<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>maio-de-68 &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/maio-de-68/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "maio-de-68"</description>
	<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 07:51:07 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Década de 60 (Especial James Dean)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=1403</link>
<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 20:32:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>ltrhpsm</dc:creator>
<guid>http://multiplot.pt.wordpress.com/2008/09/25/decada-de-60-especial-james-dean/</guid>
<description><![CDATA[Rapidamente, quando falaram-me, pela primeira vez, que faríamos um especial sobre mitologia e juven]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Rapidamente, quando falaram-me, pela primeira vez, que faríamos um especial sobre mitologia e juventude, imediatamente, após a imagem de James Dean em <em>Juventude Transviada</em>, veio a década de 60 através da recente prova da UFRJ - ou UERJ, nunca sei. Quando estava procurando alguns filmes recomendados pelos colegas, além de procurar rever alguns que achava interessante, ou mesmo ler sobre, deparo-me com a edição de 40 anos de certa revista extremista de anti-esquerda. Independentemente de como cada tratava a década de 60, foi inegável a influência e a importância dadas, principalmente pelo quadragésimo ''aniversário'' de 1968 - talvez o símbolo da década, que, até de forma saudosista é lembrada pela imersão da juventude participativa pela contracultura, pelo anti-guerra e a apoliticagem. Rebeldes por essência, os anos 60 marcariam o questionamento da liberdade, através de exibições sem censura com o sexo e as drogas como principal método de execução.</p>
<p style="text-align:justify;">A esperança de um mundo melhor, pacífico e igualitário, não necessariamente afligia ou corria a algum lado da Guerra Fria intensificada. Enquanto os governos soviético e norte-americano viviam um dos mais acirrados momentos do embate, com a Corrida ao Espaço (que Kubrick levantaria apoteoticamente em <em>2001</em>), a Crise dos Mísseis e, finalmente, a Guerra do Vietnão; os jovens pareciam mais largados, mas, igualmente, mais participativos. Largados no conceito de que sua forma de expressão não assumia caráter político, contra algum regime exatamente, e sim contra o "sistema" (stablishment), usando-se das viagens alucinógenas e as confraternizações cantadas. Já o participativo refere-se aos porquês de a década ser tão cultuada: por não temerem uma oposição verdadeiramente radical, isto é, com outro jeito de disseminação de ideal, defendendo-o com persevarança e inteiramente (sem discursos muito geniosos ou pegando em armas - ainda que o Movimento Negro nos Estados Unidos tenha tido um Luther King bastante oratório e os Panteras Negras). A bem da verdade, houve, sim, uma certa posição meio socialista - mas no utopismo da igualdade, e não num alinhamento às posturas soviéticas - e um certo anarquismo, como desfilariam algumas bandeiras nas grandes reuniões nos parques. A luta era contra a alienação e a falta do individualismo provocados pelo sistema em vigor. Com isso, também surgiram revoltas nos países vermelhos (Primavera de Praga e Reforma Cultural Chinesa).</p>
<p style="text-align:justify;">Em Paris, exatamente em 1968, a reunião estudantil e operária também seria grande predicado para o ideal sujeito dos jovens da época. Com "a imaginação no poder" e "é proibido probir" todo o mundo foi alertado, para desespero dos burocratas, que fechariam o poder, fosse nos países socialistas, em que o próprio Mao-Tsé Tung voltaria sua posição quando no poder, e Stálin derrubaria Kruschev; fosse nos países ao redor dos Estados Unidos, como a própria França, e os países latino-americanos tomados por ditaduras militares. A despeito de qualquer ideologia política que os veículos comunicativos insistem em querer levantar para tirar o brilhantismo e o romantismo que se tem em torno da década, os <em>hippies</em> ainda são valorizados quando se olha para a Guerra do Iraque e lembra-se da Guerra do Vietnã.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o mundo esteve em polvorosa, teria Hollywood demorado a acordar? Acho que não. Os movimentos conhecidos, a bem da verdade, foram mais sutis, como 2001; ainda que os <em>indies </em>tenham retratado paisagens como <em>Wodstock. </em>Dennis Hopper e Peter Fonda fariam o filme consagrador para o cenário: <em>Sem Destino</em>, um filme de menos de 400 mil dólares, estourou ao colocar dois motoqueiros, que se drogam sem maiores conseqüências aparentes, mas que passam por um terrível preconceito - e num diálogo inspirador de Jack Nicholson, que dá vida à obra, com Dennis Hopper, o valor com o qual são tratadas coisas simbólicas no país americano é comentado com bastante pertinência. Antes disso, porém, já havia <em>A Primeira Noite de um Homem</em>, com o graduado Dustin Hoffman visivelmente perdido no mundo cheio de cobranças e expectativas frente a um futuro trabalhador e possivelmente enriquecedor. Godard, que eu não conheço, e o magistral <em>Blowup </em>também são exemplares de outros países. De qualquer modo, nada melhor, pelo menos para mim, do que <em>Hair</em>, filmado somente em 1979 por Milos Forman, para lembrar o período. Por sinal, a data do filme também representa bastante coisa, como a tal nostalgia citada no comecinho. Ainda hoje vários filmes são feitos tentando resgatar o período ou contextualizados por volta de 1968, vide <em>Os Sonhadores</em>, de Bertolucci.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Hair (Milos Forman, 1979)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img151.imageshack.us/img151/9804/hairta2.jpg" alt="" width="480" height="394" /></p>
<p style="text-align:justify;">Assim que escolhi por <em>Hair</em> para filme da década de 60, tinha certo receio ao tentar escrever algo sobre a obra. Ao contrário do que já fiz, inclusive com o texto de <em>Juventude Transviada</em>, não levantei tópicos ou fiquei imaginando algo a escrever durante a projeção. Isso porque o poder de <em>Hair</em>, com o perdão do clichê, transcende qualquer coisa que eu tente escrever aqui. Todavia, acho que há algo válido a se dizer aqui: como pode ter ocorrido durante o texto da década de 60, não sou, costumeiro, muito afeiçoado ao ideal, aos <em>hippies</em>, sendo, às vezes, até bastante contrário. E o diferencial de <em>Hair </em>reside em quebrar algumas barreiras, ao inserir pequenos traços durante a obra.</p>
<p style="text-align:justify;">O grande fato é que a música pode ser a maior virtude e a coisa mais irritante no filme - e eu acho ''Let the Sunshine'' uma das mais belas coisas que há, mesmo mandando alguém à merda dois minutos antes de começar a ver o filme -, até porque <em>Hair </em>quase não tem diálogos, mas as letras, além do forte ritmo e quase sempre cantadas em coro (à exceção de uma cantada por uma descendente asiática e a negra que aparece no meio do filme), transmitem tudo que há ali. A câmera de Milos Forman consiste apenas em tentar achar as personagens e focalizar, buscando o íntimo de cada personagem quando nas canções mais dramáticas, ou pegar grandes tomadas naquelas exigentes de coreografia ou coletivismo intenso. Em segundo lugar, o filme sabe colocar-se mesmo para os não adeptos à cultura <em>hippie</em>, aliás, talvez seja mais para eles, tanto que Claude, jovem que sai do interior dos EUA para servir ao Exército é o personagem principal. Conhecendo o grupo "rebelde", ele fica dos dias junto a eles provando de sua (contra)cultura, mas não vira as costas para a obrigação, indo para o Exército e tendo como amada uma jovem da alta burguesia - e o filme mostra que o interesse pelas drogas e pela fuga independe da condição, ainda que se contraponha a patéticos como Steve, e até mesmo da idade, quando uma senhora, durante uma festa da nobreza, fica encantada com Berger, o "líder" do grupo, que tem as idéias e não teme em as colocar em prática.</p>
<p style="text-align:justify;">Além de usar-se do canto e da dança, muito eficazes e simbólicos por natureza, essas próprias sofrem mutações interessantíssimas: no canto que faz a ode ao Cabelo, um dos 'problemas' dos jovens rebeldes, que não o queriam cortar, há uma pequena variação da melodia do hino americano, numa leve ironia que seria estendida ao final do filme. Acima de tudo, existe um grande empreendorismo sentimental em <em>Hair</em>, que se permite a colocar uma alucinação de Claude para, ao fim, cantar que Timothy Leadry, que acreditava na fuga pelas drogas, estaria errado. Ou, ainda, momentos em que pessoas aleatórias começam a cantar, como no comparecimento ao Exército em que os inspetores ficariam supostamente com desejo pelos homens, sendo os brancos interessados nos negros e vice-versa (e as mulheres também, mostrando claro que não é uma postura homossexual, assim como não há postura negra quando Hud 'desafia' o loiro e chama-o de 'branco azedo' e os dois saem numa boa).</p>
<p style="text-align:justify;">Sem medo de aparecer ufanisticamente ou ficar fora de grandes posições ideológicas, <em>Hair </em>é competente no entretenimento saudável e diversificado, não se dando a grandes interpretações ou floreamentos. Não diria que é uma "mensagem" que o filme passa, apenas um sentimento, bastante acolhedor, por sinal, e que me deixa modificado ao final de cada sessão. Mesmo que, se ao cruzar na esquina com alguém cabeludo, a seguir, eu tente escapulir do mesmo jeito.</p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://img217.imageshack.us/img217/5084/boton1iu2hv3.jpg" alt="" width="100" height="100" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Cassius Abreu</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[super hiper mega aula]]></title>
<link>http://propart.wordpress.com/?p=16</link>
<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 15:52:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Penkala</dc:creator>
<guid>http://propart.pt.wordpress.com/2008/09/17/super-hiper-mega-aula/</guid>
<description><![CDATA[E então tem um aulão no dia 4 de outubro próximo, num sábado. O aulão vai das 8h até as 13h. O]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>E então tem um aulão no dia 4 de outubro próximo, num sábado. O aulão vai das 8h até as 13h. O objetivo é reunir todo mundo pra que todos se conheçam e desenvolvam atividades bacanas. No aulão deste ano os alunos vão desenvolver, com orientação dos professores, atividades usando a linguagem audiovisual. A idéia é que o encontro resulte em vídeos de curta duração que abordem as mudanças no comportamento, na cultura, na economia, nas relações sociais e nas políticas nos últimos 40 anos, tanto no Brasil quanto no mundo.</p>
<p>Os vídeos serão exibidos na Mostra    	   	<strong>1968-2008: Da Resistência à Globalização</strong>, que acontece de 13 de outubro até 12 de dezembro no curso de Publicidade e Propaganda da FACEBG. A Mostra pretende dar conta de um tema que ainda não se esgotou na cultura, que é o ano de 1968. Vocês sabem por que o ano significa tanto na história do século XX? O que aconteceu em 1968? Zuenir Ventura, autor brasileiro, escreveu 1968 - O ano que não terminou enfocando o ano aqui no Brasil, mas o mundo viveu esse ano com bastante intensidade também. Nos EUA, por exemplo, se vivia uma guerra. Nós, aqui no Brasil, vivíamos também uma guerra: uma luta de resistência à opressão da Ditadura Militar, que apertou sua corda opressora contra a expressão e contra a liberdade política neste ano, quatro após o Golpe.</p>
<p>Convoco vocês a pensarem sobre 1968, sobre os 40 anos entre 68 e 2008, e a irem pro aulão dia 4 de outubro munidos de idéias pra que a gente possa fazer um vídeo bem bacana pra Mostra!</p>
<p>Entendam um pouco sobre o ano de 1968 no mundo:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Ano Internacional dos Direitos Humanos, pela ONU.</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>JANEIRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">5 de Janeiro - Início da Primavera de Praga, marcada pela vitória nas eleições do ministro Alexander Dubček, que questiona a Cortina de Ferro.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">30 de janeiro - Vietcongues lançam a "Ofensiva Tet" contra os americanos durante o ano-novo vietnamita (o ano lunar chinês).</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">31 de Janeiro - Vietcongs atacam a embaixada americana em Saigon.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>FEVEREIRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">5 de fevereiro - Universidades são ocupadas por estudantes na Espanha e na Itália, e na Alemanha, um consulado americano.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">18 de fevereiro - Em Berlim, grande manifestação estudantil contra a guerra do Vietnã, liderada por Rudi Dutschke.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>MARÇO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">7 de Março - Guerra do Vietnã: Primeira batalha em Saigon começa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">16 de Março - Matança de My Lai: Guerra do Vietnã: Tropas americanas matam vários civis.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">27 de Março - Morre o astronauta russo Yuri Gagarin.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">28 de Março – Brasil: Ditadura Militar: O estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 16 anos, é morto pela polícia no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, Brasil. Secundarista e pobre, Edson estava almoçando no restaurante quando foi mortalmente baleado. Ao contrário do que o governo publicou na época, Edson não era líder estudantil nem participava de confrontos armados. [A morte de Edson Luís virou um marco na luta estudantil contra a ditadura. Seu enterro foi histórico, unindo centenas de pessoas em protesto, repúdio e luto]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://josekuller.files.wordpress.com/2008/04/1998-009915_pop.jpg"><img class="alignnone" title="Edson Luis" src="http://josekuller.files.wordpress.com/2008/04/1998-009915_pop.