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	<title>milton-nascimento &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/milton-nascimento/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "milton-nascimento"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 22:00:54 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Elis Regina / Cais]]></title>
<link>http://queridopoeta.wordpress.com/?p=3989</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 16:08:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>regina</dc:creator>
<guid>http://queridopoeta.pt.wordpress.com/2008/10/07/elis-regina-cais/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/YL-TSspMl1o'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/YL-TSspMl1o&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Caçador de Mim ]]></title>
<link>http://franciscamalarranha.wordpress.com/?p=7130</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 09:27:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>mensagens de esperança</dc:creator>
<guid>http://franciscamalarranha.pt.wordpress.com/2008/10/02/cacador-de-mim/</guid>
<description><![CDATA[Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Por tanto amor<br />
Por tanta emoção<br />
A vida me fez assim<br />
Doce ou atroz<br />
Manso ou feroz<br />
Eu caçador de mim</p>
<p>Preso a canções<br />
Entregue a paixões<br />
Que nunca tiveram fim<br />
Vou me encontrar<br />
Longe do meu lugar<br />
Eu, caçador de mim</p>
<p>Nada a temer senão o correr da luta<br />
Nada a fazer senão esquecer o medo<br />
Abrir o peito a força, numa procura<br />
Fugir às armadilhas da mata escura</p>
<p>Longe se vai<br />
Sonhando demais<br />
Mas onde se chega assim<br />
Vou descobrir<br />
O que me faz sentir<br />
Eu, caçador de mim</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Milton Nascimento-Courage]]></title>
<link>http://magicistragic.wordpress.com/?p=449</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 23:37:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>magicistragic</dc:creator>
<guid>http://magicistragic.pt.wordpress.com/2008/09/30/milton-nascimento-courage/</guid>
<description><![CDATA[
Miltion Nascimento
Courage (a&amp;m 1969)
http://www.mediafire.com/?axnt2zzan3z
Recorded at Van Gel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i298.photobucket.com/albums/mm247/magicistragic/nascim_milt_courage_101b.jpg" alt="" width="304" height="296" /></p>
<p><strong>Miltion Nascimento</strong></p>
<p><strong>Courage (a&#38;m 1969)</strong></p>
<p><strong>http://www.mediafire.com/?axnt2zzan3z</strong></p>
<p>Recorded at Van Gelder Studios, the place where most of Blue Note's classics were conceived, Courage marks the American debut of Milton Nascimento. The crisp, jazzy recording offers the most colorful palette that Nascimento ever had the pleasure to explore during his career. His later works are full of high points, but this one captures a moment when pitting Herbie Hancock, Hubert Laws and Airto Moreira against the Tropicalia of Nascimento seemed like the natural thing to do. What makes it even more interesting is that Courage was recorded during their jazz-fusion explorations with Miles Davis. The most amazing thing is that they play it straight and loose and serve as sympathetic backing without ever branching into the insanity they recorded during this time period.</p>
<p>While contemporaries Os Mutantes, Gaetano Veloso, Gilberto Gil and Gal Costa melded Brazilian influences with psychedelia, Nascimento took a more straghtforward path, This is not to say that Courage is not without its own quirks and eccentricities, but it is an expertly played album with masterful vocals from a nineteen year old at the height of his powers. I'm surprised that more folks have not latched onto this album since it is such a gorgeous and sensual collection. Althoigh 1972s Clube de Esquina may match Courage's brilliance, this maiden voyage is a pure, innocent progression from the perfection of Joao and Astrud Gilberto and Antonio Carlos Jobim. Courage represents all that was wonderful about the intersection of Tropicalia, jazz and psychedelia in a way that even the most conservative souls can embrace.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Maria, Maria]]></title>
<link>http://bibliotecaescoladaserra.wordpress.com/?p=122</link>
<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 16:19:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Felipe</dc:creator>
<guid>http://bibliotecaescoladaserra.pt.wordpress.com/2008/09/21/maria-maria/</guid>
<description><![CDATA[Uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta&#8230;
Vídeo do BIS do show de en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta...</p>
<p>Vídeo do BIS do show de encerramento do festival Tudo É Jazz, com Milton Nascimento.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/u1i7ZHrP6tA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/u1i7ZHrP6tA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>No link abaixo você pode conferir, no you tube, um vídeo da música "A Lua Girou", que foi uma das apresentações mais bonitas do show. Com o coro da platéia e tudo.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vF299Z0LBuQ">http://www.youtube.com/watch?v=vF299Z0LBuQ</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Coração de Estudante]]></title>
<link>http://bibliotecaescoladaserra.wordpress.com/?p=120</link>
<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 15:03:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Felipe</dc:creator>
<guid>http://bibliotecaescoladaserra.pt.wordpress.com/2008/09/20/coracao-de-estudante-2/</guid>
<description><![CDATA[Consegui um vídeo de Coração de Estudante completa do show do Milton Nascimento no encerramento d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Consegui um vídeo de Coração de Estudante completa do show do Milton Nascimento no encerramento do festival Tudo é Jazz. O vídeo é amador, mas a apresentação dessa música foi linda! Teve intodução maravilhosa com falsetes do Milton. Durante a canção ele segurou uma nota muito tempo. Assistam até o final para verem.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6ijsqCw6URM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/6ijsqCw6URM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[River Phoenix (Especial James Dean)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=1350</link>
<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 21:10:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
<guid>http://multiplot.pt.wordpress.com/2008/09/19/river-phoenix-especial-james-dean/</guid>
<description><![CDATA[


1970 - 1993


