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	<title>niilismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/niilismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "niilismo"</description>
	<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 17:38:50 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[O grande silêncio]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1106</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 16:57:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[
É por isso que temos predadores e é por isso que quando você liga a TV ela está cheia de debate]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;">É por isso que temos predadores e <strong>é por isso que quando você liga a TV ela está cheia de debates infinitos sobre <span style="text-decoration:underline;">tudo o que é óbvio</span></strong>. A mudança de clima global pode e não pode ser verdade, mas é óbvio que se você cobrir um planeta inteiro com cercas e concreto, você matará a sua vida natural de tal forma que você não poderá substituí-lo com algo melhor. Nosso breve passeio pelas justificativas humanas tem sido substituído por uma obscura realidade de conflitos futuros: étnicos, religiosos e territoriais. <strong>Estamos retornando ao que éramos, como se a a natureza estivesse fazendo um <em>reboot</em> para ver se não consegue se livrar do lixo que têm na memória.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Cho Seung-Hui é parte desse <em>reboot</em>. [...]</p>
<p style="text-align:justify;">As conversas acéfalas vêm de <strong>vozes que temem que o <span style="text-decoration:underline;">óbvio</span> seja visto</strong>, e aqueles que ainda têm o potencial para o serem lobos possam acordar e ver quantos precisam de limpeza. Se quisermos evitar esse tipo de incidente no futuro, nós precisamos parar de culpar e analisar o caso de Cho com uma retórica estéril e sem sentido, olhando além dos porquês do acontecido. Nós podemos banir todas as armas, cobrir o mundo com plástico bolha e colocar avisos de perigo em todas as portas, mas <strong>não podemos escapar da inércia interior</strong>. Enquanto escapamos da realidade, nós a trazemos para nós mesmos, e se não a encararmos com uma perspectiva mais valorosa e corajosa, ela logo irá nos consumir.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">-</p>
<p style="text-align:justify;">Por Vijay Prozak, do <a href="http://www.anus.com/">ANUS</a>. Grifo nosso. Tradução completa no blog <a href="http://tupiniquim.nihilisten.com/?p=126">Niilismo Tupiniquim</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desejo de Status (Status Anxiety)]]></title>
<link>http://codigoz.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 18:13:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Todos nós sofremos de um terrível mal: o DESEJO DE STATUS.
Esta é uma das primeiras frases do liv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western">Todos nós sofremos de um terrível mal: o DESEJO DE STATUS.</p>
<p class="western" align="justify">Esta é uma das primeiras frases do livro Desejo de Status do autor Alain Botton. O autor busca compreender o que ele denomina de “doença coletiva” que induz as pessoas a agir de certa forma, a busca pelo Status. Deste modo, os homens dão validade a seus princípios de acordo com a aprovação ou a reprovação do outro (que também tem fundamentado seus princípios para agir de modo alheio ao próprio Eu). É a busca de ser bem visto aos olhos dos outros que impulsiona o homem a agir de acordo com o “correto” e aprovado pelas pessoas a sua volta.</p>
<p class="western" align="justify">Esta dependência recíproca dos homens - a aprovação de suas atitudes - tem como fundamento a idéia da organização da sociedade de modo meritocrático. A meritocracia faz com que percebemos nitidamente as pessoas que são suficientemente “boas” para ser admiradas e seguidas, e as pessoas que não venceram na vida, que são inútil para a sociedade, estes são chamados de ninguém. É uma sociedade de VENCEDORES e PERDEDORES, de pessoas que possuem valor para os outros e de pessoas que só atrapalham a vida dos vencedores. A mobilidade social fez com que as pessoas fossem qualificadas de acordo com seu status ou sua capacidade de “vencer”.</p>
<p class="western" align="justify">sso fez com que as pessoas só tivessem valor perante os olhos dos outros (os "vencedores", a minoria). Já a outra parte da população que é maioria, são formada pelos "perdedores", aqueles que são burros, ignorantes ou preguiçosos, e por isso, não se empenharam em “vencer” na vida. Há uma completa inversão de valores. Antes na Idade Média, pela sociedade ter tido como seu fundamento o Cristianismo, os pobres eram aqueles que sofriam e trabalhavam duro mais eram visto pelos nobres e pelo clero como importantíssimos para o funcionamento da sociedade, sem os camponeses não haveria comida para a classe dominante. Com o fim da Idade Média, esses valores são invertidos, Adam Smith é um dos principais pensadores a tentar estabelecer uma nova ordem, ele afirmava que agora eram os ricos que sustentavam os pobres, estes não sobreviveriam caso os ricos não gastasse exageradamente. Inverte-se os valores, os pobres deixam de ter importância para o funcionamento da sociedade, para ser os culpados de sua própria desgraça. E é retirada a culpa dos ricos (vencedores) que alivia o peso de sua consciência.</p>
<p class="western" align="justify">Leiam o livro Desejo de Status, é muito importante para poder entender os motivos que levam as pessoas a agir, e de que modo somos influenciados e porque agimos contra nossa verdadeira vontade.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inesquecível]]></title>
<link>http://moonchild.wordpress.com/?p=30</link>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 21:37:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>QC</dc:creator>
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<description><![CDATA[All Tomorrow\&#8217;s Parties By The Velvet Underground
   Inesquecível
    Sofrendo     ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://www.fyrelizard.com/All_Tomorrows_Parties.mp3">All Tomorrow\'s Parties By The Velvet Underground</a></p>
<p style="text-align:center;">   Inesquecível</p>
<p style="text-align:center;">    Sofrendo                                       Obedecer <br />
 Fracassado                                 Nada....<br />
Importância?<br />
Felicidade<br />
Pessoas<br />
Milagres<br />
Ouvir<br />
Vida<br />
Memória<br />
Deus<br />
Perda<br />
Fé<br />
Voz</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A espera]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1080</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 23:18:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1080</guid>
<description><![CDATA[Quando eu olho bem pra cara do passado&#8230; Vejo as fotos antigas, vejo como éramos, como tudo er]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Quando eu olho bem pra cara do passado... Vejo as fotos antigas, vejo como éramos, como tudo era... Chego à plena conclusão de que <strong>NADA</strong> foi bom o bastante. Que sempre mereci mais que "tudo aquilo" e que a pior parte de tudo foi que <strong>eu</strong> <strong><span style="text-decoration:underline;">nunca</span> ME dei o respeito. </strong>Me lamento por isso e chego logo a conclusão de que o passado não foi bom mesmo. Tudo era uma merda. Tudo foi uma merda. Eu vivia de migalhas: migalhas de sentimentos, migalhas de prazer, migalhas de amizades, migalhas de consideração.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso acabou quando <strong>decidi</strong> <strong>ser sozinha. </strong>Opção de vida, simples assim.<strong> </strong>Hoje tenho o bolo inteiro do NADA, só pra mim. Se vivo mais feliz assim? Não sei ainda, talvez não. Mas substituir auto-piedade por disciplina <em>has made a hell of a change in me, and that's for sure. </em>Na verdade me olho hoje no espelho e não acho que eu seja assim... <strong>Tão</strong> diferente. Só não sou a mesma. Estou muito mudada. E essa afirmação me assusta e me admira ao mesmo tempo. Me sinto forte. É isso. Em vários sentidos. E essa sensação é muito boa. Só não sei se é saudável o suficiente.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas como eu disse e digo: o passado foi uma merda. Eu <span style="text-decoration:underline;"><strong>CUSPO</strong></span> na cara do passado. Não sou nem um pouco saudosa. Cago pra tudo o que aconteceu, acho uó, por mim nunca mais lembrava, rasgaria todas as fotos, esqueceria todas as pessoas. Ser saudoso é coisa de idoso, eu apenas guardo informações de tudo o que lembro e pra mim é o suficiente. Não faço questão de ficar remoendo porra nenhuma mesmo por que acho tudo um lixo e pra sempre será um lixo. É assim que funciona. É assim que funciona a máquina que é a MÁGOA.</p>
<p style="text-align:justify;">É. Eu ainda sou um passarinho muito pequeno, que não aprendeu a voar nesse sentido.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem sabe um dia eu aprendo. Ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu só acredito fortemente que pra que o meu futuro seja razoavelmente bom, eu ainda vou ter que mudar MUITO. Não sei exatamente como, nem quando, só sei que eu devo muito fazer isso. Eu devo ser diferente. Agir diferente. Pensar diferente. E o processo vai ser muito lento e doloroso que eu sei. Mas eu quero isso. Anseio por isso. Me sinto preparada pra isso. Vou fazer o que foi possível para o que hoje me é BOM, amanhã ser melhor. Eu espero por isso. Mas não é uma espera impaciente, é uma espera de expectativa. Eu <strong>SEI</strong> que isso VAI acontecer comigo. É tudo uma questão de tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">E um dia, quem sabe, talvez, tudo possa ser... Por um milésimo de segundo que seja, perfeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu já me daria por satisfeita.</p>
<p style="text-align:justify;">Na verdade eu já me daria por satisfeita só por saber que karma existe de fato e que aqui se faz e aqui se paga. Seria tão bom se assim fosse. Mesmo que levasse ANOS pra isso. Não só comigo: pra todo mundo, pra tudo, pra todos. Pra todas as situações injustas que eu enxergo. Não adianta: eu vou morrer uma idealista imbecil mesmo. Enfim... O passado já morreu. E o futuro <strong>a MIM</strong> pertence, a ninguém nem nada mais. Gosto muito de acreditar que tudo o que me aconteceu vai ter volta. Sem eu precisar me mexer um centímetro.</p>
<p><span style="color:#ffffff;">...</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">...</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">...<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">Não tenho pressa nenhuma.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu espero.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rostos da decadência (mais Cioran)]]></title>
<link>http://felipeta.wordpress.com/?p=424</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 19:43:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>felipeta</dc:creator>
<guid>http://felipeta.wordpress.com/?p=424</guid>
<description><![CDATA[O Breviário de decomposição é dividido em Genealogia do fanatismo, O pensador de ocasião, Rosto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.editorarocco.com.br/shopping/ExibirLivro.asp?Livro_ID=85-325-0361-6" target="_blank"><strong><em>Breviário de decomposição</em></strong></a> é dividido em <em>Genealogia do fanatismo</em>, <em>O pensador de ocasião</em>, <em>Rostos da decadência</em>, <em>A santidade e as caretas do absoluto</em>, <em>O cenário do saber</em>, <em>Abdicações</em>.</p>
<p>Essa terceira parte, apesar de curta, tem muitas <a href="http://felipeta.wordpress.com/category/literatura/" target="_blank">seqüências destruidoras</a>. Mais (negritos meus):</p>
<blockquote><p>Sentir o peso da história, o fardo do devir e esse abatimento sob o qual se dobra a consciência quando considera o conjunto e a inanidade dos acontecimentos passados ou possíveis... A nostalgia, em vão, invoca um impulso ignorante das lições que se depreendem de tudo o que foi; há um cansaço, para o qual o próprio futuro é um cemitério, um cemitério virtual como tudo o que espera chegar a ser. Os séculos tornaram-se onerosos e pesam sobre cada instante. <strong>Estamos mais apodrecidos que todas as épocas, mais decompostos que todos os impérios</strong>.</p></blockquote>
<blockquote><p>O erro dos que captam a decadência é querer combatê-la, enquanto seria preciso fomentá-la: ao desenvolver-se, esgota-se e permite o advento de outras formas. O verdadeiro precursor não é o que propõe um sistema quando ninguém o quer, mas o que precipita o Caos e é seu agente e turiferário.</p></blockquote>
<blockquote><p>Que lástima que não haja um Juízo Final, que não tenhamos ocasião para um grande desafio! <strong>Os crentes: farsantes da eternidade; a fé: necessidade de uma <em>cena</em> intemporal</strong>... Mas nós, descrentes, morremos com nossos cenários e demasiado cansados para nos deixar enganar pelas pompas prometidas a nossos cadáveres...</p></blockquote>
<blockquote><p>Vivemos em um clima de esgotamento: o ato de criar, de forjar, de fabricar é menos significativo por si mesmo que pelo vazio, pela queda que se segue a ele.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>O homem nasceu com a vocação da fadiga</strong>: quando adotou a posição vertical e diminuiu assim suas possibilidades de <em>apoio</em>, condenou-se a debilidades desconhecidas para o animal que foi. Levar sobre duas pernas tanta matéria e todas as repugnâncias ligadas a ela! As gerações acumulam a fadiga e a transmitem; nossos pais nos legam um <strong>patrimônio de anemia, reservas de desânimo, recursos de decomposição e uma energia de morte</strong> que chega a ser mais poderosa que nossos instintos de vida.</p></blockquote>
