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	<title>tedio-boys &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/tedio-boys/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "tedio-boys"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 18:20:14 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Bunnyranch apresentam disco novo no N101]]></title>
<link>http://mataipas.wordpress.com/?p=56</link>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 17:57:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Dumas</dc:creator>
<guid>http://mataipas.pt.wordpress.com/2008/05/26/bunnyranch-apresentam-disco-novo-no-n101/</guid>
<description><![CDATA[
Bunnyranch | N101 | 30.05.2008 | 23.59h
Regressados de Nova Iorque onde gravaram Teach Us Lord…]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://mataipas.wordpress.com/files/2008/05/bunnyranch_400.gif" alt="" /></p>
<p><em>Bunnyranch &#124; N101 &#124; 30.05.2008 &#124; 23.59h</em></p>
<p>Regressados de Nova Iorque onde gravaram <em>Teach Us Lord…”</em> os <strong><a href="http://www.myspace.com/bunnyranchspace" target="_blank">Bunnyranch</a></strong> regressam à estrada para apresentar o resultado das sessões de estúdio, que contaram com a presença de Ivan Julian.</p>
<p>A banda continuará atarefada, já que lá para o final do ano está prevista uma espécie de sequela do novíssimo <em>“Teach Us Lord…”</em>.</p>
<p>Com elementos que passaram pelos Tedio Boys e Wraygunn, os <strong>Bunnyranch</strong> são compostos por Kaló (bateria e percursão, voz) João Cardoso, que substituiu Filipe Costa (órgão e piano, voz), André Ferrão (guitarra) e Pedro Calhau (baixo).</p>
<p>Lançaram em 2006, pela Transformadores o álbum <em>Luna Dance</em> e passaram pelas Caldas das Taipas pela altura do Rock In Taipas de 2005. O primeiro disco da banda é de 2004 e chama-se <em>Trying To Loose</em>.</p>
<p>A banda de Coimbra vai buscar várias influências ao universo <em>rock’n’roll</em>, que vão desde o <em>rockabilly</em>, ao <em>blues </em>e ao <em>punk rock </em>com figuras como Ramones e Clash à cabeceira.</p>
<p>Em 2008, parte da agenda dos <strong>Bunnyranch</strong> está uma passagem no N101, no dia 30 de Maio, fechando assim a programação de Maio neste espaço.</p>
<p>Este é mais um concerto com o apoio do <strong>Movimento Artístico das Taipas</strong>, numa colaboração com o espaço <strong><a href="http://rockn101.blogspot.com">N101</a></strong>, que fica localizado na nacional 101, à saída de Caldas das Taipas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kebab's from Hell]]></title>
<link>http://microfone.wordpress.com/?p=393</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 22:06:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>raquelrocha</dc:creator>
<guid>http://microfone.pt.wordpress.com/2008/05/13/kebabs-from-hell/</guid>
<description><![CDATA[Por Raquel Rocha
Quarta-feira, 07 de Maio, 22:00, Baixa de Coimbra.
A nova repórter do Microfone en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h6 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#ff0000;">Por Raquel Rocha</span></em></h6>
<p style="text-align:justify;"><em>Quarta-feira, 07 de Maio, 22:00, Baixa de Coimbra.</em></p>
<p style="text-align:justify;">A nova repórter do Microfone encontra o seu querido novo patrão a exigir explicações a um estudante, de cartola amarela, e a perguntar-lhe se acha que tem capacidade de um dia vir a mandar nele vestido daquela forma. Não percebi nada daquilo, mas como já conheço o Ferro há algum tempo, vi que já tinha uns bagaços a mais e estava a começar a entrar naquela fase em que todo o mundo está contra ele, achei melhor tirá-lo dalí.</p>
<p style="text-align:justify;">A baixa em tempo de queima é uma verdadeira confusão, por isso, o melhor caminho era mesmo subir aquelas ruas estreitinhas, acreditem que não é fácil de saltos altos, e levá-lo para a porta da Faculdade de Letras para o chamar à Razão. Depois de horas e horas de discussão começamos a falar de virar o mundo às avessas e acabei por ser convencida a escrever para este blogue. É claro que aceitei e que acabamos a noite num Renault Clio junto ao Mondego...</p>
