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	<title>luiz-gonzaga &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/luiz-gonzaga/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "luiz-gonzaga"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 22:43:27 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Caymmi volta para o mar]]></title>
<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/?p=84</link>
<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 20:00:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
<guid>http://pedroalexandresanches.pt.wordpress.com/2008/09/03/caymmi-volta-para-o-mar/</guid>
<description><![CDATA[
 
Da CartaCapital 510, de 27 de agosto de 2008.
 
 
CAYMMI VOLTA PARA O MAR
O compositor baiano ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div id="box-perfil" class="box-perfil-colunista">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Da <em>CartaCapital </em>510, de 27 de agosto de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">CAYMMI VOLTA PARA O MAR</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">O compositor baiano nos lega uma obra simples, compacta e precisa</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">POR PEDRO ALEXANDRE SANCHES</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Em 1978, quando procurava traduzir seu ideário musical num texto explicativo, Dorival Caymmi cunhou uma definição precisa não só da obra iniciada em meados dos anos 30, mas de si próprio. Em raro momento de prosa, escreveu assim, no livro <em>Cancioneiro da Bahia</em>, de letras, cifras e comentários caymmianos: “Os negros e mulatos que têm suas vidas amarradas ao mar têm sido a minha mais permanente inspiração. Não sei de drama mais poderoso que o das mulheres que esperam a volta, sempre incerta, dos maridos que partem todas as manhãs para o mar”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">O mulato de sangue africano, italiano e português se referia ao imaginário norteador de parte substancial de sua criação, mas hoje parece nítido que oferecia também uma metáfora sobre o modo como ele enfrentou a vida, o trabalho e a arte. Nascido em Salvador, em 1914, e morto no Rio, no sábado 16 de agosto de 2008, ele lega ao Brasil um relicário musical compacto, conciso. Segundo documentou a neta Stella, na biografia <em>O Mar e o Tempo</em> (2001), são meras 101 canções, apresentadas ao longo de mais de sete décadas de presença na cultura local.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Cedo Caymmi descobriu-se pescador de canções. Fisgou-as em água salgada, na praia de Itapuã, e carregou-as na bagagem quando, aos 23 anos, pegou um ita no Nordeste e veio ao Rio morar, para sempre. A saudade da Bahia seria o eterno retorno do pescador musical, que faria fama e fortuna, aqui e alhures, a partir da associação com Carmen Miranda (1909-1955). Portuguesa criada carioca, a “falsa baiana” apanhou de Caymmi o samba <em>O Que É Que a Baiana Tem? </em>(1939) e os balangandãs que espalharia pelos filmes da Atlântida e, depois, de Hollywood.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">São do Caymmi jovem e recém-exilado no Rio pedras fundamentais como <em>Promessa de Pescador </em>(1939), <em>O Mar </em>(1940), <em>Noite de Temporal </em>(1940),<em> É Doce Morrer no Mar </em>(1941, sobre texto de Jorge Amado) e <em>A Jangada Voltou Só </em>(1941), logo merecedoras da alcunha de canções praieiras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">O mar, como se sabe, foi o nutriente essencial do compositor-inventor que levantava vôo. Mas não era o único. Pouco se fala sobre isso, mas nas primeiras canções, como em muitas outras depois, a morte seria tema sempre à espreita, de <em>a jangada saiu com Chico Ferreira e Bento/ a jangada voltou só </em>a <em>é doce morrer no mar/ nas ondas verdes do mar</em>. Caymmi fazia-se porta-voz simbólico do operário braçal pobre e oprimido, e, nos cantos de trabalho que entoava, volta e meia a noite era de temporal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">A vida, o trabalho e a morte no mar voltariam de modo recorrente à voz de trovão de Caymmi. Outro ápice foi a aterrorizadora suíte <em>História de Pescadores</em>, que ocuparia metade do LP <em>Caymmi e o Mar</em> (1957). Ao mar, somaria um conjunto restrito e delimitado de temas, como a paixão pelo samba (<em>O Samba da Minha Terra</em>, 1940), as coisas e festas da Bahia (<em>A Preta do Acarajé</em>, 1939, <em>Vatapá</em>, 1942, <em>Dois de Fevereiro</em>, 1957) e, depois, os ritos do candomblé (<em>Oração de Mãe Menininha</em>, 1972).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Caymmi seguiu o curso da música gravada no século passado, da consolidação do disco como bem comercial na “era do rádio” à desmaterialização da música via iPod. Gravou nos modelos inaugurais as mais importantes criações. Quando, em meados dos anos 50, foi inventado o LP, de várias músicas reunidas num “álbum”, priorizou regravá-las, apenas as adequando aos novos figurinos. Lançado ao mar da indústria musical, foi à captura dos peixes-canções que já conhecia, e que não ficam em risco de extinção com sua morte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Adquiriu pecha de autor “lento”, até “preguiçoso”, mas é que seu imaginário estava pronto, consolidado. A Caymmi, nunca interessou dourar pílulas de criatividade ou abundância.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">O oceano musical ficava por vezes revolto e tornava instável a jangada caymmiana. Ele presenciou as rupturas que vieram, e até participou de algumas, numa química que nem sempre o artista mais velho e o mais novo conseguem (ou querem) produzir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Nos anos 40, por exemplo, surgia uma antítese bombástica de Caymmi, chamada Luiz Gonzaga. Onde um era praia e mar, o outro era sertão e caatinga. Se um co-inventara o samba baiano, o outro esparramaria o forró pernambucano a partir do estrondo de <em>Baião </em>(1949). O que num era mansidão e idílio explodiu no outro como árida e bruta realidade. Pareciam incompatíveis, mas eram necessariamente complementares. Com Caymmi e Gonzaga (inclusive no patriarcalismo agudo de ambos), o Brasil teve de começar a compreender seu norte, seu Nordeste, suas entranhas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Não se sabe se houve relação de causa e efeito, mas foi exatamente aí que a música de Caymmi sofreu a mais forte (talvez a única) virada. De repente se acariocou, abrandou o trovão e a veia social, foi cantar Copacabana. E cumpriu papel crucial na popularização do samba-canção, mais lento e menos marítimo que qualquer peça anterior. <em>Nunca Mais </em>(1949), <em>Não Tem Solução </em>(1950), <em>Você Não Sabe Amar </em>(1950), <em>Sábado em Copacabana </em>(1951), <em>Nem Eu </em>(1952) e <em>Só Louco </em>(1955) hoje soam como prenúncios em série da chegada da bossa nova, em 1958.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">A guinada afastou-o da crueza de Gonzaga e o aproximou do futuro. João Gilberto tirou do baú de Caymmi vários dos sambas que vestiria de bossa, como <em>Saudade da Bahia </em>(1957) ou <em>Doralice </em>(1945). Caymmi apadrinhou o discípulo também baiano na gravadora Odeon. Nos anos 60, gravaria discos em parceria com Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Uma canção de <em>Caymmi Visita Tom e Leva Seus Filhos, Nana, Dori e Danilo </em>(1964) trazia a voz da cantora Stella Maris, que abandonara a profissão ao se casar com Caymmi. Ela não entrava no rol de convidados agraciados no título.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Idolatrado pelos tropicalistas de 1968, passaria mais ou menos ileso pelo próximo projeto arrasa-quarteirão de ruptura na música nacional. Nos anos 70, Gal Costa e Maria Bethânia popularizaram <em>Oração de Mãe Menininha</em> (as duas) e <em>Modinha de Gabriela </em>(a primeira).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">O africanizado LP <em>Caymmi</em> (1972) foi o derradeiro a conter vários (e inspirados) temas inéditos. A partir daí, afastou-se progressivamente de nossa presença. Viveu a vida na brisa, com docilidade de pescador, um amanhecer após cada pôr-do-sol. Há três décadas já é história em estado bruto. Viveu 94 anos e foi descobrir (mas não nos contará) quão doce é morrer à beira do mar. O vento que o soprou ao encontro de Iemanjá foi o do mar adotivo, de Copacabana, não o de Itapuã.</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Súplica Cearense]]></title>
<link>http://wmonline.wordpress.com/?p=85</link>
<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:13:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Wilian e Mayara</dc:creator>
<guid>http://wmonline.pt.wordpress.com/2008/08/24/suplica-cearense/</guid>
<description><![CDATA[Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight:normal;">Oh! Deus, perdoe este pobre coitado</span></h2>
<p>Que de joelhos rezou um bocado<br />
Pedindo pra chuva cair sem parar</p>
<p>Oh! Deus, será que o senhor se zangou<br />
E só por isso o sol arretirou<br />
Fazendo cair toda a chuva que há</p>
<p>Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho<br />
Pedir pra chover, mas chover de mansinho<br />
Pra ver se nascia uma planta no chão</p>
<p>Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,<br />
Eu acho que a culpa foi<br />
Desse pobre que nem sabe fazer oração</p>
<p>Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água<br />
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa<br />
Pro sol inclemente se arretirar</p>
<p>Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno<br />
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno<br />
Que sempre queimou o meu Ceará</p>
<p> </p>
<p><strong>Luíz Gonzaga (<span style="font-weight:normal;">Composição: Gordurinha e Nelinho)</span></strong></p>
<p>-----------------------------------------</p>
<p>Essa música está entre as mais tocadas no meu itunes nesses dias. É uma regravação dessa música de Luiz Gonzaga pelo grupo "O Rappa". É a genialidade de um dos maiores poetas do Brasil cantada por um dos vocais mais confrotadores da atualidade. Leia, ouça, se possível compre o CD, vale a pena.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre a onda de desistência de beneficiários do programa Bolsa Família]]></title>
<link>http://trevodotalvez.wordpress.com/?p=230</link>
<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 14:21:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Geraldo Teixeira</dc:creator>
<guid>http://trevodotalvez.pt.wordpress.com/2008/08/12/sobre-a-onda-de-desistencia-de-beneficiarios-do-programa-bolsa-familia/</guid>
<description><![CDATA[Citado por Harold Bloom em Como e Por Que Ler, e referindo-se especificamente aos políticos, Oscar ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Citado por Harold Bloom em <strong>Como e Por Que Ler</strong>, e referindo-se especificamente aos políticos, Oscar Wilde escreve num ensaio intitulado <strong>A Decadência da Mentira </strong>que eles jamais chegam a ir além da mera distorção, e se prestam à humilhação da prova, da discussão, da argumentação. <a href="http://trevodotalvez.files.wordpress.com/2008/08/onda.jpg"><img class="size-medium wp-image-231 alignright" src="http://trevodotalvez.wordpress.com/files/2008/08/onda.jpg?w=200" alt="" width="200" height="157" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E comenta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Como diferem do temperamento do verdadeiro mentiroso, com suas afirmações francas, destemidas, sua esplêndida irresponsabilidade, seu saudável desdém quanto a todo e qualquer tipo de prova! Afinal, o que é uma bela mentira? Simplesmente, aquilo que é prova de si mesmo. Se um indivíduo é desprovido de imaginação ao ponto de produzir evidência que sustentem uma mentira, é melhor que fale logo a verdade”.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Foi assim como uma quase bela mentira que avaliei os textos que se seguem – de autoria do jornalista Roldão Arruda e reproduzidos no Blog do jornalista Ricardo Noblat nesta segunda-feira 11/08/2008 – a respeito dos quais me senti no dever profissional de tecer algumas considerações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Vamos à primeira parte do resumo publicado por Noblat:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Deu em O Estado de São Paulo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Beneficiários pedem para sair do Bolsa-Família</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Desde a criação do programa, em 2004, 60.165 famílias pediram voluntariamente seu desligamento</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De Roldão Arruda:</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">"Bom dia! Eu, Sueli Miranda de Carvalho Silva, venho, por meio destas linhas, agradecer os idealizadores do Bolsa-Família, os anos que fui beneficiada. Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia. Agora, empregada estou e quero que outro sinta o mesmo prazer que eu, de todo mês ser beneficiada. Obrigado."</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Com essa cartinha, enviada à coordenação municipal do Programa Bolsa-Família em Belo Horizonte, a ajudante de serviços gerais Sueli Miranda, de 47 anos, pediu dias atrás seu desligamento. Mãe de quatro filhos, moradora do bairro Jaqueline, na periferia da capital mineira e com uma renda familiar mensal de R$ 200, há um ano e meio ela recebia R$ 122 de ajuda do programa de transferência de renda. Agora, recém-contratada por uma revenda de automóveis e "fichada", como ela diz, ao se referir ao registro em carteira profissional, acha que deve deixar a vaga para alguém mais precisado.”</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Antes de tudo, eu não acredito que tenha sido da lavra de Dona Sueli Miranda a “cartinha” transcrita pelo autor da reportagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ela acha que deve deixar a vaga para alguém mais “precisado” e na missiva escreve com vocabulário e sintaxe de quem tem sob domínio a difícil arte de se expressar por escrito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">No lugar de dizer “com registro em carteira”, como seria de esperar de quem escreve tal carta, ela declara ao jornalista que foi “fichada” por uma revenda de automóveis, portanto de modo que não surpreende numa pessoa que não teve condições de se dedicar muito aos estudos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Embora a formulação apresente uma pequena falha, é bem rebuscada esta frase da “cartinha”: <strong>“Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia.”