Guerra nas Estrelas) criado em 1999, realizará no dia 11 de outubro, das 10h às 18h, a JediCon 2008. </p>
<p>O evento, voltado para fãs da saga espacial criada por George Lucas em 1978, acontecerá na Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – APCD (Rua Voluntários da Pátria, 547 - próximo ao metrô Tietê – São Paulo-SP). </p>
<p>A <a href="http://www.conselhosp.com.br/">JediCon 2008</a> terá diversas atrações, como estandes de fã-clubes amigos, expositores, praça de alimentação, palestras, vídeos, duelo de sabres de luz, peça teatral, bate-papo, concurso de fantasias e convidados ligados ao tema. </p>
<p>Os ingressos custam R$ 20,00 e as camisetas-ingresso são em quantidade limitada.<br />
A novidade desse ano é que junto com a camiseta, você recebe um cupom numerado para participar dos sorteios que rolam durante o evento, além de receber um mapa de como chegar no evento.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Historias de Nohm]]></title>
<link>http://eariandes.wordpress.com/?p=372</link>
<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 14:09:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>eariandes</dc:creator>
<guid>http://eariandes.pt.wordpress.com/2008/10/05/historias-de-nohm/</guid>
<description><![CDATA[

Sobre la tierra sin nombre, llora el hermano por su hermana. Sus brazos que debían haberla proteg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--[endif]--></p>
<h3 class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://img357.imageshack.us/img357/9714/fondnieve11280kk7.jpg"><img class="aligncenter" title="Paisaje nevado, bosque, invierno" src="http://img357.imageshack.us/img357/9714/fondnieve11280kk7.jpg" alt="" width="640" height="512" /></a></h3>
<h3 class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#002449;">Sobre la tierra sin nombre, llora el hermano por su hermana. Sus brazos que debían haberla protegido arañan el polvo, lo estruja entre sus dedos y lo golpea. El corazón, desecho en pequeños pedazos que rápidamente se congelan en su pecho, hace una oscura promesa: vengarse de todos aquellos que por miedo, la arrojaron al olvido. Su dios ha abandonado para siempre al hijo y él al Padre. </span></h3>
<h3 class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#002449;"><span> </span></span></h3>
<h3 class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://img359.imageshack.us/img359/6272/4cfdde95becd050d5e7f77dka8.jpg"><img class="alignleft" title="Mirada de niña" src="http://img359.imageshack.us/img359/6272/4cfdde95becd050d5e7f77dka8.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><span style="color:#002449;">En su mente ve las tierras cubiertas de nieve inmaculada, el frío corta su aliento atrapado en volutas de humo blanco y tibio. En sus sueños la paz acude a su alma cuando la ve correr por los campos nevados como antaño, con la carita enrojecida por el viento helado e iluminada por una sonrisa cuando llega a sus brazos; <span> </span>con la pequeña cabecita y su larga melena llena de juguetones bucles estrechados entre sus manos y su cuerpecito arropado en un abrazo.</span></h3>
<h3 class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#002449;">- <span> </span>Largo es el camino que he de recorrer para encontrarte de nuevo. </span></h3>
<p style="text-align:right;">Por Huid - Zaohr</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BOOM! LANÇA ADAPTAÇÃO DE POEMA DE H.P. LOVECRAFT]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2633</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:50:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/02/boom-lanca-adaptacao-de-poema-de-hp-lovecraft/</guid>
