Talvez, talvez sejam os últimos dias. Se for assim, são um esplendor. Apesar dos aviões da Nato despejarem bombas e bombas no Kosovo, a perfeição mora neste muro branco onde o escarlate da flor da bug… mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 1 week ago: Talvez, talvez sejam os últimos dias. Se for assim, são um esplendor. Apesar dos aviões da Nato desp … more →
Raquel Agra wrote 3 weeks ago: O lume. O lume rasteiro. O lume ainda. Vem de tão longe. Da casa térrea sobre a eira, casa onde qual … more →
Raquel Agra wrote 2 months ago: Eram o sal da terra, as abelhas, no ar leve e verde das tílias. Iam e vinham ligeiras como se a fadi … more →
Raquel Agra wrote 4 months ago: Iluminados pela cor do trigo os animais caminham para a única estrela ao seu alcance: a música do … more →
Raquel Agra wrote 5 months ago: Sem fadiga, as árvores regressam ao poema. Primeiro as laranjeiras, a seguir entram as tílias. Sempr … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Passaram muitos dias já, e se me lembro dessa noite de verão escurecendo de vaga em vaga foi porque … more →
Raquel Agra wrote 7 months ago: São eles que anunciam o verão. Não sei doutra glória, doutro paraíso: à sua entrada os jacarandás es … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: Há um pequeno sismo em qualquer parte ao dizeres o meu nome. Elevas-me à altura da tua boca lentamen … more →
Raquel Agra wrote 9 months ago: Não sei quem, nem em que lugar, mas alguém me deve ter morrido. Senti essa morte num arrepio da tard … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Foi um dia, e outro dia, e outro ainda. Só isso: o céu azul, a sombra lisa, o livro aberto. E alguma … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Escrevo já com a noite em casa. Escrevo sobre a manhã em que escutava o rumor da cal ou do lume, e e … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: São coisas vindas do mar. Ou doutra estrela. Seixos, ouriços, astros pequenos e vagabundos, sem búss … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Se as mãos pudessem (as tuas, as minhas) rasgar o nevoeiro, entrar na luz a prumo. Se a voz viesse. … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: De que lado viste chegar o Outono? Por que janela o deixaste entrar? És tu quem canta em surdina, ou … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Agora anoitece tão cedo – tenho medo de te perder no escuro. Lembro-me dos cisnes selvagens que do l … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: É apenas o começo. Só depois dói, e se lhe dá nome. Às vezes chamam-lhe paixão. Que pode acontecer d … more →