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	<title>ma-educacao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ma-educacao"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 22:42:07 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Uma Universidade do Professorado Paulista?]]></title>
<link>http://coletivosopros.wordpress.com/?p=178</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 20:44:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Por Ronan
 
A obra de João Bernardo é rica em ensinamentos. Um desses está na constatação, fe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/10/secretaria.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-179" title="Maria Helena Guimarães de Castro" src="http://coletivosopros.wordpress.com/files/2008/10/secretaria.jpg" alt="" width="74" height="109" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por Ronan</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A obra de João Bernardo é rica em ensinamentos. Um desses está na constatação, feita pelo autor, de que as classes dominantes não se limitam a serem exploradoras e opressoras: elas apresentam, também, ações úteis e benéficas. Existem tanto interesses convergentes entre os exploradores e os explorados quanto necessidade de legitimação do poder exercido, o que faz surgirem ações que interessem tanto aos populares quanto aos senhores do mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por outro lado, embora acostumado a ouvir, desde 1997 ou antes, críticas ácidas à educação brasileira e paulista noto que, passados 11 anos, a eterna oposição aos governos paulistas não teve tempo e/ou capacidade para formular uma proposta pedagógica em torno da qual se mobilizasse. No próprio interesse da exploração, a elite pode ser benéfica enquanto há oposições pobres de sentido e conteúdo. <span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">São dois elementos a se ponderar na apreciação sobre o trabalho efetuado pela Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro. Ela e sua equipe têm introduzido um choque de gestão na educação paulista com vista a melhorar o assombroso nível desta. O grande mérito tem sido reconhecer alta e claramente que os professores não são suficientemente preparados para lecionar, nem quanto ao rumo e método, nem quanto ao conteúdo. Isso porque, vítimas de um ensino básico infeliz, conheceram, ainda, um ensino superior que fracassa na tentativa de formar bons professores, quando há alguma intenção desse tipo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A Secretária, com sua equipe de especialistas, assumiu a responsabilidade em definir um currículo comum às milhares de escolas, determinando o que deve ser ensinado em cada etapa de cada ano. Ao mesmo tempo, ofertou aos professores instruções quanto ao conteúdo e ao método a ser aplicado na gestão do ensino. As orientações chegaram, primeiro, mediante o <em>Caderno do Professor</em> e videoconferências; segundo, em videoaulas componentes de um curso on-line, ministrado à toda a rede. Curso esse orquestrado pelos próprios especialistas que se encarregaram da produção do <em>Caderno do Professor</em>, que, diga-se de passagem, constitui material de melhor qualidade que os livros didáticos ofertados.<span>    </span><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Para 2009, serão ofertados cursos de especialização -360 horas - nas diversas disciplinas componentes do currículo e outras três sobre gestão. Também, os professores poderão participar de cursos de informática, igualmente por Internet. Esse último é resultante de uma parceria com a Intel. Os demais são componentes da Univesp – Universidade Virtual do Estado de São Paulo – formada por um consórcio entre USP, UNESP e UNICAMP e que fornecerá cursos de acordo com a grade curricular e as necessidades da rede oficial de ensino, o que não é feito pelas faculdades atualmente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>As videoaulas são de muito boa qualidade, não deixando nada a dever às melhores aulas das melhores universidades paulistas ao passo que superam em muito as muitas aulas medíocres que caracterizam o ensino superior e as licenciaturas, tendo a vantagem de versar sobre os conteúdos que são aplicados em sala de aula, trazendo, ainda, experiências práticas de didática para serem problematizadas. Um fórum virtual é criado em torno de cada videoaula para possibilitar as dúvidas, apontamentos e debates suscitados. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>A Secretaria tem se encarregado de orientar a equipe gestora quanto aos procedimentos e para isso há, também, o <em>Caderno do Gestor</em> e oferecimento de cursos para qualificação na área. Mediante decreto tem procurado combater o absenteísmo e a rotatividade de docentes, assim como, introduzir a meritocracia como critério de classificação para escolha de aulas e obtenção de bônus salarial. Os mais de cem mil professores temporários serão submetidos à avaliação classificatória. Algumas medidas tomadas têm criado calorosas polêmicas. Inclusive, o governo se recusou a acatar lei federal que determina que um terço da jornada de trabalho deva ser destinada ao preparo de aulas, qualificação e correção de provas etc.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>De todo modo, embora o amplo debate que se possa fazer, a atuação da Secretaria é voltado para uma melhoria do ensino público e esse se inicia com a tomada de responsabilidade sobre a definição do currículo e a qualificação dos professores. Um sistema com mais de 150 mil professores – somente rede estadual – não pode ficar a cargo do mar desgovernado e lamaçal que é o ensino superior no país. Num lado, nenhuma regulamentação e/ou fiscalização permite que qualquer quartinho se assuma como unidade de ensino superior. No outro, uma autonomia universitária – esconderijo de anjos e demônios – permite que dinheiro e talento sejam jogados no lixo. No entanto, essas ações ficarão turvadas se, desde já, não se iniciar o combate ao clientelismo que, por toda a rede, infesta de gente desqualificada os mais importantes cargos. Sabe-se e assume-se, dentre outros, que o problema é de gestão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vértebra Social #2]]></title>
<link>http://voudetaxi.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 02:46:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>omirim</dc:creator>
<guid>http://voudetaxi.pt.wordpress.com/2008/09/17/vertebra-social-2/</guid>
<description><![CDATA[# Briga de pombos
Dia desses, numa das mais hypadas linhas da família laranja dos coletivos da cida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong># Briga de pombos</strong><br />
Dia desses, numa das mais <em>hypadas</em> linhas da família laranja dos coletivos da cidade, um bem vestido homem conversava de maneira ríspida com a esposa - os mais pudicos até taparam os ouvidos e exclamaram "ais!" e "uis!" entre um xingamento e outro. Tudo questão de má interpretação: minutos depois (e outras tantos telefones batidos na cara) o rapaz acionou uma locatária de quartos no Parque Continental - "o" <em>point</em> dos recém-descasados da 'city'. Tudo acertado, logo na seqüência o mistério se desfez: todo meigo, ele trocava carícias com uma fulana, a amante, e já combinava a comemoração que se aproximava, logo à noite... DIzem que ao saber, a esposa pediu mesmo o divórcio - já pensando na polpuda pensão - e falou um bom tanto de verdades - ao vivo - ao novo casal de pombinhos. Como? A-há: ela descobriu que o verdadeiro "Ninho do Pássaro" não era na China e foi lá dar suas bicadas.</p>
<p><strong>## Salve, simpatia</strong><br />
Essa é quente. Na última semana, enquanto se dirigia a uma <em>gig</em> profissional num 'superlow-profile', um jovem do 'low' se viu num deus-nos-acuda. Sentado no coletivo - um desconforto só... - teve de dividir o banco com um homem de meia-idade troncudo demais. Na luta silenciosa pelo espaço, esboçou um espasmo com as pernas e empurrou o "colega", que não gostou nada do que sentiu. "Tá empurrando minha perna por quê? Vai se f..., rapaz!", soltou o mal educado. Boas e más línguas estavam em consenso: ele dormira de calça jeans na noite anterior, e soltava fogo pelas ventas a qualquer inflexão alheia. Ao jovem rapaz restou se jogar num 'sono-fake' (na hora uma moça deu um incompreensível conselho: "Faz a Lúcia, muleque!"), que colou no afã do xinga-empurra. É, nossos Jardins já não são mais os mesmos...</p>
<p><strong>### Mr. Soluço<br />
</strong>Essa é para os 'lows' que se regozijam com as benesses de andar, vez ou outra, nos táxis (aqueles carros brancos de placa vermelha, em que se paga para ser levado em conforto para algum lugar). Ao som de sertanejo, um motorista muito do simpático - mas com a dicção comprometida como o prefeito Kassab e o Patolino - contava do dia em que levou um jovem executivo de uma renomada instituição financeira que bebera, mas bebera tanto, que não lembrava onde havia deixado o carro. Chegou em casa - no além ZL - sem eira, nem beira - e de táxi. Restou à esposa ir resgatar o carro. Mas quem ficou ainda mais insatisfeito foi o chefe do economista alcoolizado: sua competência não compensava o boleto que chegou da central de táxis.  O porre quase lhe rendeu a rua da amargura e o fim do casamento. Não que isso seja ruim em alguns casos, mas esse não é o ponto no momento.</p>
<p><strong>&#124; VÉRTEBRA SOCIAL &#124; MT#2</strong></p>
