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	<title>olhar-de-fora &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "olhar-de-fora"</description>
	<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 11:44:34 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[The trip to Galicia]]></title>
<link>http://postscriptum.wordpress.com/2006/09/09/the-trip-to-galicia/</link>
<pubDate>Sat, 09 Sep 2006 12:00:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>post</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esta vez tocou-me traduzir. O terceiro olhar de fora é o de Bahar, uma moça de vinte anos, aquári]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Esta vez tocou-me traduzir. O terceiro <strong><em>olhar de fora</em></strong> é o de Bahar, uma moça de vinte anos, aquário, amante da cor-de-rosa, de nacionalidade estadounidense e origem persa:</p>
<blockquote><p><em>A viagem a Galiza foi talvez o melhor do meu percurso pola Espanha. Esta regiom da Espanha é realmente fantástica e surpreendente. <strong>Nom fazia a mais mínima ideia de que a Espanha fosse tam diversa.</strong> O norte, centro e sul da Espanha som completamente diferentes. A melhor descriçom que me vem à cabeça é uma mistura dos Red Woods na Califórnia e o aspecto que imagino que deve ter a Irlanda na primavera. A zona é muito calma e eu desfrutei-na como um sopro de ar fresco logo de um par de semanas frenéticas na grande cidade. (…) Após uma longa e aborrecida viagem de autocarro, chegamos ao Cebreiro, que é uma vila bonita e enxebre com uma rua principal. Vimos aquelas palhoças onde a gente morava até nom há tanto tempo (a década de 1970) e desfrutamos da pequena vila. Contemplamos a formosa natureza do alto da montanha e visitamos uma igrejinha e logo montamos de novo o bus com destino à Corunha. Ao chegar, alojamo-nos num bonito hotel onde compartilhei quarto com Tam, a minha companheira de apartamento. Logo de cear, assistimos à actuaçom de uns músicos tradicionais galegos, que dançavam e tocavam instrumentos musicais típicos (como as gaitas!). Com isto dei-me conta de que <strong>a Espanha é uma mistura de cultura ibera e celta. Surpreesa! </strong>Muita gente na Espanha desce dos mesmos povos que os irlandeses e os bretões (eu conheço dous bastante gostosos :-P). De facto, a Galiza está completamente repleta de influências celtas na sua cultura. Ao dia seguinte demos uma volta pola Corunha e subimos centos de degraus de um velho farol romano chamado “Torre de Hércules”. Ainda hoje trabalha e tem umas vistas grandiosas do topo. Mais tarde fomos à praia, onde tivem a minha primeira experiência em topless. <strong>Era muito interessante ver tantas mulheres tomando o sol sem a parte superior do bikini: novas, velhas, bonitas, feias, todas!</strong></p>
<p>Numa nota à margem, devo dizer que <strong>a Europa, ou a Espanha, é muito boa para com a sua populaçom mais velha</strong>. Nos Estados Unidos, a gente tem a ideia de que uma vez completados os 65 anos deixas de ser uma pessoa e deves começar a morrer retirando-te lentamente da actividade social. Porém, na Espanha é justo o contrário, e a gente idosa diverte-se mais que ninguém, como deve ser! Na Espanha vim velhos relaxando-se nos cafés, bebendo nos bares, lercheando no metro, comprando nos comércios de moda, bailando nas discos, saindo até a última hora, bronzeando-se na praia e em geral vivendo a vida ao máximo. Ademais, todo o mundo os trata com muito respeito aonde queira que vaiam, porque som mais velhos e vivérom mais vida. Portanto, a minha conclusom é que é melhor passar a velhice num lugar onde a gente repeita que vivas a tua vida até ao último trago.</p>
<p>Em todo o caso, o sábado demos um pulo até a cidade de Santo André de Teixido, que é uma formosa vila no alto das montanhas da Galiza. É minúscula e muito riquinha. O panorama do alto da montanha era sublime. Nom podia manter a boca fechada nem parar de dizer “Oh”. A sério, as fotos nom lhe fazem justiça e realmente espero descobrir mais lugares como aquele, do qual nunca ouvira falar mas que me fazem suspirar.</p>