<blockquote><p>O conjunto dos fenômenos - frutos do espírito ou do tempo, indiferentemente - é suscetível de ser aceitado ou negado segundo nossa disposição do momento: os argumentos, surgidos do nosso rigor ou de nosso capricho, equivalem-se em tudo. <strong>Nada é indefensável</strong>, desde a proposição mais absurda ao crime mais monstruoso. [ . . . ] Os advogados do inferno não têm menos títulos de verdade que os advogados do céu...</p></blockquote>
<blockquote><p>Demasiado maduros para outras auroras, e tendo compreendido demasiados séculos para desejar outros novos, <strong>só nos resta chafurdar na escória das civilizações. A marcha do tempo só seduz ainda os imberbes e os fanáticos...</strong></p></blockquote>
<p>É muita desesperança. Tem mais algumas páginas, algumas passagens igualmente poderosas, mas ficam para outra hora.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Você é quem você educa]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1054</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 15:08:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1054</guid>
<description><![CDATA[
Sei que não sou especialista em porra nenhuma, mas existem 3 condições que me permitem escrever ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Sei que não sou especialista em porra nenhuma, mas existem 3 condições que me permitem escrever esse post: sou humana, sou mulher e sou observadora. Isso já basta pra chegar em algumas conclusões, mesmo que elas estejam equivocadas. Enfim... Não quero ensinar NADA a NINGUÉM aqui, por que meu blog não existe pra isso. Ele existe POR QUE SIM. <em>Anyway...</em></p>
<p style="text-align:justify;">Esses dias eu estava pensando de novo sobre esse lance de ter filhos. Ainda acho esquisito quem toma essa decisão. Nada contra as crianças em si, mas sei lá... Ainda existe muita gente nesse mundo que acha que ter filho é, de fato, uma grande coisa. Sei lá. Pra mim se você é uma idiota com meio cérebro, basta você abrir as pernas pra ter filhos. Minha mãe biológica que o diga. Ou seja.. Não é algo digno de nota, ou de sei lá... <strong>mérito</strong> (<em>for fuck's sake... literally).</em></p>
<p style="text-align:justify;">Como diria Bill Hicks, engravidar não é nem um pouco melhor do que arrotar, vomitar ou cagar. É algo que acontece. E acontece muito, infelizmente. De qualquer forma, ainda, o post não é sobre engravidar, nem sobre ter filhos, mas sobre como algumas mulheres cuidam de seus bebês/crianças. Algumas mulheres parece que NÃO PERCEBEM que a criança não é mais um bebê, e continuam tratando a criança de forma retardada, ao invés de estimulá-la e tratá-la como gente.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a minha prima foi assim. Tanto que a filha dela tinha 3 anos e ainda não sabia falar direito. Com 5 anos ela falava mais ou menos, mas ainda falava meio que em "miguxês". Nota: minha prima usava o "miguxês" pra conversar com a filha dela. Juro pra vocês. Eu acho isso uma merda. Isso é errado e devia ser proibido. Uma mãe dessas devia ser apedrejada em praça pública. Heh, eu adoro ser exagerada.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim... Falando de casos bons. Há algumas semanas atrás, quando eu ia pegar um ônibus à noite pra viajar pra São Paulo, uma cena na rodoviária chamou bastante a minha atenção. Uma mulher e sua filha estavam esperando a chamada do ônibus. A menininha devia ter uns 4 pra 5 anos. Ela era bem esperta e não parecia uma criança comum, afetada. Crianças geralmente são meio "lesas".. Sei lá se sou eu que não tenho paciência com elas, mas o "normal" numa criança pra mim é correr, gritar e agir como idiota a maior parte do tempo. Criança pra mim sempre foi sinônimo de incômodo. Mas essa menininha ficou lá, sentadinha, tomando o achocolatado dela e respondendo à mãe dela normalmente (normalmente mesmo, sem falar que nem criança nem nada). Aquilo pra mim foi bastante impressionante. Aquela mãe tá de parabéns.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não que a criança fosse "fria" nem nada... Nada disso. Depois de um tempo chegou o vô dela e foi um grude. Ela abraçava o vô e ficava fazendo carinho nele. Foi uma das cenas mais bonitinhas que eu guardei na minha memória esse ano. Acho que guardei por que nunca tive vô. Deu inveja dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Ontem eu vi um outro caso de criança bem educada. Eu estava lanchando no CED aqui da UFSC e enquanto comia percebi que se aproximou uma mulher, negra, com seu filho. Ela me chamou a atenção por ser muito parecida com uma amiga da minha mãe, muito parecida <em>mesmo</em>. Aí eu percebi que ela também conversava com seu filho como se estivesse conversando com um adulto, e explicava as coisas pra ele normalmente. Achei <strong>incrível</strong>. Depois de um tempo ela começou a ensiná-lo, enquanto lanchavam, que "ele deveria sim obedecer às professoras, mas por livre e espontanea vontade e que professora nenhuma deveria colocá-lo de castigo, nunca. E ela foi bem enfática nessa última afirmação. O filho dela ficou sentadinho na frente dela, ouvindo com atenção ao que ela dizia. Era um garoto comportado, aparentemente de 4 pra 5 anos também. Fiquei imaginando que ela deve estar fazendo mestrado em educação ou coisa do tipo, pedagogia, sei lá... Só pela forma que ela falava. Pelo menos parecia. Coincidentemente, essa amiga da minha mãe com quem ela tanto se parece é doutora em Educação.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe me educou bem, acho. Fez o que pode. Sempre conversou normalmente comigo, sempre foi <em>workaholic</em>. Mas se eu não sou drogada e não tenho nenhum outro tipo de desvio de personalidade/caráter muito absurdo, então isso quer dizer que ela cumpriu seu trabalho bem demais pra uma <em>workaholic</em>. Minha mãe gosta muitíssimo de bebês e crianças. Mas quando minha adolescência chegou ela quis morrer. Hoje em dia ela se culpa, acha que foi uma péssima mãe por que eu moro há mil quilometros dela, sou cheia de tatuagens/piercing, ouço músicas esquisitas, leio livros demais, não vejo TV, não tenho namorados, não penso em casar nem em ter filhos. Ela se lamenta MUITO por eu não querer ter filhos. O que ela mais quer na vida são netos, filhos que sejam meus pra ela poder estragar bastante eles. Enfim... Ela não está convencida de que é uma boa mãe e hoje se considera ausente. Pra mim, ela nunca foi ausente o suficiente. Heh.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, observar mães e crianças como as que eu observei (na rodoviária e ontem) é algo que me conforta momentaneamente. Mas ainda acho que eu nunca vou ter filhos por que não tenho paciência, não teria jeito pra cuidar, nem nada. Falo que me falta instinto maternal. Tem gente que diz que isso vai mudar quando eu trintar ou quarentar. Eu acho que pode até mudar, mas também acredito que as coisas "não são bem assim". Não quero ter um filho sozinha, não quero que seja algo desestruturado. Se for pra ser, a criança no mínimo vai ter que ter um pai decente. E pra mim tudo teria que ser muito planejado e perfeito, e se for pra pensar assim, melhor nem ter filho.. Mesmo por que não existe nada perfeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou niilista demais pra ter filhos, até mesmo pra pensar em crianças. Eu não acredito em várias coisas. Não acredito em genética. Não acredito na possibilidade de um bom pai. Não acredito na minha capacidade de dedicação a outro ser humano (a não ser que eu esteja trabalhando, num projeto, etc). E o xeque-mate: não acredito num futuro bom, pra quem eu for gerar. Esse mundo é podre e essa existência, escrota. As pessoas são insensíveis, insensatas, gananciosas e o que resta da Terra, está morrendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que eu traria pra cá alguém que nem existe, mas que eu amo tanto? Por que eu faria isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Que tipo de "amor" tão perverso e egoísta é esse?</p>
<p style="text-align:justify;">Por que esse padrão de "crescer, casar, ter filhos" é tão compulsório, tão obrigatório?</p>
<p style="text-align:justify;">Por que uma mulher que não "cresce, casa e tem filhos" é malvista pela sociedade? Por que ela é excluída? Ou ainda: por que ela é considerada "menos mulher" que as outras?</p>
<p style="text-align:justify;">São várias coisas que eu me pergunto, desde que tomei consciência que podia conceber uma outra pessoa (lá pelos meus, sei lá, 15/16 anos). Nunca engravidei, nunca abortei, nunca fiz nada de errado, nem com meu próprio corpo, nem com nada, nem ninguém. Mas esses questionamentos são coisas que eu simplesmente não entendo...</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E acho que vou morrer sem entender.</p>
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Operação Condor (Plan Cóndor)]]></title>
<link>http://codigoz.wordpress.com/?p=23</link>
<pubDate>Wed, 28 May 2008 03:26:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
<guid>http://codigoz.wordpress.com/?p=23</guid>
<description><![CDATA[Operação Condor ou Plan Cóndor (nome em espanhol), este é o nome da rede que colocava em contat]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Operação Condor ou Plan Cóndor (nome em espanhol), este é o nome da rede que colocava em contato os regimes militares dos países como Chile (criador da operação), Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, com o fim de trocar informações sobre os subversivos, troca de informações de modos de tortura (especialmete com Brasil que tinha uma grande experiências de táticas de tortura), e também, existia o intercânbio de presos, ou seja, as polícias nacionas tinham total liberdade para prender compatriotas em território externo (como foi o caso descoberto da polícia uruguaia quando prendeu uma cidadã uruguaia em território brasileiro).</p>
<p>A operação Condor nasceu em 1975 no Chile, no periodo da ditatura de Augusto Pinochet ditador que sucedeu (por um golpe de estado) o Presidente eleito democraticamente Salvador Allende (presidente que buscava implantar um socialismo democrático no Chile), a operação condor nasceu com a finalidade de trocar informações com outros países (que também possuiam governos militares) para manutenção da ordem e melhor "acompanhamento" dos subversivos. Mas tomou proporções enormes, como conferências entre as polícias dos países envolvidos, para obter novas formas de tortura, e novos modos de esconder os corpos. A operação Condor não se manteve no ambito político, esteve também, no ambito universitário, existia dentro das universidades professores, acadêmicos, reitores, e outros funcionários, que foram implantado pelas ditaduras de países do Cone Sul para "monitorar" os atos e manifestações que iam de encontro com os interesses da classe domintante em questão (os militares).</p>
<p>Esta rede que unia todo Cone Sul foi fundamental para sufocar e destruir qualquer resistência que poderia ocorrer. Os militares justificavam constantemente as ações de repreenção, em vista do medo ao espectro do "comunismo" que rondava a América do Sul, foi com a desculpa de destruir o "TERRORISMO" que os governos militares se uniram para barrar esse Mal ao Cone Sul.</p>
<p>Foram milhares de mortos e de desaparecidos, centenas de crianças raptadas e abandonadas pelos governos militares (crianças que eram roubadas de suas famílias e deixadas em outros países para serem adotados por pessoas "normais", ou seja, famílias que não tinham nenhuma restrição aos governos militares), essas são algumas das crueldades que foram feitas pelos governos militares nos países do Cone Sul, e é somente, a superficie de todo o problema, quando for aberto os aquivos das ditaduras veremos toda a crueldade e todo o HOLOCAUSTO que ocorreu na América Latina e não é conhecido nos livros de história.</p>
<p>Há pouquissimas coisas sobre a Operação Condor, mais podemos encontra entre livros e documentários, fontes para uma maior investigação e resgate da memória de compatriotas e irmãos de otros países que lutaram contra a ditadura e por uma sociedade igualitária. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dominados pela mediocridade]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1035</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 18:58:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1035</guid>