<p>A coluna <strong>social</strong> da classe C.<br />
O retrato dos <strong>Jardins</strong> - João XXIII, Luizziane e Boa Vista.<br />
A <strong>vida</strong> de quem vê a vida passar dentro de um ônibus.</p>
<p>*Às terças (ou não), no Vou de Táxi, a história de quem tenta ir de bumba. E seja o que Deus quiser.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nós, os professores]]></title>
<link>http://coletivosopros.wordpress.com/?p=122</link>
<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 20:39:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
<guid>http://coletivosopros.pt.wordpress.com/2008/08/09/nos-os-professores/</guid>
<description><![CDATA[Os professores têm se tornado pouco tolerantes a qualquer tipo de crítica que seja direcionada a e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores têm se tornado pouco tolerantes a qualquer tipo de crítica que seja direcionada a eles, o que os impedem de perceberem o quanto se tornaram um mandarinato falido; em geral atribui-se toda a culpa do fracasso educacional ao governo do PSDB e seus gestores, o que é correto, contudo não é novidade. Os professores deveriam assumir uma postura mais aberta e perceber que de alguma forma a educação chegou nessa situação com a conivência dos mesmos. Sabemos, já disse, de toda esculhambação feita pelo governo,  mas existe uma parte de culpa dos professores, seja por falta de reação, seja por compactuar com formas de sabotagem escolar que visam somente a solução individual do problema, explico: professores que obedecem servilmente aos diretores para assim conseguir algum cargo burocrático na escola e assim se livrar da sala de aula, professores que enrolam para entrar na sala de aula esperando assim que os alunos se retirem, reuniões de HTPC sem propósito algum, alunos tratados em geral como delinqüentes e burros e etc.<br />
Afirmo isso em decorrência do debate suscitado pelo Rodolfo, e na tentativa de colaborar, quero atentar que cabe aos professores uma atitude mais combativa em suas unidades escolares, pois entendo que se em algumas escolas temos um contingente de mais de 50 professores, se os mesmos desencadearem formas de resistência e ação coletiva não há gestor que consiga se opor totalmente, ainda mais que há gestores que só passam na unidade escolar para tomar um café. Entendo por ação coletiva politizar os HTPCs, realizar eventos culturais na unidade escolar, abrir as portas das bibliotecas e salas de informática, debater práticas pedagógicas, e lutar para democratizar as relações na escola. Não adianta falarmos em revolução e emancipação se em sala de aula não quebrarmos essa hierarquia imposta aos alunos, pois ainda há professores que lamentam uma outrora autoridade perdida. Há  que se chamar os alunos para o debate, pois boa parte deles já está no mundo trabalho, são até pais, dizer que são irresponsáveis ou isso e aquilo é somente uma meia verdade, são sujeitos que desempenham muito bem sua função de trabalhadores e outras mais, se comportam mal em sala de aula simplesmente por que a mesma como está perdeu o sentido para eles. Devemos também realizar um amplo estudo da nossa realidade escolar e profissional, pois enquanto em algumas grandes cidades professores se locomovem de ônibus e são submetidos a condições de trabalho mais precárias, em cidades interioranas são a nata da classe média, assinam a Veja, esperam a volta da OSPB e culpam o fracasso educacional do país ao clima quente.<br />
Desculpem-me os professores combativos, mas também sou professor e me permito a crítica; as mudanças e melhorias na educação não virão com míseros aumentos salariais, envolve uma tomada de atitude mais combativa dos professores que não seja somente com greves puxadas   por um sindicato pouco confiável e que possui uma proximidade física e moral com a Secretaria da Educação que muito me intriga. Mobilizar os alunos e seus pais para os problemas da escola, como apontou o Rodolfo, talvez seja uma boa saída para o futuro da educação.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No Divã da Lia]]></title>
<link>http://liawinter.wordpress.com/?p=259</link>
<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 01:28:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lia Winter</dc:creator>
<guid>http://liawinter.pt.wordpress.com/2008/08/04/no-diva-da-lia/</guid>
<description><![CDATA[Eis que recebi este comentário hoje:

Comentário novo em seu artigo #37 &#8220;Lição de Vida n°]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que recebi este comentário hoje:</p>
<blockquote>
<p style="padding-left:30px;"><span style="color:#000080;">Comentário novo em seu artigo #37 "Lição de Vida n° 1 - A história dos  Sapinhos"<br />
Autor : Guilherme (IP: xxxxxxxxxx)<br />
Comentário:<br />
<strong>Gostei  manda mais para o meu msn <span style="text-decoration:underline;">presizo</span> de lições para <span style="text-decoration:underline;">min </span>ligar na vida.</strong></span></p></blockquote>
<p>Que segunda-feira mais feliz, minha gente!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre a Solidão e a Luta dos Professores]]></title>
<link>http://coletivosopros.wordpress.com/?p=88</link>
<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 19:29:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
<guid>http://coletivosopros.pt.wordpress.com/2008/07/30/sobre-a-solidao-e-a-luta-dos-professores/</guid>
<description><![CDATA[Por Ronan         
            É já um pensamento comum a afirmação de que, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por Ronan        </span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">            É já um pensamento comum a afirmação de que, passados muitos anos, embora praticamente tudo tenha mudado na sociedade, a escola permaneceu inalterada. O mesmo se pode afirmar quanto às formas de luta dos professores e quanto o comportamento dos usuários desse serviço público: alunos e pais. Enquanto os docentes permanecem adotando o velho modelo de paralisação das aulas, os alunos e a comunidade permanecem apáticos, negando-se a lutar pela melhoria do nível educacional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>O fracasso da luta dos professores está intrinsecamente relacionado ao fracasso da educação em geral e tem sua principal razão de ser, primeiro, na postura de negação do saber por parte do aluno e, segundo, na apatia e desinteresse dos pais. Dos alunos têm-se a sabotagem ao processo formativo, no qual eles se esforçam por anos e anos em não aprender os conteúdos ofertados e dos pais tem-se a apatia, o desapego às questões educacionais, o que os faz relegar o aprendizado dos conteúdos e, por vezes, os próprios condicionamentos morais à escola e, ainda, os leva a absterem-se da luta pelo oferecimento de melhores serviços, da mesma forma que procedem quanto a tudo o mais: saúde, segurança, lazer. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Por mais que se fale e cite prazerosamente Paulo Freire, Anísio Teixeira, Fernando Azevedo e outros idolatrados pedagogos, a educação brasileira tem seu potencial seriamente limitado enquanto não entra em cena o principal beneficiado com a possível e urgente melhoria desta: a pletora de usuários apáticos e conformados dos serviços públicos. Sem a atuação exigente e crítica da clientela da educação básica pública o debate e as ações ficam subsumidos aos de dentro, universidade, governo e professores, e aos empresários, mídia e umas poucas ong´s. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>A universidade desvencilhou-se há muito de qualquer preocupação com a qualidade do ensino básico; as ong´s, embora muitas sejam heróicas, não possuem potencial para suplantar projetos limitados de forma setorial, regional, quando não, temporalmente; empresários, governo e mídia têm cerrado fileira contra a precariedade da educação pública, no entanto, sem colocar em pauta as suas próprias responsabilidades. Do empresariado, principalmente, por não atentar que a precariedade empregatícia e salarial é um condicionante do fracasso educacional; da mídia, por não se ver como indutora de futilidades perniciosas, ou numa outra linha, portadora de um elitismo que impede uma absorção mais plena dos conteúdos por ela ofertados; do governo, por nunca se assumir como responsável pela péssima gestão da educação – o mais degradado dos serviços públicos - entregue ao casuísmo e ao abandono estrutural que inclui a existência de escolas de lata e/ou sem energia elétrica, ausência de bibliotecas e toda infinidade de suporte pedagógico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Restam os professores. Estes, por sua vez, embora sejam os mais atuantes, ficam subsumidos a uma posição defensiva, procurando amenizar ou livrar-se da degradação que tenta arrastá-los. Linhas de frente do serviço público mais amplo, se vêem corpo a corpo com a barbárie em que estão inseridas as classes C D e E, os mais precarizados, que constituem a clientela usual. Essa barbárie adentra portão numa torrente de sabotagem educacional, palavrões, xingamentos, agressões morais e físicas, vandalismos e irracionalismos de todo o tipo, que incluem alunos que defecam e urinam em sala a outros que berram ininterruptamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Incapazes de irem mais além, os professores se esforçam por manter um certo patamar salarial, tendo como referência de vida a classe B, estrato denominado classe média, muitas vezes dobrando jornadas ou realizando outras tarefas