</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Como peça de campanha eleitoral deve funcionar, sim, mas seu artificialismo é eloqüente para qualquer pessoa medianamente culta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O outro trecho da reportagem reproduzido pelo Noblat tem cunho tão eleitoreiro que, neste particular, dispensa comentário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“A cartinha foi festejada na coordenação municipal do programa, que despachou uma cópia para Brasília, para a sede do Ministério do Desenvolvimento Social - o quartel-general do programa que atende 11,2 milhões de famílias, distribuídas por todos os municípios brasileiros. Lá, o caso de Sueli ajudou a engrossar uma estatística que soa como música aos ouvidos do ministro Patrus Ananias: recém-atualizada, ela mostra que desde a criação do programa, em 2004, um total de 60.165 famílias pediram voluntariamente seu desligamento.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">"Isso mostra que as pessoas pobres não estão se acomodando", diz o ministro. "Em todos esses casos, as famílias tomaram a iniciativa." Leia mais em: Beneficiários que melhoram de vida pedem para sair do Bolsa-Família.”</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A propósito do “Obrigado” com o qual Dona Sueli Miranda encerra a “cartinha”, é de se perguntar a quem ela teria dirigido o agradecimento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ao Lula ou ao Patrus?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Também assinada por Roldão Arruda, a síntese da segunda reportagem reproduzida no Blog do Noblat tem tudo de uma peça produzida por um integrante da equipe de Assessoria de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e expõe de forma ainda mais contundente o caráter eleitoreiro do noticiário, embora de forma até risível, uma vez que poderia ser sintetizada da seguinte forma:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Planalto adota providências para que a decisão de dispensar benefícios financeiros do programa Bolsa Família só seja acatada dois anos depois de apresentada!</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“De Roldão Arruda:</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A Presidência da República quer prolongar a permanência das pessoas no Programa Bolsa-Família. Isso poderá ocorrer após a regulamentação do decreto 6.392, assinado em março deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Atualmente, quando alguma família melhora de renda e ultrapassa o patamar da pobreza, ela pode ser excluída automaticamente do programa. De acordo com o novo decreto, que se encontra na Casa Civil à espera da regulamentação, a melhoria não implicará a exclusão imediata. Cada família poderá permanecer até dois anos no Bolsa-Família, mesmo com aumento na renda, desde que não omita informações e atenda às condicionalidades ou contrapartidas exigidas oficialmente, tais como a permanência de crianças na escola e a carteira de vacinação em dia. Leia mais em: Governo quer manter famílias por mais dois anos.”</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Para concluir, proponho aos que transitam por este <strong>Trevo do Talvez</strong> as seguintes questões: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Você acha mesmo que 60.165 famílias “pediram voluntariamente seu desligamento” do Programa Bolsa Família por razões semelhantes às expostas na “cartinha” de Dona Sueli Miranda?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E se a resposta for sim, não acha que isto seria expressão de um comportamento tão elogiável que mereceria uma reportagem no New York Times?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">P. S.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A propósito disso tudo, transcrevo os primeiros cinco parágrafos de um texto intitulado <em>“O programa Fome Zero e a preservação do sentimento de solidariedade”</em>, que publiquei num espaço jornalístico aqui na Internet no dia 29/09/2003, lembrando que de lá para cá o programa mudou de nome.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“A ação social mais urgente no planeta segue sendo desenvolver o sentimento de solidariedade, demonstrando quanto ele convém a todos. Sem isto será parco, sempre, o resultado do esforço para reduzir as diferenças de poder aquisitivo entre as classes sociais: não sofre menos o rico frustrado na tentativa de ampliar sua fortuna, do que o pobre empenhado em escapar da miséria, que é a morte social.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Norte-americanos à frente, a exploração comercial deste sentimento, que está na base do chamado “terceiro setor” da economia, vai aos poucos constituindo grave entrave ao bem-estar do conjunto da humanidade. Sua exploração político-eleitoral embutida no programa Fome Zero pode trazer conseqüências desastrosas para o Brasil, no sentido de que induz ao entendimento de que o Governo tornaria sua prática individual, senão dispensável, secundária.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em uma das mais conhecidas das suas canções, Luiz Gonzaga adverte para dois outros sérios inconvenientes dos programas de ação governamental com caráter paternalista, do qual o Fome Zero infelizmente está impregnado de forma tão contundente que suscita entre os mais sérios entre os lúcidos uma preocupação expressa publicamente no início desta semana pelo ministro do Trabalho, Jaques Wagner.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O que diz o sanfoneiro na canção é que a atitude governamental de bancar o sustento daquele que, disposto e preparado, se vê impossibilitado de trabalhar: “Mata de vergonha ou vicia o cidadão”. O que disse o ministro do Trabalho foi que políticas de transferência de renda não bastam para promover inclusão social, opinião que muitos interpretaram maldosamente como crítica ao Governo.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">No dia seguinte à sua declaração, Jaques Wagner limitou-se a negar a intenção de criticar: “O que eu disse, e não é nada contra o Governo, é que qualquer política de transferência de renda é insuficiente para um Governo como o nosso. Nós queremos fazer distribuição de renda pela via da inclusão através de trabalho e do emprego. Foi o que eu disse”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Atualmente na condição de Governador da Bahia, não parece que tem feito algo muito diferente daquilo que criticou. Evidência disso é o recente anúncio, por representantes do Governo Federal, de programas de capacitação profissional de âmbito nacional voltados para beneficiários do Bolsa Família, providência que, conforme foi escrito, ele defendeu na condição de ministro do Trabalho.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Baião de dois]]></title>
<link>http://diariodamusica.wordpress.com/?p=248</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 14:59:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>rzouain</dc:creator>
<guid>http://diariodamusica.pt.wordpress.com/2008/08/04/baiao-de-dois/</guid>
<description><![CDATA[Ontem foi dia de almoçar o famoso baião de dois do Bar do Biu. Depois de uma looonga espera (o lug]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem foi dia de almoçar o famoso baião de dois do Bar do Biu. Depois de uma looonga espera (o lugar é disputadíssimo), o prato é servido: a porção, que deveria ser para duas pessoas, servia pelo menos 5. Nem preciso dizer que não consegui comer mais nada.</p>
<p><strong><a href="http://www.amazon.com/gp/redirect.html?ie=UTF8&#38;location=http%3A%2F%2Fwww.amazon.com%2FMaxximum-Luiz-Gonzaga%2Fdp%2FB000AS927O%3Fie%3DUTF8%26s%3Dmusic%26qid%3D1217861685%26sr%3D8-2&#38;tag=diardamusi-20&#38;linkCode=ur2&#38;camp=1789&#38;creative=9325">Luiz Gonzaga - Baião</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=diardamusi-20&#38;l=ur2&#38;o=1" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important;margin:0 !important;" /></strong></p>
<p><em>Eu vou mostrá pra vocês<br />
Como se dança um baião<br />
E quem quiser aprender<br />
É favor prestar atenção<br />
Morena chegue pra cá<br />
Bem junto ao meu coração<br />
Agora é só me seguir<br />
Pois eu vou dançar o baião </em></p>
<p>Aqui num duo com Carmélia Alves:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/oRob5aGNasg'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/oRob5aGNasg&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais um ano sem o Rei do baião.]]></title>
<link>http://livrepensar.wordpress.com/?p=265</link>
<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 11:00:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Henrique de Miranda</dc:creator>
<guid>http://livrepensar.pt.wordpress.com/2008/08/02/mais-um-ano-sem-o-rei-do-baiao/</guid>
<description><![CDATA[

02 de agosto de 1989 morre o &#8220;Rei do baião&#8221;.
Ouvir as musicas de Gonzaga mostra como ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://livrepensar.files.wordpress.com/2008/07/11.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-270" src="http://livrepensar.wordpress.com/files/2008/07/11.jpg?w=213" alt="" width="213" height="100" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<h2><strong>02 de agosto de 1989 morre o "Rei do baião".</strong></h2>
<p class="MsoNormal"><em>Ouvir as musicas de Gonzaga mostra como era boa a vida simples do sertão, mesmo com as dificuldades que existia com a seca. Até quem nunca viveu aquela época, ou nem se quer conhece o sertão nordestino, sente uma grande saudade de tudo que ele conta em suas musicas. Mostra como é o verdadeiro Brasileiro, sofrido, humilde, cheio de saudade no coração, mas sempre com muita determinação!</em><!--more--></p>
[caption id="attachment_271" align="alignnone" width="106" caption="Busto de Gonzaga na entrada do Museu Luiz Gonzaga, em Caruaru"]<a href="http://livrepensar.files.wordpress.com/2008/07/355px-luiz-gonzaga-busto.jpg"><img class="size-medium wp-image-271" src="http://livrepensar.wordpress.com/files/2008/07/355px-luiz-gonzaga-busto.jpg?w=177" alt="Busto de Gonzaga" width="106" height="180" /></a>[/caption]
<p>Luiz Gonzaga do Nascimento foi um compositor popular brasileiro. Nasceu em Exu, sertão de Pernambuco. Filho de Santana e Januário, que tocava e consertava acordeão, e ensinou o filho que acabou se tornando o "Rei do Baião". Aos 18 anos se apaixonou e com isso teve uma briga com os pais, fugiu para o Ceará ingressou nas "forças" (como Gonzaga mesmo diz) onde começou sua viagem pelo Brasil. História melhor contato pelo próprio Gonzaga:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/DdmolSUJVAo'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/DdmolSUJVAo&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Depois disso "Seu Lua" ficou conhecido e respeitado no Brasil todo. Sempre lembrado nos dias de São João, onde sempre conhecemos suas musicas pela primeira vez quando criança.</p>
[caption id="attachment_272" align="alignnone" width="135" caption="Estátua de bronze, em Campina Grande - PB"]<a href="http://livrepensar.files.wordpress.com/2008/07/450px-luiz-gonzaga-estatua-de-bronze.jpg"><img class="size-medium wp-image-272" src="http://livrepensar.wordpress.com/files/2008/07/450px-luiz-gonzaga-estatua-de-bronze.jpg?w=225" alt="Estátua de bronze, em Campina Grande - PB" width="135" height="180" /></a>[/caption]
<p>Gonzaga sofria de osteoporose. Morreu vítima de parada cárdio-respiratória, dia 02/08/1989 no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e posteriormente sepultado em seu município natal. Sua música mais famosa é <em>Asa Branca.</em></p>
<p>Referencias: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga" target="_blank">wikipedia</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DdmolSUJVAo" target="_blank">youtube</a>.</p>
<p>UPDATE: <em>Desculpe o atraso da noticia, deixei agenda no dia 14/07 para ser publicada automaticamente no dia 02/08, data da morte de Luiz Gozaga, justamente porque sabia que não teria tempo de acessar aqui e enviar a noticia no dia certo. Infelizmente o sistema de falhou.</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bradesco anuncia novidades no CONARH 2008]]></title>
<link>http://abrhnacional.wordpress.com/?p=292</link>
<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 01:43:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>epressblog</dc:creator>
<guid>http://abrhnacional.pt.wordpress.com/2008/08/02/bradesco-anuncia-novidades-no-conarh-2008/</guid>
<description><![CDATA[ 
A Bradesco Seguros e Previdência estará no CONARH 2008 anunciando um produto específico para q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/SdtXFsLaqFA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/SdtXFsLaqFA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0.5cm;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Verdana, sans-serif;">A <a title="Bradesco" href="http://www.bradescoseguros.com.br" target="_blank">Bradesco Seguros e Previdência</a> estará no <a title="CONARH" href="http://www.conarh.com.br" target="_blank">CONARH 2008</a> anunciando um produto específico para que as empresas programem o plano de saúde daqueles funcionários que se aposentam, uma ação que se reveste, inclusive, de cunho social. Segundo Luiz Gonzaga Souza de Oliveira, Superintendente da Bradesco Vida e Previdência, o CONARH é uma oportunidade única de relacionamento com os gestores de pessoas de todo o país. Veja no vídeo acima a entrevista de Gonzaga a este blog, onde ele anuncia novidades para o CONARH.</span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resumo 1.3.1b]]></title>
<link>http://uoleo.wordpress.com/?p=117</link>
<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 03:00:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Igor Santos</dc:creator>
<guid>http://uoleo.pt.wordpress.com/2008/07/06/resumo-131b/</guid>
<description><![CDATA[Segunda coletânea, para os novatos e visitantes esporádicos.
A primeira está aqui.