<p>De volta da montanha, paramos em Cedeira, onde comemos um <strong>enorme almoço</strong> de grupo e logo baixamoso à praia que estava justo ao sair do restaurante. Era a praia mais bonita que vim na Espanha, por nom dizer em toda a minha vida. A água era clara e azul, a areia era branca e lene e a vista era a incrível floresta que acabávamos de deixar. Desfrutei enormemente simplesmente sentada na areia ouvindo romper as ondas. Ao dia seguinte visitamos Santiago de Compostela, que tem algum significado religioso, mas na realidade eu nom queria ir. <strong>É uma cidade bonita com uma catedral gigante, mas um bocado turística de mais para o meu gosto</strong>. E volta a Madrid! :)</em></p></blockquote>
<p><a href="http://travelbahar.blogspot.com/2006/07/ketchup.html"><br />
Bahar's Travel Blog</a>, fragmento</p>
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<title><![CDATA[的银行]]></title>
<link>http://postscriptum.wordpress.com/2006/09/03/%e7%9a%84%e9%93%b6%e8%a1%8c/</link>
<pubDate>Sun, 03 Sep 2006 09:33:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>post</dc:creator>
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<description><![CDATA[A segunda entrada da série olhar de fora corresponde à visita de Fish Yu, uma chinesa de 34 anos q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda entrada da série <em><strong>olhar de fora</strong></em> corresponde à visita de Fish Yu, uma chinesa de 34 anos que viaja mais que Willy Fogg. Por sorte publicou uma versom do seu post sobre a Galiza numa língua inteligível para nós:</p>
<p><img src="http://postscriptum.wordpress.com/files/2006/09/yun.jpg" alt="na praia" /></p>
<blockquote><p><em>Galicia es un lugar maravillosa, en <strong>la A coruña</strong>, frente es la playa. atrás es un puerto. <strong>La gente vive en el centro. como vive en el centro del mar</strong>. Un paraíso. Está cerca de Portugal. Cerca de Oceano Atlántico, casi está en el estremo de España. España es una península, si te vas hacia al oeste, al sur, al este, todas partes son mares. Y al norte, cantábrico también es una parte del mar. Aunque España tiene muchas playas, pero cada una tiene su característica. En País Vasco, el mar cantábrico es muy tranquilo, en el sur, en Tarifa, con un color verde, pero un verde ligero impresionante. En el este,mediterráneo. Barcelona. con mucho turismo, tiene las playas activas, vivas y modernas. Y A Coruña, aquí está. como está lejos del capital. como si fuera olvidado por nosotros. <strong>Vive ahí escondido, pero es como una chica guapa, tímida, pero igual no puede esconder su belleza</strong>.</p>
<p>He llevado 8 horas en autocar. Fue un viaje un poco duro. pero me gustó mucho! La gente que vive ahí dice que tiene el marisco mejor del mundo. Jajaja... no sé. Se dice que el mejor marisco del mundo es del Japón. Tengo una amiga de Chile me dijo que Chile tiene el mejor marisco del mundo. Me pierdo. Pero, de verdad, <strong>el marisco de Galicia sí es muy rica!</strong> Y me encanta!!!</em></p>
<p>Nota:</p>
<p>A teor das fotos que Fish Yu publica no seu blog, parece que lhe chamou a atençom o facto de as mulheres fazerem <em>top less</em> na praia corunhesa do Orçám.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://yu0626.spaces.live.com/blog/cns!988DFA55630E1F29!746.entry">Galicia</a></em>, post de Fish Yu no seu Space da Windows Live.</p>
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<title><![CDATA[A blusa do Real Madrid]]></title>
<link>http://postscriptum.wordpress.com/2006/09/01/a-blusa-do-real-madrid/</link>
