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	<title>pombagira &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/pombagira/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "pombagira"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 04:10:02 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[O Que Pode Pombagira?]]></title>
<link>http://ocandomble.wordpress.com/?p=280</link>
<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 23:50:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuela</dc:creator>
<guid>http://ocandomble.pt.wordpress.com/2008/08/17/o-que-pode-pombagira/</guid>
<description><![CDATA[
Favores e oferendas
Pode-se pedir de tudo a Pombagira, como a qualquer divindade ou entidade afro-b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ocandomble.wordpress.com/files/2008/08/image004.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-282" src="http://ocandomble.wordpress.com/files/2008/08/image004.jpg?w=191" alt="" width="191" height="300" /></a></p>
<p><strong>Favores e oferendas</strong></p>
<p>Pode-se pedir de tudo a Pombagira, como a qualquer divindade ou entidade afro-brasileira, mas a sua fama está muito colada às questões de afecto, amor e sexualidade.</p>
<p>Quando se recorre a Pombagira, busca-se o conforto de três maneiras:</p>
<p>1) Consultando-se com ela durante uma gira ou toque em que ela está presente pelo transe, em sessões que ocorrem muito tarde da noite, geralmente às sextas-feiras;</p>
<p>2) Em contacto com ela em sessão reservada, geralmente à tarde, quando o terreiro oferece consultas privadas;</p>
<p>3) Tendo o pai ou mãe-de-santo como intermediário, podendo eles usar o jogo de búzios, o oráculo dos orixás, o que acontece quando se trata de terreiro mais próximo de práticas do candomblé.</p>
<p>A um pedido sempre corresponde algum tipo de oferenda. Vejamos, a título de ilustração, duas fórmulas para se alcançarem favores de Pombagira.</p>
<p>1) Oferenda para Pombagira Cigana manter um homem ao lado de uma mulher: Perto da meia-noite, numa encruzilhada em forma de T, depois de pedir licença ao dono supremo de todas as encruzilhadas, Exú, recitar ou cantar dois pontos de Pombagira e depois arriar, sobre uma toalha de cores vermelho e preto, um batom, um par de tamancos, um par de brincos, sete velas vermelhas, uma garrafa de cachaça, vinho ou champanhe, sete fitas vermelhas e sete rosas vermelhas. Fazer o pedido e se afastar de costas (Alkimin, 1993:  26).</p>
<p>2) Oferenda a Pombagira Sete Saias para transformar uma inimiga em grande amiga: Preparar uma farofa de farinha de mandioca crua misturada com mel e arrumar no centro de um alguidar (prato de barro). Em volta colocar sete velas brancas, sete fitas de cores diferentes, sete rosas vermelhas, uma garrafa de champanhe e uma cigarrilha. Arriar numa encruzilhada em T, depois de pedir licença a Exu, numa noite de sábado ou segunda-feira (ibidem:  34).</p>
<p>3) Trabalho para Pombagira Calunga do Mar para despertar o interesse sexual de um homem: Numa meia-noite de segunda-feira, arriar na praia, depois de pedir licença a Ogum Beira-Mar e Iemanjá, um prato de barro contendo um limão, um maço de cigarros, sete contas de porcelana, um pente e um batom. Entrar na água e entregar, uma a uma, doze rosas amarelas. Junto ao prato, acender sete velas vermelhas (ibidem:  42).</p>
<p>A Umbanda praticamente eliminou o sacrifício ritual, por isso Pombagira tem a sua "dieta" limitada aos seguintes alimentos: farofa de farinha de mandioca com azeite de dendê e pimenta, que é o padê, comida predilecta de Exú; farofa de farinha de mandioca com mel; aguardente, vinho branco ou champanhe (cidra, uma espécie de champanhe barata feita de maçã); carne crua com azeite de dendê e pimenta; farofa com carne-seca desfiada e pimenta; coração de boi assado na brasa, com sal e pimenta.</p>
<p>No candomblé, entretanto, Pombagira recebe sacrifício votivo de galinhas pretas e, quando se pretende atingir objectivos mais difíceis, de cabras pretas e novilhas. Na Umbanda a oferenda de alimento preferencialmente vai para um lugar fora do terreiro (encruzilhada, praia etc.), mas no candomblé as comidas são depositadas ao "pé da Pombagira", isto é, junto às suas representações materiais compostas de boneca de ferro (geralmente com chifres e rabo, como o diabo), tridentes arredondados de ferro, lanças de ferro e correntes (elementos presentes também nos pontos-riscados), representações que permanecem guardadas, longe dos olhos dos não-iniciados, nas dependências reservadas para o culto de Exú.</p>
<p>Descobrir qual é a oferenda certa para agradar Pombagira, e assim conseguir o favor almejado, representa sempre um grande desafio para os pais e mães-de-santo que presidem aos cultos. O prestígio de muitos deles vem da fama que alcançam por serem considerados, por seguidores e clientes, bons conhecedores das fórmulas correctas para esse agrado.</p>