<p style="text-align:justify;">Desculpa ter-te desapontado Jorge, obrigada pelo convite, mas decidi não ir. Aquele ambiente não é mesmo para mim. Ter ido a Coimbra valeu-me este contrato fantástico. Eu sei que é só um blogue, mas é lido no México. Sabes o que é que isso significa? Ah parabéns pelo Globo de Ouro e depois pago-te a viagem.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Sábado, 10 de Maio, 17:00, Rua de Cedofeita, Porto. </em></p>
<p style="text-align:justify;">Depois de quase duas horas às voltas em busca de estacionamento lá consegui estacionar junto ao Centro Comercial da Torrinha, sem ter que dar moedinhas a arrumadores.</p>
<p style="text-align:justify;">Rua abaixo em direcção ao Altar, apenas com a indicação de que era o antigo Comix que me lembrava de ter frequentado numa noite em que o Paulo Furtado, ainda no tempo dos <a href="http://www.myspace.com/tedioboys">Tédio Boys</a>, passava música e batia num bongo digno dos Heróis de Shaollin. Avistei uma mancha de gente vestida de negro, a princípio pensei que fossem da claque do Boavista e que estivessem a preparar  algum plano de vigança, mas à medida que me aproximei vi que eram do <em>Punk. </em>Há os<em> Punks </em>e há os do<em> Punk. </em>Estes eram do<em> Punk. </em>Pedi licença, passei a mão no cabelo, tirei os óculos de Sol e entrei. É claro que ficaram a olhar  para mim!  Ainda deu para beber duas cervejinhas fresquinhas. Depois acabaram, já só havia quentes e olha lá fui eu  para o <em>Punk</em>...</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Sábado, 10 de Maio, 18:30, Altar, antigo Comix, Porto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Ao tempo que eu já não ia ao <em>Punk</em>, realmente tinha saudades! Só conhecia uma banda, os <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#38;friendid=267620547">Cabeça de Martelo</a>, mas das outras, <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#38;friendid=71885959">Freedoom</a>, <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#38;friendid=42956068">Motornoise</a> e <a href="http://www.myspace.com/dokugapunx">Dokuga</a> conhecia alguns elementos de outros tempos, sem ser da TV.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei se giro é a palavra indicada, mas já não me divertia assim há uns largos anos. Não é que o som seja divertido, é até bastante agressivo, mas eu acho graça o que é que querem? Tocaram também uns alentejaninhos  engraçados os <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#38;friendid=77981288">IAC</a>. Sempre achei graça a  alentejanos e estes não são nada lentos!</p>
<p style="text-align:justify;">Cerveja daqui, cigarro dali, mais concerto, mais conversa, quando dei por mim estava bêbeda. Completamente e no meio da rua a falar com estranhos e a provar-lhes que <em>Punk</em> sou eu.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Sábado, 10 de Maio, 13:30, Algures num snack-bar de Kabab's, Porto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Não sei se com vocês acontece, mas comigo é habitual, quando bebo muita cerveja fico com cada vez mais sede e, a certa altura, dá-me a fome.</p>
<p style="text-align:justify;">Colei-me a um grupinho de gente engraçada e quando dei por mim estava novamente a beber e comer <em>Kebab's</em>, sentada no passeio.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Domingo, 11 de Maio, tantas da madrugada, Espaço 77, Porto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Os <em>Kebab's</em> criaram-me uma imensa amnésia. Não sei como é que lá entrei, mas lembro-me perfeitamente do nome, de ter estado a beber <em>whisky </em>e <em>shot's</em> de cachaça, de ter estado a falar com homens de bigode sobre séries de televisão, de me terem explicado o que era um <em>guna</em> e de ter ganho um canivete num concurso inventado na hora sobre bandas dos anos 80.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Domingo, 11 de Maio, tantas da madrugada, na rua do Espaço 77, Porto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Também não me lembro de como é que saí de lá nem onde foram as pessoas com quem estava que, por sinal, também não sei quem eram. O que sei é que estive ali umas horas a falar com <em>junkies </em>da Invicta, que me disseram que eu era uma mulher de tomates, e com um Angolano patriota que por lá apareceu.