Toar um corpo e o ar e a língua da neve. Toar a erva mortal e verde de cinco noites e ao mar. Um corpo nu. E as praias fustigadas pelo sol e pelo olhar.… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 1 month ago: Toar um corpo e o ar e a língua da neve. Toar a erva mortal e verde de cinco noites e ao mar. Um … more →
Raquel Agra wrote 2 months ago: Eu vi essas muralhas ruírem sobre o rio — eram calmas as águas de setembro, e sucessivas. Despedia … more →
Raquel Agra wrote 2 months ago: Nesses lugares, nesses lugares onde o ar perde a mão, os meus amigos começam a morrer. Falar torno … more →
Raquel Agra wrote 4 months ago: A mão, a terra prometida cada vez mais distante, só a mão sabe ainda o caminho. Um corpo não é cas … more →
Raquel Agra wrote 5 months ago: A manhã parada. O azul. A fundura da pupila. Não é ainda a sede, a matilha, a febre. O tronco nu … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Vacilantes perdem-se agora os dedos, o mar é longe, vai-se a voz quebrando, para morrer vai sendo ta … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: Aqui me tens, conivente com o sol neste incêndio do corpo até ao fim: as mãos tão ávidas no seu voo, … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: Tocar-te a pele o pulso aberto ao gume do olhar. Que seja essa a casa, a estrela do primeiro dia. … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: Conhecias o verão pelo cheiro, o silêncio antiquíssimo do muro, o furor das cigarras, inventavas a l … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: O sorriso. O sorriso aberto contra o muro. Exactamente como as ervas, é muito antigo. E sobre as … more →
Raquel Agra wrote 11 months ago: Que fizeste das palavras? Que contas darás tu dessas vogais de um azul tão apaziguado? E das consoan … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Pela manhã é que eu iria pela última vez Iria sem saber onde a estrada leva. E a sede. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Sei de uma pedra onde me sentar à sombra de um setembro quase no fim. Havia ainda as mãos, mas tão … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Havia uma palavra no escuro. minúscula. Ignorada. Martelava no escuro. Martelava no chão da água. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Este sol, não sei se já o disse, este sol é o mar todo da minha infância. É como se fora a manhã a … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Outra vez o pátio vidrado da manhã. Vais surgir e dizer: eu vi um barco. Era quando aos lábios me ch … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: O muro é branco e bruscamente sobre o branco do muro cai a noite. Há um cavalo próximo do silêncio … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Claro que os desejas, esses corpos onde o tempo não enterrou ainda os cornos fundo — não é o desejo … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Podias ensinar à mão outra arte, essa de atravessar o vidro; podias ensiná-la a escavar a terra em … more →