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><em>(Edson Luís, metralhado no restaurante universitário</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/021edson%20luis.gif"><img class="alignnone" title="Velando Edson" src="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/021edson%20luis.gif" alt="" width="283" height="399" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">(<em>Velório de Edson</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2007/imagens/brasil28_5.jpg"><img class="alignnone" title="Enterro de um estudante pobre" src="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2007/imagens/brasil28_5.jpg" alt="" width="600" height="312" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">(<em>Enterro de Edson Luís</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>ABRIL:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">4 de Abril</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- EUA: Martin Luther King é assassinado em Memphis, Tennessee [Luther King, ativista político e humanista, é o símbolo da luta contra a discriminação racial nos EUA]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://adwebfreak.files.wordpress.com/2006/11/martin-luther-king.jpg"><img class="alignnone" title="Martin Luther King" src="http://adwebfreak.files.wordpress.com/2006/11/martin-luther-king.jpg" alt="" width="389" height="336" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- Brasil: Falece o jornalista e empresário Assis Chateaubriand, dono da TV Tupi e do império dos Diários Associados.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">6 de abril - Lançamento do filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">11 de Abril - O presidente americano, Lyndon Johnson, assina a lei sobre os direitos civis.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">20 de Abril - Pierre Elliott Trudeau torna-se primeiro-ministro do Canadá.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">23 de Abril - Em Paris, França, é feito o primeiro transplante do coração na Europa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">23 a 30 de Abril - Guerra do Vietnã: Estudantes americanos fazem protestos contra a guerra, na Universidade de Columbia, em Nova York.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>MAIO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">2 de Maio – França: Inicio do "Maio de 1968". Estudantes se manifestam contra o "status quo". Barricadas são levantadas nas ruas e ocorrem confrontos com a polícia.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://br.geocities.com/vestihistoria/Franca_1968.jpg"><img class="alignnone" title="Maio de 1968" src="http://br.geocities.com/vestihistoria/Franca_1968.jpg" alt="" width="363" height="470" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">3 de Maio A Universidade de Paris (Sorbonne) é fechada pelas autoridades. A UNEF (Union nationale des étudiants de France) organiza passeatas que são dissolvidas com violência cada vez maior pela polícia.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://i305.photobucket.com/albums/nn204/mickaell6/maio_68_Paris.jpg"><img class="alignnone" title="Maio de 68" src="http://i305.photobucket.com/albums/nn204/mickaell6/maio_68_Paris.jpg" alt="" width="428" height="310" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">10 de Maio A "noite das barricadas". Os estudantes ganham as simpatias de bancários, comerciantes, funcionários públicos, jornaleiros, professores e sindicalistas que aderem à causa estudantil. O protesto estudantil contra o autoritarismo e anacronismo das academias, com a adesão dos operários, transforma-se numa contestação política ao regime de Charles de Gaulle, então presidente francês.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">26 de Maio - O médico Euryclides de Jesus Zerbini realiza em João Boiadeiro o primeiro transplante cardíaco do Brasil.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>JUNHO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">5 de Junho – EUA: Robert Kennedy é atingido por tiros no Hotel Ambassador em Los Angeles, na Califórnia, vindo a morrer. [5 anos antes seu irmão John, então presidente norte-americano, havia sido baleado e morrido durante um desfile em carro aberto, em Dallas.]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">25 de Julho - O Papa Paulo VI publica a encíclica Humanae Vitae, que condena o uso de anticoncepcionais.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">26 de Junho - É realizada, na Av. Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Maior manifestação civil contra a ditadura militar, antes da decretação do AI-5, com participação de intelectuais, artistas e ativistas políticos. A "Marcha dos 100 Mil" representou o auge da resistência popular à ditadura e desfilou pelo centro do Rio praticamente sem nenhum incidente: o assassinato do estudante Edson Luís causou grande comoção social e, pela primeira vez - desde o golpe, os militares foram colocados na defensiva e aceitaram negociar uma pauta de reivindicações com os manifestantes. A marcha foi dedicada à memória do estudante Edson Luís, morto três meses antes.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://api.ning.com/files/ABQlwGvgX8JHxw-XNP-*Phxtgz1MjbY9iHRQrJnCkEtYbJ8CCFtuRUH97TCHsYnXEP7ZtCqz*apaXsY68dZWmCEGSj07McG6/movimento1968.jpg"><img class="alignnone" title="Passeata dos Cem Mil" src="http://api.ning.com/files/ABQlwGvgX8JHxw-XNP-*Phxtgz1MjbY9iHRQrJnCkEtYbJ8CCFtuRUH97TCHsYnXEP7ZtCqz*apaXsY68dZWmCEGSj07McG6/movimento1968.jpg" alt="" width="550" height="421" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><em>(Passeata dos Cem Mil)</em></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>JULHO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">1 de Julho - 137 países assinam acordo de não proliferação nuclear.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>AGOSTO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">20 e 21 de Agosto - Fim da Primavera de Praga: Tropas soviéticas e outros países do Pacto de Varsóvia (excepto a Romênia) invadem a cidade de Praga, na Tchecoslováquia, reprimindo a população local que apoiava as reformas levadas a cabo pelo governo local.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">24 de Agosto - Grécia torna-se no primeiro Estado Associado da CEE.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>SETEMBRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">3 de Setembro - O jornalista e deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB carioca, faz discurso no congresso criticando a ditadura militar. Em dado momento, Márcio ironiza os militares, pedindo para as jovens moças evitarem dançar com cadetes. O discurso irrita os generais e Márcio é processado.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>OUTUBRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">2 de Outubro - Massacre de Tlateloco: massacre de estudantes na praça das Três Culturas: o exército mata 48 pessoas durante manifestação estudantil no México.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">2 e 3 de Outubro:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- A rua Maria Antônia, na cidade brasileira de São Paulo, onde se situavam a Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo é palco do conflito que ficou conhecido como a "Batalha da Maria Antônia".</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- O general peruano Juan Velasco Alvarado dirige um golpe de estado, iniciando o regime militar que durou até 1980 no Peru.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">11 de Outubro - Lançada a Apollo 7, cuja missão foi a primeira televisionada.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">14 de Outubro - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anuncia que enviará 24.000 soldados para a Guerra do Vietnã.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">15 de outubro- Prisão de líderes estudantis no 30º Congresso da UNE, realizado em Ibiúna (São Paulo - Brasil): mais de 700 delegados eleitos nas universidades foram presos pelas forças policiais. [Entre eles estava José Dirceu]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/Ibiuna_montagem_epoca.jpg"><img class="alignnone" title="Ibiúna" src="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/Ibiuna_montagem_epoca.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">(<em>Prisões no Congresso em Ibiúna - páginas da imprensa na época</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">16 de outubro - John Carlos (à direita, na foto abaixo) e Tommie Smith erguem os punhos com luvas pretas no pódio dos 200 m do atletismo. O gesto é a saudação dos <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Panteras_Negras" target="_self">Panteras Negras</a></strong>, partido que lutava pelos direitos dos negros nos EUA, e foi feito pelos atletas em protesto contra o racismo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/CRsmithT3.jpg"><img class="alignnone" title="Olimpiadas de 1968" src="http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/CRsmithT3.jpg" alt="" width="357" height="514" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>DEZEMBRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">13 de Dezembro - O Presidente Costa e Silva decreta o AI-5 - Ato Institucional número 5, dando início ao período mais fechado e violento da Ditadura Militar no Brasil iniciada em 31 de Março de 1964. O ato, que durou dez anos, foi motivado pela recusa do Congresso Nacional em condenar o deputado Márcio Moreira Alves pelo discurso de setembro, que afrontou a ditadura. [Foi o período negro de uma ditadura que só acabou em 1985]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ * ] <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maio_de_1968" target="_blank">Mais sobre o MAIO DE 68 NA FRANÇA</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ ** ] <a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=563" target="_self">Saiba mais sobre o racismo nas Olimpíadas</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ *** ] <a href="http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_10/rbcs10_02.htm" target="_self">Entenda mais sobre a censura na Ditadura Militar brasileira</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ **** ] <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_(pai)" target="_self">Saiba mais sobre Martin Luther King</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tops! Décadas: 60]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=803</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 00:27:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>silvaccc</dc:creator>
<guid>http://multiplot.pt.wordpress.com/2008/07/24/tops-decadas-60/</guid>
<description><![CDATA[E dando prosseguimento ao nosso tour pelas décadas do cinema, trazemos para vocês os tops da déca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">E dando prosseguimento ao nosso tour pelas décadas do cinema, trazemos para vocês os tops da década de 60, que rivaliza com a de 70 e a de 50 como uma das mais importantes. E, como é de praxe, o primeiro top dos comentários virá aqui para cima do post.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Top! do leitor:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Fábio Rockenbach</strong></p>
<div class="entry">
<p style="text-align:justify;">Não é minha década preferida, nem de longe, mas preciso reconhecer que não foi fácil escolher apenas 10 - como de praxe. Difícil mesmo foi nos anos 40 e 50, meus preferidos. Mas se há algo que prova a riqueza da década para me contradizer, é a relação dos nomes <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a>, Peckinpah, Lean, Kurosawa, Visconti, Penn… Kubrick ganhou a brincadeira com 2 filmes entre os dez…</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://upload.moldova.org/movie/movies/2/2001_a_space_odyssey/thumbnails/tn2_2001_a_space_odyssey_2.jpg" alt="" /></p>
<p>01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/">Era uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
03. Meu ódio será tua herança (Sam Peckinpah, 1969)<br />
04. Doutor Jivago (David Lean, 1965)<br />
05. Yojimbo (Akira Kurosawa, 1961)<br />
06. Psicose (Alfred Hitchcok, 1960)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-ano-passado-em-marienbad-alain-resnais-1961/">O Ano Passado em Marienbad</a> (Alan Resnais, 1961)<br />
08. O Leopardo (Luchino Visconti, 1963)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
10. Bonnie &#38; Clyde (Arthur Penn, 1967)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tops! da Equipe:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Marcelo Dillenburg</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Uma década em que gênios resolveram complicar nosso trabalho de fazer tops, criando duas ou três obras magníficas. Foi assim com Hitchcock, <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a>, Leone e Lean. Juntos, eles abocanharam 70% da minha lista, e poderia ter sido mais. Ah, sim, um detalhe, os dois primeiros estão também no meu top 10 de todos os tempos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/strangelove1.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-815" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/strangelove1.jpeg" alt="" width="400" height="397" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
05. Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)<br />
06. O Homem que Matou o Facínora (John Ford, 1962)<br />
07. A Noite dos Mortos-Vivos (George Romero, 1968)<br />
08. Lawrence da Arábia (David Lean, 1962)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
10. A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Daniel Dalpizzolo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Cinco dos dez filmes que atualmente compõem meu top pessoal na seção Equipe são dessa década, e para dar espaço a outros diretores e filmes que eu aprecio tanto quanto resolvi sacar fora esses filmes (O Demônio das Onze Horas, Meu Ódio Será Tua Herança, O Anjo Exterminador, <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-ano-passado-em-marienbad-alain-resnais-1961/">O Ano Passado em Marienbad</a> e a Trilogia da Incomunicabilidade de Antonioni) e fazer deles meras menções. Nem assim consegui citar um quinto de tudo o que eu queria, mas definitivamente desisti de lutar contra esses tops. Dez é muito pouco, gente. É torturante.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/blowup4601.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-814" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/blowup4601.jpg" alt="" width="460" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/">Blow up - Depois Daquele Beijo</a> (Michelangelo Antonioni, 1966)<br />
02. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)<br />
03. Hatari! (Howard Hawks, 1962)<br />
04. Weekend à Francesa (Jean-Luc Godard, 1967)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/a-tortura-do-medo-michael-powell-1960/" target="_blank">A Tortura do Medo</a> (Michael Powell, 1960)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/11/a-hora-do-lobo-ingmar-bergman-1968-2/" target="_blank">A Hora do Lobo</a> (Ingmar Bergman, 1968)<br />
07. Badaladas à Meia Noite (Orson Welles, 1965)<br />
