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	<title>no-castelo-do-barba-azul &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "no-castelo-do-barba-azul"</description>
	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 04:36:48 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[o silêncio da leitura]]></title>
<link>http://absurdo.wordpress.com/?p=698</link>
<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 11:49:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduarda Sousa</dc:creator>
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<description><![CDATA[
“(…) o acto de leitura é profundamente solitário. Separa o leitor do resto da sala. Encerra a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“(…) o acto de leitura é profundamente solitário. Separa o leitor do resto da sala. Encerra a totalidade da sua consciência por trás de lábios imóveis. Os livros bem-amados são a sociedade necessária e suficiente do indivíduo que lê a sós. Fecham a porta às outras presenças e tornam os intrusos os demais. Em suma, a leitura reclama silêncio e um isolamento feroz (…) A colheita e recolha nos sentimentos no interior do silêncio de quem lê são atitudes duvidosas.” George Steiner</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Nos tempos que correm, o <strong>silêncio</strong> está morto. Falo do silêncio interior e do próprio silêncio da sociedade. A leitura é um acto extremamente solitário e silencioso. Com a morte do silêncio, a leitura quase morreu. Há os que sobrevivem, os teimosos, que não se rendem à morte do silêncio, que preferem um bom livro ao ruído impertinente da vida exterior. De acordo com vários sociólogos, a pós-modernidade é caracterizada por um ruído permanente, onde a música assume um papel primordial. E o silêncio? Onde pára o silêncio? O indivíduo não consegue estar só, precisa a todo o custo da televisão, da música, da rádio, dos amigos, precisa de ruído. Daí a crescente dificuldade em ler um livro, em se concentrar. O que é terrivelmente assustador. O Homem matou o silêncio. E o silêncio é condição essencial para o estudo, a leitura.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos últimos tempos tenho-me aproximado cada vez mais da noite, do momento em que o mundo pára, e se consegue finalmente ouvir e estar em silêncio. O silêncio, tão maltratado, é uma condição essencial não só para ler mas para se conseguir viver (não sobreviver).</p>
<p style="text-align:justify;">[citação: George Steiner, in <em>No Castelo do Barba Azul</em>, Lisboa: Relógio d’Água, 1992]</p>
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