<description><![CDATA[O Boom! Studios está lançando uma versão ilustrada do poema épico Nyarlathotep, de H.P. Lovecraf]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/lovecraft_nyarlathotep.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2634" title="lovecraft_nyarlathotep" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/lovecraft_nyarlathotep.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>O <a href="http://www.boom-studios.net/h-p-lovecraft-s-nyarlathotep.html">Boom! Studios </a>está lançando uma versão ilustrada do poema épico Nyarlathotep, de H.P. Lovecraft. Os desenhos ficaram por conta de Chuck BB, que revelou ter sido esse um dos seus trabalhos mais desafiadores. "Eu tive que pegar essas idéias de Lovecraft, que não são muito detalhadas em termos descritivos, e que são, ao mesmo tempo, cósmicas e maiores do que a vida, e traduzi-las em imagens. Usei o que eu acho que seria a visão de Lovecraft, mas mantendo o meu estilo", disse BB.</p>
<p>A versão do <a href="http://www.boom-studios.net/h-p-lovecraft-s-nyarlathotep.html">BOOM! Studios </a>de H.P. Lovecraft’s Nyarlathotep será uma edição especial, em capa dura, com 32 páginas, ao preço de US$ 14.99.</p>
<p>O Boom! Studios foi inaugurado em 2005, com a proposta de viabilizar projetos autorais de grandes nomes dos quadrinhos. A editora possui uma série de títulos em vários gêneros diferentes, entre os quais se destacam: Hero Squared, Planetary Brigade, What Were They Thinking e Zombie Tales.<br />
<a href="http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&#38;cod_noticia=17550" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">HQ MANIACS - por Leandro Damasceno </span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["A GUERRA DOS ANÉIS" TEM HOTSITE NA PANINI]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2626</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:49:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/02/a-guerra-dos-aneis-tem-hotsite-na-panini/</guid>
<description><![CDATA[
Aproveitando o lançamento do primeiro número da revista do Lanterna Verde, a Panini Comics coloco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/guerra-dos-aneis_panini.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/guerra-dos-aneis_panini.jpg?w=450" alt="" title="guerra-dos-aneis_panini" width="450" height="153" class="aligncenter size-large wp-image-2631" /></a><br />
Aproveitando o lançamento do primeiro número da revista do <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n26082008_05.cfm">Lanterna Verde</a>, a <strong>Panini Comics</strong> colocou no ar um <em>hotsite</em> com <em>A Guerra dos Anéis</em>.</p>
<p>O leitor confere detalhes sobre essa elogiada saga, para facilitar o acompanhamento de todos os desdobramentos da aventura, além do passado dos personagens.</p>
<p>Para conferir, <a href="http://web.hotsitepanini.com.br/aguerradosaneis/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ENTREVISTA COM O ESCRITOR WALDICK GARRETT]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2627</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 11:51:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>ademirpascale</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/02/entrevista-com-waldick-garrett/</guid>
<description><![CDATA[


Waldick Garrett

Ademir Pascale: Primeiramente, agradeço por ceder a entrevista. Para  iniciarmo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/waldick1.jpg"><img class="size-full wp-image-2628" title="waldick1" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/waldick1.jpg" alt="Waldick Garrett" width="276" height="369" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Waldick Garrett</dd>
</dl>
<p class="style15"><strong>Ademir Pascale</strong>: Primeiramente, agradeço por ceder a entrevista. Para  iniciarmos, gostaria de saber como foi o início de Waldick Garrett na  literatura.</p>
<p><strong>Waldick Garrett</strong>: Boa tarde, Ademir, é com imenso prazer e satisfação que  participo desta entrevista a seu convite. Diferente de alguns escritores da  atualidade, que receberam influências de literatura em casa, meus pais não  possuíam o hábito da leitura. Foi na sexta série do ensino fundamental que  conheci a coleção vaga-lume, da Ed. Ática. Então, com alguma relutância, passei  a ler Spharion... depois, mesmo sem a imposição escolar, devorei quase toda a  coleção, quer seja emprestando de amigos, da biblioteca ou adquirindo alguns  exemplares por conta própria. Na oitava série, ganhei um concurso de contos,  tema livre, porém redigi algo envolvendo o suspense e o terror. A partir dalí,  