que lhe permitem aumentar o rendimento familiar. Como a esmagadora maioria é constituída por mulheres, e como o professorado tende a ter poucos filhos, num modelo social onde o homem permanece como o principal provedor, geralmente o salário do professorado surge como um complemento ao salário familiar que permite a muito custo manter essa desejada situação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Por posição meramente defensiva entende-se a inexistência do professorado quanto à temas candentes – aborto, drogas, criacionismo nas escolas, cotas, milícias -; a inexistência de um projeto pedagógico próprio e um modelo disciplinar e metodológico autônomo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Embora a categoria possua sindicatos com estruturas e orçamentos vultosos, estes também são desprovidos de um projeto pedagógico singular, sempre se limitando a opinar a respeito das propostas governamentais, quase sempre ao sabor da composição partidária no poder e do momento. Nem mesmo um corpo de profissionais para pensar e propor um regime disciplinar, um sistema de ensino, documentários, pesquisas e materiais diversos que poderiam servir de instrução aos professores, assim como, de debate, os sindicatos tem se mostrado capazes e/ou, principalmente, interessados. Com algumas exceções, que se dão por conta da ação independente de algumas sub-sedes da estrutura sindical e/ou grupos independentes locais, é que se restaura o papel pedagógico do sindicato, com a realização de palestras, debates sobre vídeos, discussões, cursos, leituras, confraternizações. No Brasil, os sindicatos do professorado constituem oportunidade para chegar-se a vereador, deputado, prefeito, senador; para tornar-se administrador de enormes estruturas, amplas posses e fundos financeiros, livrar-se do trabalho em sala, de forma que o horizonte é o da ascensão social, desvencilhando-se dos problemas da categoria. Tal perspectiva faz com que grupos políticos lutem com todas as forças para manterem-se na direção sindical, recorrendo-se até a espancamentos e mortes, num pleno ganguismo sindical. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>A profissão de educador – talvez, a única na qual onde se tem que brigar para trabalhar e onde nunca se recebe um agradecimento – submerge o indivíduo numa situação na qual esmagadoramente só existe como objeto de pretensões alheias. Tanto universidade, Ong´s, mídia, governo, empresários quanto os dirigentes sindicais se postam como administradores do professorado, aos quais, dessa forma, só cabe ouvir as inúmeras receitas formuladas de toda parte e seguir as orientações pretendidas. Entretanto, embora existam inúmeros candidatos à salvador da educação pública, não há um único que assuma<span>  </span>0,1% sequer da responsabilidade sobre o fracasso educacional.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Nesse contexto, e apesar de tudo, somente dentre os alunos e pais se encontra quem não veja o professor unicamente como objeto a ser dirigido, administrado. É ai que existe o fermento que falta à luta dos professores. Toda luta de trabalhadores de setores públicos que não esteja fundada ou vinculada nos interesses e na participação da clientela desse mesmo setor tende a se limitar seriamente, cerceando-se aos estreitos horizontes da mera reposição inflacionária. É no trato com a sociedade, na aliança com a clientela da educação, que se repousa a possibilidade de fortalecimento da luta dos professores. Para tanto, se não antes, durante os momentos de luta, deve-se buscar a instrução e discussão coletiva sobre as questões pedagógicas e os problemas educacionais, abrindo-se à participação da comunidade escolar. Sem instrução durante os processos de luta, os professores tendem a permanecer sozinhos, na esteira eterna da reposição inflacionária.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">            </span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reflexão sobre a Greve dos Professores]]></title>
<link>http://coletivosopros.wordpress.com/?p=38</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 20:23:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
<guid>http://coletivosopros.pt.wordpress.com/2008/07/24/reflexao-sobre-a-greve-dos-professores/</guid>
<description><![CDATA[
Pq os professores não lutam durante o recesso escolar?
Por Rodolfo 07/07/2008 às 07:08 

Quando o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p><span class="EC_articletitle"><strong>Pq os professores não lutam durante o recesso escolar?</strong><br />
</span><span class="EC_articleauthordate"><em>Por Rodolfo 07/07/2008 às 07:08</em> </span></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Quando os professores possuem a possibilidade de lutarem integralmente, preferem ir à praia e assistir tv. Afinal, não há o inimigo a ser prejudicado: o aluno.</strong></p>
<p>Agora que se encerram as aulas, os professores poderiam se dedicar integralmente a lutar pela questão educacional mas, contraditoriamente, encerram a luta. A mentalidade e o modelo de luta adotado pelos professores é a mesma dos metalúrgicos: parar de trabalhar, trabalhar de forma mais lenta, sabotar. No entanto, esse modelo é eficaz para os metalúrgicos, que conseguem afetar diretamente o patrão, enquanto na educação o único afetado é o aluno e seus pais, que não perdem tanto a aula, mas o direito de utilizar o espaço escolar. Contrariamente, os professores da educação básica deveriam seguir o modelo de luta adotado pela universidade no qual a pressão sobre os governantes não possui somente a fórmula única e velha de parar as aulas, não impede o uso da estrutura pública e envolve os alunos e a comunidade escolar em sua atuação. Fundamental seria iniciar formas de luta em que os alunos e pais não fossem prejudicados, com atos nos finais de semana, no recesso, com discussão e intrução coletiva sobre as questões educacionais. O recesso é um excelente momento para lutar, mas os professores preferem ir à praia. Depois virá novas paralisações, numa mentalidade onde se entende que a burocracia escolar é dona da escola e que o aluno é o inimigo. Ao menos não deveriam dourar a egóica preocupação salarial e carreirista com inúmeras bandeiras referentes aos problemas educacionais. Enquanto a luta por educação for sinônimo de exclusiva luta salarial e enquanto os usuários dos serviços públicos não se mobilizarem para exigir educação de verdade, os professores continuarão sozinhos. Solitários contra o gangsterismo sindical e solitários contra o governo, que não os quer ouvir.</p></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Falta de Educação]]></title>
<link>http://portugalnaufragado.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 19:57:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>alcaminhante</dc:creator>
<guid>http://portugalnaufragado.pt.wordpress.com/2008/07/08/falta-de-educacao/</guid>
<description><![CDATA[Parece que está muito na moda falar-se de Educação.
Não conseguimos assistir a um telejornal ou ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div id="jnan">Parece que está muito na moda falar-se de Educação.<br />
Não conseguimos assistir a um telejornal ou a um debate televisivo sem que nos apareça pela frente alguém a salientar a importância do conceito, embora este nos acabe por parecer um pouco abstracto pois em última análise nem os próprios intervenientes parecem saber muito bem do que falam. Como diz o outro -"falam,falam,falam,falam"- mas depois o que conta já nem são própriamente os resultados de tanta preocupação pedagógica mas sim garantir que o politicamente correcto impera no que toca a aparências.<br />
E nem vale a pena politizarmos o assunto, pois a suposta e maravilhosa preocupação com a qualidade da Educação neste nosso país á beira-mar naufragado, percorre todo o espectro político e não é por aí que o assunto deixa de ser menos válido, pois lembro-me de já ter visto de tudo na televisão. Desde o minístro de esquerda até ao psicólogo de direita, parece que toda a gente concorda que o tema da Educação deveria ser um dos mais importantes para o desenvolvimento deste nosso país que cada vez mais se afunda no politicamente correcto em vez de mergulhar na real resolução dos problemas.<br />
No entanto não precisamos de ir muito longe para constatarmos in-loco que a realidade é algo muito diferente. Basta ter um filho em idade escolar numa escola pública.</div>
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<div id="jnan4">Não se iludam, o nível da criança-estudante neste nosso Portugal não se mede de forma nenhuma pela imagem que programas de ficção-científica como o "Sabe Mais que um Miudo de Dez Anos" nos impingem aos sentidos e ao intelecto todas as noites pela televisão e onde parece que tudo vai bem no que toca ao genial aproveitamento escolar da actual criancinha-modelo Portuguesa quando a realidade é bem menos gloriosa. É preciso não esquecer que as muito bem educadas criancinhas participantes são inevitávelmente oriundas de familias de classe-média-alta no mínimo e têm por isso a oportunidade de frequentarem as melhores escolas privadas onde certamente terão um ambiente muito diferente do típico adolescente português que não tem outra alternativa a não ser frequentar uma instituição pública.</div>