“&#8230; vi um filme tantas vezes pra desvendar os olhos teus”
É algo meio ine]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption ">
<dt class="wp-caption-dt"><img src="http://img128.imageshack.us/img128/3135/riverphoenixzj9.jpg" alt="" width="450" height="338" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">1970 - 1993</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:center;"><strong>“... vi um filme tantas vezes pra desvendar os olhos teus”</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É algo meio inexplicável o fascínio que River Jude Phoenix exercia através, simplesmente, de um olhar, lançado como um feitiço sobre o público. Fascínio este que lhe rendeu, além, claro, de fama, dinheiro e uns gritinhos histéricos, uma carreira em ascensão, reações quase que encantadas tanto de pessoas comuns, rapidamente convertidas em fãs, quanto de grandes personalidades (já, já conto a história de Milton Nascimento, a quem pertencem as palavras entre aspas) e, como que por obra de algo ou alguém, uma morte trágica e precoce, passaporte direto para a eternidade, a invenção de uma fábula. E sua história parecia mesmo não poder terminar de outra forma.</p>
<p style="text-align:justify;">-</p>
<p style="text-align:justify;">River era “consciente”, engajado em movimentos de preservação ambiental, vegetariano e membro do PETA (órgão voltado aos direitos dos animais), influências da criação de pais hippies. Tinha três irmãs, Rain, Summer e Liberty, e um irmão, Leaf Phoenix (que depois mudaria o nome para Joaquin). Depois de quase dez anos perambulando pela América Latina com o culto cristão Filhos de Deus (há inclusive boatos de pedofilia, conforme uma declaração de 91 posteriormente desmentida de que, segundo River, ele teria perdido a virgindade aos 4 anos durante um dos cultos), os Phoenix (nome aderido exatamente após a saída do movimento) retornam aos Estados Unidos, em 1977, dispostos a recomeçar, e o teatro é o caminho que Arlyn e John Lee escolhem para seus filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de uma participação no obscuro Explorers, em 1985 (oficialmente seu primeiro papel no cinema), River alcança a fama logo em 86 com o clássico vespertino Conta Comigo. No mesmo ano trabalharia ao lado de Harrison Ford em A Costa do Mosquito (que aliás era sua atuação favorita), mas só seria realmente notado, provando ser algo além de um dos inúmeros atores mirins oitentistas que cairiam no ostracismo, em 1988, com O Peso de um Passado, de Sidney Lumet, filme que lhe renderia uma indicação ao Oscar (perdido para Kevin Kline por Um Peixe Chamado Wanda). Ainda assim, Phoenix permanecia sem desafios na carreira, história que mudaria em 1991. Garotos de Programa (My Own Private Idaho, Gus Van Sant) foi o grande responsável por realmente alçar Phoenix àquele plantel de atores cujo talento é incontestável, no papel de um prostituto narcoléptico e bissexual.</p>
<p style="text-align:justify;">-</p>
<p style="text-align:justify;">Muito de Garotos de Programa (que, já antecipando, eu não gosto) parece retratar um River Phoenix naquele nível turvo e onírico da estrada no deserto. Sem começo e sem fim, e com um constante anseio de voltar, voltar, voltar não se sabe pra onde, voltar para um carinho materno que existe apenas nos sonhos mais incertos, onde memória e imaginação se confundem. E River segue adormecido no caminho de um asfalto rumo ao infinito ao pegar essa carona do final de Idaho exatamente na porta da Viper Room, numa madrugada de Helloween, da Califórnia pra eternidade.</p>
<p style="text-align:justify;">River morreu de uma overdose de speedball (um coquetel de heroína e cocaína), e embora o óbito tenha sido declarado oficialmente cerca de 50 minutos depois do início das convulsões, acredita-se que ele tenha morrido mesmo na calçada da Viper Room (boate de Johnny Depp), nos braços da namorada Samantha Mathis, enquanto seu irmão mais novo Joaquin Phoenix (que é um puta ator aliás) ligava para o 911. Johnny Depp fechou a boate todos os dias 31 de outubro enquanto foi dono, de 93 a 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">E como não podia deixar de acontecer, foi sendo construída toda uma mitologia em torno de River e de sua morte. Desde as circunstâncias, do fato de ser um dos atores mais promissores de sua geração, da eleição da Viper Room como seu eterno santuário e das inevitáveis lendas contadas a seu respeito. Há quem diga por exemplo que de certa forma Phoenix já previa a própria morte (e de todo modo a overdose é uma forma de suicídio indireto), além de haverem certas coincidências proféticas em seus filmes. O ator estava escalado para participar de Entrevista Com o Vampiro (primeiro no papel de Lestat – que ficou com Tom Cruise – e depois como o entrevistador, que terminou com Christian Slater). Pouco tempo antes de morrer, ele declarou a SET: “Não me vejo fazendo parte de Entrevista Com o Vampiro”.</p>
<p style="text-align:justify;">Tinha Hollywood a seus pés. Era bonito, talentoso e possuía uma imagem pública imaculada pelo seu lado engajado e ativista (e de qualquer forma a overdose não deixa de ser também uma ironia). Sua morte foi citada em 16º entre os eventos mais chocantes da história da mídia pela E! Television. Além de Entrevista Com o Vampiro, estava escalado para Eclipse de uma Paixão (papel que ficou com Leonardo di Caprio) e, por muito pouco, não se aproxima ainda mais de James Dean e Heath Ledger com um filme estreando posteriormente a sua morte. Ocorre que Dark Blood, 90% filmado, teve de ser simplesmente cancelado pela falta de algumas cenas fundamentais com Phoenix. E, seja pra engrossar o mito ou não, dizem muito que ele estava transcendental no filme.</p>
<p style="text-align:justify;">River Phoenix morreu muito, mas muito cedo, e ao contrário de Dean e de Ledger, não teve a chance de pegar um personagem que o emoldurasse para sempre nos murais da história. River nunca será um rosto definitivo como Jim Stark ou Ennis Del Mar, ou o Coringa. Ele, estranhamente, será apenas River Phoenix, sem parecer no entanto precisar ser qualquer coisa além disso, porque de algum modo seus olhos sempre foram os mesmos, em todos os filmes, dando a entender que ele fez e refez a si mesmo durante seus 7 anos de carreira. E é esse mesmo misto de segredo e tristeza nos seus olhos que lançava um efeito inexplicável sobre as pessoas. Como aconteceu com Milton Nascimento.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Carta a um Jovem Ator</em></p>
<p style="text-align:justify;">Essa é uma daquelas histórias que de certa forma reconforta os pessimistas e funde a cabeça dos céticos. Da minha parte, sou absolutamente cético quanto às possibilidades de uma coincidência dessas acontecer, daí que não me restam muitas opções.</p>