Se se interess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda coletânea, para os novatos e visitantes esporádicos.<br />
A primeira está <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/06/29/resumo-10/">aqui</a>.<br />
Se se interessar, clique nas palavras sublinhadas.</p>
<p>Iniciando os trabalhos de hoje, algo um pouco diferente. <a href="http://www.4shared.com/file/26313654/a7d9082c/Igor_Santos_-_Soft_Susy.html">Uma música minha</a> (cliquem no <a href="http://uoleo.files.wordpress.com/2008/07/dowl.jpg">grande botão azul</a> onde está escrito <em>Download Now</em> e depois de uma contagem regressiva, em <em>Click here to download this file</em>).</p>
<p>Um artigo muito importante e tão antigo que ficou de fora do primeiro apanhado, sobre como alguns <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/04/07/1000000000/">números</a> são grandes demais para a nossa compreensão imediata. Um bilhão em números.</p>
<p>Quem não gosta de sangue, não clique aqui (“aqui” que eu digo é num vídeo que tem lá, o resto é bastante inócuo para hemofóbicos). Uma rápida explicação sobre <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/18/o-buraco-da-agulha/">sangue</a> e uma nesga de utilidade pública.</p>
<p>Uma dupla de artigos escrito por uma dupla de chatos, mas que devem ser lidos, porque importam (somos chatos, mas somos pertinentes). <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/17/causa-e-consequencia/">Células-Tronco</a> e a <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/16/polemica/">polêmica</a> legal em torno delas.</p>
<p>Mais nomes grandes (e coincidências maiores ainda). <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/15/proso-pague-no-zia/">Coincidências</a> existem.</p>
<p>Truques para a vida (ou quase, deu preguiça no dia). O <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/14/previsivel-replicavel-falseavel/">Método Científico</a>.</p>
<p>Tudo sobre Luz (e como usar um rádio para esquentar seu telescópio). <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/12/eletricismo-e-magneticidade-i/">Espectro Eletromagnético</a> em <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/13/eletricismo-e-magneticidade-ii/">duas partes</a>.</p>
<p>Visitantes espaciais (e como conversar com eles). <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/07/et-telefone-casa/">Alienígenas e ceticismo</a>.</p>
<p>Descubra como acertar seu relógio biológico dançando (ou quase isso). <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/04/fuso-evolutivo-do-samba/">Noel Rosa</a>, alguém?</p>
<p>Uma orgia (visual). Vários <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/05/03/atentendo-a-pedidos/">experimentos</a> legais e interessantes.</p>
<p>Finalizando por hoje, novamente (quero que todo mundo no mundo leia), uma estorinha não-científica sobre um <a href="http://uoleo.wordpress.com/2008/04/14/ladroice-e-influencia/">ladrãozinho com ilusões de grandeza</a>. E depois leiam <a href="//www.nominuto.com/policia/edson_faustino_deixa_penitenciaria_em_mg/22376/">isto</a>.</p>
<p><strong>Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Link">ligação</a> que leva para outra página, com o artigo indicado.</strong></p>
<p>Não desistam de mim tão fácil, eu faço valer a pena mais tarde.<br />
Até a próxima!<br />
=¦¤þ</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Asa Branca brasileira]]></title>
<link>http://dominiodebola.wordpress.com/?p=101</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 18:27:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Frank Toogood</dc:creator>
<guid>http://dominiodebola.pt.wordpress.com/2008/06/19/asa-branca-brasileira/</guid>
<description><![CDATA[Quando oiei a terra ardendo
Qua fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, uai
Por que tama]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><em>Quando oiei a terra ardendo<br />
Qua fogueira de São João<br />
Eu perguntei a Deus do céu, uai<br />
Por que tamanha judiação.</em></strong></p>
<p style="text-align:left;">O mês de junho não foi tranqüilo para a seleção brasileira. Os jogos realizados nesse mês abalaram a confiança da torcida no técnico Carlos Caetano (vulgarmente apelidado de Dunga) e fizeram a terra arder para a CBF. O time brasileiro judiou da torcida ao vencer no sufoco o Canadá, perder para a Venezuela e Paraguai (jogando muito mal, diga-se) e empatando sem gols com a Argentina.<br />
O futebol apresentado foi pífio. Aliás... a seleção apresentou algum futebol? Seja como for, definitivamente, esse não é o selecionado pentacampeão mundial</p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Que braseiro, que fornaia<br />
Nem um pé de prantação<br />
Por farta d'água perdi meu gado<br />
Morreu de sede meu alazão.</em></strong></p>
<p style="text-align:left;">Nos amistosos supra citados, foram 3 gols marcados, contra 6 sofridos. Se considerarmos os últimos 3 jogos, o ataque não balançou nenhuma vez as redes adversárias e a defesa foi vazada 4 vezes. Matemática à parte, não houve criatividade que nascesse naquele meio campo e conseqüentemente, os dianteiros sofreram para tentar alguma coisa. A defesa - único ponto seguro até aquele momento - bateu cabeça.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Até mesmo a asa branca<br />
Bateu asas do sertão<br />
Então eu disse adeus Rosinha<br />
Guarda contigo meu coração.</strong></p>
<p style="text-align:left;">Não houve um jogador que se salvasse. Todos falharam ou se esforçaram muito aquém do que deveriam. Se senso comum diz que o Brasil jogou como time pequeno, eu digo mais: O Brasil jogou como time amador. Robinho - a estrela do time na ausência de Kaká - não brilhou. Diego, Pato, Adriano, Anderson também não.<br />
Contudo, depois da derrota perante os guaranis, a seleção parece ter dado adeus à postura defensiva e conscientizou-se (bem lá no fundo do coração) de que era necessário atacar, sem esquecer a retaguarda. O tal do equilíbrio. A partir daí os dias parecem ser outros.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Hoje longe muitas léguas<br />
Numa triste solidão<br />
Espero a chuva cair de novo<br />
Para eu voltar pro meu sertão.</strong></p>
<p style="text-align:left;">Muitos podem ser os fatores que levaram ao empate de ontem perante os argentinos. A inatividade de boa parte do elenco e a competência do adversários são os mais fortes. Talvez nem tanto a inatividade, por já estarem treinando há algumas semanas, mas eu garanto que o resultado seria vitória, se o adversário não fosse a Argentina.<br />
O Brasil teve chances de marcar. Adriano, Julio Batista, Robinho até que se esforçaram, mas foram barrados pela defesa azul e branca. Os hermanos, por sua vez, também atacaram com Messi, Riquelme e cia. Júlio César foi seguro e não deixou a pelota estufar as redes. Lúcio e Juan resolveram lembraram de falar a mesma língua e se entenderam razoavelmente bem.<br />
Não estou dizendo que a equipe foi bem, mas, levando em conta a seqüência de jogos e o adversário, esse resultado de 0 a 0 foi de razoável para bom.</p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Quando o verde dos teus oio<br />
Se espalhar na prantação<br />
Eu te asseguro não chore não, viu<br />
Que eu voltarei, viu<br />
Meu coração.</strong></em></p>
<p style="text-align:left;">Em setembro a seleção volta a jogar. Espero que os desastres contra Canadá, Venezuela e Paraguai, mas, principalmente, a insatisfação da torcida no Mineirão (que vaiou a seleção e aplaudiu Messi), sirvam de exemplo de como o Brasil NÃO deve jogar.<br />
Os tempos férteis voltarão. O Brasil voltará a ganhar e vai se classificar para a Copa de 2010.<br />
Além do mais, as Olimpíadas estão aí. É a melhor oportunidade para Carlos Caetano fazer a torcida parar de chorar e plantar novamente, nos corações dessa nação, o esquecido ORGULHO DE SER BRASILEIRO.</p>
<p style="text-align:left;">PS: Se existem coisas que o dinheiro não compra, <strong>ver o goleiro argentino Pato correr desesperado atrás do Robinho é uma delas.</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Música para os olhos e ouvidos]]></title>
<link>http://maripimenta.wordpress.com/?p=78</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 05:07:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>maripimenta</dc:creator>
<guid>http://maripimenta.pt.wordpress.com/2008/06/12/clipe-da-bolacha-preta/</guid>
<description><![CDATA[
E está no ar o clipe produzido pela Nenhum Destes para a banda Bolacha Preta. A releitura escolhid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maripimenta.files.wordpress.com/2008/06/foto_bolacha.jpg"></a></p>
<p>E está no ar o clipe produzido pela Nenhum Destes para a banda Bolacha Preta. A releitura escolhida para o vídeo foi das músicas "Baião" e "Cidadão da Mata", a primeira de Luiz Gonzaga e a segunda da banda "Baiano e os novos caetanos". E ninguém melhor que cinco jovens músicos nordestinos que transbordam talento para nos mostrar como se dança o baião no século XXI.</p>
<p>Sou suspeita pra dizer, mas acho que vale muito a pena conferir o vídeo, ficou show! Aproveitem para votar e levar para TV um pouquinho de música boa. E é importante ter paciência, pois está demorando pra carregar. Mas ainda sim garanto que vale! Até hoje todas as pessoas pra quem apresentei o som da Bolacha Preta elogiaram muito. Deixe também sua opinião. Abaixo o link para assistir:</p>
<p><a href="http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&#38;videoId=11034" target="_blank">http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&#38;videoId=11034</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-81" src="http://maripimenta.wordpress.com/files/2008/06/montagem_bolacha.jpg" alt="Show da Bolacha Preta no Festival Ecos de 68" width="450" height="360" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A flor e o espinho]]></title>
<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/?p=56</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 22:46:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
<guid>http://pedroalexandresanches.pt.wordpress.com/2008/06/09/a-flor-e-o-espinho/</guid>
<description><![CDATA[Segue abaixo uma versão mais encorpada da entrevista com Gilberto Gil, publicada na Carta Capital ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Segue abaixo uma versão mais encorpada da entrevista com Gilberto Gil, publicada na <em>Carta Capital</em> 499, que está nas bancas, sob o título <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&#38;a2=10&#38;i=1093" target="_blank"><em>A flor e o espinho</em></a>. Uma diferença que se poderá notar é que, abaixo, Gil, o músico-ministro, é chamado de "você", e não de "o sr.", tratamento dado ao ministro-músico na versão em papel. Questão de respeito à liturgia, mas é que tenho entrevistado o cantor desde 1993, quando eu estudava jornalismo na ECA e ele (imagino) nem sonhava em ser ministro de Estado. Nesses 15 anos de entrevistas, da <em>Folha </em>à <em>CartaCapital</em>, entre altos e baixos de antipatias e simpatias, para mim Gil sempre foi "você", e é árduo encarar hoje o ministro e transformá-lo, num repente, em "senhor".</p>
<p style="text-align:left;">Em geral, tento manter a disciplina quando é o ministro o objeto de entrevista. Nesta ocasião, cheguei à produtora Gege, na Gávea, no dia 2 de junho passado, planejando tratá-lo de "sr.", pela liturgia etc. Mas, sem querer, arremessei um "você" logo na primeira pergunta, a primeira palavra da primeira pergunta. Aí, danou-se, não deu mais. Adaptei no momento da edição para a <em>CartaCapital</em>, mas acho que aqui é possível um pouquinho mais de informalidade, não?, já que desta vez o entrevistado era (quase só) o músico de volta ao disco, com <em>Banda Larga Cordel</em>.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Pedro Alexandre Sanches:</strong> Você tem dito que se reconciliou com a musa inspiradora. Isso significa que estava brigado com ela?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Gilberto Gil:</strong> Não. Eu só disse "fique quieta" para ela. Mas, ainda que seja autônoma, ela trabalha em estreito diálogo com a alma da gente. Eu tinha dito a ela: “Não tenho tempo agora, não posso, não me futuque”. Então, pronto, ela ficava quieta. Eu realmente não dava nenhuma atenção a ela durante os primeiros quatro anos no Ministério da Cultura [<em>MinC</em>]<em>.</em> Se fosse dar ia ficar complicado, porque ela é exigente, em termos de dedicação. Você tem que dedicar a alma inteira, o tempo, o corpo. Eu não tinha tempo. Foram quatro anos de afastamento negociado com ela. Então, depois de quatro anos, eu comecei a... Primeiro, tinha saudade mesmo, e depois já tinha também mais brechas no tempo. As coisas do ministério estavam andando, a gente já tinha se acostumado com a rotina, muito daquela demanda excessiva do início já tinha passado. Já dava para flertar de novo com a inspiração. E aí, pronto, passei a escrever nas viagens, nos hotéis.</p>
<p style="text-align:left;">Houve também dois fatores deflagradores. Um foi Jorge Mautner, no início de 2007. Ele ia fazer um disco e queria muito fazer umas canções comigo. Veio com dois temas para a gente fazer, e fizemos, em janeiro, nas férias de fim de ano. Foram <em>Os Pais</em> e <em>Outros Viram</em>.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Que saíram no disco dele.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Saíram. E mexeram já com a coisa, a vontade de fazer música. Depois foi o filme do Moacyr Góes [<em>O Homem Que Desafiou o Diabo</em>]. Ele e Luiz Carlos Barreto, o produtor, insistiram para que eu me dispusesse a fazer alguma coisa, e apesar do tempo acabei fazendo. Fiz <em>Não Grude, Não</em> e <em>O Oco do Mundo</em>, sendo que <em>O Oco do Mundo</em> não entrou no filme.</p>
<p style="text-align:left;">E pronto, foi isso, voltou. Voltou o gosto, voltou a maneira de abordar. Passei também a escrever as letras diretamente no computador, coisa que eu não fazia antes. Isso também foi facilitando, porque em todo lugar, no avião, nos intervalos de qualquer atividade, eu tinha acesso ao computador e aí podia ir processando, <em>copy-paste</em>, ia montando. <em>O Oco do Mundo</em> eu fiz toda assim, escrevendo abusivamente, aos borbotões, e depois fui selecionando, fui montando inclusive a ordem das estrofes, foi sendo modificada. Tem também isso, a introdução do Word na minha artesania. Acho que esses fatores todos deflagraram a vontade.</p>
