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	<title>religare &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/religare/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "religare"</description>
	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 04:49:00 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[O Deus de Descartes (1)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=3208</link>
<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 17:59:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=3208</guid>
<description><![CDATA[
Considero Descartes ― a par com Leibniz e Kant ― uma das mentes mais brilhantes da filosofia po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Descartes, René Descartes, religião, Deus, Cristianismo --></p>
<p>Considero Descartes ― a par com Leibniz e Kant ― uma das mentes mais brilhantes da filosofia post-cristã, contando todos os filósofos do século 19 e 20 (talvez possamos também incluir Wittgenstein no rol).</p>
<p>Bertrand Russell escreveu sobre Descartes:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;padding:10px;"><span style="font-style:italic;" />“René Descartes (1596 - 1650) é considerado o fundador da filosofia moderna, e penso que com razão.”</span> ― (História da Filosofia Moderna).</div>
<p>
<!--more--></p>
<p>Naturalmente que Russell, como ateu inveterado, referia-se ao Discurso do Método, mas “esqueceu-se” de referir que Descartes ligou a ciência  à metafisica, tal qual o fazem hoje os filósofos quânticos ― mas Descartes não o fez por simples influência da Escolástica, como pretendem fazer crer os doutos ― detentores de alvarás de inteligência ― da filosofia exclusivista do naturalismo contemporâneo. Fê-lo porque a própria lógica da filosofia de Descartes o exigiu, através de uma necessidade intrínseca do próprio Discurso do Método e do conceito de “Cogito”. <span style="background:oldlace;" />Simplesmente não é possível falar em “ideias” e “pensamento” e aplicar estes conceitos exclusivamente à ciência indutiva e empirista.</span> Descartes parte do “penso, logo existo” que aplicou ao Discurso do Método  para elaborar a sua metafísica, isto é, parte de um mesmo princípio para fundamentar o seu conceito de ciência e de metafísica transcendental. </p>
<p>Descartes é genial porque é simples; ele não complica: constata (evidência), analisa (análise), sintetiza (síntese) e enumera (enumeração), utilizando assim as bases do Método. Assim como um pintor genial faz uma meia dúzia de traços e transmite uma ideia, Descartes utiliza o “ovo de Colombo” da simplicidade de raciocínio para transmitir a complexidade ideológica da realidade, atributo este que só aos génios é possível.  </p>
<p><b>Descartes dividiu as nossas “ideias” em três categorias: inatas, adventícias e factícias. </b></p>
<p>As ideias inatas são as que nascem connosco e que nos fazem diferentes uns dos outros desde que nascemos. As ideias inatas de Mozart tornaram possível que ele escrevesse as suas primeiras obras musicais aos 3 anos de idade, mas minhas ideias inatas não me permitiram tal façanha. Portanto, segundo Descartes, as pessoas nascem diferentes na medida em que têm ideias inatas diferentes.</p>
<hr width="500" />
<div style="font-family:arial;color:navy;" />Naturalmente que a absoluta lógica deste conceito contraria a teoria da “tábua-rasa” (inerente ao ser humano) dos estóicos e dos materialistas em geral. Os darwinistas eliminaram habilidosamente o conceito de “tábua-rasa” e substituíram-no pelo “epifenomenalismo” de Huxley. Existe aqui um jogo do “gato e do rato”: à medida que a ciência vai avançando e colocando em causa o monismo naturalista, os naturalistas vão inventando novos obstáculos, fazendo de conta que os obstáculos já eliminados pela evidência dedutiva científica e matemática nunca existiram. Aconteceu exactamente isto com o determinismo científico que foi colocado em causa pela ciência através do princípio da incerteza de Heisenberg: logo a seguir, Karl Popper, preocupadíssimo com o avanço da Física quântica e da matemática em direcção à demonstração metafísica, cria um novo regulamento dogmatizante em relação à ciência: a teoria da falsibilidade (os antolhos de Popper).<br />
As ideias inatas têm certamente uma componente de influência genética, mas a genética não explica tudo. </div>
<hr width="500" />
<p>As ideias adventícias são as que nos parecem estranhas ou vindas do exterior. Se calha, as ideias deste postal são adventícias para o(a) leitor(a). As ideias adventícias compreendem também as ideias das coisas naturais.<br />
As ideias factícias são as que são formadas ― ou elaboradas ― por nós próprios; por exemplo, as ideias que são fruto da nossa imaginação. </p>
<p>Ora todas as ideias (sejam elas  inatas, adventícias e factícias) são iguais (ou são equivalentes, conforme o caso) se as considerarmos do <b>ponto de vista subjectivo</b>. </p>
<p><b>Sob o ponto de vista subjectivo</b>, o conjunto das minhas ideias é equivalente ao conjunto das ideias do(a) leitor(a), por um lado, e são iguais entre elas ― as minhas ideias! ― quando analisadas subjectivamente (isto é, as minhas ideias inatas, adventícias e factícias são subjectivamente iguais), por outro. Sob o ponto de vista subjectivo, as ideias são simples actos mentais, e por isso têm ― em princípio ― equivalência entre as ideias de todos os seres humanos, e são iguais entre si, no que respeita à classificação supracitada, quando aplicadas a um mesmo sujeito.<br />
<b>Sob o ponto de vista subjectivo</b>, ninguém pode dizer com toda a segurança que as ideias de um ser humano com síndroma de Down não são equivalentes (não iguais, mas equivalentes) às ideias de Albert Einstein, assim como ninguém pode dizer que um quilo de algodão não seja equivalente a um quilo de chumbo. </p>
<p>Porém, <b>sob o ponto de vista objectivo</b> ― isto é, quando as ideias são aplicadas a uma realidade objectiva ― as ideias são totalmente diferentes umas das outras, não só nas minhas três categorias de ideias entre si (inatas, adventícias e factícias ), como as minhas ideias em relação com as ideias do(a) leitor(a). Sob o ponto de vista objectivo, <span style="background:yellow;" />as ideias representam “coisas”</span> mas não são simples imagens das coisas que representam porque os princípios do Método Cartesiano se lhes aplica (análise e síntese). </p>
<p><span style="background:yellow;" />Sendo que as ideias representam “coisas”, elas podem ser examinadas no sentido de se descobrir a “causa” que as produzem.</span> Naturalmente que Huxley e Darwin inventaram o epifenomenalismo, que consiste na teoria de que as ideias e o pensamento são simples excrescências do cérebro ― e nada mais do que isso. A filosofia quântica, baseando-se na Física quântica, já refutou esta teoria. </p>
<p>Contudo, Descartes coloca uma questão pertinente: as ideias que representam as coisas naturais não contêm nada de excepcionalmente perfeito que não pudessem ser produzidas por um ser humano ― porque o ser humano e as coisas naturais encontram-se no mesmo plano da realidade objectiva. Porém, no que diz respeito à ideia de Deus ― absoluta, intemporal, criadora ― é difícil pensar que um ser humano a pudesse ter criado. A ideia de Deus é a única ideia na qual existe algo que não pode vir de um ser humano, na medida em que nenhum ser humano possui as perfeições que estão representadas nessa ideia. Descartes diz-nos que a <b>causa</b> de uma ideia deve ter (pelo menos) tanta perfeição quanto a perfeição que a ideia representa, e por isso, a <b>causa da ideia</b> de uma entidade com as características de Deus só pode vir de Deus, assim como a <b>causa da ideia</b> de uma substância infinita só pode ser uma substância infinita. </p>
<p>E conclui Descartes: a simples presença em nós da ideia de Deus ― mesmo que essa ideia nos repugne até à náusea ― demonstra a existência de Deus. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bankers Petroleum cleans up Patos oil field]]></title>
<link>http://qafirarnaut.wordpress.com/?p=91</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 04:42:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>qafirarnaut</dc:creator>
<guid>http://qafirarnaut.wordpress.com/?p=91</guid>
<description><![CDATA[Abdel Badwi CEO of Bankers Petroleum appears on Canada&#8217;s Business News Network to showcase the]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Abdel Badwi CEO of Bankers Petroleum appears on Canada's Business News Network to showcase the achievements of this junior oil exploration and production company in Albania.  The results have been stellar and Albania just received great exposure as a good country for Canadian business. In addition to making money, Bankers is also cleaning up the environmental damage caused by the reckless exploitation of the communist era.</p>
<p><strong>http://watch.bnn.ca/commodities-report/august-2008/the-commodities-report-august-29-2008/#clip86838</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Blaise Pascal]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=3089</link>
<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 09:23:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=3089</guid>
<description><![CDATA[
Neste comentário faz-se referência a Blaise Pascal. Tenho-o esquecido neste blogue e vou falar de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Blaise Pascal, Jansenismo, determinismo, fatalismo --></p>
<p><a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/08/30/a-oligarquia-e-a-crise-de-seguranca/#comment-2146">Neste comentário</a> faz-se referência a Blaise Pascal. Tenho-o esquecido neste blogue e vou falar dele ― das coisas boas e menos boas.</p>
<p>Existe uma diferença entre “fatalismo” e “determinismo”. O determinismo implica a ideia de que a natureza retira, por si e através da sua lógica endógena de criação e destruição, a liberdade ao ser humano; o determinismo está ligado à ideia de um monismo naturalista e cientificista (o caos que gera a vida e que a destrói), ou à ideia de um panteísmo (Espinosa; Deus que coincide com a natureza).<br />
O fatalismo (fado) liga-se à ideia da existência de uma  “Providência” divina que tudo controla, e que é o próprio Deus-providência que nos retira a liberdade (Jansenismo).<br />
<!--more--><br />
Em todos os postais que escrevi aqui com o título “Thomas Huxley não tinha razão”, está bem patente a minha preferência ― baseada numa lógica filosófica quântica ―  pelo panenteísmo: Deus está presente no universo e para além deste. Um panenteísta muito conhecido foi Leibniz. Existem filosofias panenteístas contemporâneas, como a da religião dos Siques (Siquismo); o próprio Budismo moderno adopta o panenteísmo (quando combina o imanentismo do Samsara e do Kharma, com um teísmo), e o Cristianismo original era panenteísta. De certa forma, o Budismo Mahayana moderno do Dalai-lama (o Budismo do “grande carro”) é inclusivista e abrangente, enquanto o Budismo Hinayana (o Budismo do “pequeno carro”) é uma espécie de Jansenismo oriental.</p>