<description><![CDATA[Pobre humanidade! Abandonada num problema que ela mesma criou e, uma vez que nada foi feito para res]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Pobre humanidade! Abandonada num problema que ela mesma criou e, uma vez que nada foi feito para resolvê-lo, agora se encontra numa espiral de redemoinho rumo à inconsequência. Alguns dizem que isso pode acabar - essa aparentemente eterna rede de lojas, casas, estradas e fiações - mas outros apontam como isso tudo é um castelo de cartas que poderia facilmente ceder e cair se qualquer uma das suas fundações desaparecesse. E triste, triste humanidade: muitas de suas fundações são meros conceitos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pela Experiência</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Em nosso ocupado e "importante" mundo moderno, tudo está acabado por um motivo. E aí está o problema. Nossos motivos devem ser materiais, tangíveis: dão lucro, as pessoas gostam, alcança um resultado, muda um número numa folha em algum lugar. Não há espaço para a experiência que se justifica em si mesma, como se apaixonar, ou andar por uma noite estrelada, a emoção e horror de uma batalha, o aroma fresco da primavera numa floresta. Tudo deve produzir resultados mesuráveis, como num museu, e deve justificar-se de acordo com os objetivos gerais de (a) dinheiro ou (b) popularidade. Consequentemente, nós aprendemos desde a mais tenra idade a mentir e entender que quase tudo produzirá esses objetivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Nós esquecemos como aproveitar a vida, e onde poderíamos ser reis de nosso mundo, ao invés disso somos inquilinos. Aquilo que não tem uma justificação está inteiramente fora do nosso radar e invisível, entretanto aqueles que escolhem perseguir isso são vistos por nós como insanos, ou simplesmente hobbystas. Nós queríamos apenas que eles conseguissem empregos e competissem  bem como o resto. Deve haver algo errado com eles, por que eles não fazem o que o rebanho reconhece - todos concordamos, certo? -  como ser um caminho inteligente para um indivíduo tomar. E qualquer um que pense fora do individual? Um maluco, com certeza.</p>
<p style="text-align:justify;">A melhor parte de nosso sistema moderno sem experiência é que o aplicamos em nós mesmos. Ele não tem um único líder ou centro de autoridade que possa cair; ao invés disso, com todos nós trabalhando pelos nossos próprios interesses materiais, ele é apoiado. Seja trabalhando como zeladores ou executivos, nós aplicamos o mesmo dogma em quem quer que seja. E é bom que façamos isso - mantém o sistema correndo, e sem ele, nós estaríamos morando em cavernas ou coisa do tipo. Eu acho. Se você não trabalha pelos seus interesses, alguém mais irá  aparecer e tirá-los de você, 100% legalmente, é claro. Isso é um tipo de evolução que é melhor que a evolução; chamamos de Darwinismo Social.</p>
<p style="text-align:justify;">Experiência, como você pode ver, não tem função. Não produz nada. Onde está o produto saindo da linha de produção, os cifrões, ou a propaganda na TV? Se você possui coisas como experiência, é como ser um viciado em drogas, e você empobrece a si mesmo com nada a mostrar, por que o resto de nós não está iludido. Nós vamos continuar assim enquanto estiver bom, por que nunca se sabe por quanto tempo mais isso tudo vai durar. Você sabe?</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Dominados pela Mediocridade</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nós relutamos em reconhecer a diferença entre valores das pessoas publicamente. É ofensivo; viola a idéia de que nós somos um mundo em nós mesmos, ou que, independente de material cru, poderíamos nascer para sermos um imperadores, ou simplesmente zeladores. Independente disso, mesmo se odiamos zeladores e pensamos que eles são desprezíveis, fingimos em público que todos somos importantes, mesmo que possamos ser substituídos por outros trabalhadores, trabalhadores mais baratos de terceiro mundo, ou ainda mais baratos, robôs. Isso não pode ser mencionado em voz alta. Publicamente, nós não reconhecemos que há diferença de valor entre os indivíduos.</p>
<p style="text-align:justify;">Como não podemos comparar indivíduos, nós aceitamos qualquer um (Você pode imaginar um CPU que não pudesse comparar números? Seria um computador ineficiente). Uma vez que devemos aceitar qualquer um, nós acreditamos na ficção de que somos todos iguais em público, é claro. Mas por que nosso poder é afirmado em lugares públicos, é agora parte de nossa política: vocês são todos iguais e todos importantes, e tudo pode ser qualquer coisa de zelador à imperador - não foram nascidos imperadores, ou zeladores. Todos são livres. Et cetera. Por que nós não podemos dizer que uma pessoa é mais importante que outra, nós somos dominados pelos idiotas.</p>
<p style="text-align:justify;">Pense nisso: como você não pode rejeitar nenhuma idéia, você deve achar um compromisso que aceita todas as idéias, exceto as completamente insanas (Devo assassinar minhas seis crianças em nome de Satã). O único compromisso que você achará é uma ideologia que sugere a aceitação de todas as idéias. Um grande loop? É isso aí; e o compromisso se torna o mínimo denominador comum, então tudo é nivelado e logo as pessoas inteligentes começam a se comportar como idiotas. Ah, igualdade - semelhante à mediocridade, e alimentada pelos nossos egos, e a nossa necessidade de sermos reconhecidos e de negar - negar! negar! - que nossos próprios corpos contenham mentes, por que se isso fosse verdade, não apenas a morte seria significante, mas nós também seríamos cada um marcados como zelador, imperador ou coisa do tipo, mesmo antes de nascermos. Não é justo - cheira à morte - mande embora.</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre existirão mais idiotas do que pessoas inteligentes. Se você der à eles poderes iguais, logo eles arrastarão tudo ao nível deles. E então a mediocridade invade. A mediocridade restringe o crescimento de coisas melhores, mas encoraja o crescimento da população e economia. Nossa tecnologia cresce, mas é aplicada de formas medíocres; as pessoas parecem cavidades oculares ocas e atividades cerebrais nulas. Serão eles zumbis? Uma coisa é certa: eles nos tornaram todos escravos ao seu mínimo denominador comum.</p>
<p style="text-align:justify;">Somos verdadeiros escravos da mediocridade. Não há nada a ser feito, a não ser tirar deles seu poder, ou matá-los - sério, quem irá se importar em 500 anos, se a humanidade sobreviverá? Quando alguém morre, eles são esquecidos, e tudo bem, uma vez que mais pessoas nascem. Não temos carência de pessoas. Mas a maioria das pessoas novas são idiotas, e a percentagem está aumentando, uma vez que ser um não-idiota nessa sociedade é insano. Eles todos nos farão escravos da mediocridade. Esqueça a guerra de classes, esqueça a guerra racial, é tempo de guerra eugênica - se todos os idiotas morressem, pensar seria legalizado novamente.</p>
<p style="text-align:justify;">-</p>
<p style="text-align:right;"><em><a href="http://www.anus.com/zine/articles/mediocrity/">Domination by Mediocrity</a></em>, traduzido do site <a href="http://www.anus.com/">anus.com</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Liberdade]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1027</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 17:22:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1027</guid>
<description><![CDATA[

Trabalhe, mande seus filhos para a escola
siga a moda, haja normalmente
ande pela calçada, assist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/05/freedom.jpg"><img class="size-medium wp-image-1028 aligncenter" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/05/freedom.jpg?w=300" alt="" width="300" height="204" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;">Trabalhe, mande seus filhos para a escola</p>
<p style="text-align:center;">siga a moda, haja normalmente</p>
<p style="text-align:center;">ande pela calçada, assista TV</p>
<p style="text-align:center;">economize para a aposentadoria, obedeça a lei</p>
<p style="text-align:center;">repita comigo: eu sou livre.</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
</blockquote>
<p style="text-align:right;">Via <strong><a href="http://www.corrupt.org/news/your_freedom_is_an_illusion">Corrupt.org</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Revendo conceitos - A náusea]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1002</link>
<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 20:17:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=1002</guid>
<description><![CDATA[Sartre escreveu esse livro que sempre quis ler e nunca li. Eu só sei que ando me sentindo muito nau]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Sartre escreveu esse livro que sempre quis ler e nunca li. Eu só sei que ando me sentindo muito nauseada de uns tempos pra cá. Não, não estou grávida. E nem estou mal com nenhuma situação específica, mas sim com ALGO específico: <span style="text-decoration:underline;">PESSOAS</span>, <span style="text-decoration:underline;">GENTE</span>. Às vezes a vontade é de NUNCA precisar sair de casa, nem de ver rostos, nem falar com ninguém, nem NADA. Eu só cansei mesmo. Relutei por muito tempo com isso, mas acho que cheguei num ponto quase inevitável mesmo de lidar com isso e aceitar isso pra mim. Preciso saber lidar com isso de alguma forma e vejo numa introspecção imediata e num maior isolamento, os melhores remédios. Já era.</p>
<p style="text-align:justify;">Antigamente eu achava uma merda aqueles amigos meus que ficavam só observando, não abriam a boca pra nada e viviam quase que como VULTOS por aí, totalmente mortos-vivos, falavam muito pouco, faziam pouquíssima questão de arredar o pé de casa e menor questão ainda de "manter contato". Hoje eu começo a entender e começo a achar que É ISSO MESMO a coisa toda, que é assim que eu devo me comportar pra que simplesmente PÁREM de me encher o saco com coisas estúpidas e que me irritam profundamente. Foram vários os motivos que me levaram a pensar assim, mas posso dizer com toda certeza que gota d'água da náusea veio a partir de uma leitura de um perfil aleatório no orkut, claro, pra variar. Amiga de um amigo. Coisa assim.</p>
<p style="text-align:justify;">Esses dias uma amiga muito próxima veio me tirar de alterna / vegetariana e eu falei algo como "Ahn? Acho que você tá me confundindo..". Não nego: ainda ouço muito indie rock e não sou a maior carnívora do mundo. Mas não me privo de ouvir outras coisas, muito menos de comer carne. Sei lá... Não sou militante de nada, como só o que quero e ouço só o que me convém. Aí hoje estava curiosamente fuçando um perfil de <a href="http://www.felipeta.wordpress.com/">outro amigo meu</a> quando me deparo com as palavrinhas mágicas com que me identifico quase que de imediato. No perfil dele dizia assim:</p>
<blockquote><p><strong>O que não suporto:</strong> estilo demais, posições/convicções políticas (tipo libertarianismo, antimilitarismo, animal liberationismo, antibushismo, free tibetismo. politicagens. esses fazdeconta), [...]</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Com os relacionamentos anteriores aprendi:</strong> a maioria das minas é chata pra cacete, gosta de coisas ridículas, <strong><span style="text-decoration:underline;">parece personagem em vez de gente</span></strong>, é cheia de modinha e de moda, se achando por isso.... mas isso eu aprendi só de olhar mesmo; [...]</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Esse "parece personagem em vez de gente" foi uma direita na boca do estômago total. É <em>exatamente</em> assim que enxergo algumas garotas. Já os guris / caras / homens, não são muito assim, mas ainda assim existem alguns querendo fazer "tipão" de alguma coisa, o que é bem equivalente. Eu cansei disso tudo. Cansei dessas gurias escrotas, cansei desses caras, cansei dessa horda imbecil que acham que são gente, e se acham muito diferentes por que leram livro X e viram filme Y, que, eventualmente, uma caralhada de gente também viu pelo mesmo motivo: fazer tipo. Vão tudo tomar nos seus cus. Mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">As coisas vão começar a mudar por aqui. A partir de hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">A partir de agora mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alta de preço dos alimentos. Salve-se quem puder.]]></title>
<link>http://codigoz.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 05:55:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis In]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis Inácio Lula da Silva, e hoje servo do capital financeiro. É com muito desagrado que manifesto minha indignação a cerca de "nossa" vontade infinita de imitar nosso primo rico (USA). O Brasil junto com os Estados Unidos da América são os principais culpados pela repentina alta de preços dos alimentos, e o irracionalismo do racionamento de arroz, em diferentes partes do mundo. Qual é o problema? Justamente, a tentativa de manter o mercado funcionando a qualquer custo, transformando os alimentos (que necessitamos para viver) em alimento para coisas, ou seja, combustível de máquinas. São os BIOcombustíveis os responsáveis pela alta de preços dos alimentos. Como retirar comida de grande parte da população para manter funcionando algumas máquinas, qual é a justificativa ética para isso?</p>
<p>Temos em nosso país, uma grande área que poderia ser destinada a alimentação de todos os brasileiros, isso não acontece, pelo fato de que, o governo prefere o superáfit primário em suas contas que, investir em agricultura familiar, tendo em vista que, é através da agricultura familiar (pequeno agricultor) que é produzido os alimentos consumidos por grande parte dos brasileiros. A preferência pela monocultura faz com que, o Brasil, produza matéria-prima para exportação, sendo que, importa o produto final (industrializado), como acontecia a 50 anos à traz, quando o Brasil era desindustrializado.</p>
<p>Como é possível um governo que se diz de esquerda, não só produzir como incentivar a implementação dos biocombustíveis na Africa, Ásia e América, sendo que, são esses os países que mais sofrem e sofrerão com a falta e aumento dos preços dos alimentos.  Onde queremos chegar? No aniquilamento total da raça humana? Não vejo saída para nossa espécie (e nosso planeta) se continuarmos trocando alimentos por combustível, que só alimentará as guerras por comida e água. Combustível esse que destrói o planeta, tanto indiretamente (no caso do aumento de preços dos alimentos com os biocombustíveis) e diretamente  (com a emissão de gazes poluentes que destroem a  possibilidade de vida na terra).</p>