08. O Beijo Amargo (Samuel Fuller, 1965)<br />
09. São Paulo S.A. (Luis Sergio Person, 1963)<br />
10. O Desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Adney Silva</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Essa é a década mais complicada para fazer um top, na minha opinião. O grande diferencial desse top é que muitas das técnicas e temáticas utilizadas no cinema atual foram utilizadas primeiramente nessa década, além de ser uma das mais importantes (perdendo apenas para a de 50). Hitchcock, Polanski e Romero investido no terror; <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a> e Edwards na comédia; Mike Nichols nos relacionamentos; Arthur Penn no road-movies; Franklin J. Schafner na ficção -científica (com alegorias políticas); o velho-oeste (na visão clássica norte-americana e italiana); e David Lean nos proporcionando algumas das imagens mais lindas e poéticas do cinema.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/the-birds-alfred-hitchcock-pic-44.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-813" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/the-birds-alfred-hitchcock-pic-44.jpg" alt="" width="500" height="272" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
02. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/">Era uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1967)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/14/bonnie-clyde-uma-rajada-de-balas-arthur-penn-1967/" target="_blank">Bonnie &#38; Clyde</a> (Arthur Penn, 1967)<br />
06. O Planeta dos Macacos (Franklin J. Schafner, 1968)<br />
07. O Homem que Matou o Facínora (John Ford, 1962)<br />
08. A Noite dos Mortos Vivos (George A. Romero, 1968)<br />
09. A Corrida do Século (Blake Edwards, 1965)<br />
10. Dr. Jivago (David Lean, 1965)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Pedro Kerr</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Uma década muito interessante, que também é de sofrer pra fazer um top. Foi quando começaram a se abrir as portas para experimentar de tudo, refletindo tudo o que você já ouviu e não ouviu falar sobre os anos 60.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/tres_homens_conflito_1967_032.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-812" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/tres_homens_conflito_1967_032.jpg" alt="" width="500" height="248" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era Uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
03. O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard, 1965)<br />
04. Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckinpah, 1969)<br />
05. Viridiana (Luis Buñuel, 1961)<br />
06. O Beijo Amargo (Sam Fuller, 1964)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/">Blow up - Depois Daquele Beijo</a> (Michelangelo Antonioni, 1966)<br />
08. O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Djonata Ramos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A década de Sergio Leone e sua aula de como fazer um épico do <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/western/">Western</a>. <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a> na maior ficção de todos os tempos. Polanski e Hitch tocando o terror, e o restante, bem... veja você mesmo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://moviepatron.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/once-upon-opening.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/west12.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era Uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)<br />
03. O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
05. Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)<br />
06. O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard, 1965)<br />
07. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)<br />
08. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
09. A Noite dos Mortos Vivos (George A. Romero, 1968)<br />
10. A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Luis Henrique Boaventura</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.bergmanorama.com/gallery4/hour-37.jpg" alt="" width="480" height="367" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/vargtimmen14410.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">Bah, malditos tops!. Ficando de fora <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/muriel-ou-o-tempo-de-um-retorno-alain-resnais-1963/">Muriel</a>, Psicose, O Leopardo, O Homem que Matou o Facínora, A Doce Vida e as duas primeiras partes da trilogia das doletas. De qualquer forma, década absolutamente sensacional. Bergman e Resnais enlouquecendo o espectador pelos seus labirintos do tempo e da memória, Buñuel partindo de um dos plots mais geniais do cinema, <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a> espumando sarcasmo, Jean Pierre-Melville numa simbiose absoluta com Alain Delon entregando a forma mais pulsante de vida em apenas 5 segundos de um filme todo esmaltado num metodismo gélido, Powell e Antonioni destruindo com obras-primas de metacinema, e Sergio Leone sendo simplesmente o melhor de todos.</p>
<p style="text-align:justify;">*edit: Kubrick que me perdoe, mas SP S/A entrando com tudo no top.</p>
<p style="text-align:left;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/19/a-hora-do-lobo-ingmar-bergman-1968/">A Hora do Lobo</a> (Ingmar Bergman, 1968)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era Uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-samurai-jean-pierre-melville-1967/">O Samurai</a> (Jean Pierre-Melville, 1967)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-ano-passado-em-marienbad-alain-resnais-1961/">O Ano Passado em Marienbad</a> (Alain Resnais, 1961)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/16/persona-ingmar-bergman-1966/">Persona</a> (Ingmar Bergman, 1966)<br />
07. O Anjo Exterminador (Luis Buñuel, 1962)<br />
08. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/a-tortura-do-medo-michael-powell-1960/" target="_blank">A Tortura do Medo</a> (Michael Powell, 1960)<br />
09. São Paulo S/A (Luiz Sérgio Person, 1965)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/">Blow up - Depois Daquele Beijo</a> (Michelangelo Antonioni, 1966)</p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[68 nas artes plásticas]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=327</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 22:47:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt.wordpress.com/2008/07/16/68-nas-artes-plasticas/</guid>
<description><![CDATA[Para tratar o tema do Arquivo68 de um outro ângulo e inaugurar uma nova categoria, posto as reprodu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para tratar o tema do Arquivo68 de um outro ângulo e inaugurar uma nova categoria, posto as reproduções de dois quadros do artista português Júlio Pomar.</p>
[caption id="" align="alignleft" width="400" caption="Julio Pomar - Maio de 1968"]<a href="http://bp0.blogger.com/_y9JCP1wazVo/Rtic5qJAUnI/AAAAAAAAIGQ/bgpUwj96tTA/s400/9.jpg"><img src="http://bp0.blogger.com/_y9JCP1wazVo/Rtic5qJAUnI/AAAAAAAAIGQ/bgpUwj96tTA/s400/9.jpg" alt="Julio Pomar - Maio de 1968" width="400" height="320" /></a>[/caption]
<p> </p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
[caption id="" align="alignright" width="400" caption="Júlio Pomar - Maio de 1968 (CRS - SS) II, 1968 - Acrílico sobre tela, 97 x 130 - Coleção de Jorge de Brito (Cascais - Portugal)"]<a href="http://bp1.blogger.com/_y9JCP1wazVo/Rticg6JAUmI/AAAAAAAAIGI/NwH2QCIucsA/s400/8.jpg"><img class=" " src="http://bp1.blogger.com/_y9JCP1wazVo/Rticg6JAUmI/AAAAAAAAIGI/NwH2QCIucsA/s400/8.jpg" alt="Júlio Pomar - Maio de 1968 (CRS - SS), 1969 - Acr�lico sobre tela, 130 x 162 - Coleção de Jorge de Brito (Cascais - Portugal)" width="400" height="296" /></a>[/caption]
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[umas linhas sonolentas]]></title>
<link>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=137</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 15:57:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>ocavirtual</dc:creator>
<guid>http://ocavirtual.pt.wordpress.com/2008/06/26/umas-linhas-sonolentas/</guid>
<description><![CDATA[-ai que preguiça diz  o bom matuto aculturado
- ai que preguiça diz o nobre deputado
- ai que preg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>-ai que preguiça diz  o bom matuto aculturado</p>
<p>- ai que preguiça diz o nobre deputado</p>
<p>- ai que preguiça diz a dona trabalhadera,que trabaia de segunda a sabado,sem folga na sexta feira</p>
<p>- e assim ficam todos cantando senhores da matáfora do Brasileiro Vagabundo</p>
<p>e enquanto isso na Terra dos outros eu escrevo umas linhas</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO????]]></title>
<link>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=128</link>
<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 14:27:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ocavirtual</dc:creator>
<guid>http://ocavirtual.pt.wordpress.com/2008/06/16/pra-quem-serve-o-teu-conhecimento/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ocavirtual.files.wordpress.com/2008/06/pra-quem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-127" src="http://ocavirtual.wordpress.com/files/2008/06/pra-quem.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAGICAL (((CYBER))) MYSTERY TOUR]]></title>
<link>http://nucool.wordpress.com/?p=182</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 14:55:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>nucool</dc:creator>
<guid>http://nucool.pt.wordpress.com/2008/06/13/magical-cyber-mystery-tour/</guid>
<description><![CDATA[
Daft Punk - Around The World
*
Tudo teve iniciou no Rajastão com o movie dos australianos do Kamah]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/K0HSD_i2DvA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/K0HSD_i2DvA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;"><em>Daft Punk - Around The World</em></p>
<p style="text-align:center;">*</p>
<p>Tudo teve iniciou no Rajastão com o movie dos australianos do Kamahlfilm, lá em <a href="http://nucool.wordpress.com/2008/05/04/a-grande-jornada/" target="_blank">A GRANDE JORNADA</a>, comecei a pensar sobre as rotas hippies que ligaram a Europa a lugares exóticos do planeta, dos quais tive o prazer de percorrer duas, e isso virou <a href="http://nucool.wordpress.com/2008/05/08/um-lugar-no-mundo/">UM LUGAR NO MUNDO</a>; onde questionei se o deslocar no mundo físico ainda faz sentido ou as rotas iniciáticas se concentram agora no ciberespaço. Me lembrei dos djs, que nos anos 90, popularizaram partes desses trajetos, com suas raves. <a href="http://nucool.wordpress.com/2008/05/06/transbordando/" target="_blank">TRANSBORDEI</a>, pensando sobre o significado das fronteiras, a nova geografia e quem seriam os <em>new travellers</em>. Minha amiga virtual, "maluca e informada", Chantal, me apresentou o João e <a href="http://nucool.wordpress.com/2008/05/20/o-diario-de-viagens-do-joao/" target="_blank">SEU DIÁRIO DE VIAGENS</a>, cheio de coincidências. Quando vi comemorávamos 40 anos do levante de MAIO DE 68 e me deparei com as <a href="http://nucool.wordpress.com/2008/05/27/lindas-gostosas-e-revolucionarias-3-musas-de-maio-de-68/" target="_blank">MUSAS</a> que influênciaram multidões! Senti saudades da África e de sua <a href="http://nucool.wordpress.com/2008/06/08/na-natureza-selvagem/" target="_blank">NATUREZA SELVAGEM</a>!</p>
<p>Fechando esse ciclo, a NUCOOLEXPERIENCIA, dá um tempo e se desloca fisicamente para as margens do Rio Prata, vagando entre a Argentina e o Uruguai.</p>
<p style="text-align:left;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[L'imagination au pouvoir]]></title>
<link>http://iguape.wordpress.com/?p=778</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 17:54:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Julio Silva</dc:creator>
<guid>http://diariodeiguape.com/2008/06/09/limagination-au-pouvoir/</guid>
<description><![CDATA[A imaginação ao poder 
Entrevista com o Escritor, Cientista Social e Professor Benedito Machado
Em]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><span style="color:#ff0000;"><a><img class="alignleft size-medium wp-image-850" src="http://iguape.wordpress.com/files/2008/06/beneditomachado.jpg?w=114" alt="" width="114" height="114" /></a>A imaginação ao poder</span> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Entrevista com o Escritor, Cientista Social e Professor Benedito Machado</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Em maio de 68 principiaram as manifestações estudantis na França, onde slogans dos jovens (grande parte é hoje sexagenário) agitaram, por todo o mundo e inclusive no Brasil, idéias contrárias à formas como existiam as relações sociais entre poder instituido e indivíduos. Sem muito compromisso ideológico, na maioria das vezes, as vozes somavam-se nas multidões em slogans que refletiam desejos reprimidos de manifestação ou de um mundo melhor. <span style="color:#0000ff;"><strong>(leia+►)</strong><span style="color:#000000;">. </span></span><!--more-->A França, na época, vivia sob a didatura de Charles de Gaulle e, no Brasil, amargávamos também os primeiros anos da ditadura. Por aqui culminaria com o Ato Institucional nº5 (AI-5), que viria a suprimir uma gama de liberdades individuais e atrelar qualquer divulgação ao crivo de censores.<br />
É algo curioso a dualidade dos seres humanos; se há total liberdade de expressão e de ações - delimitadas pelas leis -, como atualmente, nota-se apatia em relação à participação político-social. Se não há, alguns passam a exigir direitos de manifestações, de opinões. Em nossos dias reclama-se que não há bons políticos, que há bandalheira em suas atitudes; porém, não levantam-se para agir no processo democrático e nele evidenciarem ideais mais nobres que os atuais.</p>
<p style="text-align:justify;">Abaixo, entrevista com o Escritor, Cientista Político e Professor Benedito Machado, que muito contribui com o assunto:</p>
<p style="text-align:justify;">D.I. - Onde o Professor Benedito Machado atuava naquela época?<br />
BM - Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.<br />
 <br />
D.I. - Qual o significado de maio de 68, na perspectiva histórica recente?<br />
BM - Mudança de paradigmas. O mundo político, intelectual e econômico da época estava polarizado entre esquerda e direita, vale dizer, EUA e URSS, limitando as respostas para as crises do estado, do pensamento e do mercado, a somente essas duas possibilidades. Dentro dessa limitação, na Filosofia européia, por exemplo, o pensamento de Sartre era contestado pelos adeptos de  Raimond Aron, que chamava o marxismo de "ópio dos intelectuais", e a briga parava por aí, deixando de lado toda a contribuição de outros filósofos, como Heidegger, Wittgeinstein, etc.<br />
