Amar-te assim desvelado entre barro fresco e ardor. Sorver entre lábios fendidos o ardor da luz orvalhada. Deslizar pela vertente da garganta, ser música onde o silêncio flui e se concentra. Irrep… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 3 months ago: Amar-te assim desvelado entre barro fresco e ardor. Sorver entre lábios fendidos o ardor da luz orva … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Agora é verão, eu sei. Tempo de facas, tempo em que se perdem os anéis as cobras à míngua de água. T … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: Tudo lhe doía de tanto que lhes queria: a terra e o seu muro de tristeza, um rumor adolescente, … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: Desatar o silêncio, ficar a vê-lo escorrer na vidraça, entrar na noite, labirinto onde perco a … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: De alma e coração ainda mareados por gentes e terras que marcaram estas últimas semanas, regresso ao … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Quando a ternura parece já do seu ofício fatigada, e o sono, a mais incerta barca, ainda demora, … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Vejo ao longe os meus dóceis animais. São altos e as suas crinas ardem. Correm à procura de uma font … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: A pele porosa do silêncio agora que a noite sangra nos pulsos traz-me o teu rumor de chuva branca. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Como um sol de polpa escura para levar à boca, eis as mãos: procuram-te desde o chão, entre os vei … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Corpo num horizonte de água, corpo aberto à lenta embriaguez dos dedos, corpo defendido pelo fulgor … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Vê como o verão subitamente se faz água no teu peito, e a noite se faz barco, e a minha mão marinhei … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Escalar-te lábio a lábio, percorrer-te: eis a cintura, o lume breve entre as nádegas e o ventre, o p … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Estou a amar-te como o frio corta os lábios. A arrancar a raiz ao mais diminuto dos rios. A inundar- … more →