meu gosto por esse estilo se consolidou, até meados de 1998, quando redigi meu  primeiro conto, o Canto Esquerdo. Em 2001, por acaso e sem muita pretensão,  participei de um concurso literário nacional, promovido pela “Ponto de Vista  Literatura”, que envolveu mais de dois mil textos. O Conto Esquerdo foi  escolhido entre os Dez Melhores de 2001. Admirado com a premiação, pois nunca  havia criado nada em literatura, aquilo foi para mim como fogo em gasolina. No  início de 2004, finalizei outros contos e passei a cogitar a possibilidade de  uma publicação. Enviei à três editoras, dentre elas, a única que prontamente não  me estimulou, foi a que primeiro me respondeu positivamente. Sobre as demais,  restou-me informar que já havia assinado um contrato com a Ed. Novo Século.</p>
<p><strong>Quais são suas principais influências literárias?</strong><br />
<strong></strong>Certamente Algernon Blackwood foi a minha principal  influência... um escritor inglês que viveu entre os séculos XIX e XX, a quem  dedico o primeiro conto do livro. Seu estilo clássico, sombrio e sereno  influenciou-me. Por outro lado, o mestre Stephen King modelou minha criatividade  à modernidade, à ousadia. Há quem diga que o estilo é um tanto noir, pelo seu  apelo ao lado sombrio da literatura. São personagens perturbados, desastres  repentinos, fins inesperados e nem sempre bem-resolvidos. Um estilo audacioso,  até jovem, porém não perde o charme da literatura clássica universal.</p>
<p><strong>Quais são suas principais funções como Comendador  Literário Internacional BR/PO?</strong><br />
<strong></strong>A Suprema Ordem Internacional Teresa Cristina (PO)  promove, junto ao Centro Cultural Brasil Interativo, evento cultural que  cataloga novos e antigos escritores brasileiros, assim como portugueses, que  tenham se destacado em algum estilo dentro de seus países. Meu dever, como  Comendador, é fomentar o estilo que adotei e tentar consolidá-lo. Todo ano,  dentro do evento programado, há discussões sobre a cultura do país, a  literatura, no meu caso, o que foi feito e o que poderá sê-lo futuramente.</p>
<p><strong>Como foi a sua indicação a Faixa Grã-Cruz, pertencente ao  Imperador D. Pedro II, como destaque da cultura internacional?</strong><br />
<strong></strong>Foi decorrente da premiação de um dos meus contos em  Portugal, uma seletiva em língua portuguesa. Admirados por descobrirem a  existência de um descendente brasileiro do afamado Poeta Português Almeida  Garrett (e o meu nome completo é Waldick Alan de Almeida Garrett), a própria  Ordem Teresa Cristina indicou-me ao prêmio, como reconhecimento do seu país,  tendo em vista minha existência e a prática de minha literatura, embora o estilo  seja o oposto de meu ancestral lusitano.</p>
<p><strong>Antes da pergunta, dou-lhe os parabéns pelo belo e  agradável layout do seu site oficial (<a href="http://www.waldickgarrett.com.br/" target="_blank"><span style="text-decoration:underline;">www.waldickgarrett.com.br</span></a>). Quando o mesmo  foi ao ar?</strong><br />
<strong></strong>Obrigado, Ademir. O site foi ao ar em meados de 2007,  porém passou por algumas reformulações... antes, era todo em flash e difícil de  atualizar. Agora ele é mais prático e usual. Espero que os leitores do cranik  participem e o apreciem.</p>
<p><strong>Poderia falar um pouco sobre a sua obra <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1386141&#38;ST=SE" target="_blank"> <span style="text-decoration:underline;">Manuscritos de  Sangue</span></a> (Ed. Novo Século)?</strong><br />
<strong></strong>O Manuscritos de Sangue se materializou, como em uma  obra definitiva, em fins de 2003, quando decidi reunir 13 contos premiados,  tendo sempre o cuidado de encaixá-los dentro de uma leve fusão harmônica, quer  seja pela forma da escrita ou pela complexidade dos enredos, mesclando sempre o  suspense, o mistério e o terror.<br />
Inseri então o posfácio, imaginando, à época, se a editora concordaria em manter  as notas finais explicativas, que relatam curiosidades, o que é verdadeiro ou  ficcional em cada enredo, caso aceitasse a sua publicação.<br />