<p>O panenteísmo defende a ideia de que existe, de facto, uma percentagem de liberdade (livre-arbítrio) do ser humano, embora existam obviamente condicionalismos de ordem física, cultural, ambiental, genética, etc. Assim como Deus está no Universo e para além do Universo, assim o Homem está no mundo e para além do mundo. </p>
<p>Blaise Pascal era um jansenista ― seguidor das ideias do Bispo Cornélio Jansénio, de Port-Royal. O Jansenismo propõe uma “doutrina dos eleitos” ― elitista ― segundo a qual que existe uma plêiade de espíritos ― teoria que preconizava um rigorismo moral e religioso alheio a todo o compromisso, fazendo depender a salvação apenas da acção divina reservada a uma elite. Por isso é que nós vemos <a href="http://jansenista.blogspot.com/search?q=aborto">alguns Jansenistas que condescendem com o aborto quando praticado pelo vulgo</a>, porque partem do princípio de que só uma elite pode, por graça divina, condescender com a compreensão das consequências espirituais que o aborto acarreta (no caso <a href="http://jansenista.blogspot.com/">deste "jansenista"</a>, o “Jansenismo” procura os mesmos métodos de Jansénio com premissas filosóficas diferentes, mas o resultado é equivalente). Não digo que a tese inclusivista do padre jesuíta Molina fosse inócua e altruísta; o que eu digo é que o egoísmo não justifica o cinismo. </p>
<hr width="500">
<p>Blaise Pascal ficou conhecido pelas suas teses sobre <strong>“o limite da razão no conhecimento científico”</strong> (mais tarde retomada por Kant), sobre <strong>“a compreensão holística do Homem”</strong>, sobre a <strong>“Condição Humana”</strong> (na esteira de Montaigne), sobre o <strong>“divertimento como meio de alienação”</strong> e sobre <strong>“a fé”</strong>.  Num próximo postal falarei disto tudo, porque as férias acabaram e o tempo já não passa. </p>
<p style="font-size:9px;font-weight:700;">
<p><a href="http://technorati.com/tag/filosofia" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=filosofia" alt=" " />filosofia</a>, <a href="http://technorati.com/tag/Pascal" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=Pascal" alt=" " />Pascal</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (10)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2850</link>
<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 22:03:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=2850</guid>
<description><![CDATA[Buraco-negro giratório
Através da lógica matemática, o físico Martin Kruskal (entre outros) con]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[caption id="attachment_2853" align="alignleft" width="344" caption="Buraco-negro giratório"]<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/buraco-negro2.jpg" alt="Buraco-negro giratório" width="344" height="318" class="size-full wp-image-2853" />[/caption]
<p style="line-height:20px;">Através da lógica matemática, o físico Martin Kruskal (entre outros) conseguiu solucionar a questão do comportamento dos buracos-negros. Esta imagem aqui ao lado pretende dar uma ideia de como Kruskal definiu o que acontece no buraco-negro. Já antes dele, o matemático australiano Roy P. Kerr descobriu (nos anos sessenta do século passado) que existem buracos-negros giratórios, isto é, buracos-negros com massa em rotação, e que o buraco-negro rotativo ganhava uma estrutura própria. </p>
<p style="font-weight:700;font-size:9px;">Nota: os “poços” ou mini-buracos-negros quânticos têm uma estrutura semelhante aos buracos-negros do macrocosmos. </p>
<p>O que acontece dentro de um buraco-negro rotativo? À medida que nos aproximamos do “limite estático” (orla exterior), independentemente da velocidade a que viajemos (inferior à da luz), começamos a observar que qualquer luz que emitamos a partir da nossa nave espacial é literalmente desviada na direcção da rotação do buraco, isto é, a luz emitida pela nossa nave passa a acompanhar a massa em rotação em torno do buraco-negro, como se existisse um gigantesco “vento” invisível que “soprasse” a luz no sentido da rotação do buraco-negro. </p>
<p>Depois de atravessarmos o “limite estático”, entramos na “ergosfera”, que é a fonte de energia rotativa.  Trata-se de uma zona energética onde a luz é “desviada” circularmente e atraída pela gravidade em direcção ao centro do buraco-negro. Nesta região, a nossa nave ainda poderia (com muita sorte) escapar à gravidade do buraco-negro, e da ergosfera poderia ser extraída energia (ser fonte de energia). A propósito da “ergosfera”, o cientista Roger Penrose descobriu um princípio segundo o qual, se uma nave se partisse em dois ao entrar nesta zona do buraco-negro, uma das metades seria ejectada com mais energia do que dispunha ao entrar, enquanto a outra seria capturada pelo buraco-negro (ver “<a href="http://google.com/search?q=penrose+mechanism" target="_blank">mecanismo de Penrose</a>”).</p>
<p><!--more--></p>
<p>Se a nossa nave espacial pudesse continuar a sua viagem, entraria na região chamada de “horizonte de acontecimentos exterior” (HAE). Mais interior e junto da “singularidade” do anel, existe um circulo interno que é chamado de “horizonte de acontecimentos interior” (HAI). Na zona entre o <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr> e o <abbr title="horizonte de acontecimentos interior">HAI</abbr>, o tempo e o espaço andam ao contrário (às avessas), e desta zona a nossa nave espacial já não poderia regressar; teríamos que forçosamente seguir em frente (num buraco-negro não-rotativo, a nossa nave seria imediatamente absorvida pela “singularidade” do buraco-negro).</p>
<p>Mal entramos e atravessamos a zona do <abbr title="horizonte de acontecimentos interior">HAI</abbr>, o espaço e o tempo voltam a inverter-se, e o mundo parece regressar ao seu estado normal. Se pudéssemos voltar ao espaço exterior ao buraco-negro, teríamos que voltar a atravessar o <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr>, voltando à região do espaço e do tempo “às avessas”, passando depois à ergosfera onde o espaço e o tempo voltariam ao normal, saindo depois do “limite estático” do buraco. Porém, quando saímos agora da ergosfera para o espaço exterior, o universo já não é necessariamente o mesmo, e será provavelmente um universo anterior àquele universo em que estávamos quando iniciamos a viagem pelo buraco-negro rotativo. O buraco-negro é, assim, uma máquina  do Tempo. </p>
<p>Os acontecimentos que rodeiam o buraco-negro rotativo são vias de sentido único. Uma vez que entremos na região do <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr>, o espaço e o tempo invertem-se e somos obrigados a seguir em frente no espaço, como somos obrigados ― em circunstâncias normais e fora do buraco-negro ―  a seguir em frente no tempo. <span style="background:yellow;">A nossa condição normal terrena é a de que nos encontramos cativos pela corrente do tempo ― não podemos voltar atrás ― devido ao fluxo temporal gerado pelos minúsculos buracos-negros (“poços”) que existem no microcosmos quântico. Os lapsos (falhas) no Espaço-tempo quântico (os minúsculos buracos-negros) são pequenos “sugadores” de tempo que “sugam” o próprio tecido do Espaço-tempo. </span></p>
<p>O futuro pode ser “puxado” para dentro de um buraco-negro, o que permite que avancemos em direcção ao futuro. Enquanto nos mantivermos fora dos limites estáticos dos buracos-negros (micro ou macro), nada se passa de anormal. Contudo, se decidíssemos passar o <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr> e o <abbr title="horizonte de acontecimentos interior">HAI</abbr>, descobriríamos que tudo se teria invertido, e em vez de sermos novamente arrastados para o interior do buraco-negro, seríamos agora empurrados em frente e para o exterior, entrando num outro universo.</p>
<p>Portanto, enquanto os buracos-negros absorvem a matéria e a luz, os buracos-brancos "cospem" a matéria e a luz. Do lado do buraco-negro vemos o futuro a passar para o passado, e no lado do buraco-branco experimentamos o passado a passar por nós em direcção ao futuro. </p>
<p style="font-size:9px;font-weight:700;color:navy;">Imagem <a href="http://blahla.wordpress.com/category/physics/" target="_blank">daqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (9)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2830</link>
<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:26:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=2830</guid>
<description><![CDATA[Os “milagres”, a matéria e anti-matéria, a luz que podemos “agarrar” e a “Singularidade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight:700;color:navy;font-size:14px;font-family:arial;">Os “milagres”, a matéria e anti-matéria, <a href="#a luz que podemos" />a luz que podemos “agarrar”</a> e a <a href="#Singularidade">“Singularidade”</a></p>
<p>[caption id="attachment_2838" align="alignleft" width="324" caption="Par electrão / positrão"]<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/electron-positron.jpg" alt="Par electrão / positrão" width="324" height="238" class="size-full wp-image-2838" />[/caption]
<p style="line-height:20px;">O electrão é uma ínfima porção de electricidade que é responsável pela estrutura dos átomos e das moléculas, e naturalmente é também responsável ― nomeadamente ― pela estrutura do nosso sistema nervoso central. Contudo, já vimos que a “Consciência” existe ― na forma de ondulação quântica ― independentemente da existência “material” do nosso cérebro. </p>
<p>Richard Feynman, Nobel da Física, defendeu a tese de que todas as partículas do universo poderiam ser reduzidas a uma só partícula ― a um electrão. Sabemos que sem a actividade do electrão, toda a actividade química não poderia existir; mas como seria possível reduzir as partículas do universo a um só electrão? Segundo Feynman, a resposta estaria na possibilidade de se poder viajar para trás no tempo; se o electrão conseguisse viajar para trás no tempo, ele poderia surgir em dois lugares espaciais em simultâneo. De igual modo, esse electrão poderia surgir simultaneamente em inúmeros locais e constituir um universo de electrões. </p>
<p>Portanto, a reversibilidade e o avanço do “universo do Tempo” constitui uma possibilidade que permitiria reduzir o “universo do Espaço” à sua partícula mais ínfima. E aqui entramos na área a que as religiões e a ciência convencionaram chamar de “milagres”, por exemplo, o “milagre” da ubiquidade ― a capacidade de alguém poder estar em dois locais diferentes em simultâneo. </p>
<p><!--more--></p>
<p>Esta ideia é extraordinária: suponha o leitor que ― por artes de uma ciência e de uma técnica que ainda não existem, ou melhor, que sempre existiram mas que nós ainda não as “inventamos” ― conseguia viajar apenas dez segundos para trás no tempo, depois de ter entrado por uma porta e de se sentar numa cadeira na sua sala-de-estar, isto é, no momento em que se senta na cadeira, a viagem de 10 segundos em direcção ao passado inicia-se, e nesse preciso momento do início da contagem, o leitor levanta-se e dirige-se para a porta da varanda da sala-de-estar. Para os observadores externos, os relógios seriam progressivamente atrasados dez segundos, e passados os dez segundos de retrocesso no Tempo, o leitor apareceria simultaneamente em duas portas : à porta da sala e à porta da varanda; entrava por uma porta e simultaneamente saía por outra porta. </p>