<pubDate>Fri, 01 Sep 2006 12:12:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>post</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Que estranho país, este da Galiza!&#8221; exclamou o inglês George Borrow ao atravessar as ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>"Que estranho país, este da Galiza!"</em> exclamou o inglês <a href="http://www.igadi.org/fundacion_placido_castro/epg_george_borrow_en_galicia.htm">George Borrow</a> ao atravessar as nossas remotas fronteiras em 1837. Hoje, as autoestradas e as linhas aéreas de baixo custo convertérom em banal o facto de viajar. Mas a perplexidade dos nossos visitantes continua na mesma. O <strong><em>post scriptum</em></strong> inicia uma série de entradas recolhendo os testemunhos de turistas despistados que deixam nos seus blogues as impressões que lhes produziu o nosso pequeno e misterioso país. Apertem os seus cintos de segurança, que começamos:</p>
<blockquote><p><em><strong>Galiza</strong></p>
<p>Estas férias passei pela Galiza. Da cidade in"b"icta (1) até à "capital" Santiago de Compotela duas horas e meia nos separaram. À chegada, a curiosidade de quem via uma cidade nova pelo vidro do carro, apoderava-se a cada curva.</p>
<p>Já a pé, a cidade era fantástica. Entre cada praceta, entre cada ruela, sentia-se ainda o espírito medieval daquele lugar. Cada artista de rua, pelo espectáculo conseguido, a toda a multidão conseguia arrancar um sorriso e a moeda que tiver mais à mão. <strong>A festa continua à medida que as palavras de Galego (não é espanhol, note-se) saem da boca dos transeuntes</strong>. Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Compostela, todos os caminhos vão dar à imponente Catedral.</p>
<p>Mas algo não estava bem: <strong>a minha blusa do Real Madrid, que orgulhosamente ostentava, era vítima de maus olhares e de desconfianças por parte de quase todos.</strong> Rivalidades clubistícas, pensei eu.</p>
<p>Na manhã seguinte algo de estranho se passava no ar. Muito rebuliço, muita inquietação, eram prenuncios de algo estava para acontecer: <strong>era o dia da Galiza</strong>. Ao virar de uma rua, deparo-me com uma enorme multidão, de todas as idades, que se manifestava pela independência da Galiza, com gritos contra o Governo, contra o envio de tropas para o Iraque e por Israel. E eis, que percebo o que se passára na noite anterior: <strong>a minha blusa de Madrid tinha sido alvo de maus olhares, porque representava uma Espanha unida</strong>, uma Espanha tal como é neste momento, ou seja, uma rivalidade política.</p>
<p>Uma pequena confirmação foi suficiente para se perceber que a minha dedução estava certa: num loja de música, <strong>inquirindo o proprietário acerca da música <em>“Viva la España”</em>, o seu humor mudou completamente</strong>, e não fomos postos na rua, por termos o nosso ar de turistas inocentes.</p>
<p>Tudo o que se passou na Galiza, tem reprecursões nas outras províncias espanholas, apesar da mais badalada ser o País Basco, devido em parte à ETA, o principal grupo separatista basco. A situação não é facil, e o governo espanhol – e mais que isso, a Espanha - tem de resolver.</p>
<p>Uma das coisas que mais me marcou, foi ter percebido que <strong>nem todos os <em>"nuestros hermanos"</em> (2) são anti-tugas</strong>. Longe disso. Na Galiza somos vistos com respeito, pois segundo eles, conseguimos-nos "livrar" da Espanha a tempo (no tempo do rei Filipe IV de Espanha, III de Portugal). E era vê-los empunhar a bandeira Portuguesa ao lado da de Che Guevara e da do partido independentista Basco. Muito forte, hem?!</em></p>
<p>Notas:</p>
<p>(1) <em>A cidade invicta</em> é o nome perifrástico do Porto (Portugal). Ao escrevê-lo com "b", o autor pretende remedar a fala da regiom do Douro, que do mesmo jeito que as falas galegas nom distingue entre os fonemas [b] e [v].</p>
<p>(2) <em>Nuestros hermanos</em> é uma expressom muito utilizada na comunicaçom social portuguesa para se referir aos espanhois com certo matiz irónico.</p></blockquote>
<p><a href="http://diogomj.blogspot.com/2006/08/galiza.html">Galiza</a>, post de Diogo no blog <em>Educação Visual</em></p>
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