 <br />
DI  - O que entende-se por "L'imagination au pouvoir", um dos slogan da época na França?<br />
BM - Exatamente sair daquele círculo vicioso do pensamento, pela criatividade da imaginação. De certa maneira, era um basta ao absolutismo do racionalismo kantiano (a secura da razão pura), que devia ser não propriamente substituído, mas complementado pela imaginação, pela arte, pela beleza, enfim. <br />
 <br />
DI - Houve algum tema parecido no Brasil?<br />
B.M. - Houve muitos, mas apenas como manifestações pessoais ou de pequenos grupos, nunca como movimento nacional. A FFCL-USP, o Teatro de Arena (Gianfrancesco Guarnieri, Vianinha, etc.), é o que me ocorrem, no momento, sempre no eixo Rio-São Paulo. Infelizmente, a Ditadura Militar, da época, abafou tudo.  <br />
 <br />
DI - A que o Professor atribuiu a aparente 'apatia' à participação política dos jovens?<br />
BM - Não são os jovens que devem ir à política, mas esta é que deve ir aos jovens. Os jovens universitários que se tornaram políticos (FHC, Serra, Covas) o fizeram porque eram pessoas excepcionais, em cultura e participação na política estudantil. Nunca os estudantes participaram "em massa" da política. Era sempre um grupo pequeno, que fazia os movimentos, de reivindicação ou de esclarecimento. Eu fui do Diretório Central de Estudantes, em Juiz de Fora (onde fiz o "Científico" - como era chamado o curso, então), e convidei muitos políticos para fazerem palestras, sobre temas nacionais, mas a participação dos estudantes só era grande quando se reivindicava diminuição no preço do ingresso nos cinemas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A geração de 68 fracassou?]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=264</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 17:56:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt.wordpress.com/2008/06/05/a-geracao-de-68-fracassou/</guid>
<description><![CDATA[Nos comentários de &#8220;1968: A torre do Banespa X 2008: a torre do Santander&#8220;, foi iniciad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:IF_B8-KC2S_bAM:http://www.csotan.org/images/1678.jpg" alt="" width="254" height="170" />Nos comentários de "<a href="http://josekuller.wordpress.com/2008/04/15/1968-a-torre-do-banespa-x-2008-a-torre-do-santander/"><strong><span style="color:#0000ff;">1968: A torre do Banespa X 2008: a torre do Santander</span></strong></a>", foi iniciada uma discussão, que depois se interrompeu. O debate girava em torno das conseqüências das lutas dos jovens na década de 60, especialmente em 1968. Ele foi suscitado pelo texto do Orlando Nascimento,  que assim concluia: <span style="text-decoration:underline;">Minha geração fracassou</span>!</p>
<p>Como forma de estimular a continuidade da discussão destaco, em Páginas 26, o artigo: "<a href="http://josekuller.wordpress.com/26-maio-de-68-e-a-historia-sem-fim/"><strong><span style="color:#0000ff;">Maio de 68 e a história sem fim</span></strong></a>", que já havia sido indicado em Artigos Pertinentes (8). Espero que gostem da leitura e que ela faça reviver o debate.</p>
<p>Küller</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Maio de 68" o que virou (do Estadão)]]></title>
<link>http://ghiraldelli.wordpress.com/?p=556</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 16:41:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Ghiraldelli Jr.</dc:creator>
<guid>http://ghiraldelli.pt.wordpress.com/2008/06/04/maio-de-68-o-que-virou-do-estadao/</guid>
<description><![CDATA[
“Maio de 68&#8221; não representa mais nada de importante? Depois de 40 anos das revoltas da juv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#000000;"><a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/06/bw.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-554" style="float:right;border:1px solid black;margin:10px;" src="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/06/bw.jpg?w=300" alt="Dayton (Museum) - Ohio - Berlin Wall" width="300" height="218" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">“Maio de 68'' não representa mais nada de importante? Depois de 40 anos das revoltas da juventude no mundo todo - por motivos variados em cada país -, o movimento que alguns chamaram de as ''barricadas do desejo'' é visto como tendo fracassado e, ao mesmo tempo, mudado o mundo. Há alguma utilidade na sua lembrança senão a de criar algumas mesas-redondas em universidades?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Durante esses 40 anos, a cada ano com final 8 fizemos algum tipo de retrospecto do que ocorreu no final da década de 60. Somente agora, todavia, é que realmente encerramos os dois vagalhões iniciados ao final daqueles tempos, pela esquerda e pela direita. E talvez sejamos capazes, finalmente, de dizer algo menos tolo do que até então dissemos sobre aquela época.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Falamos em dois vagalhões. Comecemos pelo da esquerda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Um movimento que se iniciou naqueles anos foi o de contestação do comunismo, em especial o que havia no mundo soviético e satélites. Vários que incentivaram os movimentos de ''Maio de 68'', ao menos no Ocidente, imaginavam ter nos modelos da China e de Cuba alternativas para o comunismo. Não era mais possível engolir o modelo soviético. Afinal, ali do ladinho de franceses - tão afoitos na época - estavam os jovens checos queimando seus corpos, em terrível auto-imolação contra a ditadura comunista. Passado 40 anos, o modelo alternativo mostrou-se tão caduco quanto o original soviético, e já está praticamente extinto. Pena que Cuba e China comecem a adotar o capitalismo sem pensar, ainda, em adotar a democracia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Uma parte dos frustrados com o ''Maio de 68'' optou pela ''luta armada''. Na Europa, isso significou simplesmente o ''terrorismo'' - que causou a morte de vários democratas autênticos. Foram assassinados barbaramente - Aldo Moro foi o símbolo maior dessa barbárie. Isso trouxe para a juventude que fez essa opção uma vida pouco aconselhável. Outra parte, menos autoritária, foi sendo pouco a pouco absorvida pela social-democracia tradicional ou, em seguida, pelo eurocomunismo. Nos EUA, alguns desistiram da política, esperaram as coisas esfriar e entraram para a ''política cultural'', as políticas de esquerda dentro de universidades. Jocosamente, alguns disseram a tais pessoas: ''O lema de vocês, agora, é ''tomar o poder no Departamento de Letras, já que não se pode tomar a Casa Branca''.''</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Passemos para o vagalhão da direita.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Logo em seguida veio o vagalhão conservador. Ronald Reagan e Margaret Thatcher fizeram história. Aliás, fizeram história por uma razão que, muitas vezes, os que chamam todos de ''neoliberais'', sem saber o que significa a palavra, desconhecem. O fato é que Reagan e Thatcher rearranjaram a economia de seus países e deram alternativas sociais que o Partido Democrata e o Partido Trabalhista, respectivamente nos EUA e na Inglaterra, não sabiam dar na época. Quando os democratas e os trabalhistas puderam voltar ao poder, governaram países já fora da crise. É claro que pegaram países onde o Welfare State (Estado de Bem-Estar Social) havia encolhido, mas tiveram de agradecer o rearranjo econômico dado pelos conservadores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">Passados 40 anos, estamos botando a cabeça para fora do ''Maio de 68''. Temos claro que havia bem menos democratas e libertários nos protestos do que contamos, depois, aos filhos e aos netos. E o mais engraçado de tudo isso é que, já no final da década de 1980, quando alguns entre nós ainda estavam comemorando o ''Maio de 68'', e ainda omitindo o fato de que os ideais desse movimento não eram todos em favor da liberdade como pareciam, veio a inesperada queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989. Então, logo em seguida eclodiram as revoluções do Leste Europeu, que resultaram no estupendo fim da União Soviética (URSS). O comunismo estava acabado. A revolução armada saiu pela culatra: veio do lado oposto e em nome da liberdade individual - neste caso, sim, os melhores dias do ''Maio de 68'' vingaram.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">E 40 anos depois, a menor flor do ''Maio de 68'', a democracia, tornou-se efetivamente a única bandeira digna de defesa. Tal qual o fim da escravidão, ou a condenação do racismo, ou a defesa dos direitos iguais para mulheres, ou a proibição do trabalho infantil, a democracia está cada vez mais se tornando um cartão de visita. Ou praticamos alguma democracia e, então, nos dizemos civilizados, ou não podemos abrir muito a boca, pois somos vistos como bárbaros, a despeito do nível tecnológico que nossas sociedades possam apresentar. Essa flor menor do ''Maio de 68'' cresceu e acabou se tornando mais forte do que as outras que estavam ali juntas, naquele tempo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">É claro que iríamos escutar, à direita e à esquerda, nas mesas universitárias de maio, agora, em 2008, alguns falando de Cuba ou da China como lugares ''de esquerda'' e que ''vencerão o imperialismo''. Essas palavras de ordem do porão, que não dizem nada de concreto, sempre sairão da boca de algum maluquinho. Também veríamos algum tolo querendo mentir para os mais jovens, colocando (1) Marcuse e outros frankfurtianos na vala comum de heróis socialistas lambuzados por tolices de Chomsky, em vez aproveitar a parte libertária dos escritos dos grandes filósofos que movimentaram 68 - aqueles conteúdos mais condizentes com a ampliação da democracia. Mas, agora, esse pessoal já fala para bem menos pessoas. As mesas são poucas. Talvez seja até melhor assim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">O ''é proibido proibir'' de ''Maio de 68'' foi, de fato, derrotado. Mas já estava derrotado ali mesmo, entre seus pares. Foi preciso que todas as grandes tendências autoritárias que estavam contidas naquelas jornadas explicitassem os seus projetos nos anos 70, 80 e 90 para que pudéssemos, agora, começar a perceber que só o ''proibido proibir'' tinha algum sentido. E ele apontava para o regime menos charmoso de todos, a democracia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;">(1) a palavra "colocando" faltou no artigo publicado no Estadão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></p>
<p> </p>
<p></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A NUDEZ DA NOVA CAMPANHA DE TOM FORD É...]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=888</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 12:12:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.pt.wordpress.com/2008/06/04/a-nudez-da-nova-campanha-de-tom-ford-e/</guid>
<description><![CDATA[

CAFONA! 
Mas essa bobagem, mais um truque de mestre do marketing que se instala no belo corpo do s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/tf0530085.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-889" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/tf0530085.jpg" alt="" width="465" height="308" /></a></p>
<p><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/tf0530083.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-892" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/tf0530083.jpg" alt="" width="465" height="308" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span>CAFONA! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Mas essa bobagem, mais um truque de mestre do marketing que se instala no belo corpo do senhor Tom Ford, tem a clara pretensão de polêmica fútil. Só cai quem gosta de uma boa poeira para os olhos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/mcginley_coley_running.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-890" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/mcginley_coley_running.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><em>foto: Ryan McGinley</em></p>
<p class="MsoNormal"><span><a href="http://nullius.wordpress.com/2008/06/04/naturalismo/">O blog Nullius </a>quando escrevi sobre a <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/05/31/maio-de-68-e-a-moda/">moda na década de 60</a> me chamou a atenção para as imagens do<a href="http://www.ryanmcginley.com/summer.php"> fotógrafo americano Ryan McGinley</a> de uma nudez naturalista, sem o peso do pecado original e que foi fonte de inspiração para o <a href="http://www.sigurros.com/dvd3.asp">belo videoclipe do Sigur Rós</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A moda vive do <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2007/06/24/a-roupa-do-futuro-foi-feita-ha-9-meses-atras/">eterno avanço em seu diálogo com a nudez</a>, não do seu choque.</span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vozes de Maio de 1968]]></title>
<link>http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/06/03/vozes-de-maio-de-1968/</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 14:43:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>C. Alexandra</dc:creator>
<guid>http://companhiaanimais.pt.wordpress.com/2008/06/03/vozes-de-maio-de-1968/</guid>
<description><![CDATA[
 
A acção não deve ser uma reacção, mas uma criação (L&#8217;action ne doit pas être une r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">
<p align="justify"><a href="http://companhiaanimais.files.wordpress.com/2008/06/maio68-slogans-fms.jpg"><img style="border-width:0;" src="http://companhiaanimais.files.wordpress.com/2008/06/maio68-slogans-fms-thumb.jpg" border="0" alt="maio68_slogans_fms" width="240" height="180" /></a> </p>
<p align="justify">A acção não deve ser uma reacção, mas uma criação <em>(L'action ne doit pas être une réaction mais une création)</em></p>
<p align="justify">A arte morreu. Não consumam o seu cadáver <em>(L'art est mort. Ne consommez pas son cadavre!)</em></p>
<p align="justify">Aborrecimento é contra-revolucionário <em>(L'ennui est contre-révolutionnaire)</em></p>
<p align="justify">Abram o vosso cérebro tantas vezes como a braguilha <em>(Déboutonnez votre cerveau aussi souvent que votre braguette)</em></p>
<p align="justify">A felicidade é uma ideia nova<em> (Le bonheur est une idée neuve)</em></p>
<p align="justify">A liberdade é o crime que contém todos os crimes. É a nossa arma absoluta! <em>(La liberté est le crime que contient tous les crimes. C'est notre arme absolue!)</em></p>
<p align="justify">A poesia está na rua <em>(La poésie est dans la rue)</em></p>