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Domingo, 11 de Maio, tantas da madrugada, Tendinha dos Clérigos, Porto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Arrastada por uma sede interminável, lá acabei por encontrar um sítio para beber. A tendinha. Uma espécie de Jamaica lá do Porto, mas com menos gente bonita e música ainda mais chata. Sei que me fartei de beber, a julgar pelo dinheiro que deixei lá ficar...</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Domingo, 11 de Maio, já de dia, Forno dos Clérigos, Porto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Depois daquela porcaria fechar e de ser posta fora como um homem, lá fui eu entregue à minha sorte, em busca de pequeno-almoço. Um pastelinho de nata, dois copinhos de leite e um Whisky. Sabem o que isto dá não sabem? Boa disposição, uma festa e meter conversa com toda a gente...até que...estudantes!</p>
<p style="text-align:justify;">Não quero acreditar que acabei por fazer a mesma porcaria que tu fizeste em Coimbra Ferro. "São vocês que vão mandar em mim daqui a uns anos palhaços?"</p>
<p style="text-align:justify;">Acabei por fazer das minhas e onde estavas tu para me levares para a porta da Faculdade de Letras? Se é que o Porto tem disso. Ou pelo menos para me levares ao carro. Nem imaginas o filme que foi para lá chegar...</p>
<p style="text-align:justify;">Reencontramo-nos no <em>Rock,</em> o <em>Punk </em>faz-me portar muito mal. Já não tenho idade para isso e<em> Punk </em>de saltos altos não é nada confortável.</p>
<p style="text-align:justify;">Viva o México!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Filhos do Tédio]]></title>
<link>http://olago.wordpress.com/2007/06/15/filhos-do-tedio/</link>
<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 16:19:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alexandre Gamela</dc:creator>
<guid>http://olago.pt.wordpress.com/2007/06/15/filhos-do-tedio/</guid>
<description><![CDATA[O documentário “Filhos do Tédio” é a biografia possível da banda mais mítica de Coimbra, os]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" align="justify"><img src="http://olago.wordpress.com/files/2007/06/tedio1.jpg" alt="tedio1.jpg" align="left" hspace="5" vspace="5" /><b>O documentário “Filhos do Tédio” é a biografia possível da banda mais mítica de Coimbra, os Tédio Boys. É também o retrato de uma cidade numa época que eles ajudaram a moldar.</b></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><b>Agindo sempre contra a corrente, os Tédio Boys foram a face visível de uma atitude que implicava desde tocarem na rua em concertos improvisados e interrompidos pela polícia, a actuarem nus no palco principal da Queima das Fitas. A mesma atitude que os levou em três tournées pelos Estados Unidos, e a serem convidados para tocar com os Ramones.</b></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><b>Rita Alcaire abordou na sua tese a influência dos Tédio Boys nesta época,e co-realizou com Rodrigo Fernandes este documentário. Numa breve conversa, ela explicou-nos como surgiu a ideia e o porquê deste filme,o primeiro para ambos os realizadores.</b></p>
<p class="MsoNormal" align="justify">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" align="justify"> <!--more--></p>
<div class="enclosure">        <a href="http://tubodensaio.podomatic.com/#" target="_podo_player"><img src="http://tubodensaio.podomatic.com/img/play_button.gif" style="border:0 none;" alt="[PLAY]" /></a></div>
<div align="right"><a href="http://www.podomatic.com/podcast/tell/tubodensaio?idx=2007-07-07T10_23_27-07_00" rel="nofollow"></a> &#124;   <a href="http://tubodensaio.podomatic.com/enclosure/2007-06-14T03_51_26-07_00.mp3">Download entrevista áudio<br />
</a></div>
<p align="right"><b><b><u><a href="http://tubodensaio.podomatic.com/entry/2007-06-14T03_51_26-07_00" target="_blank"><b><br />
</b></a></u></b></b></p>
<p align="justify"><b>Como é que surgiu a ideia para este documentário?</b></p>
<p align="justify">Tanto o livro como o filme surgiram num conjunto de circunstâncias muito específico. O livro surgiu porque estava farta de ouvir falar de Coimbra/Universidade, Coimbra/estudantes, Coimbra/Cidade Museu - devia estar num museu realmente - e então resolvi questionar a identidade estereotipada de Coimbra através de pessoas que faziam coisas muito diferentes do que ser estudante e fazer parte desse mundo,e quem melhor do que os Tédio Boys para fazer isso? Como depois o Rodrigo foi estudar cinema para Londres surgiu a hipótese   de transformarmos uma análise social que eu fiz - transformarmos não, porque o filme não é uma transformação do livro, enquanto que o livro é uma análise, o filme é uma biografia dos Tédio. O filme surge também para colmatar uma falha porque não havia nada feito sobre o assunto, não há nenhum testemunho dessa época que foi tão marcante em Coimbra.</p>