<p style="text-align:left;"><em>Não Tenho Medo da Morte</em>, por exemplo, foi assim: eu estava em Sevilha e levantei um dia, oito horas da manhã, com aquela recorrência do tema da morte, que é um tema que tem estado, aqui e ali, no meu trabalho. Fiquei refletindo um pouco sobre essa coisa corriqueira que é o medo da morte. E fiquei pensando como era. Estava defronte do computador, vendo internet, meus e-mails, e disse: “Ah, deixa eu ir no Word para registrar esse momento de reflexão sobre a morte que estou tendo aqui”. E comecei, <em>não tenho medo da morte</em>. Aí <em>mas, sim, medo de morrer</em>. E aí me senti obrigado a desenvolver aquilo, em meia hora tinha escrito a letra inteira, com o computador ajudando, porque a palavra que não estava adequada eu apagava rapidamente, achava outra. Você vai mantendo a limpeza, a clareza do texto na página, tudo isso ajuda.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Até então você escrevia à mão?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Até então escrevia, riscava, escrevia, riscava, ia para outra linha, riscava, rabiscava. Ficava aquela coisa confusa. O computador mudou isso.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> O computador eliminou o rabisco?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É. Acho que foram essas três razões, o estímulo do Mautner, o filme do Moacyr e o computador [<em>ri</em>].</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Perguntei sobre a musa, e a gente até confunde um pouco isso com o seu tempo de permanência no ministério. Mas seu último disco com uma grande quantidade de músicas inéditas tinha sido <em>Quanta</em>, de 1997, 11 anos atrás. Na verdade, essa parada, pelo menos no lançamento de músicas novas, é anterior ao ministério.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Foi, foi. Mas é que naquele período todo eu me dediquei mesmo a regravações. Eu quis fazer..., eu fui levado a fazer o disco de São João por causa do filme <em>Eu Tu Eles</em> [<em>2000, de Andrucha Waddington</em>]. Me deu vontade aquele repertório, Luiz Gonzaga era uma coisa que eu queria muito visitar, sim, com um olhar mais cuidadoso e generoso, abrangendo várias canções. E depois quis fazer o disco de Bob Marley. Eu também já tinha muita vontade de fazer, e o disco do Gonzaga me animou. Aí fiz. Logo em seguida fui para o ministério, e aí tive que fazer também um disco ao vivo de regravações, que foi o <em>Eletracústico</em>. A última música que eu havia composto antes do ministério foi <em>Máquina de Ritmo</em><em>.</em> Foi um pouquinho antes.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas não chegou a apresentar?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não. Quer dizer, apresentei, sim, no show de reunião dos Doces Bárbaros. Está no DVD dos Doces Bárbaros. Não era completamente inédita, mas eu não havia feito uma gravação propriamente para ela. Fiz agora, para esse disco. Então a retomada do namoro com a musa é isso.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> A retomada acontece em profusão, são 16 músicas, muitas delas com letras longas. <em>Quanta</em> também tinha um pouco isso...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, e neste caso também há a influência do mundo eletrônico, da internet. Vi outro dia uma crítica do disco que falava isso, “Gil sem filtro”, dizia que eu não teria tido a preocupação de filtrar muito. E eu não tive mesmo, para esse disco. Fui pondo tudo que tinha. [<em>Toca o telefone, é uma assessora do MinC, com quem ele negocia por vários minutos.</em>]</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Já que a política o chamou, pergunto se, considerando as novas músicas, você diria que a experiência política bastante intensa modificou sua música.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não. O desejo de me comunicar, o impulso de me comunicar através da canção é informado pelos mesmos elementos de antes. É uma coisa do próprio artista, que vem da vivência interior desse talento, desse gosto. Depois uma coisa informada pela cidadania também, que é o desejo de me comunicar em termos de diálogo em relação às questões que nos envolvem no mundo. Isso já era também, sempre foi antes. Essa dimensão política da canção sempre teve na minha geração toda e em mim também, muito fortemente. Continua, nas gerações de hoje, nos rappers. A música ganhou essa coisa, acho que isso vem logo depois da guerra. Os autores americanos, cubanos, franceses etc., e depois os brasileiros, passaram a ter essa dimensão de engajamento, como a arte toda passou a ter. É uma característica ali do século XX, que a arte passa a ter, mesmo as artes plásticas e tudo. Então não tem, já vinha anteriormente.</p>
<p style="text-align:left;">Algumas coisas que coincidentemente estão na agenda do MinC, como a questão da cultura digital, acabaram passando também. A canção <em>Banda Larga Cordel</em> é bem marcada por essa informação da política, de uns aspectos da política do ministério. Mas fiz <em>Pela Internet</em> bem antes, com esse mesmo impulso e esse mesmo senso de comunhão de um desejo, de uma emergência. Acho que eu teria ido para o caminho da canção <em>Banda Larga Cordel</em> mesmo sem o ministério. Mas, sem dúvida alguma, nesse caso ela compartilha de um impulso que está também na política do MinC, e do governo todo, que é a preocupação com o acesso aos meios eletrônicos e às várias políticas, tanto na cultura quanto em ciência e tecnologia, comunicações. O software livre, que era uma política que já estava ali no governo, não só no MinC... Nesse sentido, sim. O resto, não.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> O que sinto, ouvindo várias vezes o disco, e não sei se tem a ver ou não com a experiência política, é uma disposição maior sua de lidar com temas espinhosos. É “o oco do mundo”, “os narcomarginais”, “orientação sexual”, a morte... Tudo isso não está mais aguçado?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não... Não sei... Talvez... Mas não é consciente. Não é uma coisa assim... É..., talvez o fato de que tenha tido que comprar algumas brigas no ministério, talvez essa disposição até tenha preparado o terreno para uma receptividade menos acanhada, menos duvidosa, com relação a temas espinhosos. Acho que é uma boa observação sua, eu não tinha me atido a essa análise. Mas ela é pertinente, acho que é possível, sim, que a questão de ter que discutir regulação e normas e todas essas coisas possa ter estimulado um apetite por temas polêmicos. É, é possível, é possível.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Em <em>Retrato Celular</em>, por exemplo, sinto você meio discutindo, ou debatendo com seu ouvinte, seu expectador, algo como “você está pensando que eu sou Big Brother?”. Há uma pontinha de conflito, entre expor ou guardar, resguardar?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Ali é o personagem da música discutindo com tudo aquilo... E o personagem é quem? É um indivíduo que se dispõe a expor sua vida via câmeras celulares, via meios ágeis de registro.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Ele está um pouquinho assustado com isso também, não está?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Se eu estou?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> O seu personagem. Pode ser você, mas isso não sei...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Acho que não, ao contrário. Talvez o modo como a fala dele e a narrativa foram sendo construídas possa deixar essa dúvida, mas ele, não, ele diz claramente no final: <em>quero ver quem vê primeiro/ até onde eu vou chegar, até onde eu vou chegar/ filmei tudo o tempo inteiro/ não precisa meditar</em>. É sobre essa disponibilidade imediata dos registros de fragmentos da vida, do tempo, do lazer, de todos os aspectos da vida das pessoas inteiramente entregues e expostos. Acho que é mais isso, o personagem defende mais um sem reservas do que o contrário. Ele é mais a favor, mais entusiasta dessa hiperexposição do que o contrário.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É que parece que ele está falando “a privacidade acabou, está todo mundo espiando ao redor, então vou fazer isso antes, vou me filmar e me colocar na internet eu mesmo”.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Isso é. Isso faz parte dos elementos do dado apologético da tecnologia. Ele tem isso, “eu tô me antecipando”. Mas na verdade é preciso lembrar que essa música foi encomendada por Andrucha Waddington para a série de tevê <em>Retrato Celular</em> [<em>exibida pelo canal Multishow</em>], onde ele estava se dedicando a esse experimento, que tinha sido estimulado muito por uma conversa que eu tinha tido com ele no sítio de Araras. Eu dizia para ele: “Você gosta, é um jovem experimentador, não tem freios nessa coisa. Acho que devia logo fazer uma coisa com celulares". Na verdade, eu dizia a ele da coisa do cinema digital, que ele devia fazer um filme com tecnologia totalmente digital. Havia um pouquinho a coisa dos cineastas, do celulóide, manter o filme. Mesmo no mundo dos músicos também há isso, os produtores têm algumas reservas em relação à gravação digital. E eu sempre dizendo a eles: “Vambora, tá na hora de experimentar. Tudo bem que vocês gostem da coisa clássica, do cinema com celulóide e da gravação com fita de tape, mas o celular está aí, o digital está aí, vambora”. E ele chegou depois com essa notícia, de que havia sido convidado para a televisão para fazer um projeto experimental com celulares, entregar celulares a uma série de pessoas para elas filmarem o que quisessem. E a maioria dessas pessoas escolheu sua própria vida, seu próprio ambiente, seu entorno, suas relações mais próximas. Quando ele me pediu então para fazer a canção, eu já estava diante desse quadro todo. O personagem caminha dentro desse enquadramento, ou desse não-enquadramento, esse semi-enquadramento proposto pelo Andrucha. Eu caminho junto com ele, defendendo a experiência, dizendo “é bom, é necessário experimentar nesse nível de entrega e despojamento, de receptividade a essas tecnologias sem reserva”. O personagem é mais a favor do que contra.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É engraçado que, ouvindo no contexto do disco, eu meio encaixei em algo que estava sentindo, que é esse dado do espírito mais briguento. <em>O Oco do Mundo</em>, por exemplo, parece uma música muito disposta a falar de valores tidos como negativos, de “medo”, “horror”, “terror”, termos que você usa na letra e são ásperos.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> A música do piolho [<em>Olho Mágico</em>] também usa termos mais ásperos, ou mais comumente valorados como negativos...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não necessariamente como negativos, você poderia dizer ousados, ou coisas assim. Tem uma coisa na canção <em>Retrato Celular</em>, e em outras também, que é usar o duplo sentido, dizer “quer alho”, “chupar uma chupeta” [<em>ri</em>], coisas assim, que são disfarces, mas revelam muito claramente o que você está querendo dizer.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Pergunto isso porque sinto não só em você, mas nos tropicalistas de modo geral, como Caetano Veloso e Rita Lee, um espírito mais exaltado ultimamente.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> O disco <em>Cê</em>, do Caetano, é muito nessa direção.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Costuma-se ver a musa, a música, muito como somente positiva...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não é assim, não. Talvez tenha agora um impulso de dizer coisas mais... de nos associar mais à aspereza. Talvez, né? Isso também é um pouco a autorização geral que a arte contemporânea dá, não é? Tudo que nos momentos anteriores era ousadia, vanguardista, antecipação para além do seu tempo, coisas assim, hoje, não, é quase como se a gente estivesse dizendo: olha, também estou aqui, não se esqueçam de mim, eu também compartilho tudo isso, essa hiperexposição, essa tranqüilidade em tratar das coisas ásperas, em assumir as dificuldades do mundo de hoje, com as quais temos de conviver. Acho que é um pouco isso, é um pouco a gente dizendo “estamos aí”. Os rappers e os meninos fazem as coisas do jeito deles, mas a gente também faz essas mesmas coisas do nosso jeito [<em>ri</em>], a gente também está vendo. A gente acompanha o funk, o rap, essas coisas todas, e vê que os meninos querem poder falar abertamente de tudo. É a gente reivindicando a nossa contemporaneidade também, dizendo que a gente gosta de que seja assim. Acho que isso é muito, também, recuperação de postura tropicalista, né?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Na música <em>Olho Mágico</em>, você fala de armário. O Brasil tem saído de muitos armários, parece uma fase histórica propícia a isso. E eu fico me perguntando se no armário dos tropicalistas não tinha uma aspereza guardada.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não entendi. Qual?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Essa coisa sacralizada da música, do artista, de que os artistas expressam o lado belo e nobre das coisas. Mas dentro de vocês há sentimentos humanos como de qualquer pessoas, que devem incluir sentimentos negativos, asperezas...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, claro, e que a gente de vez em quando quer expressar, quer que seja elemento da comunicação, da dimensão estética, da beleza. A gente quer embelezar com a feiúra. Isso é dos artistas, uma coisa que é da arte. As artes plásticas, nos seus momentos mais revolucionários do século passado, foram muito explícitas nisso, na distorção, no enviesado, no atravessado. Tudo isso informou as artes plásticas e a própria música, a música experimental, serial, dodecafônica, atonal, eletroacústica. Tudo isso rompeu com o figurativismo bem comportado, onde você só diz das imagens aquilo com que elas já estão conotadas. Ou seja, a boa imagem é a boa imagem e a má imagem é a má imagem. As artes em meados do século XX fizeram um remexido nisso aí, você vê Picasso, tanta coisa bonita que ele passou a querer manifestar através do canhestro, do tosco. Acho que muito do rock’n’roll tem um pouco isso também, especialmente quando se liberaram nas várias correntes, punks e todas essas coisas. Eles são isso, com as guitarras muito sujas, as distorções. A gente teve isso também no próprio tropicalismo, esse ímpeto para desconstruir, desafinar o coro dos contentes.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Inofensivos, os tropicalistas nunca foram...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Nunca fomos, é. Por isso eu digo que toda essa identificação de aspectos não-acomodados, como no <em>Cê</em>, ou na Rita Lee, na verdade somos nós ainda tropicalistas, sempre tropicalistas [<em>ri</em>]. Aprendemos aquelas coisas e não esquecemos mais as lições. De vez em quando a gente vem. E, como eu estava dizendo, agora, neste momento, muito autorizados por esse novo ímpeto...