O resultado foi um livro que mescla diversos medos, ansiedade e surpresas. Houve  manifesto de pessoas que, embora não apreciassem o estilo, elogiaram a obra pela  sutileza que demonstra em alguns trechos e a ousadia em outros. Também, para  quem gosta, o Manuscritos de Sangue traz uma tênue lembrança ao estilo dos  contos de horror do século XVIII e XIX.</p>
<p><strong>Em geral, o que você acha das antologias e do grande  crescimento do interesse por parte dos leitores pela literatura fantástica?</strong><br />
<strong></strong>Essa é a independência literária que tanto o Brasil  necessita, de deveras importância para o crescimento cultural. Tem-se, pairando  há tempos em nosso país, que a literatura no Brasil se resume ao romancismo de  uma década atrás. Devemos, sim, cultuá-lo, relembrá-lo, mas não nos resumirmos a  ele. Temos de seguir em frente, dar oportunidade aos novos escritores, aos  inovadores, para que haja, também, o reconhecimento estrangeiro de uma  literatura brasileira atual. Temos de combater a idéia de que a literatura  fantástica não é “séria”, culta. E só faremos isso com muito trabalho,  originalidade, no sentido de silenciarmos os pseudo-intelectuais, de conceitos  vazios e presos ao passado. Temos conseguido ultrapassar essas barreiras,  principalmente com o auxilio dos novos leitores... se nós pararmos para  refletir, concluiremos que há dez anos praticamente inexistiam novos escritores  de ficção, de suspense e terror no Brasil. O que acontece hoje, essa ascensão  bela e espantosa do estilo é, literalmente, fantástico.</p>
<p><strong>Existem novos projetos em pauta?</strong><br />
<strong></strong>Conservo dois novos projetos prontos, trancados a sete  chaves. Já contatei a editora, porém ainda não sei quando entrará no prelo. Um  deles trata-se de sete novelas (contos longos) de terror. São enredos mais  complexos, mais ousados, mais catastróficos. Redijo atualmente uma terceira obra  ficcional de suspense e terror. Está se avolumando e tornando-se intricada, no  bom sentido. Esse provavelmente será, para os leitores assíduos, um romance  sombrio em um enredo único, produzido com grande esmero, para quem já conhece e  aprecia minha literatura.</p>
<p><strong>Perguntas rápidas</strong>:</p>
<p><strong>Um livro</strong>: A Casa do Passado, de Algernon Blackwood<br />
<strong>Um(a) autor(a)</strong>: Stephen King<br />
<strong>Um ator ou atriz</strong>: Jack Nicholson.<br />
<strong>Um filme</strong>: O Iluminado, de Stanley Kubrick<br />
<strong>Um dia especial</strong>: A noite de autógrafos do Manuscritos de Sangue, com a  presença de mais de 250 pessoas nas Livrarias Curitiba, do Shopping Estação.<br />
<strong>Um desejo</strong>: a explosão da literatura fantástica no Brasil, com a impulsão  destes escritores que tanto batalham para um espaço importante na cultura do  país.</p>
<p><strong>Mais uma vez agradeço por expor suas idéias para os  nossos leitores. Foi um imenso prazer ter essa conversa contigo. </strong><br />
<strong></strong>Agradeço o seu cortês convite, Ademir, congratulando-o  pela disseminação da literatura fantástica em nosso país. É por isso que estamos  aqui, eu e você, fazendo nossa parte, criando, publicando, divulgando... a  literatura fantástica brasileira precisa e agradece. Obrigado pela entrevista e  sucesso em sua atividade cinematográfica e literária. Deixo um forte abraço a  todos e, caso os leitores desejem conhecer um pouco mais sobre meu trabalho  literário, podem acessar o meu site: <a href="http://www.waldickgarrett.com.br/" target="_blank"> <span style="text-decoration:underline;">www.waldickgarrett.com.br</span></a>
</p>
<p class="style15"><a href="http://www.cranik.com" target="_blank">&#62;&#62; CRANIK</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CEMITÉRIO VIRA BERCÁRIO EM NOVO LIVRO NEIL GAIMAN]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2611</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 19:38:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/01/cemiterio-vira-bercario-em-novo-livro-neil-gaiman/</guid>
<description><![CDATA[&#8216;The Graveyard Book&#8217; será lançado no mês que vem nos EUA.