<p style="text-align:justify;">Consta na biografia oficial do cantor, “Travessia: a Vida de Milton Nascimento”, de 2006, escrita por Maria Dolores. Em 1988, depois de finalizar uma turnê pelos Estados Unidos, Milton Nascimento resolveu tirar uma folga em Nova Iorque e ficou hospedado num hotel chamado Mayflower, perto de um ap onde estavam Xuxa e Simone. Milton ia visitá-las constantemente para ouvir música e ver filmes e tal. Numa dessas vezes, viram ser anunciado para mais tarde um filme chamado Conta Comigo, de Rob Reiner, e resolveram assistir, mas acabaram esquecendo. Quando Milton voltou pro seu quarto de hotel, o filme já havia começado.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Milton viu River Phoenix na tela, sentiu algo, uma ligação, uma sensação que não conseguia explicar. Milton cita muito os olhos, sempre os olhos de Phoenix como catalisadores de um sentimento original, qualquer coisa arrebatadora à qual ninguém ainda havia dado um nome. Ficou atento aos créditos e depois de ver “River Phoenix” se acender na tela, sentiu não ter dúvida de que aquele era o nome do garoto que o encantara. Milton procurou a programação da TV, localizou os horários em que Conta Comigo seria reprisado, e passou a ver e rever o filme todas as vezes que podia. Acabou escrevendo uma música.</p>
<p style="text-align:justify;">Já de volta ao Brasil, Milton queria que a música para Phoenix abrisse o lado A do seu disco “Miltons” (1989), e resolveu batizá-la com o nome do ator. No entanto, precisava da autorização de River. Seu agente conseguiu o telefone da mãe do ator, Arlyn “Heart” Phoenix (que era quem cuidava da sua carreira), e Milton ligou contando o que havia ocorrido. Arlyn, que nunca ouvira falar dele, achou que era mais um fã doido e desligou. Quando River soube o que havia acontecido, correu ligar de volta para Milton, dizendo que, recentemente, quando estava hospedado no hotel Mayflower em Nova Iorque, resolveu entrar numa loja de discos na mesma rua e, sem saber por que, comprou um disco de Milton Nascimento, cantor brasileiro de quem ele nunca havia ouvido falar. Quando ouviu o disco, se apaixonou perdidamente.</p>
<p style="text-align:justify;">River Phoenix veio ao Brasil, a convite de Milton, e ficou hospedado na sua casa. Os dois permaneceram grandes amigos até a morte do ator.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Conta Comigo (Rob Reiner, 1986)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://img403.imageshack.us/img403/8136/gcax6.jpg" alt="" width="434" height="306" /></p>
<p style="text-align:justify;">Não existe tema mais difícil de ser trabalhado que a nostalgia. Isso porque ela não permite apelos, não aceita sofisticação, rejeita hermetismos, despreza artifícios e ferramentas com as quais um autor pode moldar e adornar sua história. Um filme sobre nostalgia dá certo à base de algo que, exatamente pela simplicidade, acaba se tornando extremamente complexo: identificação. E não é necessário, no caso, ter vivido os anos 50, porque a ligação do espectador com seu filme ocorre num nível inexplorado e desconhecido: o sensorial. Vai, portanto, da habilidade do diretor em unir elementos e conduzir sua história para que este determinado efeito tão raro e incompreensível de repente passe por você, durante os créditos, ao som de Ben E. King, como o cheiro de algo estranhamente remoto e familiar que surja por uns instantes e desapareça rapidamente.</p>
<p style="text-align:justify;">É claro que não existe nada tão subjetivo quanto se identificar com um filme, ainda mais pelas vias da saudade (compostas sempre de lembranças e sensações que são suas e de mais ninguém), mas Conta Comigo é todo forjado pela lâmina de um espelho. Há uma variedade de personalidades entre os moleques palatável ao coração de cada um, embora pessoalmente eu não me veja dependendo de um deles, porque os quatro formam a unidade de uma única instituição: a infância.</p>
<p style="text-align:justify;">É pela evocação quase tributária da infância que Conta Comigo pega seus espectadores pela mão e os leva a uma viagem de volta. Voltar, voltar, voltar... sempre esse caminho de tentativa e de falha pela impossibilidade frustrante de recuperar um pouco daquela atmosfera encantada da infância, algo que, por poucos instantes, pode acontecer em Conta Comigo.</p>
<p style="text-align:justify;">Na óbvia impossibilidade de se fazer um filme com os sonhos e a memória de cada um como matéria-prima, Rob Reiner (ou Stephen King, já que o conto original é dele) enxerta-nos uma história (com elementos que pertencem ao senso comum), nos faz vivê-la com aqueles quatro garotos para, então, nos golpear duramente no final. Narrar secamente a passagem nociva do tempo, a perda das coisas, a dissolução das amizades, e então nos fazer ter saudade de algo que ocorreu há poucos minutos, mas que colocado num estágio desconhecido de sentimento, torna-se indefinido e atemporal, como se não apenas tivesse acontecido, mas também já era trazido conosco de um tempo do qual não sobram recordações físicas ou visuais. Não possuem som, não possuem rosto, não possuem cheiro, apenas existem.</p>
<p style="text-align:justify;">Conta Comigo é o mais próximo que se pode chegar de uma viagem de volta no tempo. É a recriação daquelas tardes compridas, com minutos que duravam horas e com horas que duravam dias. É o reencontro com um tempo em que qualquer ida mais longe de casa era uma aventura daquelas que nunca mais viveríamos, um tempo onde frutas das árvores e doces caseiros possuíam um sabor que jamais voltaria a ser igualado. Quando a amizade era a coisa mais importante do mundo e, principalmente, quando se tinha uma impressão tão doce quanto tola e inocente de que aquelas mesmas tardes não acabariam nunca.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o tempo é a morte de todas as coisas. A infância precisa acabar, os amigos precisam ir embora e a vida precisa ficar madura e cinza. Ver River Phoenix literalmente desaparecendo no final de Conta Comigo é se dar conta de que talvez exista um acordo mudo na vida. De que talvez coisas boas demais simplesmente não possam ficar com a gente, de que talvez a infância e River Phoenix sejam habitantes naturais muito mais da memória e da imaginação que do mundo real, e que o tempo sempre passa e sempre leva algo consigo, seja no fim de um caminho de terra, seja na porta da Viper Room.</p>