<p>Vivemos em um período de transição, devemos escolher nosso caminho. Ou fingimos que não existe nenhum problema, e vivemos no máximo mais 50 anos no ritmo frenético de exploração ou nós mudamos todo o sistema em que vivemos com fins na permanência e preservação da vida na Terra.</p>
<p>Me parece que a primeira alternativa esta mais próxima. Me falta esperança, mais tomara que eu esteja errado, torço para isso, precisamos despertar de "nossos sonhos", não existe desenvolvimento ou progresso, nos mentiram quando prometeram LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, o pilar da idade moderna esta ruindo e salve-se quem puder.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Davida - Cersifan do Cersibon]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=966</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 21:37:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Não resisti. Desenhado por mim há instantes atrás, no quadro negro da primeira fase de bibliot]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cronicasatipicas.files.wordpress.com/2008/04/pic_1878.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-968" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/04/pic_1878.jpg" alt="" width="720" height="540" /></a></p>
<p style="text-align:center;">Não resisti. Desenhado por mim há instantes atrás, no quadro negro da primeira fase de biblioteconomia da UFSC 2008-1. Vou mandar pro cersifan. :D</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;">Em tempo: <a href="http://www.cersibon.blogspot.com/">http://www.cersibon.blogspot.com/</a></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meu primeiro baculejo]]></title>
<link>http://outravida.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 22:10:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>clandestino</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma noite quente, como a maioria das noites nessa cidade requentada e sem tempero. Uma saída para c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma noite quente, como a maioria das noites nessa cidade requentada e sem tempero. Uma saída para comprar cervejas e qualquer outra coisa que desse sentido a uma vida tão sem sentido, uma vida sem sentido como qualquer dessas avenidas mal-sinalizadas e com pobreza e miséria a dar e vender. Silêncio, luzes de postes. Pisca, pisca, pisca. Pisca a noite com carros de polícia a fazerem ronda. A segurança está garantida. A segurança de quem? Me pergunto... Anda, anda, anda. Os postos de gasolina trazem a marca do combustível que pode abastecer nossa noite. Caro, caro, caro. O dinheiro não compra mais o mesmo que comprava há um ano. Tudo está caro. Compra, compra, compra. Temos que beber. Há sentido nessa vida? Será a discrepância psíquica o sentido? Cadê, cadê, cadê? Bebemos e o sentido continua o mesmo: o nada para o nada em direção, sempre, ao nada. Nada, nada, nada. Caminhamos. Uma blitz pára os carros.<br />
- Pára, pára, pára. Encosta, encosta, encosta.<br />
- Ahn. Como assim?<br />
- É isso mesmo, vocês, agora, encosta, encosta, encosta.<br />
Encostamos, não somos carros, não somos motos, mas encostamos. Dos carros ninguém desce, ninguém é revistado. "CNH, senhor." "Aqui está." "Pois não, tudo certo, pode seguir, obrigado, boa noite." E nós? Nós "é" isso. Revista, revista, revista. Baculejo, baculejo, baculejo. Mãos na cabeça. O policial começa. Começa "puliça". O que se vê a seguir é a descrição erótica do crime de viver. Mãos na cabeça. O "puliça" começa. Mãos deslizam com uma suavidade bruta pelos cabelos, baixa meus braços, alisa minha cabeça suavemente. Desce. Desce, desce. Vai para debaixo dos braços. Tapinhas afáveis e amigáveis vão acariciando a pele. Chegam à cintura. Nada do que ele desejava encontrar estava ali. Acima da cintura? Nada. Desce, desce, desce. O acariciar da cintura, o vai e vem das mãos, esquerda, direita, frente e verso, é isso que eles querem? Desce, desce, desce. Chegam à região tão guardada desde anos de viver. Guardada para amores, para rancores, para dores. Ele pega por baixo e por trás, mas a intenção é alcançar a frente. Milimetricamente, por milissegundos. É isso. Alcança, vagarosamente, os dois bagos que guardam minha potencial prole, suavemente subindo com as mãos os alcança. Bate de forma bruta. Suave, mas bruta. E é isso, sossegado por conferir que meus bagos estão no lugar, que posso manter minha prole em segurança e para todo o resto da pífia vida humana, o incauto ser continua o processo erótico de verificação da segurança de nossas vidas. Desce, desce, desce. Terá gostado do que sentiu? Mas desce, desce, desce.<br />
- É apenas rotina, senhor.<br />
Coxas, coxas, coxas.<br />
- Satisfeito?<br />
- Não, não, não.<br />
Joelhos, canelas e por que não olhar para os glúteos? Desce, desce, desce.<br />
- Acabou, senhor!<br />
Viro-me e vejo meus camaradas passando pelo mesmo processo. É. A promiscuidade na polícia é assim mesmo. Não sou o único. Eles querem tudo, todos e todas. E os baculejos continuarão, porque, afinal de contas, o que importa é a satisfação erótica da segurança nacional.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pôr-do-sol]]></title>
<link>http://marciavidal.wordpress.com/?p=118</link>
<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 17:34:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>marshiva</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O sol se punha lento, lentamente, deixando marcas avermelhadas no céu. Ao mesmo tempo, a natureza ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://marciavidal.files.wordpress.com/2008/04/sol.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-119" src="http://marciavidal.wordpress.com/files/2008/04/sol.jpg" alt="" width="149" height="139" /></a></p>
<p>O sol se punha lento, lentamente, deixando marcas avermelhadas no céu. Ao mesmo tempo, a natureza bradava uma sintonia acalenta, preparando a chegada da noite. Nas ruas, há o movimento de final de tarde, o “hush”, típico de cidade grande. Aos poucos, tudo aquilo vai possuindo olhos e criando um brilho fosco. E mais um dia acabava como tantos iguais a outros...</p>
<p>Aqui, estou eu, acompanhando tudo isso, de um jeito meio niilista e inerte.</p>
<p>Levanto-me, fecho a janela, mesmo com a temperatura abafada e procuro dar voltas pelo cômodo.</p>
<p>Vejo a tv e ligo. Monitoro o controle de canais, permitindo que o meu desinteresse pelas cenas de vida apenas passem. Desligo sem mais.</p>
<p>Vou para o rádio, faço a mesma coisa. Temendo seus ecos, retiro o “plug” da tomada.</p>
<p>Toco na muda de “Comigo-ninguém-pode” plantada por mim e sinto a acidez na ponta dos dedos. E me recuo como um animal ferido. Até as plantas tem a sua maneira de revidar o toque.</p>
<p>Deparo-me com a estante e folheo um livro pesado e volumoso, de aroma passado e concentrado.</p>
<p>Cansei! Necessito dissipar esta fadiga que consome a alma e absorve o vazio.</p>
<p>Olho ao redor até ficar tonto e sento bruscamente na cama. Chegou a hora! Atraso o relógio como uma tentativa falha de voltar ao tempo, muito tempo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Televisão = Confusão]]></title>
<link>http://codigoz.wordpress.com/?p=13</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 21:04:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
<guid>http://codigoz.wordpress.com/?p=13</guid>
<description><![CDATA[Bom, há um tempo venho pensando sobre como é possível que um veículo como a Televisão que alca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, há um tempo venho pensando sobre como é possível que um veículo como a Televisão que alcança comunicação com quase todos os brasileiros, pode ser de uma maneira tão discarada, uma tirania da informação? Como é possível que às pessoas que fazem televisão, em nenhum momento, falem coisas que realmente são relevantes.</p>
<p>Há um tempo atraz assisti ao programa Roda Viva, que passa todas às segundas-feiras na TV Cultura, e o entrevistado atendia por Pach Adams, provavelmente vocês já devem ter escutado este nome do filme Pach Adams, o doutor da alegria (com Robin Willians). Este cidadão americano disse coisas realmente relevantes, primeiro ele fez com que os jornalistas (que o estavam entrevistando) respeitasse os prórpios colegas, ou seja, faziam uma pergunta ao entrevistado, e logo, o entrevistado pressupunha que o perguntador desejasse uma resposta completa, não deixando que outro jornalista o interrompesse com outra pergunta. Na maioria das vezes, os jornalistas se acham no direito de recortar a resposta dada pelo entrevistado, para distorcer um fato ou aumentar o acontecido, até mesmo ao ponto de inventar caso seja necessário para encaixar em sua matéria.</p>
<p>O Pach Adams falou coisas que realmente eu nunca na vida escutei ser dita dentro da caixa de imagens (TELEVISÃO), como a importância de programas que resalte a inteligência do indivíduo. Na maioria dos casos, os meios de comunicação, pressupõe que somos menos inteligentes que uma porta ou lembrando das palavras do senhor William Bonner - o Jornal Nacional (jornal televisio mais popular) está voltado ao telespectádor HOMER SIMPSONS, aquele que não consegue entender as notícias. E coloca, a culpa na falta de escolaridade da maioria da população, o motivo pelo qual exite programas que ofendem nossa capacidade de entendimento. Isso é mentira, fazem isso não porque o povo não gostará de algo que o faça pensar mais, e sim, porque o ideal da televisão é fazer você não PENSAR, esse veículo de besteira que enche nossa mente de insegurânça e neuroses, é sómente um dos meios pelos quais somos silenciados todos os dia.</p>
<p>Um jóvem com características "normais", aos 20 anos, deve ter no mínimo 10 mil horas de televisão, tirando os meios de informações como rádio, internet e etc., como deve estar a cabeça deste jóvem?que modo ele absorveu todas as idéias de consumo e o quanto ele está disposto a fazer para alcança-los?</p>
<p> Como negar que houve antigamente um vázio de informação, este vázio pensavamos que era algo ruím, mas era um vázio ligado ao mundo externo do grupo de indivíduos (no caso dos camponeses, dos bairros afastados), vázio que não era incomodo, o indivíduo mantinha suas relações com o outro baseado em seus próprios valores estabelecidos na sua tradição.  Pensavamos que só com o acesso a informação dos que vivem a margem, ou seja, aqueles que lhes foram negado o direito a viver, que poderia existir alguma possibilidade de mudança. Resultado, a informação hoje é acessível a todos. Mais como a burguesia só evolui com suas constantes revoluções dentro do modo de produzir e de se relacionar, e assim, fomos engolidos por este grande monstro. Havendo hoje um exesso de informações, fazendo com que os indivíduos se isolem cada vez mais no seu microcósmos, e também, continue sem entender o que ocorre com o mundo exterior.</p>
<p>Escrevo este texto por indignação ao Programa do Jô da Tv Globo, que é um espaço em que, às vezes, tem convidados interessantes que poderiam falar algo de relevante, mas que o apresentador acaba por limitar o contúdo abordado, e em relação aos espectádores, esses relamente acreditam na farça que é este programa.</p>
<p>Desculpa por passar algum tempo sem postar, é que minha vida mudou de uma hora pra outra, e não tive tempo de me organizar. Voltarei com outros textos em breve.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=947</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 02:11:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=947</guid>
<description><![CDATA[
Às vezes tenho vontade de me fundir nessa paisagem, desaparecer completamente e nunca mais voltar.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-948" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/04/universo.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;">Às vezes tenho vontade de me fundir nessa paisagem, desaparecer completamente e nunca mais voltar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Friedrich Nietzsche]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/2008/04/04/374/</link>
<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 18:36:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://0posmoderno.wordpress.com/2008/04/04/374/</guid>
<description><![CDATA[Sou um Nietzscheano niilista e existencialista. Sou eu mesmo. Nietzsche é como um guia, meu guru an]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><strong>Sou um Nietzscheano niilista e existencialista. Sou eu mesmo. Nietzsche é como um guia, meu guru antiespiritual.</strong></p>
<p align="justify"><a title="friedrich nietzsche" href="http://0posmoderno.wordpress.com/files/2008/04/nietzsche1.jpg"><img src="http://0posmoderno.wordpress.com/files/2008/04/nietzsche1.jpg" alt="friedrich nietzsche" width="382" height="389" /></a></p>
<p align="justify"><strong> Friedrich Wilhelm Nietzsche</strong> (Röcken, 15 de Outubro de 1844 — Weimar, 25 de Agosto de 1900) foi um influente filósofo alemão do século XIX.</p>
