Não sejas como a névoa, nem quimera. Demora-te, demora-te assim: faz do olhar tempo sem tempo, espaço limpo – do deserto ou do mar.… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 1 week ago: Não sejas como a névoa, nem quimera. Demora-te, demora-te assim: faz do olhar tempo sem tempo, espaç … more →
Raquel Agra wrote 3 months ago: O mar – sempre que toco um corpo é o mar que sinto onda a onda contra a palma da mão. Vésper está ag … more →
Raquel Agra wrote 5 months ago: É um fardo aos ombros o corpo, sem ti. Até o amarelo dos girassóis se tornou cruel. Não invento nada … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: Para que estrela estás crescendo, filho, para que estrela matutina? Diz-me, diz-me ao ouvido, se é t … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: Sem nenhuma razão a voz rompia, a rasteirinha voz tão rente à vida que se confunde com a luz do chão … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: Mal nos conhecíamos, mas a infância é cúmplice do verão: vinhas do rio, das manhãs onde nadámos junt … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: Sei que estou vivo e cresço sobre a terra. Não porque tenha mais poder, nem mais saber, nem mais hav … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: Rosa. Rosa do mundo. Queimada. Suja de tanta palavra. Primeiro orvalho sobre o rosto. Que foi péta … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: Diz, diz uma vez mais o que não pode morrer: a luz, que no sul é inocente e trepa aos pinheiros; o t … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Haverá para os dias sem memória outro nome que não seja morte? Morte das coisas limpas, leves: manhã … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: O desejo, o aéreo e luminoso e magoado desejo latia ainda; não sei bem em que lugar do corpo em decl … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Já sobre o meu peito não demoras os pés miúdos, já a breve dança dos dedos troca de cabelo, porque t … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Creio que foi o sorriso, o sorriso foi quem abriu a porta. Era um sorriso com muita luz lá dentro, a … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: O meu país sabe às amoras bravas no verão. Ninguém ignora que não é grande, nem inteligente, nem ele … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Elas crescem, as crianças. Crescem com os juncos, com os mastros. Crescem no meu coração esburacado. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: O Outono vem vindo, chegam melancolias, cavam fundo no corpo, instalam-se nas fendas; às vezes por a … more →