<p style="text-align:center;"><em>"The endless River runs"</em></p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://img217.imageshack.us/img217/5084/boton1iu2hv3.jpg" alt="" width="100" height="100" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Luis Henrique Boaventura</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Milton Nascimento Encerrou Festival em Grande Estilo!]]></title>
<link>http://bibliotecaescoladaserra.wordpress.com/?p=107</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 21:45:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Felipe</dc:creator>
<guid>http://bibliotecaescoladaserra.pt.wordpress.com/2008/09/15/milton-encerrou-festival-em-grande-estilo/</guid>
<description><![CDATA[O áudio do vídeo está ruim, aumentem bastante a caixa de som para escutarem. Em breve postaremos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O áudio do vídeo está ruim, aumentem bastante a caixa de som para escutarem. Em breve postaremos um vídeo com qualidade melhor.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Vc8Z-VtIhtU'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/Vc8Z-VtIhtU&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>O encerramento do festival Tudo é Jazz, se deu com um  show/homenagem ao Milton Nascimento, o qual atrasou mais de uma hora devido a um problema no gerador. Mas resolvido esse problema, chega a grande hora: Milton entra no palco com sua banda e toca alguns sucessos de sua carreira, como Caxangá, Nos Bailes da Vida, Cravo e Canela e Coração de Estudante. Então, anuncia a entrada do grande saxofonista Wayne Shorter, e um pouco depois, o maior baixista do mundo, segundo palavras de Bituca: Ron Carter. A partir daí, o show mescla improvisos de jazz (pois a apresentação não foi ensaiada), com canções do próprio Milton. Dentre as músicas tocadas estão Lília, Milagre dos Peixes, Canção do Sal, Ponta de Areia, Vera Cruz,  Encontros e Despedidas, Tarde, entre outras. Para encerrar, Bituca cantou A Lua Girou, que no final ganhou um coro lindo da platéia, do tamanho do mundo. A banda parou de tocar, e nisso ficamos um bom tempo. Todas as vozes da Praça Tiradentes seguindo as instruções do Mestre, que enquanto isso, fazia maravilhas com a voz, entre palmas ritmadas.</p>
<p> </p>
<p> "ÊÊÊ  ÊÊ  ÊÊ  ÊÊ/ ÊÊÊ  ÊÊ  ÊÊ  ÊÊ... GIROU!"</p>
<p> </p>
<p>Ao final, a multidão começou a cantar Maria, Maria. Então Milton voltou para o BIS do show e encantou o público com esse hino de sua carreira.</p>
<p>Milton, você merece milhares de homenagens como essa, pois você é um monstro na voz e uma lenda viva da MPB. Com um talento inigualável, levou a música de Minas para o mundo, e também por isso temos o orgulho de dizer alto e claro: "Sou do Mundo, Eu Sou Minas Gerais"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PAT METHENY: CHITARRA DIVINA E MELODIE SENZA TEMPO]]></title>
<link>http://anticogallorightcorner.wordpress.com/?p=528</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 11:35:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andrea</dc:creator>
<guid>http://anticogallorightcorner.pt.wordpress.com/2008/09/15/pat-metheny-chitarra-divina-e-melodie-senza-tempo/</guid>
<description><![CDATA[
[Video: Pat Metheny - 'How Insensitive' - 1992]
Questo si che è un musicista coi controcazzi!
Patr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/itF1OMeeCuQ'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/itF1OMeeCuQ&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
[Video: Pat Metheny - 'How Insensitive' - 1992]</p>
<p>Questo si che è un musicista coi controcazzi!</p>
<p>Patrick Bruce Metheny (Lee's Summit, 12 agosto 1954) è uno straordinario chitarrista 'made in USA'...<br />
Sicuramente tra i pochi artisti jazz (ma non solo) capace di destare l'attenzione scostante e svogliata dell'ascoltatore comune e dirottarla verso un genere così bizzarro e complicato!<br />
Compositore abile ed estroso oltre che virtuoso della chitarra, ha partorito nel corso dei decenni pezzi di grande ispirazione fondendo tecnica a gusto in modo davvero esemplare...</p>
<p>La sua produzione musicale si articola su diversi filoni paralleli:<br />
Il Pat Metheny Group, lavori solisti, duetti e partecipazioni varie.<br />
Metheny è stato anche uno dei primi chitarristi a sfruttare in giusto modo i Synth per chitarra ottenendo suoni simili a ottoni, sitar e altri, dimostrando così la sua massima disposizione verso innovazione e contaminazioni a tutto campo.</p>
<p>La proposta risulta una commistione di diverse componenti, classiche ed esotiche, non ultima la musica brasiliana...<br />
Si capisce, Metheny ha vissuto in Brasile per parecchio tempo e si è esibito in concerti con molti musicisti locali tra i quali Milton Nascimento e Toninho Horta, una fusione difficile eppure così naturale ad ascoltarla; cose possibili soltanto ad artisti del suo calibro!</p>
<p>Per la discografia vi rimando anche questa volta alla folta documentazione in rete...<br />
...Fatela vostra!</p>
<p>Per concludere: quel tipo di musicista che fa venir voglia di acquistare una chitarra...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mercedes Sosa, siempre]]></title>
<link>http://fernandorozano.wordpress.com/?p=113</link>
<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 11:41:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
<guid>http://fernandorozano.pt.wordpress.com/2008/09/13/mercedes-sosa-siempre/</guid>
<description><![CDATA[




A Argentina é um país rico em arte e cultura. contar a sua história a partir de Atahualpa Yu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar0005.jpg"><img class="size-medium wp-image-114" title="Mercedes Sosa" src="http://fernandorozano.wordpress.com/files/2008/09/digitalizar0005.jpg?w=300" alt="Reprodução. No encarte, não há registro de autoria da foto." width="300" height="296" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p class="wp-caption-dd">A Argentina é um país rico em arte e cultura. contar a sua história a partir de Atahualpa Yupanqui, Carlos Gardel, Jorge Cafrune, León Gieco, Ariel Ramirez, Felix Luna, Horacio Guarany, Ramón Ayala, Anibal Sampayo, José Larralde e Mercedes Sosa é privilégio para poucos de língua espanhola. Nascida em Tucumán, província localizada a noroeste do território platino e além da capital, tem em cidades como Santiago del Estero e Catamarca seus principais centros urbanos, com fortes acentos culturais andinos e indígenas. Naquelas terra, Mercedes deu seus primeiros passos como cantora. De lá, foi direto ao seu disco de estréia, <em>Canciones con Fundamento</em>  (1965) onde sua voz de contralto associada ao bombo legüero se tornaram essenciais à America Latina. De forte expressão índia e longos cabelos negros, logo começou a ser chamada de La negra, que a acompanha até os dias de hoje. Ousada, não se permitiu ficar à margem