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> De um ambiente de liberdade?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> ...No ambiente da criação geral.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Talvez eu esteja influenciado porque vim para a entrevista ouvindo o disco e lendo a publicação sobre o <a href="http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/plano-nacional-de-cultura/" target="_">Plano Nacional de Cultura</a>. Ali se fala muito sobre identidade, e sobre diversidade. Misturando tudo, pensei sobre identidades brasileiras que estão saindo do armário e se expressando. E eu perguntaria a você, ou ao sr. ministro, de quais armários o sr. tem saído, junto com nós todos?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> [<em>Ri.</em>] É... Bom... De novo, é meio pleonástico falar de sair de algum armário agora, porque essa tem sido sempre a minha, a nossa disposição. A gente sempre quis trabalhar assim, no campo da transparência, do exibicionismo nudista [<em>ri</em>]. Essas coisas são informes já de meados do século passado. São dali, do existencialismo, depois dos hippies, dos artistas americanos, dessa arte despojada. Não acho que haja descoberta surpreendente de novos armários [<em>ri</em>].</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Estava pensando talvez em identidade negra, sobre o que já conversamos em outras entrevistas. Foi importante para o Brasil ter um ministro da cultura negro, que é você e representa tudo que representa. Aí ouvi <em>Formosa</em> e achei que tinha um suingue negro a mais que no original de Baden Powell e Vinicius de Moraes, não que eles já não tivessem.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> A maturidade do artista vai dando a ele capacidade de liberar... Eu até acho que nesse disco sou muito contido do ponto de vista de improvisações, da capacidade de improvisar mais efusivamente, um pouco inibida até por causa da minha voz. Esse disco é de abordagem cuidadosa ainda em relação à questão vocal, estou saindo de um período difícil da minha voz.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Como assim?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Eu era muito abusivo em relação à coisa da voz. Era abusivo por um lado, em relação à qualidade, ao material, à matéria voz, e ao mesmo tempo os impulsos que levavam àqueles abusos eram impulsos muito criativos. Eu fazia muita coisa de usar a voz criativamente, com ruídos, gritos, falsetes extremados e coisas desse tipo. Talvez o que esse disco comece a revelar, e você falou em <em>Formosa</em>, é uma tradução desse impulso criativo e desse impulso inventivo através do improviso num uso cuidadoso, num uso mais moderado, cool. Acho o disco todo muito cool.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> O uso do falsete, que é muito característico seu, era abusivo?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Era abusivo.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Os médicos lhe falaram isso?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Me proibiram, praticamente. Me disseram: “Cuidado”.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Como vamos fazer com Gil sem os falsetes?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Pois é...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas ainda aparecem um pouco no disco.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Aparecem um pouco, mas muito cuidadosamente. Concomitante ao período em que fiz o disco, fiz uma temporada nos Sescs do interior de São Paulo. Fiz pelo menos oito shows em várias cidades do interior, dois meses atrás. E foi exatamente logo após a cirurgia, o período de resguardo, os alertas todos dos médicos. E eu ousei muito, e gritei muito lá.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Desobedecendo aos médicos?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Propositadamente [<em>ri</em>].</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas por quê?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Para ver também o que é que é, se essa voz... se isso acabou, se tenho que arquivar completamente esse lado [<em>cantarola</em> A Novidade<em>, fazendo o falsete</em>].</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Não faça, por favor!</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> [<em>Continua, e ri.</em>] Esse lado é ao mesmo tempo estranhado pelas pessoas, mas festejado pelas pessoas. Eu sou muito saudado na rua, especialmente pelo povo, gente simples, meninos, operários, com esse grito.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Ele é você, não é?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É. Estava em Sergipe, em São Cristóvão, como ministro, fazendo visitas a obras de recuperação do Iphan, e me lembro bem de um garoto de 12, 13 anos vindo para a frente da multidão [<em>faz o falsete outra vez</em>]. Toda hora na rua as pessoas fazem isso, é uma marca.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É como um grito de guerra seu?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, como um grito de guerra.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> E justamente ele ficou afetado?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Ficou afetado por essa perda de qualidade vocal. Estou com muito cuidado para ver se isso se restaura inteiramente, ou não. Então nesse disco minha abordagem vocal é toda mais moderada, cuidadosa. Não que nos outros discos não tenha sido assim, nos discos sou muito mais bem comportado que nos shows. No palco é sempre “vamos ver agora”.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Para eu entender melhor, esse abuso, como você falou, causou um problema físico – um edema, um calo?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, os dois.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Fico constrangido de citar isso, mas numa redação chegam boatos a toda hora, e algumas vezes chegaram boatos de que você estava com câncer na garganta. Não é verdade?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não. Não tem, não, não teve. Já dez anos atrás eu tinha feito também uma intervenção cirúrgica, a mesma cirurgia na mesma corda vocal.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Foi depois do <em>Quanta</em>?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Foi. Essa cirurgia tem nove para dez anos. Naquela ocasião, procedimento normal, fizeram a biópsia do pólipo que foi extraído, e era benigno. E agora, de novo, fizeram também, e era benigno. Não há. Para além das questões do que causa de dificuldade para o uso da corda vocal, não estou doente, a corda vocal não tem um problema...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> A volta ao disco, nesse contexto todo, é uma reconquista, um modo de exercitar isso?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Ah, sim.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Se bem que você jamais parou com os shows...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Mas fazia residualmente. Nesses últimos cinco anos mantive as temporadas européias de um mês, fazendo em torno de 20 shows, e aqui fazendo isoladamente alguns fins-de-semana, curtíssimas temporadas de três dias uma vez por ano no Rio e em São Paulo. Não voltei realmente aos shows intensivos. Mas eu quis mesmo voltar este ano a trabalhar um pouco mais intensivamente. Tanto que fiz agora, em abril, uma temporada de 12 shows acústicos na Europa.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Um deles foi cancelado, e suscitou mais uma onda de boatos.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> E não fui eu! O cara cancelou o show porque o programou para a periferia de Madri, num lugar inadequado, onde as pessoas não costumam freqüentar esse tipo de show acústico. O show acabou mal promovido, ele temia uma ausência de público e propôs cancelar. Eu disse a ele: “Então cancele”. Cancelou, teve que dar uma desculpa e disse que fui eu. Foi ele que falou, eu briguei com ele depois disso inclusive [<em>ri</em>]. Então não há, com relação à voz é isso.</p>
<p style="text-align:left;">Além do mais tem a questão da idade. Eu não sou mais menino, não sou mais tão jovem quanto o próprio uso. As cordas vocais são músculos, e todos os músculos estão mais flácidos, exigem exercícios mais cuidadosos, mais focados. É o que tenho feito. Tenho feito exercícios vocais, fonoterapia, permanentemente, todos os dias. Hoje saí de casa, já fiz meus exercícios. Faço todo dia, religiosamente.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Sete dias por semana?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Sete dias por semana.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Em casa mesmo, sozinho?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Faço em casa mesmo, sozinho, e volto ao fonoterapeuta a cada dois meses.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Para lá da questão da idade, há uma coisa que chega a ser poética: a sua fonte de dar alegria aos outros foi feita com um pouco de auto-abuso seu, de sacrifício.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Foi.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas você não sabia, suponho.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não sabia. Isso era impulso, impulso da minha personalidade, dessa personalidade jovial que tenho, muito ligada aos elementos da irreverência. Então me identifiquei artisticamente com esse lado.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É um de seus principais instrumentos de trabalho, e você o fere quando o acaricia?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É isso. Outro dia um amigo meu estava me dizendo assim: “Não se preocupe muito também com essa coisa da sua voz, não. A voz mais rouca, mais suja, é sinônimo de maturidade" [<em>ri</em>]. Eu disse: “Está bom”.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É uma coisa dos soulmen também...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Também, de Ray Charles...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Wilson Pickett...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> ...De todos eles também foram caminhando com a sujeira da voz, com essa coisa de a voz ir ficando... Estou pronto também para isso. Vamos ver, vamos ver onde é que ela quer ir, onde ela quer me levar.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É contraditório, vejo que é algo que lhe dá impulso. É um disco forte, a música sobre a morte é muito forte. Pode até suscitar boatos, porque fala desse assunto – de um jeito maravilhoso, eu acho.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, mas é por isso. Aí é mesmo a idade, a maturidade, o senso da finitude que se torna mais exigente com a idade. Os jovens não trabalham muito com essa questão...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Poderiam trabalhar, não é?...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Eles descartam. O jovem descarta a questão da finitude, como se flertasse um pouco com a possibilidade da infinitude, do eterno. É como se “ah, daqui até eu envelhecer a ciência vai descobrir [<em>ri</em>] um elixir da imortalidade, quem sabe não será a minha geração que vai superar essa questão da morte”.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Provavelmente, não...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> No meu caso, não vai ser a minha mesmo [<em>ri</em>]. Então eu sou levado a refletir sobre a questão da finitude.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Essa reflexão é uma coisa que aumenta com o decorrer do tempo?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, é.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Hoje, em você, é maior do que jamais foi?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É, sem dúvida.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> E ao mesmo tempo é um impulso vital, porque o faz criar uma música como essa.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Exatamente. E, mais ainda, me faz entrar com despojamento para os compartilhamentos variados da vida, sem muitos pudores. A coisa da morte, da finitude, dá a liberação para o presente, né? Você diz “só tem o aqui e agora, então vamos lá, vamos fundo nisso”.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Aí eu penso do armário de novo, porque você tirar dele o tema da morte é algo que pouquíssimos fazem. Morte em geral não vira música.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> No meu caso tem virado. Tenho muitas [<em>canta</em>], <em>a morte é rainha que reina sozinha/ não precisa do nosso chamado mesmo pra chegar</em>. Eu fui experimentando esse tema.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas é uma música explícita, inteira sobre isso. Na estréia de <em>Banda Larga Cordel</em> em São Paulo, você estava emocionado, chegou quase a chorar, recebeu algumas vaias quando falou de política. Foi quando mostrou pela primeira vez essas músicas todas, <em>O Oco do Mundo</em>. Vaiaram na hora da política, mas não seria efeito também de ali no meio haver músicas sobre morte, horror, terror?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Tinha, e me lembro que <em>Não Tenho Medo da Morte</em> foi aplaudida em cena aberta, no meio da música. Era estréia, a primeira vez que eu cantava.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Está lidando, pela primeira vez de modo concentrado, com temas tão espinhosos como esses.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Olha, sem dúvida alguma esses cinco anos de ministério me deram uma têmpera que eu não imaginava que podia ter. Um estômago, uma capacidade de engolir veneno [<em>ri</em>].</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Pode explicar isso um pouco mais?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Mas é, não tem que explicar mais. Aquilo ali é espinhoso, estar ali. Os meus melhores amigos não me desejavam isso. Todos eles, ao contrário, queriam muito que eu não fosse para lá, que eu não fosse ministro. Todo mundo que zela por mim, que preza por minha saúde...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> É uma maldição da própria política, como se todo mundo que está ali fosse ruim?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É essa maldição da política, é isso, é isso. Como se necessariamente estar ali significasse a anulação absoluta de qualquer positividade. Não é assim.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Você comprovou que não é assim? Ou que é assim?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> É assim, mas não é assim. Você tem que ter também capacidade de transmutação. Aquilo está nas suas mãos. Eu digo sempre, a política também tem que ser uma arte [<em>ri</em>]. O serviço público também, você tem que fazer daquilo ali alguma coisa.