Boca da terra. Ao longe pressentida mas discreta. A quem te procura entregas-te aberta.… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 1 month ago: Boca da terra. Ao longe pressentida mas discreta. A quem te procura entregas-te aberta. … more →
Raquel Agra wrote 3 months ago: Contente de me dar como as gaivotas bebo o Outono e a tarde arrefecida. Perfeito o céu, perfeito o m … more →
Raquel Agra wrote 4 months ago: Húmido de beijos e de lágrimas, ardor da terra com sabor a mar, o teu corpo perdia-se no meu. (Von … more →
Raquel Agra wrote 4 months ago: No teu rosto começa a madrugada. Luz abrindo, de rosa em rosa, transparente e molhada. Melodia dis … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Surdo, subterrâneo rio de palavras me corre lento pelo corpo todo; amor sem margens onde a lua rompe … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: Uma mulher a cantar de cabelo despenteado. (Era o tempo das gaivotas mas o mar tinha secado.) Pe … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: Que tristeza tão inútil essas mãos que nem sequer são flores que se dêem: abertas são apenas abandon … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: No mais fundo de ti eu sei que te traí, mãe. Tudo porque já não sou o menino adormecido no fundo d … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: Amor desta tarde que arrefeceu as mãos e os olhos que te dei; amor exacto, vivo, desenhado a fogo, o … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Choras, e nem eu posso mais do que lágrimas, coisas frias, sobre as tuas mãos abandonadas à janela d … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatr … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mer … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frut … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Tudo me prende à terra onde me dei: o rio subitamente adolescente, a luz tropeçando nas esquinas, as … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Acorda-me um rumor de ave. Talvez seja a tarde a querer voar. A levantar do chão qualquer coisa qu … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: E no teu rosto aberto sobre o mar cada palavra era apenas o rumor de um bando de gaivotas a passar. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Tinham o rosto aberto a quem passava. Tinham lendas e mitos e frio no coração. Tinham jardins onde a … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Pela noite adiante, com a morte na algibeira, cada homem procura um rio para dormir, e com os pés na … more →