<p>Para além da possibilidade da reversibilidade do Tempo, um holograma sofisticado pode perfeitamente explicar a ubiquidade. Costumamos dizer que “inventamos” o holograma ― que faz uso de uma propriedade de todas as ondas: o facto de elas terem amplitudes e fases. Contudo, já no seu Tempo, Kant escreveu que “tudo o que possamos imaginar e inventar, existe previamente”. Nós não inventamos nada; simplesmente descobrimos que as coisas existem. </p>
<p>Definitivamente, o “milagre” não constitui uma violação de nenhuma “lei natural”, por dois motivos concomitantes: primeiro, porque as “leis naturais” são as nossas leis naturais do nosso Tempo ― que não foram as leis naturais do século 18, e não serão seguramente as leis naturais do século 22 ― e não necessária e exactamente as leis do universo. Aquilo a que chamamos de “leis naturais” são uma linguagem codificada baseada numa lógica de perspectiva e não holística,  que nos permite uma transmissão semântica (progressiva) do conhecimento que vamos acumulando, o que significa que essas leis vão sendo alteradas à medida que avançamos no conhecimento do universo. Depois, e em consequência, porque os “milagres” estão em perfeita consonância com as leis do universo que, por vezes, não coincidem totalmente com as nossas leis naturais. </p>
<p>Muitos dos chamados milagres  são truncagens da dimensão do Espaço-tempo, “jogam” com a intermutabilidade do espaço e do tempo na definição das condições do universo. A “aceleração” do tempo em relação ao nosso Espaço-tempo poderia permitir o “milagre” da transformação de um fruto embrionário de uma árvore num fruto maduro em apenas em alguns segundos do nosso tempo terrestre (acelerando-se o processo de crescimento do fruto com a aceleração do Tempo do nosso Espaço-tempo), assim como poderia transformar a água no vinho das bodas de Canaã em questão de minutos ― naturalmente com a intervenção de uma “Consciência”  que seja dotada de uma complexidade de tal grandeza que lhe permitisse a capacidade e o conhecimento para interferir desta forma no nosso Espaço-tempo. </p>
<hr width="500">
<p><a name="a luz que podemos">A celebérrima fórmula de Einstein</a> (<strong>E=Mc<sup>2</sup></strong>) coloca em equação a Energia (E) e a Matéria (M), multiplicando esta última duas vezes pela velocidade da luz ( c ) . Segundo esta fórmula, a matéria seria energia luminosa aprisionada (condensada).<br />
Podemos observar as consequências da aplicação desta fórmula no processo físico de “aniquilação electrão/positrão”, e também no processo inverso conhecido como “criação electrão/positrão”. No decurso destes processos, os electrões colidem com os positrões (os positrões são os “electrões” da anti-matéria) e em resultado dessa colisão ambos desaparecem e dão lugar a partículas luminosas chamadas “fotões”; se a energia disponível for suficientemente elevada, é possível inverter o processo e transformar os fotões em positrões e electrões, isto é, em matéria e anti-matéria. </p>
<p>Por outro lado, através da gravidade, a luz também se deixa “agarrar”. Quando a gravidade atinge uma determinada dimensão, a luz é “agarrada” pelos buracos negros, isto é, é dobrada em círculo, absorvida pelo buraco negro e provavelmente expelida por um buraco branco num outro qualquer Espaço-tempo do universo.<br />
De igual modo, a “espuma quântica”, com os seus minúsculos buracos negros que constituem lapsos do Espaço-tempo ― aqui designados por “poços” ― , geram campos gravitacionais intensíssimos com raios de acção extremamente curtos que “agarram” a luz.</p>
<p>Portanto, mesmo a nível do microcosmos a luz é “aprisionada” através de fenómenos gravitacionais ― e não só a nível do macrocosmos. Mais adiante voltaremos a este assunto, quando abordarmos a estabilidade das partículas no interior dos “poços” que pode determinar a desintegração da matéria.</p>
<p>A <a name="Singularidade">“Singularidade”</a> (ver no <strong><a href="http://google.com/search?q=quantum+singularity" target="_blank">Google</a></strong>) é cada um destes pontos no Espaço-tempo quântico onde as forças se encontram para além da nossa actual compreensão, mas que pode ser explicável à luz de uma ideia de “Absoluto” ou “Infinito” ― que constitui tudo aquilo que está para além do Espaço-tempo. </p>
<p style="font-family:arial;color:navy;font-size:16px;font-weight:700;">A “Singularidade” da  Física quântica é o “Absoluto” filosófico e o “Além” religioso. </p>
<p></p>
<p style="font-size:9px;color:navy;font-weight:700;">Imagem <a href="http://imagine.gsfc.nasa.gov/docs/science/how_l2/pair_telescopes.html" target="_blank">daqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guilherme de Occam e a crença do cientificismo]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2673</link>
<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 11:24:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=2673</guid>
<description><![CDATA[

Podemos dizer que o positivismo que deu lugar ao cientificismo pós-moderno iniciou-se com Guilher]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p style="float:left;width:160px;"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/sereia.jpg" style="border:1px solid black;" /></p>
<p>Podemos dizer que o positivismo que deu lugar ao cientificismo pós-moderno iniciou-se com Guilherme de Occam (1290 ― 1348), a última grande figura da Escolástica e a primeira da Idade Moderna. Occam ficou celebrizado pelo princípio conhecido como “Navalha de Occam”, segundo o qual o conhecimento implica uma relação imediata, <span style="background:oldlace;">e sem intermediários de qualquer espécie</span>, entre o sujeito cognoscente e a realidade conhecida (princípio que regula o Empirismo).<br />
Um exemplo de um “intermediário” que Occam rejeitaria poderia ser a estátua da sereia que podemos ver na baía de Copenhaga: segundo Occam e o empirismo, a estátua da sereia de Copenhaga nunca conduziria ao conhecimento das sereias se não se conhecesse previamente o conceito do que é uma sereia. Portanto, segundo Occam, a estátua da sereia (o “intermediário”) é inútil para o processo de conhecimento. </p>
<p>Mas será que as sereias existem? O empirismo científico iniciado por Occam não pode provar a não-existência de sereias. Quando alguém ouvir a um “cientista” dizer que <em>“está provado que as sereias não existem”</em>, pode dizer-lhe, com a maior autoridade do mundo, que ele mente; ou, em alternativa, convide esse “cientista” a explicar como é que a ciência chegou a essa conclusão.<br />
<!--more--><br />
A ciência não pode provar a não-existência do que que quer que seja, porque seguindo o princípio de Occam, utiliza um método de indução que se baseia na observação directa dos fenómenos. Com a eliminação dos “elementos intermediários” de Occam, o empirismo só pode provar que algo existe e não pode provar de que algo não existe, e mesmo assim, essa “prova” de existência pode ser enviesada pelo tipo de conhecimentos disponíveis no momento da observação empírica ― o que significa que o conhecimento indutivo é contingente, falível e incerto. </p>
<p>A única forma de se provar a não-existência de algo, é através da dedução ― seja através da lógica filosófica, seja pela lógica matemática ― e a dedução extrapola o empirismo, não necessita deste. Um dos filósofos que melhor defendeu o princípio da dedução aplicável à realidade foi o racionalista Immanuel Kant, com o seu conceito de “a priori”: existem noções e conceitos que não necessitam de prova empírica, mas somente de uma dedução racional; por exemplo, pode ser negada, por simples dedução racional (conceito “a priori”), a existência de um “círculo quadrado” ― não precisamos da experiência para provar que um “círculo quadrado” não existe. </p>
<p><strong>A ciência não pode provar a não-existência do que quer que seja, incluindo a não-existência de sereias.</strong>  </p>
<p>Quando alguém diz que algo não existe, segue uma crença, e não a ciência. Por isso,  podemos induzir ― e deduzir ―  que o cientificismo, que deu origem ao naturalismo do Novo Ateísmo, é uma crença. A crença do cientificismo é dogmática, persecutória, totalitária  e exclusivista: segundo os crédulos seguidores do cientificismo, nenhuma outra crença pode ser tolerada ― todas as outras crenças devem ser perseguidas e condenadas como sendo heréticas. </p>
<p>Em nome da ciência, corremos o risco de entrar numa Idade Média pós-moderna ― numa nova Escolástica, que não procurando a verdade mas a afirmação de uma verdade pré-concebida, pretende a imposição de uma ordem necessária e perfeita, na qual todas as coisas têm um lugar e uma função determinados, permanecendo nesse lugar e nessa função pela força infalível da ciência interpretada por uma elite que determina e orienta o mundo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Com esta me calo]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2565</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 17:41:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para mim, o facto de um católico defender a pena-de-morte é equiparável a um vegetariano que come]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para mim, o facto de um católico defender a pena-de-morte é equiparável a um vegetariano que come carne de porco. <strong><a href="http://dmkrt.blogspot.com/2008/08/crime-e-castigo-mais-uma-vez-em.html" target="_blank">Não  nos percamos em divagações e manobras de diversão.</a></strong> Não vamos estender a conversa para áreas que não estavam inicialmente em discussão; manobras ideológicas de tipo dilatório só servem para nos descentrar da questão principal a que me referi <strong><a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/08/08/o-castigo-da-consciencia/" target="_blank">aqui</a></strong>. </p>
<p>Eu admito que um ateu defenda a pena-de-morte, porque para ele a vida não tem exactamente o mesmo significado que a ICAR apregoa. Das duas uma: ou o que a Igreja Católica defende é genuíno, ou não. Eu acredito que a ICAR não é hipócrita quando defende a vida humana; se alguns católicos põem em causa a genuinidade das convicções da  ICAR, temos de facto um problema.</p>
<p><strong><a href="http://dmkrt.blogspot.com/2008/08/crime-e-castigo-mais-uma-vez-em.html" target="_blank">O resto</a></strong> não me interessa misturar com este tema; poderei abordar essas questões em postal separado, mas a mistura de temas não faz sentido. <strong>Quero-me concentrar apenas numa ideia: um católico não pode defender a pena-de-morte. É só uma questão de coerência.</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (8)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2512</link>
<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 09:15:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[Qual o tamanho do Universo?