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<div id="jnan6">Quem tem o azar de ser encarregado de educação de um aluno que frequente uma escola pública, inevitávelmente irá ouvir queixas intermináveis dos professores mesmo que tais queixas nem tenham a ver com o seu educando e sim com os filhos dos outros. Ir a uma reunião de pais numa escola pública actualmente é uma boa maneira de absorver um bocadinho dessa realidade tão distante dos concursos televisivos cheios de pequenos alunos de nota 5 em todas as disciplinas.<br />
É nessas reuniões que aqueles professores que ainda parecem preocupar-se minimamente com o futuro dos seus alunos, aproveitam para desabafar a frustração junto dos encarregados de educação acabando por vezes ainda mais frustrados ao perceberem que os seus alunos não só são um reflexo dos pais, como muitos encarregados de educação ainda se importam menos com o que os putos fazem na escola, pois o que não falta por aí são verdadeiras bestas que estão plenamente convencidas que os professores têm a obrigação de dar aos putos a educação que eles nunca receberam em casa. Mas isto agora levar-nos-ia muito longe.<br />
O que importa agora realçar é que pelo que já constatei, parece não haver professor que não se queixe hoje em dia do facto das criancinhas estarem cada vez mais desinteressadas da escola e da sua gritante falta de preparação ou cultura geral mesmo numa era que seria suposto ser de grande informação.</div>
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<div id="jnan10">Eu sou o primeiro a confessar que de uma forma genérica a imagem que eu tenho da maioria dos putos de liceu é a pior possível.<br />
No entanto os acontecimentos deste último ano lectivo e o facto de eu ter estado mais a par do que se passa pelo menos na escola que conheço, abriu-me os olhos para um tipo de realidade a que se calhar eu próprio nunca tinha prestado muita atenção até precisar de apoio para um aluno e ter encontrado algumas particularidades curiosas que me fazem cada vez mais acreditar que se calhar o tão falado problema da falta de aproveitamento escolar não estará tanto nas políticas de educação, mas sim nas pessoas que as aplicam e acima de tudo na forma como essas pessoas responsáveis por cada escola lidam com o público que supostamente deveriam servir e ajudar a formar.<br />
Cada vez me convenço mais que a razão de todas as politicas de educação falharem sucessivamente não importa que cor politica esteja no Governo, tem mais a ver com a própria natureza humana e as acções dos intervenientes em cada caso particular do que própriamente com uma responsabilidade politica central.<br />
E deixem-me dar-vos um bom exemplo.</div>
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<div id="jnan15">O que não falta actualmente é discurso politicamente correcto, reafirmando o quanto todos os alunos são iguais perante a escola e como essa mesma escola deve contribuir para que o ambiente no seu recinto seja uma das principais razões para que os putos gostem de estudar e se sintam bem nas instalações, desenvolvendo laços sociais entre eles e contribuíndo para dar também ao estabelecimento a melhor reputação possível.<br />
E claro, segundo o paleio oficial, sempre que estes alunos tenham algum problema, eles que não hesitem em recorrer aos adultos, principalmente aos professores.<br />
Isto claro é a versão de fantasia que existe apenas na imaginação de quem escreve estes discursos políticos hilariantes.<br />
A realidade é que salvo raras e espectaculares excepções, muitos professores estão perfeitamente se borrifando para os alunos.<br />
Temos depois a queixa constante de que os pais dos alunos não participam. Os pais estão sempre ausentes, não aparecem na escola, não acompanham o aluno, etc, etc, etc.</div>
<p>No entanto, pelo que me foi dado a perceber nos último ano, parece que quem se preocupa e tenta realmente estar presente (mesmo arriscando o emprego), corre depois o risco de ser recebido com atitudes de superioridade e arrogância como se o que faltasse agora fosse ainda o estabelecimento de ensino ter  que dar qualquer satisfação a um encarregado de educação sobre mais alguma coisa que não seja apenas fazer queixinhas do aluno em questão.<br />
Quantas vezes isso é feito ainda por cima num tom desprezível a roçar o estilo bufo mais primário, partindo do estranho pressuposto de que todos os pais serão inevitávelmente enganados e manipulados pelos putos e como tal nunca poderão ter razão quando tentam contradizer algum representante da escola no que respeita a qualquer comportamento mais anómalo de um aluno. Sim porque é sempre mais que óbvio que a senhora directora é que sabe.<br />
O que me leva a concluir, que das duas uma...ou toda as constantes lamentações sobre as ausências dos pais dos jovens estudantes, não passam de pura retórica para justificar a própria inépcia de cada escola, ou então, estarão inevitávelmente a colocar todos num único e gigantesco saco e como tal o tratamento individual de caso a caso é coisa totalmente impensável nesta nossa época em que tudo avança em <em>pack</em>.<br />
É que através da observação de certas atitudes, um encarregado de educação que até acompanha realmente o filho (por muito que quem está numa posição de poder lhe custe a crer), só pode concluir que a última coisa que a instituição quer é ser incomodada quando alguém aparece mesmo interessado numa criança.</p>
<p>Para começar se temos azar, esbarramos logo numa direcção de turma daquelas que acha que nenhum pai tem razão. Porque evidentemente quando o puto falta só pode ser porque foi certamente jogar á bola e não há mais nenhuma justificação que interesse a quem faz queixinhas aos pais naquele tom em que até parece que está a dar alguma novidade ao encarregado de educação.<br />
Parece que não passa pela cabeça de algumas direcções de turma, que um encarregado de educação já saiba de antemão pela boca do próprio filho as faltas que este deu (ou outro tipo de situações), pois o inevitável tom estilo bufo que perpassa em algumas convocatórias assemelha-se mais a uma vingançazinha pessoal de quem dirige a turma, tentando atingir o aluno através dos pais do que própriamente é aquilo que deveria ser uma reunião produtiva para discutir os problemas em causa e tentar coordenar uma orientação.<br />
E o que é grave nisto tudo é que depois contribui para o isolamento de uma criança e esta terá naturalmente muito pouca vontade de estar naquela escola, quanto mais de estudar lá da forma robótica que lhe é requerida e muito menos partilhar alguma preocupação com um professor.<br />
Talvez se este fosse filho de um senhor doutor...<br />
Sugiro que de agora em diante, os pais só se apresentem para falar nas escolas de fato e gravata <em>Armani</em> e as mães em indumentária de jovem executiva de sucesso.</p>
<p>É que isto é tudo muito giro. Parece que para certos professores, a culpa é sempre do aluno. Ou porque é um baldas, ou porque não se interessa, não participa etc, mas se calhar muitos esquecem-se que por detrás de cada puto existe uma pessoa e alguns destes putos até têm uma identidade muito própria vejam lá vocês...mas está mais que visto que se calhar não deveriam tê-la porque o Sistema está feito para premiar a mentalidade de grupo e não a individualidade e qualquer jovem mais inteligente será automáticamente descriminado a começar por cima, simplesmente porque tenta reclamar daquilo que (erradamente ou não) acha que estará mal.<br />
Um aluno não é apenas um número para aumentar as estatísticas do Governo mas no entanto é assim que corre o risco de ser tratado. Não é uma peça para ser utilizada de forma a classificar a sua escola numa boa posição do ranking e muito menos deverá ser doutrinado para contribuir com o seu empenho nos estudos para que a eventual e mui excelentíssima directora da escola fique muito bem vista perante quem a colocou no tacho, continuando a perpetuar um Sistema que se preocupa mais em criticar quem se recusa a funcionar como engrenagem do mesmo do que em contribuir para uma solução que servisse realmente para desenvolver cidadãos com personalidade a partir dos seus dias de estudante.<br />
Isto claro está, quantas vezes á custa do sofrimento de muitos putos, que na escola ouvem constantemente um professor a apelidá-los de baldas ou até fingidos (muito estimulante), quando se calhar por detrás de cada um há uma história que importava ser tida em conta ou no mínimo que houvesse um professor que estivesse lá para realmente ouvir um aluno. No caso que me toca, sei que na escola existem um par de excelentes professores, nomeadamente de matemática e ciencias que parecem preocupar-se em ser mais do que empregados da senhora directora mas não há muito que estas pessoas possam fazer a não ser compreender os argumentos de alguns pais que têm a sorte de poder chegar á fala com essas pessoas por segundos que seja.<br />
Porque se o Sistema premeia o espirito de grupo no que toca a alunos, ainda mais o incentiva no caso dos professores e serão por isso poucos aqueles docentes que desejarão ficar queimados por tentarem interceder demasiado por um aluno, que bem vistas as coisas nunca saberemos se irá tirar partido de qualquer oportunidade oferecida. E nisto não excluo o presente pois um adolescente será sempre um adolescente.<br />
Mas o facto de ser adolescente (e ter encarregados de educação de poucas posses), não é automáticamente justificação para ser marcado pela escola como alguém que não merece ter qualquer crédito e como tal voltamos ao mesmo. É preciso contrariar a ideia de que todos os putos são iguais e analisar dentro do possível caso a caso pois se calhar muitas das más notas que muito aluno com potencial tira, por vezes tâm explicações muito mais complexas do que o simples facto de não estudar.</p>