da realidade argentina e do continente. Ao lados de seus discos, que privilegiavam o folclore e compositores mais modernos, assumiu a defesa intransigente pelos Direitos Humanos e por justiça social. Exilada (1979), percorreu o mundo. Sua arte transcende os limites geográficos. Muito antes de ser conhecida e reconhecida, foi capaz de olhar para os movimentos musicais que estavam gerando o novo nas Américas. E somente ela seria capaz de avançar, com seu timbre e personalidade, e trazer para o seu repertório expressivos roqueiros do Prata e muito da música popular brasileira, em especial Chico Buarque e Milton Nascimento. Quem ouviu, jmais esquecerá "Volver a los 17" de Violeta Parra, no magnífico <em>Geraes</em> (1976) em dueto com Milton e quem ouvir, jamais esquecerá. Ou ainda, em especial para quem for a Buenos Aires e encontrar, <em>Corazón Americano</em> (1985) com Milton, León Gieco e com a participação de Gustavo Santaolalla. Gustavo foi produtor de León durante aos, e hoje, além de Oscar de melhor música, é lider do grupo Bajofondo, dos principais do momento no mundo. também, e somente ela, poderia gravar um disco com canções de Charly Garcia - <em>Alta Fidelidad</em> (1997), cuja capa ilustra o texto. E dar vida à <em>Misa Criolla</em> de Ariel Ramirez e <em>Navidad Nuestra</em> parceria de Ariel com Felix Luna em 2000. Incansável em seus 73 anos, chega a Porto Alegre para se apresentar hoje no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Apresentação única, com repertório novo, de seu último registro, <em>Corazón</em> <em>Libre</em> (2005) e com as consagradas canções que a tornaram ícone em qualquer terra onde pisa. Uma noite inesquecível para os porto-alegrenses. Uma noite para ficar na memória para todo o sempre. Mercedes Sosa, siempre. Basta ouvi-la. Quem quiser saber mais, visite <a href="http://www.mercedessosa.com.ar">www.mercedessosa.com.ar</a> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["A Celebração do Mestre"]]></title>
<link>http://bibliotecaescoladaserra.wordpress.com/?p=104</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 19:12:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Felipe</dc:creator>
<guid>http://bibliotecaescoladaserra.pt.wordpress.com/2008/09/08/a-celebracao-do-mestre/</guid>
<description><![CDATA[Só um lembrete.
O festival &#8220;Tudo é Jazz&#8221; de Ouro Preto começa nesta quinta (11/09) e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Só um lembrete.</p>
<p>O festival "Tudo é Jazz" de Ouro Preto começa nesta quinta (11/09) e se encerra no domingo (14/09) com um mega show do homenageado da vez, Milton Nascimento. No dia 14, a programação estará toda voltada para este mestre que tem um rouxinol morando na garganta. De manhã, haverá o Cortejo da Raça, já à tarde, às 17h, começa um show da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais junto com vários artistas que cantarão grandes sucessos do Bituca. E às18:30, finalmente, um show do próprio homenagiado, com os convidados especiais Ron Carter e Wayne Shorter, dois dos que ajudaram Milton a lançar o Clube da Esquina no mundo. Este será um show histórico que eu não perco por nada. Afinal, não é por acaso que o Milton está entre os três maiores músicos vivos do mundo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Musica]]></title>
<link>http://daniluque.wordpress.com/?p=199</link>
<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 17:23:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>daniluque</dc:creator>
<guid>http://daniluque.pt.wordpress.com/2008/09/01/musica-4/</guid>
<description><![CDATA[
Festival de jazz de Ouro Preto terá mais de 20 atrações
 

SÃO PAULO - O Festival Tudo é Ja]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>Festival de jazz de Ouro Preto terá mais de 20 atrações</h3>
<p> </p></div>
<div class="grupoC2"><a href="http://daniluque.files.wordpress.com/2008/09/jazz-icon1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-200" src="http://daniluque.wordpress.com/files/2008/09/jazz-icon1.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></div>
<div class="grupoC2">SÃO PAULO - O Festival Tudo é Jazz, que começa no próximo dia 11 em Ouro Preto (MG), já se configura como o maior e mais importante do País na atualidade. Este ano, traz mais de 20 jazzistas de primeiro time, além do projeto que homenageia Milton Nascimento, que conta com o próprio, orquestra e os lendários Wayne Shorter e Ron Carter no piano e no contrabaixo. E mais: Christian McBride, Nicholas Payton, Avishai Cohen, Wayne Shorter, Michel Portal, Hadouk Trio, Karrin Allyson, Omar Sosa, Bojan Zulfikarpasic, Mola Sylla, Charmaine Neville e Creole Zydeco Farmers. Mais informações pelo site www.tudoejazz.com.br. As informações são do jornal <strong>O Estado de S. Paulo.</strong></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tristesse]]></title>
<link>http://queridopoeta.wordpress.com/?p=3158</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 20:13:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>regina</dc:creator>
<guid>http://queridopoeta.pt.wordpress.com/2008/08/27/tristesse/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Como você pode pedir para eu falar do nosso amor? Que foi tão forte e ainda é / Mas cada u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-size:xx-small;">"Como você pode pedir para eu falar do nosso amor? Que foi tão forte e ainda é / Mas cada um se foi / Quanta saudade brilha em mim / Se cada sonho é seu / Virou história em sua vida / Mas pra mim não morreu / Lembra, lembra, lembra / Cada instante que passou / De cada perigo, da audácia, do temor / Que sobrevivemos / Que cobrimos de emoção / Volta a pensar então / Sinto, penso, espero / Fico tenso toda vez / Que nos encontramos, / Nos olhamos sem viver / Pára de fingir que não sou parte do seu mundo / Volta a pensar então..." </span></em></p>
<p><em></em></p>
<p><em><span style="font-size:xx-small;"><strong>Milton Nascimento</strong></span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Coisas nesta vida que não posso entender"]]></title>
<link>http://botecoliterario.wordpress.com/?p=1772</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 17:47:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>botecoliterário</dc:creator>
<guid>http://botecoliterario.pt.wordpress.com/2008/08/27/coisas-nesta-vida-que-nao-posso-entender/</guid>
<description><![CDATA[Imagem e Semelhança
(Milton Nascimento)
Pai do céu
Me manda alguma ajuda
A luz numa mensagem, care]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Imagem e Semelhança</strong><br />
<em>(Milton Nascimento)</em></p>
<p>Pai do céu<br />
Me manda alguma ajuda<br />