Leitura dos capítulos pode]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>'The Graveyard Book' será lançado no mês que vem nos EUA.<br />
Leitura dos capítulos poderá ser acompanhada em site do autor.</em></p>
[caption id="attachment_2613" align="alignright" width="225" caption="O escritor britânico Neil Gaiman (foto: Phillipe Matas/Divulgação)"]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/gaiman_igreja.jpg"><img class="size-full wp-image-2613" title="gaiman_igreja" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/gaiman_igreja.jpg" alt="" width="225" height="297" /></a>[/caption]
<p>Cemitérios não assustam Neil Gaiman. Longe disso. O autor de best-sellers de horror e fábulas de fantasia os classifica como "lugares incrivelmente pacíficos".</p>
<p>"Eu adoro ir a cemitérios. Não só porque são assustadores, mas porque existe algo ali que remete a descanso. Você sabe, todas aquelas lápides, com suas pequenas mensagens maravilhosas inscritas", explica Gaiman.</p>
<p>O novo romance de Gaiman, "The graveyard book" (O livro do cemitério), se passa em um cemitério, onde um garoto órfão é criado por um vampiro, um lobisomem e uma bruxa. A semente da idéia foi plantada há cerca de 25 anos, quando Gaiman vivia na Inglaterra e levava seu filho Michael para andar de triciclo no cemitério próximo -- não havia jardim ou quintal na casa em que moravam.</p>
<p>A inspiração se juntou ao fato de que Gaiman queria escrever um livro similar ao clássico de Rudyard Kipling "Mogli, o menino-lobo", sobre uma criança que é adotada por animais selvagens. Mas, em vez disso, Gaiman escreveria sobre uma criança "que é adotada por pessoas mortas e passa a aprender todas as coisas que as pessoas mortas sabem".</p>
<p>Depois de mais de 20 anos de idas e vindas, Gaiman finalmente terminou "The graveyard book" no ano passado. Para começar a divulgar a obra, Gaiman lança uma turnê pelos Estados Unidos nesta semana, lendo um capítulo, dos oito do livro, em cada cidade. Vídeos de cada leitura serão postados no novo site de Gaiman, www.mousecircus.com, para serem acessados de graça. Quando Gaiman encerrar a turnê em 8 de outubro, na cidade de St. Paul, ele terá lido todas as 312 páginas do livro.</p>
<p><strong>Teorias de cemitério </strong><br />
De acordo com Gaiman, "The graveyard book" é uma metáfora para a vida, a família e a partida de casa. O livro começa com um bebê que consegue escapar de um assassino após vê-lo massacrar seus pais e sua irmã mais velha. O menino engatinha até um cemitério decrépito, onde é adotado por fantasmas e batizado de Nobody Owens (ou Bod, pra encurtar).</p>
<p>"Em sua essência, o mundo do cemitério é essa extensa família", sugere Gaiman, que escolheu um cemitério britânico para ambientar o livro. A idéia é que Bod possa interagir com personagens históricos.</p>
<p>"O grande barato de ser um cemitério inglês é que, nele, você pode voltar muitos, muitos, muitos anos. Já, na América, você só pode voltar uns 250 anos (em um cemitério) até, de repente, você chegar a alguns índios mortos e depois mais ninguém, A não ser que quisesse ambientar a história em Manie e procurar por alguns vikings ali", brinca o escritor.</p>
<p><strong>'E o que acontece depois?' </strong><br />
Gaiman, 47 anos, afirma que levou tanto tempo para escrever "The graveyard book" porque ficou colocando a idéia de lado até se tornar um escritor melhor. No meio tempo, ele aperfeiçoou sua arte com a série de quadrinhos "Sandman" e romances como "Belas maldições" (com Terry Pratchet), "Stardust", e "Deuses americanos".</p>
<p>O primeiro capítulo que escreveu - o capítulo 4, "The witch's headstone" - surgiu quando Gaiman se entediou em uma férias de família. Sua filha Maddy, então com 11 anos, parou de nadar para perguntar a Gaiman o que ele estava escrevendo. Gaiman leu para ela o início do capítulo. "E então ela disse 'o que acontece depois?' E então eu continuei", lembra Gaiman.</p>
[caption id="attachment_2615" align="alignleft" width="225" caption="Capa de &#39;The Graveyard Book&#39;, novo romance de Neil Gaiman "]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/gaiman_graveyard-book.jpg"><img class="size-full wp-image-2615" title="gaiman_graveyard-book" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/gaiman_graveyard-book.jpg" alt="" width="225" height="297" /></a>[/caption]