<div id="jnan28">Está agora muito na moda o bullying como se fosse alguma coisa de novo e a violência nas escolas nunca tivesse existido antes. É ligar os telejornais e ver a chuva de senhores psicólogos e de responsáveis de escolas todos muito preocupados em dizer que é preciso estarmos atentos e denunciar esse tipo de situações ás escolas etc, etc, etc.<br />
No entanto parece que só se valoriza um tipo de vitimização ligando-o apenas ao estereotipo que está na moda. Senão vejamos, criou-se na ideia de muita gente e pelo visto também em algumas escolas como a que conheço, que o típico puto vitima de maus tratos tem inevitávelmente de ser algo reservado, tímido e de preferência gordo com borbulhas. Se usar óculos com lentes de fundo de garrafa então melhor ainda pois fica sempre bem a chorar com os vidros embaciados naquelas reportagens da tv.<br />
Com tão estereotipado visual, tem apesar de tudo uma vantagem perante a escola pois certamente que ninguém irá duvidar dele se tiver coragem de denunciar algum tipo de maus tratos e se a coisa meter televisão ainda melhor, pois não haverá professor (ou director de escola), que não associe imediatamente as más notas e faltas do aluno com a sua vida de miséria dentro do recinto.</div>
<p>No entanto se um puto não for gordo, não tiver borbulhas e muito menos óculos de fundo de garrafa a coisa já se torna mais complicada perante certas pessoas dentro do estabelecimento de ensino. Algumas são as primeiras a descriminar o aluno quando este revela dificuldades (é mais fácil atribuir a culpa á falta de estudo). <br />
E quando os pais, estando a par das razões para alguns dos maus resultados do filho tentam dar a conhecê-las a quem dirige a turma, correm o risco das suas preocupações serem recebidas com atitudes de desvalorização e até superioridade que roçam a tentativa de descredibilizar qualquer argumento que não seja o ponto de vista da senhora doutora. Isto porque o Sistema simplesmente não está habituado a associar um visual de puto radical perfeitamente moderno a alguém que também poderá ter motivos mais que válidos para desejar estar cada vez mais tempo longe da escola e inevitávelmente dos estudos pela forma como se sente tratado por quem o rodeia.<br />
Se um aluno, em vez de gordo e tímido, parecer um skater e normalmente não tiver medo de dizer o que pensa, (além de ser automáticamente considerado digamos...respondão, por quem preferiria que este fosse apenas mais um do rebanho), é mais que certo que 99% dos responsáveis da escola jamais acreditarão nele quando lhes tentar justificar o seu mau desempenho com o facto de também ter uma vida de merda dentro do recinto escolar.</p>
<p>E pior ainda, podem ter a certeza de que os responsáveis da escola serão os primeiros a rir-se na cara dos encarregados de educação quando estes lhes tentam colocar a par do que se passa numa em atitude do estilo - eu é que conheço o seu filho e como também o meu faz merda e por isso o vosso não é mais do que o meu.<br />
O que só fica bem a quem supostamente está numa posição de cariz pedagógico.<br />
Como se nestas coisas de factores que podem criar instabilidade emocional num aluno, só contasse como violência algum tipo de agressão física. Ora neste caso nunca houve propriamente esse tipo de contacto intimidatório, até porque o aluno em causa nem se prestava a tal sem reagir, mas os miudos sabem muito bem como ser crueis e se não podem atingir um colega físicamente nada melhor do que isolá-lo de tudo e todos, ora descriminando-o porque acha os Morangos com Açucar uma imbecilidade, os pais não podem comprar-lhe roupa de marca, porque não tem um computador, porque não tem um telemóvel de última geração, ou pior ainda porque gosta de ler.<br />
E depois, como se já não bastasse a constante tentativa de isolamento por parte dos colegas, não é que os professores ainda ajudam ?</p>
<div id="jnan38">Será que o desprezo e a descriminação pessoal por parte de professores não deveria ser também considerado uma forma de bullying, já que está tanto na moda ?<br />
Como classificar a típica atitude de alguns directores de turma que quase que intimam em tom judiciário a comparência do encarregado de educação ?! É que ás vezes olhando para certos comportamentos, até parece que o encarregado de educação têm por obrigação arriscar o emprego se o senhor director decide que só se dignará a receber a pessoa a meio da manhã ou da tarde ou no centro de algum horário de expediente.<br />
E pior ainda, depois se o encarregado de educação não pode comparecer é ver o tom acusatório com que este é recebido (por favor) mais tarde (se é que o consegue). Como se todos os pais e as suas justificações para faltar, reflectissem algum comportamento menos próprio do filho e vice-versa como parecem alguns de nós estar imediatamente acusados de cada vez que obtêm a benesse de uma audiência privada com a senhora Exma directora de escola ou a mui digna directora de turma que na teoria estão lá para ouvir embora na práctica não estejam de modo nenhum preparadas para escutar.<br />
Se a arrogância parte de cima criando este clima muito interessante, o que dizer do resto ?...</div>
<div id="jnan43">Que vontade tem um puto de estar numa escola onde por exemplo na disciplina de educação-física lhe é dito que apesar de ser aluno de 5 leva no entanto um 3 (e não leva nega porque se safou  nos testes escritos)?!<br />
Isto tem um estranho tom de represália, pois quando quem decide a nota acha que o aluno tem reticências em colaborar colectivamente em actividades escolares dentro da disciplina há aqui qualquer coisa que literalmente...não joga bem.<br />
Parece que lhe falta o tal espírito de manada, perdão ... de grupo.<br />
O que traduzindo na práctica significa que se um aluno se recusar por várias vezes a ir representar o nome da Escola em actividades desportivas fora dos horários escolares e não tem grande interesse em desportos colectivos, então está no bom caminho para não ficar nas graças do "stor" mesmo sendo dos melhores da turma na disciplina.<br />
Se calhar o aluno, deveria ter...e ser mesmo "colectivizado" á força. Vivemos na era em que toda a gente tem de ser obrigatóriamente condicionada a agir como um -"team player"- e não há disciplína escolar que melhor represente isto do que a de (suposta) Educação (haha) Física que mais parece existir como complemento para formar burros obedientes, quantas vezes á força, porque isto da disciplina de educação-fisica ser obrigatória e contar para nota tem muito que se lhe diga, mas isto é outra história.</div>
<p>No entanto, no caso em questão uma pergunta impõe-se. Quando um puto está integrado numa equipa desportiva fora da cidade e da escola (onde se sente bem, tem pessoas que lhe dão realmente valor e o escutam sem preconceitos) e graças á sua dedicação consegue estar actualmente em 3º lugar no ranking nacional dentro do seu escalão, que obrigação tem este desportísta de deixar de ir ao seu treino semanal só porque o "stor" ficará muito chateado com ele se o jovem se recusar a representar a escola no mesmo dia ?<br />
O aluno para receber a nota que reconhecidamente merece não serve, mas depois pelo visto a Escola e o professor de ginástica por outro lado mostram-se muito interessados em explorar o seu mérito desportivo. Se calhar já lhes convinha certamente ter representando a instituição, um puto que costuma trazer medalhas em quase todas as competições onde entra. Para quê ? Para que depois quem seja reconhecido seja o nome da escola como habitualmente e não quem terá lutado para trazer os prémios ?<br />
Quando muito se calhar o aluno então já ganharia o direito a ter a nota que realmente merece em educação fisica, o que não deixa de ser interessante pois pelo visto agora as notas também já contam fora das aulas. Tudo isto lembra-me aqueles jantares de empresa onde todos os empregados "devem" ir para que a companhia continue a promover aquela imagem artificial de família de uma forma hipócrita. É para isto que os putos estão hoje a ser doutrinados e não há melhor reflexo desta situação do que o resultado das notas de jovens que vêem o seu mérito reduzido porque simplesmente não estão com pachorra para serem "team players" nas suas horas vagas.<br />
Mas que estimulo tem um aluno que se vê descriminado numa nota por causa de factores que iriam contra a sua maneira de ser? Porque deverá um aluno deixar de treinar no seu clube, só porque nesse dia a mesma escola onde é descriminado "sugere" que este deveria era ter dado primazia ao bom nome da instituição ?<br />
Então o aluno afinal é excelente para representar a escola, mas já não é tão bom para receber a nota que inclusivamente lhe é públicamente reconhecida nas aulas ?...<br />
E já agora, que estimulo tem um aluno que se esforça em casa para fazer um trabalho para uma disciplina, faz uma óptima apresentação na aula mas depois a professora em vez de lhe dar a nota que afirmou o trabalho merecer, dá-lhe apenas -satisfaz- para que segundo as próprias palavras da senhora o puto não pense que é demasiado bom ? Agora estimulam-se as crianças pela negativa ?<br />