A luz numa mensagem, careço de saber<br />
Senhor, só preciso de um recado<br />
Há coisas nesta vida<br />
Que não posso entender</p>
<p>Será sua imagem e semelhança<br />
Não, meu pai do céu,<br />
Não posso acreditar,<br />
Não dá</p>
<p>Alguém inventou essa balela<br />
A gente não merece<br />
De longe comparar<br />
Falta de respeito, no começo,<br />
Nem se acha um herdeiro<br />
Na glória de amar<br />
Veio seu filho salvar a terra,<br />
Tanto sacrifício,<br />
Alguém mereceu,<br />
Será?</p>
<p>Buda, oxalá ou krishna, muito amado<br />
Nos fizeram andar<br />
Mas resta a pergunta do começo,<br />
Tô tanto distante de ter sido feito<br />
A sua semelhança, pai</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El mondo es albiceleste!]]></title>
<link>http://monsteragogo.wordpress.com/?p=39</link>
<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 15:31:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávio</dc:creator>
<guid>http://monsteragogo.pt.wordpress.com/2008/08/19/el-mondo-es-albiceleste/</guid>
<description><![CDATA[
Nossa, que sarrafada bicho! popular &#8220;surra de vara mole&#8221;.
Quem quer Ronaldo &#8220;Milt]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone" src="http://img386.imageshack.us/img386/8809/8435533392cp2cb9.jpg" alt="" width="570" height="368" /></p>
<p>Nossa, que sarrafada bicho! popular "surra de vara mole".</p>
<p>Quem quer Ronaldo "Milton Nascimento" Gaúcho no seu time do coração?</p>
<p>O Brasil poderia começar a se espelhar no Corinthians: peça pra Globo montar, entre julho e agosto, um campeonato com o time B da Etiópia, um combinado do Chipre e um misto da seleção da Mongólia. Depois chame de Olimpíada, pois basicamente tem "representantes de todos os continentes, inclusive do Chipre, que um dia fez parte da terra onde os jogos nasceram".</p>
<p>E viva Argentina!!!!!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasília, DF - Off-Tap - SeráQuê?]]></title>
<link>http://divulgandotap.wordpress.com/?p=2688</link>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 16:18:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>divulgandotap</dc:creator>
<guid>http://divulgandotap.pt.wordpress.com/2008/08/08/brasilia-df-off-tap-seraque/</guid>
<description><![CDATA[Da Folha Online:
O espetáculo de dança &#8220;Q&#8217;Eu Isse&#8221; estréia amanhã em Brasília]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Da <a target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u430960.shtml">Folha Online</a>:</p>
<blockquote><p>O espetáculo de dança "Q'Eu Isse" estréia amanhã em Brasília e traz uma trilha sonora de Milton Nascimento. A iniciativa tem participação do coreógrafo Rui Moreira, além de Pedro Pederneiras e Bia Lessa. </p>
<p>Encenado pela companhia de dança SeráQuê?, de Belo Horizonte, o espetáculo fica em cartaz até o dia 24.08.2008. </p>
<p>Após Brasília, o espetáculo segue para Rio de Janeiro e São Paulo. O título da apresentação vem de uma corruptela da língua portuguesa usada em Minas Gerais, de acordo com o grupo. Assim, é uma adaptação de "Que eu fosse". </p>
<p>Segundo os organizadores, a variação do português ocorre por influências banto na língua que se fala no Brasil. </p>
<p>A idéia do espetáculo é abordar trajetórias da população das diásporas africanas e suas relações convergentes, ou cruzamentos históricos, com algumas culturas indígenas que habitam o Brasil. </p>
<p>A companhia convidou especialmente o ator e dramaturgo Adyr Assumpção para desenvolver o roteiro e trabalhar com os intérpretes a narrativa teatral. A trilha sonora é assinada por Milton Nascimento e tem arranjos de Lincoln Cheib (diretor de percussão do disco Pietá, lançado por Milton em 2002) e traz elementos do jazz e das sonoridades indígenas. </p></blockquote>
<p>"Q'Eu Isse"<br />
Quando: de 8 a 24 de agosto, sexta-feira e sábado, às 21h, e domingo, às 20h<br />
Onde: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Trecho 2, lote 22, Brasília, tel. (61) 3310-7087)<br />
Quanto: de R$ 7,50 a R$ 15</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CD: Meu Recado - Cambada Mineira [2006]]]></title>
<link>http://passadiante.wordpress.com/?p=73</link>
<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 03:28:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>passadiante.</dc:creator>
<guid>http://passadiante.pt.wordpress.com/2008/07/31/cd-meu-recado-cambada-mineira-2006/</guid>
<description><![CDATA[
Artista: Cambada Mineira
Disco: Meu Recado
Lançamento: 18/07/2006
Selo: Rob Digital
Procedência: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://passadiante.wordpress.com/files/2008/07/cambadamineira_meurecado.jpg" alt="" width="400" height="400" class="alignnone size-full wp-image-74" /></p>
<p><b>Artista: </b>Cambada Mineira<br />
<b>Disco: </b>Meu Recado<br />
<b>Lançamento: </b>18/07/2006<br />
<b>Selo: </b>Rob Digital<br />
<b>Procedência: </b>nacional<br />
<b>Estado: </b>lacrado</p>
<p>O trio vocal e instrumental interpreta composições próprias e releituras de clássicos de Milton Nascimento, Lô Borges, Fernando Brant e Luiz Carlos Sá, com excelentes arranjos e ilustres participações entre as quais, o maestro Wagner Tiso, Toninho Horta, Zé Renato, Victor Biglione, Simone Guimarães, Márcio Montarroyos, Eduardo Neves. O CD inclui uma faixa multimídia com o videoclipe de “Cateretê”.</p>
<p><b>Faixas:</b><br />
1. Clube da Esquina II<br />
2. Meu Recado<br />
3. Saudade de Minas<br />
4. Canção da América<br />
5. Cateretê<br />
6. Cavaleiros do Céu<br />
7. São João Del Rey<br />
8. Jequitinhonha<br />
9. Resposta<br />
10. Caçador de Mim<br />
11. Laranjeira<br />
12. Cachorro Urubu<br />
13. Conto de Fadas </p>
<p><b>Ouça:</b> <a href="http://www.myspace.com/cambadamineira" target="_blank">http://www.myspace.com/cambadamineira</a></p>
<p><span style="background-color:#990000;"><strong>Preço:</strong> R$8 + frete</span></p>
<p>Todos os CDs são originais.<br />
Entre em contato através do email: <a href="mailto:passadiante@gmail.com">passadiante[at]gmail[dot]com</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Festival "Tudo é Jazz" em Ouro Preto]]></title>
<link>http://bibliotecaescoladaserra.wordpress.com/?p=84</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 16:43:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Felipe</dc:creator>
<guid>http://bibliotecaescoladaserra.pt.wordpress.com/2008/07/28/festival-tudo-e-jazz-em-ouro-preto/</guid>
<description><![CDATA[
Durante o período de 11 a 14 de setembro, Ouro Preto será palco do Festival Tudo é Jazz, que che]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://italia.allaboutjazz.com/italy/gallery/cifarelli/milton_nascimento_01_arquato2006.jpg" alt="" width="325" height="228" /></p>