<p>Levou um ano até que Gaiman terminasse os sete outros capítulos, espremido entre as turnês mundiais de promoção dos filmes "Beowulf" (Gaiman é co-autor do roteiro com Roger Avary) e "Stardust", ambos lançados em 2007.</p>
<p><strong>Para crianças e adultos</strong><br />
O editor de "The graveyard book" Elise Howard, da HarperCollins, afirma que Gaiman consegue passear facilmente entre os mundos da ficção para crianças e adultos. Seus livros infantis incluem "Coraline" (2002) e "Os lobos dentro das paredes" (2003). Mas, enquanto mais e mais autores se voltam para livros infantis, diz Howard, "o que é notável em Neil é que ele vem fazendo isso há muito tempo e não por ser uma grande tendência".</p>
<p>Uma animação em stop-motion baseada em "Coraline", história de uma garota que mergulha em um mundo paralelo, está prevista para sair em fevereiro do ano que vem, com a atriz Dakota Fanning fazendo a voz de Coraline. A direção é de Henry Selick, de "The nightmare before Christmas" e "James e o pêssego gigante".</p>
<p>Gaiman tem grandes expectativas para esse filme. "Se Henry Selick tiver de escolher entre fazer algo muito legal que ele gosta ou qualquer outra coisa mais comercial, ele vai fazer a coisa legal que ele gosta. E isso me deixa incrivelmente feliz", comemora.<br />
<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MRP778636-9662,00.html" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">G1 - por Jeff Baenen, da AP</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O PONTO DE VISTA DOS DEMÔNIOS", DE ANA TERESA PEREIRA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2076</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 19:37:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt.wordpress.com/2008/10/01/o-ponto-de-vista-dos-demonios-de-ana-teresa-pereira/</guid>
<description><![CDATA[
Ana Teresa Pereira é um caso único na literatura portuguesa. Ao longo de quase vinte anos, de vá]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/09/ponto-de-vista-dos-demonios_ana-teresaa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2075" title="ponto-de-vista-dos-demonios_ana-teresaa" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/09/ponto-de-vista-dos-demonios_ana-teresaa.jpg" alt="" width="240" height="351" /></a><br />
Ana Teresa Pereira é um caso único na literatura portuguesa. Ao longo de quase vinte anos, de vários livros de crónicas e contos, romances e histórias policiais, aquilo que poderia inicialmente ter sido confundido com um sistemático recurso às mesmas soluções literárias, inclusive à repetição objectiva de enredos e personagens, pode afigurar-se como um denso e grandioso projecto literário, possivelmente sem par na literatura contemporânea portuguesa, ainda que a sua escrita seja despretensiosa, acessível, de uma simplicidade ora desconcertante ora irritante, sem grandes artifícios estilísticos. Como um iceberg do qual nos primeiros tempos só nos foi dada a conhecer a ponta emersa à superfície da água, e cujo corpo gigantesco submerso só muito depois nos começa finalmente a ser revelado. Mas os livros de Ana Teresa Pereira não se prestam a ser em absoluto deslindados. São dotados de uma atmosfera peculiar, em que tudo se vislumbra mas nada se ilumina claramente, e por isso seguimos apaixonadamente pela perpétua recriação de cenários, personagens, sentimentos, obsessões. Ler Ana Teresa Pereira terá também necessariamente que ser um projecto de vida, que não se esgota num determinado tempo previsto, passível de ser circunscrito. É um mistério no qual o leitor não poderá evitar envolver-se, enredar-se, e que vai desvendando pouco a pouco, livro a livro. Qual é ao certo a natureza do projecto literário de Ana Teresa Pereira, ainda não sabemos. Mas pelo menos aqui, aguardamos com fascínio e entusiasmo.</p>