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Não sei quando você está envolvido diretamente, mas no texto do caderno sobre o Plano Nacional de Cultura é evidente o desejo de encarar a política como arte. Não sei como vai acontecer, como vai ser executado, mas...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> ...Mas tem que ser proposto, tem que ser colocado lá. Já acho muito interessante que o País esteja maduro, ou pelo menos esteja se dizendo maduro para ter um Plano Nacional de Cultura construído com essa polifonia, com essa diversidade toda, com protagonismos variados, de vários setores sociais, comprovando uma diversidade cultural veemente que o País tem.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Há críticas diretas ali à televisão brasileira, indiretas à Rede Globo.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Tudo, tudo. Todos os avanços que o País precisa fazer, os deslocamentos que precisam ser feitos. É importante que essa gestão do ministério possa ter ajudado nisso.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Outro boatório de sempre é se sai ou não sai do ministério. A missão está cumprida?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Estou cumprindo.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Vai entregar a seu sucessor, com o presidente ao lado?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não sei, ou até antes. Não estou muito... Eu disse ao presidente que eu só voltaria a conversar com ele sobre isso no ano que vem. Foi quando decidi ficar, em dezembro do ano passado. Quando ele se reelegeu, eu já tinha decidido ficar por um ano mais, fiquei o primeiro ano do segundo mandato e aí fiquei o segundo. Vamos ver.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas a impressão, até por causa de disco e shows, é de que há um afastamento progressivo.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Sim, sem dúvida. Eu preciso disso.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> E Juca Ferreira está assumindo as atribuições?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Está lá, fazendo, trabalhando. Como eu estava dizendo, há processos que, devido ao encaminhamento, começam a se automatizar, a se autonomizar. Começam a caminhar sozinhos. As áreas do ministério estão mais tranqüilas, mais bem postas. Mas eu, sem dúvida alguma, estou caminhando para uma coisa de, seja lá quando for, deixar o ministério. Vai ter que deixar uma hora [<em>ri</em>], e pronto, e a idéia é deixá-lo bem, deixá-lo pronto, preparado. O MinC hoje é um ministério mais fortalecido que quando a gente chegou.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> No começo eram freqüentes comentários de que Gil no ministério era “rainha da Inglaterra”. Isso diminuiu, mas outros ministros não poderiam fazer essa transição sem fortes críticas. Parece haver uma permissão para que você seja artista, exerça duas funções ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Isso foi sendo autorizado aos poucos.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Não é um precedente perigoso? Se outros ministros resolverem também...</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não sei. São as características de cada ministério, o da Cultura por natureza é mais permeável a esse tipo de ousadia, digamos assim. Tanto é que no mundo todo as pessoas apreciam essa dupla presença.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Talvez até aqui, mais enrustidamente.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Mesmo aqui, foi cada vez ficando mais. Agora é muito explícito, muitas pessoas manifestam uma admiração pelo modo exitoso com que a gente processou essa simbiose.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Alguém, não consigo lembrar quem, disse recentemente que quem quer que vá substituir Gilberto Gil no MinC não vai conseguir reunir todos os atributos que Gil reunia. Você concorda com isso?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não. Vai reunir outros. Os essenciais para a questão da gestão propriamente, da confecção e execução de políticas públicas, não é a minha especificidade que vai determinar. Tem muita gente que pode ser ministro da Cultura.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> Mas é algo que ganhou status nos últimos anos e não pode mais retroceder, não?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Isso é o que eu espero, que a gente tenha chegado a um ministério minimamente consolidado, a uma idéia de dimensão estratégica da cultura minimamente introjetada na sociedade, no governo, e que a gente tenha uma série de programas que traduzam isso, que sejam levados adiante. É o que eu espero.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>PAS:</strong> A mudança da Lei Rouanet vai ser uma meta não-cumprida desse governo?</p>
<p style="text-align:left;"><strong>GG:</strong> Não. Espero que até o fim do ano a gente tenha... Estamos programando para agosto o lançamento da confecção de uma nova minuta, que vai ser feita também, como o Plano Nacional de Cultura, a muitas mãos. Nesses quatro anos, nós temos feito muitas consultas, temos muitos resultados já de observações que vão sendo feitas pela Lei Rouanet, funções e desfunções. Mas a gente ainda vai intensificar esse processo até o fim do ano, através de vários momentos de consultas públicas, para construir uma minuta nova que a gente mande para o Congresso Nacional, para reformar a lei. Até o fim do ano.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luiz Gonzaga - São João na Roça]]></title>
<link>http://bigearflux.wordpress.com/?p=1231</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:45:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>cadu</dc:creator>
<guid>http://bigearflux.pt.wordpress.com/2008/06/03/luiz-gonzaga-sao-joao-na-roca/</guid>
<description><![CDATA[
Festa juninas ou santos populares são uma celebração brasileira e portuguesa, de origem européi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://bigearflux.files.wordpress.com/2008/06/capa-sao-joao.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1232" src="http://bigearflux.wordpress.com/files/2008/06/capa-sao-joao.jpg?w=225" alt="" width="225" height="200" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Festa juninas</strong> ou <strong>santos populares</strong> são uma celebração brasileira e portuguesa, de origem européia. Historicamente, está relacionada com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".</p>
<p>Ela festeja no Brasil importantes santos <span class="mw-redirect">católicos</span>:</p>
<ul>
<li><span class="mw-redirect">Santo Antônio</span> (<span class="mw-redirect">13 de junho</span>)</li>
<li><span class="mw-redirect">São João</span> (<span class="mw-redirect">24 de junho</span>)</li>
<li>São Pedro (<span class="mw-redirect">29 de junho</span>)</li>
<li>São Marçal (30 de Junho)</li>
</ul>
<p>Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de <em>santos populares</em> e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo António, em Lisboa, São Pedro no Seixal, São João, no Porto, em Braga e em Almada.</p>
<p>Recebeu o nome de <em>junina</em> no Brasil (chamada inicialmente de <em>joanina</em>, de São João), porque veio de países europeus cristianizados. A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.</p>
<p>Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Portugal, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João européias.</p>
<p>A festa de <em>São João</em> brasileira é típica da <span class="mw-redirect">Região Nordeste</span>. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.</p>
<p>O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamento para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.</p>
<p>Atualmente, os festejos ocorridos em cidades pólos do Norte e Nordeste dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo, Caruaru em Pernambuco; Campina Grande na Paraíba; Mossoró no Rio Grande do Norte; Maceió em Alagoas; Aracaju em Sergipe; Juazeiro do Norte no Ceará; e Cametá no Pará. Além disso, também existem nas pequenas cidades, festas mais tradicionais como Cruz das Almas, Ibicuí, Jequié e Euclides da Cunha na Bahia. As duas primeiras cidades disputam o título de <em>Maior São João do Mundo</em>, embora Caruaru esteja consolidada no <span class="mw-redirect">Guinness Book</span>, categoria festa country (regional) ao ar livre.</p></blockquote>
<p><a href="http://rapidshare.com/files/64487545/1962_Luiz_Gonzaga_-_S_o_Jo_o_na_ro_a.rar" target="_blank">Luiz Gonzaga - São João na Roça</a></p>
<p><span class="tp8"> 01. SÃO JOÃO NA ROÇA (Zédantas/Luiz Gonzaga)<br />
02. FOGUEIRA DE SÃO JOÃO (Carmelina/Luiz Gonzaga)<br />
03. FESTA NO CÉU (Zeca do Pandeiro/Edgar Nunes)<br />
04. OLHA PRO CÉU (Jose Fernandes/Luiz Gonzaga)<br />
05. NOITES BRASILEIRAS (ZéDantas/Luiz Gonzaga)<br />
06. SÃO JOÃO ANTIGO (Zédantas/Luiz Gonzaga)<br />
07. SÃO JOÃO NO ARRAIÁ (Zédantas)<br />
08. O PASSO DA RANCHEIRA (Zédantas/Luiz Gonzaga)<br />
09. A DANÇA DA MODA (Luiz Gonzaga/Zédantas)<br />
10. LENDA DE SÃO JOÃO (Zédantas/Luiz Gonzaga)<br />
11. MANÉ E ZABÉ (Zédantas/Luiz Gonzaga)<br />
12. SÃO JOÃO DO CARNEIRINHO (Luiz Gonzaga/Guio de Moraes)<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gonzagão e gonzaguinha]]></title>
<link>http://cibeletenorio.wordpress.com/?p=112</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 11:22:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>cibeletenorio</dc:creator>
<guid>http://cibeletenorio.pt.wordpress.com/2008/06/03/gonzagao-e-gonzaguinha/</guid>
<description><![CDATA[
Ah, o poder da música! Sempre trabalho com música no último volume.
Ontem, em especial tirei o d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Georgia;"><span style="font-size:small;"><img src="http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&#38;f=63291116_5968.jpg&#38;v=P" alt="" /></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Georgia;"><span style="font-size:small;">Ah, o poder da música! Sempre trabalho com música no último volume.<br />
Ontem, em especial tirei o dia pra ouvir Luiz Gonzaga. Minha gente,<br />
como me fez bem! O humor inocente, a poesia simples, o jeito de falar<br />
que a gente reconhece bem. Que gênio, o senhor Luiz Gonzaga! Tantos<br />
anos depois de sua morte, sua obra está ai, atual, viva, na boca do<br />
povo. No nordeste você puxa o coro fácil com canções como: "Olha pro<br />
céu, meu amor, vê como ele está lindo..."</p>
<p>Ouvir Gonzagão é lembrar da infância, da quadrilha dançada de<br />
improviso na rua nos dias de São João, dos passeios em Maribondo com a<br />
minha família pra visitar o vovô e a vovó. Luiz Gonzaga fala como meu<br />
avô falava. Essa identidade nordestina tão exposta, essa alegria mesmo<br />
tendo pouco.</p>
<p>Aqui alguns álbuns dele pra baixar:<br />
</span><a href="http://gonzagao.4shared.com/" target="_blank"><span style="font-size:small;">http://gonzagao.4shared.com</span></a></p>
<p><span style="font-size:small;">Agora estou ouvindo o filho, Gonzaguinha. Me identifico com algumas<br />
canções, em outras lembro das pessoas que amo. Ouvindo "Bom Dia",<br />
lembrei de Cléa, lembrei de Luna, Kesia e do povo do Kairós, porque<br />
nós atravessamos mil saaras!</p>
<p>Apesar de tudo estamos vivos<br />
Pro que der e vier prosseguir<br />
Com a alma cheia de esperanças<br />
Enfrentando a herança que taí<br />
(meu Deus do céu)<br />
Nós atravessamos mil saaras<br />
E eu nunca vi gente melhor pra resistir<br />
A tanta avidez, a triste estupidez<br />
Ao cada um por si, ao brilho da ilusão<br />
Digo na maior - melhores dias virão<br />
É um desejo deste enorme coração<br />
E vamos cuidar da úlceras<br />
E vamos tratar dos pústulas<br />
Justiça remédio sensacional<br />
Para levantar nossa moral<br />
E pra encrementar o ânimo<br />
E pra fortalecer o fôlego<br />
Um vinho constituinte bem popular para reforçar a saúde nacional<br />
Bom dia, bom dia, bom dia<br />
Alegria, alegria, alegria<br />
Bom dia, bom dia, bom dia<br />
Taí o que a gente merecia<br />
(pra começar).</p>
<p>Apesar de tudo estamos vivos<br />
Pro que der e vier<br />
C.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Georgia;"></span><span style="font-family:Georgia;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[100 canções essenciais da MPB]]></title>
<link>http://freakshowbusiness.wordpress.com/?p=639</link>
<pubDate>Sat, 31 May 2008 02:11:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>freakshowbusiness</dc:creator>
<guid>http://freakshowbusiness.com/2008/05/31/100-cancoes-essenciais-da-mpb/</guid>
<description><![CDATA[
A revista Bravo! publicou esta semana uma edição especial chamada 100 Canções Essenciais da Mú]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://freakshowbusiness.files.wordpress.com/2008/05/pixinguinha.jpg"><img src="http://freakshowbusiness.wordpress.com/files/2008/05/pixinguinha.jpg" alt="" width="500" height="379" class="aligncenter size-full wp-image-640" /></a><br />
A revista <a href="http://bravonline.abril.com.br/">Bravo!</a> publicou esta semana uma edição especial chamada 100 Canções Essenciais da Música Popular Brasileira, com informações importantes e curiosas sobre cada uma. A edição é caprichada e vale seus R$ 14,95. O top 10, reproduzido abaixo, não deve gerar muita discussão. Mas há de se discordar (ou não) de muita coisa do 11º ao 100º lugares. Mas listas são assim mesmo.</p>
<p>1 - "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro<br />
2 - "Águas de março", de Tom Jobim<br />
3 - "João Valentão", de Dorival Caymmi<br />
4 - "Chega de saudade", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes<br />
5 - "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso<br />
6 - "Tropicália", de Caetano Veloso<br />
7 - "Último desejo", de <a href="http://freakshowbusiness.com/2008/05/16/noel-rosa-cai-em-dominio-publico/">Noel Rosa</a><br />
8 - "Asa branca", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira<br />
9 - "Construção", de Chico Buarque<br />
10 - "Detalhes", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos</p>
<p><a href="http://freakshowbusiness.com/category/listas/">Para ver outras listas, clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pois o teu corpo suado, com esse cheiro de fulô...]]></title>
<link>http://uoleo.wordpress.com/?p=55</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 12:06:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Igor Santos</dc:creator>
<guid>http://uoleo.pt.wordpress.com/2008/05/20/pois-o-teu-corpo-suado-com-esse-cheiro-de-fulo/</guid>
<description><![CDATA[&#8230;tem o gosto temperado dos tempêro do amor.