<p align="justify">Friedrich Nietzsche nasceu numa família luterana em 1844, sendo destinado a ser pastor como seu pai, que morre jovem em 1849 aos 36 anos, junto com seu avô (também pastor luterano). Entretanto, Nietzsche perde a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filologia afastam-no da tentação teológica: "Um outro sinal distintivo dos teólogos é a sua incapacidade filológica. Entendo aqui por filologia "(...) a arte de bem ler – de saber distinguir os factos, sem estar a falseá-los por interpretações, sem perder, no desejo de compreender, a precaução, a paciência e a finesse." (O Anticristo). Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a leitura de Schopenhauer (O Mundo como Vontade e Representação, 1818) vai constituir as premissas da sua vocação filosófica. Aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, Nietzsche é nomeado aos 25 anos professor de Filologia na universidade de Basiléia. Adota então a nacionalidade suíça. Desenvolve durante dez anos a sua acuidade filosófica no contacto com pensamento <span class="mw-redirect">grego antigo</span> - com predileção para os Pré-socráticos, em especial para <span class="mw-redirect">Heráclito</span> e Empédocles. Durante os seus anos de ensino, torna-se amigo de Jacob Burckhardt e Richard Wagner. Em 1870, compromete-se como voluntário (enfermeiro) na guerra franco-prussiana. A experiência da violência e o sofrimento chocam-no profundamente.</p>
<p align="justify">Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar o posto de professor. Sua voz, inaudível, afasta os alunos. Começa então uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, <span class="mw-redirect">Gênova</span>, Turim, Nice, <span class="new">Sils-Maria</span>...) : "Não somos como aqueles que chegam a formar pensamentos senão no meio dos livros - o nosso hábito é pensar ao ar livre, andando, saltando, escalando, dançando (...)." Em 1882, ele encontra <span class="new">Paul Rée</span> e Lou Andreas-Salomé, a quem pede em casamento. Ela recusa, após ter-lhe feito esperar sentimentos recíprocos. No mesmo ano, começa a escrever o Assim Falou Zaratustra, quando de uma estada em Nice. Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma "crise de loucura" que, durando até à sua morte, coloca-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. No início desta loucura, Nietzsche encarna alternativamente as figuras míticas de Dionísio e Cristo, expressa em bizarras cartas, afundando depois em um silêncio quase completo até a sua morte. Uma lenda dizia que contraiu sífilis. Estudos recentes se inclinam antes para um <span class="mw-redirect">câncro</span> (câncer) do cérebro, que eventualmente pode ter origem sifilítica. Sua irmã falseou seus escritos após a sua morte para apoiar uma causa anti-semita. Falácia, tendo em vista a repulsa de Nietzsche ao anti-semitismo em seus escritos. Entretanto, sua irmã morre confortavelmente sob a tutela nazista.</p>
<p align="justify">Durante toda sua vida sempre tentou explicar o insucesso de sua literatura, chegando a conclusão de que nascera póstumo, para os leitores do porvir. O sucesso de Nietzsche, entretanto, sobreveio quando um professor dinamarquês leu a sua obra Assim Falou Zaratustra e, por conseguinte, tratou de difundi-la, em 1888.</p>
<p align="justify">Muitos estudiosos da época tentaram localizar os momentos que Nietzsche escrevia sob crises nervosas ou sob efeito de drogas (Nietzsche estudou biologia e tentava descobrir sua própria maneira de minimizar os efeitos da sua doença).</p>
<p align="justify">Crítico da cultura ocidental e suas religiões e, conseqüentemente, da <span class="mw-redirect">moral</span> judaico-cristã. Associado <strong>equivocadamente</strong>, ainda hoje, por alguns ao <span class="mw-redirect">niilismo</span> e ao nazismo - uma visão que grandes leitores e estudiosos de Nietzsche, como Foucault, Deleuze ou Klossowski procuraram desfazer - juntamente com Marx e Freud - Nietzsche é um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna.</p>
<p align="justify">Nietzsche, sem dúvida considera o Cristianismo e o Budismo como "as duas religiões da decadência",embora ele afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções.O budismo para Nietzsche "é cem vezes mais realista que o cristianismo"(O anticristo).Religiões que aspiram ao Nada, cujos valores dissolveram a mesquinhez histórica. Não obstante, também se auto-intitula ateu:</p>
<p align="justify">"Para mim o ateísmo não é nem uma conseqüência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto" (Ecce Homo, pt.II, af.1)</p>
<p align="justify">A crítica que Nietzsche faz do idealismo metafísico focaliza as categorias do idealismo e os valores morais que o condicionam, propondo uma nova abordagem: a genealogia dos valores.</p>
<p align="justify">Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do gênero humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceitos, por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos. E assim a <span class="mw-redirect">moral</span> tradicional, e principalmente esboçada por <span class="mw-redirect">Kant</span>, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar. A moral, seja ela kantiana ou <span class="mw-redirect">hegeliana</span>, e até a <em>catharsis</em> aristotélica são caminhos mais fáceis de serem trilhados para se subtrair à plena visão autêntica da vida.</p>
<p align="justify">Nietzsche golpeou violentamente essa moral que impede a revolta dos indivíduos inferiores, das classes subalternas e escravas contra a classe superior e aristocrática que, por um lado, pelo influxo dessa mesma moral, sofre de má consciência e cria a ilusão de que mandar é por si mesmo uma forma de obediência. Essa traição ao “mundo da vida” é a moral que reduz a uma ilusão a realidade humana e tende asceticamente a uma fictícia racionalidade pura.</p>
<p align="justify">Com efeito, Nietzsche procurou arrancar e rasgar as mais idolatradas máscaras. Mas a questão é: que máscaras são essas? Responde, então, que as máscaras se tornam inevitáveis pela própria vida, que é explosão de forças desordenadas e violentas, e por isso, é sempre incerteza e perigo.</p>
<p align="justify">A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência. Vontade essa que não conhece pausas, e por isso está sempre criando novas máscaras para se esconder do apelo constante e sempre renovado da vida; pois, para Nietzsche, a vida é tudo e tudo se esvai diante da vida humana. Porém as máscaras, segundo ele, tornam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a deformam, mortificando-a à base de cicuta e, finalmente, ameaçam destruí-la.</p>
<p align="justify">Não existe via média, segundo Nietzsche, entre aceitação da vida e renúncia. Para salvá-la, é mister arrancar-lhe as máscaras e reconhecê-la tal como é: não para sofrê-la ou aceitá-la com resignação, mas para restituir-lhe o seu ritmo exaltante, o seu melismático júbilo.</p>
<p align="justify">O homem é um filho do “húmus” e é, portanto, corpo e vontade não somente de sobreviver, mas de vencer. Suas verdadeiras “virtudes” são: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Mas essas virtudes são privilégios de poucos, e é para esses poucos que a vida é feita. De fato, Nietzsche é contrário a qualquer tipo de igualitarismo e principalmente ao disfarçado legalismo kantiano, que atenta o bom senso através de uma lei inflexível, ou seja, o imperativo categórico: “Proceda em todas as suas ações de modo que a norma de seu proceder possa tornar-se uma lei universal”.</p>
<p align="justify">Essas críticas se deveram à hostilidade de Nietzsche em face do racionalismo que logo refutou como pura irracionalidade. Para ele, Kant nada mais é do que um fanático da moral, uma tarântula catastrófica.</p>
<p align="justify">Para Nietzsche o homem é <span class="mw-redirect">individualidade</span> irredutível, à qual os limites e imposições de uma razão que tolhe a vida permanecem estranhos a ela mesma, à semelhança de máscaras de que pode e deve libertar-se. Em Nietzsche, diferentemente de Kant, o mundo não tem ordem, estrutura, forma e inteligência. Nele as coisas “dançam nos pés do acaso” e somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida.</p>
<p align="justify">Mesmo assim, apesar de todas as diferenças e oposições, deve-se reconhecer uma matriz comum entre Kant e Nietzsche, como que um substrato tácito mas atuante. Essa matriz comum é a alma do romantismo do século XIX com sua ânsia de infinito, com sua revolta contra os limites e condicionamentos do homem. À semelhança de Platão, Nietzsche queria que o governo da humanidade fosse confiado aos <span class="mw-redirect">filósofos</span>, mas não a filósofos como Platão ou Kant, que ele considerava simples “operários da filosofia”.</p>
<p align="justify">Na obra nietzscheana, a proclamação de uma nova moral contrapõe-se radicalmente ao anúncio utópico de uma nova humanidade, livre pelo imperativo categórico, como esperançosamente acreditava Kant. Para Nietzsche a liberdade não é mais que a aceitação consciente de um destino necessitante. O homem libertado de qualquer vínculo, senhor de si mesmo e dos outros, o homem desprezador de qualquer verdade estabelecida ou por estabelecer e apto a se exprimir a vida, em todos os seus atos - era este não apenas o ideal apontado por Nietzsche para o futuro, mas a realidade que ele mesmo tentava personificar.</p>
<p align="justify">Aqui, necessário se faz perceber que, involuntariamente, Nietzsche cria e cai em seu próprio <em>Imperativo Categórico</em>, por certo, imperativo este baseado na completa liberdade do ser e ausência de normas.</p>
<p align="justify">Para Kant a razão que se movimenta no seu âmbito, nos seus limites, faz o homem compreender-se a si mesmo e o dispõe para a libertação. Mas, segundo Nietzsche, trata-se de uma libertação escravizada pela razão, que só faz apertar-lhe os grilhões, enclaustrando a vida humana digna e livre.</p>
<p align="justify">Em Nietzsche encontra-se uma filosofia antiteorética, sistemática, à procura de um novo filosofar de caráter libertário, superando as formas limitadoras da tradição que só galgou uma “liberdade humana” baseada no ressentimento e na culpa. Portanto toda a teleologia de Kant de nada serve a Nietzsche: a idéia do sujeito racional, condicionado e limitado é rejeitada violentamente em favor de uma visão filosófica muito mais complexa do homem e da moral.</p>
<p align="justify">Nietzsche acreditava que a base racional da moral era uma ilusão e por isso, descartou a noção de homem racional, impregnada pela utópica promessa - mais uma máscara que a razão não-autêntica impôs à vida humana. O mundo para Nietzsche não é ordem e racionalidade, mas desordem e irracionalidade. Seu princípio filosófico não era portanto Deus e razão, mas a vida que atua sem objetivo definido, ao acaso, e por isso se está dissolvendo e transformando-se em um constante devir. A única e verdadeira realidade sem máscaras, para Nietzsche, é a vida humana tomada e corroborada pela vivência do instante.</p>
<p align="justify">Nietzsche era um crítico das "idéias modernas", da vida e da cultura moderna, do neo-nacionalismo alemão. Para ele os ideais modernos como democracia, socialismo, igualitarismo, emancipação feminina não eram senão expressões da decadência do “tipo homem”. Por estas razões, é por vezes apontado como um precursor da pós-modernidade.</p>
<p align="justify">A figura de Nietzsche foi particularmente promovida na Alemanha Nazi, tendo sua irmã, simpatizante do regime hitleriano, fomentado esta associação. Em <em>A minha luta</em>, Hitler descreve-se como a encarnação do <span class="mw-redirect">super-homem</span> (<em>Übermensch</em>). A <span class="mw-redirect">propaganda</span> nazi colocava os soldados alemães na posição desse super-homem e, segundo <span class="new">Peter Scholl-Latour</span>, o livro "Assim Falou Zaratustra" era dado a ler aos soldados na frente de batalha, para motivar o exército. Isto também já acontecera na Primeira Guerra Mundial. Como dizia <span class="mw-redirect">Heidegger</span>, ele próprio nietzscheano e nazista, “na Alemanha se era contra ou a favor de Nietzsche”.</p>
<p align="justify">Todavia, Nietzsche era explicitamente contra o movimento <span class="mw-redirect">anti-semita</span>, posteriormente promovido por Adolf Hitler e seus partidários. A este respeito pode-se ler a posição do filósofo:</p>
<p align="justify">“Antes direi no ouvido dos psicólogos, supondo que desejem algum dia estudar de perto o ressentimento: hoje esta planta floresce do modo mais esplêndido entre os anarquistas e anti-semitas, aliás onde sempre floresceu, na sombra, como a violeta, embora com outro cheiro.” (in <em><span class="mw-redirect">Genealogia da Moral</span></em>)</p>
<p align="justify">“... tampouco me agradam esses novos especuladores em idealismo, os anti-semitas, que hoje reviram os olhos de modo cristão-ariano-homem-de-bem, e, através do abuso exasperante do mais barato meio de agitação, a afetação moral, buscam incitar o gado de chifres que há no povo...” (in <span class="mw-redirect">Genealogia da Moral</span>)</p>
<p align="justify">Sem dúvida, a obra de Nietzsche sobreviveu muito além da apropriação feita pelo regime nazista. Ainda hoje é um dos filósofos mais estudados e fecundos. Por vários momentos, inclusive, Nietzsche tentou juntar seus amigos e pensadores para que um fosse professor do outro, uma espécie de confraria. Contudo, esta idéia fracassou, e Nietzsche continuou sozinho seus estudos e desenvolvimento de idéias, ajudado apenas por poucos amigos que liam em voz alta seus textos que, nos momentos de crise profunda, ele não conseguia ler.</p>
<p align="justify">Seu estilo é aforismático, escrito em trechos concisos, muitas vezes de uma só página, e dos quais são pinçadas máximas. Muitas de suas frases se tornaram famosas, sendo repetidas nos mais diversos contextos, gerando muitas distorções e confusões. Algumas delas:</p>