<p align="justify"><b>Que tipo de apoios é que tiveram para fazer este filme?</b></p>
<p align="justify">O filme foi produzido, realizado, tudo foi feito por mim e pelo Rodrigo, não houve qualquer tipo de apoio.</p>
<p align="justify"><img src="http://olago.wordpress.com/files/2007/06/queima.jpg" alt="queima.jpg" align="right" hspace="5" vspace="5" /><b>E que percurso tem tido? </b></p>
<p align="justify">Têm surgido convites para mostrar o filme sempre em locais pequenos,  Estivemos também no Indie Lisboa, mas tirando isso somos sempre convidados para locais pequenos, e aceitamos de bom grado. Estivemos em Arcos de Valdevez, na Fnac em Coimbra, estamos agora no Tubo d'Ensaio na Figueira da Foz.</p>
<p align="justify"><b>O vosso documentário não foi seleccionado pelos Caminhos do Cinema Português(CCP) em Coimbra?</b></p>
<p align="justify">Nós concorremos dois anos consecutivos ao CCP, com duas montagens diferentes,é um festival de Coimbra, mas das duas vezes não fomos seleccionados. Queres tirar daí alguma ilação?</p>
<p align="justify"><b>Os Tédio Boys eram uma tribo à parte no meio juvenil de Coimbra.O Paulo Furtado disse há pouco tempo numa <a href="http://http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=244631&#38;p=22&#38;idselect=218&#38;idCanal=218" target="_blank"><u>entrevista</u></a> que "a vida em Coimbra não era fácil para quem não tinha um visual tradicional".Em que é que os Tédio Boys eram diferentes do resto?</b></p>
<p align="justify">Basta olhar para eles.Quando digo "olhar para eles" não é olhar para o aspecto deles, mas que basta olhar para o que eles faziam. Faziam tudo pelos próprios meios, conseguiram ir aos Estados Unidos, conseguiram criar fãs em todo o país, quando não havia hipótese de fazer eles arranjavam uma maneira de o fazer. É olhar para a atitude deles, não é olhar para a roupa.</p>
<p><b>Eles fizeram coisas que mais nenhuma banda portuguesa fez...</b></p>
<p align="justify">Ainda hoje.<br />
<b><br />
...porque é que não lhes é dada a devida importância?</b></p>
<p align="justify">Eu não gosto daquelas frases de que "eram à frente do seu tempo", mas a verdade é que eles não se encaixam em nada. Ouves os discos hoje são muito actuais, tu vês as actuações deles...mesmo agora na sala as pessoas estavam com risos e com exclamações, porque realmente são actuações muito fortes. Eu não sei, mas eles não se conseguem encaixar, não sei porque é que as pessoas não os aceitam.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><img src="http://olago.wordpress.com/files/2007/06/bw.jpg" alt="bw.jpg" align="left" hspace="5" vspace="5" /><b>Tu disseste que eles fizeram parte de uma época em Coimbra. Como era na altura dos Tédio?</b></p>
<p align="justify">O circuito alternativo nessa altura era bastante vivo, havia muitos espaços, havia bandas, havia sempre alguma coisa a acontecer: no Clube de Celas, na Cave das Químicas, espaços que não eram para este tipo de circuito. A Cave das Químicas, se fosse alugada por um estudante podia ser usada, portanto havia sempre alguém com cartão de estudante que alugava e depois faziam-se concertos com os dos Tédio e d outras bandas de Coimbra e não só; O Clube de Celas era um clube recreativo de um bairro, não sei como é que eles alugavam aquele espaço mas também o conseguiam. Era uma altura muito viva, uma altura em que as pessoas traziam discos de Londres, fanzines, traziam uma série de coisas, que trocavam e queriam saber mais, queriam conhecer mais. Não é como hoje em que vais à Internet e sacas uma coisa, ou tens uma banda e pões no MySpace e toda a gente ouve. Ali não, havia muita troca, muita partilha, e por isso é que era uma época tão marcante...</p>
<p align="justify"><img src="http://olago.wordpress.com/files/2007/06/drive.jpg" alt="drive.jpg" align="right" height="228" hspace="5" vspace="5" width="284" /><b>E como é que tu viveste essa altura?</b></p>