<p align="justify">As reservas impostas ao prazer excitam o prazer de viver sem reservas <em>(Les réserves imposées au plaisir excite le plaisir de vivre sans réserve)</em></p>
<p align="justify">A revolução é inacreditável porque é real<em> (La révolution est incroyable parce que vraie)</em></p>
<p align="justify">A sociedade é uma flor carnívora <em>(La société est une fleur carnivore)</em></p>
<p align="justify">Como é que se pode pensar de forma livre à sombra de uma capela? <em>(Comment penser librement à l'ombre d'une chapelle?)</em></p>
<p align="justify">Corre camarada, o velho mundo está atrás de ti <em>(Cours camarade, le vieux monde est derrière toi)</em></p>
<p align="justify">Eles compram a tua felicidade. Rouba-a. <em>(On achète ton bonheur. Vole-le.)</em></p>
<p align="justify">Imaginação ao poder <em>(L'imagination au pouvoir)</em></p>
<p align="justify">Lê menos, vive mais <em>(Lisez moins, vivez plus)</em></p>
<p align="justify">Não reivindicaremos nada. Não pediremos nada. Conquistaremos. Ocuparemos. <em>(On ne revendiquera rien. On ne demandera rien. On prendra. On occupera.)</em></p>
<p align="justify">Nós somos ratos (talvez) e mordemos. Os enraivecidos. <em>(Nous sommes des rats (peut-être) et nous mordons. Les enragés.)</em></p>
<p align="justify">O agressor não é aquele que se revolta, mas o que afirma <em>(L'agresseur n'est pas celui qui se révolte mais celui qui affirme)</em></p>
<p align="justify">O patrão precisa de ti, tu não precisas dele <em>(Le patron a besoin de toi, tu n'as pas besoin de lui)</em></p>
<p align="justify">O sonho é realidade <em>(Le rêve est realité) </em></p>
<p align="justify">Não me libertem, eu encarrego-me disso <em>(Ne me libère pas, je m'en charge) </em></p>
<p align="justify">Proibido proibir <em>(Interdit d'interdire)</em></p>
<p align="justify">Sejamos realistas, exijamos o impossível <em>(Soyons réalistes, demandons l'impossible)</em></p>
<p align="justify">Todo o poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente <em>(Tout pouvoir abuse. Le pouvoir absolu abuse absolutement )</em></p>
<p align="justify">Trabalhadores de todo o mundo, divirtam-se! <em>(Travailleurs de tous les pays, amusez-vous)</em></p>
<p align="justify">Um homem não é estúpido ou inteligente: ele é livre ou não é<em> (Un homme n'est pas stupide ou intelligent: il est libré ou il n'est pas.)</em></p>
<p align="justify">Via <a href="http://jpn.icicom.up.pt/2008/05/02/as_vozes_do_maio_de_68.html">Jornalismo Porto Net: As vozes do Maio de 68</a>. Mais informação sobre o Maio de 1968 em <a href="http://jpn.icicom.up.pt/tag/Maio%20de%2068">JPN: Maio de 68</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[YVES SAINT LAURENT FINALMENTE JÁ ERA (MAS SERÁ SEMPRE)]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=879</link>
<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 12:44:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.pt.wordpress.com/2008/06/02/yves-saint-laurent-finalmente-ja-era-mas-sera-sempre/</guid>
<description><![CDATA[

Macumba de Tom Ford tem poder! A bicha fina dus infernus nunca deve ter engolido direito o vodu qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/yves-saint-laurent-_675489c.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-880" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/yves-saint-laurent-_675489c.jpg" alt="" width="404" height="337" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span>Macumba de Tom Ford tem poder! A bicha fina dus infernus nunca deve ter engolido direito o vodu que o Saint Laurent fez ao abrir sua boca e expressar<span>  </span>sua verdadeira opinião sobre ter um texano em seu lugar e, sorry as up-tp-date de plantão, infinitamente inferior ao gênio francês. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Na época eu fiquei meio em choque com a posição de desprezo de grande parte das fashionistas em relação a essa mudança. Pra mim era como se falassem pra Fernanda Montenegro: “Vai pra casa porque cê ta véia e agora teus papéis serão da Juliana Paes”.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Infelizmente YSL não está mais entre nós e com certeza perdemos uma das maiores expressões em moda de todos os tempos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O mais engraçado foi que ele partiu depois de <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/05/29/a-imaginacao-no-poder-40-anos-de-maio-de-68/">maio</a>. Depois de 40 anos de <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/05/31/maio-de-68-e-a-moda/">uma mudança comportamental que ele também ajudou a forjar</a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ele foi responsável, junto com Pierre Cardin, pelo que chamamos de multiculturalismo na moda, antes mesmo desse termo existir, ao chamar modelos de feições não européias para a sua passarela.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#0000ee;text-decoration:underline;"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/images-1.jpeg"></a><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/y1p0tgw4agmzimrtdbnx3lhm3llaawdtes9bcdrgkxlfdujfedmphbucoflmuwef0tc1hvdtevkk-g.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-882" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/y1p0tgw4agmzimrtdbnx3lhm3llaawdtes9bcdrgkxlfdujfedmphbucoflmuwef0tc1hvdtevkk-g.jpeg" alt="" width="261" height="400" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ele promoveu a igualdade dos sexos, antes mesmo das feministas queimarem seus sutiens em praça pública com o “le smoking”, que a chave estava na calça de smoking para mulheres numa época que o sexo feminino tinha como suas peças mestras as saias e os vestidos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/yslmilanstore.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-883" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/yslmilanstore.jpg" alt="" width="318" height="236" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ele entendeu que mais que um glamour ligado à grana, ele está ligado à atitude e por isso abriu uma loja na chamada Rive Gauche de Paris, identificada por ser a região dos intelectuais, militantes de esquerda e estudantes. E com isso impulsionar para uma posição de destaque o recente prêt-à-porter.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ele amou a moda e sua época!<br />
Enfim, ele esperou maio acabar para perceber que nada será como antes, amanhã!</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/45_1928-4-yves-saint-laurent-1971.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-884" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/45_1928-4-yves-saint-laurent-1971.jpg" alt="" width="417" height="500" /></a></p>
<p><!--EndFragment--> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PENSAMENTO FRACO DE DOMINGO]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=877</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 16:56:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.pt.wordpress.com/2008/06/01/pensamento-fraco-de-domingo-36/</guid>
<description><![CDATA[

Em se tratando de Maio de 68, o pensamento fraco é sempre fortíssimo: 
- Uma palavra, o que é?]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/i-oVjXzpDgk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/i-oVjXzpDgk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Em se tratando de Maio de 68, o pensamento fraco é sempre fortíssimo: </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Uma palavra, o que é?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Uma palavra é o que se cala.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- E você?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Eu?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Sim, você, e um para o outro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Eu.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Não, você. Alguém que quer aprisionar esse outro, inesquecível, que pode nos surpreender.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- E eu agora?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Sim. Eu de desculpas, eu de rejeição e muito mais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- E nós agora?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">- Nós, os discursos dos outros.</span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1968]]></title>
<link>http://dromedario.wordpress.com/?p=40</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 03:00:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vagner Luiz</dc:creator>
<guid>http://dromedario.pt.wordpress.com/2008/06/01/1968/</guid>
<description><![CDATA[
Cena da peça Cadeiras Cativas apresentada no encerramento do evento 1968 o sonho acabou? 
 
A dis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://dromedario.wordpress.com/files/2008/06/20080530_1968-o-sonho-acabou-peca-cadeiras-cativas-0401.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42" src="http://dromedario.wordpress.com/files/2008/06/20080530_1968-o-sonho-acabou-peca-cadeiras-cativas-0401.jpg?w=225" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Cena da peça <em>Cadeiras Cativas</em> apresentada no encerramento do evento <em>1968 o sonho acabou? </em></p>
<p> </p>
<p>A discussão sobre o anos mistificado de 1968 não deve ficar restrita a três dias de palestra, uns poucos trabalhos acadêmicos ou mesmo ao auditório, corredores e salas da faculdade Estácio de Sá. Como Otávio Dulci disse em sua palestra: "1968 está sendo CoMemorado". que possamos abrir nossas mentes, soltormo-nos de nossas "cadeiras" e ir além da visão dos problemas. Devemos partir para o campo das propostas e soluções.</p>
<p>Pode ser idealismo ou sonho. Minhas palavras podem soar ridículas, caretas. Mas o que conta realmente é o que construímos. Temos de ter projetos de vida mesmo que não o concretizemos. Quando dormimos nossos sonhor não deixam de ser isso, sonhos.</p>
<p>Talvez os sonhos de 68 ainda não tenham acabado. Talvez não tenhamos dado atenção aos nossos sonhos. Não devemos viver de passado, mas fazer dele instrumento de construção do presente como propôs a mesa do dia 29 formada por Otávio Dulci, Luciana Oliveira e Marcelo Freitas.</p>
<p>Desamarre-se.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Negri e Cocco sobre Maio de 68]]></title>
<link>http://fabiomalini.wordpress.com/?p=534</link>
<pubDate>Sat, 31 May 2008 15:52:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabio Malini</dc:creator>
<guid>http://fabiomalini.pt.wordpress.com/2008/06/01/negri-e-cocco-sobre-maio-de-68/</guid>
<description><![CDATA[Entrevista com Antonio Negri e Giuseppe Cocco publicada hoje no blog do Caderno prosa e Verso, do Gl]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?t=para_sair_da_apatia&#38;cod_Post=105548&#38;a=96" target="_blank"><span style="text-decoration:underline;">Entrevista</span></a> com Antonio Negri e Giuseppe Cocco publicada hoje no blog do Caderno prosa e Verso, do <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.oglobo.com.br" target="_blank">Globo Online</a></span>, sobre o <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Mai_68" target="_blank"><span style="text-decoration:underline;">Maio de 68</span></a>.</p>
<blockquote><p><em><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;">Em Maio de 68 o desejo se tornou incontornável e produtivo. Esta foi sua característica: produção desejante, transformação do desejo em ação, a vida enquanto ação. Foi uma luta ou um conjunto explosivo de lutas que, por um lado,  atacavam a ordem fabril e sua  lógica da produção massifica.  Por outro, desenvolvia uma crítica da sociedade do consumo padronizado, em termos  diferentes do  pessimismo da Escola de Frankfurt. A luta contra a sociedade do espetáculo, que  Guy Debord tinha antecipado, iria   além do pensamento negativo de Adorno e Horkheimer. A condição do consumidor, espectador como receptor passivo, era  ultrapassada pela democratização da tomada da palavra, pela inovação das linguagens: afirmou-se uma nova relação entre ação e vida.</span></span></em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAIO DE 68 E A MODA]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=871</link>
<pubDate>Sat, 31 May 2008 14:20:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.pt.wordpress.com/2008/05/31/maio-de-68-e-a-moda/</guid>
<description><![CDATA[

Ao observar a foto acima de Henri Cartier-Bresson percebemos claramente o retrato de uma era. Maio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/pat004.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-872" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/pat004.jpg" alt="" width="266" height="400" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ao observar a foto acima de Henri Cartier-Bresson percebemos claramente o retrato de uma era. Maio de 68 é uma data simbólica de uma mudança cultural radical: <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/05/30/a-imagem-no-poder-40-anos-de-maio-de-68/">os jovens no poder, pelo menos no poder da imagem</a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Se hoje vivemos uma crise de autoridade e também uma exaltação da juventude, eles são resultados desse confronto entre velha e nova geração. Até então a sociedade fazia o elogio dos adultos, hoje, a nossa ode é pela juventude. E uma peça fundamental foi a mini-saia. Considerada por muitos fashionistas como a última grande invenção da moda, ela é unicamente jovem, sempre quando alguém com mais idade “ousa” estar de mini-saia, vide Susana Vieira, é sempre ridicularizada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/pat-023.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-874" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/pat-023.jpg" alt="" width="400" height="268" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outra questão importante vivenciada pelos mods dos 1960 e resgatada por Hedi Slimane no final da década de 1990 é o terno mais sequinho, ajustado ao corpo, sempre muito magro, afinal estamos falando de jovens que por meios genéticos são sempre mais slim na adolescência. Mas isso ainda está muito vinculado ao século 19 e toda uma tradição estanque da moda masculina. A novidade veio do jeans, pelo caráter democrático e a camiseta, talvez a mais formidável peça urbana de todos os tempos. A camiseta é um outdoor ambulante, tela para o agit-prop, campos de idéias e individualidades. Apesar do desprezo dos fashionistas pela camiseta, principalmente pelo trato esnobe que a peça dá à alfaiataria, ela ainda é um campo fértil de novidades mesmo sendo um quadrado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/pat005.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-875" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/06/pat005.jpg" alt="" width="400" height="278" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><em>As frases dos muros saltaram para as camisetas!</em></p>