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<ol>
<li>"Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".</li>
<li>"Há homens que já nascem póstumos."</li>
<li>"O Evangelho morreu na cruz."</li>
<li>"A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."</li>
<li>"Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida mas no “além” - no nada -, tira-se da vida o seu centro de gravidade."</li>
<li>"Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária."</li>
<li>"O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."</li>
<li>"A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."</li>
<li>"As convicções são cárceres."</li>
<li>"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."</li>
<li>"Até os mais corajosos raramente têm a coragem para aquilo que realmente sabem."</li>
<li>"Aquilo que não me destrói fortalece-me"</li>
<li>"Sem música, a vida seria um erro."</li>
<li>"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica."</li>
<li>"A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo."</li>
<li>"O <span class="new">idealista</span> é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."</li>
<li>"Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."</li>
<li>"Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."</li>
<li>"Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar."</li>
<li>"Se minhas loucuras tivessem explicaçoes, não seriam loucuras."</li>
<li>"O Homem evolui dos macacos? é existem macacos!</li>
<li>"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.</li>
<li>"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.</li>
</ol>
</div>
<p align="justify">Longe de ser um escritor de simples aforismas, ele é considerado pelos seus seguidores um grande estilista da língua alemã, como o provaria Assim Falou Zaratustra, livro que ainda hoje é de dificílima compreensão estilística e conceitual. Muito pode ser compreendido na obra de Nietzsche como exercício de pesquisa filológica, no qual unem-se palavras que não poderiam estar próximas ("Nascer póstumo"; "Deus Morreu", "delicadamente mal-educado", etc...).</p>
<p align="justify">Adorava a França e a Itália, porque acreditava que eram terras de homens com <span class="new">espíritos-livres</span>. Admirava Voltaire, e considerava como último grande alemão <span class="mw-redirect">Goethe</span>, humanista como Voltaire. Naqueles países passou boa parte de sua vida e ali produziu seus mais memoráveis livros. Detestava a arrogância e o anti-semitismo <span class="mw-redirect">prussianos</span>, chegando a romper com a irmã e com Richard Wagner, por ver neles a personificação do que combatia - o rigor germânico, o anti-semitismo, o imperativo categórico, o espírito aprisionado, antípoda de seu espírito-livre. Anteviu o seu país em caminhos perigosos, o que de fato se confirmou catorze anos após sua morte, com a primeira grande guerra e a gestação do Nazismo.</p>
<p align="justify">Contudo, no próprio legado do filósofo podemos inferir suas opiniões em relação a outras filosofias e posições. É sumamente importante notar que Nietzsche perdeu o pai muito cedo, seus primeiros livros publicados até 1878, que não expunham suas idéias mais ácidas, ainda assim fizeram pouco ou nenhum sucesso. Que ele ficou extremamente desapontado com o sucesso de Richard Wagner, o qual se aproximou do cristianismo. Teve uma vida errante, com poucos amigos, e sempre perseguido por surtos de doença.</p>
<p align="justify">Na sua obra vemos críticas bastante negativas a Kant, Wagner, Sócrates, Platão, Aristóteles, Xenofonte, Martinho Lutero, à metafísica, ao utilitarismo, anti-semitismo, socialismo, anarquismo, fatalismo, teologia, cristianismo, budismo, à concepção de Deus, ao pessimismo, estoicismo, ao iluminismo e à democracia.</p>
<p align="justify">Dentre os poucos elogios deferidos por Nietzsche, coletamos citações, muitas vezes <strong>com ressalvas</strong> a Schopenhauer, <span class="mw-redirect">Spinoza</span>, Dostoiévski, Shakespeare, Dante, Goethe, Darwin, Leibniz, Pascal, Edgar Allan Poe, Lord Byron, Musset, Leopardi, <span class="mw-redirect">Kleist</span>, <span class="mw-redirect">Gogol</span> e Voltaire.</p>
<p align="justify">Ele era, sem dúvida, muito apreciador da Natureza, das guerras dos pré-socráticos e das culturas <span class="mw-redirect">helénicas</span>.</p>
<p align="justify">O legado da obra de Nietzsche foi e continua sendo ainda hoje de difícil e contraditória compreensão. Assim, há os que, ainda hoje, associam suas idéias ao niilismo, defendendo que para Nietzsche:</p>
<p align="justify">"A moral não tem importância e os valores morais não têm qualquer validade, só são úteis ou inúteis consoante a situação"; "A verdade não tem importância; verdades indubitáveis, objectivas e eternas não são reconhecíveis. A verdade é sempre subjectiva"; "Deus está morto: não existe qualquer instância superior, eterna. O Homem depende apenas de si mesmo"; "O eterno retorno do mesmo: A história não é finalista, não há progresso nem objectivo".</p>
<p align="justify">Outros, entretanto, não pensam que Nietzsche seja um autor do nihilismo, mas ao contrário um crítico do nihilismo. Pois, para ele o homem pode ser, além de um destruidor, um criador de valores. E os valores a serem destruídos, como os cristãos (na sua obra, faz menção à doença, à ignorância), um dia seriam substituidos pela saúde, a inteligência, entre outros. Tal afirmação se baseia na obra <em>Assim falou Zaratustra</em>, onde, se faz clara a vinda do super-homem, sendo a finalidade do ser, criar. Tal correspondência é totalmente contrária ao nihilismo, pelo menos, em princípio. Ou, um "nihilismo positivo", para Heidegger. Todavia, Nietzsche, contrário ou não, não deixando escapar de suas críticas nem mesmo seu mestre Schopenhauer nem seu grande amigo Wagner, procurou denunciar todas as formas de renúncia da existência e da vontade. É esta a concepção fundamental de sua obra Zaratustra, “a eterna, suprema afirmação e confirmação da vida”. O eterno retorno significa o trágico-<span class="new">dionisíaco</span> dizer sim à vida, em sua plenitude e globalidade. É a afirmação incondicional da existência.</p>
<p align="justify">Talvez a falta de consenso na apreciação da obra de Nietzsche tenha em parte a ver com os paradoxos no pensamento do próprio autor. As suas últimas obras, sobretudo o seu autobiográfico <em>Ecce Homo</em> (1888), foram escritas em meio à sua crise que se aprofundava. Em Janeiro de 1889, Nietzsche sofreu em Turim um colapso nervoso. Como causa foi-lhe diagnosticada uma possível sífilis. Este diagnóstico permanece também controverso. Mas certo é que Nietzsche passou os últimos 11 anos da sua vida sob observação psiquiátrica, inicialmente num manicômio em Jena, depois em casa de sua mãe em Naumburg e finalmente na casa chamada Villa Silberblick em Weimar, onde, após a morte de sua mãe, foi cuidado por sua irmã.</p>
<p align="justify">Obras de Friedrich Nietzsche, na ordem em que foram compostas:</p>
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<ul>
<li>O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (<em>Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik</em>, 1872); reeditado em 1886 com o título "O Nascimento da Tragédia, ou helenismo e pessimismo" (<em>Die Geburt der Tragödie, Oder: Griechentum und Pessimismus</em>) e com um prefácio autocrítico. — Contra a concepção dos séculos XVIII e XIX, que tomavam a cultura grega como <span class="new">epítome</span> da simplicidade, da calma e da serena <span class="new">racionalidade</span>, Nietzsche, então influenciado pelo romantismo, interpreta a cultura clássica grega como um embate de impulsos contrários: o <em>dionisíaco</em>, ligado à exarcebação dos sentidos, à embriaguez extática e mística e à supremacia amoral dos instintos, cuja figura é Dionísio, deus do vinho, da dança e da música, e o <em><span class="new">apolíneo</span></em>, face ligada à perfeição, à medida das formas e das <span class="mw-redirect">ações</span>, à palavra e ao pensamento humanos (logos), representada pelo deus Apolo. Segundo Nietzsche, a vitalidade da cultura e do homem grego, atestadas pelo surgimento da tragédia, deveu-se ao desenvolvimento de ambas as forças, e o adoecimento da mesma sobreveio ao advento do <em>homem racional</em>, cuja marca é a figura de Sócrates, que pôs fim à afirmação do <em><span class="new">homem trágico</span></em> e desencaminhou a cultura ocidental, que acabou vítima do cristianismo durante séculos.</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="new">A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos</span> (<em>Philosophie im tragischen Zeitalter der Griechen</em> - provavelmente os textos que o compõem remontam a 1873 - publicado postumamente). Trata-se de um livro deixado incompleto, mas que se sabe ter sido intenção de Nietzsche publicar. Trata-se, no fundo, de um escrito ainda filológico mas já de matriz filosófica disfarçada por uma pretensa intenção histórica. Considera os casos gregos de Tales, Anaximandro, <span class="mw-redirect">Heráclito</span>, <span class="mw-redirect">Parménides</span> e <span class="mw-redirect">Anaxágoras</span> sob uma perspectiva inovadora e interpretativa, relevadora da filosofia que é de Nietzsche.</li>
</ul>
<ul>
<li>ensaio <span class="external text">Sobre a verdade e a mentira em sentido extramoral</span> (<em>Über Wahrheit und Lüge im außermoralischen Sinn</em>, 1873 - publicado postumamente; edição brasileira, 2008). — No qual afirma que aquilo que consideramos <em>verdade</em> é mera “<em>armadura de metáforas, metonímias e antropomorfismos</em>”. Apesar de póstumo é considerado por estudiosos como elemento-chave de seu pensamento.</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="new">Considerações Extemporâneas</span> ou <strong>Considerações Intempestivas</strong> (<em>Unzeitgemässe Betrachtungen</em>, 1873 a 1876). — Série de quatro artigos (dos treze planejados) que criticam a cultura européia e alemã da época de um ponto de vista anti-moderno, e anti-histórico, de crítica à modernidade.
<ul>
<li><span class="new">David Strauss, o confessor e o escritor</span> (<em>David Strauss, der Bekenner und der Schriftsteller</em>, 1873) no qual, ao atacar a idéia proposta por <span class="new">David Strauss</span> de uma "nova fé" baseada no desvendamento científico do mundo, afirma que o princípio da <em>vida</em> é mais importante que o do <em>conhecimento</em>, que a busca de conhecimento (posteriormente discutida no conceito de <em>vontade de verdade</em>) deve servir aos interesses da vida;</li>
<li><span class="new">Dos usos e desvantagens da história para a vida</span> (<em>Vom Nutzen und Nachteil der Historie für das Leben</em>, 1874);</li>
<li><span class="new">Schopenhauer como educador</span> (<em>Schopenhauer als Erzieher</em>, 1874);</li>
<li><span class="new">Richard Wagner em Bayreuth</span> (<em>Richard Wagner in Bayreuth</em>, 1876).</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="mw-redirect">Humano, Demasiado Humano, um livro para espíritos livres</span> (<em>Menschliches, Allzumenschliches, Ein Buch für freie Geister</em>, verão final publicada em 1886); primeira parte originalmente publicada em 1878, complementada com <em>Opiniões e Máximas</em> (<em>Vermischte Meinungen und Sprüche</em>, 1879) e com <em>O andarilho e sua sombra</em> ou <em>O viajante e sua sombra</em> (<em>Der Wanderer und sein Schatten</em>, 1880). — Primeiro de estilo aforismático do autor.</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="new">Aurora, reflexões sobre preconceitos morais</span> (<em>Morgenröte. Gedanken über die moralischen Vorurteile</em>, 1881). — A compreensão hedonística das razões da ação humana e da moral são aqui substituídas, pela primeira vez, pela idéia de <em>poder</em>, <em>sensação de poder</em>, início das reflexões sobre a <em>vontade de poder</em>, que só seriam explicitadas em <em>Assim Falou Zaratustra</em>.</li>
</ul>
<ul>
<li>A Gaia Ciência — ou <em>Alegre Sabedoria</em>, ou <em>Ciência Gaiata</em> — (<em>Die fröhliche Wissenschaft</em>, 1882). — No terceiro capítulo deste livro é lançada o famoso diagnóstico nietzschiano: “<em><span class="mw-redirect">Deus está morto</span>. Deus continua morto. <span class="mw-redirect">E fomos nós que o matamos</span></em>”, proferido pelo <em><span class="new">Homem Louco</span></em> em meio aos mercadores ímpios (§125). No penúltimo parágrafo surge a idéia de eterno retorno. E no último, aparece Zaratustra, o criador da moral corporificada do Bem e do Mal que, como personagem na obra posterior, finalmente superará sua própria criação e anunciará o advento de um novo homem, um <span class="new">além-do-homem</span>.</li>
</ul>
<ul>
<li>Assim Falou Zaratustra, um livro para todos e para ninguém (<em>Also Sprach Zarathustra, Ein Buch für Alle und Keinen</em>, 1883-85).</li>
</ul>
<ul>
<li>Além do Bem e do Mal, prelúdio a uma filosofia do futuro (<em>Jenseits von Gut und Böse. Vorspiel einer Philosophie der Zukunft</em>, 1886). Neste livro denso são expostos os conceitos de <em>vontade de poder</em>, a natureza da realidade considerada de dentro dela mesma, sem apelar a ilusórias instâncias transcendentes, <em>perspectivismo</em> e outras noções importantes do pensador. Critica demolidoramente as filosofias metafísicas em todas as suas formas, e fala da criação de valores como prerrogativa nobre que deve ser posta em prática por uma nova espécie de filósofos.</li>
</ul>
<ul>