<p align="justify">Eu tinha 15 anos quando saiu o primeiro disco dos Tédio, eu era muito jovem, mas vivi isso de uma maneira muito intensa. Eu mais talvez a música e os concertos, o Rodrigo mais os espaços da cidade, o States e outros locais. Mas, obviamente quando se tem 15 anos e quando se tem uma coisa como esta...é muito intenso.</p>
<p align="justify"><b>Tu que vives em Coimbra desde sempre...</b></p>
<p align="justify">...eu sobrevivo em Coimbra (risos)...</p>
<p align="justify"><b>...achas que existe uma Coimbra "antes dos Tédio Boys/depois dos Tédio Boys", e de que maneira agora a cidade está diferente?</b></p>
<p align="justify">Eles marcaram muito a cidade, introduziram muitas mudanças e há muitas bandas hoje - não só aquelas que sairam dos Tédio, mas muitas outras - que são influenciadas por eles, e que os referem mesmo como um exemplo a seguir. Mas eu acho que Coimbra está pior do que antes, sem dúvida nenhuma. Se antes havia um circuito alternativo que se mexia, agora não vejo alternativa a nada.</p>
<p align="justify"><b>Porque é que 3 dos Tédio Boys são entrevistados num corredor da Penitenciária de Coimbra?</b></p>
<p align="justify">É uma metáfora, porque os Tédio Boys falaram muitas vezes na ideia de que Coimbra aprisionava, não deixava fazer o que eles queriam, não deixava ter liberdade. Era uma ala desactivada da Penitenciária de Coimbra, que foi usada para as entrevistas com eles, exactamente por causa disso, para dar a ideia de que eles estavam presos e queriam soltar-se.</p>
<p align="justify"> <img src="http://olago.wordpress.com/files/2007/06/vit.jpg" alt="vit.jpg" align="left" hspace="5" vspace="5" /><b>No filme, o Tony Fortuna diz que quando voltou dos Estados Unidos já não se sentia em casa. Será que Coimbra é mesmo uma prisão? Porque é que sendo uma cidade universitária não há um ambiente mais criativo,onde o potencial das pessoas pode ser melhor aproveitado?</b></p>
<p align="justify">Sendo uma nativa conimbricense e vivendo lá desde que nasci, o que eu sinto mesmo é que a cidade não te dá o retorno das coisas que fazes. Nós já estivemos com o filme em vários sítios, e noutras cidades as pessoas parece que querem saber mais, que se interessam, dão-te o teu espaço, e em Coimbra não.O público mais difícil é o de Coimbra. As pessoas de Coimbra sentem que quando fazem qualquer coisa ninguém olha.<br />
<b><br />
Quais são os vossos planos a seguir para este filme?</b></p>
<p align="justify">Continuar a fazer o circuito de festivais, dependendo obviamente das selecções feitas pelos júris, continuar a mostrá-lo e até ao fim do ano editá-lo em DVD.</p>
<p align="center"><u><a href="http://tubodensaio.podomatic.com/entry/2007-06-14T03_51_26-07_00" target="_blank"><b><br />
</b></a></u></p>
<p align="center"> ____________________________________________________________</p>
<h4 align="justify"><b>Do livro do filme</b></h4>
<p align="justify"><img src="http://olago.wordpress.com/files/2007/06/capa-filhos-do-tedio.jpg" alt="capa-filhos-do-tedio.jpg" align="right" height="318" hspace="5" vspace="5" width="238" />O livro Filhos do Tédio é uma adaptação da tese de licenciatura de Rita Alcaire em Antropologia, na Univ. de Coimbra, e é a génese do documentário realizado pela própria autora e por Rodrigo Fernandes. Abordando uma faixa social de Coimbra nos anos 90, ela parte das acções dos elementos dos Tédio Boys e do movimento em sua volta, como elemento dissonante numa sociedade estereotipada e estática. Todos eles  eram muito diferentes entre si, mas resultaram numa espécie de celebração conjunta de individualismo. Neste estudo  demonstra-se a influência exercida por um grupo de pessoas que não faziam parte das faixas sociais dominantes, a sua dinâmica num movimento contracorrente ao ambiente que se vivia na altura, e analisa questões ligadas ao corpo, à performance, à música, à cidade e excentri-cidade. É um elogio à irreverência e à vontade de fazer algo diferente e fora dos padrões pré-estabelecidos, é o retrato de um outro lado de Coimbra.</p>
<p align="justify">Para adquirir este livro ou fazer uma pré encomenda do DVD, entrem em contacto com a autora através do seu <u><a href="mailto:rita@rita-alcaire.com" target="_blank">email</a></u>. Visitem também o site em <a href="http://www.filhosdotedio.com" target="_blank">www.filhosdotedio.com</a>.</p>
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