Que estimulo tem um aluno que realmente se fartou de trabalhar em casa recuperando todas as notas sem excepção (mesmo sentindo-se isolado e abandonado na escola) e acaba o ano de forma extremamente positiva, quando de repente se vê excluído do quadro oficial de alunos que tiveram aproveitamento? Isto porque a senhora directora e afins acharam que o facto dele ter faltado imenso no primeiro período significa que para todos os efeitos não teve aproveitamento, ignorando todas as justificações legítimas (que também as houve) e tratando quem as tentou confirmar como alguém que não merece qualquer credibilidade porque óbviamente a escola é que sabe e os encarregados de educação não têm nada que vir tentar arranjar desculpas e só existem para receberem queixas sobre os filhos aparentemente.</p>
<div id="jnan56">Como reclamar deste tipo de situações, quando a escola requer preenchimentos de papelinhos por tudo e por nada? Especialmente quando mesmo após tratar um encarregado de educação como um ser inferior este continua a insistir em defender os direitos do filho.<br />
É uma boa maneira de alguns directores de turma ou de escola poderem ditar as suas regrazinhas pessoais baseadas em pressupostos descriminatórios tanto para com os alunos como para com os pais, mantendo a fachada do politicamente correcto quando por obra do dever tenham que pelo menos fingir ouvir sem na verdade querer escutar.<br />
No meu tempo...e não foi há tanto tempo assim...por volta de 1981 lembro-me de que quando a minha mãe era chamada á minha escola ela inevitávelmente saia de lá com uma boa noção das minhas dificuldades e com algumas instrucções da minha directora de turma para que depois também em casa me pudesse guiar de forma a que eu conseguisse fazer o meu percurso escolar da melhor maneira possível. Lembro-me muitas vezes de estar inclusivamente com ela e com a minha directora de turma na mesma sala e sei bem o quanto elas discutiam cada particularidade do meu percurso, ás vezes ao ponto de me envergonharem até. Basicamente o que quero dizer é que me lembro bem do que eram reuniões construtivas entre pais e professores e isto prolongou-se desde os primeiros anos do Ciclo até ao meio do Secundário, onde independentemente até da minha mãe nem sequer ter mais do que a quarta classe nunca a vi ser rebaixada perante qualquer meu professor. Muito pelo contrário, a assiduidade dela nas reuniões de turma até era ponto assente e alvo de bons comentários dos meus professores. O que me sempre fez sentir acompanhado dentro de uma sala de aula.<br />
Era isto que eu pensava ser uma reunião, mas pelo visto as coisas estão muito diferentes e pelo visto o Sistema tem outras prioridades.<br />
O que interessa é acima de tudo a aparência e o bom nome da Escola. Os alunos são apenas usados para garantir o ranking e manter a malta agarrada aos "tachos" e o resto é conversa.</div>
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<div id="jnan63">Actualmente ao encontrarmos pela frente certas atitudes ficamos com a ideia de que aquilo que deveria ser um direito ao apoio de um aluno afinal se calhar é um previlégio especial que certamente só será deferido se tivermos a cunha certa na altura certa.<br />
Primeiro queixam-se que os pais não acompanham os alunos, mas se estes tiverem uma intervenção mais directa, então é quase um insulto a quem está na direcção da escola que não se coíbe de se dirigir a um encarregado de educação como se este fosse uma criança ou estivesse a baixo de si na escala social e como tal não merecesse ter qualquer pedido atendido.<br />
Deixemo-nos de hipocrisias, apesar do que se apregoa, o Sistema hoje em dia não quer que haja um acompanhamento sério dos pais.<br />
 <br />
O que o Sistema está na verdade a pedir aos pais é que estes se certifiquem em casa que o filho aprenda a seguir o mesmo comportamento de rebanho que é usado nas escolas e façam com que o menino saia de casa para o estabelecimento muito bem ensinado a não questionar nada do Sistema mesmo que o puto em questão já tenha maturidade suficiente para perceber que algo está mal na forma como o tratam ou julgam.<br />
Pelo visto, longe vão os tempos em que na escola havia um verdadeiro diálogo entre pais e professores e até uma tentativa de acompanhamento por ambas as partes que muitas das vezes resultavam numa atitude positiva de incentivo ao desenvolvimento da personalidade de cada aluno.<br />
Actualmente impera o conceito da formação de ovelhas, certamente já a pensar em formar futuros empregados modelo de multi-nacionais (daqueles que jogam paint-ball todos juntos ao fim de semana com t-shirts da empresa) ou pior ainda, burocratas arrogantes que transformam escolas em fábricas de cidadãos modelo muito bem ensinados a não contestar absolutamente nada.<br />
Agora parece que foi descoberta uma fórmula mágica, - estudem e sigam as regras que a escola e o Sistema lhe impõe, fazendo exactamente o que todos os outros fazem.<br />
Se isto não acontecer a culpa do seu insucesso será certamente dos putos e principalmente reflectirá uma falha dos pais que óbviamente não estarão a obrigar os filhos a estudar. Porque a escola não tem culpa de nada e o Sistema já determinou que todos os alunos são apenas um único grupo estatístico por isso não interessa nada o que se passa á volta das crianças ou dos seus desejos de individualidade, porque actualmente a individualidade pune-se.<br />
Os putos são doutrinados para descriminarem os colegas que tentam ser diferentes, alguns professores (no caso concreto) não querem ouvi-los e muito menos escutam os pais recebendo-os com atitudes de pura arrogância. E claro, as senhoras directoras das escolas dão-se ao luxo de responderem coisas como: -"se estão mal, mudem-se" quando questionadas legitimamente sobre os critérios de distribuição dos alunos mais mal comportados pelas turmas e a sua possível má influência sobre os restantes.</div>
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<div id="jnan74">Quando tudo está á partida tão determinado pelo Sistema, representado neste caso por Exmas Sras Directoras com o perfil certo para o perpétuarem e que têm o discurso do -quero, posso e mando- a fazer lembrar velhos tempos, para que serve então um pai tentar acompanhar o filho se depois nem tem o direito de interceder por ele junto de quem dita as leis na escola ?<br />
Qualquer acompanhamento passa automáticamente a ser algo meramente virtual, e no fundo só serve para que a escola depois mantenha a ilusão do politicamente correcto e fique bem nas estatísticas sem ter qualquer efeito no percurso escolar do aluno.<br />
Quando quem está no topo da hierárquia de um estabelecimento de ensino é a primeira a dar o exemplo de arrogância na maneira como recebe os encarregados de educação em tom de voz elevado e autoritário como se estes não lhe merecessem o previlégio de respirar o mesmo ar que há na sala, é caso para dizer que a tão discutida falta de educação se calhar começa por cima.</div>
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<div id="jnan78">Está bem de ver que pais que se preocupam não são bem-vindos em certas escolas e acima de tudo não têm, nem nunca terão voz, especialmente se procurarem para o filho algo que deveria ser na verdade apenas uma condição essencial para todos os alunos mas pelo visto deve ser algum previlégio especial mesmo contradizendo todo o paleio oficial.<br />
Actualmente até algo como um simples pedido para transferência de uma turma para outra é algo que só se consegue se os pais tiverem certamente um doutoramento qualquer bem visível ou movimentarem-se nos circulos de cunhas certos.<br />
Mesmo que os pais tenham motivos legítimos para tal requisição e tentem seguir todos os passos como manda a lei, perante certas atitudes de quem manda, independentemente do que argumentem a favor do filho certas senhoras directoras serão as primeiras a concluir que o puto não passa de um fingido e não tem qualquer motivo para desejar mudar de turma.<br />
Além disso, perpassa sempre a insinuação de que os pais do aluno não passarão óbviamente de ingénuos que não conhecem a maçã podre que têm em casa.<br />
Sim, porque a senhora directora é que sabe, pois certamente na sua ilusão de glória celestial, agora também deverá arrogar-se em possuir poderes telepáticos pois só assim se pode justificar ter tantas certezas sobre a relação entre pais e filhos.<br />
Atitudes destas, não têm justificação.<br />
E muito menos justificação terá uma senhora supostamente educada de se dirigir gritando a qualquer aluno, tentando diminui-lo psicológicamente mesmo na presença da mãe naquilo que deveria ser acima de tudo uma reunião para se analisar as razões de um pai vir interceder pessoalmente por um filho com a convicção absoluta de que este não tirará o melhor partido das suas capacidades se continuar numa turma onde não se sente bem-vindo (como ficou provado durante o ano) e a única coisa que pretende é ser transferido para uma turma onde a directora é uma daquelas raras professoras espectaculares que sabem realmente escutar um aluno (neste caso de matemática).<br />
Normalmente não só é negado qualquer apoio como ainda por cima o próprio encarregado de educação pelo visto correrá o risco de se ver subitamente repreendido como se não passasse também de um aluno mal comportado que importa colocar no seu devido lugar e que tem a audácia de vir falar pessoalmente com um ser tão superior como a senhora excelêntissima directora do estabelecimento que óbviamente tem mais o que fazer do que atender pedidos de pelintras com pais desempregados.</div>