Universo Quântico
É  hoje ponto assente que o nosso universo teve iní]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:navy;font-size:16px;font-weight:700;">Qual o tamanho do Universo?</span></p>
<p>[caption id="attachment_2515" align="alignleft" width="200" caption="Universo Quântico"]<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/universo-quantico.jpg" alt="Universo Quântico" width="200" height="133" class="size-full wp-image-2515" />[/caption]
<p style="line-height:20px;">É  hoje ponto assente que o nosso universo teve início com o Big Bang. Portanto, tendo tido um princípio, podemos ― sob o ponto de vista filosófico ― dizer que o universo foi criado, porque tudo o que tem um início é um efeito de uma causa. Quando os darwinistas dizem que não existiu a Criação do Universo, vão contra a própria lógica científica que pressupõe uma causa para um efeito, e por isso podemos dizer que o darwinismo esteve na origem de um <strong><a href="http://www.answers.com/topic/monism" target="_blank">monismo</a></strong> religioso dogmático: o Naturalismo. </p>
<p>Estando o universo em expansão a partir de um início, ele é finito; podemos dizer que o Universo tem uma “orla” exterior que se expande ocupando o lugar do “Nada” que está para além do universo.</p>
<p>Imaginemos a  totalidade do universo existindo na superfície de um balão: ainda que nos deslocássemos sempre na mesma direcção sobre a superfície dessa esfera, jamais chegaríamos a uma borda exterior; e se caminharmos sempre em redor da superfície do balão, não voltaremos necessariamente ao ponto de partida, embora este possa parecer idêntico ―   isto se o balão estiver em expansão, como está (ou em contracção). Este facto deve-se à introdução da dimensão do Tempo na equação.<br />
<!--more--><br />
Por esta razão se diz que o universo se encontra contido em “Nada”, porque ele contém-se a ele próprio. Porém, a comparação supracitada com o balão parte do princípio de que o observador está no seu exterior, isto é, vê o balão de fora ― em termos práticos, neste caso o observador vê o balão para “além” do espaço-tempo. Portanto o “Nada” está fora do Espaço-tempo.<br />
Nos níveis superiores  fora do espaço-tempo, o espaço e o tempo não existem. Em suma: se o espaço e o tempo se encontrassem confinados ao balão, nós que observamos o balão na sua expansão encontrar-nos-íamos num nível superior situado fora do espaço-tempo.</p>
<p>O tamanho do universo depende da velocidade a que um objecto se desloca. Quanto maior for a nossa velocidade, mais curta é a duração da viagem e mais curta a distância a percorrer. Segundo a relatividade geral de Einstein, isto deve-se ao facto de os relógios em movimento se atrasarem, e dos comprimentos em movimento se encurtarem na direcção da deslocação. Uma viagem da luz do Sol à Terra (150 milhões de Km) demora cerca de 500 segundos do nosso tempo. Porém, se estivéssemos numa nave espacial e quiséssemos empreender uma viagem ao Sol, a uma velocidade de 10% da velocidade da luz, a relatividade faria com que a viagem fosse de cerca de 5.000 segundos (83 minutos). Se aumentássemos a velocidade, o tempo da viagem começaria a decrescer mais rapidamente do que seria aparentemente  lógico e de esperar: a 70% da velocidade da luz, a nossa viagem demoraria cerca de 500 segundos ― o mesmo tempo que a luz demora a percorrer esse mesmo trajecto, quando observada pelos nossos amigos que ficaram na Terra. A 94% da velocidade da luz, a viagem demoraria 180 segundos (3 minutos), e a 99% da velocidade da luz, a viagem demoraria menos de 1 minuto. À velocidade da luz, o momento da chegada da nossa nave seria praticamente o mesmo momento da partida.</p>
<p>Se, por outro lado, a nossa nave espacial estivesse imobilizada no espaço, e o universo passasse velozmente por nós, veríamos a Terra afastar-se cada vez mais e o Sol a aproximar-se vertiginosamente. A distância da Terra ao Sol seria como uma enorme régua que, em movimento do universo, se encurtava; se essa régua passar  por nós a 99% da velocidade da luz, ela encurta-se até um comprimento de apenas 60 segundos/luz, isto é, cerca de 16 milhões de Km. Se a velocidade de deslocação do universo fosse ainda maior ― embora inferior à velocidade da luz ―, a distância do Sol à Terra, medida pela tal régua, seria inferior a meio metro. </p>
<p>Em suma: o universo pensado à velocidade da luz reduz-se ao tamanho de uma cabeça de alfinete. E ainda assim, há quem diga que Deus não existe. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley não tinha razão (7)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2471</link>
<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 15:52:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[A “luta” entre a relatividade de Einstein e o Princípio da Incerteza de Heisenberg 

Se dividir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;color:navy;font-weight:700;">A “luta” entre a relatividade de Einstein e o Princípio da Incerteza de Heisenberg </span></p>
<p style="float:left;width:275px;"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/space_time.jpg" alt="" width="267" height="188" class="alignnone size-full wp-image-2478" /></p>
<p>Se dividirmos um segundo do nosso  tempo, a meio, conservando apenas uma das metades e rejeitando a outra, e fizermos esta mesma operação ― isto é, dividirmos o “meio-segundo” que conservámos, a meio ― 150 vezes, chegaremos ao intervalo de tempo mais curto que os físicos consideram até hoje, e a que a Física quântica chamou de “<strong><a href="http://www.answers.com/chronon" target="_blank">cronão</a></strong>”.  De igual  modo, e com um centímetro, repetindo 110 vezes a sua divisão a meio, chegaremos à porção mais curta do espaço como tal considerada pelos físicos. </p>
<p>Os físicos quânticos (<strong><a href="http://google.com/search?q=John+Wheeler" target="_blank">John Wheeler</a></strong>, <em>et al</em>) deduziram que, nesta escala infinitesimal, a Física quântica se mistura com a relatividade de Einstein, o que inclui a gravidade e a produção de  “buracos negros” quânticos . Nesta escala de grandeza, os buracos negros são rasgões minúsculos no espaço-tempo que constituem um “borbulhar” contínuo ocorrendo espontaneamente; de facto, assistimos aqui a um “duelo” entre o Princípio da Incerteza de Heisenberg ― que tenta impedir a superdefinição da matéria, isto é, impedir a matéria se localizar com demasiada precisão no espaço-tempo ― e os super-enormes campos gravitacionais (em termos relativos e à escala) que ocorrem em tão reduzidas distâncias. Deste conceito, John Wheeler e os seus colaboradores extrapolaram (dedução) a ideia de “espuma quântica”, que é o resultado desse “duelo” entre o Princípio da Incerteza de Heisenberg  e a relatividade de Einstein, sendo que a espuma quântica é, provavelmente, o universo inteiro. (<a href="#tiranossauro" />ver</a>)</p>
<p>O espaço e o tempo são apenas medidas de grandeza, unidades diferentes de conversão do espaço-tempo. O espaço e o tempo encontram-se ligados e são intermutavéis, e por isso, o carácter não-absoluto do tempo e do espaço foi substituído por uma ideia de carácter absoluto do espaço-tempo.</p>
<p>Quando se diz que o Princípio da Incerteza de Heisenberg não se aplica no macrocosmos (<a href="#tiranossauro">ver</a>), esta posição é defendida porque a conexão entre o espaço e o tempo só se torna aparente (empirismo; verificação empírica) quando consideramos distâncias enormes, intervalos de tempo muito curtos, ou a objectos viajando a velocidades muito perto da velocidade da luz, porque é nestas escalas que se faz sentir (à nossa escala) a presença da gravidade ― o que não significa que em outras situações e noutras escalas, não sendo aparente e empiricamente constatável, o mesmo tipo de fenómenos não ocorra. <em>“Se uma árvore se quebra na floresta, e não houver nenhum ser humano na floresta para ouvir o ruído da queda da árvore, será que o ruído existe de facto?”</em>. Claro que sim; o facto de o ser humano não se aperceber de um determinado fenómeno, não significa que esse fenómeno não exista, só por esse facto. </p>
<p><span style="color:navy;font-size:10px;">A seguir: <a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/08/13/thomas-huxley-estava-errado-8/">“Qual é o tamanho do universo”?</a></span></p>
<p><span style="font-size:9px;font-weight:700;color:navy;"><a name="tiranossauro">(1)</a> Por isso é que a ideia da ciência determinista e determinada por “leis naturais” restritas e estáticas, e alegadamente “somente aplicáveis ao macrocosmos”, segundo a qual o Princípio da Incerteza de Heisenberg é exclusivamente aplicado ao microcosmos ― e nunca  aplicável no macrocosmos conforme defendido <a href="http://tyrannosaurus.wordpress.com/2008/08/05/as-leis-da-natureza/" target="_blank" />aqui</a> --, está desfasada, porque a análise empírica do macrocosmos constitui uma visão parcial do universo, e portanto desfasada do seu conjunto e da sua verdadeira realidade. Por muito que custe à nomenclatura científico-técnica  clássica, vão ter que se habituar a novas ideias sobre o universo. Mais adiante falaremos mais concisamente sobre a aplicabilidade do “princípio da incerteza”, e do seu “duelo” com a relatividade de Einstein, em todo o universo. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (6)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2449</link>
<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 19:49:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Worm hole
Com a relatividade geral de Einstein, a ideia de “buraco negro” popularizou-se. O “]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p style="float:left;width:220px;text-align:center;font-size:9px;font-weight:700;" /><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/wormhole.jpg" alt="Wormhole" width="211" height="202" class="size-full wp-image-2451" /><br>Worm hole</p>
<p><span style="line-height:20px;">Com a relatividade geral de Einstein, a ideia de “buraco negro” popularizou-se. O “buraco negro” é um lugar no espaço onde o espaço e o tempo se “dobram” um sobre o outro, gerando um campo gravitacional tão intenso que suga toda a matéria à sua volta e nem sequer a luz escapa. Martin Kruskal, um físico de Princeton, descobriu que o “buraco negro” tinha outro lado: o “buraco branco”, que desempenha o papel oposto do “buraco negro”. </span></p>
<p>O buraco branco “cospe” tudo para fora de si num sentido temporal invertido, e o estranho é que estando os buracos negros e brancos ligados, o buraco negro e o branco não são ou não fazem parte do mesmo buraco. </p>
<p>Se conseguíssemos viajar mais rápido que a velocidade da luz, ao entrarmos num buraco negro seríamos instantânea e imediatamente cuspidos para o exterior pelo buraco branco, como se entrássemos numa sala e simultaneamente estivéssemos a sair dela! Mas ainda assim poderíamos “emergir” no buraco branco num local que se encontrasse a milhões de milhões de anos/luz do local de entrada do buraco negro. A estes túneis espaço-temporais, os físicos quânticos chamaram de “Worm Tunnels” (túneis de minhoca). </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As sociedades secretas (6)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2332</link>
<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 00:07:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=2332</guid>
<description><![CDATA[

Fernando Pessoa escreve uma carta aberta ao deputado José Cabral, através da qual explica porque]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p style="float:left;width:55px;"><img src="http://espectivas.files.wordpress.com/2007/07/newslineeyeanim.gif" alt="" /></p>
<p>Fernando Pessoa escreve uma carta aberta ao deputado José Cabral, através da qual explica porque razão a iniciativa do deputado, ao tentar fechar as lojas maçónicas em Portugal, é uma estupidez. Fernando Pessoa afirma peremptoriamente que não é mação, ao mesmo tempo que diz que não é anti-mação. </p>