<p>Desde os primeiros livros (por exemplo, As Personagens, 1990) há temáticas reincidentes, como as personagens dúplices, frequentemente retratadas como gémeas, evocando a questão do duplo, das almas gémeas, … Há também uma história que se repete, transversal a praticamente todos os livros da autora, passível de ser reconhecida pelos nomes ressurgentes das personagens e pelo contexto em que se relacionam umas com as outras. Um homem mais velho, misterioso, com algo de anjo ou demónio, um rosto antigo, reconhecido, como o rosto de deus, que se chama sempre Tom. Uma mulher mais nova, magra e bonita, escritora ou pintora, destinada a encontrar esse homem e viver com ele um amor intenso e algo torturado, do qual nenhum dos dois sairá impune. Por vezes, a presença de uma segunda mulher, que se confunde com a primeira, que se quer tornar nela, como um fantasma que nos dificulta a distinção do que é real. O tom é o de uma história desenhada desde a criação do mundo, e que se repete perpetuamente até ao fim dos tempos.</p>
<p>O cenário é marcadamente romântico, com grandes influências dos romances ingleses de mistério e terror: uma casa com jardins magníficos, um castelo em ruínas, um farol, uma torre à beira-mar, umas águas-furtadas em Londres, passeios por cidades europeias onde há um rio, nevoeiro e muitas pontes, e sempre a presença de criaturas místicas como os anjos e os demónios, histórias passadas de morte e tragédia, pessoas estranhas que conhecem a linguagem dos pássaros, personagens que pintam ou escrevem e são frequentemente assombradas pelas suas próprias criações, pelas personagens dos livros que leram e dos filmes que viram. Tornam-se claramente visíveis as grandes referências literárias e artísticas da autora, com particular ênfase nas histórias de aventuras infantis de Enid Blyton, nas histórias policiais de figuras como Agatha Christie e Daphne du Maurier, sem esquecer a presença constante da referência a Iris Murdoch, ao Paraíso Perdido de John Milton, aos filmes de Tarkovski, às pinturas de Andrei Rubilev, às Variações Golberg de Bach,... A poesia, a música e o cinema são evocações constantes nos livros de Ana Teresa Pereira, muitas das vezes servindo de mote para o desenrolar da narrativa, quase como se nos levasse a pensar em histórias dentro de histórias e em como por vezes a ficção se nos torna mais próxima (mais real?) do que a própria realidade.</p>
<p>Em A Coisa Que Eu Sou, de 1997, Ana Teresa Pereira já havia muito subtilmente levantado a ponta do véu sobre o projecto que se desenhava. Dividido em duas partes, dois contos, a segunda apresenta-nos um escritor que é convidado para uma casa onde descobre que os seus anfitriões são afinal os personagens dos seus livros. Surpreendido pelo facto de no final de contas serem tão poucos, interroga-os a esse respeito e a resposta que recebe é reveladora: afirmam que o escritor os reinventou continuamente, mudando cenários e circunstâncias, “mas éramos sempre os mesmos”. Nessa altura, porém, o leitor não se encontrava ainda habilitado para ler os sinais. A história de Tom e da(s) mulher(es) irresistível e irremediavelmente atraída(s) para ele, com a inevitabilidade do cumprimento de uma maldição, atravessará ainda diversos livros da autora, sendo que cada um nos mostra essa mesma história de um ponto de vista diferente, como se de um caleidoscópio se tratasse e fôssemos assistindo ao espectáculo maravilhoso da recriação das imagens através da recombinação dos seus elementos. Em cada um, uma pequena revelação é acrescentada. Os livros que reúnem as crónicas da autora, como O Ponto de Vista dos Demónios, de 2002, e O Sentido da Neve, de 2005, revelam-nos frequentemente pequenas incursões pelos temas e episódios que já foram ou serão ainda tratados nos romances. Encontramos frequentemente frases que se repetem, ideias e cenários criados fugazmente, como um apontamento, posteriormente amadurecidos… Na sua grande maioria, evocam os filmes, as músicas, os poemas e os quadros que povoam o imaginário da autora e ajudam a dar consistência às personagens e à(s) história(s) que alimenta há anos a fio.</p>
<p>Só 10 anos depois, com Quando atravessares o rio, podemos claramente entrever a teia do projecto literário em mãos. E é só, ainda assim, uma pressuposição: não sabemos onde Ana Teresa Pereira 