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<div id="jnan87">Também não me parece que se deva andar a mudar alunos de turma para turma por dá cá aquela palha, mas sinceramente, será que quando um pedido é feito por um encarregado de educação que sempre acompanha o filho, é assiduo nas reuniões de turma, dá-se ao trabalho de procurar informar-se sobre que trâmites deve seguir dentro da hierarquia do estabelecimento para fazer o pedido, e ainda por cima o aluno em questão lutou (e bem) durante os ultimos meses conseguindo recuperar as negativas iniciais mesmo quando tudo na escola lhe foi adverso, será que não mereceria no mínimo ter o seu caso analisado antes de lhe ser negado aquilo que deveria por si só ser um direito garantido á partida ?<br />
Uma requisição para transferência para um ambiente de estudo mais propicio a proporcionar bons resultados a cada estudante deveria ser um direito fundamental de qualquer aluno que já tivesse mostrado que está interessado em desenvolver os estudos.<br />
A escola deveria incentivar estes alunos que inclusivamente se dão ao trabalho de pedir aos pais para que os ajudem a certificar-se que a turma onde irão ser colocados não seja a mesma com o mesmo ambiente nocivo em que tiveram de viver durante o anterior ano lectivo.<br />
No entanto está mais que visto que a escola está-se simplesmente borrifando para aqueles alunos que estão inseridos á força no grupo genérico já determinado.<br />
Não pertencem a minorias daquelas que fica sempre bem apoiar na televisão porque dá bom nome á autarquia ou não pertencem ao supra-sumo da sociedade hierárquica da escola e ainda por cima têm uma mãe sem emprego então estão lixados, pois fiquem sabendo que o Sistema apenas os irá usar para efeitos de estatística e pouco mais.<br />
E parafraseando a senhora directora - "quem estiver mal, que se mude".</div>
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<div id="jnan94">Já agora, se o paleio oficial é o de que não existem filhos nem enteados dentro das escolas, ainda alguém me irá explicar um dia porque estas têm sempre aquela turma especial, (que óbviamente nunca existe oficialmente) e onde vão sempre parar os mesmos meninos "especiais", que normalmente nem precisam ser mais especiais do que ter a cunha certa embora eu não duvide que alguns estarão lá também por mérito próprio.<br />
Tenho vários amigos professores espalhados pelo país, (bastantes até) e não há um único que não mencione com um sentimento de impotência e desanimo a existência dessas turmas "fantasma" tão populares e onde óbviamente está bem de se ver, serão sempre turmas -"para clientes habituais".<br />
Porque tirando essas, as restantes estão depois construídas de acordo com os vários graus "inferiores" de média estudantil e dependendo do critério de cada escola, serão organizadas por ordem decrescente, desde aquelas em que metem putos que até poderão ter algum potencial mas não filhos de pais ricos até aquelas do fundo do balde onde se coloca o maior número de escumalha estudantil. Oh, perdão, nada disto acontece -"wink, wink, nudge, nudge".<br />
A realidade é que não importa se um aluno com capacidade tem problemas de integração porque se recusa a funcionar em manada. Nem importa quando este tem capacidades para reconhecer o que está errado e não tem medo de tentar reinvidicar os seus direitos á sua maneira quando o Sistema pretende ensina-lo a estar calado, não importa se o ambiente de turma é prejudicial ao seu desempenho ou a sua integração social é permanentemente minada por elementos exteriores á sua conduta moral e muito menos importa se tem encarregados de educação que o acompanham sem atitudes de mãe galinha daquelas que passam os dias nas escolas a engraxar directoras de turma e professores.<br />
Pelo que tenho me apercebido pelo exemplo que conheço, só posso concluir que se o encarregado de educação não se apresentar perante a escola dando mostras de um estatuto social elevado digno de lhe estenderem um tapete vermelho, qualquer reínvidicação específica ou até mesmo pedido simples de apoio escolar terá tendência a ser menosprezado. Normalmente com arrogância por quem deveria ser parte integrante de um diálogo entre pais e escola mas se arroga no direito de formar instantâneas opiniões unilaterais sem qualquer análise de um caso particular de um aluno e pelo visto apenas baseadas no aspecto, ou na falta de sinais de riqueza de um encarregado de educação quando este apenas o que pretende é certificar-se que o seu filho terá na escola o tipo de tratamento que deveria ter direito (já que oficialmente aparece sempre em todos os discursos).<br />
O mesmo tratamento que na realidade deveria ser a base do sistema de ensino e só não o é porque pelo visto, cada escola é um caso e cada director parece ter o poder total de decidir o que bem entende a seu belo prazer.</div>
<p>A nós pessoas com filhos em idade escolar, só nos resta escrevermos blogs como este a desabafar. Pelo menos para tentar manter a sanidade e evitar explodir, pois já que nem vale a pena perdermos tempo a "acompanharmos" os filhos da forma que algumas directoras mergulhadas no Sistema acham ser a única maneira correcta, pois sinceramente neste momento quanto menos chegarmos á fala com gente que não está interessada em nos ouvir, melhor.</p>
<div id="jnan100">Estamos realmente perante um problema de falta de educação sim senhor, mas se calhar  uma boa maneira deste ser resolvido seria a boa educação começar por vir de cima e alguém se certificar de que as pessoas que ditam as regras e decidem o rumo dos alunos dentro das escolas realmente estivessem lá para fazer o que lhes compete em vez de de usarem os estabelecimentos de ensino como o seu castelo pessoal onde reinam soberanas.<br />
Portugal ainda não é o país do Shrek mas para lá caminhamos pois é mais que óbvio que algumas fadas madrinhas más pelo menos já controlam alguns reinos á beira mar plantados neste nosso Portugal cada vez mais naufragado.</div>
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<title><![CDATA[POR QUE TODO MUNDO SE ACHA ELEGANTE E EDUCADO NO MUNDO DA MODA?]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=735</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 14:13:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em um dia desses o namorado de um amigo fashionista, logo fashionista também, passou reto por mim e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Arial">Em um dia desses o namorado de um amigo fashionista, logo fashionista também, passou reto por mim e eu brincando com ele falei: "Não faz carão pra mim!".</font></p>
<p><font face="Arial">Meio irritadiço, ele respondeu: "Eu não faço carão, eu sou uma pessoa elegante".</font><font face="Arial"> </font></p>
<p><font face="Arial">Já azedando com a fofa respondi: "Então seja elegante e me cumprimenta!" </font></p>
<p><font face="Arial">Esse episódio é exemplar do que eu chamo de grossura fashion. Não existe, enquanto grupo, pessoas mais grossas, deselegantes e mal-educadas que os fashionistas e acredito que é globalizado, não apenas algo da tacanhez tupiniquim.</font><font face="Arial">Claro que isso é uma generalização! Mas são inúmeros os surtos, os gritos e os estresses que alguém que freqüenta uma semana de moda vê e também é obrigado a dar para poder se impor nesse mar de falta de civilidade.</p>
<p>E existe também as piores baixarias, as mesquinharias que eu chamo de leviandades às portas fechadas, feita no sussurro e no olhar. Algo tão grosseiro já que a vida dos outros não nos pertence.</p>
<p>Mas a pergunta é: porque sentimos a necessidade de sermos elegantes e educados quando a realidade não condiz.</p>
<p>Assim como o novo rico sente a necessidade da ostentação do dinheiro acreditando que dessa forma ele compra status, os fashionistas que são uma evolução pokemoniana das bichas pão com ovo acreditam que com grifes eles compram educação.</p>
<p>Na realidade isso demonstra uma carência, assim como o novo rico nunca terá o status de um aristocrata, o fashionista nunca conseguirá o status de alguém realmente civilizado, é algo que ambiciona e se auto intitula para convencer a si mesmo e aos outros de algo que nunca será.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-736" href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/03/29/por-que-todo-mundo-se-acha-elegante-e-educado-no-mundo-da-moda/736/" title="mal_educado.jpg"><img src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/03/mal_educado.jpg" alt="mal_educado.jpg" /></a></p>
<p></font></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Fui para balada e encontrei a musa dos filmes pornôs]]></title>
<link>http://eltonpacheco.wordpress.com/2008/03/09/musa-do-porno-internacional-e-um-fds-eleeeeetrico/</link>
<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 20:00:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elton Pacheco</dc:creator>
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<description><![CDATA[Todo mundo sabe que eu tenho coleção de filmes pornôs. Explico: eu gosto da coisa, mas não sou u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo sabe que eu tenho coleção de filmes pornôs. Explico: eu gosto da coisa, mas não sou um <em>freak porn movies</em>. E nem fico me masturbando com eles. Tem gente que coleciona selos, latinhas, roupas velhas, melecas de nariz. Eu coleciono filmes pornôs. Devo ter uns 70 DVDs. Enquanto na Europa, aproveitei para comprar umas peças inéditas para completar o quebra cabeça.</p>
<p><strong>E ontem a noite...</strong></p>