<p class="MsoNormal"><span>Com a simbologia de 68, a roupa pode ser nudez, pode ser finalmente e verdadeiramente voltar-se para o seu papel: construir individualidades.</span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal">PS: Em 2008, uma banda como <a href="http://www.sigur-ros.co.uk/media/dldvideo.php">Sigur Rós concebem um video nesse porte, o "Gobbledigook"</a> porque hoje vivemos ainda sobre o fluxo, para o bem e para o mal, de Maio de 68.</p>
<p><!--EndFragment--> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A IMAGEM NO PODER: 40 ANOS DE MAIO DE 68]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=869</link>
<pubDate>Fri, 30 May 2008 12:47:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.pt.wordpress.com/2008/05/30/a-imagem-no-poder-40-anos-de-maio-de-68/</guid>
<description><![CDATA[Acabei de receber a programação da Cinemateca Brasileira que pode provar inteiramente o que escrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de receber a programação da Cinemateca Brasileira que pode provar inteiramente <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/05/29/a-imaginacao-no-poder-40-anos-de-maio-de-68/">o que escrevi sobre o poder do cinema e da imagem produzida por ele na década de 60</a>.  A Cinemateca e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo apresentam a segunda parte da mostra 1968 NO CINEMA, que ocupa também o cinema da Galeria Olido entre os dias 3 a 8 de junho de 2008.</p>
<p>Os destaques incluem dois clássicos de Jean-Luc Godard (A chinesa, na Cinemateca, e One plus one - com os Rolling Stones -, na Galeria Olido) além de quatro filmes do cineasta brasileiro mais representativo do período, Glauber Rocha: 1968, Câncer (esse filme é super raro e tem Hélio Oiticica no elenco, vale muito!), História do Brasil e Terra em Transe.</p>
<p>Eu, com certeza, não perderia também Hitler III Mundo, Bla Bla Bla e Bandido da Luz Vermelha.<br />
 </p>
<p>A CHINESA - incrivelmente pop, incrivelmente lúcido em uma época que todos eram chineses (estaremos vivendo um revisionismo)</p>
<p> <code><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/SFaEY92jGHI'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/SFaEY92jGHI&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></code></p>
<p> </p>
<p>O BANDIDO DA LUZ VERMELHA - jovem, insano, sem medo de ser brega e ultramoderno ao mesmo tempo agora.</p>
<p> <code><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/GRn1dgCuyM4'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/GRn1dgCuyM4&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
</code></p>
<p>TERRA EM TRANSE - já pelo fato de ser o filme que Zé Celso olhou para fazer "O Rei da Vela", que Hélio e Lygia elegeram como uma das maiores contribuições para as artes plásticas, que Caetano sistematicamente elege como fundador do Tropicalismo, provando que o cinema era mesmo a lanterna de popa daquela geração. O extrato que coloco aqui é a parte final. O populista interpretado por José Lewgoy cede ao golpe de Estado de Porfírio Diaz (Paulo Autran maravilhoso!!!!) e o poeta (Jardel Filho) prefere se suicidar. Reparem que na posse de Porfírio, a leitura elevadíssima de Glauber sobre as chacretes ao fundo e também na linguagem clipada que anos depois seria reconhecida como mérito da MTV. </p>
<p> <code><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/uk4uX8MpLHk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/uk4uX8MpLHk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></code></p>
<p> <br />
<strong>Programação e sinopses:</strong></p>
<p>03.06 &#124; TERÇA<br />
Galeria Olido<br />
15h00 - O bandido da luz vermelha<br />
17h00 - Meteorango Kid – Herói intergalático<br />
19h30 - Hércules 56</p>
<p>04.06 &#124; QUARTA<br />
Sala Cinemateca / Petrobras<br />
16h00 - 1968 + Câncer<br />
18h00 - História do Brasil<br />
21h00 - A chinesa</p>
<p>Galeria Olido<br />
15h00 - Meteorango Kid – Herói intergalático<br />
17h00 - Bla bla bla + Hitler III Mundo<br />
19h30 - O Rei da Vela</p>
<p>05.06 &#124; QUINTA<br />
Sala Cinemateca / Petrobras<br />
16h00 - A chinesa<br />
18h00 - Universidade em crise + Desesperato<br />
20h00 - Retomada</p>
<p>Galeria Olido<br />
15h00 - Partner<br />
17h00 - Fogo que não se apaga + Memória e história em utopia e barbárie<br />
19h30 - Corações e mentes</p>
<p> 06.06 &#124; SEXTA<br />
Sala Cinemateca / Petrobras<br />
17h00 - Amantes constantes<br />
20h00 - A insustentável leveza do ser</p>
<p>Galeria Olido<br />
15h00 - Bla bla bla + Hitler III Mundo<br />
17h00 - O bandido da luz vermelha<br />
19h30 - One plus one</p>
<p>07.06 &#124; SÁBADO<br />
Sala Cinemateca / Petrobras<br />
16h00 - Os sonhadores<br />
18h00 - A chinesa<br />
20h00 - Amantes constantes</p>
<p>Galeria Olido<br />
15h00 - Hércules 56<br />
17h00 - One plus one<br />
19h30 - Partner</p>
<p>08.06 &#124; DOMINGO<br />
Sala Cinemateca / Petrobras<br />
16h00 - Terra em transe [exibição em 35mm]<br />
18h00 - O dragão da maldade contra o santo guerreiro<br />
20h00 - 1968 + Câncer</p>
<p>Galeria Olido<br />
15h00 - Fogo que não se apaga + Memória e história em utopia e barbárie<br />
17h00 - Corações e mentes</p>
<p><strong>1968</strong>, de Glauber Rocha e Affonso Beato<br />
Rio de Janeiro, 1968, 16mm, pb, 21’<br />
Documentário inacabado que registra uma manifestação estudantil no Rio de Janeiro em 1968.</p>
<p><strong>Amantes constantes (Les amants réguliers)</strong>, de Philippe Garrel<br />
França, 2005, 35mm, pb, 178’ &#124; Legendas em português<br />
Louis Garrel, Clotilde Hesme, Julien Lucas, Eric Rulliat<br />
Um romance entre um poeta e uma escultora que se conheceram durante as manifestações de maio de 68. Vencedor dos prêmios de Melhor Direção e Melhor Fotografia no Festival de Veneza de 2005.</p>
<p><strong>O bandido da luz vermelha</strong>, de Rogério Sganzerla<br />
São Paulo, 1968, 35mm, pb, 92’ &#124; Exibição em DVD<br />
Paulo Villaça, Helena Ignez, José Marinho, Luiz Linhares<br />
Clássico do cinema moderno brasileiro que toma como ponto de partida um caso policial de grande repercussão.</p>
<p><strong>Bla bla bla</strong>, de Andrea Tonacci<br />
São Paulo/Rio de Janeiro, 1968, 16mm, pb, 26’ &#124; Exibição em DVD<br />
Paulo Gracindo, Irma Alvarez, Nelson Xavier, Marcelo Pietsh França<br />
Num momento de grave crise nacional, um ditador, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, faz um longo pronunciamento pela televisão buscando justificar seu programa de governo e obter uma paz ilusória.</p>
<p><strong>Câncer</strong>, de Glauber Rocha<br />
Brasil/ Itália, 1968-1972, 16mm, pb, 86’ &#124; Exibição em DVD<br />
Odete Lara, Hugo Carvana, Hélio Oiticica, Antonio Pitanga<br />
Num dos mais radicais projetos do diretor, três personagens – um típico malandro carioca, o receptador de seus pequenos golpes e uma loura sensual – envolvem-se em situações cujo tema é a violência psicológica.</p>
<p><strong>A chinesa (La chinoise)</strong>, de Jean-Luc Godard<br />
França, 1967, 16mm, cor, 96’ &#124; Legendas em português<br />
Jean-Pierre Léaud, Anne Wiazemsky, Juliet Berto, Lex De Bruijn<br />
Um grupo de estudantes franceses de ideais maoístas discute a possibilidade de mudar o mundo através do terrorismo. Um retrato, com toques de pop-art, do movimento esquerdista francês um ano antes dos eventos de Maio de 68.</p>
<p><strong>Corações e mentes (Hearts and minds)</strong>, de Peter Davis<br />
Estados Unidos, 1974, 35mm, cor, 112’ &#124; Legendas em português<br />
Documentário que marcou época ao trazer à tona as devastadoras conseqüências humanas da Guerra do Vietnã.</p>
<p><strong>Desesperato</strong>, de Sérgio Bernardes Filho<br />
Rio de Janeiro, 1968, 35mm, pb, 85’<br />
Raul Cortez, Mariza Urban, Nelson Xavier, Mário Lago, Ferreira Gullar<br />
Após pesquisar as "zonas negras do Terceiro Mundo", escritor lança um livro sobre patriotismo e luta pela liberdade. Ao voltar pra casa, encontra uma estrutura arcaica que não pode mais suportar.</p>
<p><strong>O dragão da maldade contra o santo guerreiro</strong>, de Glauber Rocha<br />
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor, 95’ &#124; Exibição em 16mm<br />
Othon Bastos, Mauricio do Valle, Odete Lara, Jofre Soares<br />
Com ares tropicalistas, o filme retoma o personagem Antonio das Mortes, de Deus e o Diabo na Terra do Sol, contratado por um coronel para exterminar um bando de cangaceiros.</p>
<p><strong>Fogo que não se apaga (Nicht löschbares feuer)</strong>, de Harun Farocki<br />
Alemanha, 1969, 16mm, pb, 25’ &#124; Legendas em português &#124; Exibição em DVD<br />
Com escassos recursos, o diretor apresenta uma visão da Guerra do Vietnã que critica a abordagem sensacionalista da imprensa.</p>
<p><strong>Hércules 56</strong>, de Silvio Da Rin<br />
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, cor/pb, 93’<br />
Documentário sobre os presos políticos trocados pelo embaixador americano seqüestrado por revolucionários que lutavam contra a ditadura militar.</p>
<p><strong>História do Brasil</strong>, de Glauber Rocha e Marcos Medeiros<br />
Brasil/Itália, 1974, 35mm, pb, 166’<br />
Revisão crítica da história do Brasil, por meio de uma montagem dialética de material recolhido nos arquivos e cinematecas de vários países.</p>
<p><strong>Hitler III Mundo</strong>, de José Agrippino de Paula<br />
São Paulo, 1968, 35mm, pb, 70’ I Exibição em DVD<br />
Jô Soares, José Ramalho, Eugênio Kusnet, Túlio de Lemos<br />
O nazismo toma conta da cidade: prisão e tortura de revolucionários, um samurai perdido no caos, amantes trancafiados, o ditador e sua corja de bárbaros conservadores.</p>
<p><strong>A insustentável leveza do ser (The unbearable lightness of being)</strong>, de Philip Kaufman<br />
E.U.A., 1988, 35mm, cor, 171’ &#124; Legendas em português<br />
Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche, Lena Olin, Derek de Lint<br />
Adaptação do best-seller de Milan Kundera sobre jovem cirurgião que é forçado a rever sua postura de alienação política ao envolver-se num triângulo amoroso, na cidade de Praga em 1968.</p>
<p><strong>Memória e história em utopia e barbárie</strong>, de Silvio Tendler<br />
Rio de Janeiro, 2005, vídeo digital, cor, 50’ &#124; Exibição em DVD<br />
Documentário que aborda e interpreta os cinqüenta anos que precederam o início do século XXI: o pós-Segunda Guerra Mundial, os movimentos de contra-cultura, as ditaduras militares na América Latina, a Guerra do Vietnã etc.</p>
<p><strong>Meteorango Kid – Herói intergalático</strong>, de André Luiz de Oliveira<br />
Salvador, 1969, 35mm, pb, 85’ &#124; Exibição em DVD<br />
Antonio Luiz Martins, Sonia Martins, José Wagner, Carlos Bastos<br />
Com humor e escatologia, o filme apresenta o cotidiano de um revoltado universitário em busca de aventuras. Um ilustre exemplar da vertente baiana do cinema marginal.</p>
<p><strong>One plus one (Idem)</strong>, de Jean-Luc Godard<br />
Inglaterra, 1968, 35mm, cor, 97’ &#124; Legendas em português &#124; Exibição em DVD<br />
Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman, Charlie Watts<br />
Uma série de vinhetas sobre a contracultura, os Panteras Negras, a mídia e a liberação das mulheres, intercaladas a imagens da banda Rolling Stones em estúdio, trabalhando na gravação de seu clássico álbum Beggars Banquet. Versão do diretor para o longa lançado com o título de Sympathy for the Devil.</p>
<p><strong>Partner (Idem)</strong>, de Bernardo Bertolucci<br />
Itália, 1968, 35mm, cor, 105’ &#124; Legendas em português &#124; Exibição em DVD<br />
Pierre Clémenti, Stefania Sandrelli, Tina Aumont, Sergio Tofano<br />
Baseando-se livremente em O Duplo, de Dostoiévski, o filme conta a história de um estudante cuja existência solitária é abalada pelo aparecimento de um homem que o incentiva a ter um maior engajamento político.</p>
<p><strong>O Rei da Vela</strong>, de José Celso Martinez Corrêa e Noilton Nunes<br />
São Paulo/Rio de Janeiro, 1971-1982, 35mm, cor, 160’ &#124; Exibição em DVD<br />
Renato Borghi, Henrique Brieba, Esther Góes, Maria Alice Vergueiro<br />
Registro da revolucionária montagem do Teatro Oficina para peça de Oswald de Andrade, acrescido de imagens externas filmadas posteriormente e cenas de arquivo retiradas de documentários e filmes familiares.</p>
<p><strong>Retomada (Reprise)</strong>, de Hervé Le Roux<br />
França, 1996, 195’, 35mm, cor/pb &#124; Legendas em espanhol &#124; Exibição em Beta digital<br />
A partir de um registro do final de uma greve numa fábrica na periferia de Paris, feito por dois estudantes de cinema em junho de 1968, este documentário busca reencontrar, quase 30 anos depois, uma operária que foi filmada em sua eloqüente recusa a retomar o trabalho.</p>
<p><strong>Os sonhadores (The dreamers)</strong>, de Bernardo Bertolucci<br />
França/ Itália/ Inglaterra, 2003, 35mm, cor, 115’ &#124; Legendas em português<br />
Michael Pitt, Eva Green, Louis Garrel, Jean-Pierre Léaud<br />
Em meio aos tumultos políticos de Paris em 1968, três estudantes se vêem envolvidos num triângulo amoroso marcado pela descoberta e pelo desejo de liberdade.</p>
<p><strong>Terra em transe</strong>, de Glauber Rocha<br />
Rio de Janeiro, 1967, 35mm, pb, 105’<br />
Jardel Filho, Glauce Rocha, Paulo Autran, José Lewgoy<br />
No país imaginário de Eldorado, em meio a uma disputa pelo poder, um poeta à beira da morte rememora sua participação em lutas políticas. Obra-prima de Glauber Rocha, o filme inaugurou um debate sobre o populismo no Brasil e foi o ponto de partida para o Tropicalismo.</p>
<p><strong>Universidade em crise</strong>, de Renato Tapajós<br />
São Paulo, 1965, 16mm, pb, 20’<br />
Retrato de uma greve estudantil motivada por uma invasão policial ao conjunto residencial da USP.<br />
 </p>
<p><em>Serviço:</em><br />
<em>ENTRADA FRANCA</em><br />
<em>CINEMATECA BRASILEIRA</em><br />
<em>Largo Senador Raul Cardoso, 207</em><br />
<em>Metrô Vila Mariana</em><br />
<em>Outras informações: 3512-6111 (ramal 215)</em><br />
<em>www.cinemateca.gov.br</em><br />
<em>GALERIA OLIDO</em><br />
<em>Av. São João, 473</em><br />
<em>Metrôs Anhangabaú / República</em><br />
<em>Outras informações: (11) 3331-8399</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Selvagens nas ruas]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=222</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 23:39:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.pt.wordpress.com/2008/05/29/222/</guid>