<p>De certa forma, dou razão ao poeta. Imaginemos que se sabe da existência de reuniões, em determinado local, de um grupo de pessoas conotadas com a Al Qaeda. Seria de todo estúpido fechar o local da reunião deixando as pessoas do grupo à solta. E mais estúpido seria prenderem-se as pessoas pensando que a organização se extinguiria desta forma, porque bastaria que um dos membros não fosse preso para que a organização continuasse na clandestinidade. Por isso, dou razão ― neste aspecto ― a Fernando Pessoa: a perseguição à Maçonaria (como à Al Qaeda), tentando fechar os locais de culto e proibindo a reunião dos seus membros, não resolve absolutamente nada. Dado que as reuniões são secretas ― como secretas são as reuniões do conselho de ministros ― não podemos ter provas de que se conjura nessas reuniões algum tipo de ilegalidade.<br />
<!--more--><br />
De resto, Fernando Pessoa defende, na sua carta, a maçonaria ― e aqui já não concordo com ele. Se Pessoa vivesse hoje, talvez revisse a sua posição. Fernando Pessoa tinha muitas mais reservas em relação à Igreja Católica do que em relação à Maçonaria, num tempo que em que a ICAR mantinha um poder desmesurado. Hoje, verificamos exactamente o contrário: o poder católico que definha, e a Maçonaria que se agiganta no seu poderio, submetendo e asfixiando a sociedade. Por isso, certamente que Pessoa alteraria a sua posição nesta matéria.</p>
<p>A melhor forma de lidar com uma organização do tipo maçónico, não é a perseguição dos seus membros, mas o controlo da sociedade em relação a essa organização. Aliás, se algum mação de grau elevado estiver a ler este texto, concordará comigo no facto de o controlo das actividades da Maçonaria aproveitarem a todos: à Maçonaria, em primeiro lugar, porque assegura o escrutínio positivo do povo, e à sociedade em geral, que assim assegura a legitimidade da associação. </p>
<p>Pessoa classifica a Maçonaria não como uma “sociedade secreta”, mas como um “Ordem”, dando-lhe um cunho místico de “iniciação”. Pessoa parte de um princípio de louvável benevolência, mas irrealista. Posso assegurar ao leitor, sem qualquer margem para dúvida, de que sei muito mais sobre o conteúdo da iniciação maçónica do que alguns mações já “iniciados”, e exactamente por isso é que eu acho perigoso o raciocínio de Pessoa, por mais bem intencionado que ele seja. Quando um electricista mexe num sistema eléctrico sem protecção adequada, não só coloca em risco a sua própria vida, como periga a vida de quem se encontra ao seu lado. É o que acontece com muitos mações da actualidade.<br />
À Maçonaria aconteceu o mesmo que ao Islamismo: enquanto a doutrina islâmica esteve controlada pelos intelectuais da religião, os povos islâmicos seguiram um padrão positivo de comportamento. Quando o islamismo se democratizou, como acontece hoje, os fundamentalismos, os radicalismos e as irracionalidades irromperam em catadupa.<br />
No tempo de Pessoa, os mações serviam a Maçonaria; hoje, os mações servem-se da Maçonaria. </p>
<p>De resto, na sua carta aberta, Pessoa contradiz-se: por um lado, reconhece a tolerância religiosa dentro da Maçonaria:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:mintcream;padding:10px;">Toda a Maçonaria gira, porém, em torno de uma só ideia ― a tolerância; isto é, o não impor a alguém dogma nenhum, deixando-o pensar como entender. Por isso a Maçonaria não tem uma doutrina. </div>
<p>Anteriormente, escreveu:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:mintcream;padding:10px;">O Grande Oriente [de França] é acentuadamente radical e anti-religioso. A Grande Loja limita-se a ser liberal e anticlerical. </div>
<p>Ficam por explicar duas coisas: como se pode ser tolerante e ao mesmo tempo anti-religioso; e como se pode transformar a tolerância num dogma, quando se pretende, alegadamente, combater um hipotético dogma da intolerância.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O castigo da consciência]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2315</link>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 18:29:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=2315</guid>
<description><![CDATA[Um dos grandes problemas do cristianismo é a absorção do judaísmo, a aglutinação de uma religi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos grandes problemas do cristianismo é a absorção do judaísmo, a aglutinação de uma religião com a qual Cristo não concordava. Jesus Cristo combateu o Judaísmo, mas a Apologética medieval incluiu o Antigo Testamento na religião cristã.</p>
<p>Como cristão, devo aqui afirmar: não valorizo minimamente o Antigo Testamento. Nada. Não há nada no Antigo Testamento que eu considere como guia filosófico ou religioso. O que me interessa no cristianismo é o relato da vida de Jesus Cristo: os Evangelhos. </p>
<p>Não posso compreender que um católico possa -- por um segundo -- defender a pena de morte. <strong><a href="http://dmkrt.blogspot.com/2008/08/crime-e-castigo.html" target="_blank">Tratando-se de um monárquico</a></strong>, penso que deveria ter em mente que o nosso rei D. Carlos foi condenado à morte, e com o julgamento republicano feito à posteriori e à revelia (<em>in absentia</em>) do rei. Não podemos defender a pena-de-morte em função dos nossos valores, e condenar a pena-de-morte em função dos valores dos nossos adversários políticos. </p>
<p>Quem sabe, sabe que é a nossa própria consciência que castiga. </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dashed black;font-size:12px;text-align:justify;background-color:white;line-height:18px;padding:10px;">Um homem de posição perguntou então a Jesus: <em>"Bom Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?"</em> Jesus respondeu-lhe: <em>"Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão só Deus. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério; <strong>não matarás</strong>;não furtarás; não dirás falso testemunho; honrarás pai e mãe"</em>.</div>
<p></p>
<hr width="200">
<p><!--more--><br />
<strong>Adenda</strong>:2008-08-10T13:48:12+00:00</p>
<p>Caro <a href="http://dmkrt.blogspot.com/2008/08/crime-e-castigo-em-resposta.html" target="_blank">Demokrata</a>:</p>
<ul>
<li>O seu <em>post </em>seria relativamente  inofensivo se não tivesse o <em>link </em>final; este <em>post </em>refere-se a esse <em>link</em>, que acaba por transformar o espírito do postal.</li>
<li>Paulo não é Jesus. São duas personalidades diferentes. Paulo nem sequer escreveu um evangelho, por razões que todos nós conhecemos. Desafio a que diga uma só passagem da palavra de Jesus (Evangelhos) em que se defenda a pena-de-morte. Portanto, Paulo não ouviu o que escreveu; deu a sua opinião, mas essa opinião não pode ser atribuída a Jesus Cristo.</li>
<li><strong>Uma justiça que mata é uma justiça primitiva, característica dos povos nómadas, que por serem nómadas, não podiam ter estabelecimentos prisionais. Na deambulação constante dos nómadas, a justiça deles resumia-se à morte do criminoso. Responder à barbárie com actos de barbaridade é próprio dos bárbaros.</strong> </li>
<li>A passagem do Livro do Apocalipse é uma metáfora, como é uma metáfora todo o Livro do Apocalipse (todo ele), e quer significar a relação de causa-efeito entre o acto e o retorno da acção. A passagem em causa não diz que cabe ao Homem fazer a justiça que deve ser divina; não diz que cabe ao Homem matar em nome da justiça de Deus. <span style="background:khaki;">A leitura "à letra" do Livro do Apocalipse não é, no mínimo, honesta.</span></li>
<li>Os 10 mandamentos existem na religião de Moisés, isto é, depois de Moisés, mas são um resumo da lei primeva dos Hindus e do Zoroastrismo. Quando Moisés viveu já existiam outras religiões superiores: os Vedas (hinduísmo) era uma delas. O Confucionismo e o Taoísmo são também anteriores a Moisés, e ambas as religiões defendiam que o homem não tinha o direito de matar outro.<br />
Jesus Cristo não se referiu só a lei de Moisés, mas a todas as religiões que coexistiam na Palestina. Não nos devemos escrever que a família de Jesus era de origem essénia (ler sobre os Essénios), e que existiam e eram já conhecidas outras religiões que defendiam já a "não-morte" dos criminosos.</li>
<li>O que eu critico não é a "sua parte da Bíblia", é o considerar-se a Bíblia aquilo que -- para mim -- não é. Seria como se considerassem o Corão como sendo parte da Bíblia. A Bíblia para os cristãos são os Evangelhos. A Bíblia para os Judeus é a Torah. A Bíblia para os islamistas é o Corão. O Corão contém alusões a Jesus e ao judaísmo ("os povos do Livro") e nem por isso os islamistas entram em confusões doutrinárias. </li>
<li>Por muito estranho que lhe possa parecer, os evangélicos e protestantes em geral (luteranos) levam muito em consideração o Antigo Testamento, estão constantemente a citá-lo,  isto é, também não escaparam à Apologética da Alta Idade Média <a href="#apologetics">(1)</a>. Portanto, a sua tentativa de me colar ao protestantismo é improfícua e inoperante. O que para mim é "infalível" (no sentido de "validade", de "coerência") são os Evangelhos. </li>
<li>O que abriu as portas ao ateísmo foi o dogma e não a lógica. Se alguém houve que utilizou a lógica no seu tempo foi Jesus, e por ter utilizado a lógica incomodou o Poder e foi assassinado -- Ele próprio sofreu a pena-de-morte. </li>
</ul>
<p></p>
<hr width="200">
<br />
<span style="font-size:10px;font-family:arial;"><a name="apologetics">(1)</a> In Roman Catholicism, apologetics refers to the defense of the whole of Catholic teaching. Apologetics has traditionally argued positively to quell believers' doubts and negatively against opposing beliefs to remove obstacles to conversion. It attempts to take objections to Christianity seriously without giving ground to skepticism. <span style="background:yellow;">Biblical apologetics defended Christianity as the culmination of Judaism, with Jesus as the Messiah.</span> In the 2nd and 3rd centuries a number of Christian writers defended the faith against the criticisms of Greco-Roman culture, and in the 5th century St. Augustine wrote his monumental City of God as a response to further criticisms of Christianity following the sack of Rome in 410. (Britannica Concise Encyclopedia: apologetics)</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fjala qe fillon me shkronjen "N"]]></title>
<link>http://qafirarnaut.wordpress.com/?p=89</link>
<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 03:06:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>qafirarnaut</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ishte ceshtje kohe para se te me zinte edhe mua belaja. Ne pije e siper, nen ndikimin e nje skene pi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ishte ceshtje kohe para se te me zinte edhe mua belaja. Ne pije e siper, nen ndikimin e nje skene pikante mes nje vajze qe njihja dhe nje te panjohuri vigan, zezak shtatlarte, trup skalitur, me sy te enjtur nga marihuana,  iu drejtova motres te saj: "Po benka qef jot moter me SchwarzeNEGROn". Dy hapa me tej nje zezake shoqe e nje shoqeje VRIK me hidhet ne gryke "Ajo qe the eshte shume ofenduese!"</p>
<p><!--more-->S'kish rendesi qe nuk e pashe fare qe ishte aty. S'kish rendesi qe "SchwartzeNEGRO"-n nuk e polla une, por nje nga  komedite me te preferuara Afrikano-Amerikane. S'kish rendesi qe eshte Afrikane e nuk ka prejardhje sklleverish te Amerikave. S'kish rendesi qe stergjysherit e mi nuk ishin marre me tregti sklleverish. Aty per aty, si Kanadez i mire, si i bardhe i nxire nga turpi, i kerkova falje. "Me fal. Me shpetoi" i thashe. Per dreq ate dite, isha betuar mbi gur qe do ulja frekuences e kerkimit falje ne minimumin e lejuar per nje Kanadez (qe prap eshte shume se keta gdhihen e ngrysen duke thene "sorry"). Por edhe kjo s'kish rendesi.</p>