Luiz Gonzaga e Zé Dantas, em 1950, já haviam de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>...tem o gosto temperado dos tempêro do amor.<br />
Luiz Gonzaga e Zé Dantas, em 1950, já haviam desvendado o mistério da atração olfativa (sabor é intrinsecamente ligado ao olfato, pois na <a href="//pt.wikipedia.org/wiki/Gosto">boca</a> nós só distinguimos salgado, doce, amargo, azedo e <a href="//pt.wikipedia.org/wiki/Umami">umami</a>, o resto vem do cheiro).</p>
<p>Segundo a edição 2061 (do futuro, sairá amanhã) da revista <a href="//veja.abril.com.br/210508/p_086.shtml">Veja</a>:<br />
“Os sinais são claros e surgem no cérebro como um vulcão. Subitamente nos apaixonamos por alguém, e tem início uma série de reações que muitas vezes contrariam nossa condição de animais racionais. Ao estudarem os mecanismos do cérebro, os pesquisadores comparam a euforia provocada pelo fascínio por alguém àquela experimentada pelos viciados em drogas. Nos dois casos, a mesma região do cérebro é inundada pelo neurotransmissor dopamina, associado à sensação de prazer e de recompensa. Assim como o drogado, o ser apaixonado é capaz de contrariar o bom senso em busca de seu objeto do desejo. Ambos têm pensamentos obsessivos e sofrem síndromes de abstinência.”</p>
<p>A reportagem continua dizendo que a escolha é feita inconscientemente por nós, fisicamente (“Mulheres preferem homens altos e fortes, capazes de conseguir alimento para a prole e manter os leões longe da caverna. Homens escolhem mulheres de quadris largos e seios bem torneados, o que lhes garantirá herdeiros possantes como eles.” Não posso negar...) e quimicamente (“Prosaico como possa parecer, o cheiro – não o dos perfumes, mas aquele que o corpo exala naturalmente – também serve como um filtro na escolha do parceiro ideal.”).</p>
<p>A parte química é na verdade bioquímica, pois, segundo as <a href="//en.wikipedia.org/wiki/Major_histocompatibility_complex#MHC_and_sexual_selection">pesquisas</a>, um gene chamado MHC (sigla em inglês para Complexo Principal de Histocompatibilidade, ou compatibilidade de tecidos), que é sabidamente responsável pelo extermínio de patógenos (células causadoras de doenças), pode também ser o culpado pela nossa escolha de parceiros, através de moléculas voláteis emitida pelo tecido epitelial (ou, cheiro de suor) e pela troca de fluidos enzimáticos salivares (ou, beijo de língua).</p>
<p>Por se tratar primordialmente de algo que nos ajuda a combater infecções e corpos estranhos, é interessante que, em prol do melhoramento genético, nós escolhamos parceiros com características diferentes e complementares às nossas.<br />
A melhor maneira de fazer essa escolha, sem a necessidade de seqüenciamento e posterior comparação do nosso material genético, é ter um mecanismo que faça isso por nós (sem que saibamos, para não arruinar o mistério da paixão) e que seja facilmente detectado por nossos sentidos.</p>
<p>Primeiro, vemos o formato do parceiro em potencial.<br />
Se nos agrada, nos aproximamos, ficando a uma distância dentro do raio de cheiro do outro.<br />
Se nos é prazeroso, testamos uma dose mais concentrada em forma de saliva.<br />
Tato ajuda na última parte, Audição fica de fora, porque alguém tem que prestar atenção a Dentes-de-Sabre famintos nas redondezas.<br />
Infelizmente, nós inventamos uma maneira de esculhambar o sistema.</p>
<p>Anticoncepcionais.</p>
<p>Já que não dá mais para procriar, para quê se preocupar com a prole perfeita?<br />
Segundo alguns <a href="//www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7630893">estudos</a> (cientistas estão sempre estudando mecanismos de atração sexual, já notaram isso?), contraceptivos orais (A Pílula) tendem a reverter o processo, confundindo as mulheres, fazendo-as escolher parceiros com MHC semelhante ao delas.<br />
Mas, novamente, qual o problema nisso? Ninguém vai nascer mesmo...</p>
<p>Isso é mais um bala no meu rifle <a href="//uoleo.wordpress.com/2008/05/01/da-estrutura-ossea/">anti-cosméticos</a>. Além de me fazerem espirrar e suar profusamente, perfumes ainda mascaram meu MHC. Ao inferno com eles!</p>
<p>Não sei quantos dos meus leitores seguiriam o conselho de um Nerd semiprofissional, mas evitem perfumes. Um banho bem tomado com um sabonete bom é suficiente.<br />
O melhor aroma para você é o natural da sua pele.<br />
Menos o de debaixo dos braços. Use um desodorante (sem perfume) pela caridade...<br />
Ou a menos que você coma MUITO alho ou esteja tomando antibióticos.<br />
Ou trabalhe diretamente com enxofre.<br />
Ou como fritador de hambúrgueres (huummm, <a href="//sensorymetrics.com/wp-content/uploads/2007/08/homerwhopper.jpg">hambúrgueres</a>...).</p>
<p>P.S. Escutem Luiz Gonzaga.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A morte do vaqueiro - Luiz Gonzaga e Nélson Barbalho]]></title>
<link>http://poemia.wordpress.com/?p=122</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 00:36:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Caburé</dc:creator>
<guid>http://poemia.pt.wordpress.com/2008/05/02/a-morte-do-vaqueiro-luiz-gonzaga-e-nelson-barbalho/</guid>
<description><![CDATA[A morte do vaqueiro - Luiz Gonzaga e Nélson Barbalho
Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
L]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A morte do vaqueiro - Luiz Gonzaga e Nélson Barbalho</p>
<p>Numa tarde bem tristonha<br />
Gado muge sem parar<br />
Lamentando seu vaqueiro<br />
Que não vem mais aboiar<br />
Não vem mais aboiar<br />
Tão valente a cantar</p>
<p>Tengo, lengo, tengo, lengo,<br />
tengo, lengo, tengo</p>
<p>Ei, gado, oi</p>
<p>Bom vaqueiro nordestino<br />
Morre sem deixar tostão<br />
O seu nome é esquecido<br />
Nas quebradas do sertão<br />
Nunca mais ouvirão<br />
Seu cantar, meu irmão</p>
<p>Tengo, lengo, tengo, lengo,<br />
tengo, lengo, tengo</p>
<p>Ei, gado, oi</p>
<p>Sacudido numa cova<br />
Desprezado do Senhor<br />
Só lembrado do cachorro<br />
Que inda chora<br />
Sua dor<br />
É demais tanta dor<br />
A chorar com amor</p>
<p>Tengo, lengo, tengo, lengo,<br />
tengo, lengo, tengo<br />
Tengo, lengo, tengo, lengo,<br />
tengo, lengo, tengo</p>
<p>Ei, gado, oi<br />
E... Ei...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luiz Gonzaga]]></title>
<link>http://poemia.wordpress.com/?p=74</link>
<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 03:21:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Caburé</dc:creator>
<guid>http://poemia.pt.wordpress.com/2008/04/14/luiz-gonzaga/</guid>
<description><![CDATA[Retirado de MPBnet

Foto: Mário Luiz Thompson
Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de deze]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Retirado de <a title="MPBnet" href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/luiz.gonzaga/index.html">MPBnet</a></p>
<p style="text-align:center;"><img style="vertical-align:middle;" src="http://www.mpbnet.com.br/musicos/luiz.gonzaga/images/lg.gif" alt="" width="216" height="288" /></p>
<p style="text-align:center;">Foto: Mário Luiz Thompson</p>
<p><strong>Luiz Gonzaga</strong> nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste. Pensando nisso compôs dois chamegos: "Pés de Serra" e "Vira e Mexe". Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “ Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.</p>
<p>No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.</p>
<p>Nos seus vários anos de carreira nunca perdeu o prestígio, apesar de ter se distanciado do palco várias vezes. Os modismos e os novos ritmos desviaram a atenção do público, mas o velho Lua nunca teve seu brilho diminuído. Quando morreu em 1989 tinha uma carreira consolidada e reconhecida. Ganhou o prêmio Shell de Música Popular em 87 e tocou em Paris em 85. Seu som agreste atravessou barreiras e foi reconhecido e apreciado pelo povo e pela mídia. Mesmo tocando sanfona, instrumento tão pouco ilustre. Mesmo se vestindo como nodestino típico (como alguns o descreviam: roupas de bandido de Lampião). Talvez por isso tudo tenha chegado onde chegou. Era a representação da alma de um povo...era a alma do nordeste cantando sua história...E ele fez isso com simplicidade e dignidade. A música brasileira só tem que agradecer...</p>
<p><em><span style="font-family:verdana,arial,helvetica;font-size:x-small;"><a href="http://www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/tatiana.rocha/index.html" target="_blank"><em>Tatiana     Rocha</em></a></span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Volta da Asa Branca - A Backland Social Dance Song]]></title>
<link>http://brasis.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 03:32:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>tudobeleza</dc:creator>
<guid>http://eyesonbrazil.wordpress.com/2008/03/27/a-volta-da-asa-branca/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;
A Volta da Asa Branca (Return of the Picazuro Pigeon) is one of the best known songs to emer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/XI0PNxTHqwU'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/XI0PNxTHqwU&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><span style="display:inline;">"</span></p>
<p><span style="display:inline;">A Volta da Asa Branca (Return of the Picazuro Pigeon) is one of the best known songs to emerge from the Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira partnership. Their version drew on a traditional tune, to which they added new lyrics and an arrangement. It was first recorded in 1947, followed by numerous other recordings, but perhaps the 'classic' version of the song is the one of 1952, in which it was first presented as a <span style="color:#ff0000;"><em>baião</em></span> (a popular Northeastern song and dance). The lyrics center on the image of the asa branca, a Northeastern bird. It is said that the asa branca is the last living creature to leave the Northeast during a drought. If the asa branca flies away, one can be sure that it won't rain that year.</span> Asa Branca' is a baião.</p>
<p>The baião is a popular dance of Northeastern Brazil that may have emerged in the 19th century. The baião is one of the dances used in the forró, the Northeastern term for a social dance. Some people claim that the word 'forró' is a corruption of the English 'for all'. Allegedly the announcements for social dances which British companies organised for their employees in Recife during the 19th century stated that they were 'for all'. Whether fact or fiction, in time social dances throughout Northeastern Brazil came to be known as forrós. "  (courtesy of David Byrne &#38; Co.)</p>
<p>Apparently there exist many versions of this song, with some people even saying that a lesser version of the song was sung long before being recorded by Luiz Gonzaga. Of the two popularly recorded versions, I prefer the one Tom Zé sings in the video above which was originally recorded by Luiz Gonzaga and Zé Dantas, as opposed to the other in which Zé Dantas is replaced by Humberto Teixeira. This other version carries with it different lyrics on the same subject.<span style="color:#000000;"></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#996633;">A Volta da Asa Branca (1950) – nesta toada-baião, Zedantas retrata a alegria do sertanejo ao ver a Asa branca voltar ao Sertão e, com ela, chegam as primeiras chuvas, a esperança do sertanejo. Luiz Gonzaga, em entrevista ao Globo Repórter – TV Globo (1985), afirma que “A Asa branca é o símbolo da dor e do sofrimento na seca. Quando a seca queima o Sertão, até a Asa branca vai embora”. </span></span></p>
<p>A Volta da Asa Branca (1950) - in this baião ditty, Zé Dantas repaints the happiness of the backwoodsman upon seeing the Asa branca return to the Backlands and, with it, the first rains, the hope of the backwoodsman. Luiz Gonzaga, in an interview with Globo Reporter - TV Globo (1985), affirmed that "The Asa branca is a symbol of the pain and of the suffering that occurs in the dryness. When the dryness scorches the backlands, the Asa branca goes away"<img src="http://farm4.static.flickr.com/3120/2365845904_52d9e705bf_o.png" alt="" width="343" height="597" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Videos: Forró Music and Dance]]></title>
<link>http://mandingueira.wordpress.com/?p=160</link>
<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 17:33:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joaninha</dc:creator>
<guid>http://mandingueira.com/2008/03/25/videos-forro-music-and-dance/</guid>
<description><![CDATA[Following up yesterday&#8217;s post, here are a few forró dance and music videos to go along with i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Following up <a href="/2008/03/24/capoeira-e-danca-part-3-forro/">yesterday's post</a>, here are a few forró dance and music videos to go along with it!</em><br />
<BR><br />
This is a fun/offbeat music video of "Asa Branca", Luiz Gonzaga's most famous and successful hit.  It's a rendition by Forró in the Dark featuring David Byrne, and is sung in English but keeps the original, familiar music and melody!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/v8OWpeF8jy0'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/v8OWpeF8jy0&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
<BR><br />
Another fun video showing a couple really dancing it up.  I'm not sure exactly what style of forró this falls under, but it's fast and energetic.  It also very clearly blurs the line between sensual and sexual (note the non-existent skirt, innuendo, and gyrating), but you can't say they don't have skill. XD</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/iPOoPKUQ48c'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/iPOoPKUQ48c&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
<BR><br />
Finally, a slightly more formal/"professional"/technical sample, demonstrating the <em>baião </em>style of forró:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/XYEaRRuGvo8'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/XYEaRRuGvo8&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
<BR><br />
<a href="http://mandingueira.wordpress.com/2008/01/10/capoeira-e-danca-new-series/"><strong><font color="#515151">Click here to see other posts in </font><font color="#0000ff">Capoeira é Dança</font></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Capoeira é Dança, Part 3: Forró]]></title>
<link>http://mandingueira.wordpress.com/?p=159</link>
<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 22:58:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joaninha</dc:creator>