<description><![CDATA[Nós fomos transformados de um corpo em êxtase dançando loucamente em uma montanha num par de olho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img src="/DOCUME%7E1/PC/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" />Nós fomos transformados de um corpo em êxtase dançando loucamente em uma montanha num par de olhos fitando a escuridão.’ <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jim_Morrison">Jim Morrison</a></p></blockquote>
<p><a href="http://fabriciokc.files.wordpress.com/2008/05/music-rev1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-224" style="float:right;" src="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2008/05/music-rev1.jpg?w=289" alt="" width="203" height="211" /></a>Em maio de 68, contudo, muitos pares de olhos enxergaram o ocidente como um fluxo incandescente de energia que questionou o sentido de uma sociedade com atmosfera de estupro – a sociedade inerte, anômala, da sombra das bombas e dos colonialismos. Deve ter sido uma viagem caótica, um momento em que a paz conseguiu uma chance sonora embalada, sobretudo, pela música.</p>
<p>Músicas que ajudaram a espalhar pelo mundo a essência de uma revolução cultural, simbolizando o inconformismo e a insurgência:</p>
<div class="lista">
<ul>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/canciones.html">Il est cinq heures, Paris S'éveille </a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion02.html">Papá cuéntame otra vez</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion03.html">Piece of my Heart</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion04.html">Sympathy for the Devil</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion05.html">La Marsellesa</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion06.html">La Internacional</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion07.html">I'll be your Baby Tonight</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion08.html">Aquarius (Musical: Hair)</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion09.html">Unknown Soldier </a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion10.html">La, la, la</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion11.html">Yer Blues </a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion12.html">Poco antes de que den las diez</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion13.html">Pata Pata</a></li>
<li><a href="http://www.elmundo.es/especiales/2008/04/internacional/mayo_68/canciones/cancion14.html">Get on your Knees</a></li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A IMAGINAÇÃO NO PODER: 40 ANOS DE MAIO DE 68]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/?p=863</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 17:28:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.pt.wordpress.com/2008/05/29/a-imaginacao-no-poder-40-anos-de-maio-de-68/</guid>
<description><![CDATA[
Um dos grandes orgulhos do povo de cinema é proclamar que Maio de 68 começou na realidade em feve]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/kmv-eYlV1D4'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/kmv-eYlV1D4&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Um dos grandes orgulhos do povo de cinema é proclamar que Maio de 68 começou na realidade em fevereiro quando Henri Langlois, amado por quase todo mundo da 7ª arte (fato em si já bem raro!) foi demitido da presidência da Cinemateca Francesa pelo Ministro da Cultura, André Malraux, famoso escritor, uma espécie de Gilberto Gil do governo De Gaulle.</p>
<p><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/05/55008.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-864" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/05/55008.jpg" alt="estudantes contra De Gaulle" width="305" height="400" /> <em>Estudantes X De Gaulle</em></a></p>
<p>O intelectual e pesquisador de  cinema provocou uma série de protestos  de estudantes, intelectuais e classe artística e acabaram ficcionados por Bernardo Bertolucci em seu filme "Os Sonhadores" (The Dreamers, 2003).</p>
<p><span style="text-decoration:underline;color:#0000ee;"><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/05/55004.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-865" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/05/55004.jpg" alt="" width="400" height="278" /> <em>O poder nas ruas</em></a><br />
</span></p>
<p>Gosto de pensar nessa alegoria pois o cinema sim, na década de 1960 era A manifestação, A expressão mais antenada que o mundo dispunha. Não à toa que todo jovem tinha planos de fazer um filme na época.</p>
<p>Sim, muitos vão me perguntar, e a música? Diferentemente da música e igualmente à moda, o cinema tem a indústria, a reprodução/cópia em seu DNA, no seu específico. Realiza-se sempre em uma escala que o único, o precioso não se impõe (apesar da moda sofrer com o paradoxo da Alta Costura). O que se chama indústria fonográfica é a tentativa da música de acompanhar esse novo momento do Homem que o sempre citado e lido nas universidades Walter Benjamin chama de reprodutibilidade técnica. Outro fator, o cinema assistido na época e comentado era o que de mais moderno e avançado em termos de linguagem estava sendo feito, aliás o cinema fez um tour de force e avançou em menos de 100 anos o que as artes estavam discutindo durante mais de 3 mil anos. Os Cinemas Novos colocavam a discussão da imagem em pé de igualdade e logo "avant-garde" (desculpa o termo mas acho que posso usá-lo em se tratando de Maio de 68 ) em relação a qualquer outra arte visual. Já a música consumida era a pop, que tem os seus méritos mas estava longe da pesquisa de ponta que a música fazia com os pós-serialistas, concretos, aleatóriose eletrônicos. Não era Berio ou Boulez que era consumido e sim Beatles, nenhum problema, mas não era a informação nova de linguagem em música que estava sendo absorvida.</p>
<p>Voltando aos 24 quadros por segundo: Godard em 67 ao filmar "A Chinesa" já contava em imagens aquilo que iria se tornar realidade. Um grupo de jovens esquerdistas querem mudar o estado das coisas durante as férias. Eles alugam um apartamento, vivem em torno das palavras de ordem, tentam matar um líder político e no fim devolvem o apartamento e voltam para as suas vidas normalmente. Exatamente como aconteceu um ano depois.</p>
<p><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/05/cap089800x600.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-867" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/05/cap089800x600.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a> "<em>A Chinesa": premunição</em></p>
<p>Mas quando o evento ocorre no calor da hora, ele e seus amigos de Nouvelle: François Truffaut, Alais Resnais, Eric Rohmer, Claude Lelouch com o apoio de Monica Vitti,  Milos Forman, Roman Polanski e Carlos Saura impedem a realização do Festival de Cannes que ocorria ao mesmo tempo que os estudantes estavam protestando na rua. As salas de projeções viraram foruns acaloradas. Romantismos à parte, para eles era inconcebível realizar um festival enquanto o mundo estava mudando.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/zgWVrZbXmJE'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/zgWVrZbXmJE&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Só coloco esse adendo pois lembrei de uma edição do SPFW que aconteceu durante ameaças de ataques do PCC e tirando o nosso fashionista trotkista Alcino Leite e sua companheira Nina Lemos, ninguém se manifestou em crítica sobre o absurdo que estava acontecendo na cidade. Como se moda e vida não tivessem nenhuma ligação! Aliás tento acreditar que hoje a moda é A manifestação, mas ainda no armário, pois nos falta auto-estima e sofremos de um complexo de inferioridade avassalador, basta ver como pagamos pau pros artistas plásticos, designer e arquitetos que ainda estão quando muito com idéias do século 20 e criando igualmente se nesse época vivessem.</p>
<p>A moda deve encontrar seu específico e não depender de outras artes como assim fez o cinema na década de 1960 que abandonou a literatura e o teatro para encontrar-se.</p>
<p>Apesar das muitas mudanças que Maio de 68 trouxe, a maior de todas, para o bem e para o mal, é o estrelato da subjetividade, prova maior que isso são os blogs e EU um exemplo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paris, Praga? Primaveras...]]></title>
<link>http://cesarkiraly.wordpress.com/?p=164</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 11:27:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>ckiraly</dc:creator>
<guid>http://cesarkiraly.pt.wordpress.com/2008/05/29/paris-praga-primaveras/</guid>
<description><![CDATA[Jacques Rupnik
1968: The year of two springs
Parallels between May ‘68 and the Prague Spring are l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Jacques Rupnik</p>
<p>1968: The year of two springs</p>
<p>Parallels between May ‘68 and the Prague Spring are largely the result of the simultaneity of the events; in important respects, the political goals of the two movements were antithetical. Nevertheless, central European dissent had a significant impact on the French anti-totalitarian Left after 1968, argues Jacques Rupnik.<br />
When, forty years on, the memorable moments of the Prague Spring and the Paris Spring – not forgetting Berlin and Warsaw – are recalled in conferences, debates and publications, there emerges a striking contrast between East and West, to borrow the terminology of those times. In Paris, in commemorations of the May 1968 “psychodrama” (Stanley Hoffmann), the self-congratulation of one generation tends to get mixed up with the desire on the part of the next to claim for itself the legacy of those days in May. They are all the more keen to do so because it has been denounced by a new French president who was ironically described by Daniel Cohn-Bendit as an unwitting soixante-huitard – all Sarkozy is said to have retained of those heady days of May ‘68 is the celebrated watchword: “enjoy without restraint” (jouir sans entrave[1]). In Prague, meanwhile, people are less inclined to commemorate what was a painful defeat. While Alexander Dubcek was, admittedly, an inspiring figure, he was also a symbol both of shattered hopes and of a surrender that was to herald twenty years of “normalisation”.</p>
<p>Nevertheless, after years spent in the shadows, banished from the collective memory, discussion of 1968 has made its reappearance in Prague with this year’s republication in Literarni Noviny of two key texts written immediately after the occupation by the “fraternal countries”. One is by Milan Kundera and the other by Vaclav Havel.[2] In essence, the former was saying: despite having been a defeat, the Prague Spring retains its universal significance as a first attempt at finding a route between the eastern and western models, a way of reconciling socialism and democracy. Havel replied that the great gains made by the Prague Spring (abolition of censorship, re-establishment of individual and collective freedoms) had done no more than restore what had existed thirty years earlier in Czechoslovakia and what was still fundamental in most democratic countries. Seen in that way, 1989 was an anti-1968: not a reform of socialism but the closest possible adherence to the West, faithfully following its lead. Twenty years after the Velvet Revolution, in the context of economic globalisation and of a premature crisis in democratic representation, questions about democracy, the market and the “third way” raised by the Prague Spring of 1968 may once again be seen as apposite. </p>
<p>From this perspective, the Prague Spring goes beyond the history of the Communist system in eastern Europe and takes on a pan-European dimension. This dimension was at times associated with the revolt by young people that occurred sporadically throughout 1968 all over the world. The Prague Spring, along with May ‘68, was seen as the expression of uprisings which, albeit in differing political contexts, challenged the status quo that had been imposed by the Cold War and sought for alternative kinds of society. </p>
<p>The parallels were, for the most part, a result of the simultaneity of the “events” of 1968. The fact that their driving forces were the intellectuals and a generation of students who, from Prague to Paris (but also in Berlin, in Warsaw, and at Berkeley) followed the same mode of dress, listened to the same music and expressed the same mistrust towards the institutions in power, derives from a “conflict between generations” at a time of “worldwide agitation” and an “incoherent sense of brotherhood” to use Paul Berman’s terms.[3] Berman saw in these features the origins of a later convergence between dissidents in eastern Europe and the anti-totalitarian Left in the West. </p>
<p>The other parallel lies in the idea of unity in defeat. The utopias of the soixante-huitards, whilst different, nevertheless aimed to call into question an internal and international order that was the legacy of the Second World War. Hence those ideological contortions that were as well-intentioned as they were remote from reality (Prague and the “revolution of the workers’ councils”)[4] and that were all, in effect, reactions to the “re-establishment of order” (Mila Simecka)[5] and to the division of Europe. </p>
<p>However, simultaneous does not necessarily mean similar. To see that this is so one need only mention one or two points of contrast between the two Springs that go beyond 1989. In his book on French leftwing perceptions of the Prague Spring, Pierre Grémion examined this question in terms of ideological discourse and reference points.[6] We could examine further his central theme, whilst stressing ideological differences and also noting the striking contrast in the subsequent careers of the soixante-huitards to those of their Czech contemporaries. For about three decades, the French ‘68ers have been at the height of their influence in the cultural and media establishment. Their Czechs, on the other hand, formed part of that sacrificed generation that did not rediscover freedom until 1989. They had no chance of renewing contact with their interrupted history until they were in their fifties, an age when it is no longer easy to readapt oneself personally and professionally to a new generation and its ambitions, its readiness to change and, above all, its scorn for the illusions of the Prague Spring. </p>
