Nem sempre a luz vem assim: salta como um rapaz muro após muro, entra pela janela. O brilho dos medronhos chega ao fim: extrema ponta dos dias, aproximação da água. Dia feito para a música, dizias; ou… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 3 weeks ago: Nem sempre a luz vem assim: salta como um rapaz muro após muro, entra pela janela. O brilho dos medr … more →
Raquel Agra wrote 3 months ago: Talvez nem seja um tordo. Um pássaro cantava. Seria o último desse verão. A própria luz não ajudav … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Dai-me um nome, um só nome para tudo quanto voa: cardo pedra romã. Um só nome para o desejo ser na … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: Este poema começa no verão, os ramos da figueira a rasar a terra convidavam a estender-me à sua somb … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: São as primeiras frésias do ano: vieram da Holanda para que a primavera entrasse em Janeiro pela cas … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: No inverno o vento está como deus em toda a parte: na cabeleira verde dos cometas, no extenso e turb … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: Rosto despido, magra fonte dos dias – assim começa a breve fala que escuto vinda de longe, assim o … more →
Raquel Agra wrote 11 months ago: A pequena pátria; a do pão; a da água; a da ternura, tanta vez envergonhada; a de nenhum orgulho nem … more →
Raquel Agra wrote 11 months ago: O vento sacode as palmeiras. Não tardará a chuva. Tem chovido tanto nos meus versos que a chuva se t … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Às vezes oiço morrer o silêncio – é o mar que se afasta, um ramo que partiu com o insuportável peso … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Durou muitos anos, aquele verão. Crescíamos sem pressa com o trigo e as abelhas. Com o sol corríamos … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Os lábios. Distante, arrefecida chama. Não só os lábios, também as estrelas são distantes. E os bosq … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Sempre assim foi: entras na noite completamente desarmado, conduzido pelo ardor dos decassílabos cam … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Fogem agora, os olhos; fogem da luz latindo. Estão doentes, ou velhos, coitados, defendem-se dos que … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Era por agosto, há muitos anos. O cheiro da sombra das oliveiras subia ao ar. Vista de baixo aquela … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Era em Laga, Setembro e as suas águas ardiam nos nossos lábios. Passou tanto tempo que para morrer s … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: A música é assim: pergunta, insiste na demorada interrogação - sobre o amor?, o mundo?, a vida? Não … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Há dias em que julgamos que todo o lixo do mundo nos cai em cima. Depois ao chegarmos à varanda avis … more →