<p>Do livro de Reginaldo Prandi, <em>Herdeiras do Axé</em>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pombagira]]></title>
<link>http://ocandomble.wordpress.com/?p=82</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 00:08:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuela</dc:creator>
<guid>http://ocandomble.pt.wordpress.com/2008/05/15/pombagira/</guid>
<description><![CDATA[
Pomba Gira é uma das entidades mais polémicas que conheci nos meus anos de estudo e trabalho no C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://ocandomble.files.wordpress.com/2008/05/001pombogira.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-84" src="http://ocandomble.wordpress.com/files/2008/05/001pombogira.jpg" alt="" width="261" height="400" /></a></p>
<p>Pomba Gira é uma das entidades mais polémicas que conheci nos meus anos de estudo e trabalho no Candomblé. Muito se diz sobre estas entidades: que foram mulheres da vida e que ao morrer se transformaram, que são espíritos demoníacos, que pervertem a sexualidade das pessoas, afastam casais, aproximam, enfim, todo o tipo de adjectivos lhes têm sido dados.</p>
<p>Pombagira, Bombogira, Exú Mulher ou ainda Bomobonjira, são todas formas de a denominar. Em especial, é mais utilizada a denominação Pombagira que nos chega pela influência Banta (Angola). A Entidade Banta Aluvaiá-Pombagira que foi trazida de África durante o fluxo de escravos para o Brasil e então submetida à entidade Iorubana Exú, durante todo o processo de miscigenação que se desenvolveu no Brasil, sendo colocada e entendida como a sua vertente feminina. </p>
<p>O facto de esta ser uma entidade que é entendida e cultuada de diferentes formas por diversas nações do Candomblé, pela Umbanda e pela Kimbanda, prova desde logo que se tratou de um processo de adaptação não consensual que ainda hoje perdura.<br />
No Candomblé mais tradicional, como o Ketu, estas entidades não são cultuadas. No Candomblé tradicional, cultua-se exclusivamente o Orixá Exú que é uma entidade masculina, cuja simbologia é unicamente fálica, e portanto nada tem de feminino. No entanto, as Pombagiras existem de facto, não são Orixás, mas assim mesmo, são cultuadas também no Candomblé, embora nas nações menos tradicionais.</p>
<p>Como membro do Candomblé Ketu, o conceito que formei sobre quem são as Pombagiras é simples: são seres do mundo astral, guerreiras tanto quanto Exú, que estão bem próximas da nossa esfera humana, algumas já reencarnaram e outras não. Convivi de perto com Maria Padilha. Tive oportunidade durante os anos de vê-la, assim como às outras que pertenciam a várias médiuns do terreiro, realizarem inúmeros trabalhos: ajudar a vencer obstáculos, a ser feliz no amor, vencer problemas de saúde de desarmonia conjugal, e muitas outros problemas que as pessoas tinham e sobre os quais lhe pediam auxílio.</p>
<p>Pombagira subdivide-se numa enorme legião onde cada qual tem o seu nome próprio, conforme a sua área de actividade. Temos a linha das que pertencem às encruzilhadas como Pomba Gira Rainha das 7 Encruzilhadas; a linha do cemitério liderada pela Pombagira da Calunga; a linha das ciganas, lideradas pela Pombagira Cigana; e a linha ligada aos locais ermos, liderada pela Pombagira, Maria Mulambo. Com relação às suas manifestações nos médiuns, normalmente como mulheres, as suas legiões podem adoptar nomes como Pombagira Rosa, mas pertencendo a esta ou àquela linha, liderada pela chefe correspondente.</p>
<p>Uma coisa é muito certa, todo e qualquer problema que colocamos nas mãos de qualquer uma delas tem solução. A sua força é guerreira, a sua vibração magnética é carregada de sensualidade e alegria, tanto que a sua chegada aos médiuns é sempre alegre, solta e sensual.</p>
<p>Exú tem ligação com a força sexual criativa, e a Pombagira por sua vez com a circulação dessa energia criativa existente na vida e no Universo. Lamentavelmente a sua reputação tornou-se péssima devido a erros de incorporação dos próprios médiuns, que por deturpações pessoais as transformaram em seres com fama de depravadas, libidinosas e cruéis.</p>
<p>O importante ao invocá-las é lembrar sempre que, são entidades complexas de personalidade forte, e que nunca perdoam uma falta de palavra dada. O importante também é não invocá-las para trazer prejuízo a outrem, porque elas o farão com certeza, mas a dívida kármica adquirida ficará por conta de quem pediu.</p>
<p>Quanto ao seu aspecto sensual, faz parte de sua polaridade, não querendo significar com isso depravação ou perversão. Até hoje não conheci nenhuma mulher que tenha deixado de ser honesta por culpa de qualquer uma delas.</p>
<p>O importante é que elas existem com certeza, e isso presenciei, assisti e convivi.</p>
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