<p>The first difference is of a political or “ideological” nature. For those who were aspiring to emerge from twenty years of socialist penury, there was nothing pejorative about the “consumer society” that the Paris movement was so keen to challenge. Similarly, for those seeking to re-establish civil rights and basic freedoms of expression and assembly as precursors to a re-drawing of the political order, there was nothing despicable about so-called “bourgeois freedoms” and elections that were a “trap” and that, it was suggested, ought to be denounced and rendered obsolete by direct democracy. The French Left rejected the market and capitalism at the same time as, in Prague, Ota Sik was putting forward a “third way” between eastern state socialism and western capitalism. To attempt to overcome this ideological and economic divide was just one more way of trying to go beyond the division of Europe. The “return to Europe”, the slogan of the “Velvet Revolution” of 1989, was already present in the Czechoslovak aspirations of 1968. The philosopher Ivan Svitak, one of the enfants terribles of the Prague Spring, put it thus: “In answer to the questions ‘Where have we come from? With whom?’ and ‘Where are we going?’, we can give a very succinct answer: ‘From Asia, all by ourselves and towards Europe.’”[7] To the ears of the Parisian Left, meanwhile, the words “Europe” or “West” had a ring of colonialism or of the “common market”. Their international perspective was resolutely turned towards the Third World, with reference points that ranged from Vietnam (Ho Chi Minh) to Cuba (Che Guevara) via the Chinese Cultural Revolution (Mao). </p>
<p>The driving force of the Prague Spring was the aspiration of freedom, whereas in Paris the moment of liberation gave way to the myth of revolution. Milan Kundera is right to stress this aspect:<br />
Paris’s May ‘68 was an explosion of revolutionary lyricism. The Prague Spring was the explosion of post-revolutionary scepticism. That is why the Parisian students regarded Prague with some mistrust (or rather, indifference), whilst the Prague students just smiled at the Parisians’ illusions, finding them (rightly or wrongly) to be discredited, comical or dangerous [...]. May ‘68 was a radical uprising whereas what had, for many a long year, been leading towards the explosion of the Prague Spring was a popular revolt by moderates [...] radicalism as such was something they were allergic to because, in the subconscious of most Czechs, it was linked with their worst memories. [8]</p>
<p>The revolutionary lyricism and the vocabulary of May ‘68 reminded Kundera of the arrival of the socialist regime in 1948 and of the fate of Jaromil the poet, hero of his novel, Life is Elsewhere. The Czech revolutionaries of 1968, on the other hand, were closer to the irony and scepticism of the main character in The Joke, another of Kundera’s novels, which appeared in Prague in 1968. Hence the disparity between the spirit of juvenile revolt in Paris and the maturity of grown-up revolution in Prague. Kundera adds:<br />
Paris in May ‘68 challenged the basis of what is called European culture and its traditional values. The Prague Spring was a passionate defence of the European cultural tradition in the widest and most tolerant sense of the term (a defence of Christianity just as much as of modern art – both rejected by those in power). We all struggled for the right to maintain that tradition that had been threatened by the anti-western messianism of Russian totalitarianism.[9]</p>
<p>The obsolete nature of the political discourse employed in Paris did not make communication between the two capitals easy. Even though, in both cases, reference was made to a form of socialism that represented a break with the Soviet model. The Marxist “vulgate” of western leftism was all too reminiscent of that of the ruling powers of eastern Europe. An illustration of this was provided during German student leader Rudi Dutschke’s visit to Prague in April 1968, under the auspices of a dialogue between Marxists and Christians organised by the philosopher Milan Machovec. The young historian Milan Hauner wrote the following account:<br />
Dutschke has a political and economic vocabulary that is carefully thought out and refined. He inundates his audience with an unending flow of terms such as: production, reproduction, manipulation, repression, transformation, obstruction, circulation, integration, counter-revolution… upon which he systematically and determinedly elaborates.[10]</p>
<p>So what were the reasons for the lack of success that the leader of the Berlin movement met with when it came to the Czech students?<br />
There is no doubt that, as an orator, Rudi is unequalled: his speech had a clear and rational plan, but it was precisely this rationality, elevated to utopian status, that produced an anguished response. In his perfectly organised speech there was no place for any kind of joke or any human weakness. Were it not for this critical rationality, you would spontaneously conclude that he was a demagogue, a zealot and, what’s more, a German – in short, an all-too-familiar figure. But that would be unfair, because he is incredibly sincere.[11]</p>
<p>It was ten years later, a year and a half before his death, that Rudi Dutschke returned to the subject of the blindness of western leftism in the face of Czech renewal and the belief that the only kind of “imperialism” that existed had to be American: “I haven’t much to say about May ‘68 in France, first because I was in hospital at the time but mainly because, in retrospect, the important event of 1968 wasn’t Paris but Prague. At the time, we just couldn’t see it.”[12]</p>
<p>While in the West, the “New Left” wanted to renew Marxism by ridding it of its Stalinist dross, the Czechs were doing their best to water it down as much as they could. “Socialism with a human face” was able to accommodate the main intellectual trends of the 1960s, from psychoanalysis to structuralism, from progressive Christianity to the Nouveau roman, from the “scientific and technological revolution” and the “theory of convergence” of Radovan Richta[13] to redefinitions of what it meant to be European. </p>
<p>The May movement in Paris wanted to put culture and the universities at the service of a political project. In Czechoslovakia, however, the 1960s stood for a process of freeing culture (albeit provisionally) from the shackles of the existing political structures and were a prelude to the upheavals of 1968. The distancing of culture from the ideology of the ruling powers had an impact that was actually highly political. The political crisis in the regime did not begin with the election of Dubcek to the leadership of the Party on 5 January 1968 but rather with the speeches about the breakaway delivered at the Writers’ Congress in June 1967 by Ludvik Vaculik, Milan Kundera, or Antonin Liehm. The newspaper that became the emblem of May ‘68 was Action, whereas that of the Prague Spring was Literarni noviny, the journal of the Writers Union, which sold a quarter of a million copies in a country of fifteen million inhabitants. The 1960s will always be seen as the golden age of Czech culture, whether we are thinking of literature (Josef Skvorecky, Ludvik Vaculik, Milan Kundera, Ivan Klima) or of theatre (Vaclav Havel, Pavel Kohout, Otomar Krejca) and not forgetting the New Wave in Czech cinema (Milos Forman, Ivan Passer, Jaromil Jires, Vera Chytilova, Jan Nemec, Jiri Menzel).[14]</p>
<p>This provides another parallel or contrast with what was de rigueur at the time in France. The extraordinary richness of this cultural activity took advantage of, or was facilitated by, exceptional circumstances in which creativity broke free from the constraints of censorship without thereby subjecting itself to the constraints of the marketplace. This wealth contrasts remarkably with the relative cultural sterility (both in Prague and in Paris) of the two decades that followed 1989. The cultural heritage associated with 1968 suffered differing fates following the defeat of the two Springs. In Prague, it was systematically destroyed by the “normalisation” regime and its main representatives were pursued, banned, or obliged to go into exile. In France, on the other hand, and more widely in the West, this legacy extended well beyond the failure of the radical utopia of May ‘68. Political ecology, feminism, multiculturalism, and the challenge to the traditional model of the family or the anti-authoritarian approach to education in secondary teaching were all indicators of the lasting influence of this legacy across a generation that, in the end, was to take over the country’s main cultural and media institutions. The Czech activists of ‘68, on the other hand, are a lost generation. When the change happened, twenty years later, they tried to catch a rather unlikely second wind. Their French opposite numbers contrived to convert the political failure of May ‘68 into a cultural victory in which the labels “bobo” (bohemian-bourgeois) and “liblib” (liberal-libertarian) are shorthand for changes in a generation that was smug about the “hegemony” (in the Gramscian sense) it managed to wield over the French cultural and political elites. </p>
<p>Misunderstandings aside, the difference between the two springs lies in the differing legacies of the 1968 movements. The outcome of the Prague Spring was, first and foremost, the failure of reform within the Communist regime, which, in the East, discredited once and for all Dubcek’s “revisionist” approach. At the same time, the Prague Spring was to inspire Eurocommunism in the West (a bandwagon onto which the French Communist Party, rather late in the day, tried to jump as it sought to regain credibility having signed up to the “Common Programme”, the touchstone for leftwing parties throughout the 1960s). </p>
<p>What remains of the failure of 1968 in Prague is the “clinical death of Marxism in Europe” (Kolakowski) and Gorbachev’s perestroika, which turned up twenty years too late. There also remains that other Spring of 1968, that which constitutes the renewal of civil society and the “rediscovery of citizenship” of which Vaclav Havel spoke.[15] Ivan Svitak summed up the “other” agenda of 1968 in this way: “From totalitarian dictatorship towards an open society, the liquidation of the monopoly on power, effective control of the power-elite by a free press and by public opinion. From bureaucratic management of society and culture by “the cut-throats who hold to the official line” (the term used by C. Wright Mills) towards the application of fundamental human rights.”[16] That is the legacy, one that goes beyond the framework of official Marxism, which was still to be found a decade later among dissidents. </p>
<p>By making human rights, civil society, and European culture central to its activity, central European (and especially Czech) dissent had an impact that was by no means negligible on the anti-totalitarian Left in France in a new political and intellectual context post-1968. In retrospect, the latter found that May ‘68 had an anti-Communist element in the sense that the left-wing movement had opposed the strategy of the French Communist Party, which had remained faithful above all to Moscow’s concern with maintaining “order”, that is, with maintaining a divided Europe. The post-68 “new philosophers”, when they asked themselves questions about the origins of twentieth-century totalitarian regimes, of the Gulags and of “barbarism with a human face” (Bernard-Henri Lévy), traced the intellectual and political ancestry of Soviet Russian Bolshevism back to the German “master thinkers” (A. Glucksmann) and further back to the Enlightenment, discovering along the way some of the concerns of Czech dissenters including Jan Patocka and Vaclav Havel. In the 1980s, others, such as Alain Finkielkraut and Danièle Sallenave (in Le Messager européen), thought about the rediscovery of central Europe as a “stolen” part of the West (Kundera) and about the need to rethink Europe as a culture and a civilisation, not just a “common market”. Thus, anti-totalitarianism, human rights, a rediscovery of civil society and the European idea helped bring about the latter-day rediscoveries made by former soixante-huitards of both Paris and Prague. Paradoxically, these rediscoveries did not survive the crumbling of the Communist bloc and the enlargement of the European Union. This was precisely because it was an enlargement of the EU rather than a reunification of Europe.</p>
<p>This article is a pre-print from the forthcoming issue of Transit</p>
<p>[1] Translator’s note: jouir also has the more specific sense of “to have an orgasm”.<br />
[2] Milan Kundera, “Cesky udel” (The Czech Fate), Vaclav Havel, “Cesky udel?” in Literarni Noviny, (52/1) 27.12.2007. Since the publication of these writings from 1968 a dozen or so contributions have been published by this weekly journal. In his introduction, its editor, Jakub Patocka wonders when the Czech debate will reach the point that it was at forty years ago.<br />
[3] Paul Berman, “Les Révoltes de 1968. Une fraternité incohérente” in F. Fejtö and J. Rupnik (dir.) Le Printemps tchécoslovaque 1968, Brussels, Complexe, 1999, p 267; cf also Paul Berman’s book devoted to the intellectual and political legacy of 1968: A Tale of Two Utopias: the Political Journey of the Generation of 1968, New York, Norton 1996.<br />
[4] Cf the introductory chapter of J-P. Faye in Prague, La Révolution des conseils ouvriers, Paris, Seghers/Laffont, 1977, pp. 8-56. The collection of documents assembled by V-C. Fisera provides important clues for an understanding of the dynamics of the Czech Spring, which found its most radical expression in the movement of the Councils after the Soviet invasion.<br />
[5] Milan Simecka, Le Rétablissement de l’ordre, Paris, La Découverte, 1979.<br />
[6] Pierre Grémion, Paris/Prague, La Gauche face au renouveau et à la régression tchécoslovaques, 1968-1978, Paris, Julliard, 1985.<br />
[7] In Student (Prague) 10 April 1968.<br />
[8] Milan Kundera, ‘Preface to the French Edition of Josef Skvorecky’s novel, Mirakl [The Miracle Game]‘, Paris, Gallimard, 1978, p. 4. There is an English translation in The Achievement of Josef Skvorecky, edited by Sam Solecki, University of Toronto Press, 1987, pp. 25-35.<br />
[9] Ibid.<br />
[10] Milan Hauner in Student (Prague), 24, April 1968.<br />
[11] Ibid.<br />
[12] Interview with J. Rupnik carried out in May 1978 and published in a file on “The 1968-88 Balance Sheet” by L’Autre Europe no. 20 (1989), pp. 115-117. Online in Eurozine, http://www.eurozine.com/articles/2008-05-16-dutschke-en.html<br />
[13] Cf. Radovan Richta, La Civilisation au carrefour (Civilisation at the crossroads), Paris, 1969.<br />
[14] Antonin Liehm, Closely Watched Films, the Czechoslovak Experience, White Plains, N.Y., International Arts and Sciences Press, 1974.<br />
[15] Vaclav Havel, “La citoyenneté retrouvée” [Citizenship rediscovered], an introduction to F. Fejtö and J. Rupnik (dir.), Le Printemps tchécoslovaque 1968, op. cit., pp. 11-13.<br />
[16] Student, 10 April 1968.</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