<li>Genealogia da Moral, uma polêmica (<em>Zur Genealogie der Moral, Eine Streitschrift</em>, 1887). Complementar ao anterior — como que sua parte prática, aplicada — este livro desvenda o surgimento e o real significado de nossos corriqueiros juízos de valor.</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="new">O Crepúsculo dos Ídolos, ou Como filosofar com o martelo</span> (<em>Götzen-Dämmerung, oder Wie man mit dem Hammer philosophiert</em>, agosto-setembro 1888). Obra onde dilacera as crenças, os ídolos (<em>ideais</em> ou autores do cânone filosófico), e analisa toda a gênese da culpa no ser humano.</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="new">O Caso Wagner, um problema para músicos</span> (<em>Der Fall Wagner, Ein Musikanten-Problem</em>, maio-agosto 1888).</li>
</ul>
<ul>
<li>O Anticristo(<em>Der Antichrist. Fluch auf das Christentum</em>, setembro 1888). — <em>Contra o Cristianismo</em> ou o <em>Anti-cristão</em> seriam traduções possíveis para esta obra. Apesar de apontar Cristo, mesmo em sua concepção “própria”, como sintoma de uma decadência análoga à que possibilitou o surgimento do Budismo, nesta obra Nietzsche dirige suas críticas mais agudas a Paulo de Tarso, o codificador do cristianismo e fundador da Igreja. Acusa-o de deturpar o ensinamento de seu mestre — pregador da salvação no agora deste mundo, realizada nele mesmo e não em promessas de um Além — forjando o mundo de Deus como a cima e além deste mundo. "<em>O único cristão morreu na cruz</em>", como diz no livro que seria o início de uma obra maior a que deu sucessivamente os títulos de <em>Vontade de Poder</em> e <em>Transmutação de Todos os Valores</em>: uma grande composição sinótica da qual restam apenas meras peças (<em>O Anticristo</em>, <em>O Crepúsculo dos Ídolos</em> e o <em>Nietzsche contra Wagner</em>) não menos brilhantes que a restante obra.</li>
</ul>
<ul>
<li>Ecce Homo, como se tornar aquilo que é (<em>Ecce Homo, Wie man wird, was man ist</em>, outubro-novembro 1888). — Uma autobi(bli)ografia, onde Nietzsche, ciente de sua importância e acometido por delírios de grandeza, acha necessário, antes de expor ao mundo a sua obra definitiva (jamais concluída), dizer quem ele é, por que escreve o que escreve e por que “é um destino”. Comenta as suas obras então publicadas. Oferece uma consideração sobre o significado de Zaratustra. E por fim, dizendo saber o que o espera, anuncia o <span class="mw-redirect">apocalipse</span>: “<em>Conheço minha sina. Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo — de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciências, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, requerido. (…) Tenho um medo pavoroso de que um dia me declarem santo: perceberão que publico este livro antes, ele deve evitar que se cometam abusos comigo. (…) Pois quando a verdade sair em luta contra a mentira de milênios, teremos comoções, um espasmo de terremoto, um deslocamento de montes e vales como jamais foi sonhado. A noção de política estará então completamente dissolvida em uma guerra de espíritos, todas as formações de poder da velha sociedade terão explodido pelos ares — todas se baseiam inteiramente na mentira: haverá guerras como ainda não houve sobre a Terra.</em>” (<em>Porque sou um destino</em> §1, trad. Paulo César Souza)</li>
</ul>
<ul>
<li><span class="new">Nietzsche contra Wagner</span> (<em>Nietzsche contra Wagner, Aktenstücke eines Psychologen</em>, dezembro 1888).</li>
</ul>
</div>
<p align="justify">Obras Relacionadas:</p>
<div>
<ul>
<li>Quando Nietzsche Chorou (<em>Quando Nietzsche Chorou, Irwin D. Yalom, 2005</em>, Ficção com Realidade). — Encontros entre Nietzsche e Joseph Breuer, um dos pais da psicanálise, tendo como cenário a Viena do final do século XIX. Breuer era também mentor de Sigmund Freud. A trama mistura a realidade da vida de Nietzsche e Freud e as relaciona na figura do Dr. Breuer, que precisa de alguma forma adquirir a confiança do intrigante Nietzsche para poder evitar que seu desespero o leve ao suicídio. A história é lapidada na "troca de figurinhas" entre dois gigantes do pensamento ocidental, que se tornam amigos e colaboradores nesta versão.</li>
</ul>
</div>
<p align="justify">Escreveu ainda uma recolha de poemas, publicados postumamente, com o nome de "Ditirambos de Diónisos".</p>
<p align="justify">Nietzsche deixou muitos cadernos manuscritos, além de correspondências. O volume desses textos é maior do que o dos publicados. Os de 1870 desenvolvem muitos temas de seus livros publicados, em especial uma <span class="mw-redirect">teoria do conhecimento</span>. Os de 1880 que, após seu colapso nervoso, foram selecionados pela sua irmã, que os publicou com o título "A vontade de poder", desenvolvem considerações mais ontológicas a respeito das doutrinas de <em>vontade de poder</em> e de <em>eterno retorno</em> e sua capacidade de interpretar a realidade. Entre essas especulações e sob os esforços de intérpretes de sua obra, os manuscritos de 1880 estabelecem repetidamente que “<em>não há fatos, somente interpretações</em>”.</p>
<p align="justify">Contudo, está disponível a obra <span class="new">Fragmentos Finais</span>, a qual é baseada na reestruturação feita aos seus manuscritos no <em>Arquivo</em>.VER</p>
<p align="justify">No Brasil, alguns trechos desses fragmentos póstumos podem ser encontrados no livro "Nietzsche" da coleção "Os Pensadores" (Abril Cultural).</p>
<p align="justify">
<p align="justify">O que outros dizem dele:</p>
<p align="justify"><span class="mw-headline">Raymond Aron</span></p>
<p align="justify">Em <span class="mw-redirect">O ópio dos intelectuais</span>, Raymond Aron escreve: "Nietzsche e Bernanos, este último um crente, enquanto que o primeiro proclamando a morte de Deus, são autenticamente não-conformistas. Ambos, um em nome de um futuro pressentido, o outro invocando uma imagem idealizada do <span class="mw-redirect">Ancien Régime</span>, dizem não à democracia, ao socialismo, ao regime das massas. Eles são hostis ou indiferentes à elevação do nível de vida, à generalização da pequena burguesia, ao progresso da técnica. Eles têm horror da vulgaridade, da baixeza, difundida pela práticas eleitorais e parlamentares".</p>
<p align="justify"><span class="mw-headline">Bertrand Russell</span></p>
<p align="justify">Bertrand Russell escreve em "A History of Western Philosophy": "Apesar de Nietzsche criticar os românticos, a sua atitude é fortemente determinada por eles; é o ponto de vista do anarquismo aristocrático que Byron também representara, de modo que não é surpreendente que Nietzsche seja um grande admirador de Byron. Ele tenta unir duas categorias de valores que dificilmente se relacionam: por um lado ele ama a crueldade, a guerra e o orgulho aristocrático e, por outro, a filosofia, a literatura, arte e antes de tudo a música".</p>
<p align="justify"><span class="mw-headline">Martin Heidegger</span></p>
<p align="justify">No entender de <span class="mw-redirect">Heidegger</span> a noção de <strong>Vontade de potência</strong> e o pensamento do Eterno Retorno do Mesmo formam uma totalidade indissolúvel e não uma incoerência. Pensar a fundo o Eterno Retorno é ir de encontro até ao extremo nihilismo, segundo Nietzsche, única via para superá-lo. Pensar a fundo o nihilismo de Nietzsche para Heidegger é pensar a fundo a ausência de fundamento da verdade do Ser. Em Heidegger eis aí que só pode fundar a essência humana em Nietzsche, visto que este constitui para o filósofo da Floresta Negra "uma tomada de decisão no que tange o pensamento nietzscheano". A obra de Heidegger sobre Nietzsche compreende duas etapas. A primeira delas constitui uma exegese dos escritos de Nietzsche em Nietzsche I e Nietzsche II é a expressão da filosofia que toma forma a medida que interrelaciona os interesses dos dois.</p>
<p align="justify"><span class="mw-redirect">Heidegger</span> adverte que, embora a obra sempre retorne devido sua compleição didática, os textos não acompanham a sequência das preleções de <span class="new">Marlburg</span> de 1931 a 1936 e de Marlburg de 1940 a 1946, onde teve início o nascimento da obra e o pensamento que já o acompanhava desde antes de seu doutorado tomou forma.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Seja o que você quiser! – Se tiver dinheiro (e estupidez) suficientes.]]></title>
<link>http://pensitivo.wordpress.com/?p=83</link>
<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 14:42:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>crownedvic</dc:creator>
<guid>http://pensitivo.wordpress.com/?p=83</guid>
<description><![CDATA[Por Crownedvic.
Uma bela mulher caminha pela rua de uma grande e limpa cidade, com chiques óculos d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify" style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal">Por <a href="http://pensitivo.wordpress.com/author/crownedvic/"><b>Crownedvic</b></a>.</p>
<p align="justify" style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal">Uma bela mulher caminha pela rua de uma grande e limpa cidade, com chiques óculos de sol e roupas caras e modernas. Logo em seguida, sai de um restaurante um homem, igualmente polido e lustroso, pisando sobre um chão também demasiado limpo, respirando um ar puro conhecido por poucos, esbanjando sofisticação ao tirar do bolso a brilhante chave para seu brilhante carro. Ao abrir o carro, ele olha para a bela mulher, que revela na expressão da sua face um sinal de aprovação. Após essa cena, um slogan toma conta de toda a tela, dizendo algo do tipo: “Seja o que você quiser, tal carro faz a diferença”.</p>
<p align="justify">É esse tipo de abordagem que predomina nos comerciais. Poderia ficar aqui escrevendo inúmeros exemplos – que, por sinal, já se tornaram grandes clichês – de propagandas eivadas de narrações apoteóticas e forçosamente carismáticas, como aquelas que costumam aparecer em comerciais de bancos e universidades.</p>
<p align="justify">Bom, mas o que me chama atenção mesmo é que quase sempre está presente, como tema central, a idéia de que a felicidade e a liberdade (ilimitadas, por sinal) estão mais acessíveis do que nunca, já que o novo produto mágico acabou de ser lançado.</p>
<p align="justify" style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal">E os inspirados publicitários não se cansam de colocar imagens de família unida e feliz, com crianças felizes e radiantes brincando nos balanços de um paradisíaco jardim. Imagens de amiguinhos correndo com bóias na praia ensolarada, de crianças boazinhas encontrando estrelas-do-mar na areia, de maridos e esposas comemorando datas especiais, com presentes e todos os já conhecidos ícones que representam realização pessoal em nossa sociedade retrógada. E, para variar, ouve-se a familiar voz de “velho-maduro-pedante” narrando textos sentimentalistas que dizem frases do tipo <i><font color="#000000">“Corra, brinque, dance! Não adie o agora!”; “Você já pensou em desistir muitas vezes, batalhou, enfrentou medos como o de cair ao andar pela primeira vez de bicicleta, e agora enfrenta medos maiores, mas isso faz com que se amadureça...”</font></i>; e por aí vai o comercial que anuncia venda de alegria e liberdade, até chegar ao ponto final no qual se diz o nome do cartão de crédito, do carro, do banco, do refrigerante ou da universidade que proporcionará tamanha plenitude espiritual.</p>
<p align="justify" style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal">O que mais me choca a respeito disso não é o fato de comerciais tão vulgares existirem, graças a mentes criativas igualmente vulgares e lamentáveis. O que me choca realmente é o fato de que <font color="#000000"><i><u><font color="#000000">esse tipo de propaganda funciona</font></u></i>,</font> e que poucas pessoas têm a capacidade de sentirem profundamente insultadas quando expostas a tão vergonhosas experiências com os sentidos.</p>
<p align="justify" style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal">Pelo que se pode ver, há um elo forte de ligação entre aquele tipo de comercial, com aquele tipo de abordagem, e o público-alvo, que é quase o mundo inteiro: nas televisões, nos <i><font color="#000000">outdoors</font></i>, nas revistas e onde o capital permitir está sendo anunciado algum produto que proporciona felicidade, liberdade e, o que mais me impressiona, identidade.</p>
<p align="justify">Mas, afinal, que tipo de gente se identificaria e aprovaria tanto comerciais cujo tema é baseado na compensação da miséria espiritual e existencial de uma pessoa? – O público-alvo é uma massa miserável, ignorante e manipulada, carente de auto-estima, infeliz, que está quase se tornando consciente de que é escrava (aqui pelo menos há um pequeno progresso!), e que depende principalmente da mídia e da publicidade para conseguir adotar algum tipo de identidade social.</p>
<p align="justify">O mais interessante é quando perguntamos por que, afinal, as pessoas do mundo inteiro são tão desgraçadas, e quase ninguém sabe responder. Mas, para quem, desse contingente cego, surdo, massificado e homogêneo de zeros em forma de vida, se sente uma exceção, não é difícil compreender o motivo... Já após nascermos, somos colocados numa pequena gaiola e logo após se inicia o adestramento; e, ao aprendermos a dizer “mamãe” e “papai”, damos nosso primeiro passo na roda giratória da qual nunca sairemos. E não tarde aprendemos a correr, no jardim de infância, nas escolas, nos cursos intensivos e extensivos, sempre rodando a pequena roda giratória, dentro de uma pequena e sufocante gaiola, como um louvável Ramster.</p>