<p>Durante o período de 11 a 14 de setembro, Ouro Preto será palco do Festival Tudo é Jazz, que chega à sua 7ª edição este ano.  Serão 27 shows e mais de 200 músicos, bandas de jazz de rua, Cortejo da Raça, Workshop, oficinas e palestras, sendo várias dessas atrações, gratuitas! Neste ano, o grande homenagiado será o cantor Milton Nascimento. No dia 14 (domingo) haverá uma programação especial completamente voltada para ele:  Às 10h30 o "Cortejo da Raça" sairá da Praça Tiradentes e seguirá até o Largo do Rosário, às 17h haverá uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que tocará 10 grandes sucessos de Milton, acompanhada de participações especiais no vocal, como Marina Machado, Rogério Flausino, Kadú Vianna, entre outros. Mas a atração principal, começa às 18h30, e é um grande show de Milton Nascimento, com Wayne Shorter e Ron Carter endossando a banda. As 2 últimas apresentações citadas acima (Orquestra, e show do Milton) acontecerão também na Praça Tiradentes, e claro, serão gratuitas.</p>
<p>*Para maiores informações, acesse o site <a href="http://www.tudoejazz.com.br/">http://www.tudoejazz.com.br/</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Público pede músicas em show de Milton com Belmondo]]></title>
<link>http://paulamedeiros.wordpress.com/?p=61</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 13:50:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulamedeiros</dc:creator>
<guid>http://paulamedeiros.pt.wordpress.com/2008/07/22/publico-pede-musicas-em-show-de-milton-com-belmondo/</guid>
<description><![CDATA[Uma noite para ficar na história do pequeno clube Jazz Café, em Camden Town 

 
Assim pode ser des]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing"><em><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Uma noite para ficar na história do pequeno clube Jazz Café, em Camden Town </span></em></p>
<p class="MsoNoSpacing">
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Assim pode ser descrita a fantástica apresentação de Milton Nascimento com a banda francesa de jazz Belmondo, um incrível quinteto composto pelos músicos </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Lionel Belmondo,</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> no sax e flauta, </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Stéphane Belmondo,</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> no</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> tr</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">o</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">mpet</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">e e</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">metais, Eric Legnini, ao</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> piano</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Thomas Bramerie, </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">no baixo acústico, e </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">André Ceccarelli,</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> na bateria. A apresentação marcou a estréia do CD que os jazzistas fizeram em homenagem ao músico brasileiro – e tiveram a oportunidade de tê-lo como convidado! A gravação do CD, em Paris, contou também com a participação da </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Or</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">qu</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">estr</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">a Nacional d'Ile de France.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Com uma abertura instrumental, Milton sentou-se no topo da escada que dá para o palco, vinda do restaurante-terraço, curtindo os primeiros acordes da noite, como outra pessoa qualquer da platéia. Descendo ao palco, cantou sucessos como “Ponta de Areia”, “Nada Será Como Antes”, “Travessia” e “Milagre dos Peixes”. Realmente, Milton Nascimento merece um palco maior, numa casa mais condizente com sua importância como músico, mas qualquer oportunidade de vê-lo deve ser agarrada com ambas as mãos, como descreveu crítico inglês <span class="byline">Clive Davis.</span></span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span class="byline"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Fazendo poucos comentários entre as canções, Milton conta, em português, que o show é fruto do CD que os franceses o convidaram para participar – CD este que foi montado em sua homenagem e de Elis Regina. </span></span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span class="byline"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">De bom humor, ele ainda revela um fato curioso sobre a gravação do CD, ao pegar sua pequenina sanfona para acompanhar uma sinfonia de Ravel. “No dia que fomos gravar o CD, em Paris, recebi uma ligação dizendo que minha sanfona chegaria no dia seguinte. Essa sanfona eu tenho desde os seis anos de idade e, naquela época, já era um problema quando eu acompanhava minha mãe que cantava na igreja, pois ela não tem nenhum sustenido ou bemol. Então, quando eu via que a coisa ia pra alguma nota que a sanfona não tinha, eu imitava o som com a minha voz. Não me perguntem como, pois eu não faço a mínima idéia. E, eu não sei o que essa sanfona foi fazer lá, mas eu a levei pro estúdio. Deixei-a de lado, pois não iria fazer nada com ela. Foi quando vi a partitura do Ravel e tinha um pedaço que dizia que era Sol Maior ou Mi Menor. Nem minha mãe, nem meu pai, nem meus irmãos, nem quem fez essa sanfona, muito menos Ravel podia pensar que em algum dia isso aqui poderia tocar uma sinfônica. Ou melhor, sAnfônica”, contou divertindo a platéia. </span></span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Os fãs que gritaram por “Maria, Maria” tiveram o pedido atendido, com direito a uma improvisação espetacular dos franceses, que foram tomados de surpresa quando Milton iniciou a canção, sozinho com seu violão. Mas já na segunda estrofe, os franceses acompanharam a música, primorosamente, diga-se de passagem, chegando até a liderar e chamar o público para fazer o coral “arre, arrea, arre, arre, arre ie ie”. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Definitivamente, um espetáculo para ficar na história de um clube de esquina, de jazz, em Camden Town. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meu Deus!]]></title>
<link>http://ritbeet.wordpress.com/?p=86</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 12:27:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>rickera</dc:creator>
<guid>http://ritbeet.pt.wordpress.com/2008/07/22/meu-deus/</guid>
<description><![CDATA[
Meu Deus!
