Seja isto dito assim, sem orgulho nem humildade, por não poder imaginar o homem reduzido à lama complacente dos próprios excrementos: para amar queria a terra toda, para morrer bastam-me os flancos do… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 4 months ago: Seja isto dito assim, sem orgulho nem humildade, por não poder imaginar o homem reduzido à lama comp … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: Animal do deserto, o sexo. Expulso da alegria. Que procura ainda, no território da sede? Outra boca, … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: Hei-de levar este esplendor para um poema, dizia eu, sempre que me estendia à sombra branca e miúda … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Ao acordar lembrei-me de Peter Doyle. Deviam ser seis horas, na austrália em frente um pássaro canta … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Ele procurava palavras, as mãos tacteando na noite, ávidas ainda. A luz era débil, roubada ao sono. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Vou fazer-te uma confidência, talvez tenha já começado a envelhecer e o desejo, esse cão, ladra-me a … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Finalmente disponho de tempo, disponho mesmo do tempo todo, posso fazer o que quiser dos meus dias, … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Também eu me sentei algumas vezes às portas do crepúsculo, mas quero dizer-te que o meu comércio não … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Abrir as mãos. Como se o vento fora a maravilha. Acariciar-lhe a crina, a lentíssima garganta. Deixá … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: A noite já devia ter caído, a pele do rio escurecera. Vozes felizes afastavam-se luminosas, desciam … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Elas crescem em segredo, as crianças. Escondem-se no mais oculto da casa para serem gato bravio, bét … more →