<guid>http://mandingueira.com/2008/03/24/capoeira-e-danca-part-3-forro/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;It Came from the North!&#8221;
In the harsh, blistering backlands of northeast Brazil, a futu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#0000ff"><img border="1" vspace="5" align="left" width="228" src="http://img442.imageshack.us/img442/9272/forro2uy0.jpg" hspace="10" alt="Forró dancers and musicians having a good time!" height="320" />"It Came from the North!"</font></strong></p>
<p>In the harsh, blistering backlands of northeast Brazil, a future musical sandstorm found its roots in the rural music and dance of sundried Brazilian desert dwellers. Known as the <em>sertão</em> region, these notorious 1.5 million square kilometres are parched to begin with, and undergo seasonal droughts every year. When the rains would finally apparate, they summoned celebration in the form of song and dance---what would become the earthy, magnetic <strong>forró</strong>.</p>
<p>Forró conquered all of northeastern Brazil to the point of becoming a regional icon, but the dance and music suffered disdain from those in the south. Coming from the rural backlands, it was deemed an unsophisticated past-time for country bumpkins by those who were used to waltzing across urban dance floors between mazurkas, foxtrots, and tangos.</p>
<p>However, the old-fashioned, good-times rhythm and dance eventually won southeastern hearts and ears thanks to the efforts of Luiz Gonzaga (1912-1989), forró's undisputed hero. He "modernized" the original forró rhythm, known as <em>baião</em>, and introduced it to southeastern Brazil in the 1940s, starting in Rio de Janiero. His song "Asa Branca" became an international hit, and soon following that, the whole genre of forró along with it!</p>
<p>Since then it has surfed waves and troughs of popularity, falling into the shadow of dances like samba and bossa nova in the 60s, and is now at the height of comeback from a revival in the 90s. Forró is featured annually in Brazil's <em>Festa Junina</em> (June Festival), and according to one source is now celebrated on Luiz Gonzaga's birthday, December 13th, as "National Forró Day" in Brazil.  One of the most popular modernized forró bands today is New York City's <a href="http://forrointhedark.com/">Forro in the Dark</a>.</p>
<p><strong><font color="#0000ff">Dancing with Words</font></strong></p>
<p>The word "forró" refers to the musical genre as well as all the dance styles it encompasses, or is used even as a general term for all northeastern Brazilian music and dance. There are two main possibilities for how this genre got its name. The first is that "forró" came from the word "forrobodo", which means "great party" or "commotion". Ironically, "forrobodo" itself came from "forbodó", which was Portuguese for a dull party!</p>
<p>The other version evokes colonialism and society balls, when either British landowners or engineers working on the Great Western Railroad would throw extravagant parties that were advertised as "for all", including railroad and other workers. "Forró" ("foh-ho") was the Brazilian form of pronouncing and spelling the phrase.</p>
<div style="text-align:center;"><img border="1" vspace="10" width="320" src="http://img412.imageshack.us/img412/9703/forroqa4.jpg" alt="Partially modernized forró music band" height="241" /></div>
<p><strong><font color="#0000ff">Sing Like No One Is Listening</font></strong></p>
<p><em>A lone sertanejo farmer plods towards the southern cities, leaving his beloved sertão of the north behind. He sings simple melodies of his hard life in the dry, dry desert, of thankless migration, going from favela to favela looking for work. All he wants is for the drought at home to pass, for the rains to return, so he can return as well; this longing, nostalgia, homesickness---saudade---is added to his song. Eventually, he weaves in other themes as well: love won and lost, passion and jealousy, romance and former lovers. It all ends up in lyric and melody, along with his simple love for the relief of dance, in word and body.</em></p>
<p>Traditionally, forró music consists of three instruments: the accordion, the triangle, and the zabumba, which is a Brazilian, hand-held bass drum. Modernization of the genre has also added keyboards, electric guitars, and/or drums to the music, but always ultimately retaining forró's original rustic, folksy sound beneath. Modern day lyrics have also sometimes departed from the themes described above to include more innuendo or humour.</p>
<p><strong><font size="+0"></font></strong></p>
<p><strong><font color="#0000ff">Party Mix</font></strong></p>
<p>Forró is used to mean forró music as well as forró dance, and there are several variations of both, depending on time period, region, influence, and setting:</p>
<p><strong><font color="#3366ff">Forró pé-de-serra</font></strong> (forró at the "foot of the mountain") is considered the original forró dance, and uses nothing more than the familiar accordion/triangle/zabumba instrumental trio.</p>
<p><strong><font color="#3366ff">Baião</font></strong> is a quick, 2/4 syncopated rhythm that was originally used for forró. It was this rhythm that Luiz Gonzaga "modernized" and took to the world in the mass popularizing of forró.  Baião music was connected with Afro-Brazilian drumming and linked to African circle dances ("African circle dances"? <em>hmmm...</em>) and performed during <em>desafios</em>, or "poetic duels".</p>
<p><font color="#3366ff"><strong>Xote</strong></font> was the main forró dance and rhythm variation that helped increase forró's popularity throughout Brazil. It has a slower beat, incorporated pop-rock music, and is popular among young southeastern, southern, and centre-western Brazilians.</p>
<p><strong><font color="#3366ff">Arrasta-pé</font></strong> is the final "traditional" rhythm used in forró music, characterized by being faster than the other two main rhythms, <em>baião</em> and <em>xote</em>.</p>
<p><font color="#3366ff"><strong>Forró universitário</strong></font> (or <em>college forró</em>) flourished in the early 1990s, named for the majority of southeast Brazilian, middle-class "students, intellectuals, and urban culture brokers" who hit the dance floors to smoothened forró harmonies infused with salsa, samba-rock, and African-derived blues, but still played on traditional instruments. While the music of forró universitário does not sound very different from that of forró pé-de-serra, their respective dance styles are distinctly varied, as are the forró dance styles between northeast and southeast Brazil.</p>
<p><strong><font color="#3366ff">Forró estilizado</font></strong> is considered tacky and uncultural by forró traditionalists, stylized and electronically rendered as it is, moreover with the role of the accordion downplayed.</p>
<p>Other forró variations or related dances include <em>xaxado</em>, <em>coco</em>, and <em>galope</em>.</p>
<p align="center"><img border="1" vspace="10" align="middle" width="320" src="http://img444.imageshack.us/img444/1406/forro3pj2.jpg" alt="Forró dancers adding twist to their style" height="216" /></p>
<p><strong><font color="#0000ff">So You Think You Can Dance?</font></strong></p>
<p>Forró has been described as "a mixture of ska with polka in overdrive". Although there are numerous variants of this dance, the basic steps involve a couple dancing very close together. The man's left hand holds the woman's right hand as in a waltz (assuming the case of a straight couple), with the man's right arm around the woman's back and her left arm around his neck. At the same time, each dancer's right leg stays in between their partner's two legs, resulting in the African tradition of dancing with close pelvises. Forró is generally considered a sensual as well as upbeat dance.</p>
<p>Beyond these fundamentals, movements such as spins, fancy heel flourishes, and lifting a woman to sit on her partner's knee entered through the influence of salsa and other Caribbean dances. Still other styles may have partners, called forrozeiro/as, slightly or much farther away from each other while dancing. Luiz Gonzaga reportedly invented a new style of forró dance to go with each release of a new hit song!</p>
<p><strong><font color="#0000ff">Forró and Brazilian Identity in a Transnational Setting</font></strong></p>
<p>Every region of Brazil has its own distinct style of forró, some with different names, as well. <a href="http://www.drclas.harvard.edu/revista/articles/view/990">Megwen Loveless</a>, a PhD candidate at Harvard, describes perfectly how Brazilians' regional identities are pronounced in the very choreography and idiosyncrasies of each forró dancer's movements:</p>
<blockquote><p><font color="#993366">[W]hile forró music symbolizes the nation as a whole, Brazilians from various regions dance to it differently. Thus, forró dance styles allow Brazilians to feel a sense of national pride and belonging while simultaneously expressing regionalism and differentiating their provincial identities. Regional distinctiveness can be read through bodily expression on the dance floor, creating a lexicon through which Brazilians position themselves---and their local identities---in a transnational setting.</font></p>
<p align="center"><font color="#993366"><strong>...</strong></font></p>
<p><font color="#993366">Couples dancing forró generally followed the style of the male lead. Pernambuco: tight, tight dancing, with thighs intertwined and nothing to embellish the grinding. São Paulo: almost sporty, with casual turns and sexy pauses and clearly demarcated shoulder space. Rio: pretty twirls that remind me of latticework on a balcony in Lapa.</font></p>
<p><font color="#993366">Forró is a dance in which a national rhythm can find its voice in a variety of bodies. It is a performance in which regional accents play off one another. Ultimately, it is a genre in which diverse styles speak the same language, albeit with lilting cadences of difference. I've found that while forró music and lyrics can tell me about Brazilian national identity, forró dance elucidates Brazil's distinctive regional identities. Taken together, forró performance can shed light on both the unity and diversity of Brazilian identity.</font></p></blockquote>
<p><strong><strong><a href="/2008/01/10/capoeira-e-danca-new-series/">Click here to see other posts in <font color="#0000ff">Capoeira é Dança</font></a></strong> </strong></p>
<p><strong>Sources:<br />
</strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Forr%C3%B3">http://en.wikipedia.org/wiki/Forr%C3%B3</a><br />
<a href="http://travel.nytimes.com/2006/05/07/travel/07culture.html">http://travel.nytimes.com/2006/05/07/travel/07culture.html</a><br />
<a href="http://worldmusic.nationalgeographic.com/worldmusic/view/page.basic/genre/content.genre/forro_720">http://worldmusic.nationalgeographic.com/worldmusic/view/page.basic/genre/content.genre/forro_720</a><br />
<a href="http://www.basicalingua.com/culture.htm">http://www.basicalingua.com/culture.htm</a><br />
<a href="http://www.drclas.harvard.edu/revista/articles/view/990">http://www.drclas.harvard.edu/revista/articles/view/990</a><br />
<a href="http://www.ballet-dance.com/200609/articles/Abreu20060715.html">http://www.ballet-dance.com/200609/articles/Abreu20060715.html</a><br />
<a href="http://www.brazzil.com/content/view/9585/41/">http://www.brazzil.com/content/view/9585/41/</a><br />
<a href="http://www.downtownexpress.com/de_39/forrotakesmanhattan.html">http://www.downtownexpress.com/de_39/forrotakesmanhattan.html </a></p>
<p><strong>Picture sources:<br />
</strong><span><a href="http://www.joaowerner.com.br/images/urbanos/forro.JPG">http://www.joaowerner.com.br/images/urbanos/forro.JPG</a><br />
<a href="http://www.brasilafro.net/SPIP/IMG/jpg/forro.jpg">http://www.brasilafro.net/SPIP/IMG/jpg/forro.jpg</a><br />
<span><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/Show_de_forr%C3%B3.jpg/800px-Show_de_forr%C3%B3.jpg">http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/Show_de_forr%C3%B3.jpg/800px-Show_de_forr%C3%B3.jpg</a></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rosinha, de Luiz Gonzaga]]></title>
<link>http://todaselasjuntas.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 00:49:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sr. Billy Shears</dc:creator>
<guid>http://todaselasjuntas.pt.wordpress.com/2008/03/24/rosinha-de-luiz-gonzaga/</guid>
<description><![CDATA[A música Asa Branca foi composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira em 1947 e regravada diversas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A música Asa Branca foi composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira em 1947 e regravada diversas vezes pelos mais variados intérpretes da música brasileira.</p>
<p>A versão abaixo é cantada por Luiz Gonzaga.</p>
<p><a href="http://boomp3.com/m/15448bdb5e8f/luis-gonzaga-asa-branca">boomp3.com</a><img src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/Jmx*PTEyMDYzMjA*Nzg5NDcmcHQ9MTIwNjMyMDQ4MTc3MyZwPTcwNzUxJmQ9Jm49.jpg" style="visibility:hidden;width:0;height:0;" border="0" height="0" width="0" /></p>
<p align="center"> "Intonce eu disse<br />
Adeus Rosinha<br />
Guarda contigo<br />
meu coração"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luiz Gonzaga e Fagner]]></title>
<link>http://forrodahora.wordpress.com/2007/12/25/luiz-gonzaga-e-fagner/</link>
<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 14:21:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcelosa</dc:creator>
<guid>http://forrodahora.pt.wordpress.com/2007/12/25/luiz-gonzaga-e-fagner/</guid>
<description><![CDATA[Um dos grandes encontros que o forró proporcionou
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/smxEX71yaaA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/smxEX71yaaA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span>Um dos grandes encontros que o forró proporcionou</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desritmificações Podcast 005]]></title>
<link>http://sarestonpod.wordpress.com/2007/12/14/desritmificacoes-podcast-005/</link>
<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 22:30:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>sareston</dc:creator>
<guid>http://sarestonpod.pt.wordpress.com/2007/12/14/desritmificacoes-podcast-005/</guid>
<description><![CDATA[Olá,
Infelizmente estou sem muito tempo para escrever hoje e os problemas com a máquina continuam]]></d