<p align="justify">Dedicamos por toda a vida em adquirir títulos, certificados e diplomas, pois dependemos de qualificação profissional para nos mantermos vivos de uma forma economicamente decente. A principal meta das nossas vidas (ou uma das principais) gira em torno de qualificação profissional ou busca por uma vida economicamente tolerável. Nossas histórias são determinadas em sua maior parte por imposições externas, que nos forçam a tomar decisões, fazer escolhas e exercer ações cujos fins são impessoais. E, enquanto tais obrigações aumentam com o passar dos anos, o tempo de lazer e prazer diminui.</p>
<p align="justify" style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal">Então, afinal, onde se pode encontrar a verdadeira decência? Pois ter uma vida apenas economicamente decente não é ter uma vida decente. Falta ainda alguma coisa... – <i><font color="#000000">“Ah, já sei: posso comprar um carro, um tênis, abrir uma conta naquele banco que tem aquela propaganda das criancinhas felizes; bom, acho que podemos ser felizes. E, se eu não ficar feliz hoje, posso comprar outro produto, e mais outro, e mais outro. Afinal, sou um homem contemporâneo de mente aleijada, e produtos fazem a diferença, têm que fazer...”</font></i></p>
<p align="justify">– Mas não para mim.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um dos problemas do homem moderno]]></title>
<link>http://codigoz.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 12:07:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
<guid>http://codigoz.wordpress.com/?p=10</guid>
<description><![CDATA[Após algumas reflexões tentarei esboçar o problema que consigo perceber no homem moderno, o prime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Após algumas reflexões tentarei esboçar o problema que consigo perceber no homem moderno, o primeiro deles é a coisificação do mundo, ou seja, a relações dos homens estabelecidas por valores ditados pelo mercado, a outra é a impossibilidade de fundamentar novos valores, o problema de estabelecer novos princípios éticos para reger a inter-subjetividade.</p>
<p class="western">Lembrando que este blog visa entender o que acontece com os homens, quando estes, são bombardeados de informações que o confundem induzindo-o ou até mesmo a imposição ao homem moderno de valores que tem o único fundamento, o mercado (relação pela qual o homem troca seus bens com outros). Já que a relação dos homens, ou seja, a inter-subjetividade se efetiva na troca de bens e não mais numa ética, tudo que entra nesta relação é coisificado, tudo passa a ter valor monetário, abolindo assim a esfera do sagrado da relação humana ocidental.</p>
<p class="western">Além da coisificação do mundo temos outro problema que está diretamente relacionado a este e pode ter sido ele quem gerou a coisificação do mundo, o problema da fundamentação dos valores morais do homem moderno. Lembrando que para fundamentar uma ética (lembre que ética vem do termo grego ÉTHOS que é traduzida por "morada", abrigo ou também costume, é por esta "morada" que o homem estabelece seus princípios para sua práxis no relacionamento com outros homens, é este o seu fundamento), é através da herança de uma tradição que fundamentamos nossos valores e nosso modo de agir, ou seja, é na tradição que construímos nossa “morada”, a sustentação de principios para o agir. O problema hoje é que estabelecemos nossos princípios para uma ação, não mais baseada no passado (tradição), e sim, no presente e futuro, é com a idéia de que precisamos destruir a tradição para a implementação do novo, que destruímos toda nossa base que nos sustenta. Essa não aceitação dos princípios vigentes teve origem na Grécia Antiga de Sócrates, é este personagem o primeiro a colocar em dúvida os valores que sustentavam as relações dos homens na Pólis, com isso, ao analisar a tradição a luz da razão, ele acaba por destruí las, já que é algo que pertence a esfera do sagrado, e a partir do momento que o homem toca o sagrado ele já está o profanizando, ou seja, perde seu valor de algo intocável.</p>
<p class="western">É com a idéia de repensar a idéia dos valores éticos que se desenvolve a Filosofia depois de Sócrates, questionando um princípio de cada vez, desencantando a natureza ou em busca da ATÉLHEIA (em grego é traduzida como verdade ou o ato de “retirar o véu” que cobre a coisa desconhecida). É com o fim da crença da existência de um ser absoluto que se torna de uma maneira quase que impossível uma nova fundamentação de valores ético (nos moldes da moral). Com isto, acabamos por nos encontrar em um niilismo ético onde é necessário que o mercado (capital) dite as normas ou valores que os indivíduos devem adotar para o estabelecimento de suas relações.</p>
<p class="western">Para resolver este existe dois caminhos, o caminho que percorreu Hegel, e o caminho que percorreu Nietzsche, acredito eu ser o caminho Nietzschiano o mais viável, mas pelo pouco de conhecimento que tenho ainda não poderei esboçar a tentativa deste autor.</p>
<p class="western">Não exite aqui de maneira nem um, um posicionamento conservador ou contrareacionário, só estou indentificando o problema pelo qual estamos afundados, acredito que a saída Nietzschiana é a mais viável, ele tenta destruir por completo os valores vigentes, para reestabelecer-los não mais fundados na ética, e sim, em princípios estético, ele tira a razão do centro das relações humanas (já que a ética é de carater racional) para fundamentar seus princípios de valores nos sentidos ou melhor na vontade (a arte tem um papel fundamentel nesta teoria).</p>
<p class="western">&#160;</p>
<p class="western">***Este texto contém muitos erros, é só uma tentativa de tentar demonstrar em uma maneira mas fácil a problemática que consigo perceber da atualidade e fazer com que as pessoas busquem mais informãções acerca deste assunto. Ainda me falta muito para estudar acerca deste tema. Lembrando que esse assunto é demasiado complexo para se resumir nestas poucas linhas, há pessoas que dedicaram toda sua vida a debater este assunto e morreram sem resolver este problema. Acho até que exista alguns erros meus de compreensão mas com o debate espero poder clarear e ordenar meus pensamentos.</p>
<p class="western">O MAIS IMPORTANTE É DEBATER. COMENTEM!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre a beleza]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=903</link>
<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 07:15:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Beleza não é uma coisa estática. Ela é um conjunto de coisas, uma série de fatores e contextual]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Beleza não é uma coisa estática. Ela é um conjunto de coisas, uma série de fatores e contextualizações. Mais complexo ainda do que um conjunto de coisas, a beleza por si só tem uma essência muito fina, que não é possível ser vista a olho nu. Ao contrário do que se pensa a beleza não é apenas vista, mas também pode ser percebida e sentida. Não é à toa que nos arrepiamos ou nos emocionamos com certas coisas: a beleza <i>independe</i> do nosso julgamento. O belo é imperativo, sempre. Não precisa de julgamentos ou concessões de nada, nem ninguém.</p>
<p>Mas as pessoas hoje em dia andam completamente insensíveis quanto a isso. A beleza óbvia pode agradar muito às hordas de símios acéfalos que existe e que é visivelmente crescente, mas ela é extremamente irritante aos mais sensíveis, da mesma forma que a beleza absoluta também é. Particularmente, me apetece o tipo de beleza que precisa ser buscada, sempre. Da beleza difícil que precisa ser atingida. Daquela que preciso encontrar. Ou ainda: daquela que precisa me achar. E que me encontra, eventualmente.</p>
<p>Tenho profundo apreço por aquela beleza que se desenvolve de tal forma que, quando no seu ápice, destrói a tudo, como um furacão. E assim como um furacão, de repente, essa beleza já não existe mais, como se tudo ali tivesse sido uma ilusão, como se ela nunca tivesse existido de verdade, mas fosse apenas mais um delírio da nossa mente. E então tudo volta a ser como era antes, e a vida volta ao seu cotidiano, e as pessoas voltam a ser <i>humildes</i> de novo. Mas voltam diferentes, dessa vez. Por isso, a verdadeira beleza não é e nunca será, popular. Por que ela tem um destino próprio, vontades próprias. Por isso às vezes eu insisto em acreditar que ela só se mostra de verdade aos que já tem pré-disposição a transcender.</p>
<p align="justify"> Essa é a <i>verdadeira beleza:</i> ela se impõe, intimida, imobiliza, faz o mundo parar e devasta todo o mundo dos homens, impiedosamente. E ninguém se opõe, e todos a aceitam, se rendem e sucumbem. E tudo é devastado. Nada resta a não ser ela. E você pode até tentar rejeitá-la, fechar os olhos com medo, mas ainda a vê, a sente, a percebe. E aí já é tarde: ela faz parte de você, agora. Pra sempre.</p>
<p align="justify">Pode ser um pesadelo, mas a realidade é que isso é beleza pura.</p>
<p align="justify">E pode ser clichê também, mas é verdade. Depois disso, desse "momento de beleza" (que pode durar um minuto ou um segundo), as coisas <i>nunca mais</i> serão as mesmas. Sempre há uma reconfiguração de tudo, internamente. Não foi a toa que já disseram que "Só a beleza salvará o mundo"...</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que eu acho das anoréxicas?]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/?p=851</link>
<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 01:44:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Que morram, todas.
Sem mais.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://garotasviciadas.wordpress.com/2008/02/26/mia-ana-pride-no-food-anorexia/">Que morram, todas.</a></p>
<p>Sem mais.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mia, Ana Pride, No Food, Anorexia...]]></title>
<link>http://garotasviciadas.wordpress.com/?p=328</link>
<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 01:42:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://garotasviciadas.wordpress.com/?p=328</guid>
<description><![CDATA[&#8230; O que eu acho disso tudo?
Bem&#8230;
Por mim, sinceramente, que morram todas as anoréxicas.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>... O que eu acho disso tudo?</p>
<p>Bem...</p>
<p>Por mim, sinceramente, <b>que morram todas as anoréxicas</b>. O mundo não sentirá falta nenhuma de <u><b>seres desprezíveis, arrogantes e preconceituosos</b></u>. Quanto mais anoréxicas morrerem, o mundo ficará mais leve e com menos mulheres burras, fúteis, idiotas e inerentemente FRACAS.</p>
<p>Eu sou completamente a favor da anorexia. E acho que é uma doença que deve ser levada até as últimas conseqüências sim. Todas devem vomitar o quanto bem entenderem, deixar de comer o que quiserem e sentirem dores de fome até serem internadas num hospital, ou até mesmo falecerem. O corpo é delas, de mais ninguém. Que façam o que bem entenderem então, não tenho nada com isso. Que morram. Não tenho dó. Não tenho pena. Quantas mais morrerem, melhor.</p>
<p>As anoréxicas são anoréxicas pelo mesmo motivo que eu era obesa: falta de vergonha na cara, pura e simples. Não é falta de reconhecimento e apoio da família, não é carência afetiva, não é nada disso: é falta de <b>tapa na cara</b>, de apanhar. <b>Psicologia de cu, é rola.</b> Problema emocional, todo mundo tem. O caralho que eu vou ficar procurando pêlo em ovo, pra caçar solução pros meus problemas. Da mesma forma que, <b><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/11/08/anorexia-as-avessas/">quando eu era OBESA, eu me olhava no espelho e sentia que estava tudo bem, que eu estava magra, e que eu estava arrasando</a></b>, as anoréxicas se olham no espelho e se acham gordas, obesas, imensas.</p>
<p>Repito e insisto: <b>falta de tapa na cara, de porrada, de vergonha na cara. </b></p>
<p>Ninguém mudará a "seita" delas. Ninguém mudará a forma de pensar delas. Elas nasceram pra serem fracas, subjugadas a esse estilo de vida, e, consequentemente, MORTAS. E ninguém tem culpa disso, a não ser elas mesmas. Não culpo a moda, nem a sociedade nem porra nenhuma. A força está dentro de NÓS. Quando acreditamos muito em algo, não há culpados, a não ser nós mesmos.</p>
<p>Então que fiquem sem comer e fiquem subnutridas até a morte mesmo. Que morram. Tô cagando pra elas. Não sinto pena nenhuma por esses tipinhos desprezíveis. Me chamem de insensível, de ignorante, do que for. É isso o que eu defendo: a morte, sempre. Que sejam anoréxicas, que emagreçam até os ossos e que definhem e morram. Não tenho dó, não tenho pena. Não reconheço como doença. Sou ignorante MESMO e assumo isso sem problema nenhum, e pra mim, isso é falta de apanhar, de vergonha na cara, apenas.</p>
<p>Na verdade, a anorexia é a natureza trabalhando a favor de si mesma, tirando da piscina genética mundial os seres FRACOS e subdesenvolvidos. Como eu já disse, menos mulher burra e idiota no mundo. Não sentirei falta. Ninguém sentirá.</p>
<p>A bem da verdade mesmo, que sejam <b>enterradas de vez</b> todas as anoréxicas, por que mortas, na verdade, elas já estão. É tudo uma questão de tempo.</p>
<p>Conceito distorcido de beleza, pra mim, não é beleza. Quem tem orgulho de doença (seja ela qual for), tem mais é que <b>morrer</b> mesmo. Tô nem aí.</p>
<p>A propósito, fiz esse post por que li o post <a href="http://habitossaudaveis.blogspot.com/2008/02/blogs-estranhos.html">Blogs Estranhos</a> no blog da Rezita.</p>
<p>(In)Felizmente, eu não sou tão tolerante quanto ela... Não mesmo.</p>
]]></content:encoded>
</item>

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