<p>"Gjuha asht prej tulit, e gjithcka bluen"(Kanoni (tm)). Ne shoqeri qellimisht multikulturale si kjo e Kanades u dashka mos me ndejt ne shoqni multi-kulti se te mori lumi. <strong>Epo ju dhjefsha mu n'multi-kulti! </strong>Sic thote nje erudit: "Po e gjetet Proust-in e Papuanezeve, sillmani ta lexoj"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Liberdade e necessidade]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1925</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 18:57:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[Baruch Espinosa entrou em várias contradições, e uma delas foi a de defender a liberdade do indiv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="float:left;color:#D4D4C7;font-size:100px;line-height:70px;padding-top:2px;font-family:Times, serif, Georgia;">B</span>aruch Espinosa entrou em várias contradições, e uma delas foi a de defender a liberdade do indivíduo face ao Estado ao mesmo tempo que defendia um Determinismo do universo e a total falta de livre-arbítrio do ser humano. A característica determinante da filosofia de Espinosa é o determinismo que, segundo ele, marca a vida de todo o ser humano inserido num universo panteísta ―  um universo que consiste no próprio Deus. Espinosa foi um dos precursores do Naturalismo ateísta contemporâneo. </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dotted black;font-size:12px;text-align:justify;background-color:white;padding:10px;"><em>«Chamo livre, quanto a mim, uma coisa que é e que age através da única necessidade da sua natureza; oprimida, aquela que é obrigada por uma outra coisa a existir e a agir de uma certa maneira. (...) Para tornar isto claro e inteligível, vamos conceber uma coisa muito simples: uma pedra, por exemplo, recebe de uma causa exterior que a empurra, uma certa quantidade de movimento e, ao acabar a impulsão da causa exterior, continuará necessariamente a mover-se. Esta persistência da pedra no movimento é uma imposição, não porque seja necessária, mas porque é definida pela impulsão de uma causa exterior (...) Vamos conceber agora que a pedra, enquanto continua a mover-se, pensa e sabe que faz esforço, tanto quanto pode, para se mover. Esta pedra (...) pensará que é bastante livre e que apenas continua o seu movimento porque assim o quer.»</em> ― Espinosa, Carta 58. </div>
<p></p>
<div style="width:900px;">
<div style="float:right;width:150px;height:5em;margin-top:10px;line-height:18px;margin-bottom:10px;margin-left:10px;font-family:Arial,Helvetica,Georgia;font-size:22px;color:black;text-align:right;">
<span style="color:silver;">...o </span><br />
determinismo  <b>filosófico</b><br />
  é incompatível<span style="color:grey;"> com a liberdade...</span>
</div>
<div style="text-align:justify;line-height:20px;">Portanto, para Espinosa a nossa liberdade é uma ilusão porque ela é determinada por uma causa exterior que a condiciona totalmente, apesar de nós pensarmos que temos liberdade. Não vejo é como se pode defender esta ideia e ao mesmo tempo defender a liberdade do indivíduo em sociedade ― liberdade de expressão incluída. A filosofia de Espinosa, como todo o Naturalismo, é intrínseca e essencialmente totalitária; o determinismo filosófico é incompatível com a ideia de liberdade individual.<br />
Esta ideia  foi mais tarde seguida por Kierkegaard e por outros existencialistas (para além dos materialistas). Contudo, Maquiavel dois séculos antes de Espinosa escreveu que o ser humano tem liberdade em 50% do seu comportamento, sendo que os outros 50% são restrições à liberdade devido ao meio-ambiente, condicionalismo de vida, educação, etc. Na minha opinião, Maquiavel estará muito mais próximo da Razão do que Espinosa, e a filosofia quântica veio corroborar isso mesmo.</div>
</div>
<p>A Física quântica veio demonstrar que o Determinismo não existe na Natureza, mas apenas a Probabilidade de que algo aconteça (“Princípio da Incerteza”, de Heisenberg). Analisando um fenómeno, podemos concluir sobre as suas probabilidades de ocorrência, mas nunca podemos estar 100% seguros de que ele aconteça. É nessa probabilidade falível que reside a liberdade; pelo facto de um determinado fenómeno ser provável significa que existe uma margem de manobra que possa demonstrar a sua não ocorrência: é provável que algo aconteça de determinada maneira salvo exista uma vontade e uma consciência que decida que essa probabilidade se transforme numa impossibilidade objectiva.<br />
<!--more--><br />
Espinosa tentou responder a uma pergunta: o que é a vida? Onde se encontra a fronteira entre as coisas vivas e não-vivas? Eu penso que entre estas duas realidades não existem fronteiras precisas a não ser aquela em que consiste a consciência, e os vários graus de consciência existentes. De facto, todo o universo está vivo ― e aqui Espinosa acertou ― e existe um Todo contínuo; quando esse universo é contemplado em partes separadas, obtemos a imagem vulgar do universo, no qual desempenhamos  todos um papel secundário. </p>
<p>A liberdade de cada objecto da Natureza depende do seu grau de consciência; quanto mais consciente mais livre se é. Uma pessoa pouco consciente faz o bem ou mal sem saber bem porquê; uma pessoa com mais consciência sabe melhor porque faz o bem e sabe os riscos que corre ao fazer o mal. As “coisas” vivas são dotadas de uma consciência superior às coisas que designamos  “não-vivas”. Quanto maior for o grau de complexidade e de consciência de uma “coisa” tanto mais viva e consciente estará essa “coisa”. </p>
<p>O que determina os graus de consciência? Se tudo se encontra vivo, por que razão nem tudo é igualmente consciente? O grau de complexidade entra aqui em equação. Constatámos que mesmo entre seres humanos, existem uns mais conscientes que outros, e que o grau de consciência não está directamente ligado à capacidade de aprendizagem intelectual, mas à conjugação da intelectualidade com aquilo a que se convencionou chamar de “sensibilidade” ― que é a capacidade de percepção do universo em si mesmo, independente de teorias científicas que podem ser válidas em determinado momento e questionadas noutro. A sensibilidade é a “inteligência da consciência”, é a capacidade de percepção da complexidade do universo em termos de “relação cooperativa” entre os diversos componentes (ou “coisas”) do universo ― uma relação entre duas “coisas” é uma “relação cooperativa”, o que significa que o conhecimento de uma dessas coisas nos dá sempre algum conhecimento sobre a outra. Quanto maior for o número de correlações tanto mais informação será possível obter, isto é, maior será a complexidade, e as correlações não são só estabelecidas ao nível do que chamamos “intelectualidade” mas também a nível da “sensibilidade”. Quanto mais interagimos com o universo ― isto é, quanto mais somos sensíveis a ele e com ele estamos sintonizados ― mais temos consciência dele, e mais livres somos.</p>
<p>O grau de consciência ― que é determinado pela “inteligência da consciência” ― é irreversível, e a própria auto-destruição da consciência é um acto de liberdade.<br />
Vamos a um exemplo: imaginemos uma sala com as luzes apagadas e cheia de pessoas, onde não é permitido falar ou tocarem umas pessoas nas outras. Aquilo que as pessoas podem dizer sobre o sítio onde estão é muito pouco, porque o seu grau de consciência é limitado; elas só sabem que a sala está cheia de gente. Agora, conservando as luzes apagadas e sem falarem, deixemos as pessoas tocarem-se umas às outras. O que se passa agora? A interacção entre as pessoas criou mais informação sobre o local onde se encontram ― por exemplo, sabemos agora que parte das pessoas são mulheres e a outra parte são homens. Ao fim de algum tempo, as pessoas distribuem-se na sala escura de acordo com as suas simpatias e atracções mútuas.<br />
Se acendermos as luzes, a capacidade de visão aliada à presença da luz, produz uma maior consciência e causa uma ainda maior interacção entre as pessoas presentes na sala. Se o silêncio for abolido e for permitido às pessoas conversarem, o nível de consciência aumenta ainda mais com a aprendizagem. A estas pessoas, que foram sujeitas a um processo de aprendizagem, esta não é reversível naquele momento, isto é, não é possível que o conhecimento adquirido por aquelas pessoas naquele exacto momento se desvaneça no momento imediato ― salvo aconteça a morte física ou degradação súbita das condições cerebrais, e isto no caso da inteligência do intelecto; no caso da inteligência da consciência (sensibilidade), ela não depende das condições cerebrais de uma circunstância mas da ondulação quântica, e por isso podemos dizer que o grau de consciência, em sentido alargado e cósmico, é irreversível salvo se a consciência individual entrar num processo de auto-destruição do seu grau de consciência, que compete ao seu livre-arbítrio. Nem mesmo a evolução do nosso grau de consciência é previamente determinada, mas antes depende da vontade que caracteriza a liberdade. </p>
<p>Em suma: uma pessoa com um grau académico superior não tem, necessariamente, mais consciência ― ou disporá de um maior grau de consciência ― do que um indivíduo com o primeiro grau académico. Existe a probabilidade de que esse facto ocorra, mas se o catedrático considerar apenas a inteligência cerebral como importante e for desprovido de sensibilidade (a “inteligência da consciência”), poderá não ter o grau de consciência universal de uma pessoa com o ensino básico que tenha desenvolvido uma consciência cósmica. Não só o Determinismo não existe, como a Necessidade é interpretada de acordo com a vontade e liberdade de cada um de nós. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jesus existiu?]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1893</link>
<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 19:28:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Jesus Cristo existiu?Desde os meus tempos de faculdade que assisti à polémica sobre se Jesus Cris]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Jesus Cristo existiu? --><br />
[caption id="attachment_1896" align="alignleft" width="143" caption="Jesus Cristo existiu?"]<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/07/jesus.jpg" alt="Jesus Cristo existiu?" width="143" height="107" class="size-full wp-image-1896" />[/caption]Desde os meus tempos de faculdade que assisti à polémica sobre se Jesus Cristo teria ou não existido. Refiro-me ao “Jesus histórico”. Não me interessa agora aqui saber se Jesus terá feito (ou não) os milagres que os Evangelhos relatam: interessa-me saber se o “Jesus histórico” é uma realidade. A questão dos milagres de Jesus cabe numa outra discussão. </p>
<p>Naturalmente que os apaniguados do materialismo dialéctico sempre defenderam a ideia de que a figura de Jesus foi inventada, que nunca terá existido. Hoje, não são só os marxistas que defendem essa ideia, porque com o advento do cientificismo ― <span style="font-size:9px;font-weight:bold;color:navy;">que redundou numa nova religião monista: o Naturalismo</span> ― e com o Presentismo ― <span style="font-size:9px;font-weight:bold;color:navy;">ideologia política que pretende interpretar o presente e o passado à luz de um futuro hipotético, utópico  e ideal</span> ―, a ideia do “Jesus histórico” é cada vez mais contestada. </p>
<p>Negar o “Jesus histórico” é a forma primária de negar a própria mensagem de Jesus. Não podendo combater ― sob o ponto de vista ético e moral ― os princípios em que assenta a doutrina de Cristo, a melhor maneira de colocar em causa a validade dessa doutrina é dizendo que o seu autor não existiu.<br />
<!--more--><br />
Um dos maiores historiadores judeus do tempo de Jesus foi um fariseu, de nome <strong>Josefo</strong> (<a href="http://google.com/search?q=flavius+josefus" target="_blank">Flavius Josefus</a>). Numa das crónicas do seu tempo (“Les Antiquités" - 20.200), Josefo descreve uma cena no Sinédrio em que um homem de nome Tiago, que segundo Josefo era  <em>«irmão do Jesus que se chamou a si próprio como “o Cristo”»</em>, foi condenado a ser apedrejado pelo crime de transgressão à lei judaica. Portanto, o nome de Jesus Cristo aparece, preto no branco, nos anais escritos pelo historiador judeu Josefo contemporâneo de Jesus. </p>
<p><strong>Tácito </strong>foi um historiador romano do primeiro século da nossa era. Tácito relatou a fúria de Nero em relação aos cristãos, anotando a origem da seita religiosa que, segundo ele, provinha de um judeu de nome “Cristo” que viveu durante o consulado de Tibério e que  morreu às mãos do procurador Pôncio Pilatos. (Tácito, “Anais”, 15.44). Portanto, logo no primeiro século depois da morte de Jesus, uma pessoa tão independente como o historiador Tácito, romano e pagão, referiu-se a Jesus Cristo e à sua morte.</p>
<p><strong>Plínio, “O Novo”</strong>, governador romano da Bitínia ― <span style="font-size:9px;font-weight:bold;color:navy;">Ásia Menor; terra dos antigos Trácios, actualmente faz parte da Turquia</span> ― escreveu ao imperador Trajano (Plínio, “O Novo”, “Cartas”, 10:96) uma carta em que se referiu a uma seita que seguia os ensinamentos de um tal “Jesus, O Cristo”, descrevendo esse culto como “degenerado”. </p>