<p>Às 5 da manhã, saindo da balada sozinho - sim, eu sou um <em>animal party </em>- dou de cara com uma das atrizes pornôs que eu mais gosto. Mas o barato não foi exatamente esse. Os filmes que eu tenho dela são estrangeiros, o que me faz acreditar que ela também é estrangeira, porque suas falas, digo, seus gemidos são na base do <em>Oh, my God, gimme it, gimme, cuuuum, cummmm... </em> A vi, escutei a voz dela e... advinhem, é brasileira. Diria até que é brasileiríssima se não fosse pela aparência estrangeira. Acabei descobrindo que ela sempre foi minha quase-vizinha e que atualmente mora em Londres, onde trabalha como atriz pornô para se manter. Está em Brasília de passagem. Os filmes só devem ser comercializados por lá. Agora, o que ela não esperava é que existem brasileiros curiosos, que podem viajar e comprar esses filmezinhos. Cá pra nós, ela é linda, a performance é invejável, mas vou ficar devendo o nome pra vocês. Quem mais vai para balada e encontra a sua musa dos filmes pornôs? <strike>Parece até que, antes de sair de casa, bati uma punheta e pedi para alguns dos santos mandarem a musa do pornô aparecer, ali, linda, na minha frente. O que de fato não aconteceu - me refiro a punheta.</strike> HAHAHAHAHA</p>
<p>Domingão na cama. Só sai para abastecer o carro e comprar cigarros. Aproveitei para comprar um café com chantily que vende aqui perto que é perfeito. O tempo tá um pouco chuvoso. Um café com cigarro cai bem, muito bem. Deveria estudar para o meu projeto de monografia, mas estou cansado demais para pensar nisso, que é um saco. Hoje já vi <strong>Cama de Gato</strong> - it rocks! - e <strong>Má Educação</strong>, do insuportávelmente incrível Pedro Almodóvar. Sou fã, não tem jeito.</p>
<p>Depois passo por aqui para continuar com a história do <strong>Prêmio Impossível</strong> e falar mais um pouco de besteira. <strike>Agora vou ver o DVD da minha musa, se é que entendem o que quero dizer</strike>. Fui.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Má Educação - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2007/09/23/ma-educacao-critica/</link>
<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 20:16:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Numa altura em que a RTP aposta em patentear filmes de grande sucesso (como foi com “O Segredo de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://i10.tinypic.com/67dvakw.jpg" height="254" width="397" /></p>
<p align="justify">Numa altura em que a RTP aposta em patentear filmes de grande sucesso (como foi com “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0388795/">O Segredo de Brokeback Mountain</a>”), foi ontem exibido o que considero ser o melhor filme de <strong>Pedro Almodóvar</strong>, “Má Educação”, com o meu actor preferido, <strong>Gael García Bernal</strong>. Saibam a minha opinião, a seguir.</p>
<p align="justify"><!--more--></p>
<p align="justify"><img src="http://i1.tinypic.com/2qlve53.jpg" align="left" height="244" width="215" />Dizem muitos ser esta película autobiográfica, baseada na infância de Almodóvar, e se for, acho que todos os elementos estão presentes para ver como o realizador espanhol bem mostrou a construção de um filme ajustado da vida real. Vencedor de inúmeros prémios, o filme tornou-se um fenómeno cultural, gerando imensa polémica no ano em que saiu (2004). O argumento do filme é, tenho de admitir, um dos mais complicados que me deparei, pois a ficção e a realidade são misturadas, mas extraordinariamente chegamos ao fim com as dúvidas todas respondidas.</p>
<p align="justify"><em>Espanha, anos 60. Ignacio e Enrique são dois rapazes que descobrem o amor um pelo outro num colégio religioso. No entanto, as suas vidas são separadas e o seu amor interrompido. 20 anos depois, Ignacio, agora actor, entra no escritório de Enrique, cineasta, com um argumento que conta a história dos dois... </em></p>
<p align="justify">Esta foi uma sinopse muito compreendida do que realmente é "Má Educação". Uma personagem não menos importante como o padre Manola (<strong>Giménez Cacho</strong>) juntou os ingredientes certos na sua personagem para que esta fosse a que mais polémica tivesse. A pedofilia está presente de uma maneira que faz levantar os pêlos dos braços. Pelo amor surreal presente num triângulo de homens, não tenho a certeza se posso distinguir o filme como sendo apenas dramático. Gael García Bernal, depois de <em>Amor Cão </em>(de Inãrritu) e <em>O Crime do Padre Amaro</em>, trouxe consigo mais uma personagem que nunca iremos esquecer. Um aspecto importante a notar é a banda sonora, composta por Alberto Iglesias, que escreveu músicas que emocionam, pela posição que tomam ao longo de cenas indescritívelmente emocionantes. Nesta história, todas as personagens são os culpados das suas desditas, todos guardam e partilham segredos que ainda nos chocam pela sua densidade emocional e psicológica.  É imperdível, um dos melhores filmes contemporâneos.</p>
<p align="justify"><strong>Nota:</strong> 10/10 <img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /><img src="http://i14.tinypic.com/4yrczg3.gif" height="12" width="12" /></p>
<p align="justify"><strong>Citações Memoráveis:</strong></p>
<p>Não há.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Volver]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/11/18/volver/</link>
<pubDate>Sat, 18 Nov 2006 23:49:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
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<description><![CDATA[Assisti Volver outro dia. O mais novo filme do Almodóvar. É só posso ficar de pé e aplaudir. Um ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti <em>Volver</em> outro dia. O mais novo filme do Almodóvar. É só posso ficar de pé e aplaudir. Um filme perfeito. Bem, ainda não sei se perfeito para o Almodóvar, afinal eu só assisiti esse e <em>Má Educação</em>, outro filme perfeito. Assisti também <em>Matador</em>, mas eu era um adolescente e não entendi nada da tourada e do personagem do Almodóvar. Bem, acho que isso significa que é preciso ser adulto ou pelo menos pensar como um para assistir filmes do Almodóvar. Sou meio suspeito para falar do filme já que eu adoro a Penélope Cruz. Há algo nela que me encanta e fico perdido nos seus movimentos e na sua voz, embora não seja das mais agradáveis de se ouvir.</p>
<p><img style="width:173px;height:256px;" src="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/poster/2082-2006-11-01-00:07:46_1.jpg" border="1" alt="Volver" hspace="1" vspace="1" width="173" height="256" /></p>
<p><!--more--></p>
<p><em>Volver</em> é uma história de duas irmãs que perderam sua mãe e de repente ela volta. Ela não é um fantasma, mas traz todos os fantasmas do passado de todos os personagens. É um filme sobre um drama familiar e a relação entre os personagens não é nada anormal ou extraordinário, é uma convivência que se você não vive, já ouvi falar. Então o que faz o filme ser especial? Além da direção e do roteiro do Almodóvar e um final que mostra como os fantasmas surgiram, não há julgamento. Se há um julgamento dos personagens, esse fica a cargo do espectador.</p>
<p>E como toda família, a família do Almodóvar não vive só de dramas, há alegrias e situações cômicas que somos obrigados a passar por causa de nossa família. Acho que vocês devem ter uma idéia do que estou falando. É uma relação que cobre duas gerações de mães e filhas, relações entre irmãs e também com a morte e a vida. Mais a morte que é mostrada através de tradições e costumes que para a gente pode ser estranho ou mesmo cômico.</p>
<p>Almodóvar evita clichês hollywoodianos (afinal, querendo ou não, estamos acostumados com esses clichês e talvez é isso que faz com que filmes fora do circuito hollywoodiano sejam surpreendentes) que acaba causando uma certa decepção, mas que também aguça nossa curiosidade em saber como tal situação pode ser resolvida e nada mais que uma resposta comum já que Almodóvar está filmando personagens reais e não personagens supostamente reais que desafiam o sistema, explodem tudo que se encontra no caminho e ainda saem vivos. Porém o tom mórbido (que parece ser uma constante nos filmes do Almodóvar) está lá. Afinal, quem cozinharia calmamente com um cadáver no freezer?</p>
<p>Almodóvar é gay e o tom  homoerótico no filme anterior, <em>Má Educação</em> era gritante. Lembro que <em>Matador</em> havia um tom homoerótico também. Poderia muito bem esperar esse tom neste filme, mas não há nada de homoerótico. Embora algumas coisas possam chocar alguns conservadores de plantão. O homossexualismo do Almodóvar é outra coisa que me liga a ele porque não é todo dia que um diretor assumido faz sucesso. É interessante ver um filme sobre o ponto de vista de um homossexual.</p>
<p>Enfim, <em>Volver</em> é um filme que recomendo e muito. Se não conhece Almodóvar, pode ser um começo. Se já conhece, você já sabe o que esperar. É um filme sobre as relações femininas entre mães e filhas com um tom dramático, cômico e delicado. É emocionante, mesmo que eu não seja uma mãe, ver sua filha que você achava que estava com raiva de você, lembrar de você com tanto carinho.Entre bizarrices, loucuras e morbidez, Almódovar mostra que o ser humano possui sentimentos de amor e que mãe, morta ou viva, ainda é mãe sempre e para sempre.</p>
<p>Imagem: <a title="Cinema com Rapadura" href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/?id_filme=2082" target="_blank">Cinema com Rapadura</a></p>
]]></content:encoded>
</item>

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