Acabei de ler na Folha, que a americana Esperanza Spalding vem ao Brasil para o Tim Festi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ritbeet.files.wordpress.com/2008/07/esperanza.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-87" src="http://ritbeet.wordpress.com/files/2008/07/esperanza.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Meu Deus!</p>
<p>Acabei de ler na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u424818.shtml" target="_blank">Folha</a>, que a americana <a href="http://www.myspace.com/esperanzaspalding" target="_blank">Esperanza Spalding </a>vem ao Brasil para o Tim Festival. Outro dia tinham falado dela numa roda de amigos, eu ainda não tinha ouvido, na verdade estava tentando lembrar o nome dela para ouvir, lembrava que tinha alguma coisa a ver com materiais esportivos, bola de basquete, mas não estava conseguindo lembrar. Esperanza é daquelas pessoas que trazem esperança!</p>
<p>Fino o som da moça!</p>
<p>23 aninhos e... Bela, muito bela</p>
<p>Ah! O instrumento dela é o baixo, e ela canta, aliás, muito!</p>
<p>* Logo de cara senti um cheiro no ar: essa menina bebe em fontes brazucas! Quando ouvi o disco de cabo a rabo aí tive a certeza, o cheiro virou tátil. A moça abre o disco com "Ponta de Areia" do Milton e fecha com "Samba em Prelúdio" do Vinícius e Baden, é mole? Demais! Com fortes influências tupiniquins ela leva o disco de forma apaixonante. Muito bom tê-la conosco em breve.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Céu de Suely e Cão sem Dono.]]></title>
<link>http://desafogos.wordpress.com/?p=137</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:00:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno</dc:creator>
<guid>http://desafogos.pt.wordpress.com/2008/07/17/ceu-de-suely-e-cao-sem-dono/</guid>
<description><![CDATA[É possível traçar um paralelo entre Cão sem Dono, de Beto Brant e Céu de Suely de Karim Aïnouz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://desafogos.wordpress.com/files/2008/07/dtysdts41.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-139" src="http://desafogos.wordpress.com/files/2008/07/dtysdts41.jpg?w=192" alt="" width="192" height="300" /></a>É possível traçar um paralelo entre <strong>Cão sem Dono</strong>, de <em>Beto Brant</em> e <strong>Céu de Suely</strong> de <em>Karim Aïnouz</em>, os dois filmes tratam da falta de perspectiva e inconstância de planos das personagens.</p>
<p>Em Cão sem Dono, Ciro é um tradutor, jovem formado que acabara de deixar a casa dos pais, mas ainda depende deles para pagar o aluguel e coisas do tipo, tem um relacionamento com Marcela, uma modelo apaixonada por ele e pela profissão. Ela sai em busca de seus sonhos, viaja, e ele esta prostrado em um apartamento, saindo às vezes para procurar emprego, e esperar por sonhos não concretizados. Ele vai vivendo...</p>
<p>Em Céu de Suely, Hermila é uma jovem que volta de São Paulo, a terra das oportunidades para ela de alguma forma, para estruturar sua vida no sertão do Ceara, terra natal, junto com o marido. Mas esse não vem de imediato, ela espera por ele enquanto cuida de seu filho, imaginando que algo de diferente pode acontecer. Mas não acontece.</p>
<p>Os dois filmes terminam em viagem e me fazem lembrar a frase de John Lennon; A vida é aquilo que acontece enquanto você planeja o futuro... É mais ou menos esse o raciocínio...</p>
<p>Vale à pena frisar que a realidade de cada filme é em uma ponta do Brasil, norte e sul, mas poderiam ser em qualquer lugar, óbvio. É um retrato de uma geração, como li por ai, enquanto Hermila tenta se entorpecer com acetona, Ciro se tranca no quarto para beber vodka.</p>
<p>Ambos possuem amigos, Ciro tem um vizinho que pinta, Hermila uma amiga que tenta a sorte como prostituta.</p>
<p>Uma tenta vender seu corpo para ir embora novamente, voltar novamente de onde tinha vindo para tentar resgatar um rumo, Ciro volta para a casa dos pais, e aos poucos recobra a consciência para seguir vivendo. E a vida segue para todos, bem ou mal, e os filmes terminam em aberto, com a vida seguindo, como de todos, como de qualquer um. Com uma busca, com encontros e despedidas.</p>
<p><em>Mande notícias do mundo de lá<br />
Diz quem fica<br />
Me dê um abraço, venha me apertar<br />
Tô chegando<br />
Coisa que gosto é poder partir<br />
Sem ter planos<br />
Melhor ainda é poder voltar<br />
Quando quero</p>
<p>Todos os dias é um vai-e-vem<br />
A vida se repete na estação<br />
Tem gente que chega pra ficar<br />
Tem gente que vai pra nunca mais<br />
Tem gente que vem e quer voltar<br />
Tem gente que vai e quer ficar<br />
Tem gente que veio só olhar<br />
Tem gente a sorrir e a chorar<br />
E assim, chegar e partir</p>
<p>São só dois lados<br />
Da mesma viagem<br />
O trem que chega<br />
É o mesmo trem da partida<br />
A hora do encontro<br />
É também despedida<br />
A plataforma dessa estação<br />
É a vida desse meu lugar<br />
É a vida desse meu lugar<br />
É a vida.</em></p>
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