<p>Muitos outros historiadores judeus do tempo de Jesus referiram-se a Ele, embora sempre de uma forma desfavorável e crítica. Segundo o próprio <strong>Talmude</strong>, Jesus era um “falso Messias” que praticava a magia e enganava o povo. O Talmude chama a Jesus de “feiticeiro”.</p>
<p>Não existem dúvidas de que o “Jesus histórico” existiu.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O "infinito"]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1785</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 22:05:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=1785</guid>
<description><![CDATA[
O &#8220;infinito&#8221; é sempre intrinsecamente contraditório quando se considera real; pode se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>
<p style="color:navy;">O "infinito" é sempre intrinsecamente contraditório quando se considera real; pode ser admitido no campo do possível, mas não no campo da realidade fenoménica. É contraditório admitir um todo infinito que nos é dado, já que o que nos é dado possui necessariamente as determinações que fazem dele algo finito. Kant estava certo quando elaborou as suas antinomias. </p>
<p><span style="color:firebrick;">A ideia de "infinito" só é provável ao abrigo da filosofia quântica e da física quântica.</span> </strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No Economic reforms please]]></title>
<link>http://rachelchitra.wordpress.com/?p=205</link>
<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 05:16:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>rachelchitra</dc:creator>
<guid>http://rachelchitra.wordpress.com/?p=205</guid>
<description><![CDATA[I oppose P. Chidambaram&#8217;s latest attempts at economic reform because
a) Its a misnomer. They s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rachelchitra.files.wordpress.com/2008/07/stopsvg.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-209" src="http://rachelchitra.wordpress.com/files/2008/07/stopsvg.png?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a>I oppose P. Chidambaram's latest attempts at economic reform because</p>
<p>a) Its a misnomer. They should call it economic malforms. These reforms are pro-MNCs not pro-people or pro-Indian companies.</p>
<p>b) Its going to increase the FDI cap in insurance from 26% to 49%. All the private insurance companies in India are joint ventures between an Indian company and a foreign one. If the foreign companies' stake increases, it translates to more power for them or neo-imperialism of the captialist kind. Of the 50 odd insurance companies in India, the majority are private insurance companies.</p>
<p>To give you a list of how much foreign influence is there in insurance at present, the list of joint ventures:</p>
<ul>
<li>Bajaj Auto Ltd (Indian) + Allianz (Foreign)= Bajaj Allianz Life Insurance Co, Bajaj Allianz General Insurance Co</li>
<li>Aditya Birla Group (Indian) + Sun Life Financial (Foreign) = Birla Sun Life Insurance Co</li>
<li>HDFC Bank (Indian) + Standard Life (Foreign) = HDFC Standard Life Insurance Co</li>
<li>HDFC Bank (Indian) + Ergo (Foreign) = HDFC Ergo General Insurance Co</li>
<li>ICICI (Indian) + Prudential (Foreign) = ICICI Prudential Life Insurance Co</li>
<li>ICICI (Indian) + Lombard (Foreign) = ICICI Lombard General Insurance Co</li>
<li>Max India + New York Life (Foreign) = Max New York Life Insurance Co</li>
<li>Max India + BUPA (Foreign) = Max BUPA Health Insurance Co</li>
<li>Tata Group (Indian) + AIG (Foreign) = Tata AIG Life Insurance Co, Tata AIG General Insurance Co</li>
<li>Bharati (Indian) + AXA (Foreign) = Bharati AXA Life Insurance Co</li>
<li>Future (Indian) + Generali (Foreign) = Future Generali Life Insurance Co</li>
<li>IDBI (Indian) + Fortis (Foreign) = IDBI Fortis Life Insurance Co</li>
<li>Aegon (Indian) + Religare (Foreign) = Aegon Religare Life Insurance Co</li>
<li>IFFCO (Indian) + Tokio (Foreign) = IFFCO Tokio General Insurance Co</li>
<li>Apollo Group (Indian) + DKV (Foreign) = Apollo DKV Health Insurance Co</li>
</ul>
<p>I have noticed that the recommendations of the last FICCI or SICC meeting always get enacted as laws in the next Parliament or Assembly session. All these joint ventures have signed agreements with a clause that should the market open up, the foreign companies' stake can increase to as much as 50 %. And going from 50 % to 75 % would be short journey for the next government in power.</p>
<p>In the latest, Max BUPA Board meeting on July 13, the company issued a statement that BUPA could increase its stake to 50% if the FDI cap was increased.</p>
<p>July 24, Union Finance Minister P.Chidambaram announces that the government would carry out economic reforms without the interference of the Left. He proposes to increase the FDI ceiling limit to 49%.</p>
<p>I also oppose it because</p>
<p>c) of the Pension reforms. The government is planning to enact the PRFDA Bill. In lay man's terms, it means the pension amount for government servants will go down.</p>
<p>d) I have a gut feeling its going to mean higher petrol and diesel prices. I wish the government would answer the question as to why petrol costs Rs 17 in Pakistan and Rs 56 in India? Apart from the arguments that Pakistan is a Muslim country and that India has more consumers, more cars, more people, I'd like to know why the difference is so high?</p>
<p>e) The last time P.C.'s boss, Mr Manmohan Singh opened up the market in 1993 with his economic reforms,</p>
<ol>
<li>we had the Controller of Capital Issues, which decided the prices and number of shares that firms could issue, abolished.</li>
<li>We had tarrifs for companies reduced from 85 % to 25 %. (Why not reduce the tax for common people like that? No! They won't! Instead they'll introduce VAT, usher in MNCs in retail to wipe-out the livelihood of all small traders)</li>
<li>We had FDI.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (5)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1598</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 17:04:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=1598</guid>
<description><![CDATA[
«Não é absurdo acreditar que a era da ciência e da tecnologia é o princípio do fim da humanid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;padding:10px;">«Não é absurdo acreditar que a era da ciência e da tecnologia é o princípio do fim da humanidade; que a ideia de um enorme progresso é uma ilusão, bem como a ideia de que a verdade será finalmente conhecida; que nada há de bom ou desejável no conhecimento científico e que a humanidade, ao procurá-lo, está a cair numa armadilha. Não é de modo algum óbvio que as coisas não sejam assim.»</p>
<p><strong>Ludwig Wittgenstein</strong> ―  “Cultura e Valor”, página 86, ISBN 9724409104, Edições 70</div>
<p>Depois de Darwin e Huxley,  a Humanidade entrou numa fase ainda mais sinistra do que a que tinha vivido com a Inquisição medieval. Podemos, aliás, estabelecer alguns paralelos epistemológicos entre o materialismo filosófico e a Inquisição católica, entre eles a afirmação absolutista do determinismo em relação ao ser humano, isto é, a ausência do livre alvedrio. Tanto o materialismo filosófico como o dogmatismo inquisitorial assentam num totalitarismo intrínseco, na ideia de que o ser humano não é livre. No fundo, do que saiu do Iluminismo ― com o positivismo, o empirismo e com o materialismo ― foi uma outra maneira de ver o totalitarismo como forma sagrada de organização social. </p>
<div style="width:900px;">
<div style="float:right;width:150px;height:7em;margin-top:10px;margin-bottom:10px;margin-left:10px;font-family:Arial,Helvetica,Georgia;font-size:22px;line-height:18px;color:black;text-align:right;">
<span style="color:silver;">...em vez </span><br />
 de se afastar da religião,  <b>a ciência encontra caminhos</b><br />
  de comunhão<span style="color:grey;"> com as religiões...</span>
</div>
</div>
<p>Com o Iluminismo surgiu o <span style="background:yellow;">determinismo ambiental</span> ― a ideia de que o ser humano é algo <b>exclusivamente</b> manipulável pelo meio-ambiente e pela educação; esta ideia já vinha de trás, engendrada pelos estóicos através da crença de que o ser humano é  uma “tábua-rasa” quando nasce. Mais tarde surgiu o determinismo biológico: os novos filósofos defendiam a tese ― ferida de morte por uma lógica circular ― de que 1) a ciência é definida  como sendo determinista e 2) a ciência não aprova a ideia de liberdade do ser humano (determinismo científico); primeiro define-se a ciência como excluindo a liberdade na natureza, para depois se dizer que a ciência não aprova a ideia de liberdade do ser humano.<br />
Com o <span style="background:yellow;">determinismo biológico</span> inaugurado por Darwin e Huxley, as características do ser humano passaram a ser determinadas também pela sua herança genética. Todas as ideologias políticas que estiveram por detrás dos morticínios em massa a que assistimos no século 20 se basearam na ideia do determinismo biológico e ambiental aplicado ao ser humano, isto é, no materialismo, no ateísmo científico, na ausência do espírito humano individualizado e de Deus. O <strong>indivíduo</strong> deixou de ter importância e só a <strong>espécie</strong> passou a ser importante, o que passou a justificar todo o tipo de atrocidades e monstruosidades em nome da alegada “evolução da espécie”.</p>
<p>Com o determinismo científico aplicado ao ser humano, a humanidade passa a ser uma massa anónima irresponsável que necessita de uma liderança científica e elitista (Nietzsche). Marx leu Nietzsche (entre outros “filósofos modernos” do seu tempo) e concluiu que, segundo a teoria do determinismo ambiental, o ser humano é totalmente dependente das condições  económicas em que vive; pensou Marx que se se mudasse as condições económicas (propriedade privada), a natureza humana mudaria também. O resultado está à vista: é totalmente impossível mudar a natureza humana desta forma (a não ser que acabemos com a raça humana). A única forma de equilibrarmos a humanidade, evitando um descalabro a nível global, é através do recurso aos valores espirituais do Homem e constatando que o ser humano é livre de fazer escolhas. </p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;padding:10px;">«A doutrina segundo a qual o mundo é formado por objectos cuja existência é independente da consciência humana revela estar em desacordo com a mecânica quântica e com os factos estabelecidos através da experiência.» </p>
<p>― <strong>Bernard D’Espagnat</strong>, físico quântico. </div>
<p>A ciência ― que foi ideologicamente sacralizada a partir do Iluminismo e até hoje ―  parte de premissas determinísticas. Mesmo com as descobertas da Física quântica, no início do século 20, que contrariam claramente o determinismo na natureza, os filósofos da ciência do materialismo fizeram “ouvidos de mercador” e continuaram (ainda hoje) a defender a sacralização da ciência nos mesmos termos que Augusto Comte o fez. Os filósofos materialistas entraram num autismo total.<br />
<!--more--><br />
A Física quântica veio dizer-nos que os determinismos biológico e ambiental simplesmente não existem numa forma dogmática e absolutista ― “princípio da incerteza” de Heisenberg ― e que são simples reflexos do universo quântico (“espuma quântica”). Não existe determinismo, mas probabilística; pode ser provável que algo aconteça, mas não é certo que alguma coisa aconteça, porque mesmo o nosso empirismo científico é baseado e sujeito à imponderabilidade da ondulação quântica. </p>
<p><b>As nossas leis da Física passam a ser uma <span style="background:yellow;">consequência da probabilidade</span> quântica, e não definem uma causa para os fenómenos. Esta visão científica  é revolucionária, e em vez de se afastar da religião, a ciência parece encontrar caminhos de comunhão com as religiões superiores.</b></p>
<p>Para além da influência ambiental e biológica, a Física quântica introduziu a componente da “consciência” ― traduzida pela ideia de “ondulação quântica" ― na correlação de factores que moldam o ser humano, e  em nenhum destes factores existe um determinismo, mas simples possibilidades ou probabilidades. Para ilustrar esta ideia, vou falar na ideia de  “conexão de quântica” que se opõe ao “princípio da separabilidade” de Einstein e Podolsky. </p>
