Estou aqui sentado – ali o mar, as palmeiras. O leite fresco, o pão na mesa. O gesto sempre igual da luz, o mesmo olhar da ave. Existe uma secreta harmonia entre a luz e o mar, a mesma provavelmente … mais →
O Sal da LínguaRaquel Agra wrote 3 weeks ago: Estou aqui sentado – ali o mar, as palmeiras. O leite fresco, o pão na mesa. O gesto sempre igual d … more →
Raquel Agra wrote 1 month ago: Sempre a água me cantou nas telhas. Habito onde as suas bicas, as suas bocas jorram. As palavras que … more →
Raquel Agra wrote 5 months ago: Talvez nem tenha nome. Anunciado só pelo frémito da folhagem. O riso invisível, o grito de um pássar … more →
Raquel Agra wrote 6 months ago: Não sei porque diabo escolheste janeiro para morrer: a terra está tão fria. É muito tarde para as le … more →
Raquel Agra wrote 8 months ago: Cada coisa tem o seu fulgor, a sua música. Na laranja madura canta o sol, na neve o melro azul. Não … more →
Raquel Agra wrote 10 months ago: A poesia não vai à missa, não obedece ao sino da paróquia, prefere atiçar os seus cães às pernas de … more →
Raquel Agra wrote 11 months ago: Uma casa que nem fosse um areal deserto; que nem casa fosse; só um lugar onde o lume foi aceso, e à … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Embora a custo, desprende-se, abandona-me, o verão – ganhara raízes fundas no que fora terra aberta … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: São coisas assim que tornam o coração vulnerável: o regresso das cegonhas brancas, o comboiinho no r … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: No fim do verão as crianças voltam, correm no molhe, correm no vento. Tive medo que não voltassem. P … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Nada, nem sequer o verão está completo. Menos ainda o colar de sílabas que, desvelado, te ponho à ro … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: É assim: a gente despede-se, vai-se embora amaldiçoando a terra, carrega amargura que nem o diabo ag … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Em abril chegam os gatos: à frente o mais antigo, eu tinha dez anos ou nem isso, um pequeno tigre qu … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: À minha porta senta-se outra vez o Inverno. Traz consigo o mar. Está velho e magro o mar, negro de c … more →
Raquel Agra wrote 1 year ago: Escuta escuta: tenho ainda uma coisa a dizer. Não é importante, eu sei, não vai salvar o mundo, não … more →