<p>Segundo Einstein ― que tentou desmistificar assim a quântica ― quando dois objectos (que podem ser sujeitos) interrompem o  contacto (ou comunicação) entre si, deixam de poder afectar-se um ao outro, isto é, o que quer que aconteça isoladamente a um desses objectos, esse facto não pode influenciar o comportamento observado do outro objecto. A Física quântica demonstra exactamente o contrário da opinião de Einstein: as observações feitas sobre um dos objectos afectam os resultados observados noutro objecto que esteve anteriormente em contacto com o primeiro, mesmo que esses dois objectos já não se encontrem em situação de qualquer contacto físico. Segundo os físicos teóricos, este fenómeno de inter-influência sem contacto físico <b>aparente</b> é realizado através da “conexão quântica” ― através da ondulação quântica mais rápida do que a luz (ver “taquiões”). </p>
<p>Contudo, e dado que as ondas quânticas descrevem probabilidades, e não realidades determinísticas, torna-se impossível controlar essa “conexão quântica”, isto é, não podemos ter absoluta certeza de que ela ocorre em todos os casos de inter-conexões entre objectos (ou sujeitos), exactamente porque tudo depende do “grau de consciência” (de que falarei a seguir) dos objectos ou sujeitos. </p>
<p><span style="font-size:9px;font-weight:700;">(A continuar) </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre o casamento]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1554</link>
<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 21:05:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=1554</guid>
<description><![CDATA[
«O ensinamento da Igreja sobre o matrimónio e sobre a complementaridade dos sexos propõe uma ver]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px dashed black;font-size:12px;text-align:justify;background-color:mintcream;padding:10px;"><em>«O ensinamento da Igreja sobre o matrimónio e sobre a complementaridade dos sexos propõe uma verdade, <span style="background:moccasin;">evidenciada pela recta razão e reconhecida como tal por todas as grandes culturas do mundo</span>. O matrimónio não é uma união qualquer entre pessoas humanas. Foi fundado pelo Criador, com uma sua natureza, propriedades essenciais e finalidades. Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas. Assim se aperfeiçoam mutuamente para colaborar com Deus na geração e educação de novas vidas.»</em><br />
<strong><br />
<a href="http://facaseluz.blogspot.com/2008/07/consideraes-sobre-os-projectos-de.html">Fiat Lux</a></strong></div>
<p></p>
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<title><![CDATA[A ideia da absoluta necessidade da acção desumana para salvar a Humanidade]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1517</link>
<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 10:32:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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Quando os socialistas espanhóis atribuíram os direitos humanos aos símios ― na esteira da fil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="float:left;width:215px;" /><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/07/planet-apes.jpg" alt="" width="211" height="158" class="alignnone size-full wp-image-1528" /></p>
<p style="color:navy;font-weight:700;">Quando os socialistas espanhóis atribuíram os direitos humanos aos símios ― na esteira da filosofia do <del datetime="00">biólogo</del> bioético Peter Singer ― não o fizeram para salvar as espécies da extinção,  porque se fosse esse o caso teriam outras ideias mais práticas e consentâneas com a acção necessária para impedir a extinção do gorila ou do chimpanzé. A ideia socialista (e neoliberal) é tentar mudar a agulha ética e moral do Ocidente, e partir daí, tentar  impôr coercivamente a exclusividade uma visão materialista do Ser Humano, não só na Europa como no resto do mundo. </p>
<p>Com o darwinismo, os genes de qualquer animal passaram a ter a suprema importância. No que respeita ao ser humano, os genes passam a ser “sempre diferentes”, e as almas passam a ser “todas iguais”. Criou-se, a partir daí, um novo conceito de “igualdade” no que respeita à ética aplicada ao ser humano entendido como “indivíduo”, ao mesmo tempo que se impõe  uma “desigualdade” baseada na genética. Em resultado desta ideia que o darwinismo trouxe consigo, os primeiros evolucionistas eram manifestamente racistas, como faz prova toda a História do materialismo filosófico do século 20, que inclui ideologias como o nacional-socialismo que adoptou claramente  o evolucionismo darwinista para defender a ideia da superioridade da raça ariana. Muita gente que se diz “socialista” hoje não faz a ideia de que faz parte de um movimento político e ideológico que herdou o evolucionismo como matriz filosófica e ideológica.  </p>
<p><span style="color:navy;font-weight:700;">O problema do neodarwinismo é que ainda nenhum evolucionista conseguiu explicar como é que o humor, a matemática, a filosofia e o saber em geral  poderão ser produto da evolução natural, quando os nossos antepassados na árvore genealógica da evolução não tinham necessidade de nenhumas dessas capacidades humanas</span>, sendo que, segundo o evolucionismo, é a necessidade que faz a selecção genética e  impõe as mutações genéticas.<br />
<!--more--><br />
Por uma questão de coerência e inerência, a ética evolucionista é eugenista e não pode ser de outro modo. Quando um evolucionista se diz “não-racista”, não pode estar a dizer a verdade, ou não sabe o que é. Contudo, o eugenismo não é hoje só característica dos herdeiros da esquerda, mas também dos libertários em geral. Se alguém se diz “libertário” ao mesmo tempo que recusa o eugenismo, ou não é libertário ou não sabe o que é ser eugenista.<br />
Quando vemos activistas homossexuais a defender o evolucionismo compreendemos como é possível manipular ideológica e circunstancialmente alguns grupos minoritários ― sejam étnicos ou culturais ― tendo em vista uma ruptura cultural, ética e moral, que resulte na indiferenciação do ser humano, de tal forma que se possam justificar, no futuro, acções profundamente anti-humanas e totalmente arbitrárias em nome da salvação da Humanidade. </p>
<p>Hoje e para já, o eugenismo assume novas formas: o aborto, selecção do sexo da criança, manipulação genética e eutanásia. Para tentar justificar tudo isto, os neodarwinistas  têm a premente necessidade de estabelecer um estatuto de “igualitarismo espiritual” do ser humano,  equiparando a alma humana à dos símios (menosprezando as diferenças do ser humano a nível individual) e, em contraponto, fazendo ressaltar a importância das diferenças e semelhanças genéticas, seja entre seres humanos, seja entre o ser humano e os símios.<br />
Quando os socialistas espanhóis atribuiriam os direitos humanos aos macacos quiseram dizer exactamente isso: sendo que, alegadamente e segundo a ética vigente, os macacos não têm uma alma de natureza humana, através da atribuição dos mesmos direitos, a alma humana passa a não ter importância nenhuma ― equaliza-se a alma humana ao nível dos primatas superiores em geral, que alegadamente não a têm; contudo, é a diferença genética que separa o ser humano do símio que é realmente importante e que é, assim, evidenciada. A mensagem é subliminar mas clara. </p>
<p style="color:navy;font-weight:700;">O perigo desta visão é evidente. Quando alguém defende que um acto desumano em larga escala é justificável para “salvar a humanidade”, todos os actos futuros de desumanidade passam a ser possíveis e eticamente justificados em nome de uma visão materialista do mundo e da vida. </p>
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<title><![CDATA[K.itna I.sko L.atkau B.hai?]]></title>
<link>http://whattothink.wordpress.com/?p=103</link>
<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 12:00:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>whattothink</dc:creator>
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<description><![CDATA[An international, premium-rate call of gratitude is due to Lowe, !dea Cellular&#8217;s agency, for p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>An international, premium-rate call of gratitude is due to Lowe, !dea Cellular's agency, for playing their hand behind the "Main Mumbai Ka..." teaser campaign well in time and revealing the brand while interest and curiosity in the creative ran high.<img class="alignnone size-full wp-image-112" src="http://whattothink.wordpress.com/files/2008/08/idea.jpg" alt="" width="600" height="282" /></p>
<p>A few days more and the striking outdoor, which preceded the "<a href="http://www.ideacellular.com/IDEA.portal?_nfpb=true&#38;_pageLabel=IDEA_Page_IdeainMedia&#38;displayParam=content_press_newreleases_mum1.html" target="_blank">world's biggest ever, single city launch</a>" might well have been glossed over and we would have rendered the brand !d.o.a. instead</p>
<p>This is the case of the unnecessary K.I.L.B. business which, incidentally was for Religare Aegon Life Insurance, in case you fell asleep waiting for the big reveal.</p>
<p>There was initially some furious and interesting speculation around the K.I.L.B. campaign - based either around the use of Irrfan Khan, who, as spokesperson of Hutch/Vodafone, was expected to be touting another mobile product or due to the medical imagery and similarity of the acronym to diseases such as AIDS and SARS.</p>
<p>One web prognosticator offered "Kya aapko Iphone Lene ka Bukhaar hai?"; there was also the discovery that a <a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=kilb" target="_blank">dictionary </a>had listed "kilb" as the predilection "to kick insanely large breasts (closer to a foot slap than a kick)" and thanks to wikipedia, just about everyone learned of the town of the same name in the district of Melk, Lower Austria.</p>
<p>Ultimately we just got bored of waiting (disclosure: the title of this post was offered up in several web forums before I used it). The folks at Religare probably got blindsided by the fact that they had to wait <a href="http://economictimes.indiatimes.com/articleshow/1715512.cms" target="_blank">two years</a> to operationalize their JV - and lost perspective of the <a href="http://www.marketingprofs.com/ea/qst_question.asp?qstID=2596" target="_blank">rules of  thumb</a> for teaser campaigns, which state that a week-to-10 days is normally as long as an increasingly harried viewership will wait to be gratified for their exposure to a marketing campaign.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-107" src="http://whattothink.wordpress.com/files/2008/08/kilb-search.jpg" alt="" width="420" height="267" />They also failed to provide any search marketing strategy, adding to the frustration and departure of the net curious audience, which, on one day in August took "kilb" to the top 5 google India search terms for the day. This disaster continues as it seems apparent that competitor TATA AIG and an aggregator called ApnaInsurance compete for the keyword to point at their "No kilb No Non-sense" pitch.</p>
<p>So, kudos to Contract (Religare's agency) for thinking different in a very crowded category, but a note to the client to alter the terms of their media arrangement, which one would assume is mired in the old 'the more we spend more we earn' commission model.</p>
<p>A suggestion also for the marketing folks at !dea. While they've carved out a useful emotional niche with the "ideas/communication as a driver of social change" platform, they need to come good soon with a real and long-term commitment to each of the causes they choose to espouse (I count rural literacy, communal harmony and national integration). Else they will begin to look like dishonest and opportunistic carpetbaggers, insincerely latching onto the latest hot button social issue purely for commercial gains.</p>
<p>It's very easy to read the !dea for Mumbai campaign as a simple variation on the very theme of segregation that it aims to mock. And that will simply cause our pragmatic consumers to hang up.</p>
<p>Homework for the day:</p>
<p>1. Do you know of any additional rules of thumb for teasers?</p>
<p>2. What is your strategy for hunting down info on teasers?</p>
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